terça-feira, junho 30, 2009

Bernard Madoff e a Falácia da Falta de Ética nos Negócios.

A maior fraude da História...



Sejamos sinceros. Ladrões, vigaristas, corruptos, bandidos e piratas, fazem parte do património histórico mundial. Em todos os tempos históricos os larápios mandaram às urtigas essa coisa da ética nos negócios. Não é tipíco apenas do estádio avançado do capitalismo predador, a falta de ética dos negócios. Nem sequer a sua característica mais marcante.

É pobre esta ideia, mais defendida por uma certa direita conservadora, de que a crise mundial que atravessamos é um problema de "ética" negocial. Não é. A crise tem motivos políticos profundos e não pode ser invertida, sem se inverterem as políticas que nos meteram neste abismo.

Ao contrário do que diz a ex-Ministra das Finanças e da Educação de Cavaco e Silva, esta crise não é só um "abanãozinho de terras" mas trata-se da maior hecatombe dos últimos 80 anos.

Foram as políticas neoliberais levadas a cabo por quase todos os governos ocidentais e estimuladas fortemente pelas grandes instâncias de orientação económica mundial, tais como o Fundo Monetário Internacional, a Organização Mundial de Comércio, o Banco Mundial, a OCDE, o Banco Central Europeu e a própria Comissão Europeia, naquilo que ficou conhecido pelo "Consenso de Washinton", e que alimentou ideologicamente à escala mundial o dogma de que o mercado se deve autoregular sem qualquer influência política do Estado, que levaram às consequências a que hoje assistimos. Aumento grave da pobreza e do desemprego. Recessão económica de nível mundial. Aumento das desigualdades sociais à escala global. Uma predatória intervenção da economia sobre o ambiente (que põe inclusivamente o planeta em risco) e a "morte" da política subjugada à economia.

Infelizmente, o reforço da direita, em quase toda a Europa, não vai permitir o inverter deste estado de coisas. A esquerda que se diz socialista e que governou vergonhosamente à direita e foi altamente conivente com este tipo de políticas neoliberais, perdeu a sua base eleitoral. A direita, sempre mais coerente consigo mesma, vai obviamente governar à direita e reforçar o caminho que conduz à miséria dos povos.

Não, não se trata de falta de ética nos negócios. O Sheriff de Nottingham e o Robin dos Bosques (mais o primeiro do que este último evidentemente) são figuras típicas de todas as sociedades. É tudo uma questão de políticas. O caos que vai sair das próximas eleições pode ser uma oportunidade de surgimento de uma nova ordem. Haverá socialismo para isso?

O Portal da Transparência...

O portal da transparência precisa de um outro portal que assegure a transparência do portal da transparência...sem ajuste directo, claro está...

Ver aqui: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389168&idCanal=57

1ª Reunião da Comissão Coordenadora do Movimento de Defesa do Pontal

1ª Reunião da Comissão Coordenadora do Movimento de Defesa do Pontal

Amanhã, 1 de Julho, terá lugar no PátioB@r às 18H00, em Faro a primeira reunião da Comissão Coordenadora do Movimento de Defesa do Pontal.

Nesta reunião estarão representadas as seguintes associações / movimentos:

Almargem
Associação de Proteção a Ecossistemas Costeiros
Associação Faro 1540
Bloco de Esquerda - Núcleo de Faro
Juventude Social Democrata / Faro
Liga para a Proteção da Natureza
Moto Clube de Faro
Movimento Apartidário da Cidade de Loulé
Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve
Somos Olhão

Da ordem de trabalhos da reunião faz parte a calendarização das próximas ações do MDP.

segunda-feira, junho 29, 2009

MacLoulé Adere ao Movimento de Defesa do Pontal

O MDP continua a crescer, o MacLoulé, Movimento Apartidário da Cidade de Loulé adere ao MDP. O MDP saúda o MacLoulé e apela em particular às organizações, e às cidadãs e cidadãos do Concelho de Loulé que adiram ao Movimento de Defesa do Pontal. Recordamos que uma área considerável da Mata do Pontal se situa no Concelho de Loulé.

Ver aqui o site do Movimento de Defesa do Pontal:
http://defesadopontal.blogspot.com/

domingo, junho 28, 2009

Elevar o Gosto



Boa semana de trabalho!

Os Novos Cães de Guarda

Via Abrupto: http://abrupto.blogspot.com/2009/06/coisas-da-sabado-os-defeitos-das-jotas.html

"Não sei se isto se pode dizer como se dizia do “socialismo real”: o “real” é muito mau, mas o socialismo é bom. Ou seja, os blogues são uma boa coisa, a blogosfera (política) está muito má. Má, intriguista, mesquinha, superficial, amiguista e revanchista, muito longe do país, que desconhece, muito longe da vida, que não vive, dominada por preocupações de carreira e sucesso, cheia dos vícios que tinha e tem o jornalismo, mais os das jotas. As excepções confirmam a regra, as vozes sensatas e limpas, sejam lá de que posição forem, de direita ou de esquerda, socialistas ou social-democratas, comunistas ou bloquistas, são cada vez menos, num ambiente dominado pela intriga e pela intriga intra-partidária. Hoje fazem-se blogues destinados a “colocar” pessoas sob a atenção dos partidos, e para “gerir carreiras” em base tribal, uma especialidade das jotas que antes era feita de forma mais rudimentar. Numa frase: os vícios das redacções e das jotas partidárias emigraram para os blogues políticos com imenso furor...... e com grande complementaridade. Que aliás já há muito tinham, num contínuo entre políticos “a fazerem-se” no tradeoff mediático e jornalistas no jogo da promoção de grupos de amigos dentro e fora das redacções. A isso há que somar o crescente papel que agências de comunicação e de marketing têm na blogosfera e nas suas duas ramificações mais na moda, o Twitter e o Facebook, fazendo “propaganda viral”, fazendo circular boatos e “interpretações”, sugerindo escritas e incentivando amizades e ódios. Nada disto é novo, existia em qualquer café de província, incluindo em Lisboa. A diferença é que muita gente é iludida pela novidade tecnológica do meio e esquece-se de que, na Rede, se se mete lixo, sai lixo. Ah! e convém não esquecer o trabalho dedicado e profissional de assessores governamentais que criam falsos blogues para disseminarem “análises”, boatos, informações escolhidas a dedo, dotados de arquivos e meios a que nenhum particular tem rápido acesso, como nenhum particular tem tempo para esse trabalho, 24 horas sem parar. E espero, espero mesmo, que não haja gente dos serviços de informação também nos combates blogosféricos, nas caixas de comentários, em blogues, usando todos os recursos e potencialidades da desinformação. Isto pode parecer conspirativo, mas não é. Há muitos idiotas úteis nos blogues mas alguma gente sabe que é assim e que o segredo é a alma do negócio, porque, em muitos casos, é negócio mesmo. Mas o Muito Mentiroso, o primeiro blogue que fazia parte de uma operação de desinformação a pretexto do caso Casa Pia, deixou escola. E quem denuncia este “estado” da blogosfera política com clareza, ou seja, faz o exercício crítico que a blogosfera prometia nos seus inícios, é atacado por todos os lados. Se houvesse uma campainha como a que matava o Mandarim na longínqua China, haveria listas de espera para tilintar a sineta invisível. É sempre assim quando, mais do que uma selva de opiniões abertas, começa a existir uma selva de interesses disfarçados."

Pacheco Pereira in Abrupto.

Dissidências

Peço muita desculpa mas ficaria muito incomodado comigo mesmo se não fizesse um post sobre o assunto. Subescrevo tudo o que diz a Maria Filomena Mónica.

Ver aqui: http://www.meiahora.pt/docs/185/mh158-lisboa.pdf

e aqui http://sol.sapo.pt/blogs/dissidencias

Turismo Sustentável ou Turismo Predador?

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=30162

A Bomba Atómica dos Presidentes

Eu gostaria de perguntar ao Dr. Jorge Sampaio se ele fosse hoje Presidente da República, se já não tinha destítuido o governo de Sócrates. É que Santana Lopes parece a Virgem Maria se comparado com as "trapalhadas" do governo de José Sócrates. E não estou a falar do caso Freeport. Falo das escandalosas tentativas de controlo da comunicação social. Uma questão de regime e de decência da vida democrática. Num país a sério, amante das liberdades, esta história teria tido outras estórias. Alguém se lembra porque demitiu Sampaio Santana Lopes? Eu já não me lembro.

sábado, junho 27, 2009

Manifesto: O Lado Certo da História

Eu estou do lado deste manifesto... ver aqui: http://arrastao.org/sem-categoria/o-outro-manifesto/

Manifesto de 51 economistas e cientistas sociais

O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia

Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso.
É por isso imprescindível definir claramente as prioridades. Em Portugal, como aliás por toda a Europa e por todo o mundo, o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica. Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social. Em cada ano, perde-se assim mais do que o total das despesas previstas para todas as grandes obras públicas nos próximos quinze anos. O desemprego é o problema. Esquecer esta dimensão é obscurecer o essencial e subestimar gravemente os riscos de uma crise social dramática.
A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.
Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação.
Desta forma, os recursos públicos servirão não só para contrariar a quebra conjuntural da procura privada, mas também abrirão um caminho para o futuro: melhores infra-estruturas e capacidades humanas, um território mais coeso e competitivo, capaz de suportar iniciativas inovadoras na área da produção de bens transaccionáveis.
Dizemo-lo com clareza porque sabemos que as dúvidas, pertinentes ou não, acerca de alguns grandes projectos podem ser instrumentalizadas para defender que o investimento público nunca é mais do que um fardo incomportável que irá recair sobre as gerações vindouras. Trata-se naturalmente de uma opinião contestável e que reflecte uma escolha político-ideológica que ganharia em ser assumida como tal, em vez de se apresentar como uma sobranceira visão definitiva, destinada a impor à sociedade uma noção unilateral e pretensamente científica.
Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras.
A pretexto dos desequilíbrios externos da economia portuguesa, dizem-nos que devemos esperar que a retoma venha de fora através de um aumento da procura dirigida às exportações. Propõe-se assim uma atitude passiva que corre o risco de se generalizar entre os governos, prolongando o colapso em curso das relações económicas internacionais, e mantendo em todo o caso a posição periférica da economia portuguesa.
Ora, é preciso não esquecer que as exportações de uns são sempre importações de outros. Por isso, temos de pensar sobre os nossos problemas no quadro europeu e global onde nos inserimos. A competitividade futura da economia portuguesa depende também da adopção, pelo menos à escala europeia, de mecanismos de correcção dos desequilíbrios comerciais sistemáticos de que temos sido vítimas.
Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise. Para isso, é indispensável uma nova abordagem da restrição orçamental europeia que seja contracíclica e que promova a convergência regional.
O governo português deve então exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise.
Por isso, como cidadãos de diversas sensibilidades, apelamos à opinião pública para que seja exigente na escolha de respostas a esta recessão, para evitar que o sofrimento social se prolongue.

Publiquem nos vossos vossos blogues.

Os subscritores

Manuel Brandão Alves, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Carlos Bastien, Economista, Professor Associado, ISEG;
Jorge Bateira, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;
Manuel Branco, Economista, Professor Associado, Universidade de Évora;
João Castro Caldas, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural do Instituto Superior de Agronomia;
José Castro Caldas, Economista, Investigador, Centro de Estudos Sociais;
Luis Francisco Carvalho, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
João Pinto e Castro, Economista e Gestor;
Ana Narciso Costa, Economista, Professora Auxiliar, ISCTE-IUL;
Pedro Costa, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;Artur Cristóvão, Professor Catedrático, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
Álvaro Domingues, Geógrafo, Professor Associado, Faculdade da Arquitectura da Universidade do Porto;
Paulo Areosa Feio, Geógrafo, Dirigente da Administração Pública;
Fátima Ferreiro, Professora Auxiliar, Departamento de Economia, ISCTE-IUL;
Carlos Figueiredo, Economista;
Carlos Fortuna, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
André Freire, Politólogo, Professor Auxiliar, ISCTE;
João Galamba, Economista, doutorando em filosofia, FCSH-UNL;
Jorge Gaspar, Geógrafo, Professor Catedrático, Universidade de Lisboa;
Isabel Carvalho Guerra, Socióloga, Professora Catedrática;
João Guerreiro, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;
José Manuel Henriques, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor Associado, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
João Leão, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
António Simões Lopes, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Margarida Chagas Lopes, Economista, Professora Auxiliar, ISEG;
Raul Lopes, Economista, Professor Associado, ISCTE-IUL;
Francisco Louçã, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Ricardo Paes Mamede, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Tiago Mata, Historiador e Economista, Universidade de Amesterdão;
Manuel Belo Moreira, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural, Instituto Superior de Agronomia;
Mário Murteira, Economista, Professor Emérito, ISCTE- IUL;
Vitor Neves, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
José Penedos, Gestor; Tiago Santos Pereira, Investigador, Centro de Estudos Sociais;
Adriano Pimpão, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;
Alexandre Azevedo Pinto, Economista, Investigador, Faculdade de Economia da Universidade do Porto;
Margarida Proença, Economista, Professora Catedrática, Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho;
José Reis, Economista, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
João Rodrigues, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;
José Manuel Rolo, Economista, Investigador, Instituto de Ciências Sociais;
António Romão, Economista, Professor Catedrático, ISEG-UTL;
Ana Cordeiro Santos, Economista, Investigadora, Centro de Estudos Sociais;
Boaventura de Sousa Santos, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
Carlos Santos, Economista, Professor Auxiliar, Universidade Católica Portuguesa;
Pedro Nuno Santos, Economista;
Mário Rui Silva, Economista, Professor Associado, Faculdade de Economia do Porto;
Pedro Adão e Silva, Politólogo, ISCTE;
Nuno Teles, Economista, doutorando, School of Oriental and African Studies, Universidade de Londres;
João Tolda, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
Jorge Vala, Psicólogo Social, Investigador;
Mário Vale, Geógrafo, Professor Associado, Universidade de Lisboa.

Os Filhos Ilegítimos do Louletano Desportos Clube

Eles são os filhos ilegítimos do Louletano Desportos Clube. São formados nas camadas jovens do clube. Estou a falar do futebol, claro está. Alguns deles atravessaram todos os escalões jovens. Infantis, iniciados, juvenis, juniores e séniores. A maior parte deles nunca chega a ultrapassar a difícil barreira da transição para o escalão sénior. Poucos são os que conseguem fazer uma carreira mediana na "profissão" de futebolista. Alguns conseguem. Resistem a todas as adversidades da selva do mundo do futebol e da ausência de condições estruturais para a prática da modalidade na região e conseguem singrar a nível nacional. Contam-se pelas mãos dos dedos. Este é o caso do Idalécio. Deveria ser homenageado pelo clube pelo facto de ter andado pela alta roda do futebol. Acabou de ser "pontapeado" no final desta época num acto demostrativo da mais indigna falta de respeito pela carreira de um filho da terra. Podem sempre argumentar os iluminados dirigentes do LDC que o futebol é um mero "negócio" que não se compadece com respeito pela dignidade profissinal dos seus atletas. Mas há formas e formas de fazer as coisas. Para além do Idalécio, já tinha havido o Zé Joaquim, o Toninho Cavaleiro, o Óscar, o Maniche e porque não dizê-lo, o Miguel Fernandes. Estes são os mais conhecidos. Outros haverá. Depois não se admirem do estádio estar às moscas e dos ex-atletas virarem as costas ao clube. É que o clube não deveria confundir-se com alguns dos seus actuais dirigentes. Lamentável.

João Martins
Ex-atleta do LDC

Bom Fim de Semana!

Barbara Streisand - Memory

Festival MED

Acabadinho de chegar do festival MED. O festival continua a manter uma extraordinária qualidade. Música de muito bom gosto. Gente de todos os cantos do país e do mundo. O património arquitetónico local do centro da cidade a ser valorizado. Uma excelente combinatória entre entretenimento e cultura. Continuam de parabéns os seus mentores. O festival é uma inovação criativa de excelência.

sexta-feira, junho 26, 2009

Psicanálise da Política

"O Governo não dá orientações nem recebe informações da PT. Eu percebo a sua preocupação: como a linha editorial é contra o governo, não tirem de lá ninguém, pois assim é que está bem".

José Sócrates em resposta a Diogo Feio, deputado do CDS/PP, no debate parlamentar na Assembleia da República que decorreu esta semana.

Mais palavras para quê?

quinta-feira, junho 25, 2009

Vende-se

O blog macloulé vende o seu espaço por 1 ooo ooo euros a quem estiver interessado em acabar com as críticas às políticas de José Sócrates e do partido que se diz socialista, neste modesto espaço.

Ps: É lógico que estou a brincar. Estou muito satisfeito comigo. É só um devaneio...só isso...

Media: Concentrar para controlar

Se não sabia, devia saber...

São Cavaco de Boliqueime esteve muito bem desta vez...


O partido que se diz socialista continua a fazer os disparates políticos que sempre fez ao longo destes quatro anos...

Os resultados vão continuar a ser porreiros...

Elevar o Gosto

Liberdade de Expressão

Nós sabemos que a justiça portuguesa precisa de uma reforma profunda. Mas de vez em quanto há umas résteas de esperança de que os direitos fundamentais dos cidadãos são respeitados.

Ver aqui: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/socrates-jornalista-queixa-crime-ministerio-publico-arquivado-tvi24/1071661-4071.html

quarta-feira, junho 24, 2009

Freeport: O cerco aperta-se...

Vale a pena perguntar a que tipo de gente está entregue a defesa do ambiente e a conservação da natureza em Portugal. Neste pequeno país à beira mar plantado a degradação do ambiente é um chorudo negócio...

Ver aqui...http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=59099CA4-7F7B-4E40-86BB-EB133B6AFC65

O Não Dito do Turismo Na Mina Do Sal Gema

A reflexão levada a cabo pela RTP nas minas do sal gema em Loulé, sobre a actividade turística nacional, foi rica em prós e ocultou completamente os contras. Os convidados presentes, todos eles, são agentes altamente interessados na dominação do turismo como sector principal de actividade económica. Empresários hoteleiros, promotores imobiliários, políticos locais e outros que tais, todos, são de alguma forma, os principais interessados na manutenção da monocultura do turismo e nos lucros e dependências de avultados financiamentos estatais.

É inquestionável que o turismo é um sector de actividade de uma importância fulcral para a actividade económica do Algarve e do nosso país. O que causa impressão é o sentido acrítico com que se parte para a discussão, aceitando que desenvolvimento turístico é de per si, condição necessária e suficiente, de desenvolvimento económico e social. O facto da discussão ocorrer no interior subterrâneo de uma mina do sal e de esta ser encarada já não como um sector produtivo que pode gerar alto valor acrescentado, mas como um objecto estético decorativo que deve ser ludificado, é altamente significativo da reflexão levada a cabo.

O Algarve não pode ficar preso da monocultura do turismo. O desenvolvimento económico e social de uma região tem que se fazer a partir da valorização da sua diversidade. O turismo não pode fazer esquecer o investimento nas pescas, na agricultura, na indústria, nas novas tecnologias e nas energias renováveis, no pequeno comércio e nos serviços e na formação profissional dos trabalhadores. O Turismo não pode canibalizar os apoios existentes na região para a economia, sob pena de um dia, um "azar" como um derramamento de petróleo na costa algarvia (o Diabo seja cego, surdo e mudo) arrasar a economia de uma região, de uma assentada.

Um conjunto de lugares comuns foi recorrente na discussão dos prós. É preciso valorizar o património arquitectónico. É preciso divulgar a boa gastronomia. É preciso valorizar o que de bom cá temos. É preciso apostar na valorização de novas experiências e no turismo "sexy". É preciso apostar na cultura e no entretenimento. É preciso apostar no turismo "sustentável". Tudo coisas já bem conhecidas e apregoadas aos sete ventos e nas quais é difícil não estar de acordo.

O problema, é que, quando passamos dos belos discursos, para a constatação das práticas, é que a porca começa a torcer o rabo.

O Algarve continua a ser uma lastimável vergonha em termos de (des) ordenamento do território e continua-se a construir desenvergonhadamente em cima do litoral. Mesmo quando os melhores planos e programas de ordenamento do território adquirem letra de lei. Passa-se no Vale do Garrão e pasma-se com a construção a meia dúzia de metros das dunas ditas douradas. Passa-se pela zona do parque de campismo em Quarteira e pasma-se com a quantidade de construção que ali está a crescer a meia dúzia de metros da praia. Passa-se por Albufeira e constata-se que é o próprio Estado e a Administração Regional que são juridicamente "sancionados" por construir parques de estacionamento em cima da praia. Passa-se no Pontal e é ver as populações numa luta heróica a mobilizarem-se para impedir os monstros PIN, os novos símbolos do novo riquismo parolo, que degradam a qualidade ambiental de toda uma região. Passa-se. Passa-se. Passa-se. Exemplos são como o mexilhão. Abundam e não faltam.

O turismo, que há alguns anos, no Algarve paradisiaco, já foi dito de "qualidade", é agora um turismo massificado de "pé descalço".

O que mais beneficiaria o turismo da região do Algarve, era inverter todo o conjunto de predadoras práticas, que nos conduziram alegremente até aqui. O conluío entre as políticas e uma boa parte dos políticos do Algarve e da administração central, os interesses imobiliários, ligados, ou não, directamente e indirectamente à hotelaria, e por vezes, ligados de mais, aos clubes de futebol e ao "lobbie" da construção civil, têm contribuído para destruir o mais belo património turí
stico de Portugal.

O ambiente e o turismo sustentável têm, ao nível dos discursos, entrado progressivamente na boca de autarcas e empresários locais. As práticas, essas, é que desmentem todos os dias as maravilhas da verborreia. Assim, não há turismo de qualidade que resista. Haverá nos desejos e nos discursos. A qualidade, essa, voa, paradoxalmente, em " low cost" , para outros lados do mundo. Até porque com a confusão gerada pelos estaleiros eleitorais, em plena época alta, nem podia ser de outra maneira.


terça-feira, junho 23, 2009

Movimento de Defesa do Pontal

Visita guiada à Mata do Pontal relança o MDP

O MDP - Movimento de Defesa do Pontal composto por entidades directamente relacionadas tanto com o Ambiente como com a Política, organizou na manhã do dia 20 de Junho uma visita guiada à Mata do Pontal, relançando este Movimento, assumindo “o compromisso de defesa intransigente dos valores naturais e sociais do Parque Natural da Ria Formosa” com o intuito de chamar a atenção para o Pontal que se encontra em risco devido a “uma legislação permissiva, baseada em Projectos de Interesse Nacional (PIN)”.

Tratou-se inicialmente duma iniciativa do Bloco de Esquerda – Núcleo de Faro, à qual se juntaram a Almargem, Juventude Social Democrata / Faro, Moto Clube de Faro, o Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve e a Associação Faro 1540 recentemente criada. Contando com um dia quente, o grupo de cerca de 50 pessoas não se fez rogado e deu por bem empregue o esforço necessário para vencer um belíssimo e rico percurso congeminado pelo Pontal, sempre com boa disposição e especial interesse nos discursos do orador Eng.º Luís Brás da Almargem, entendido na matéria.

O passeio contou com a presença do Eng.º Macário Correia candidato à Câmara Municipal de Faro, bem como João Santos Presidente da Almargem, os professores da Universidade do Algarve Patrício Serendero, João Brandão e José Moreira em representação do Bloco de Esquerda - Faro, um militante do Partido Comunista contando também com a presença do Namb e Juventude Social Democrata – Faro, não obstante os jornalistas Vítor Ruivo e Bruno Pires dos jornais algarvios Região Sul e Algarve123 respectivamente.

Foram avistados diversos camaleões, uma espécie protegida e em vias de extinção sendo um crime a sua recolha, trata-se de animais que não se adaptam em cativeiro e acabam por morrer. Outra espécie nas mesmas condições e observada neste passeio é a Tuberaria major também sofrendo um elevado risco de extinção, com um área de ocorrência muito limitada e descontínua. Poderá ser encontrada numa área actualmente reduzida a pequenos núcleos. A nível mundial 90% desta população encontra-se no Pontal. Uma árvore típica é o Sobreiro, verificando-se a presença de alguns indivíduos com várias centenas de anos. Observou-se obras como uma ponte com aproximadamente 100 anos e um forno de cal.

O lixo foi uma constante acompanhando-nos ao longo de todo o trajecto, por este motivo a organização tratou de “armar” os participantes com sacos de plástico para recolha dos resíduos.

Esta visita marcou o início da recolha de assinaturas para o abaixo-assinado apelando à defesa do PNRF e a sua devolução à população, recuperando-se o espaço natural do Pontal. Recolhidas as assinaturas, o documento será entregue nas Câmaras Municipais de Faro e Loulé, sendo o orador do passeio o primeiro a dar o exemplo prontificando-se a assinar o abaixo assinado.

Para mais informações sobre o Movimento:
http://defesadopontal.blogspot.com/

http://namb-ualg.blogspot.com/

Redacção e Fotografia de Pedro Abrantes (Namb).

Nota: É com muito gosto que divulgamos o MDP. Podem contar com todo o apoio do Macloulé para tão nobre causa.

segunda-feira, junho 22, 2009

Minas do Sal: Loulé reflecte criativamente sobre o Turismo Nacional

A 240 metros de profundidade. A 30 metros abaixo do nível da água do mar. O Prós e Contras da RTP organiza o debate sobre a actividade turistica nacional. Loulé divulga o que tem de melhor e procura fazer o seu caminho em direcção às cidades criativas. Podem ter alguma razão os agitadores dos fantasmas da insegurança, mas o engenheiro responsável pela mina garantiu a segurança do local. Ficou a ideia de populismo por parte da oposição e ficou também a ideia de uma certa "dor de cotovelo" da visibilidade e do protagonismo que deu o programa televisivo ao Presidente da Câmara de Loulé, candidato do PSD às eleições autárquicas. Se há algo de propaganda eleitoral nisto e não dúvido que exista aproveitamento propagandístico do programa da RTP, por parte do edil local, ninguém melhor que o ministro distinguido com a medalha de ouro da cidade de Loulé para nos esclarecer. Factos são factos. Por uma noite, Loulé, foi, mediaticamente, o centro da reflexão sobre a actividade turística nacional. Uma última observação sobre o programa. Em noite de Prós e Contras só houve prós, não houve contras. Toda aquela minha gente faz uma vénia à monocultura do turismo. Esta é uma discussão que está por fazer.

O Mais Independente dos Comentadores Independentes

Acabei de ver o mais independente dos comentadores independentes da RTP do Governo. Refiro-me a António Vitorino, o homem a quem foi incubida a responsabilidade da realização do programa eleitoral do PS. Questionado por uma "amável" Judite de Sousa* (sempre me impressionou a aparente intimidade existente entre os dois) Vitorino, "O Independente", referiu que a postura de Sócrates face a Ana Lourenço provavelmente dever-se-ia à doçura da charmosa entrevistadora. Pagava o Macloulé uma boa parte do salário do Cristiano Ronaldo para saber quem decidiu sobre o/a entrevistador/a que iria entrevistar o "animal feroz". Para Vitorino, Sócrates não mudou de personalidade. O seu comportamento "doce" foi uma circunstância da relação entrevistado/entrevistadora. A fera está de volta. A estratégia foi um fiasco. O circo mediático continua.

* Para que não restem dúvidas considero Judite de Sousa a melhor entrevistadora portuguesa. Homens incluídos.

NEDA

http://www.fillmedia.com/update-neda-iran-youtube-video-822.htm

A Corrupção Que Não Vale

Nuno Cardoso, antigo vereador da Câmara do Porto, foi condenado a três anos de prisão com pena suspensa. O Juiz fala numa teia de corrupção entre o poder político e o futebol. Falta a construção civil para completar a célebre trilogia divulgada desde há muito tempo e de forma enfática por Maria José Morgado.

Reagiu Nuno Cardoso à TVI:

"A justiça divina é a única que eu temo. A Justiça do Homem não me preocupa".

É a chamada percepção subjectiva da justiça e da corrupção...

Boa Semana de Trabalho!

domingo, junho 21, 2009

O Estaleiro Eleitoral do Dr. Emídio

O PS Loulé no seu blog já tinha avisado. O dr. Emídio iria transformar Loulé num autêntico estaleiro de obras. O "escrúpulo democrático"* do Dr. Emídio, à semelhança do "escrúpulo democrático" de José Sócrates é pouco ou nenhum. O Tio Patinhas andou a arrecadar os trocos cobrados aos pobres, remediados e ricos contribuintes louletanos, para agora transbordar de obras o Concelho de Loulé.

É o Cine-Teatro que foi desprezado culturalmente durante anos a fio. É o coreto no Centro da Avenida José da Costa Mealha que de repente (e bem) ganha vida. É o hospital dos pobres, que vai ser apropriado pelos ricos, que só ganha importância a meses das eleições. É o abate de árvores indiscriminado para dar lugar à "requalificação" do património arbóreo. É a muralha do castelo que é preservada (e bem) depois de anos de indiferença. É o passeio que é preciso desfazer, para depois refazer. São as rotundas artificialmente sustentáveis que são inauguradas com pompa e circunstância. São árvores que se continuam barbaramente a abater no meio do cimento inestético de Quarteira. São lugares de estacionamento que se improvisam à custa da redução de praças públicas, para mitigar o problema dos parques de estacionamento que não se fizeram durante os anos anteriores. São estradas que se "requalificam" em pleno coração do Algarve em época alta e que impedem o trânsito de circular com fluidez e segurança. Tudo isto a curtos meses das eleições autárquicas, num acto de clara falta de bom senso e de respeito pelos cidadãos eleitores.

Resta-nos perguntar, porque tudo isto não foi feito em devido tempo ao longo dos oito anos de mandato que leva o dr. Emídio. Resta-nos perguntar quanto custa aos contribuintes obras orçamentadas para conclusão rápida e para inglês ver, destinadas à sua mera convertibilidade em votos. Resta-nos perguntar ainda, porque vai ganhar incontestavelmente Seruca Emídio quando persiste em ser igual a si mesmo. Essa é a grande questão.

* A expressão "escrúpulo democrático" é utilizada aqui em sentido Socratino. Para sermos honestos com os leitores é preciso esclarecer que não sabemos muito bem o que significa.

Porque não se revoltam os desempregados?

Leituras...

"Os assalariados dispensados têm um forte sentimento de revolta, mas esta nada tem de revolta colectiva e organizada. Permanece individual. Os desempregados não constituem um conjunto organizado. Aqueles que têm mais possibilidades de reencontrar um emprego procuram em primeiro lugar deixar de ser desempregados. Não se identificam com a condição de desempregado, não têm, portanto razão para militar a este título. As associações de desempregados desempenham um papel social, às vezes capital. Mas não organizam a revolta. Nenhuma quis ou pôde constituir-se em movimento político. As manifestações públicas que alguns dos seus responsáveis procuraram organizar não tiveram o êxito das manifestações dos empregados da função pública, que não correm o risco de perder o emprego. Isso não significa que a condição de desempregado não seja difícil e dolorosa. Pelo contrário, nunca são os mais infelizes que se manifestam. Mas ela não conduz à revolta organizada. Os desempregados estão, na sua maior parte, envergonhados e dispersos, privados de relações sociais, não reinvindicam a sua identidade de desempregados. As associações de desempregados participam na acção social do Estado. Podem ser muito eficazes sob este ponto de vista, recriam elos sociais, organizam actividades úteis, são frequentemente lugares de reflexão activos, têm feito propostas concretas aos poderes públicos para melhorar a vida quotidiana dos desempregados. Não substimo o seu papel, mas elas não têm por ambição organizar a revolta contra a ordem social."

Dominique Schnapper, Contra o Fim do Trabalho, Terramar, 1998, pp.62-63.

Ver aqui: http://www.wook.pt/authors/detail/id/13683

A Música também é...Cultura...

Vitorino - Queda do Império

sábado, junho 20, 2009

O Estaleiro Eleitoral do Dr. Emídio

No Fundo

"Camâra Municipal de Loulé por ter transformado o concelho num monumental estaleiro de obras em meados de Junho. Estradas cortadas, praias sem acessos, um caos "marafado"."

In Revista do jornal Sol de 19 de Junho de 2009. Pág. 10.

sexta-feira, junho 19, 2009

A RTP Independente

O comentador "independente" António Vitorino que comenta na RTP "independente" do Governo, vai elaborar "independentemente" o programa eleitoral do PS. José Alberto Carvalho anda em pânico pois não há em Portugal mais ninguém "independente" para substituir o ex-comissário "independente". A inviabilidade de substituição deste "independente" comentador, inviabiliza a possibilidade de a RTP preencher a 100% os seus colaboradores com comentadores "independentes". José Alberto Carvalho, aparenta temer também, que se um dia Marcelo Rebelo de Sousa conseguir chegar a Primeiro-Ministro ou a Presidente da República, a RTP tenha que fechar as suas portas por falta de opinadores "independentes" que garantam a "independência" da RTP do Governo. É claro que nada deste post corresponde à realidade e trata-se apenas de uma opinião deste detestado comentador "independente". Estou muito satisfeito comigo.

Estou Muito Satisfeito Comigo

Entrevista de Sócrates



A doce entrevistadora e o doce entrevistado. Comportamento gera comportamento. Só não sei quem amaciou quem. Sócrates quer uma coligação com o país. O país é que não quer uma coligação com Sócrates.

Pode ver a entrevista aqui: http://videos.sapo.pt/iQgp0CglZeIzBGNG5OJl

PS: Obrigado ao pessoal do Opinion Shakers pelo envio do link.

Música...

Louis Armstrong

quinta-feira, junho 18, 2009

Poesia...

Dez réis de esperança

Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde me vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos à boca
e viesse o que viesse.
Não fossem os olhos grandes
do ingénuo adolescente,
a chuva das penas brancas
a cair impertinente,
aquele incógnito rosto,
pintado em tons de aguarela,
que sonha no frio encosto
da vidraça da janela,
não fosse a imensa piedade
dos homens que não cresceram,
que ouviram, viram, ouviram,
viram, e não perceberam,
essas máscaras selectas,
antologia do espanto,
flores sem caule,
flutuando
no pranto do desencanto,
se não fosse a fome e a sede
dessa humanidade exangue,
roía as unhas e os dedos
até os fazer em sangue.

António Gedeão

Humano: Demasiado Humano

E o eleitorado vai engolir a supertransformação do lobo que agora é um cordeirinho?

Isto não tem efeitos perversos?

É lógico que tem. Quanto à política. Tudo na mesma. Nada de alterar políticas que essas estão certas. Mas alterar o estilo que esse é que estava errado.

Talvez a cultura, talvez...talvez... talvez...talvez...

Nunca um primeiro ministro tratou tão descaradamente os portugueses como idiotas. Nunca... Isto já não é só a república das bananas. É a república do senhor primeiro ministro. É o deboche. É a fantochada total! Com o cidadão sinto-me desrespeitado por este primeiro ministro. Que venha por aí já alguém da direita, se fôr honesto ou honesta...Já não há pachorra. Ao menos passa-se a combater as políticas. Agora temos que combater esta "coisa"...esta "coisa" estranha e esquisita!

O Melhor dos Analistas Políticos...ou dos Opinadores... Sei Lá...

Eu sei que há muito boa gente que não gosta de opinião mas cá vai a melhor opinião que encontrei da derrota do PS de Sócrates nas Europeias...

"Sejamos claros: Sócrates perdeu. Perdeu muito, perdeu demais, perdeu quando não esperava perder. Perdeu em toda a linha. Perdeu. E se não o vês assim: ganha. Ganha juízo.

Agora há que ser claro – há que continuar a ser claro: Sócrates ganhou. Nem mais: ganhou. Confuso? Não – apenas triste. Eu explico: Sócrates perdeu as eleições para si mesmo. Não para Louçã, não para Jerónimo, não para Melo – muito menos para Rangel. Repito: Sócrates perdeu as eleições para si mesmo. E foi, assim, ele – é essa a grande vantagem de se jogar sozinho no tabuleiro das decisões dos portugueses – o grande vencedor das eleições europeias. O que não quer dizer, bem visto, que não tenha sido ele o grande perdedor das eleições europeias. Viva a democracia, viva a pluralidade. E viva, claro, a minha demência analítica (...)"

Continua aqui: http://aspirinab.com/confucio-costa/va-la-responde-me/

PS: Se alguém me puder ajudar a encontrar a doce entrevista agradecia...desta vez a net está-me a fintar...fintar...fez-me lembrar treinador de bancada...se alguém puder ajudar...


quarta-feira, junho 17, 2009

Pela Defesa Do Pontal



Movimento de Defesa do Pontal promove passeio

Dividida entre os concelhos de Faro e Loulé, a Mata do Pontal
constitui uma das maiores manchas florestais de pinhal do litoral algarvio, e a maior do concelho de Faro. Inserida no Parque Natural da Ria Formosa (PNRF) esta zona florestal constitui igualmente uma das áreas de maior valor natural e paisagístico da orla terrestre desta área protegida, compreendendo valores naturais de valor excepcional com significado e importância reconhecidas do ponto de vista da conservação da natureza.

Não obstante a sua importância, esta zona concentra desde há muito
em seu redor uma enorme pressão imobiliária, a qual levou já ao
desaparecimento de parte da área florestal original para dar lugar a
empreendimentos urbano-turísticos. De igual forma, por negligência
de alguns proprietários, e inércia das autoridades, a Mata do Pontal
continua a ser alvo de acções não compatíveis com os valores
naturais em presença, e as quais têm contribuído para sua degradação. Apesar disso, o facto desta área florestal se encontrar ainda num razoável estado de preservação e de apresentar uma fraca ocupação humana, faz deste um espaço natural único, e sem dúvida uma área de grande potencial para a conservação, tal como é reconhecido por vários instrumentos legais, mas também ao nível do desenvolvimento de funções de educação/sensibilização ambiental e lazer para as populações locais, claro está, desde que compatibilizadas com os valores em presença.
Neste sentido foi constituído o Movimento de Defesa do Pontal (MDP), uma plataforma aberta à sociedade civil que tem como objectivo principal promover a preservação e valorização do Pontal. Apoiados num projecto concreto, as diversas organizações e cidadãos que já aderiram a este movimento pretendem dar um destino diferente àquele espaço, através da apresentação de alternativas que assegurem a defesa do interesse público que constitui a sua preservação, garantindo a salvaguarda e valorização dos seu valores naturais e culturais e, desta forma, permitir a sua compatibilização com o desenvolvimento de actividades sustentáveis, nomeadamente lúdico-pedagógicas, com vista ao seu usufruto pelas populações locais. Ainda assim, e apesar da Mata do Pontal ser o maior espaço florestal do concelho de Faro – verdadeiro pulmão verde da cidade, e um dos maiores do litoral algarvio - são muitos aqueles que ainda não conhecem este espaço natural. Porque não se pode proteger aquilo que não se conhece, o MDP propõe a todos passar uma manhã diferente, num pequeno percurso entre os concelhos de Faro e Loulé, em pleno Parque Natural, e ficar assim a conhecer alguns dos muitos motivos que fazem do Pontal um espaço natural único. O passeio/visita guiada realiza-se no próximo sábado, dia 20 de Junho (sábado), e é aberto a toda a população, tendo a duração aproximada de 2h30-3h O início é às 9h30 em Gambelas (Faro), junto ao Portão Norte do Campus Universitário – antiga portaria de entrada.

No dia 24 de Junho, 4ª feira, terá lugar uma mesa redonda para debater o futuro do Pontal. O evento terá lugar na Universidade do Algarve (UALG), no Anfiteatro 3.24, Edifício 8, FERN, Campus Gambelas, pelas 18 horas. A sessão será antecedida de uma breve apresentação do projecto (15 min), à qual se seguirá a discussão aberta.

17 de Junho de 2009

Almargem / Movimento de Defesa do Pontal

http://defesadopontal.blogspot.com/

Post de Interesse Público

Não retiro uma única vírgula. Ponto final.

Post De Jorge Bateira no http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/

Sobre a governabilidade do País

"Nos últimos dias não têm faltado comentadores a chamar a atenção para os riscos da ingovernabilidade do País após as próximas eleições legislativas. Uma ideia central nesse argumento é a seguinte: tudo o que está à esquerda do Partido Socialista é contra a “economia de mercado”. Só não o dizem abertamente por mera táctica política. Assim, não se pode contar com esta gente para viabilizar no parlamento uma solução de governo. Pelo meu lado, acho que o assunto é importante e requer uma abordagem clara. Nos nossos dias a clivagem central entre esquerda e direita já não tem lugar para a antiga oposição entre partidos revolucionários, anti-capitalistas, versus partidos do sistema capitalista (da “economia de mercado” como alguns gostam de dizer) com diferentes opções quanto a uma intervenção mais ou menos reguladora e redistribuidora por parte do Estado. Hoje, um projecto político à esquerda do actual PS tem futuro se defender sem ambiguidades uma progressiva e progressista transformação do capitalismo tendo em vista a subordinação dos mercados ao interesse público democraticamente deliberado. É uma nova esquerda que não pretende gerir o capitalismo, mas também não pretende destruí-lo pela revolução socialista. As lições do chamado “socialismo real” foram aprendidas. Nem revolução nem gestão, antes transformação. O que implica não apenas a assumpção do jogo democrático formal mas também o compromisso com a melhoria da sua representatividade através da multiplicação de espaços de democracia participativa, incluindo o interior das empresas. Mais ainda, sabendo que os mercados foram criados ao longo da história através de uma intervenção activa do poder político central, esta esquerda tem consciência de que as transformações progressistas por que luta, designadamente no que toca à relação dos mercados com o trabalho, a moeda e a natureza, implicam mudanças de âmbito legislativo que, para serem duradouras, necessitam de um alargado apoio social que se cristalize em normativos sociais extra-legais. Por isso, uma esquerda transformadora é uma esquerda que organiza a convergência entre a luta parlamentar e a luta no espaço público (comunicação social, debates públicos, internet, manifestações, …). Assim sendo, a questão da governabilidade transforma-se numa questão de identidade. Sob a pressão de uma crise para que activamente contribuíram, o PS e os partidos da chamada social-democracia europeia estão hoje confrontados com uma escolha vital: permanecerem como gestores e reguladores de um capitalismo em crise, com a “consciência social” que o sistema lhes permitir ou, pelo contrário, romperem com a deriva centrista das últimas décadas a fim de participarem da afirmação de uma nova esquerda, de uma esquerda transformadora. Porque é desta esquerda que muita gente está à espera. "

terça-feira, junho 16, 2009

ARS: Agir Para Prevenir

"A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve vai apresentar quinta-feira o Plano de Contingência para prevenir e conter a Gripe A H1N1, doença que levou a Organização Mundial de Saúde (OMS) a decretar o nível de alerta pandémico.

Num comunicado divulgado hoje, a ARS adianta que o encontro tem como "objectivo apresentar o Plano de Contingência - Algarve 2009 - Gripe A, Fase 6 e os materiais informativos desenvolvidos no âmbito deste Plano".
"Encontrando-se o nível de alerta pandémico da Gripe A (H1N1) na Fase 6 desde o passado dia 11 de Junho de 2009, a ARS do Algarve não pode deixar de solicitar a colaboração da comunicação social na divulgação de todas as medidas preventivas que possam esclarecer a população e levar à prática as medidas que permitam conter a Gripe A", afirmou a Administração Regional de Saúde."


Ver aqui: http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=29976

Faltam 8 Passos Para o TGV...

As urnas vergaram a arrogância. Sinal de mudança. A tarde e a más horas. Já não resulta...

Irão: A Força da Rua...



Para acompanhar a contestação social no Irão ver aqui: http://arrastao.org/

Como eu temo e tremo pela vida de cada um destes corajosos Iranianos...

Completando o post anterior...

Para além da incapacidade de mudar, associada à teimosia, "determinação", inflexibilidade e arrogância, levanto a hipótese de que o partido que se diz socialista não vai virar à sua esquerda e portanto "não vai mudar de rumo", uma vez ter percebido que esse eleitorado perdido já não é recuperável e então o melhor mesmo é procurar a infinita salvação nos eleitores do centrão que possam alimentar alguma réstea de esperança eleitoral. É claro que esta estratégia não dá frutos de curto prazo e muito menos permite uma estratégia de inversão de políticas de médio e longo prazo. Trata-se da conhecida estratégia da fuga para a frente. A Era Pós- Sócrates já começou...

segunda-feira, junho 15, 2009

Mudar o estilo ou como deixar de ser arrogante num minuto

22h24m - Acabo de ver José Sócrates a falar para o telejornal da RTP 2 do Governo. O problema da hecatombe eleitoral não é das más políticas do governo, mas da "má explicação" das más políticas (boas na óptica do governo). É portanto um mero problema de comunicação. Presume-se que de sentido único. É maravilhoso ver alguém admitir que é preciso mudar o "estilo" e agir já, discursando, num outro "estilo", aos portugueses, numa brandura capaz de encantar a Branca de Neve. É maravilhoso ver um arrogante num esforço desumano a tentar mostrar uns restos de humildade. Não se muda o rumo. Deve-se é explicar melhor aos portugueses (que não nos entendem meu Deus!) o quanto o rumo é bom para eles. A "crise" também não ajudou. E eu acho que daqui até Setembro é sempre a descer. Outro PS é urgente. E não é um problema de "estilo", nem de "explicação das boas políticas", nem o problema é só José Sócrates. O que têm em comum Augusto Santos Silva, Correia de Campos, Vitalino Canas, Mário Lino, Manuel Pinho, Jaime Silva, Nunes Correia, Mariano Gago, Pedro Silva Pereira, Maria de Lurdes Rodrigues e Alberto Costa? Trata-se de um verdadeiro suicídio colectivo. Não aprenderam nada. Ninguém lhes dá lições. Quem se mete com o PS leva. O PS combate a crise. Os outros combatem o PS. Nunca vi nada assim em trinta e nove anos de vida. E só vivi quatro curtos anos em ditadura.

Que os Deuses Nos Protejam



O terceiro caso confirmado de gripe A (H1N1) em Portugal, um rapaz de oito anos que regressou sexta-feira do Canadá, não seguiu o circuito recomendado neste tipo de situações. Foi atendido, primeiro, num Serviço de Urgência Básica (SUB) no Algarve, o que potencia o risco de contágio.


Ver aqui: http://jornal.publico.clix.pt/

PS

Vital Moreira vai apoiar a recandidatura de Durão Barroso à presidência da Comissão Europeia. O PS caminha alegremente para o abismo...

Esclarecimentos Blogosféricos

Serve o presente post para esclarecer os leitores do Macloulé que neste blogue reina o mundo da opinião. No reino da opinião, as ditas cujas, as opiniões emitidas, valem o que valem, mas valem sobretudo pela credibilidade que os leitores lhes queiram dar. Este não é o mundo da ciência, da religião, nem de quaisquer seita, seja esta de que ordem for. Este é o mundo das ideias de senso comum. No limite, tratar-se-á de um senso comum informado, mas sempre senso comum. O que o Macloulé não abdica é do seu direito a emitir a sua opinião sobre o mundo social e político em que está inserido e que gira à sua volta. Está o autor deste blogue convicto que todos os que prezam esse bem inalienável que é a liberdade de expressão e de opinião pensam exactamente da mesma forma. Ao contrário do que um senso comum mal informado veícula, na sociedade portuguesa, não há opinião a mais, mas sim um claro défice de opinião associado a um elevado défice de cidadania. Aqui, todas as opiniões são bem vindas desde que respeitem o próximo. Aqui, incentiva-se o debate, a troca de ideias, o espírito crítico e combate-se a indiferença e a apatia civíca. Aqui, todos são bem vindos ao reino da opinião. Porque a democracia é também o reino da opinião.

Post Scriptum: Este post surgiu como necessidade sentida de esclarecer os leitores (habituais ou não) do Macloulé, na sequência deste post: http://ssebastiao.wordpress.com/2009/06/14/opinadores-politicos-treinadores-de-bancada/

domingo, junho 14, 2009

Pela Liberdade De Opinar



José Afonso - Canto Moço

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de manhã clara

Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companhera da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá do cimo de uma montanha

Onde o vento cortou amarras
Largaremos p'la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca, brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca.

O Zé Povinho

A culpa vai ser do Zé Povinho. Aposto...

Mentes Lúcidas

Um aviso à navegação ou o início da derrocada?

Diário de Coimbra, 12/06/2009

"Não há dúvida, isto foi mais do que um mero sinal amarelo. Foi um aviso muito sério, ou talvez o prelúdio do que pode vir a suceder nas eleições parlamentares. Será que Sócrates e os seus indefectíveis começaram finalmente a perceber o que tanta gente – tantos milhares de ex-eleitores do PS – vinham dizendo, e gritando, nos últimos 2 anos? Que querer governar na base de políticas económicas liberais, mesmo que travestidas de uma roupagem “social”, já não resulta?! Que querer impor reformas contra aqueles que devem ser os seus principais veículos é um procedimento arriscado em democracia? Enfim, que todos os tiques de autoritarismo, tentativas de imposição de um pensamento único, de uma visão maniqueísta e sectária do “connosco ou contra nós” só poderiam ter este resultado?

Bom, é verdade que se tratou de eleições para o Parlamento Europeu e não para a Assembleia da República. É verdade que não era suposto neste escrutínio serem as políticas governativas que estavam em causa. Mas, ora ora..., todos sabemos que foi largamente esse o motivo que levou os portugueses a votar como votaram, ou antes, como não votaram. O que resta saber é se isto foi apenas uma cartão amarelo, um “aviso à navegação” do barco do Eng. Sócrates, ou simplesmente um prenúncio da derrocada desta maioria.

A Europa só muito lateralmente foi influente nesta viragem. Para a maioria dos portugueses a Europa é outra coisa, que não nos diz respeito. Não está aqui ao lado, mas nos nossos antípodas. Os portugueses estão virados para o mar e esta acentuada litoralização, este virar de costas à Europa, é uma metáfora: caminhamos para ela, mas seguindo a rota do ocidente. Por isso fica tão longe.

Em primeiro lugar, uma abstenção que bateu o recorde de 2004 é muito preocupante. Os quase 20% de votos que fugiram ao PS foram sobretudo engrossar essa larga fatia de abstencionistas. Mas muitos estarão também entre os 4,6% de votos em branco (que, somados aos nulos atingem os 6,6%) e ainda naqueles que entraram no Bloco de Esquerda e alguns (menos) na CDU. As sondagens falharam rotundamente: falharam a derrota do PS, a vitória clara do PSD, a consolidação do CDS e o reforço da CDU/PC. À excepção dos resultados no BE, falharam em tudo (e isto merece reflexão).

Por isso ninguém esperava um resultado tão desastroso para o PS.
Olhando para o mapa da UE constatamos um reforço da direita, mas também da esquerda. Pelo menos da esquerda que não cedeu à onda mercantilista e liberal, como aconteceu, por exemplo, com Sócrates, Zapatero e Brown. A esquerda de contestação e os Verdes ganharam, enquanto a extrema-direita nacionalista ganhou nuns países e recuou noutros. As tendências estão longe de ser uniformes, mas a social-democracia europeia está claramente em risco de esgotamento se persistir neste rumo.


A Europa parece assim ter entrado em contra-ciclo com os EUA da era Obama, onde se assiste ao regresso do Estado regulador e redistribuidor, através de novas medidas assistencialistas e políticas sociais. Com este novo cenário também se anuncia que – ao contrário das previsões falhadas – se consolidou a tendência pluralista (e não a anunciada bipolarização). Quer à direita, quer à esquerda, mas sobretudo nesta. Isto mostra que as pessoas se cansaram e já não acreditam nas vantagens das maiorias absolutas. Adivinha-se portanto um “Verão quente” em Portugal.

Sócrates e os seus mais próximos assumiram, e bem, a derrota sem tibiezas. Mas quando logo após o desfecho do acto eleitoral se anuncia com tanta veemência (como fez o Primeiro-Ministro) que vamos seguir o mesmo rumo, parece ilustrar a mesma teimosia de quem não quis ouvir as vozes da razão. Vamos ver o que acontece em Outubro. Se vamos mesmo entregar o governo à direita ou se seremos capazes de virar à esquerda (não nas políticas do actual governo, que não há tempo nem vontade), preparando-nos para governar com base em acordos parlamentares entre as diferentes esquerdas. O que, evidentemente, requer uma outra estratégia e um outro programa..."

Elísio Estanque in http://boasociedade.blogspot.com/

Mão de Obra Barata e Mal Paga

Cerca de 40% dos trabalhadores portugueses por conta de outrém ganham um salário líquido inferior a 600 euros e apenas 12,4% conseguem levar para casa um rendimento acima dos 1200 euros.

As conclusões retiradas das Estatísticas do Emprego do INE para o 1º semestre deste ano levam o economista Eugénio Rosa, especialista do Gabinete de Estudos da CGTP-IN a alertar para os perigos da "teoria da redução de salários para enfrentar a crise, pois isso só determinaria uma maior quebra na procura e a subida acentuada dos incumprimentos nos pagamentos".

"Além de ser socialmente inaceitável e moralmente injusta, só iria agravar ainda mais esta crise que o país enfrenta", sustenta o economista, acrescentando que "o modelo económico português baseado em baixos salários continua a persistir e não registou qualquer alteração significativa nos últimos anos".

in Expresso Emprego de 13 de Junho de 2009

sábado, junho 13, 2009

A Força da Blogosfera

É sabido que os cargos de topo em Portugal têm super cola 3 e que ninguém, mas mesmo quase ninguém, assume responsabilidades pelos erros cometidos na gestão da coisa pública ou privada. Se alguém tinha dúvidas sobre isso, os bancos e os banqueiros aí estiveram nos últimos meses com os seus "benignos" escândalos para nos demonstrar. Dias Loureiro e o "caso BPN" é o exemplo tipo do homem que derramou todo o tubo de cola no cargo. Falo do cargo de Conselheiro de Estado, claro está.

Daniel Oliveira, o jornalista que se fez bloguer, deus asas à sua indignação no seu Arrastão e colocou no conhecido blogue uma petição a exigir a demissão de Dias Loureiro. Rapidamente o número de assinantes ultrapassou as centenas para chegar aos milhares.

A partir daí, o jornalismo institucional deixou de poder fechar os olhos e pegou na coisa a sério. As instituições do Estado começaram a ser pressionadas e Dias Loureiro teve que deixar o seu ar de Virgem Maria à porta do BPN e ir prestar contas pela segunda vez à comissão de inquérito parlamentar. Cavaco deixou de poder fazer de conta e deixou de poder assobiar para o lado. E Dias Loureiro teve mesmo que se demitir.

Na era da internet e da sociedade em rede a política nunca mais será como dantes.

Variações...

Futsal do Louletano Sobe à 2ª Divisão Nacional




Todos juntos não ganham a milésima parte do salário de Cristiano Ronaldo mas abraçam o futsal com paixão, sabedoria, arte e muito sacrifício das vidas pessoais.

A todos os jogadores, dirigentes e outros que tais, os meus parabéns e as maiores felicidades para a próxima época.

A toda equipa dirigente, que veste a camisola coladinha ao corpo,
parabéns!

Cultura Popular Está Viva Em Quarteira

Marchas Populares em Quarteira



Noite magnífica de Verão. Muitas caras bonitas. As Marchas Populares de Quarteira desfilaram no calçadão. Em época de globalização, Quarteira afirma a cultura local, reinventando as suas tradições. Estão de parabéns os quarteirenses. Só foi pena que o mar de gente que inundou a avenida de Quarteira não tenha permitido a muitos visitantes disfrutar do espectáculo popular na sua plenitude.

Almeida Santos

"Os eleitores não governam..."

Eles não aprenderam nada...

A "gente" ouve Sócrates e o os seus acólicos e pasma: "vamos manter o rumo". A "gente" lê as opiniões do blogue Sebastião e arrepia-se: "Sócrates é arrogante mas o PS está no bom caminho. É Social Democrata". A "gente" lê os comentários no blogue da Camila e espanta-se: "Sócrates salvou o país". Todo o partido está altamente contaminado. Vai-lhes fazer bem os resultados eleitorais de Setembro e Outubro. A culpa vai ser do Zé Povinho. Aposto.

sexta-feira, junho 12, 2009

Do Empobrecimento da Política

Reduzir a política à falta de ética e à recusa da ganância...

Via http://opinionshakers.blogspot.com/

A Pobreza de Pensamento da Direita

A edição de hoje (ontem) do jornal "i" tem um artigo de opinião interessante da autoria do professor universitário João Cardoso Rosas, o qual achei pertinente colocar aqui no O.Shakers.

"Historicamente, a tradição conservadora da direita europeia é muito mais importante que a sua tendência neoliberal. Isso pode ser confirmado pelo facto de a direita europeia ter dado quase sempre uma grande importância ao Estado e suspeitar do mercado livre e sem regras. No entanto, desde a influência de Margaret Thatcher no discurso ideológico da direita europeia, esta tornou-se cada vez mais favorável ao regime de laissez-faire e passou a defender políticas neoliberais de privatização, desregulamentação, descida de impostos para os mais ricos e redução do Estado social. No entanto, com o surgimento da crise financeira e económica, tudo ficou em causa. Como tem reagido a direita, pelo menos em Portugal, a esta crise? De Cavaco Silva a Durão Barroso, passando pelos responsáveis partidários, a única coisa que tenho ouvido é uma crítica da ganância, ou da falta de ética, por parte de banqueiros, empresários e políticos. Na minha opinião, esta reacção da direita é uma demonstração da pobreza do seu pensamento político. Como escreveu recentemente nestas páginas Ricardo Reis, "dizer que a fonte da crise é a ganância tem o mesmo valor que dizer que chove porque há nuvens". Ou seja, isso nada explica sobre as condições estruturais que tornam a ganância - que é sempre de esperar - lesiva para os mercados e, em última instância, para todos nós. A crise tem a ver com o modo como organizamos as nossas sociedades, com as instituições que escolhemos e construímos, ou destruímos, politicamente. A natural ganância dos seres humanos só é problemática nas condições institucionais que a tornam destrutiva e que as políticas neoliberais ajudaram a criar. E como deveria a Direita face a tal, reagir à Crise? - questiona o mesmo."A via mais adequada parece consistir num aggiornamento do conservadorismo tradicional. A direita deve voltar a desconfiar dos dogmas do mercado e mostrar que é necessário sobrelevar outros valores face à mercantilização da sociedade, da natureza e do trabalho. Neste contexto, os valores centrais da direita deverão ser os da importância da comunidade nacional, da recuperação do património, da preservação do ambiente, da protecção da vida familiar, da centralidade do sistema nacional de saúde, etc. Os primeiros passos neste sentido estão já a ser dados pela direita europeia, de novo com o Reino Unido à cabeça. Porém, em Portugal, a direita - estou a pensar no PSD - está alheada de tudo isto e prefere agarrar-se à vitória de Pirro que obteve nas eleições europeias. Em vez de pensar com arrojo, prefere insistir na "cassete" neoliberal: reduzir o acesso dos portugueses à saúde, sobrevalorizar o mercado face à protecção da família, sacrificar o ambiente e o património ao crescimento económico, etc. No seu deserto de ideias, a direita não merece a confiança dos portugueses para assumir a governação."

in "i", 11/06/09 João Cardoso Rosas -Professor universitário de Teoria Política

Escreve o Ricardo Tomás:
- Ideias a reter:

Direita (até muito recentemente)= regime de «laissez-faire» (no que toca ao mercado);defesa de políticas neoliberais de privatização, desregulamentação, descida de impostos para os mais ricos e redução do Estado social; mercantilização da sociedade da natureza e do trabalho.

Direita em Portugal = insistência na "cassete" neoliberal; redução do acesso dos portugueses à saúde; sobrevalorização do mercado face à protecção da família; sacrifício do ambiente e do património face ao crescimento económico, etc.

Resumidamente: um verdadeiro deserto de ideias! Por tudo isso, também concordo com a ideia final do professor João Cardoso Rosas de que a Direita em Portugal, assim, não merece a mínima confiança dos portugueses para poder assumir a governação do País.

http://opinionshakers.blogspot.com/2009/06/pobreza-de-pensamento-da-direita.html

Acrescenta o Macloulé: Pobreza de pensamento da direita...e da esquerda que se diz socialista...

Desafio "Tá a Filmar"...!


O mais criativo blog LC, do Miguel d'AMinha Matilde, premiou-nos com honras cinéfilas agora que o Algarve vai fazer parte de Hollywood.

Trata-se de escolher cinco situações de vida para passar em Câmara Lenta.

Ora bem. Cá vai:

1. 1970 - O ano em que nasci e em que morreu António de Oliveira Salazar.

2. 2005 - O ano em que nasceu o Pedro e em que o Benfica foi pela última vez campeão nacional com a sua pior equipa de sempre. O treinador chamava-se Giovanni Trapattoni.

3. 2006 - Nasceu o blogue Macloulé. Pretendia contribuir para uma maior cultura de participação política no concelho de Loulé. Objectivos frustrados. O blogue continua. Aqui "nunca baixamos os braços".

4. 2009 - Nasceu o Miguel. Vida cada vez mais dura. Infantário pago a dobrar. Porque não se fazem crianças em Portugal?

5. 2009 - E agora José?

Passar o desafio a 12 blogs e avisá-los.

E o óscar goes to:

1. O Quiosque da Camila (já fez história no LC - espero que os resultados eleitorais não a tenham esmurecido)
http://quiosquedacamila.blogspot.com/

2. Opinion Shakers (quem quiser saber o que é o neoliberalismo passe por lá)
http://opinionshakers.blogspot.com/

3. Coreto de Loulé (a oposição faz parte da democracia)
http://coretodeloule.wordpress.com/

4. O Calçadão de Quarteira (já sei, já sei - tudo a trabalhar).
http://calcadaodequarteira.blogspot.com/

5. Louletania (pelo amor à cultura)
http://louletania.blogs.sapo.pt/

6. A Minha Matilde (devolvo a cortesia, merecida).
http://umsonhochamadomatilde.blogspot.com/

7. A Voz dos Outros (que continuo a achar que é A Voz do Dono - mas que veio enriquecer a blogosfera louletana).
http://asvozesdosoutros.blogspot.com/

8. O Blog do Mira (recordações de adolescência - nem me atrevo a contar)
http://www.fotomiraloule.blogspot.com/

9. Vento Quente de Mudança (para voltar a activar energias - de esquerda de preferência) http://xarouco.blogspot.com/

10. Sebastião (porque fez a política sair à rua - mesmo que nem sempre estejamos de acordo - mais nos últimos tempos é óbvio)
http://ssebastiao.wordpress.com/

Desculpa lá Miguel o atraso mas foram dois feriados que nem te conto. Blogar e trabalhar!

Um grande abraço e beijocas para o Martim e a Matilde! E Parabéns pela subida de divisão.



quinta-feira, junho 11, 2009

Pandemia Global

A OMS acaba de elevar o alerta para o nível VI. A difusão é global. A nossa vizinha Espanha já leva umas boas dezenas de casos. Alguns deles na vizinha Andaluzia. O Algarve é na minha humilde opinião uma zona de alto risco. A fronteira terrestre não é controlável. Os nossos vizinhos andaluzes chegam como cogumelos às nossas belas praias. Basta dar um passeio à maravilhosa Ilha de Tavira para o constatar. O aeroporto é uma magnifíca porta de entrada de engripados de todo o mundo e o turismo o núcleo central da actividade económica. Perante isto o que estão a fazer as autoridades de saúde do Algarve? É bom que nos informem. E que nos tranquilizem pelas medidas que estão a tomar e não pelo silêncio que paira no ar. Esta é daquelas "matérias" que não podemos esperar pela boa vontade de Deus. Para que depois do verão não andemos todos por aí em pânico.

HELP!



Fim de feriado. Início de ponte! Para quem pode claro...

Vozes de Burro Não Chegam Ao Céu

Durante os últimos quatro anos três diferentes vozes confrontaram-se no nosso país. A voz de Sócrates, do seu governo e do Aparelho do Partido que se diz socialista (seguida acriticamente e de forma obediente, de uma obediência doentia e cega pelo poder, por quase todos os elementos do partido). A Voz dos Media (e das Sondagens) que se exprimiram atá há muito pouco tempo numa reverência condescendente (em alguns casos trata-se de controlo absoluto) ao governo de Sócrates. E uma terceira voz, a voz da rua, que é ao fim e ao cabo, a voz de quem sofre as amarguras do quotidiano na realidade da vida de todos os dias.

A terceira voz era a voz mais sincera, aquela que falou do que sentia e aquela que deveria ter sido ouvida com mais atenção. A voz dos PS falou ensimesmadamente para si (nós combatemos a crise, os outros combatem o PS). A voz dos Media falou para os seus interesses muito dependentes de quem está no poder (com algumas raras e saudáveis excepções) e a voz da rua foi pura e simplesmente ignorada na mais brutal arrogância de que há memória desde o 25 de Abril de 1974.

Manuel Alegre, afinal, à imagem de Copérnico ou de um Galileu Galilei, era o único que estava certo (e quase foi condenado!). Ficarão para a História as suas palavras: "A rua já se tinha manifestado. Não quiseram ouvir a rua. Disse várias vezes para se ouvir a rua. Agora, a rua foi às urnas!".

Mas desenganem-se aqueles que pensam que as poucas vozes de burro que coabitam no interior do partido socialista irão chegar algum dia ao céu. As vozes de burro são dos mesmos de sempre. Vitor Ramalho já disse o que tinha a dizer. Cravinho já avisou que Sócrates só não chega. António José Seguro já aconselhou a olhar para os resultados alcançados. Aqui o macloulé dirá que com Sócrates e os seus acólitos será impossivel lá chegar. Mas as vozes de burro, não passam disso mesmo, de vozes de burro. A má moeda afastou a boa moeda. Não há nada a fazer. Vassourada é o termo técnico explicativo!

quarta-feira, junho 10, 2009

Prognósticos só no fim do jogo...


Revisitando um post publicado pela primeira vez em 15 de Novembro de 2008:

Infelizmente, Portugal não espera neste momento por nenhum Dom Sebastião e não tem a sorte que tiveram os americanos em ter Obama. Não se vislumbra no fundo do túnel nenhuma luz que possa vir a guiar os portugueses. O posso, quero e mando, do autocrata Sócrates, já não se consegue confundir mais com "determinação" e a crise económica e social do país, já não se compadece com o mais vigoroso ataque aos direitos sociais conquistados desde Abril de 1974, sem que a rua se manifeste. Sócrates atacou a dignidade profissional dos professores no seu âmago profundo. Perdeu a guerra do ataque aos direitos das populações do interior do país, face ao acesso à saúde. Atacou juízes, militares e outros que tais. Quis destruir as classes médias e quase o conseguiu. Atacou a liberdade de imprensa e alguns jornalistas e directores de jornais, como ninguém. Foi acusado, e bem, de causar "claustrofobia democrática" no país. Pôs o professor Charrua de castigo na escola. Processou blogues de cidadãos comuns. Andou de braço dado com os interesses do grande capital. Aumentou o centralismo asfixiante do país, numa espiral de concentração de poder nunca vista. Criou o polícia dos polícias na sua directa dependência. Aprovou o novo código do trabalho, contríbuíndo desta forma para o agravamento da precarização das relações de trabalho. Nacionalizou o prejuízo dos criminosos banqueiros que levaram o BPN à falência, recorrendo ao dinheiro que o Estado não tinha para as universidades, saúde, segurança social, combate à pobreza e às desigualdades sociais. Andou a recusar a crise económica, que já era evidente que nos iria bater à porta e agora quere-nos fazer passar a todos por parvos prometendo e tomando algumas medidas que simulam uma viragem à esquerda. Sócrates, é, por tudo isto, um líder com os dias contados. A vassoura nas mãos do povo, o mesmo é dizer, a democracia representativa, que o mesmo gosta de apregoar como o melhor dos mundos (quando se defendem novas formas de democracia participativa e o aprofundamento da democracia), vai fazer com que através da democracia reduzida ao direito de voto, isso seja suficiente para o pôr a andar. Tenho dúvidas se o PS obterá mesmo a maioria relativa. Perante a subida nas tendências de voto do Partido Comunista e do Bloco de Esquerda, para valores para além dos 20%, com um PSD esclesorado, mas que vai tirar partido do descontentamento dos eleitores, é o pântano que está instalado. O mais inteligente dos políticos (não o melhor necessariamente) do partido que se diz socialista, António Costa, percebeu há meses, que quando não os podes vencer, mais vale juntares-te a eles e perante a percepção da decadência progressiva do governo de Sócrates, começou a fazer alianças à esquerda com Helena Roseta e Sá Fernandes, antecipando o futuro que aí se aproxima. Esta semana admitia explicitamente nos media que há um divórcio do PS com o seu eleitorado. É caso para dizer, elementar meu caro Watson. O pântano que proximamente vai ficar instalado na vida política e na sociedade portuguesa deve-se ao facto das duas opções que se irão apresentar aos portugueses e aos partidos serem ambas soluções de instabilidade política. De um lado, a hipótese do Bloco Central (a mais verosímel), do outro, alianças do PS com a sua esquerda ( de difícil imaginação nos tempos que correm) e restaria ainda a improvável aliança do PS ou do PSD com o partido de Portas. Trata-se apenas de um exercício de futurologia. Mas a teoria do pântano numa se avizinhou tão expectável. O futuro, esse, a Deus pertence.


Nota: Hoje, depois das eleições Europeias de 7 de Junho de 2009, vale a pena acrescentar a possibilidade da aliança pós-eleitoral entre a direita de Manuela Ferreira Leite e de Paulo Portas e não é de descurar a possibilidade da maioria absoluta do PSD. Obrigado a todo o partido socialista por ter governado à direita.

Ver o original aqui: http://macloule.blogspot.com/2008/11/o-pantano.html