quarta-feira, setembro 30, 2009

Hello! Is anybody home?

Anda a circular um apelo no espaço cibernético para se constituir uma maioria de esquerda no parlamento, uma vez que segundo os ideólogos deste apelo, considera-se que o povo português votou maioritariamente à esquerda. Então se o PS de Sócrates fosse de esquerda o apelo andava por aí a circular?

Ver aqui: http://arrastao.org/sem-categoria/com-um-governo-minoritario-a-esquerda-tem-de-fazer-valer-os-seus-votos/#more-11755

PS: Totalmente de acordo com o Daniel Oliveira. Eu também não assino. Uma das razões do colapso do PSD e isto tem sido esquecido pelos comentadores e analistas políticos é que o PS nestes últimos quatro anos ocupou o espaço do PSD...Hello! Is anybody home?

11 de Outubro - Eleições Autárquicas

Porque consideramos que a escolha de quem vai liderar o concelho nos próximos quatro anos deve ser uma escolha informada e consciente, aqui se divulgam os programas eleitorais dos candidatos à autarquia Louletana. Começamos pelo PSD e pelo dr. Seruca Emídio.


Para as eleições autárquicas 2009 o programa agora apresentado pelo PSD de Loulé ancora-se em 5 eixos de acção que visam dar sequência ao trabalho iniciado em 2002 e que foi sufragado pelos munícipes eleitores em Outubro de 2005.Trata-se de um conjunto de propostas assentes numa agenda de prioridades com dupla perspectiva: uma primeira de preservação das conquistas feitas ao longo dos dois mandatos e uma segunda direccionada para a construção das mudanças que se identificarem como necessárias. A visão de futuro que lhes subjaz apoia-se nos grandes desafios colocados às sociedades actuais: o da sustentabilidade, o da competitividade e o da qualidade. Apoiados nestes princípios, parte-se da experiência e do conhecimento da realidade do município e daquilo que são as expectativas dos seus munícipes para traçar uma agenda de prioridades que dêem continuidade ao modelo seguido para o desenvolvimento do concelho e consequente reforço da sua posição na Região Algarve.Por toda essa agenda de prioridades perpassa o conceito de desenvolvimento da valorização do ser humano enquanto ser individual e social, traço marcante da política humanista até agora posta em prática pela actual liderança da Autarquia.

UMA AGENDA DE PRIORIDADES

1º Eixo - Educação, Valorização e Protecção das pessoas As preocupações da equipa que lidera o concelho desde 2002 centraram-se sempre nas pessoas. Todas as políticas postas em execução assentaram nesse compromisso social porque, efectivamente, não há melhor investimento do aquele que se faz nas pessoas.

Daí que a Educação tenha merecido uma atenção particular e constante e tenha consumido recursos financeiros consideráveis.

Mas irá prosseguir: novos centros educativos serão uma realidade nas Freguesias de S. Clemente, Almancil e Quarteira e completar-se-ão as renovações dos existentes. A nossa acção, no entanto, tem ido muito para além do construído, estendendo-se ao apoio às famílias, aos alunos e aos próprios centros educativos através de um conjunto variado de iniciativas.

No momento em que se vivem novas exigências nesta área e na actual sociedade do conhecimento, novas respostas irão ser dadas de forma a aumentar o nível de competências dos alunos, as taxas de sucesso educativo e a permitir uma maior oferta no ensino profissional. Numa altura em que determinadas áreas do mercado de trabalho se encontram saturadas, apostar na inovação e dinamismo das formações é também uma forma de dar resposta a eventuais necessidades sentidas em alguns sectores de actividade.

Com toda esta acção ao nível da educação pretendemos alcançar uma maior equidade entre as gerações do presente e as gerações do futuro e a igualdade de oportunidades para todos.

Por outro lado, valorizar e proteger as pessoas é cuidar da sua saúde através de uma nova oferta hospital – o Hospital da Santa Casa da Misericórdia – que estará ao serviço da população já em 2010. Ainda nesta vertente Loulé ficará dotada de uma nova unidade de apoio médico através da construção de uma Unidade de Saúde Familiar a instalar em zona central da cidade e em terreno a ceder pela Autarquia.

A coesão social é outro desiderato que perseguimos como forma de encontrar resposta para os desafios gerados pelos desequilíbrios do concelho, sempre existentes e em muito causados, até, pela nossa própria dispersão geográfica. Neste sentido, envidaremos um esforço muito concreto no reforço e apoio ao funcionamento das IPSS’s assim como promoveremos iniciativas tendentes a reforçar a solidariedade institucional entre parceiros da Rede Social.

Consubstanciar-se-á, ainda, a nossa intervenção nesta área com a elaboração da ‘Carta Social de Emergência’ enquanto instrumento de intervenção social e de tomada de decisão a curto prazo. Tal instrumento será indispensável na resolução de situações de necessidade de risco que requeiram respostas imediatas e eficazes particularmente no que ao apoio a deficientes, idosos e grupos desfavorecidos diz respeito. Outrossim, apostaremos na criação da figura do ‘Provedor do Deficiente’, com base na constituição de uma comissão alargada e transversal na defesa dos direitos das pessoas com deficiência.

Finalmente, e porque Loulé é uma ‘Cidade Educadora’, continuaremos a executar uma política de apoio sistemático ao movimento associativo que envolva as colectividades e associações de diferente matriz de todo o concelho.

2º Eixo - Planeamento, Ordenamento e Qualificação do território

A prioridade na área do planeamento e ordenamento do território é a conclusão do projecto de revisão do PDM em curso e, ao mesmo tempo, dotar as sedes de freguesia de planos de urbanização e/ou de pormenor. Parte-se do pressuposto de que os instrumentos de planeamento podem servir como instrumentos de desenvolvimento e qualificação desses aglomerados urbanos, tornando-os também mais competitivos para acolher/fixar novos investimentos, actividades e mais população.

Serão ainda capazes de contribuir para consolidar as funções que desempenham a nível concelhio e a nível regional, ou para desenvolver novas funções que permitam a sustentabilidade do concelho a médio e longo prazo.

Igualmente, é nosso propósito neste próximo ciclo político lançar os concursos públicos para a implementação dos Núcleos de Desenvolvimento Turístico, com vista à atribuição do número de camas previstas no PROT-Algarve para o concelho promovendo, desta forma, um desenvolvimento sustentável do turismo no município.

Por outro lado e numa visão de longo prazo, o estabelecimento de planos de urbanização e/ou pormenor é tanto mais importante quanto o facto de facilitar a constituição de bolsas de terreno que permitam não só a instalação de potenciais equipamentos, com vista ao aumento da oferta cultural, desportiva, social ou outras, como também a instalação de áreas empresariais e industriais.

Estas prioridades estão a ser articuladas com o desenvolvimento/ consolidação do Sistema de Informação Geográfico (SIG) do Município, visando uma melhoria na qualidade da informação disponibilizada aos munícipes.

Procuraremos que o PDM (2ª geração) seja discutido de forma participada, segundo regras de transparência, diversidade e consensualidade, assumindo-se como um instrumento de grande relevância para a vida dos munícipes. Na verdade, apesar da extrema especificidade técnica que um documento desta natureza assume é essencial que resulte de uma discussão participada.

Finalmente e embora a ‘estratégia de sustentabilidade’ do concelho atravesse as áreas económica, social e ambiental não será despiciendo considerar a sua importância para a qualificação do território. A execução de um leque variado de acções vem demonstrando a importância e as vantagens da sua implementação. Resulta daqui o ‘compromisso’ de continuar a pugnar por um concelho que vá mais à frente no investimento com o seu território.

3º Eixo - Infraestruturação de redes e Requalificação dos espaços

Depois das pessoas e do território o 3º eixo é dedicado aos equipamentos, espaços e sua revitalização. Efectivamente, a infraestruturação das redes de saneamento básico tem vindo a constituir-se como um vector fundamental da acção política dos nossos dois últimos mandatos autárquicos. E vai prosseguir.

É a continuação de uma política correcta e justa com objectivos bem securizantes. É levar mais longe o saneamento básico e tornar os espaços mais ecológicos e ambientalmente mais cuidados. Essa linha de decisão prende-se, naturalmente, com a perspectiva de melhorar a condição de vida de cada um dos nossos munícipes e de atingir um patamar de satisfação que alcance em termos de cobertura os 90% a nível do abastecimento de água e os 80% no que concerne ao sistema de águas residuais.

Este esforço irá também ser canalizado para a melhoria da rede viária por todo o concelho com especial ênfase para as entradas dos vários aglomerados urbanos melhorando deste modo as acessibilidades tão essenciais para a economia local. Mas ainda no que se refere à mobilidade a aposta futura será feita na construção de ciclovias e na atenção especial aos percursos pedonais com a consolidação dos “Corredores Verdes”. Estas vias serão implementadas sobretudo nas localidades com fluxos populacionais e turísticos significativos, direccionados e equipados para actividades lúdicas e exercício físico para todas as gerações, incluindo as mais idosas, e nas acessibilidades para deficientes, com eliminação das barreiras arquitectónicas, colocação de mobiliário urbano ajustado e adequado, boa iluminação, entre outros.

Mas também se assume o défice que as duas principais cidades encontram no plano do parqueamento automóvel. Decididamente nos próximos quatro anos iremos ‘rasgar o solo’ e construir os parques de estacionamento de que Loulé e Quarteira tanto necessitam, bem como iremos dar expressão ao Parque Desportivo do Concelho, dotando-o de condições para a prática de várias modalidades desportivas.

No que se refere à reabilitação urbana iremos prosseguir a política de valorização dos centros das aldeias, vilas e cidades que ainda não foram objecto de quaisquer intervenções criando “Espaços de Memória”, com revitalização de áreas (largos, praças, etc.) marcantes da herança patrimonial e vida das localidades, numa perspectiva de valorização estética, social, comercial e turística.

Iremos pôr em execução um programa de acção direccionado ao Centro Histórico de Loulé que sob a estratégia “Reintegrar o Centro Histórico Medieval no Centro de Loulé” foi formalizada através de candidatura com o “Projecto Charme-Loulé” ao QREN. É um projecto que envolve uma parceria com a sociedade civil e académica.

Neste sentido, pretendemos intervir nas ruas e praças que levam à zona histórica, no seu espaço público, na iluminação, nos passeios, nas zonas de estar e circulações do tecido histórico medieval, que oferece a lembrança de outros tempos no seu edificado. Com este plano de intervenção verificar-se-á uma mais estreita ligação da zona histórica com o quotidiano do centro da cidade humanizando-o, incutindo-lhe beleza e ambiente, enquanto o centro histórico ganhará em urbanidade e brilho. Assim toda a cidade beneficiará e Loulé aproximar-se-á um pouco mais do seu destino de cidade do século XXI.

4º Eixo - Protecção do ambiente e Valorização do património natural

Para uma valorização equilibrada do território é fundamental ter a defesa e a protecção do ambiente inscrita na agenda diária da actividade do município. Dessa forma, existe um conjunto de acções que, se executadas de forma integrada poderão consolidar uma política que se suporta numa estratégia de longo prazo semelhante ao já definido para a implementação do Desenvolvimento Sustentável Local. Assim, a aposta nos parques urbanos nos principais aglomerados em articulação com a estrutura ecológica concelhia será fundamental. E um bom exemplo disso é já o que se prepara para o Parque Urbano de Loulé, desenhando-se outros em função da aplicação dos Planos de Urbanização que forem sendo ‘eficazes’.

Nesta linha de actuação inscreve-se também a valorização da nossa rede Natura 2000 numa perspectiva de desenvolvimento do interior do concelho. Para além de medidas de reforço da promoção ambiental e da biodiversidade torna-se imperativa a utilização de energias renováveis, melhorando particularmente a eficiência energética nos equipamentos públicos municipais. Relembra-se que a Autarquia aderiu ao Pacto dos Autarcas que tem em vista a redução das emissões de CO2 nos seus territórios.

Por outro lado, o investimento em I&D, no âmbito do Pólo Tecnológico a ser instalado no Parque das Cidades, é o garante da prossecução de uma política que visa colocar o concelho na linha de um crescimento sustentado tendo em conta os desafios da competitividade.

No que se refere às áreas protegidas encontra-se em fase final a transformação dos sítios classificados da Rocha da Pena, na Freguesia de Salir e Benafim, e da Fonte da Benémola em Querença e Tôr, em Áreas Protegidas, o que muito contribuirá para a valorização do nosso património natural.

Outras acções serão desenvolvidas no que se refere às paisagens naturais junto das principais ribeiras do interior e à valorização do Parque Ambiental de Vilamoura. Este último visará uma perspectiva pedagógica tendo em conta a dinamização de uma ‘Pedagogia da Natureza’, no âmbito do triângulo estratégico município/associações/escolas, com incentivo à plantação de espécies autóctones e outras, promoção de agricultura urbana e outras actividades de natureza ambiental.

Por último, a referência a uma política de defesa e de manutenção da qualidade ambiental do Parque Natural da Ria Formosa, por via da nossa integração no Programa ‘Polis da Ria Formosa’, que na área que pertence ao Concelho de Loulé apresenta uma biodiversidade riquíssima que deve ser preservada.

5º Eixo - Qualificação e Melhoria da prestação de serviços ao munícipe

É para nós ponto assente que o município de Loulé deve perseguir um modelo de organização interna, sustentado na prestação de um serviço público a todos os munícipes/cidadãos que seja eficiente e eficaz, económico e orientado para a qualidade. Um modelo que aposte numa gestão integrada, racional e equilibrada na óptica da tríplice tempo/custo/qualidade, que garanta o aumento da produtividade, ao mesmo tempo que promove as competências dos seus trabalhadores e colaboradores. Este é o quadro referencial que devemos ter presente na tomada de decisões quanto aos serviços, a sua qualificação e certificação, bem como quanto às medidas que devem ser implementadas para a obtenção de resultados.

Para isso há que alterar um conjunto de procedimentos que, constituindo-se em rotinas instaladas ao longo do tempo, têm impedido uma resposta mais célere e qualificada aos utentes da Câmara Municipal. Nesse sentido, a aposta deverá ser feita no uso das novas tecnologias e das ferramentas electrónicas, sobretudo em matéria de aplicações informáticas, e na utilização alargada da Internet. Na verdade e como já acontece, a Internet e o sítio do município podem revelar-se instrumentos poderosos no envolvimento e na disponibilização de serviços on-line aos munícipes, desenvolvendo novas funcionalidades.

Por outro lado implementando canais de comunicação mais ágeis entre a autarquia e a sociedade, aos quais se acrescenta a possibilidade de alargamento do horário de atendimento dos serviços sempre que oportuno, estamos a garantir a missão primeira da administração local.

Por isso estamos disponíveis para integrar o programa nacional do ‘simplex autárquico’ como meio que permite a racionalização e desburocratização dos serviços municipais, através da adopção de métodos e processos de trabalho simplificados e inovadores, que avaliem e aliviem a estrutura organizacional e promovam a excelência de serviços.

Também por isso iremos contratualizar com o Instituto dos Registos e do Notariado IP, a instalação do sistema de emissão do ‘Cartão do Cidadão’ na Loja do Munícipe em Loulé e no Centro Autárquico de Quarteira evitando que os munícipes tenham que se deslocar a outro concelho para esse fim.

Ainda em relação ao serviços e assumindo o trabalho que vem sendo realizado há já algum tempo constitui compromisso a certificação de todos os serviços do município com as Normas NP EN ISO 9001:2008 (Qualidade) e NP EN ISO 14001:2004 (Ambiente).

Todas estas propostas deverão ser, naturalmente, complementadas com olhar especial para a valorização cívica e profissional de todos os trabalhadores e colaboradores. Todos estamos conscientes que a gestão dos recursos humanos é, sem dúvida, um factor decisivo para o desenvolvimento e funcionamento da Autarquia. Neste sentido e prosseguindo a linha iniciada em 2005, é nosso propósito continuarmos a melhorar as condições físicas de trabalho de vários serviços tanto ao nível físico como ao nível da segurança, saúde e higiene no trabalho. A elaboração dos planos anuais de formação em que a modalidade de formação em contexto de trabalho ganhe uma expressão cada vez maior e a valorização dos activos menos escolarizados, através do Programa Novas Oportunidades com vista ao Reconhecimento Certificação e Validação das suas Competências (RVCC’s) continuarão a constituir-se como acções prioritárias no próximo ciclo político autárquico.

Estes cinco eixos assentam numa política de proximidade, em permanente diálogo com os vários interlocutores.

São cinco eixos que constituem uma agenda de prioridades que se inscreve numa proposta política feita com seriedade, rigor e oportunidade.

São cinco eixos que nos comprometem com uma linha de verdade democrática, de modernidade e de liderança do concelho.

São cinco eixos que garantem a continuação de um trabalho que tem resultado numa clara e visível melhoria da qualidade de vida dos munícipes.

São cinco eixos pensados para as pessoas e forjados nos princípios éticos e nos valores humanos que perfilhamos e queremos continuar a preservar.

Ver mais aqui: http://www.seruca2009.org/

terça-feira, setembro 29, 2009

Da inabilidade política e comunicacional

1. Cavaco e Silva é um desastre a gerir a relação com os media. Sempre as geriu bem porque sempre optou por estar calado e raramente se pronunciou sobre alguma coisa da vida política portuguesa.

2. Cavaco e Silva não matou o assunto à nascença e quando comunicou para dizer que não comunicava, em véspera de eleições, no dia a seguir, despediu o seu assessor. Desastre total. Foi a mais brutal forma de comunicação. O PS agradeceu.

3. O seu discurso de hoje junta novas suspeições à suspeição. O presidente é hoje factor de instabilidade política.

4. Grave as acusações que faz ao PS de o tentarem trazer para a luta política. A ser verdade num país saudável seria motivo de queda de governo demitido pelo Presidente da República. A não ser verdade é bom que se demita o Presidente.

5. Vinte e quatro anos depois da ideologia modernizadora estimulada em Portugal por Cavaco e Silva e depois do "choque tecnológico" do Licenciado em Engenharia José Sócrates, Cavaco e Silva deixa a suspeição pairar no ar, durante dias a fio, de que a Presidência da República é escutada pelo governo para intervir no dia de hoje e explicar que "apenas hoje" ouviu os membros da segurança que verificaram que o sistema informático do Palácio de Belem é "vulnerável".

6. Os hakers e os crakers devem achar um gozo as declarações de Cavaco e Silva. Na altura em que o país atravessa a maior crise económica e social dos últimos oitenta anos o presidente Cavaco Silva decidiu acrescentar instabilidade política à provável instabilidade política. O país qualquer dia não aguenta mais disto.


7. A obsessão com a neutralidade e a independência partidária por parte do actual Presidente da República arrasou por completo o Partido Social Democrata. Querendo ser isento Cavaco ajudou ao enterro de Manuela Ferreita Leite. É de Cavaco e Silva a mais monumental trapalhada de um Presidente da República no pós-25 de Abril. O rei vai nú.

Hino à Chuva

segunda-feira, setembro 28, 2009

domingo, setembro 27, 2009

E agora José?

Quadro copiado via Calçadão de Quarteira: http://calcadaodequarteira.blogspot.com/2009/09/legislativas-vitoria-do-ps.html

Ganhou a dona abstenção com 39.40% dos votos. Mais de um terço dos eleitores não se digna a ir às urnas. A abstenção tem causas múltiplas e nem sempre com motivações políticas, mas nenhuma democracia representativa pode dormir descansada, em cima do assunto. Depois ganhou o PS. Foi o partido mais votado e é o partido que os portugueses escolheram para governar Portugal. Mas também perdeu o PS. Desce significativamente em termos percentuais e em termos de mandatos em relação às últimas legislativas e perde a maioria absoluta. O povo português é sábio. Não quer uma deriva governativa para a direita conservadora, mas também não compactua com a arrogância que se disse de esquerda e que governou à direita. Trata-se de uma mensagem clara e explícita. Só não percebe quem não quer ver. O CDS/PP de Paulo Portas surprendeu tudo e todos. Ultrapassou a fasquia dos 10%. Se não houver Bloco Central é o único que, sozinho, pode assegurar uma coligação governativa que forme uma maioria. Foi o grande vencedor da noite. Vale a pena levantar a hipótese de ter havido para o PP e o PS um efeito de campanha. O Bloco de Esquerda confirma a tendência de crescimento. Bem podem os socialistas diabolizar Louçã e o Bloco que ao fazê-lo não percebem o que estão a fazer. O PC resiste. E ainda bem que resiste. Não é expectável que suba no futuro, mas o seu declínio não parece ser para os próximos dias. Ganharam também os portugueses e a democracia portuguesa. O pântano do bloco central oculto tem agora que passar a levar a sério o facto da democracia portuguesa ser pluripartidária. Afinal a coisa não era a dois, entre Sócrates e Manuela Ferreira Leite e ia muito para além disso. As sondagens no global e com ligeiros desvios nos pequenos partidos, também ganharam e puderam respirar de alívio. Agora o presidente vai indigitar o primeiro ministro e Sócrates vai aprender que para negociar não há arrogância que resista. Quanto aos meus desejos, eles não se concretizaram, nem eram de possível concretização. Não queria mais Sócrates, mas não queria Manuela. Vou ter que esperar mais algum tempo. Um dia a esquerda sairá da caixa de pandora. Já faltou mais.

Gripe A: Alarmistas e Optimistas

Sou daqueles que pensa que uma pandemia é uma pandemia. Ponto final. Não se decreta uma pandemia à escala global por dá cá aquela palha e penso que a coisa é séria e para ser levada a sério. Com raras excepções, nos meus contactos com pessoas amigas, outras mais ou menos conhecidas e inclusivé, no contacto com alguns profissionais de saúde, tenho constactado com estupefação que o anormal sou eu. Recebi inclusivé, na minha caixa de correio, um convite do senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé, para me juntar aos milhares de pessoas que compareceram na magnífica Noite Branca louletana, a que inconscientemente respondi, com a minha presença.

Toda a minha gente me diz que isto é tudo alarmismo e que isto é uma mera gripe como as outras e que o máximo que acontece é irmos uns dias à caminha e que tudo ficará como sempre foi. Numa reunião de pais, num infantário, em que estive presente, uma das mães afirmou que a gripe era uma "moda" e perante uma sugestão minha, de se colocar frascos de desinfectante, para que todos os pais e mães, todos os dias, à entrada e à saída do infantário, lavarem as mãos, senti aquele "gozo" que todos sentimos quando percebemos que os outros acham que nos estamos a armar em chico-espertos.


Aconteceu ontem a primeira vítima mortal, de um candidato do CDS/PP às autárquicas. A relação é directa. Segundo parece não estava debilitado, nem doente de coisa nenhuma. Foi a gripe a causa de morte. A partir de agora os valentes portugueses que comigo contactam vão passar a estar mais preocupados.

Dizia hoje no jornal Público, o ex-director do Instituto de Higiene e Medicina Tropical, um reputado virulogista, que "está mais preocupado com as pessoas que acham que pandemia não é grave que com excesso de alarmismo". E refere com elevada lucidez "para qualquer pessoa não é indiferente que morram mil portugueses ou dez mil".

Acho admirável que se ache que uma pandemia é uma coisa "normal" como qualquer outra. Acompanhado do movimento de individualização crescente que nos faz estar virados cada vez mais para nós próprios. Acompanhado do crescimento do mito da eterna juventude, que pode durar hoje quase até ao fim das nossas vidas, parece-me estarmos agora em presença, do sentimento sempre pujante, da imortalidade.

Aconteça o que acontecer à nossa volta, isso não é nada connosco. Ou é lá fora, no "estrangeiro", como tantas outras vezes, com outras desgraças que vamos "observando", ou se é cá dentro, isso é uma coisa que só pode acontecer aos outros. Eu, sem andar alarmado e nem querer alarmar ninguém, ando deveras preocupado. Parabéns à ministra Ana Jorge e ao Ministério da Saúde pela forma como têm lidado com a pandemia e sobretudo, pela forma como se têm relacionado com a comunicação social e informado a população que servem. Sem alarmismos e sem optimismos. Com muito realismo. É que uma pandemia está muito para além de uma epidemia. Passem pelos Anais da História e consultem o que foi a Gripe Espanhola. Vão ver como a morte saiu à rua. Em massa.

sexta-feira, setembro 25, 2009

quinta-feira, setembro 24, 2009

O Pântano

Revisitando um post escrito em Novembro de 2008 ...

Infelizmente, Portugal não espera neste momento por nenhum Dom Sebastião e não tem a sorte que tiveram os americanos em ter Obama. Não se vislumbra no fundo no túnel nenhuma luz que possa vir a guiar os portugueses. O posso, quero e mando, do autocrata Sócrates, já não se consegue confundir mais com "determinação" e a crise económica e social do país, já não se compadece com o mais vigoroso ataque aos direitos sociais conquistados desde Abril de 1974, sem que a rua se manifeste. Sócrates atacou a dignidade profissional dos professores no seu âmago profundo. Perdeu a guerra do ataque aos direitos das populações do interior do país, face ao acesso à saúde. Atacou juízes, militares e outros que tais. Quis destruir as classes médias e quase o conseguiu. Atacou a liberdade de imprensa e alguns jornalistas e directores de jornais, como ninguém. Foi acusado, e bem, de causar "claustrofobia democrática" no país. Pôs o professor Charrua de castigo na escola. Processou blogues de cidadãos comuns. Andou de braço dado com os interesses do grande capital. Aumentou o centralismo asfixiante do país, numa espiral de concentração de poder nunca vista. Criou o polícia dos polícias na sua directa dependência. Aprovou o novo código do trabalho, contríbuíndo desta forma para o agravamento da precarização das relações de trabalho. Nacionalizou o prejuízo dos criminosos banqueiros que levaram o BPN à falência, recorrendo ao dinheiro que o Estado não tinha para as universidades, saúde, segurança social, combate à pobreza e às desigualdades sociais. Andou a recusar a crise económica, que já era evidente que nos iria bater à porta e agora quere-nos fazer passar a todos por parvos prometendo e tomando algumas medidas que simulam uma viragem à esquerda. Sócrates, é, por tudo isto, um líder com os dias contados. A vassoura nas mãos do povo, o mesmo é dizer, a democracia representativa, que o mesmo gosta de apregoar como o melhor dos mundos (quando se defendem novas formas de democracia participativa e o aprofundamento da democracia), vai fazer com que através da democracia reduzida ao direito de voto, isso seja suficiente para o pôr a andar. Tenho dúvidas se o PS obterá mesmo a maioria relativa. Perante a subida nas tendências de voto do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda, para valores para além dos 20%, com um PSD esclesorado, mas que vai tirar partido do descontentamento dos eleitores, é o pântano que está instalado. O mais inteligente dos políticos (não o melhor necessariamente) do partido que se diz socialista, António Costa, percebeu há meses, que quando não os podes vencer, mais vale juntares-te a eles e perante a percepção da decadência progressiva do governo de Sócrates, começou a fazer alianças à esquerda com Helena Roseta e Sá Fernandes, antecipando o futuro que aí se aproxima. Esta semana admitia explicitamente nos media que há um divórcio do PS com o seu eleitorado. É caso para dizer, elementar meu caro Watson. O pântano que proximamente vai ficar instalado na vida política e na sociedade portuguesa deve-se ao facto das duas opções que se irão apresentar aos portugueses e aos partidos serem ambas soluções de instabilidade política. De um lado, a hipótese do Bloco Central (a mais verosímel), do outro, alianças do PS com a sua esquerda ( de difícil imaginação nos tempos que correm) e restaria ainda a improvável aliança do PS ou do PSD com o partido de Portas. Trata-se apenas de um exercício de futurologia. Mas a teoria do pântano numa se avizinhou tão expectável. O futuro, esse, a Deus pertence.

Ver aqui: http://macloule.blogspot.com/2008/11/o-pantano.html


A Voz dos Outros

Portugal Pró Vida



Movimento de raíz confessional. A família no topo das suas preocupações. E o "inverno demográfico" como discurso legitimador do "declínio" das sociedades ocidentais. Os valores católicos como estruturantes das suas opções.

E pronto, a Voz dos Outros deu o seu contributo. A segunda divisão dos partidos enriqueceu o debate democrático. Domingo vamos a votos.

Abril em Setembro

A Voz dos Outros

Partido Trabalhista Português



Um jogo de papéis que põe em maus lençois o senhor Rosa e o senhor Laranja...

Dia 27 de Setembro - Eleições Legislativas

quarta-feira, setembro 23, 2009

Frase da Semana

"A crise se calhar até foi boa (...) Como dizia Marx: os capitalistas inventavam crises para renascerem mais fortes...e renascem mais fortes."

Belmiro de Azevedo, em 23 de Setembro de 2009, na SIC Notícias.

O Regresso do Político e o Declínio dos Tecnocratas

Ao contrário de uma boa parte das vozes que dominam o espaço mediático, considero que nesta campanha eleitoral (até ao momento) a política saiu dignificada. Numa fase em que as sociedades contemporâneas atravessam enormes transformações no plano político, económico, ambiental, social e cultural, já não há mais espaço para a sociedade do "respeitinho" do passado recente, nem para homens predestinados a levar um qualquer povo para a desgraça. A maior parte dos cientistas sociais sabe disto: a sociedade é feita de consenso e de conflito. O conflito não é necessariamente disfuncional. Às vezes é mesmo necessário que ele exista para que se saia de situações pantanosas. O consenso, especialmente quando ele é "podre", é, na maior parte das vezes, altamente disfuncional para os grupos, para as organizações e para a sociedade em geral. Dito isto, esta campanha trouxe consigo o regresso da política com P maiúsculo. Desde logo pela elevação dos debates. Vistos, a maior parte deles, por perto de um milhão de teleespectadores isso significa que a política despertou interesse lá por casa. Regressou também a política, porque desta vez o TGV foi uma entre muitas outras questões em jogo e a ideologia regressou também ao campo da luta pelo poder. Sócrates defendeu tudo aquilo que durante quatro anos rejeitou determinadamente. O investimento público como solução para a crise. O Estado Social como factor de justiça social. E, pasme-se, o diálogo com os professores como forma de reformar o sector da educação escolar. Sócrates acusou Louçã de querer voltar ao tempo das nacionalizações e ainda Manuela de querer voltar ao tempo do "orgulhosamente sós". Recusou as privatizações como forma económica dominante na gestão da segurança social, da saúde e da educação, defendendo, qual camaleão em alta metarmorfose, novamente, tudo ao contrário, do que nos últimos anos praticou.
Manuela também não engana ninguém. O "programa" tradicional da direita está lá e trata-se apenas de assumir explicitamente o que Sócrates ao fim e ao cabo andou a fazer nestes últimos quatro anos. Redução do Estado para um Estado Minímo. Alívio dos impostos para estimular o consumo (Sócrates subiu os impostos depois de prometer que não o faria) e redução das despesas do Estado através do seu "emagrecimento". Estímulo às parcerias público-privadas nas áreas da saúde, educação e segurança social, desmantelando progressivamente o Estado Social. A direita é, evidentemente, neoliberal, com a grande diferença de que não tem vergonha de o assumir. Vem, portanto aí, se o PSD ganhar, mais do mesmo, com políticas sociais de carácter "caritativo", à imagem, aliás, do que fez o governo de Sócrates na legislatura que agora termina e que não alteram no fundamental a redistribuição da riqueza; e ainda, no plano das questões ditas "fracturantes" a defesa dos valores mais "tradicionalistas" em oposição aos valores ditos mais "progressistas", defendendo o casamento "tradicional", a recusa do alargamento dos direitos dos homossexuais, etc, etc, etc. Louçã deixou-se apanhar nas "armadilhas" de Sócrates e do jornalismo de "consenso" que predomina no panorama mediático português. Não vinha mal ao mundo assumir que alguns sectores da banca, da energia e outros que se considerem vitais para a defesa do interesse público, fossem nacionalizados. Só os mais distraídos (e os que se fazem esquecidos) não repararam nas sugestões de alguns dos maiores economistas de renome mundial, entre os quais, alguns recentes prémios Nobel, de que na sequência da crise mundial, se deveria seriamente pensar, que se alguns negócios da banca afectam a vida de milhares de milhões de pessoas, isto não seria motivo suficiente para os considerar um bem público. Louçã foi, de longe, quem mais perdeu com esta campanha eleitoral, mesmo que isso até possa não se vir a reflectir no número de votos. Ficou a dúvida sobre a "verdadeira" identidade ideológica do Bloco. Jerónimo de Sousa e o PCP foram iguais ao que sempre nos habituaram. Em defesa dos direitos dos trabalhadores, contra os interesses do grande capital, por um serviço público de qualidade, em defesa do emprego e na luta contra o desemprego. O PCP consegue conter em Portugal uma morte há muito anunciada. Os amanhãs que cantam são uma visão política sem futuro. O Muro de Berlim caiu em 1989. Apesar disso, ainda bem que resiste. Portas e o CDS/PP, em alguns dos temas que explorou, encostou-se claramente à extrema direita. Demagogicamente defendeu que os polícias têm menos direitos que os criminosos, explorou o tema da insegurança como é habitual e voltou a falar nos "males" da emigração. Atacou as "arruadas" como mais ninguém o sabe fazer. Parabéns à esquerda que desta vez não explorou o demagógico tema da "insegurança". Tem estado muito bem o PS neste aspecto. Os pequenos partidos tiveram a participação que os deixaram ter e foram importantes ao colocar na agenda temas que os outros candidatos tendem a desvalorizar. O resto ficou a cargo de muita propaganda e alguns importantes "casos". Tudo normal em época de grandes "combates" políticos. A política está de parabéns. Já não há mais espaço para tecnocratas de ocasião. Confrontados com as grandes questões que se colocam à humanidade é o político que está aí de regresso. Habituemo-nos, pois, a negociar. O mundo social é feito de pequenas e de grandes escolhas.

terça-feira, setembro 22, 2009

Do Partido Que Se Diz Socialista



Via:
http://faroleste.blogspot.com/

PS: Sim. Houve a crise internacional pelo meio, mas as políticas de Sócrates são largamente responsáveis pela "involução" da quase totalidade destes indicadores.

Abril em Setembro

Dia 27 de Setembro - Eleições Legislativas

O Ruído do Silêncio

Cavaco e Silva tem uma estranha forma de fazer silêncio. Recatado. Como sempre. Silêncio ruidoso e ruinoso.

A Voz dos Outros

Partido Operário de Unidade Socialista



O desemprego no topo das preocupações. Recordar aos partidos que se dizem de esquerda alguns dos artigos fundamentais da Constituição da República.

Serviço Público

1. Excelente o Prós e Prós de 21 de Setembro de 2009. Verdadeiro serviço público. Fátima Campos Ferreira reuniu os principais responsáveis das empresas de sondagens em Portugal que em directo prestaram contas do seu ofício. Tudo clarinho que nem água. As sondagens são retratos do momento e são óptimas para ler tendências. Não são previsões. São úteis e têm efeitos sociais. São objecto de apropriações diversas e de intrumentalizações. Não são ciência. Mas nada justifica que sejam proibidas. Em geral têm acertado. As últimas europeias foram excepção. Não a regra.

2. Ao ler o jornal Público de hoje parecia estar a ler o Público da era anterior a José Manuel Fernandes. Excelentes os artigos de Miguel Esteves Cardoso, André Freire, Elísio Estanque e Francisco Scarsfield Cabral. Afinal, podem-se fazer jornais de qualidade com recurso a opiniões relativamente independentes e não comprometidas partidariamente. Não se percebe a dor de cabeça de José Alberto Carvalho, director da RTP, com a substituição de António Vitorino, se este "desistir" da RTP.

segunda-feira, setembro 21, 2009

O Mais Sexy mas o Pior Primeiro Ministro

Sócrates é o pior primeiro-ministro desde 1985

José Sócrates é apontado pelos portugueses como o pior primeiro-ministro desde que Portugal entrou na União Europeia. A sondagem exclusiva da Exame/Gemeo-IPAM indica também que Cavaco Silva é o chefe do Governo mais acarinhado dos cinco políticos que governaram Portugal a partir de 1985.

Ver aqui:
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/536594

PS: Desde 1974. Desde 1974...

A Voz dos Outros

Partido Nacional Renovador



Estou nos antípodas do PNR mas é bom que se saiba que ele existe e que vai a votos. Ainda tem uma fraquíssima expressão eleitoral em Portugal, mas o contexto de grave crise económica e social e o elevado descrédito na sociedade portuguesa em relação aos partidos e aos políticos criam o caldo de cultura ideal para que os extremos partidários cresçam. São pelo apoio do Estado às famílias, contra os partidos, contra aquilo que designam de "invasão" dos imigrantes.

A Hora de Acordar Chegou: É preciso lutar pela sobrevivência do planeta

Ver tudo aqui: http://www.avaaz.org:80/po/sept21_hub/?cl=332813423&v=4082

"A Hora de Acordar chegou! Dia 21 de setembro de 2009, mais de 2200 eventos em 128 países estarão acontecendo para demonstrar a força de um movimento global para pressionar nossos governantes a se comprometerem com o clima! Ligue para o seu chefe de Estado agora (...) Seja educado e transmita a seguinte mensagem: queremos que o seu chefe de Estado viaje para Copenhague em Dezembro e assine um tratado climático que seja justo, ambicioso e vinculante!"

Em Dezembro, em Copenhaga, é o futuro do Planeta Terra que está em jogo!

Abril em Setembro

Pedro Barroso - Menina dos Olhos de Água



Boa semana de trabalho para todos aqueles que ainda têm a felicidade de o manter!

domingo, setembro 20, 2009

Uma Campanha Alegre e o PS Possível

"As pessoas vão passar a nascer em casa ou a morrer em casa, para além daqueles que já andam a nascer pelo caminho"
Manuel Alegre em 19/01/2008

O ex-candidato presidencial independente e deputado socialista, Manuel Alegre, teceu hoje duras críticas à reforma dos serviços de saúde, considerando que se trata de um "erro colossal" e de uma política "estapafúrdia" do actual Governo.
Ver aqui:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1317134&idCanal=23

"O Código do Trabalho é muito negativo, essa é a coisa mais negativa e é até a razão principal da minha não entrada nas listas, porque considero que era preciso alterar o Código do Trabalho e revê-lo"
Manuel Alegre em 11/07/2009
Ver aqui:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1305461

“Confesso que me chocou profundamente a inflexibilidade da Ministra e o modo como se referiu à manifestação, por ela considerada como forma de intimidação ou chantagem, numa linguagem imprópria de um titular da pasta da educação e incompatível com uma cultura democrática”
Menuel Alegre em 11/11/2008
Ver aqui:
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1042289

Oiça aqui Manuel Alegre na tsf em 11 de Novembro de 2008:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1042539

"Com a idade que tenho já não há paciência. Alegre caiu no pior de Sócrates. O desespero, em época de derrocada total, faz destas coisas. Alegre esteve quase a ser proscrito pelos fiéis de Sócrates. Não vale tudo. É altura de dizer basta!"
João Martins em 20 de Setembro de 2009

Os Bons e os Maus Pobres da Campanha de Paulo Portas

É velha esta ideia na História da relação da sociedade portuguesa com a pobreza e os pobres e Paulo Portas apenas a está a explorá-la com a mais profunda das demagogias.

Existem então os "bons" portugueses que são aqueles que verdadeiramente "trabalham" e que não podem compactuar com os "maus" portugueses que vivem "à custa" do rendimento social de inserção. E dentro dos que vivem do rendimento social de inserção existem os pobres e desempregados que são "merecedores" e os pobres e desempregados "não merecedores".

Como eu gostava que existissem estas preocupações com a fuga ao fisco das grandes fortunas.

A campanha de Portas para além de algumas boas idéias e sérias, foi a que levou mais a sério as mais deploráveis propostas. Até os criminosos já são percepcionados como tendo mais direitos que os polícias. Paulo Portas nunca deve entrado num estabelecimento prisional em Portugal.

A Voz dos Outros

Partido Popular Monárquico

http://ww1.rtp.pt/blogs/programas/debateslegislativas09/?Entrevista-a-Nuno-da-Camara-Pereira---PPM---Antena-1.rtp&post=3384

Servir a pátria. Fiel à trilogia; Deus, Pátria e Rei. Apoiar as pequenas e médias empresas. Recuperar a agricultura. Apostar no mar e na pesca. Defender a natureza. Para o PPM a crise é de valores.

Dia 27 de Setembro - Eleições Legislativas

sábado, setembro 19, 2009

Comme D' Habitude

Claude François



COMME D'HABITUDE
Words and Music: Jacques Revaux, Claude François & Gilles Thibault - 1968

Je me lève et je te bouscule
Tu ne te réveilles pas comme d'habitude
Sur toi je remonte le drap
J'ai peur que tu aies froid comme d'habitude
Ma main caresse tes cheveux
Presque malgré moi comme d'habitude
Mais toi tu me tournes le dos
Comme d'habitude

Alors je m'habille très vite
Je sors de la chambre comme d'habitude
Tout seul je bois mon café
Je suis en retard comme d'habitude
Sans bruit je quitte la maison
Tout est gris dehors comme d'habitude
J'ai froid, je relève mon col
Comme d'habitude

Comme d'habitude, toute la journée
Je vais jouer à faire semblant
Comme d'habitude je vais sourire
Comme d'habitude je vais même rire
Comme d'habitude, enfin je vais vivre
Comme d'habitude

Et puis le jour s'en ira
Moi je reviendrai comme d'habitude
Toi, tu seras sortie
Pas encore rentrée comme d'habitude
Tout seul j'irai me coucher
Dans ce grand lit froid comme d'habitude
Mes larmes, je les cacherai
Comme d'habitude

Comme d'habitude, même la nuit
Je vais jouer à faire semblant
Comme d'habitude tu rentreras
Comme d'habitude je t'attendrai
Comme d'habitude tu me souriras
Comme d'habitude

Comme d'habitude tu te déshabilleras
Comme d'habitude tu te coucheras
Comme d'habitude on s'embrassera
Comme d'habitude

Comme d'habitude on fera semblant
Comme d'habitude on fera l'amour
Comme d'habitude on fera semblant

Uma Campanha Alegre


Eu gostaria que Manuel Alegre explicasse a sua presença na campanha eleitoral, hoje, ao lado de José Sócrates. A manutenção do poder não justifica tudo. Depois de quatro anos a criticar as políticas de José Sócrates, afinal não interessava para nada o rumo das políticas. O que interessa mesmo é a manutenção do poder a qualquer custo. Eu voto Bloco de Esquerda. Ponto final. O partido socialista juntou-se ao partido que se diz socialista, na catarse final. E o que é triste é que foi o primeiro que se curvou perante este último.

Abril em Setembro

Pedro Barroso - Menina dos Olhos de Água

A Voz dos Outros

Partido Nova Democracia



Este e-mail chegou à minha caixa de correio no início de Setembro. Aqui o reproduzo para que conste para a história das legislativas 2009. A RTP acabaria por fazer um debate dos "pequenos partidos".

Os debates na RTP e na RTPN (Nota de Manuel Monteiro)

1. Não tenho por hábito reivindicar a minha presença, em debates promovidos por jornais, rádios ou televisões. Habituei-me a respeitar os chamados critérios editoriais, no pressuposto de que são norteados pela isenção, pela igualdade de oprtunidades, pela equidade e pela informação plena e objectiva. Recordo-me ainda dos tempos, pós-revolução, em que os órgãos de comunicação social eram controlados e dominados pelos comunistas e fui dos que lutaram, mesmo sendo um jovem, pela restituição da liberdade total contra a imposição totalitária de alguns.

2. Sou, como é sabido, candidato a deputado pelo Círculo Eleitoral de Braga, nas próximas eleições legislativas do dia 27. A minha lista foi entregue a tempo e horas, preenchendo os requisitos legais exigidos, sendo por isso mesmo uma lista com os mesmos direitos, e deveres, das demais candidaturas concorrentes.

3. É certo que não baseio a minha acção na chamada cobertura noticiosa, já que o trabalho que venho desenvolvendo se baseia no contacto directo com as populações e teve inicio concreto há mais de um ano. Não desconheço todavia, até pelas funções políticas que já exerci no passado, como o facto de "sermos notícia" pode fazer muita diferença no acesso aos eleitores. Não o desconheço eu, não o desconhecem os meus concorrentes e não o desconhecem seguramente os responsáveis pelos órgãos de comunicção social.

4. Ainda assim, e apesar da diferença de tratamento noticioso ao nivel da esmagadora maioria dos órgãos de comunicação social nacional ser gritante, tenho-me mantido sereno, silencioso, fazendo um caminho próprio sem reagir ou comentar a "preferência" ou "a não preferência" deste ou daquele jornal, desta ou daquela rádio, desta ou daquela estação televisiva. Sou um candidato regional, luto por Braga e pelo Minho e estou à margem dos casos e dos factos, que animam a dita política nacional.

5. Estranhei o facto da RTP, apesar de ter confirmado a sua presença, não ter feito a cobertura do comício da Nova Democracia, partido pelo qual sou formalmente candidato, no passado domingo, na Apúlia. Mas se a direcção nacional do partido, pelo menos com o meu conhecimento, não reagiu, nem se queixou, quem era eu para questionar a ausência. Uma vez mais mantive a minha posição de candidato regional, calando-me diante o que considerei, em privado, uma clara e óbvia discriminação por parte da estação pública de televisão.

CHEGOU O TEMPO DE NÃO ESTAR CALADO

6. Mas se há um tempo para o silêncio, também há um tempo para reagir, para falar, para protestar. E é isso que decidi agora, publicamente, fazer.

7. Hoje, a RTP, através da RTP N, promove um debate com alguns cabeças de lista pelo distrito de Braga. Convidou o PS, o PSD, o CDS, o PCP e o BE. Não me dirigiu nenhum convite. Trata-se de uma atitude discriminatória, não isenta e covarde. Quando todos falam do que se passou na TVI é curioso que ninguém abra a boca quanto à forma como a RTP se comporta, seguindo uma linha orientadora que não é nova mas que se mantém fiel à vontade do sistema dominante.

8. É discriminatória, porque decide quem tem direitos e quem os não tem; não é isenta, porque escolhe quem são os partidos que podem ter presença nos seus programas e que a eles não tem acesso; e é covarde porque não assume de forma clara, e transparente, os seus critérios. Lamento que os jornalistas da RTP, aqueles que são livres e que não andam à boleia do poder (e na RTP há vários), não se manifestem.

9. A informação praticada pela RTP é, no que diz respeito a esta matéria, uma autêntica fantochada. A liberdade de informação é violada e esta violação é feita perante a cumplicidade de todos os que aceitam com ela pactuar. Quem hoje vai à RTP N, considera-se proprietário da democracia e por isso não tem a coragem de dizer o que quer que seja.

10. Se eu fosse um candidato pedófilo, corrupto, desonesto, com processos por favorecimento em negócios com dinheiro do Estado, tinha as portas da RTP abertas, como não sou querem silenciar-me. Um destes dias quando a força das palavras for substituida pela palavra da força e os responsáveis da RTP sentirem, no terreno, a ira e a revolta daqueles que silencia, talvez as coisa mudem.

11. Quero anunciar que vou perguntar à ERC- Entidade Reguladora da Comunicação Social - se tenciona ou não agir, face ao claro desrespeito que a RTP demonstra ao não convidar a candidatura por mim liderada, no Círculo de Braga.

12. E se o critério é o da representação parlamentar, gostaria de saber quem é o deputado, por Braga, do Bloco de Esquerda. Ou será que a RTP já decidiu, antes do voto, que o BE elegerá, em Braga, um deputado? Até neste ponto se constata a incorrecta actuação da RTP. Até neste ponto se verifica como não é séria a sua decisão.

Manuel Monteiro

Candidato a deputado pela NOVA DEMOCRACIA e apoiado pelo Movimento MISSÃO MINHO

Braga, 4 de Setembro de 2009

A Voz dos Outros

Movimento Esperança Portugal



O desemprego como principal preocupação. Uma trajectória política fora dos partidos.

Prognósticos só no fim do jogo

Veja os resultados e as interpretações das últimas sondagens aqui: http://sic.sapo.pt/online/noticias/portugal2009/20090918-sondagem.htm

E veja a interpretação das mesmas sondagens pelo Pedro Magalhães aqui:
http://margensdeerro.blogspot.com/

sexta-feira, setembro 18, 2009

Bom Fim de Semana!



Tenho demasiado incutido o respeitinho, em mim, para passar a parte II. Procurem e oiçam que vale a pena...

Sócrates e a Comunicação Social...De Novo

Isto já ultrapassou todos os limites do aceitável...agora é o ataque ao director do jornal Público...de novo...

Acabe-se de uma vez por todas com os órgãos de comunicação social. Só partidos e polícia e viveriamos todos felizes. Em ditadura, mas certamente felizes...

A minha homenagem

O Professor Virgílo fez parte de uma geração de professores da Escola Secundária de Loulé que marcaram indelevelmente pela positiva a minha formação. Com o professor Virgílio aprendi entre muitas outras coisas a valorizar-me a mim próprio. Impossível ficar indiferente à sua paixão pelas letras. Parte, mas ficará certamente no coração de muitos dos seus alunos.

Comprar votos? Fechem-se já as televisões...

Parece que se andam a "comprar" votos lá para as bandas do PSD. Solução: Fechar a SIC, a RTP e todos os canais internacionais. A TVI já não é preciso. E depois pressionar toda a imprensa escrita e os directores de rádios nacionais para que a coisa seja uma não notícia. E ainda sobra a internet...o que fazer com a internet?

Por ler e ver tudo aqui...na internet...
http://diario.iol.pt/politica/antonio-preto-helena-lopes-da-costa-militantes-psd-votos-ferreira-leite/1089598-4072.html

Dia 27 de Setembro - Eleições Legislativas

quinta-feira, setembro 17, 2009

Sinistralidade Rodoviária: Uma Pandemia Sem Fim

Tragédia em Penafiel



Apesar de a sinistralidade rodoviária ter vindo a diminuir nos últimos anos em Portugal, quer em número de mortos, quer em número de feridos, o nosso país continua a ser dos que têm mais altas taxas de sinistralidade na União Europeia. A pandemia da gripe, por enquanto; e ainda bem, não fez vítimas em Portugal. A pandemia rodoviária, teve, em 2009, o pico da sua tragédia em Penafiel. Sete jovens, entre os dezassete e os vinte anos faleceram. Penafiel está de luto.

Ver aqui dados sobre a evolução da sinistralidade rodoviária nos últimos anos: http://www.estradasdeportugal.pt/index.php/seguranca-rodoviaria/58-evolucao-da-sinistralidade-rodoviaria-

quarta-feira, setembro 16, 2009

Mudar alguma coisa para que fique tudo na mesma

Durão Barroso foi reeleito Presidente da Comissão Europeia com o expectável apoio de Sócrates. Presumo que tendo existido essa coisa que os intelectuais designam de neoliberalismo e que muitos deles apontam como uma das principais causas do colapso económico que agora atravessamos, nunca existiram neoliberais. O predador neoliberalismo foi uma realidade. Os neoliberais uma invenção recalcada do espírito humano. A Europa votou e votou maioritariamente à direita. Em Portugal, Sócrates apoiou as políticas neoliberais de Durão Barroso com a sua escolha do inevitável "português". Alguma coisa mudou, para que se reforçasse a legitimidade do que estava e para que tudo ficasse na mesma.

Em Portugal, Sócrates, afinal nunca foi neoliberal. Aliás, sendo justo com o andamento da História Política de Portugal, Sócrates é agora um feroz crítico do neoliberalismo. O neoliberalismo é a fonte de todos os males. Sócrates desde a crise mundial e sobretudo depois da derrocada eleitoral nas eleições europeias de 2009, é um acérrimo defensor da intervenção/regulação do Estado na economia, do investimento público e do Estado Social. Só não se percebe é o apoio ao neoliberal Barroso. Mas isso dos neoliberais, são apenas fantasmas do passado. É preciso mudar alguma coisa para que tudo fique na mesma. É apenas, mais uma, crise cíclica do capitalismo neoliberal. Marx afinal, em parte, tinha razão. Muito poucos aprenderam alguma coisa com a crise. A maioria não aprendeu nada.

Nota: A foto foi copiada do blogue Calçadão de Quarteira.

terça-feira, setembro 15, 2009

Da Distribuição da Riqueza

Américo Amorim é o bilionário que acumula a maior fortuna portuguesa em 2009. Belmiro de Azevedo, o segundo classificado, fica a muitos milhões de euros de distância. A revista Exame publicou a lista das maiores 25 fortunas nacionais, as quais totalizam 17 718 milhões de euros, isto é, 10,7% do PIB português de 2008 a preços correntes. Com um património estimado em 2 005,73 milhões de euros, Américo Amorim encabeça este grupo, seguido por Belmiro de Azevedo (1 437,82 milhões de euros) e pela família Guimarães de Mello (1 245,4 milhões). O património de Luís de Melo Champalimaud, o mais “pobre” dos mais ricos, foi avaliado em 321,7 milhões de euros. Os efeitos da crise parecem, porém, estar a afectar as grandes fortunas, que pelo segundo ano consecutivo desvalorizaram, desta vez 8,5%

Fonte: http://observatorio-das-desigualdades.cies.iscte.pt/index.jsp?page=news&id=58

A Voz dos Outros

Movimento Mérito e Sociedade



MMS queixa-se de falta de igualdade de oportunidades de tratamento pela comunicação social e oferece, cinco bilhetes, de viagem, aos principais partidos, para a Conchichina...

Dia 27 de Setembro - Eleições Legislativas

A Voz dos Outros

Frente Ecologia e Humanismo

Coligação - Partido Humanista e Partido da Terra

http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=94&did=69853

Excelente a proposta do aprofundamento da democracia não só na política mas também na empresa...

Liga Para a Protecção da Natureza Abandona Movimento de Defesa do Pontal

Em Junho passado a LPN Algarve aderiu ao MDP – Movimento de Defesa do Pontal, uma iniciativa que tem conhecido, desde há já alguns anos, diferentes momentos e impulsionadores, mantendo um denominador comum: o desejo de preservação e valorização do património natural presente naquele importante espaço, partilhado pelos concelhos de Faro e Loulé.

No seu actual formato, o MDP reúne diversas associações, forças partidárias e cidadãos e cidadãs a título individual.

Nesse âmbito, a LPN Algarve integrou um grupo de trabalho mais restrito (integrando ainda Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve, Bloco de Esquerda, Almargem e Megasport) reunido com o objectivo específico de dinamizar um leque variado de acções que promovessem uma tomada de consciência alargada da sociedade – farense e louletana, de uma forma mais específica – para as questões em torno do Pontal, da sua preservação, gestão e valorização.

Pese embora a tarefa partilhada deste grupo, verificou-se, no decorrer das várias sessões de trabalho promovidas, que as posturas, visões e objectivos de longo-prazo das entidades presentes se revelaram divergentes. Dos esforços de conciliação e ultrapassagem das diferenças encontradas não resultaram efeitos práticos ou produtivos, no sentido da prossecução daqueles que são os grandes objectivos do MDP.

Assim sendo, entendeu a LPN Algarve terem-se esgotado as condições necessárias à sua participação no MDP, que apenas tinha enquadramento ao nível cívico e técnico.

Não tendo a LPN Algarve quaisquer outras ambições ou interesses, nomeadamente partidários ou eleitoralistas (cuja legitimidade, obviamente, não questiona), não aceita, nem aceitará nunca, tomar parte, ser peão ou figurante de disputas de natureza divergente daquela que é a participação cívica aberta, dialogante e independente.

Assim sendo, a LPN Algarve torna público o seu abandono do MDP, por não mais se identificar com o rumo tomado por esta plataforma e não poder, em consciência e com o rigor, isenção e elevação que o seu bom-nome institucional – granjeado ao longo de 21 anos de actuação – obriga, continuar a tomar parte no mesmo.

Ainda assim, porque a LPN Algarve reconhece e subscreve o princípio que o norteia, deseja o maior sucesso ao MDP, pois não enjeita o sucesso de qualquer iniciativa apenas porque não a subscreve.
Por essa mesma razão, pese embora este passo, a LPN Algarve manterá o Pontal, a sua preservação e a sua valorização na sua agenda e nos objectivos dos seus esforços.

11 Setembro de 2009


A Direcção da LPN Algarve

Fonte:
http://defesadopontal.blogspot.com/2009/09/comunicado-de-imprensa.html

segunda-feira, setembro 14, 2009

ASAE fecha a Sopa dos Pobres

Enquanto o país atravessa a maior crise económica e social das últimas décadas. Enquanto o Algarve duplica os números do desemprego, na época em que habitualmente mais cresce o emprego. Enquanto os políticos gastam balúrdios em gigantescos cartazes eleitorais. Enquanto a fome e a miséria humana alastra. Enquanto tudo isto acontece, aparece, de novo, a ASAE, ao seu melhor nível, a fechar o refeitório social de Faro. O drama que se coloca, com tal excesso de zelo, é que provavelmente, para uma boa parte dos pobres e miseráveis do reino dos Algarves, é melhor comer a sopa dos pobres, mesmo com baratas por perto, do que ficar sem o seu último reduto de sobrevivência. A ASAE é outra marca de excelência da governação de Sócrates. Esta ASAE, precisa, urgentemente, de uma reforma de sensibilidade social. Até o líder do PNR repudiou esta magnífica decisão.

Ver aqui: http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=31716

A Voz dos Outros

Garcia Pereira - PCTP/MRPP

http://tv1.rtp.pt/antena1/index.php?t=Legislativas-2009---Entrevista-a-Garcia-Pereira-PCTPMRPP.rtp&article=1231&visual=11&tm=16&headline=13

No diagnóstico, totalmente de acordo com a visão económica de Garcia Pereira.

Dia 27 de Setembro - Eleições Legislativas

Se é asfixia não é democrática e se é democrática não está asfixiada

Não sei muito bem o que é isso de "asfixia democrática". Presumo mesmo que toda a asfixia é autocrática e toda a democracia só o pode ser se não tiver asfixiada. Ora o que também sei é que vivemos numa democracia. Ponto final. Mesmo que essa democracia seja de baixa intensidade, ninguém pode dizer que esteja em causa o regular funcionamento das instituições democráticas, sob pena de ao dizê-lo, correr o risco, de não saber o que está a dizer.

Mas há que reconhecer esta simples coisa. Uma coisa é a democracia formal. Outra completamente diferente são as práticas, mais ou menos democráticas, prevalecentes nessa democracia. E aí a democracia portuguesa é certamente uma democracia de baixa intensidade. Não só porque o poder político não vê com bom olhos a democratização da democracia através da implementação de formas de democracia participativa, como também, a cidadania na sociedade portuguesa deixa, ainda, muito a desejar. Muitos anos de ausência de liberdade, deixaram consigo, uma cultura da obediência, de apatia e de não questionamento das coisas da vida em sociedade, em detrimento dos espíritos livres, participativos e inconformados.

Posto isto, é preciso dizer que do que agora nos queixamos, tem que ver com uma cultura governativa, a do governo de Sócrates, que ficou refém de uma frágil concepção do que é a democracia e a prática da governação democrática. Desde que se cumpra a lei (quando não dá, até jeito, atropelá-la, em nosso favor) isso é sinal, pensa este governo, que a democracia está cumprida.

E isso tem sido extremamente danoso à democracia portuguesa nos últimos quatro anos. Foi assim que se pôs o professor Charrua de castigo na escola. Foi assim que se atacaram vozes críticas como o Professor Balbino Caldeira, processando o blogue Do Portugal Profundo. Foi assim que se processaram nove jornalistas e vários jornais de uma assentada. Foi assim que se eliminou (o termo é mesmo este) o Jornal Nacional da TVI do mapa da mediocracia portuguesa. Foi assim que se tentou o controlo subtil dos meios de comunicação social.

Foi assim que se atacou os sindicatos de uma forma nunca vista desde o 25 de abril de 1974. Foi assim que se processaram judicialmente manifestantes que se insurgiram contra as políticas governativas. Foi assim que o medo se foi progressivamente instalando numa boa parte das instituições da sociedade portuguesa. Foi assim que a crítica política foi, sem o mais pequeno bom senso, da parte do Primeiro Ministro de Portugal, ajectivada de "maledicência", "bota-abaixismo" e "negativismo". E foi assim que surgiu esta coisa da "asfixia democrática".

Democratizar ainda mais a democracia é urgente. Uma democracia reduzida aos seus aspectos meramente formais, corre o risco, de aos poucos, deixar de o ser. Se caminha para a asfixia, deixa de ser democracia. Se é uma verdadeira democracia, ninguém anda cá a falar de asfixia. É tudo uma questão de valorização das liberdades. E você? Valoriza a liberdade?

sábado, setembro 12, 2009

Petição Pela Valorização do Pontal

“Petição Pela Valorização do Pontal”

Destinatários: Câmaras e Assembleias Municipais de Faro e Loulé e Parque Natural da Ria Formosa/ICNB

“Petição Pela Valorização do Pontal”

Partilhada pelos concelhos de Faro e Loulé, a Mata do Pontal tem uma área de 627 hectares e constitui um conjunto de ecossistemas de enorme valor natural e paisagístico. Contém uma das maiores manchas florestais de pinhal de uso múltiplo do litoral algarvio e a maior dos concelhos. Constitui igualmente uma das áreas de maior valor natural e paisagístico da orla terrestre do Parque Natural da Ria Formosa (PNRF), compreendendo ecossistemas e uma biodiversidade com valores naturais excepcionais como várias espécies animais e vegetais em grande risco de extinção e algumas únicas a nível mundial, onde se inscreve a Tuberaria Major. Estando inserida no PNRF, partilha com este uma grande sensibilidade ecológica e o respectivo estatuto de protecção internacional através de várias classificações como a de Parque Natural, Zona de Protecção Especial (directiva Aves), Sítio de Interesse Comunitário (directiva Habitats), Convenção de Ramsar (zonas húmidas) e Convenção de Berna (vida selvagem e ambiente).Não obstante a sua importância, esta zona concentra desde há muito em seu redor uma enorme pressão imobiliária, a qual levou já ao desaparecimento de parte da área florestal original para dar lugar a empreendimentos turísticos e campos de golfe. De igual forma, devido a negligências e inércias de vária ordem, a Mata do Pontal continua a ser alvo de acções não compatíveis com os valores naturais em presença, as quais têm contribuído para a sua degradação.Apesar disso, o facto desta área florestal se encontrar ainda num razoável estado de preservação e de apresentar uma fraca ocupação humana, faz dela um espaço natural único, e, sem dúvida, uma área de grande potencial para a conservação da Natureza e desenvolvimento sustentável, através de funções culturais, científicas, de manutenção da saúde, de educação e sensibilização ambiental, de lazer e mesmo económicas para as populações locais, desde que compatibilizadas com os valores naturais em presença. Esta requalificação do espaço natural e a implementação de estruturas com vista à criação de áreas compatíveis com o seu usufruto de forma ambientalmente sustentável pelas populações, vai também constituir uma atracção para as cada vez maiores faixas de turistas que procuram o Turismo de Natureza. A criação e gestão sustentável deste espaço também vai garantir que este recurso ambiental de enorme valor vá permitir o seu usufruto tanto pelas gerações actuais como pelas futuras.Perante os factos acima referidos, vêm os abaixo assinados apelar às entidades referidas que seja criado o Parque Ambiental do Pontal, assegurando desta forma a defesa do interesse público da Mata do Pontal, salvaguardando a valorização dos seus ecossistemas, biodiversidade e paisagens e levando a que a população possa justa e finalmente usufruir em pleno direito de todo o potencial contido neste seu património.
.
http://www.peticao.com.pt/pontal

sexta-feira, setembro 11, 2009

Prognósticos só no fim do jogo

http://sic.sapo.pt/online/noticias/portugal2009/sondagem+PS+e+PSD+empatados.htm

PS: Valem o que valem, mas é importante não as jogar fora para o caixote do lixo.

Fundamentalismos e extremismos ideológicos: O Poder de nomeação

Está a ser muito interessante do ponto de vista da luta político-partidária, nestas eleições legislativas, a luta pela imposição de uma definição do lugar ideológico dos adversários políticos. Até ao dia de hoje, Sócrates rotulava toda a oposição, da esquerda à direita, de "negativista" e "bota-abaixista". A crítica política passou a ser definida de "maledicência" e quem não está do lado de Sócrates só pode estar contra Sócrates.

Esta semana as coisas mudaram. Já não se trata de toda a oposição ser "negativista", mas apenas a oposição de "direita". Sócrates procura desta maneira colocar-se a si próprio à "esquerda". A esquerda do PS e em particular o Bloco de Esquerda passou a ser rotulada de "aventureirista", "radical" e "extremista" e o PS de Sócrates quer ganhar para si os louros de partido "socialista moderado".

Louçã não demorou a reagir e a procurar redefinir a visão do mundo que o PS de Sócrates quer fazer passar por "verdade". O Partido socialista de Sócrates é "fundamentalista". Fundamentalista na forma como promove a precarização do trabalho, na forma como recusa o combate eficaz à corrupção e, presumo, fundamentalista na forma como faz os seus "negócios".

Sócrates quer impôr o rótulo de "extremista" a Louçã e este busca, de imediato, a redefinição do seu lugar ideológico. A ideologia regressou como terreno de luta política. Os línguísticas sabem bem destas coisas. A "realidade" tida como "objectiva" é o resultado das lutas pela imposição da "realidade" tida como mais legítima. Este é o poder da nomeação. E pode fazer toda a diferença, as palavras que nomeiam a realidade, nas coisas por elas nomeadas . Não me parece nem que Sócrates seja "fundamentalista", nem que Louçã seja "extremista". Mas em política, mais importante do que o ser, é o parecer.

quinta-feira, setembro 10, 2009

11 de Setembro de 2001



Há factos que marcam a História e as estórias de quem vive o dia a dia do planeta terra. Tinha trinta e um anos de idade. Nunca mais esqueci o sítio onde estava, quando uma colega minha recebeu uma mensagem por sms, de um amigo, que lhe escrevia, a dizer, estar a começar a terceira guerra mundial. Estava em Faro. Em formação na Escola de Hotelaria. Fez-se uma pausa nos trabalhos. No primeiro café ali perto, assisti, estupefacto, ao embate do segundo avião. O primeiro tinha, já, acabado de embater numa das Twin Towers. O sentimento foi de estupefação e angústia. Ninguém percebeu de imediato o que se estava a passar. Geoge W. Bush veio mais tarde censurar inequivocamente os ataques terroristas e declarar a Guerra ao Terror. A America ganhava um novo inimigo, agora sem rosto, depois da derrocada do comunismo lhe ter esvaziado a sua maior oposição externa. Até hoje, ninguém sabe muito bem o que aconteceu. As teorias da conspiração dispararam. Bin Laden, procurado, vivo ou morto, nunca chegou a aparecer. Quem já desapareceu, foi mesmo, George W Bush. Este desaparecimento último, foi, talvez, um pequeno passo atrás na vida de Bush. Mas foi, com toda a certeza, um enorme passo para toda a Humanidade. Neste dia, a realidade, ultrapassou, largamente, a ficção.

Memórias de Infância

Loulé - Largo de São Francisco

A Escola Primária da D. Dorila

Aqui neste edificío aprendi a ler, a escrever e a contar. Não havia Magalhães. O quadro era de ardósia, preto. A régua era de madeira e estalava. Os alunos eram um espécie de receptáculos passivos do saber reproduzido pela professora. A resposta às questões por esta colocada, tinham que estar correctas, sob pena de sanção. Os dedos no ar indicavam que só se falava com autorização professoral. Os rios, as montanhas e as passagens de nível de Portugal eram para saber na ponta da língua. A professora mandava, os alunos obedeciam. A autoridade não se discutia. O medo estava omnipresente na sala de aula. A socialização direccionava-se para a ordem, para a obediência e para o não questionamento do que quer que fosse. Qualquer vestígio de uma cultura de participação e de estímulo à criatividade não entrava sequer no espaço do pensável . O regime de Salazar pertectuava-se também através do sistema de ensino. Foi essa herança que aqui fui encontrar. Apesar disto tudo e à luz do contexto da época, considero que a D. Dorila foi uma excelente professora. Era assim a escola "paga" do Largo de São Francisco. Aqui fiz a minha quarta classe. Só depois veio a escola pública. E de São Sebastião "emigrei" para a Campina de Cima. As escolas e a sua localização no espaço urbano davam, nos dias de hoje, pano para mangas, em termos da sua discussão. Mas isso não entra neste post.