quarta-feira, fevereiro 29, 2012

Espanha, Bélgica, Grécia, Lisboa E Um Pouco Por Toda A Europa: O Movimento Contra-Austeritário Ganha Cada Vez Mais Força



Um fantasma percorre toda a Europa, o fantasma do Contra-Austeritarismo. No final desta dramática História os responsáveis pelo Fascismo Financeiro Austeritário devem ser julgados nos tribunais internacionais em defesa da dignidade humana.

terça-feira, fevereiro 28, 2012

Turismo Petrolífero No Algarve

Parece que sempre vai avançar a exploração de petróleo no Algarve. O doutor Bota já grita aos sete ventos que avisou todo o mundo e ao mesmo tempo já reconhece que a indústria do petróleo já ganhou. Por onde andam as Associações Ambientais no Algarve? Porque não se fazem existir perante uma mudança estrutural para a vida de toda uma região?

Centro de Saúde de Loulé

Onze e um quarto da noite chego ao Centro de Saúde de Loulé. O Pedro está com dores de cabeça, tem vómitos e dói-lhe o estômago. Dirijo-me ao balcão de atendimento. Não está ninguém no atendimento. O segurança está sentado a ler o jornal. As cadeiras estão todas ocupadas por utentes. Depois de algum tempo de espera resolvo perguntar ao segurança se a funcionária está de férias. Responde-me que se tivesse de férias o guichet estaria fechado. Diz-me que deve estar "lá para dentro". Passado um bocado chega a funcionária que faz o atendimento. Marco a consulta e digo-lhe que quero uma cadeira para o meu filho se sentar. Vai "lá dentro" e diz-me que não há cadeiras. Digo-lhe para chamar o responsável pelo Centro de Saúde. Diz-me que o Centro de Saúde não tem responsáveis à noite. Só de dia. Deixa escapar entre dentes "o que é que haveria de aparecer agora aqui". Digo-lhe para não brincar comigo e pergunto-lhe se acha aceitável que o meu filho estando doente não tenha sequer direito a ter uma cadeira para se sentar enquanto espera pela consulta. Digo-lhe que ainda não vale tudo na nova era do fascismo. Peço o livro de reclamações. Escrevo o que disse à senhora, que é uma vergonha que as pessoas fiquem de pé, doentes, à espera de consulta. Entretanto uma cadeira fica vazia. Sento o meu filho e espero em pé. Passado uma hora e um quarto e depois de passar à frente de algumas pessoas que já lá estavam quando cheguei (não sei bem porquê) entro no consultório do médico. O Pedro entretanto tinha-se deixado dormir. Não o consigo acordar. O médico manda deitá-lo na maca. Apalpa-lhe a barriga e diz que a barriga está molinha. Pergunta pelos sintomas que já tinha indicado na triagem. Dor de cabeça, vómitos e dor de estômago. Mede-lhe a febre. Não tem. O Pedro quase que acorda mas não consegue acordar de todo. Não durou um minuto. O médico diz que se calhar é uma gastroentrite uma vez que "anda por aí o vírus". Levanto o Pedro enquanto este ainda se encontra em estado sonâmbulo. O médico diz-me para que fique em casa e que faça dieta. Fala um espanhol que não é totalmente claro para mim. Entretanto, na rua o Pedro lá despertou. Toda a experiência é do domínio do surreal. A saúde na era da Troika mata. Toda a gente cá em casa já nem pode ouvir em ir ao Centro de Saúde de Loulé. Uma aventura arriscada. O Pedro também não gosta.

Actualização: São 8h15mn da manhã seguinte. O Pedro acordou com durões e dores no pescoço e estamo-nos a preparar para abalar para os serviços de pediatria do Hospital de Faro. Durante a noite entre um sono mal dormido, fiquei a pensar se a atitude, meio laxista, meio indiferente, do médico em relação ao Pedro pode ter tido alguma relação com o facto de ter reclamado de não haver cadeiras disponíveis no Centro de Saúde para o meu filho de sentar. Espero eu estar a ver coisas mediadas pela minha zanga com a Troika. Caso contrário estamos perante uma discriminação muito grave e os médicos têm um código deontológico a cumprir. Prefiro pensar que foi só um mau dia para o médico em causa. Todos temos. Acabo de ver também no jornal da manhã que as farmaceuticas deixaram de fornecer medicamentos, alguns dos quais insubstituíveis. Sim, já somos a Grécia.

domingo, fevereiro 26, 2012

Econoprofecia

Como é que se pode confiar num economista que é dos mais citados nas críticas às políticas de austeridade quando o mesmo defende que os salários em Portugal devem ter uma quebra de 30%? Não se pode, é óbvio. Deixar a economia ao cuidado de um certo tipo de economistas é absolutamente suicidário.

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2327129&seccao=Dinheiro

O Charme Da Dívida Da Autarquia Do Doutor Emídio

Os dados vêm publicados no jornal Postal do Algarve. A autarquia do doutor Seruca Emídio em termos absolutos tem a segunda maior dívida da região. Ainda está por fazer a história das festanças e das "obras" inúteis esbanjadas com o dinheiro público dos contribuintes no concelho de Loulé. No reinado do doutor Emídio tratou-se os milhões como quem trata de tostões e é óbvio que o resultado só poderia ser este. A lista de "obras" que em nada alteram a qualidade de vida das populações do concelho só tem equivalente numa qualquer satisfação novo riquista e pequeno burguesa emada de um qualquer gabinete de arquitectos municipais. A esfera pública como experiência laboratorial atingiu o seu ponto mais alto com o "charme" da dívida da autarquia.

sábado, fevereiro 25, 2012

Austeridade, Criminalidade Troikiana e Mortalidade de Massa

As políticas de austeridade podem custar milhares de vidas avisa Michael Marmot, um dos maiores especialistas mundiais em Saúde Pública. Professor da University College London veio à Universidade do Algarve para uma conferência sobre as determinantes sociais na saúde. Havendo uma clara correlação entre a posição dos indivíduos na hierarquia social e a saúde e a doença, é expectável que o austeritarismo recessivo destrua milhares, senão milhões de vidas. O que não deixa de nos suscitar uma legítima interrogação. Para que servem os médicos que se metem na política se derem a sua chancela às políticas da Troika? Pode ler a excelente entrevista de Michael Marmot na página 16 do jornal Expresso deste fim de semana.

quinta-feira, fevereiro 23, 2012

A Tripla Falácia da Ditadura Financeira da Troika

Pelos menos três grandes falácias estão subjacentes às orientações do Plano da Troika para a Grécia e um pouco por toda a Europa.

1. A falácia essencialista consiste em atribuir uma espécie de "essência" imutável negativa ao "povo" grego. Esta falácia quer fazer-nos crer que os Gregos seriam "laxistas", "corruptos" e por definição "incompetentes" para tomarem conta do seu próprio destino. Bastaria retirar o véu da ignorância histórica para perceber que a Grécia é o berço da democracia ocidental e onde nasceu o suporte filosófico do desenvolvimento das ciências modernas, essenciais estas, ao desenvolvimento histórico da modernidade ocidental. O que diriam Platão e Aristóteles hoje do discurso da senhora Merkel sobre o povo grego?

2. A falácia austeritária consiste em crer que impôr uma austeridade titânica sobre um determinado povo levará um dia, não se sabe bem quando, ao desenvolvimento económico e social desse povo. Cortar, empobrecer, destruir o Estado Social, desempregar, substituir as "velhas tradições" anti-modernas centrada num passado "decadente" por novas disposições "modernistas" alicerçadas num futuro "radiante" é o caminho para uma certa "regeneração" do "anacronismo" da sociedade actual. A crença nos amanhãs que cantam neoliberais dizem-nos que é preciso destruir de alto a baixo "o que está" para poder advir daí um "Homem Novo" um dia mais tarde.

3. A falácia implementacionista consiste em crer que o Plano da Troika é a receita miraculosa para salvar a sociedade. Ao "bom" plano da Troika, qual deus ex-machina imaculado, é necessário ter disponível um "bom" povo apto para seguir, qual rolo compressor, de forma "passiva", todas as orientações prescritas para a salvação nacional. Que a sociedade seja constituida de pessoas altas, baixas, pobres, ricos, letrados, iletrados, corruptos, honestos, empreendedores, fascistas, democratas, poetas ou profetas, é coisa que não interessa aos senhores da Troika. O plano é "bom". Ponto final. E as pessoas uns meros receptáculos passivos das "boas" ideias da alta burguesia financeira ignorante e fascista. Um drama.

Porque Há Homens Que Nunca Morrem

quarta-feira, fevereiro 22, 2012

Auxiliares de Interpretação da Dividocracia

A Doutrina de Choque: Naomi Klein



Penso que a proposta de Naomi Klein em torno da "terapia de choque" é talvez dos melhores instrumentos de pensamento para perceber a crise económica e financeira de hoje e a mente do Ministro Vitor Gaspar... um desastre...aqui fica de novo o vídeo.

Uma Carta Enviada À Direcção Do Agrupamento de Escolas Padre João Cabanita

Exmo Senhor Director do Agrupamento da Escola Básica 2,3 Padre João C. Cabanita

Assunto: Preocupações sobre o funcionamento do Agrupamento

Data: 22 de Fevereiro de 2012

Na qualidade de encarregado de educação do aluno Pedro Martins, aluno do 1º ciclo da escola nº 4, edifício 2, venho expôr as seguintes preocupações para que a Direcção do Agrupamento possa interceder na melhoria da vida escolar dos seus alunos. Estas preocupações já foram dadas a conhecer à APEC na última Assembleia Geral após a eleição da nova direcção.

1. Na sequência da decisão da anterior direcção da Associação de Pais no sentido de cancelar os contratos com os vigilantes/porteiros das escolas nº2 e nº 4 foi entregue ao senhor Director do Agrupamento e ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé um abaixo-assinado com a assinatura de quase uma centena e meia de pais onde se referia que se considerava fundamental para a segurança objectiva das crianças que frequentam estas escolas e para o sentimento de percepção subjectiva de segurança por parte dos pais, que se assegurasse a continuidade da relação laboral com estas pessoas. É com agrado que constato que os vigilantes/porteiros continuam a assegurar esta função essencial para a vida da escola, mas é com extrema preocupação que vejo o facto da continuidade da relação contratual com estas pessoas só ter sido assegurada até ao final do presente ano lectivo. Informo portanto, a Direcção do Agrupamento de Escolas, da extrema inquietação que este facto está a gerar junto de alguns pais e não menos importante, por parte dos próprios vigilantes que responsavelmente têm assumido as suas funções. É tempo de deixar de tratar a vida das pessoas como lixo. Se queremos pessoas a exercer a sua função de forma responsável temos que lhes dar as melhores condições para elas exercerem as suas funções com responsabilidade. Solicita-se assim a melhor intervenção do Senhor Director para a resolução deste assunto.

2. No primeiro trimestre do presente lectivo informei oralmente e por escrito que o facto do edifício 2 da escola nº 4 não ter ligação à internet configura uma situação grave de descriminação negativa face ao acesso à aprendizagem em termos de literacia tecnológica que as crianças do edifício 4 podem fazer. Na conversa pessoal que tive com o Senhor Director do Agrupamento, foi-me dito que a situação se iria resolver. Até ao momento mais nada me foi dito e a situação grave de descriminação negativa do ponto de vista pedagógico continua a verificar-se. Solicito, deste modo, ao senhor Director do Agrupamento a resolução desta questão com a máxima urgência. Informo também que se as instituições formais não funcionarem na resolução deste problema sinto legitimidade para o tentar resolver por todos os meios que tiver ao meu alcance de forma a evitar que o meu filho Pedro seja vítima de uma escolarização inicial numa escola pública, desigual e discriminatória.

3. O Ministério da Educação e da Ciência prepara-se para avançar com nova legislação que consagra o novo estatuto do aluno. Entre as orientações normativas que estão previstas avançar encontra-se em discussão a possibilidade de os pais poderem vir a ser responsabilizados legalmente através de sansões (penais?) derivado do mau comportamento escolar dos seus filhos. Como cidadão repugna-me que um qualquer governo possa legislar no sentido das piores práticas de um governo fascista. Como profissional que trabalha na área das Ciências Sociais não posso deixar de dizer que a medida a avançar assenta em preconceitos e pressupostos normativos moralistas sem qualquer suporte científico na realidade dos factos e como pai fico chocado com a possibilidade de saber que um qualquer pai de uma criança numa qualquer escola portuguesa possa vir a ser sancionado penalmente pelo resultado de uma qualquer conduta menos correcta do seu filho. O caminho para a resolução dos problemas existentes em meio escolar não passa certamente pela criminalização dos pais das crianças. É de prevenção aquilo de que se trata quando as escolas querem melhorar o clima no espaço escolar e as escolas não se podem demitir de ter um papel central na construção do melhoramento desse clima. Solicito então à Direcção do Agrupamento da possibilidade de ouvir especialistas na matéria, quem sabe fomentar o debate sobre esta questão e na sequência disso proceder a uma tomada de posição por escrito repudiando uma possível medida extremamente danosa para a qualidade da relação dos pais com as escolas e que em nada contribui para a melhoria do ambiente em meio escolar.

Agradeço à Direcção do Agrupamento de Escolas a sua melhor atenção para os assuntos aqui apresentados.

Cordiais cumprimentos

terça-feira, fevereiro 21, 2012

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

Os Apóstolos Da Austeridade De Ontem Começam A Fazer De Conta Que Nunca O Foram

"A verdade é que o "sim" da Troika começa a valer muito pouco. Não garante qualquer regresso aos mercados internacionais na data prometida. Não garante o crescimento da economia. Não garante que o desemprego não aumente de forma descontrolada. E não garante que a confiança - nossa e de quem olha por nós - regresse." Esta passagem não foi escrita por mim aqui no macloulé que como sabem considero as políticas austeritárias absolutamente criminosas. Também não foi escrita por João Ferreira do Amaral que anda a alertar há anos para a insustentabilidade da política económica europeia em torno de uma moeda única sem instrumentos de política cambial autónomos para países como o nosso. Não foi escrita pelo novo líder da CGTP, Arménio Carlos. Não é nenhum escrito de Franscisco Louçã ou da boa economia política de Coimbra. E muito menos é uma qualquer passagem de Karl Marx se tivesse escrito "O Capital" nos dias de hoje. Não, a frase é do editorial do jornal Expresso deste fim de semana e é um perfeito indício de como os novos profetas do austeritarismo de ontem vão ser dos mais ferozes opositores do austeritarismo recessivo de amanhã. A realidade dos factos impõe-se sempre com uma força que nenhum credo religioso consegue travar. O catolicismo não protestante não conseguiu impedir a revolta protestante. A tradição religiosa não conseguiu impedir a secularização geral do ocidente e não eram umas quaisquer crenças ortodoxas ultraliberais altamente destrutivas da vida dos povos que impediriam a chegada da revolta contra-austeritária das populações. O jogo ainda está em aberto e o desfecho final é incerto, mas o que já se percebe é que os mais fervorosos adeptos da estupidez austeritária estão a começar a perceber o desastre que ajudaram a produzir à escala Europeia. A lavagem ideológica totalitária reproduzida mediaticamente começa a ganhar novos contornos. Num primeiro momento, as políticas austeritárias eram emanadas de uma divina "inevitabilidade". Num segundo momento surgiu a "brilhante" ideia da austeridade "digna" e "inteligente" emanada de algumas mentes de pouca inteligência. Nos tempos mais próximos a austeridade só por si não "chegava" e era preciso combinar austeridade com crescimento económico (assim uma espécie de combinação entre o muito frio e o muito quente), nos dias actuais já se ouve que a austeridade é um erro político, mas ainda não se consegue a libertação total do disparatado termo; e quem sabe vai haver um dia em que a austeridade abrirá telejornais apregoada aos sete ventos como um "erro fatal". Nesse dia, vai ser preciso a mobilização colectiva de todo um povo para construir a nação a partir dos escombros. Valham-nos a nossa senhora e o Cardeal Patriarca de Lisboa. Vai demorar uns bons anos. Entretanto a minha vida foi destruída e o futuro dos meus filhos ganhará um significado difícil de descortinar.

Escrito em 25 de Fevereiro de 2010: Vai fazer daqui a uns poucos dias dois anos...

No Fundo da Fossa

Pedro Passos Coelho, futuro candidato a Primeiro Ministro de Portugal se as bases democráticas do PSD lhe outorgarem essa legitimidade, defendeu, hoje, a privatização da RTP, em nome da não interferência do Estado nos media. Ou seja, se a água está suja, a malta mais não tem que fazer do que jogar fora o bébé com a água do banho. O mesmo é dizer, jogar fora o interesse público com a interferência política no interesse público. Desculpem o termo indelicado que vou usar, mas se Passos Coelho chegar a primeiro ministro de Portugal, a merda que agora já tresanda, tornar-se-á de um cheiro insuportável no futuro. O oxigénio será com toda a certeza privatizado e Portugal afunda de vez. Não estou nada optimista para o futuro deste rectângulo à beira mar plantado.

Consultar o arquivo do macloulé aqui:
http://macloule.blogspot.com/2010_02_01_archive.html

Enquanto por cá se brinca ao carnaval...na Grécia resiste-se heroicamente à ditadura financeira da Troika...



Ontem em Atenas, de novo os gregos na rua num acto de resistência heróica contra a onda neo-fascista monetária que varre o centro da União Europeia. Em Espanha também ontem foi dia de milhares sairem à rua. É a rua a resposta ao austeritarismo fascista destruidor de milhões de vidas. Não há outro caminho. Hoje aqui em Portugal, em Loulé, no Algarve, fiz a soma da factura da luz, da internet e da água. O valor a pagar é superior ao salário mínimo nacional. Se isto não é um regime de espoliação pura e dura, que nome dar a isto afinal? Sim, a Primavera Árabe está em vias de chegar ao Ocidente. No berço da democracia ocidental.

domingo, fevereiro 19, 2012

Carnaval de Loulé, Ano 2012 - Imagens I

Grupo de ginastas Louletanas a brincar ao Carnaval de Loulé. Um grupo muito animado e divertido.



Indigenas locais enriquecem a espontaneidade Carnavalesca.



A sátira política há anos que procura ser uma marca distintiva do Carnaval local. Este ano muito bem conseguida. A minha interpretação deste carro ilustrativo ao Primeiro Ministro Passos Coelho é a de que a política do homem atira em tudo o que mexe. Não sei se era a intenção do criador.



O Presidente da República não escapou à sátira. Deslocou-se da vila de Boliqueime à procura de melhores condições de vida em Loulé.



Um grupo madeirense na folia em Loulé. A pluralidade enriquece e é uma marca do sincretismo cultural que constitui o Carnaval Louletano.

sábado, fevereiro 18, 2012

Volta ao Algarve Em Bicicleta - Imagens da Passagem em Loulé

Loulé, Sábado ao final da manhã







O Carnaval da Troika


É já amanhã. No mesmo ano que o Primeiro Ministro do governo PSD/CDS chama piegas aos portugueses e retira a tolerância de ponto à Terça-Feira gorda de carnaval no mais profundo desprezo pelas tradições centenárias enraízadas um pouco por todo o país, o Presidente da Câmara de Loulé, representante do mesmo partido do governo, manda os foliões Troikar a crise pelo carnaval de Loulé. Quando o desemprego em Portugal atinge máximos históricos, quando esses máximos históricos atingem os seus máximos na região do Algarve com valores na ordem dos 17%, o doutor Emídio resolveu brincar com a crise e o sofrimento de todo um povo. Nunca me ocorreria a mim brincar com a Troika. Nada de novo a leste dos Paços do Concelho. Ao menos, ao povo, sempre vai restando o circo. O doutor Emídio é um sábio. Prefere ficar agarrado às "velhas tradições". Ele foi dos primeiros a apelar à desobediência civil. Fosse assim com a introdução de portagens na Via do Infante.

Cavaco Silva de novo preocupado com a Natalidade em Portugal



Há uns anos atrás Cavaco Silva indignava-se com o facto da taxa de natalidade ser muito baixa em Portugal e espantava-se com um célebre "O que é que é preciso fazer para que nasçam mais crianças em Portugal"? Hoje voltou ao assunto, no dia em que se divulgam resultados de um estudo que indica que os casais não têm mais filhos por motivos sócio-económicos e pela fragilidade (quase ausência) de políticas de conciliação entre trabalho e vida familiar. O que têm feito os políticos para alterar esta situação? Nada, quase nada. Para além dumas passeatas por umas conferências de alto estatuto social, ao nível das práticas políticas aumentou-se o tempo efectivo de trabalho e produziu-se politicamente a degradação das condições socio-económicas das famílias em Portugal. Entre o discurso e as práticas políticas não poucas vezes a distância é Troikiana. No caso de Cavaco Silva por vezes fica-se com a sensação que a política seria algo imanado de uma qualquer intervenção divina sem necessidade de produção humana. Um autêntico case study para a psicanálise da política.

Ver a referência jornalistica aqui: http://www.publico.pt/Media/revista-de-imprensa-destaques-do-publico-1534158

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

A Armadilha Austeritária


Sou daqueles que defende que a austeridade é o problema. Não a intensidade da austeridade, nem o ritmo da austeridade, mas austeridade tout cour. Neste sentido não há austeridade "digna" e muito menos "inteligente" pois que considero que o austeritarismo é em si mesmo um "erro colossal". A austeridade tem associada a si mais desemprego (a maior taxa jamais vista na sociedade portuguesa); o empobrecimento de uma parte significativa da população portuguesa (perto de um quarto da população que vive em território nacional actualmente); o abaixamento geral dos níveis salariais para níveis há muito nunca vistos; a facilitação dos despedimentos; o aumento da falência de famílias e empresas; o aumento da taxa de suícidios; muito provavelmente o aumento das taxas de criminalidade; a retirada da protecção social quando ela era mais precisa; a mercadorização do Serviço Nacional de Saúde; a elitização dos sistemas de ensino superior afastando os estudantes da frequência do Ensino Superior por razões meramente económicas; o aumento brutal da carga fiscal o que torna a vida económica das empresas impossível; o aumento da conflitualidade social, do medo e do ressentimento das classes médias face ao inesperado confronto com súbitas trajectórias de mobilidade social descendente; a privatização dos melhores recursos públicos a preços de saldos, as transfêrencias massivas dos rendimentos do trabalho para o capital; a injecção de dinheiros públicos massivos na banca privada sem a consequente socialização dessa mesma banca. A lista associada à gravidade da situação é interminável. Já aqui escrevi, o plano da Troika é uma armadilha brutal. Não se discutindo as medidas prescritas no plano e naturalizando-se as mesmas como "boas", só resta responsabilizar quem as tem que aplicar ao nível da sua implementação. A partir daqui entra-se no círculo vicioso da irresponsabilidade austeritária. Como o "problema" é o "défice" de implementação do plano, tudo o que falhar só pode ser "culpa" do "mau" povo Grego e no futuro, do "mau" povo português. Em resposta à "incompetência" associada à "essência" dos povos só nos resta ministrar uma nova dose "austeritária" numa reprodução ad infinito que só parará quando qualquer dos países intervencionados estiver de rastos. Nós já vimos esta história na América Latina. Tenho muito receio que mais uma vez as lições que a História nos poderia dar não vá servir para nada. A cegueira ideológica colectiva é monstruosa.

Foto tirada daqui:
http://dezinteressante.com/?p=24702

Aleluia - Nem toda a gente enlouqueceu (ainda) na República de Portugal

Manifesto - SOMOS SOLIDÁRIOS COM O POVO DA GRÉCIA

Todos os dias nos chegam imagens e notícias da Grécia e do povo grego em luta contra o cortejo de sacrifícios que lhe tem sido imposto. É clara, naquele país, a crescente fractura entre os cidadãos e o poder político, em torno da invocada necessidade de cada vez maiores sacrifícios para que a dívida seja paga e o défice orçamental reduzido. Acentuam-se a tensão e a violência, tornando ainda mais difícil o diálogo indispensável à procura de soluções mais justas e partilhadas para a situação existente. Avolumam-se o isolamento e a discriminação da Grécia, fortemente acentuados pelo discurso dominante dos principais dirigentes europeus e da comunicação social. A preocupação doméstica em sublinhar que “não somos a Grécia” é, no mínimo, chocante no seio da União Europeia, onde mais se esperaria compreensão e solidariedade e, sobretudo, desajustada quando se sabe que a crise não é só grega mas europeia. Face à agudização das tensões políticas e sociais na Grécia, os signatários apelam à solidariedade com o povo grego e à criação de condições que permitam respostas democráticas e consistentes de uma Europa solidária aos problemas sociais e aos direitos das pessoas.

(assinaturas:)
Mário Soares, Mário Ruivo, Alfredo Caldeira, Ana Gomes, Ana Lúcia Amaral, Anselmo Borges, António de Almeida Santos, António Reis, Boaventura Sousa Santos, Diana Andringa, Eduardo Lourenço, Isabel Allegro, Isabel Moreira, D. Januário Torgal Ferreira, José Barata Moura, José Castro Caldas, José Manuel Pureza, José Manuel Tengarrinha, José Mattoso, José Medeiros Ferreira, José Reis, José Soeiro, Manuel Carvalho da Silva, Maria de Jesus Barroso Soares, Maria Eduarda Gonçalves, Paula Gil, Pedro Delgado Alves, Rui Tavares, Sandra Monteiro, Simonetta Luz Afonso, Vasco Lourenço, Vítor Ramalho

Sacrifício simbólico

O Presidente Grego abdicou hoje do seu salário de presidente. Se o acto tem implícito como mensagem que ninguém escapa ao suícidio austeritário sacrificial também pode ter outra leitura. A leitura que nos diz que do ponto de vista simbólico estamos perante a capitulação total do poder político face ao poder dos "mercados". Quando o Presidente de uma República se predispõe a abdicar "solidariamente" do seu salário como forma de legitimidade política essa República já morreu.

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

A Confissão de Pedro Passos Coelho



Por Santana Castilho*

Passos Coelho perguntou, com legitimidade, referindo-se a José Sócrates: “Como é possível manter um Governo em que o primeiro-ministro mente?” Teimo na redundância de retomar factos sobejamente conhecidos, que justificam devolver a pergunta a quem a formulou e é, agora, primeiro-ministro. Porque a memória dos homens é curta e a síntese é necessária para compreender o que virá depois.

Passos Coelho enganou os portugueses quando disse que não subiria os impostos, que não reduziria as deduções fiscais em sede de IRS, que achava criminosa a política de privatizações só para arranjar dinheiro, que não contariam com ele para atacar a classe média em nome de problemas externos, que era uma “grande lata”, por parte do PS, acusá-lo de querer liberalizar os despedimentos, que não reduziria a comparticipação do Estado nos medicamentos, que não subiria o IVA e que falar de cortar o subsídio de Natal era um disparate. Passos Coelho enganou os portugueses quando, imagine-se, acusou o PS de atacar os alicerces do Estado social, censurou a transferência do fundo de pensões da PT para o Estado, acusou o Governo anterior de iniquidade porque penalizava os funcionários públicos e os tratava “à bruta”, responsabilizou as políticas socialistas pelo aumento do desemprego e das falências, recusou pôr os reformados a pagar o défice público ou garantiu que o país não necessitava de mais austeridade. Tudo retirado de declarações públicas de Passos Coelho, sustentadas documentalmente. Tudo exactamente ao contrário do que executou, logo que conquistou o poder.

Quem defende Passos Coelho argumenta, de modo estafado, que os pressupostos mudaram e que ele foi surpreendido pelo que encontrou quando tomou posse. A justificação é inaceitável. Porque só é sério prometer-se quando se está seguro de poder cumprir e porque existem declarações públicas de Passos Coelho afirmando que conhecia bem a situação do país. Todavia, esta questão foi definitivamente ultrapassada pelos acontecimentos recentes. Com efeito, o percurso começa agora a ser esclarecido. O qualificativo “piegas”, com que Passos Coelho injuriou o povo que lidera, não é fruto de um discurso infeliz. É, antes, uma peça de um puzzle de conduta política, cuja chave está numa frase inteira. Passos Coelho pronunciou-a quando, referindo-se ao programa da troika, afirmou: “… não fazemos a concretização daquele programa obrigados, como quem carrega uma cruz às costas. Nós cumprimos aquele programa porque acreditamos que, no essencial, o que ele prescreve é necessário fazer em Portugal …” Com esta frase, Passos Coelho tornou claro um radicalismo ideológico que amedronta. Com esta frase, Passos Coelho inviabilizou o argumento da mudança de pressupostos e confessou, implicitamente, a sua manha pré-eleitoral. O seu “custe o que custar” é, tão-só, uma variável discursiva da máxima segundo a qual os fins justificam os meios. O fim de Passos, confessado agora, sempre foi o que acha ser “… necessário fazer em Portugal …” Não como inevitabilidade imposta pelos credores, a contragosto de um primeiro-ministro que sofresse com o sofrimento do seu povo. Mas como convicção radical de uma ideologia que, para se impor no seu fim, aceitou o meio de mentir com despudor. Ficámos agora a saber que Passos Coelho mentiu conscientemente. Ele o disse.

O discurso de Odivelas é o melhor paradigma do espírito e da forma deste primeiro-ministro. O espírito fica-se pelos lugares comuns do maniqueísmo da moda: a preguiça de uns, versus o “empreendedorismo” de outros; os “descomplexados” contra os “autocentrados”; as cigarras piegas em oposição às formigas do pastel de nata. A forma alicerça-se numa retórica indigente, de semântica pobre e metáforas que, ao invés de mobilizarem os portugueses, ofendem e geram raiva.
Por fim, que não de menor importância, o discurso foi relevante no que à Educação toca. Passos Coelho foi pesporrente nas alusões ignorantes e atrevidas que fez. Ele olha para o sector como um mestre-escola de régua na mão. E os disparates que proferiu, ajudaram a clarificar por que razão tudo se limita a reduzir despesa e operar pequenos “liftings” às políticas de Sócrates. Afinal, ele tem Crato como Merkel o tem a ele: para capacho. Basta ver algumas das últimas iniciativas, para ficarmos conversados:

1. Para responder às agressões bárbaras de que os professores são vítimas, os seres pensantes do PSD e CDS propuseram conferir autoridade policial aos professores, outorgando-lhes o direito de reter fisicamente os delinquentes. Se soubessem o que é uma escola e tivessem noção da diferença de força física entre as professoras (que constituem a esmagadora maioria do corpo docente) e os alunos, cada vez mais homens feitos (ensino obrigatório prolongado até os 18 anos), estavam calados.

2. Num alarde de estúpida burocracia, o mesmo ministério que apregoa a autonomia das escolas obriga-as a usar, em todas as comunicações, um único tipo de letra: o “Trebuchet MS”, tamanho 10. Venha lá Crato explicar a razão científica.

3. O regime de autonomia e gestão das escolas vai ser revisto. É uma revolução para o sistema. Mantem tudo quanto Maria de Lurdes Rodrigues congeminou e acrescenta-lhe o que faltava para a perfeição: um bombeiro, um canalizador ou um polícia (sem desprimor para com estes profissionais) podem agora avaliar os directores das escolas portuguesas; num invejável avanço democrático, os professores passam a eleger os coordenadores de departamento de entre três colegas escolhidos pelos directores. Trinquem a língua e aceitem, ou são piegas.

* Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

Foto: João Martins, tirada na manifestação de 11 de Fevereiro em Lisboa.

Fonte: http://aventar.eu/2012/02/15/a-confissao-de-pedro-passos-coelho/

Manifestação de 11 de Fevereiro em Lisboa: Coelho Aldrabão Emigra Para O Japão - Imagens VI



As mentiras do Primeiro Ministro Pedro Passos Coelho também foram objecto de críticas no Terreiro do Paço. Se o anterior Primeiro Ministro José Sócrates fez da mentira uma arma política consciente de estratégia de manipulação das massas, em muito menos tempo o líder do governo neo-fascista do PSD quase bateu o recorde de mentiras de Sócrates. Assim não há confiança nas instituições democráticas que resista. Este foi também o Primeiro Ministro que veio dizer aos portugueses no final do ano que a confiança era um valor fundamental. O pior é que ele tem razão, a confiança é um valor fundamental, mas a desconfiança dos portugueses no Primeiro Ministro está ao rubro.

Foto: João Martins

terça-feira, fevereiro 14, 2012

Manifestação de 11 de Fevereiro em Lisboa: Movimentos Populares Em Luta - Imagens V



Movimento Popular em defesa da Saúde, dos Transportes e dos Correios de Águeda a chegar ao "Terreiro do Povo".

Foto: João Martins

Feliz Dia Dos Namorados

O Estigma de Ser de Esquerda Nas Televisões Nacionais

1. Há uma horas atrás ouvia uma comentadora de televisão a falar sobre a situação da Grécia e dizia ela para o seu convidado que a Grécia ia em breve para eleições e não se sabia bem o que podia acontecer. Ou seja, podia acontecer a esquerda ganhar eleições e isso podia "rebentar" (expressão da primeira página do jornal i) com a implementação do plano da Troika.

2. Há poucos minutos, no já célebre programa, da célebre comentadora Fátima Campos Ferreira, dizia um "empreendedor" da REN que as pessoas que estavam no debate com o seu discurso parece que eram do "Bloco de Esquerda". E pronto, voltámos ao pior dos tempos da governação de Sócrates.

Nota: Perguntava em Atenas um jornalista a uma jovem senhora se achava bem protestar nas ruas no dia seguinte à violência brutal que se abateu sobre o centro da cidade. Resposta da senhora: - Diga-me de que outra maneira podemos ser ouvidos na nossa indignação. Pois é, digam lá aí qual é a outra maneira.

Manifestação de 11 de Fevereiro em Lisboa: Trabalhadores do Textil em Luta - Imagens IV



Foto: João Martins

segunda-feira, fevereiro 13, 2012

Na Grécia Foi Aprovado O Novo Plano de Resgate da Troika...Que Bom...



O primeiro ministro não eleito e cujos partidos no parlamento acabam de expulsar quarenta deputados que votaram contra o plano da Troika disse que uma democracia não pode tolerar a violência de hoje. Pois é, tem razão. Uma democracia não pode...

Manifestação de 11 de Fevereiro em Lisboa: A Merda de Jornalismo Que Se Faz Hoje Em Dia - Imagens III


Centenas de milhares de pessoas saiem à rua contra as políticas de austeridade do governo com reindivicações de todos os tipos e a primeira página do jornal Público do dia seguinte publica uma foto e diz que estas centenas de milhares reindivicam "o aumento do salário mínimo". Depois é deprimente ver os jornalistas lamentarem-se de que as pessoas não lêem jornais, que as autarquias não apoiam o jornalismo, que a internet veio roubar leitores e a terminarem estas pieguices com um culminar de auto-elogios à sua bravura profissional. Como em todas as profissões, também no jornalismo há bom jornalismo e mau jornalismo, mas nos tempos actuais a maior parte esqueceu-se de fazer como deve de ser a sua profissão. É absolutamente deprimente ver como se reduzem as notícias às fontes oficiais e aos preconceitos. Os senhores jornalistas do Público não foram ao Terreiro do Paço? Deveriam ter ido. Falar com as pessoas. Escutá-las nas suas múltiplas versões e depois e só depois tentar fazer uma interpretação fiel dos factos. Eu vi por lá muitas espécies destas. Uma interpretação dos factos mais ou menos isenta é que está quieto. Valha-nos a blogosfera e as redes sociais.

Foto: Ana Martins
Ver a fonte deste post aqui:
http://5dias.net/2012/02/12/jornalismo-de-merda-nao-deve-ser-possivel-descer-se-tao-baixo-despudor-e-medo-norteiam-a-capa-do-publico-de-hoje/#comments

domingo, fevereiro 12, 2012

Manifestação de 11 de Fevereiro em Lisboa: O Piegas Também Foi Ao Terreiro do Paço - Imagens II



O coelho Piegas também esteve no "Terreiro do Povo" em protesto contra o governo neo-fascista de Pedro Passos Coelho.

Foto: João Martins

Já Há Bancos A Arder Na Grécia: Os Bankgansters estão à rasca por lá



Imagens a colocar assim que estiverem disponíveis. Pode acompanhar nas TV's. Há coisas que elas não conseguem esconder...Miguel Beleza na TV portuguesa diz que tem dificuldade em "entender" a reacção dos gregos. Tudo o que não cabe nas teorias dos economistas convencionais cabe na categoria de acção irracional. A falta de estudo nunca contribuiu para o bom entendimento de coisa nenhuma.

Nota: Entretanto acrescentei imagens recentes do protesto que pode ver no vídeo em cima.

Manifestação de 11 de Fevereiro em Lisboa: Centenas de Milhares Invadiram o Terreiro do Paço - Imagens I



Um mar de gente saiu à rua para dizer basta às políticas austeritárias do governo neo-fascista de Pedro Passos Coelho. Há um Portugal que resiste. Há um Portugal que se indigna. Há um Portugal do qual me orgulho de fazer parte.



A foto de João Proença foi literalmente esmurrada por um manifestante em pleno "Terreiro do Povo".




É urgente fomentar a luta a nível internacional. Só um internacionalismo contra-austeritário pode derrotar o poder fático do austeritarismo global. A Troika não se sairá a rir desta História.

Fotos: João Martins, Joel e Ana Martins

sábado, fevereiro 11, 2012

A Troika À Rasca



Polícia ameaça emitir mandatos de captura para membros da troika

Milhares de pessoas estão na rua em protesto contra o novo pacote de medidas de austeridade acordado com o Banco Central Europeu. A Praça Syntagma, assim como as ruas adjacentes, têm sido palco de confrontos entre forças de segurança e manifestantes, sendo que já existem relatos de algumas detenções e de manifestantes feridos.

As forças de segurança têm sido acusadas pelos manifestantes de serem cúmplices do governo e dos representantes do Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e União Europeia e do verdadeiro ataque que está a ser perpetuado contra o povo grego.

O maior sindicato da polícia grega já veio, contudo, acusar os representantes da troika de "chantagem" e de estarem a contribuir para a "abolição ou desgaste da democracia e soberania nacional". A estrutura sindical ameaça mesmo emitir uma série de mandatos de prisão que abrangeriam, entre outros, Paul Thomsen, responsável do FMI na Grécia.

"Uma vez que estão a continuar com esta política destrutiva, avisamos que não nos podem pôr a lutar contra os nossos irmãos. Recusamo-nos a ficar contra os nossos pais, irmãos, filhos (...)", afirma o sindicato em comunicado.

"Alertamos que, enquanto representantes legais dos policiais gregos, vamos emitir mandatos de prisão por uma série de violações legais ... como chantagem, abolição ou corrosão de forma secreta da democracia e soberania nacional", refere ainda a estrutura sindical que abrange mais de de dois terços dos polícias gregos.

Aqui:
http://www.esquerda.net/artigo/753gr%C3%A9cia-governo-%C3%A9-confrontado-com-vaga-de-demiss%C3%B5es

Nota: Cartaz e foto de João Martins

Já há "acordo" na Grécia...que bom...

sexta-feira, fevereiro 10, 2012

É Já Amanhã, Responder À Austeridade Na Rua, Sem Medo



Acabei de fazer um novo cartaz com algumas palavrinhas de ordem e diz assim: - Qual é o único país da UE onde a austeridade está a resultar? Resposta correcta: Só na Troikolândia.

quinta-feira, fevereiro 09, 2012

Seguro na TV

No geral uma boa entrevista. Muito positivo o convite a Elísio Estanque e a Manuel Maria Carrilho para o "laboratório de ideias" (seja lá isso o que fôr). Muito positivo alguns dos caminhos alternativos apontados. Muito positiva a possível abertura de discussão com os partidos à esquerda do espectro político-partidário. Tudo isso seria impossível na era socrática e seria considerado uma traição e uma concessão à "maledicência".

O calcanhar de Aquiles chama-se "realidade" e a dificuldade de Seguro em lídar com ela. O às vezes não à austeridade e o às vezes sim ao memorando da Troika, pode ser uma estratégia eleitoralista com alguns resultados a curto prazo, mas no médio, longo prazo, poderá ser um verdadeiro desastre. O tempo não está para meias tintas e as estratégias politiqueiras do assim assim não vão resistir à capacidade avassaladora de destruição maciça do capitalismo financeiro.

Ps: De post scriptum mesmo. Enquanto António José Seguro procurou por todos os meios demarcar-se das políticas de austeridade e do Memorando da Troika, Francisco Assis poucos minutos depois noutro canal televisivo agarrava nas palavras de Seguro para o colar à "responsabilidade" do cumprimento do Memorando da Troika. Afinal em que é que ficamos?

O problema é que eles já fazem parecer Salazar um menino de coro: As virtudes da abnegação do bom povo português



O programa era o “Prova dos 9”, moderado por Constança Cunha e Sá, que reúne semanalmente Santana Lopes, Fernando Rosas e ainda Francisco Assis. Antes do desentendimento entre Santana e Rosas, a toada do programa era de crítica ao Governo. Mesmo por parte de Santana Lopes, que dizia não gostar da postura professoral do Executivo.

“Parece que chegou agora um contingente de pessoas que traz alguma luz, alguma iluminação providencial, que nós todos seríamos incapazes de ver o caminho sem chegar a providência”, ironizou Santana Lopes. Fernando Rosas acrescentou: “Quando a pieguice das pessoas se transformar em revolta e em protesto, eu quero ver o que é que o primeiro-ministro diz”.

À ideia de revolta popular, Santana Lopes contrapôs: “Acho que estamos numa boa altura para exaltar as virtudes de resistência, de paciência e abnegação do povo português”. Foi este o comentário que levou Rosas a fazer uma observação sobre Salazar, que levou à exaltação de Santana Lopes.

O professor de História Contemporânea, antigo candidato presidencial, riu-se mal ouviu a palavra “resistência”. Depois, afirmou: “Parece o Salazar a falar. Desculpe lá. As virtudes da paciência? As virtudes da abnegação?” Santana Lopes levantou a voz: “E você disfarça aqui, todas as semanas, a sua ideologia. A armar em defensor do regime democrático. Eh pá, vá dar lições de democracia a outro. Chamar Salazar? Salazar é a sua tia!”

“Está a perder a cabeça, a perder a serenidade”, lamentou Fernando Rosas, com Constança Cunha e Sá e Fernando Assis em silêncio. “Você é ofensivo”, retrocou Santana, ex-presidente do PSD e actualmente vereador na Câmara de Lisboa.

Mais aqui:
http://publico.pt/Política/santana-exaltase-em-debate-com-rosas-salazar-e-a-sua-tia-1532984

Do Fascismo Financeiro Austeritário



Troikar a Grécia... de novo...

"As duas centrais sindicais gregas convocaram greve geral para sexta e sábado contra as novas imposições da troika já aceites pelo governo de Lucas Papademos e por 3 partidos (Pasok, Nova Democracia – direita e Laos – extrema direita): nomeadamente, corte de 22% no salário mínimo e despedimento de 15.000 funcionários públicos. Autoridades gregas e troika anunciaram que chegaram a acordo, no fim da manhã desta quinta feira."

Aqui:
http://www.esquerda.net/artigo/21821gr%C3%A9cia-greve-geral-de-48-horas-contra-cortes-selvagens-impostos-pela-troika

Foto e cartaz de João Martins

Os mercados reagem, as pessoas também



Mas os "mercados" não são constituídos por pessoas? A propósito, parece que uma dessas máquinas de destruição económica massiva que são as agências de rating aumentou exponencialmente os seus lucros. Depois admirem-se com a "explosão social" que promete por aí vir. Eu ficaria verdadeiramente admirado é que ela não acontecesse.

Sábado, Dia 11 - Responder À Austeridade Na Rua, Sem Medo



Contra o fascismo que se desenha. Em defesa da democracia. Eu estou lá de novo. Não sejas piegas. Defende a tua vida. Defende o teu país. Só a rua pode travar o suicídio colectivo austeritário e a ideologia que nos diz que empobrecer é bom. Vamos todos convidar o senhor Primeiro Ministro a emigrar!

quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Se É Sem-Abrigo Não Saia De Casa

Sim, com o frio que aí está o melhor "conselho" que um governante pode dar a um sem-abrigo é o de que ele não saia de casa. Também lhe poderia ter dito para emigrar para o Brasil onde o calor aperta ou até quem sabe incentivá-lo a não ser "piegas". No limite, à boa maneira Orwelliana poderia decretar que a condição de sem-abrigo de agora em diante seja considerada uma forma de abrigo. No final da redacção do decreto poderia sempre acrescentar "custe o que custar". Quem talvez não gostasse do "conselho" fosse a Troika. Um sem-abrigo que não sai de casa não é produtivo.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/governante-francesa-recomenda-aos-sem-abrigo-que-fiquem-em-casa

Pieguices

Mais de um quarto dos portugueses estavam ameaçados de pobreza ou exclusão social em 2010. Os números divulgados nesta quarta-feira pelo Eurostat revelam que 2,7 milhões de portugueses estavam confrontados com pelo menos uma das três formas de exclusão social: risco de pobreza, situação de privação material grave ou, finalmente, a viver em agregados com uma intensidade de trabalho muito baixa. Comparativamente com o ano anterior, Portugal regista um agravamento da situação de 0,4 pontos percentuais: de 24,9 por cento em 2009 para 25,3 por cento da população em 2010. Em ambos os casos, a ameaça de pobreza ou exclusão social que paira sobre os portugueses é mais pesada do que na média da União Europeia a 27 que fixava em 23,4 por cento a população em risco de pobreza ou exclusão social, o equivalente a 115 milhões de pessoas.

Aqui:
http://publico.pt/Sociedade/mais-de-25-dos-portugueses-ameacados-de-pobreza-em-2010-1532840

Do Fascismo Financeiro Austeritário



"Merkel e Sarkozy acrescentaram ontem uma nova condição a Atenas, exigindo que o governo canalize uma parte das receitas fiscais para uma conta bloqueada destinada ao reembolso da dívida e ao pagamento dos respectivos juros. Os dois líderes querem que Atenas atribua na lei orçamental a prioridade absoluta da receitas ao reembolso dos juros e da dívida, o que impedirá o país de assumir novas despesas com o dinheiro dos empréstimos europeus."

Público de Terça-Feira, 7 de Fevereiro de 2012.

Foto e cartaz de João Martins.

terça-feira, fevereiro 07, 2012

Piegas

Depois de nos ter tirado os feriados da República, da Independência, o Carnaval e estar a pontos de nos tirar a vida, chama-nos piegas. Que fiz eu na puta da vida para merecer um primeiro ministro assim?

Do Fascismo Financeiro Austeritário



De novo, há umas horas atrás, Sarkozy e Merkel a fazerem uma brutal chantagem sobre a Grécia. A Troika quer que se despeçam mais quinze mil funcionários públicos e que se baixe os miseráveis salários minímos na Grécia (menos miseráveis do que os nossos em todo o caso). O fascismo está ao rubro.

Nota: Foto e cartaz da autoria de João Martins.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Tomar O Destino Nas Suas Mãos: Notícias que causam horror nos media convencionais



Health workers in Kilkis, Greece, have occupied their local hospital and have issued a statement saying it is now fully under workers control.

The general hospital of Kilkis in Greece is now under workers control. The workers at the hospital have declared that the long-lasting problems of the National Health System (ESY) cannot be resolved. The workers have responded to the regime’s acceleration of fascism by occupying the hospital and outing it under direct and complete control by the workers.

All decisions will be made by a ‘workers general assembly’. The hospital has stated that. “The government is not acquitted of its financial responsibilities, and if their demands are not met, they will turn to the local and wider community for support in every possible way to save the hospital defend free public healthcare, to overthrow the government and every neo-liberal policy.”

Mais aqui:

É Urgente Correr Com O Governo Neo-Fascista de Pedro Passos Coelho



Estou a ouvir neste preciso momento o primeiro ministro Pedro Passos Coelho na televisão. Somos governados por um incompetente de uma ignorância atroz e de um moralismo intragável. Depois junta a estas duas prezadas características um voluntarismo suicidário. Vamos todos para o fundo do poço. Escrevam aí o que vos digo. Apontem. Não se esqueçam.

domingo, fevereiro 05, 2012

Parque Municipal de Loulé

Descubra as diferenças

Este é o Parque Municipal "Remodelado" - Parque Dr. Emídio



Este em baixo é o Parque Municipal anterior à "Remodelação"



Mais de 3,5 milhões de euros em época de bancarrota. Sim, a recuperação da Casa do Pombal foi uma boa decisão política.

Sejamos todos muito felizes. Boa semana!

Nota: A foto de cima é copiada do blogue da vereadora Hortense Morgado.

sábado, fevereiro 04, 2012

A Farsa Da Remodelação Do Parque Municipal de Loulé E A Aldrabice do Governo Do Dr. Seruca Emídio Ao Jornal O Louletano



O doutor Emídio já depois da crise de 2008, numa altura em que o país já estava em trajectória de bancarrota decidiu gastar mais de 3,5 milhões de euros na "remodelação" do Parque Municipal de Loulé. A nenhuma alminha louletana lhe ocorreu interrogar-se quanto é 3,5 milhões de euros e o que isso significa em termos de prioridades políticas numa época em que milhões de pessoas empobrecem e outros milhares passam fome.

A autarquia está de parabéns pela recuperação da Casa do Pombal, é uma decisão que me parece muito aceitável, assim como está de parabéns pela recuperação do parque infantil, efectivamente em estado de pura degradação, degradação esta da responsabilidade da própria autarquia porque não soube cuidar dos recursos públicos de que lhe compete zelar.

A partir daqui começa a farsa e a gestão danosa dos dinheiros públicos. Ao contrário do que referem, mentindo à boca cheia, os responsáveis pela autarquia, na edição de 25 de Janeiro ao jornal "O Louletano", o Parque Municipal não se encontrava em "estado de degradação" (não deixa de ser interessante que o jornal não cite o autor da frase, a autarquia ainda não me parece que seja uma pessoa humana) e se em "estado de degradação" estivesse o Parque Municipal isso seria um atestado de incompetência passado pela própria autarquia a si própria uma vez que é ela mesma que tem que zelar para que esses "estados" não acontecam.

O que é de lamentar é que depois do parque ter sido rasgado de alto abaixo sem necessidade alguma (só um tolo que não frequentasse o parque é que poderia afirmar uma coisa dessas do "estado de degradação"), a "autarquia" do doutor Emídio sinta necessidade de mentir sobre o estado anterior do Parque para justificar os milhões que por lá gastou. Dos partidos da oposição restam as fotos dos corta fitas. Dos jornalistas não se faz a mínima referência ao que pode significar os milhões gastos abusivamente com o dinheiro dos contribuíntes e o bom povo louletano, se bem conheço parte dele, há-de bater palmas. Não acabe com o Carnaval ao doutor Emídio, doutor Passos Coelho. Não faça isso. Não lhe acabe com a folia.

É Urgente Correr Com O Governo Neo-Fascista de Pedro Passos Coelho



Emigre senhor Primeiro Ministro. Seu fascista de merda. O Carnaval é um elemento cultural de um povo. Não está à venda.

Foto: João Martins

Algarvios e Espanhóis Unidos Contra As Portagens Na Via Do Infante



Ontem foi dia de mais um protesto contra a arrogância do Poder de Estado e a ignorância dos governantes e dos políticos algarvios que não lhes entra pelos olhos a dentro o desastre que significa circular na rua nacional 125. A população não desarma e um passo importante no futuro será responsabilizar os políticos responsáveis por tão lamentável decisão pelos acidentados e pelas mortes que ocorrerem na caótica "estrada da morte".

quinta-feira, fevereiro 02, 2012

A censura do governo PSD esteve em debate hoje no Parlamento: Demita-se senhor Ministro Miguel Relvas



É claro que houve censura do programa da Antena 1 "Este Tempo" e é óbvio que houve censura da crónica de Pedro Rosa Mendes, o que foi aproveitado para afastar os outros comentadores incómodos, tais como a cineasta Raquel Freire. A consequência só pode ser uma. O ministro responsável da tutela deve ser demitido. Até porque este foi o centro das atenções da vergonhosa operação governamental de propaganda conduzida sob as mãos da RTP de Fátima Campos Ferreira em terras de Angola. Demita-se Dr. Miguel Relvas. A democracia não pode admitir nenhum tipo de censura e neste caso é obvio de que do que se trata é de calar as vozes incómodas que não se conformam com as práticas censórias que o governo de vossa excelência promove. Não vale tudo o mesmo e uma nação que se quer civilizada, democrática e evoluída não pode aceitar o lápis azul.

Sexta Feira, Há Buzinão e Marcha Lenta Contra as Portagens na Via do Infante



Junta-te ao protesto. A tua presença conta!

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

É Urgente Correr Com O Governo Neo-Fascista de Pedro Passos Coelho

Desabafos

Custe o que custar...seu grande filho da puta...custe o que custar...

Pode ver aqui o post de alguém menos descontrolado do que eu:
http://5dias.net/2012/02/01/custe-o-que-custar/

Sexta Feira, Há Buzinão e Marcha Lenta Contra as Portagens na Via do Infante



Junta-te ao protesto. Contamos contigo. A tua presença conta!

O Programa da Troika Como Um Fim em Si Mesmo



Pedro Passos Coelho assumiu a sua identificação ao programa da Troika por "convicção" e diz que o vai cumprir "custe o que custar". A deriva ideológica da direita ultra-radical atingiu o seu esplendor. A partir de agora em nome do programa da Troika legitima-se o empobrecimento geral da população portuguesa e a destruição do Estado Social. É urgente correr com Pedro Passos Coelho do país e com este governo neo-fascista, custe o que custar. É um problema de sobrevivência e de dignidade humana. Vai ser preciso desobedecer, já não é só resistir e se necessário fazer a revolução e salvar a democracia.