terça-feira, outubro 30, 2012

Os Gregos Estão Lá, Eles Ainda Não Foram Exterminados

Penso que era isto que o banqueiro Fernando Ulrich queria dizer.

"(...) os gregos estão vivos, protestam com um bocadinho de mais veemência do que nós, partem umas montras, mas eles estão lá, estão vivos".

Os Novos Fascistas

Vem aí a destruição quase completa de um frágil Estado Social construído com muito sangue, suor e lágrimas. Hoje já ninguém dúvida que este governo está a operar a sua vingança face às conquistas de Abril e pode inclusivamente em nome da defesa do seu modelo económico acabar com a democracia. Já não se trata só dos seis meses da candidata Manuela Ferreira Leite. É muito mais intenso e profundo do que isso.

Para Que Conste Para A História Que Em Loulé Houve Gente Que Resistiu À Barbárie Austeritária

domingo, outubro 28, 2012

Um Vereador Inútil


Ex.mo Senhor Vereador Aníbal Moreno, eleito pelo PSD Loulé na Câmara Municipal de Loulé, responsável pela higiene, saúde e segurança pública no Concelho de Loulé. Na qualidade de cidadão do concelho de Loulé, eu João Martins, venho por este meio manifestar o meu profundo repúdio pelo desleixo, indiferença e incompetência com que é tratado o espaço público no jardim infantil "O Pequeno Jardim da Vila". Num parque destinado a crianças é profundamente espantoso como se pode deixar o espaço público chegar a este nível de degradação. Conseguiria o senhor vereador viver com uma casa de banho neste estado na sua casa? Os moradores de Almancil exigem da sua parte a mais rápida intervenção no sentido de repôr a dignidade e o respeito que estes cidadãos a quem vossa excelência deveria representar merecem. Muito obrigado pela sua atenção.

sábado, outubro 27, 2012

A Resposta Do Povo À Maratona Do Fascista Gaspar Só Pode Ser O Boxe Na Sua Modalidade Olímpica


Num deste últimos dias que passaram, um dos muitos adiantados mentais que fazem parte das elites dominantes que têm destruído as nossas vidas veio dizer que era necessário uma renegociação "honrada" da dívida qual melhor maneira de buscar a distinção social através dos usos da dúvida. Hoje mesmo, um palerma que por acaso é Primeiro Ministro de Portugal veio dizer que chegou a hora da "refundação" do Memorando da Troika. Não se trata segundo o palerma de renegociação da dívida. Não, que não se pense nisso. O palerma já disse que a via é a reforma acelerada do Estado que na cabeça desta gente significa despedimentos em massa de funcionários públicos e a delapidação final do sistema de saúde público, do sistema de educação e do sistema de protecção social. Depois de ter destruído a economia, retirado o poder de compra aos indíviduos e às famílias e sufocado as empresas com uma carga de impostos impossível de aguentar faltava agora o resto para destruir o país por muitas e boas décadas. E o que faz o povo, pá? Vai alinhar na maratona suicidária sugerida pelo fascista Gaspar?

quinta-feira, outubro 25, 2012

Governo Ladrão

Loucos São Os Tipos do PSD/CDS

Não é um mecanismo novo. Ao longo dos séculos, a defesa de alternativas às teses dominantes, sobretudo quando a falência se torna evidente aos olhos da maioria das pessoas, leva os conservadores a patologizar o contraditório, transformando o adversário politico num doente mental, que deve ser olimpicamente ignorado ou rapidamente internado numa qualquer instituição psiquiátrica.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Dia 12 de Novembro Loulé sai de novo à rua contra esta Merkel de Vida que nos impõem!

Da Ruralização Da Vida Urbana No Concelho de Loulé

A gente perde o gosto de viver na terra onde nasceu, cresceu e se fez homem quando essa terra é colonizada (e apropriada) politicamente por gente arrogante, incompetente e eivada de um conservadorismo saloio que sufoca a nossa vida individual e colectiva. Primeiro detesta-se um certo tipo de gente. Depois evita-se circular no centro da cidade onde se encontram tais caras. Depois apetece emigrar. Ir ao encontro da decência onde a indecência não seja rainha. E a indecência junto com a ignorância resulta habitualmente em tirania. Só isso pode explicar que uma qualquer Assembleia Municipal composta de adiantados mentais possa ter decretado a freguesia de São Sebastião em Loulé como uma freguesia rural. Isso quer dizer que quando eu fôr passear na zona comercial central da cidade de Loulé, a ainda conhecida "Rua das Lojas" eu tenha que dizer que vou ao campo. Que quando fôr à pizzaria do Renato comer uma Pizza tenha que me lembrar que estou perante as melhores pizzas jamais feitas em meio rural Louletano ou ainda que quando fôr à zona industrial de Loulé nunca me deva esquecer que é a zona industrial mais desenvolvida dos meios rurais de Portugal. Caso não tenham percebido como é que a indecência junto com a ignorância resulta em tirania têm aqui um caso exemplar. Quando todo o Algarve nas últimas décadas passou por um processo de urbanização acelerado à semelhança do que se passou em todo país, em São Sebastião a sociedade ruralizou-se. Valha-nos Deus Nosso Senhor e a Santa Mãe Soberana.

segunda-feira, outubro 22, 2012

Basta Desta Merkel de Vida! 12 de Novembro Loulé Sai De Novo à Rua!



Basta desta Merkel de vida! Dia 12 de Novembro Ângela Merkel vem a Portugal e Loulé vai sair à rua para dizer de novo basta às políticas de Merkel, da Troika, do governo PSD/CDS e às políticas de austeridade que destroem as nossas vidas! Basta de políticas que agravam a recessão económica, mandam milhões de pessoas para o desemprego e a pobreza, empobrecem brutalmente as classes médias e levam centenas de milhares de pessoas ao desespero, à depressão e ao suícidio. Dia 12 de Novembro junta-te a nós às 18 horas no Mercado Municipal e participa na ocupação do Castelo de Loulé às 18h30m de forma a defender a democracia. Merkel, Vítor Gaspar e Pedro Passos Coelho querem-nos colonizados através da tirania da dívida e do colete de forças da austeridade. Em Loulé vamos dar uma resposta à altura. Basta desta Merkel de vida!

A Sopa Dos Pobres do Século XXI

É mais que óbvio que as cantinas sociais são as novas sopas dos pobres. E os pobres vêm cada vez mais das classes médias.

sábado, outubro 20, 2012

Descontentamento Com As Políticas Do PSD Cresce Também Na Cidade De Loulé


Sede do PSD em Loulé alvo do descontentamento e da contestação popular. Palavras de ordem pintadas nas paredes. Desemprego, miséria, corrupção. PSD Rua.

sexta-feira, outubro 19, 2012

Banqueiros e Banquetes

Eu já tinha ficado espantado há tempos atrás quando um certo banqueiro veio dizer que se espantava e criticava o facto de haver professores universitários que sugeriam a renegociação da dívida dita "soberana" mas agora mais espantado fico quando um certo banqueiro sugere que os desempregados pagos pelo dinheiro dos contribuintes se voluntariem para trabalhar na banca. Perdeu-se o decoro e o sentido da realidade. Ou pelo menos o sentido de humanidade.

quarta-feira, outubro 17, 2012

Da Fome Como Castigo

A reunião decorria na Associação de Pais da escola do meu filho. A Troika já tinha entrado em Portugal e o Presidente e quase todos os membros da respectiva Associação achavam por bem que em nome dos cortes orçamentais dever-se-iam despedir os porteiros que zelam pela segurança das crianças. Só à força de um abaixo assinado se conseguiu que os porteiros por enquanto continuem por lá. Nesse momento apercebi-me que havia um ethos no ar, uma mundividência partilhada pela gente que anda próxima dos meandros do poder. Em nome da dívida e da política cega dos cortes não haveria outra alternativa. A fome como castigo de uma criança de cinco anos denunciada agora pelos media no Concelho de Loulé não é mais do que o fundamentalismo extremo da cegueira colectiva que percorre uma boa parte das elites que controlam as nossas vidas. Como alguém escreveu ontem na blogosfera nacional. Um Horror.

segunda-feira, outubro 15, 2012

Os Fascistas do PSD/CDS Acabaram De Destruir O País

Estou a ouvir Vítor Gaspar e sinto-me mal. Suicidar-me está fora de questão. Só me resta lutar. Já não é por mim. É o futuro dos meus filhos. Mas acho que começo a ter problemas de saúde. Não sei se o meu coração vai resistir muito mais a isto.

Hoje Faz-se Cerco À Assembleia Da República

Há um ano atrás, a 15 de outubro de 2011, eu já pressentia o desastre e andava já por ali perdido, isolado na multidão. Faz hoje um ano que entrevistado não sei por quem à porta da Assembleia da República disse que a solução passava por ocupar o parlamento. Nunca vi essa entrevista em lado nenhum. Espero que o cerco de hoje seja mais um passo importante na derrota do fascismo financeiro austeritário levado a cabo pelo governo e pela Troika. 

domingo, outubro 14, 2012

sábado, outubro 13, 2012

Mas afinal não perceberam nada?

Mas afinal não perceberam nada?

Mas afinal o que é eles não que não perceberam do Histórico dia 15 de Setembro de 2012? Mas o que é que não percebeu da manifestação de 15 de Setembro o doutor Pedro Passos Coelho? O que é que não percebeu do 15 de Setembro o doutor Vítor Gaspar? O que é que não percebeu do 15 de Setembro o professor Aníbal Cavaco Silva? O que é que não perceberam do 15 de Setembro os excelentíssimos senhores Conselheiros de Estado? O que é que não percebeu do 15 de Setembro o doutor António José Seguro? Se o problema do vosso entendimento é um problema de boa explicação, nós cá estamos a 13 de Outubro, aqui e agora, de novo na rua, para melhorar a nossa comunicação. Rua! Fora daqui! Não vos suportamos mais!

Aquilo que dissemos no dia 15 de Setembro foi claro, que se lixe a Troika, queremos as nossas vidas de volta. Aquilo que exigimos a 15 de Setembro e estamos todos aqui de novo para o exigir é a demissão imediata do Governo PSD/CDS e a marcação imediata de eleições antecipadas. Não se atreva a avançar para governos de salvação nacional doutor Cavaco Silva. Nós queremos a democracia a funcionar. Não trocamos a democracia por uma qualquer Troika alheia e muito menos a trocaremos pelos interesses de uns quaisquer abutres especuladores que invadiram os mercados e que mais não fazem, do que destruir de forma massiva, vidas humanas. Se os mercados reagem fiquem a saber senhores políticos e banqueiros que as pessoas também reagem. Basta de mentiras. Não nos tomem mais por parvos. A mensagem que gostava aqui de vos deixar é clara, ou democracia, ou nada.

Chega de nos quererem convencer a todo o momento que a miséria que nos impõem é uma inevitabilidade. A palavra de ordem de agora em diante é alternativas. É com todos os que as quiserem construir que a partir de agora podemos contar.

1. A primeira alternativa começa com a rejeição total das políticas de austeridade. A austeridade trouxe consigo o crescimento exponencial do desemprego. O aumento da miséria, da fome e da pobreza. O crescimento das desigualdades sociais. Uma brutal redução de salários. A falência das empresas. A destruição acelerada do Estado Social. O aumento das depressões e dos suicídios. O aumento do desespero. A morte do futuro. O regresso ao século XIX.

Sem a rejeição firme das políticas de austeridade inscritas no memorando da Troika não há alternativas viáveis. Não acreditem quando o doutor Cavaco Silva vos diz que a austeridade pode ser digna ou quando um qualquer António José Seguro vos diz que a austeridade deve ser inteligente. Austeridade não combina com dignidade. Acreditem no que vos digo. A austeridade é o caminho do Inferno. E se a austeridade é o caminho do Inferno não nos vendam mais a ideia que o remédio para resolver os efeitos destrutivos da austeridade é aumentar a dose de austeridade. Digam-me um só país onde as políticas de austeridade deram resultado? Eu respondo. Só na Troikolândia. O único lugar do mundo onde a austeridade é um pretexto para sacar a riqueza dos países onde uma qualquer Troika se instala. Perguntem ao doutor António Borges que ele vos explica como se faz. Ele vos dirá que é preciso mudar de povo para a criação de um homem novo ou em alternativa à mudança para um homem novo nada mais resta que a escravidão de todo um povo. É este o futuro de felicidade que nos prometem os Gasparzinhos e os Antónios Borges deste mundo.

A segunda alternativa passa pela renegociação da dívida. Mas que dívida é esta? Será que a dívida existe mesmo? Quem são os credores? Quem são os devedores? Que negócios foram estes? Foi o buraco do BPN de vários milhares de milhões de Euros? Foi o negócio corrupto dos submarinos do Portas? Foram os negócios ruinosos para o Estado no domínio das parcerias público-privadas? São as empresas públicas municipais do doutor Seruca Emídio? Foram negócios de interesse público? Temos que conhecer esta dívida e para isso só nos resta o remédio de auditá-la.

Vou-vos confessar uma coisa. Eu não devo nada a ninguém e como não devo nada a ninguém não estou disposto a pagar com o meu futuro e o dos meus filhos negócios de que não faço a mais pequena ideia de quem são. Audite-se pois a dívida em nome da transparência e do interesse da República e parta-se depois para a sua renegociação. Paguemos o que temos que pagar. Punhamos de lado a dívida que resultar de negócios escuros que mais não fazem do que ao Estado roubar. Prolonguem-se os prazos de pagamento da dívida para prazos alargados. O interesse dos credores não se pode sobrepor à vida de centenas de milhões de pessoas. Baixem-se os juros através de novas formas de financiamento aos Estados que sejam realistas. Faça-se como se fez com a dívida Alemã do Pós-Segunda Guerra Mundial em que o pagamento da dívida ficou associado à condição do crescimento da economia Alemã. Há medida que a economia crescer a dívida vai sendo saldada. Não se pode pagar uma dívida desta dimensão num ano e muito menos num dia. A não ser que se matem todos os portugueses. Isto são alternativas. Elas não são postas em prática porque a política e os políticos estão prisioneiros dos credores e dos banqueiros. Ponha-se a democracia à frente da especulação imoral dos mercados, faça-se subordinar a economia à política e as nossas vidas aos poucos vão regressar de volta.

A terceira alternativa tem que ver precisamente com a democracia. É a democracia que hoje está em risco. Não vos sei dizer já se ainda vivemos em democracia. Não votámos no FMI. Não votámos em nenhuma qualquer Troika e muito menos votámos nas aldrabices do Doutor Pedro Passos Coelho. Em Espanha, na Grécia, em Portugal, na Itália, na Irlanda e dentro em breve, se nada fizermos, noutros lugares da Europa é precisamente a destruição da democracia aquilo que está em jogo. E uma coisa vos digo, a democracia não pode ser confundida com a casa da tia. É preciso que não caiamos no conto do vigário. Vão-nos dizer agora que as eleições fazem mal aos mercados. Que o melhor será um governo de salvação nacional. Que a democracia a funcionar é sinónimo de instabilidade. Tudo vão fazer, se necessário recorrendo à violência física através das forças do aparelho repressivo do Estado para não os tirarmos do seu lugar. Eles sabem que nós sabemos que quem nos trouxe até aqui não nos vai tirar daqui. Vão continuar a querer-nos meter medo. Vão-nos chantagear até ao tutano dizem-nos que se optarmos por eleições livres e democráticas não nos vão enviar mais dinheiro dos cofres da Troika. A nossa resposta só pode ser uma. Exigir a demissão deste governo já. Acrescentar mais democracia à nossa débil democracia. Recusar firmemente as propostas demagógicas de um qualquer António que se diz Seguro de encolher a democracia e assim reduzir o regime aos mesmos de sempre. Recusar um qualquer governo de salvação nacional que apenas terá como objectivo manter-nos no caminho da escravidão. Recusar firmemente um qualquer homem da Troika à frente dos destinos da nação, à semelhança do que já se passa na Itália e na Grécia onde representam os credores. Dizer-lhes claramente que não abdicamos da democracia. Que sairemos à rua para dizer basta as vezes que forem preciso. Que a partir de agora não mais deixaremos que nos tratem como lixo. Que o lixo que querem fazer entrar nas nossas vidas deve cheirar mal nas casas de quem nos desgoverna. Que não lhes daremos descanso enquanto não tivermos as nossas vidas de volta. Não estou disposto a ser acusado pelos meus filhos um dia mais tarde de ter ficado no sofá a assistir impávido e sereno à destruição do seu futuro. Um dia, eles vão olhar para a minha fotografia e vão dizer com orgulho. Este é o meu pai. Nesse dia resgatei a minha dignidade!

Viva o 25 de Abril de 1974!
Viva a democracia!

terça-feira, outubro 09, 2012

Socorro, ajudem a recuperar a democracia na cidade de Loulé

Socorro. O vereador Mancha Branca do PSD continua a retirar do espaço público os cartazes de divulgação da manifestação de dia 13 de Outubro em Loulé contra as políticas que destroem as nossas vidas do Governo PSD/CDS, da Troika do governo e do governo da Troika.

Acabou O Tempo Do NIM

4- Na actual fase, a principal linha de fractura na sociedade e política portuguesa é quem está pela Troika e quem está contra a Troika. Neste momento todas as forças que renunciam este memorando e que lutam pela expulsão da Troika do país (desejavelmente de toda a Europa) devem convergir o máximo possível. Devem convergir na luta de massas (greves e manifestações) e na luta institucional (eleições, parlamento). Aliança alargada de todas as forças anti-troika, combate sem tréguas à troika e os cipaios troikistas.
O PS está no segundo grupo, dos troikistas, chamá-lo de esquerda é estar a confundir as massas. Que sectores do PS (como no passado aconteceu com Roseta e Alegre), fujam ao controle da direcção e protagonizem projectos independentes/autónomos do PS acho muito bem. Possivelmente até é uma necessidade.  Mas se alianças e convergências com sectores vindos do PS, mas em ruptura com ele, claramente anti-troika, são desejáveis, qualquer ideia de aliança, cooperação com o PS em si é completamente contraproducente! Com esta ou outra direcção do PS… O PS é geneticamente uma ala um pouco mais moderada do regime e da direita, que contém alguns elementos de esquerda, mas o PS em si não é uma força de esquerda!

5 – O Euro, seguro de vida da Troika e das políticas de austeridade. Uma posição anti-Troika consequente tem também de questionar o Euro e a permanência de Portugal nessa zona monetária e na própria UE. Quem luta pelo fim das políticas austeritárias abençoadas pela Troika e ao mesmo tempo ajuda a divulgar a ideia de que a saída do Euro seria uma catástrofe (como a Moção A o faz) está a atar o nó à volta do seu pescoço…

Para ler tudo aqui:

A Morte Saiu De Novo À Rua Na EN 125



E a culpa morre de novo solteira.

domingo, outubro 07, 2012

Povos Unidos, Políticos e Banqueiros Fodidos - Todos à rua dia 13 de Outubro em Loulé

Um Parlamento Encurralado (Vai-te pró caralho ó António José Seguro!)

No actual contexto, onde o governo perdeu toda a legitimidade nas ruas e ainda assim continua a aplicar as suas políticas, entendemos que é importante aumentar a pressão social sobre quem insiste nas medidas que dilaceram o que resta do estado social e aplicam um verdadeiro saque fiscal sobre o trabalho e o consumo. Este governo, co-autor dos escandalosos números do desemprego, não merece continuar mais um dia à frente de um país que está - como a bandeira das comemorações do 5 de Outubro - virado de pernas para o ar.

Não vamos desarmar. O Movimento Sem Emprego saúda as várias manifestações de desagrado das populações, que de Norte a Sul do país não deixam que nenhum membro do governo usufrua sequer do passeio público, obrigando-os a andar de traseiras em traseiras, até que o medo se transforme em vergonha e abram caminho à realização de eleições. Saudamos especialmente a greve geral marcada pela CGTP, à qual nos associamos, assim como a Marcha do Desemprego. Saudamos especialmente a greve dos transportes, dos estivadores e dos demais trabalhadores que não desistem de lutar pela dignidade do seu posto de trabalho. Saudamos especialmente a corajosa desempregada que calou Cavaco Silva e António Costa no enterro do feriado da República.

Estivemos na rua no passado dia 15 e 29 de Setembro, assim como estivemos no Conselho de Estado. Achamos que esses foram os momentos determinantes no desgaste definitivo deste governo e fundamentais para que se acelere a sua saída de cena. Achamos que esses processos não podem ficar por aqui e também por isso continuaremos a fazer a nossa parte. Em cada desempregado está um desobediente e é também da sua resistência que se abrirão as portas do futuro.

Por isto tudo, porque o Orçamento de Estado será o próximo passo para o abismo, juntamos a nossa força ao chamado que está a ser feito para Cercar o Parlamento, apelando a todas as forças, políticas, sociais e sindicais, para que façam o mesmo. Numa concentração que tem o objectivo de chumbar, nas ruas, o Orçamento de Estado que vai continuar o caminho para a barbárie, sabemos que é entre os que aí se juntarem que sairá a alternativa que falta à sociedade portuguesa.

Dia 15 de Outubro, às 18h, estaremos em São Bento, para evitar nas ruas o que nos querem impor no Parlamento.

sábado, outubro 06, 2012

Ó António José Seguro E Se Fosses Gozar Com O Caralho PÁ?

Mas estes gajos do PS são parvos? São Burros? São Estúpidos? São gente? Num contexto em que as pessoas começam a ganhar ódio à política e aos políticos este Seguro sem jeito e sem trambelho vem propôr o encolhimento do número de deputados aproveitando oportunisticamente a onda demogógica para fazer as oposições à esquerda e à direita das franjas quase desaparecerem do mapa? Quer este Seguro de merda o quê com isto? Palhaço.

quinta-feira, outubro 04, 2012

quarta-feira, outubro 03, 2012

Via Facebook

Alguém foi escrever no meu blogue que vandalizaram a sede do PSD Loulé e sugeriu que eu seria o principal suspeito. Rejeito desde já qualquer ligação a esse acto de destruição e saliento que o facto de considerar o governo PSD/CDS um governo de ladrões, gatunos e fascistas não faz de mim um louco, em estado de depressão e muito menos um criminoso. Era só o que faltava destruirem a minha vida e de quase todos à minha volta e não poder dizer a quem de direito aquilo que me vai na alma.

Do Empobrecimento Geral Da Nação

Ouvir Vítor Gaspar a falar de redução de desigualdades quando ao mesmo tempo impôe brutais medidas de austeridade à maior parte das classes médias dá náuseas. É obvio que se a maior parte destas categorias sociais se aproximar cada vez mais do limiar de pobreza as desigualdades diminuem. O problema é que diminuem pelas piores razões.

Movimento Sem Emprego - Um texto para ler, um movimento a acompanhar

Mais Desempregados, Mais Desobedientes

A pobreza, como afirmou Amartya Sen, não é só o estado em que uma pessoa não consegue ingerir os nutrientes necessários para ter uma vida saudável. É também o estado em que um individuo não consegue participar em actividades sociais nem ser livre de vergonha pública por não conseguir satisfazer as convenções sociais prevalecentes no meio em que se insere – tornaram-se comuns as referências à pobreza “escondida” ou “envergonhada” de quem tudo tenta para manter a ilusão externa de bem-estar material. A dignidade é a última coisa que muitos rendem. A visão emergente da pobreza afirma que a condição do pobre não se limita ao seu nível de rendimento – a condição de pobreza é igualmente afectada pela relação entre o individuo e o meio em que se insere. A exclusão social surge portanto como um factor preponderante na condição dos pobres. Um individuo pobre é aquele que não se consegue integrar nas actividades que estão no centro da vida social da mesma maneira que os outros. Um individuo pobre é aquele que não consegue exercer a plenitude dos seus direitos. Resta-nos portanto identificar os mecanismos que aumentam e perpetuam a pobreza, e as actividades à volta das quais orbita a vida social.

Os governos que se têm sucedido em Portugal têm consistentemente demonstrado pouca vontade e ainda menos capacidade de distribuir a riqueza e de permitir a ascensão social aos membros mais pobres da sociedade. E é esta incapacidade que condena uma secção considerável da população à exclusão social e subsequentemente para a desobediência civil, no mínimo, e por vezes ao crime, ao desespero e até ao suicídio. As estatísticas demonstram claramente que com a subida do desemprego, multiplicam-se os pequenos actos de revolta de quem se recusa a passar fome ou viver em prisão domiciliária apenas porque alguém decretou que são excedentes humanos – vulgo, desempregados. Por exemplo, nos primeiros seis meses de 2012 registou-se o dobro de passageiros a viajar sem bilhete em comparação com o mesmo período em 2011. Já a Carris, a STCP, o Metro de Lisboa e do Porto estimam que 42 mil passageiros viajam sem bilhete todos os dias. Face ao flagelo que é a falta de mobilidade dos desempregados e dos mais pobres em Portugal, o Governo e as entidades que gerem os transportes reagem com subidas de preços para extorquir ainda mais de quem pode pagar (e forçando muitos outros a deixar de poder), junto com maior fiscalização, sendo esta última medida igualmente uma razão para a subida do número de multas penalizando quem viaja sem pagar. Porém, devemos pôr estes números em contexto. A mobilidade está no centro da vida social. Com que moral é que um governo pede às pessoas que se tornem prisioneiros domiciliários porque este é incompetente demais para assegurar a mobilidade dos cidadãos, quer através da criação de emprego (para que possam pagar o preço cada vez mais exorbitante dos transportes mal-geridos) quer através da criação duma rede de transportes pública, competente e ao serviço da população? A capacidade de se deslocar para procurar emprego, para visitar familiares, entes queridos e amigos é central. É um direito. Direito esse que a subida do desemprego retira a uma secção cada vez maior da população. Este estado só cultiva a espiral de exclusão e desespero.

Mas a falta de mobilidade não é o único factor que limita os direitos dos desempregados. A fome em Portugal está igualmente a crescer exponencialmente. O consumo de proteínas está a cair drasticamente, e o número de pessoas que é obrigado a recorrer a instituições de caridade para se poder alimentar está igualmente a subir de maneira vertiginosa. O roubo de alimentos em supermercados disparou desde 2011. Sobem igualmente os casos de utentes de serviços hospitalares que não pagam as taxas moderadoras. Espera-se das pessoas não só que fiquem fechadas em casa, mas também que se alimentem de raios solares. Concluí-se que os governos neoliberais gostariam que os desempregados fossem plantas de vaso, daquelas que se guardam na varanda de casa. Mas as pessoas resistem.

Hoje, quando se fala em desobediência civil, conjuram-se imagens de manifestantes sentados no chão, recusando sair do caminho da polícia. Mas é isto tudo o que a desobediência civil pode ser ou até já foi? Thoreau, “pai” da desobediência civil, recusou-se a pagar impostos que alimentavam guerras injustas e foi para a prisão por isso. Ghandi usou-a na Marcha do Sal para dar um golpe pela independência económica dos trabalhadores indianos de impostos ingleses sobre o sal. E precisa esta desobediência de ser anunciada publicamente para ser resistência? Como enquadraríamos então as famílias alemães que esconderam judeus durante a Segunda Guerra Mundial? É menos desobediência civil porque foi feita em segredo? Podemos então concluir que a desobediência civil tanto pode ser económica e financeira como pode ser feita em segredo sem por isso perder o seu valor enquanto acto político que desgasta um sistema injusto.
O contra-argumento previsível é que estas pessoas não estão realmente a agir por necessidade mas sim por capricho. Isso é ignorar o sistema em que vivemos. A destruição das condições de vida da população não é por acidente mas por design. Qualquer acto da população que procure resistir e manter algum tipo de dignidade é portanto necessariamente político, mesmo que desenquadrado duma campanha maior e direccionada de desobediência civil.

A subida de incidências de roubo de comida e evasão de pagamento nos transportes são somente dois exemplos de como a subida do desemprego e da pobreza em Portugal estão a resultar numa subida de casos de desobediência civil a que cada vez mais cidadãos são obrigados recorrer para poderem sobreviver. A pergunta portanto é, a que ponto é que recorrer a actos de desobediência civil não é cada vez mais necessário para uma secção da população cada vez mais condenada à pobreza e à exclusão social? E até que ponto é que a subida do número de actos de desobediência civil não é de facto o resultado directo e inevitável das políticas de empobrecimento e desemprego do Governo? De qualquer das formas, um facto é inegável – o direito da população portuguesa a uma vida digna está cada vez mais a ser posto em causa e uma parte cada vez maior da sociedade encontra-se condenada à exclusão social e à pobreza.

terça-feira, outubro 02, 2012

O PS Não Conta Para A Luta Contra As Políticas De Austeridade

Declarações de Francisco Assis absolutamente incríveis sobre as moções de censura do PCP e do BE. Quem tiver à espera do PS vá esperando. O PS não conta para a luta contra as políticas de austeridade. Isto não vai acabar bem. Escrevam aí o que vos digo.

E Agora Tó Zé Seguro?

PCP e Bloco de Esquerda apresentam moção de censura ao Governo PSD/CDS.