quarta-feira, agosto 31, 2011

O Grande Retrocesso Social

1. O plano de emergência social do governo PSD/CDS em alguns dos seus aspectos herda alguns pressupostos marcadamente salazaristas. Para além da fabulosa ideia de fornecer medicamentos aos pobres que estejam a esgotar o seu prazo, ficamos agora a saber que a solidariedade descobriu uma maneira de fazer, em nome da Troika com certeza, mais solidariedade com menos recursos. Não se trata de melhorar e criar infraestruturas para apoiar as famílias com as suas necessidades de colocação de crianças em creches. Não, não se trata disso. Do que se trata é de fazer o milagre da multiplicação dos pães. Diz-nos o ministro do assistêncialismo que onde cabem quatro crianças, com boa vontade caritativa, cabem sempre mais quatro e a medida prevê que mão de obra voluntária vá dar uma ajudinha com as crianças. Ficamos a saber que trabalhar com crianças não exige qualificações e competências especializadas. A educação de infância é assim transformada num grande depósito de armazenamento da criançada.

2. Aquilo que tenho aqui designado de fascismo financeiro austeritário, inspirado no último livro de Boaventura Sousa Santos, começa a dar um salto qualitativo em direcção ao fascismo político e social. O ministro Relvas, segundo o jornal "i" de hoje, quer acabar com a oposição nas autarquias. Esta medida salazarenta, em nome da Troika claro está, vai ao arrepio dos mais elementares princípios por que se regem as democracias ocidentais. O 25 de Abril está a morrer. Viva o 25 de Abril!

3. O governo de Passos Coelho já começou a piscar o olho aos socialistas burgueses conservadores reaccionários nacionais para inscrever, à medida do que fizeram este mês os socialistas burgueses conservadores reaccionários espanhóis, o limite do défice da república na constituição portuguesa. A inscrição do austeritarismo recessivo na constituição da república é um dos mais graves atentados aos princípios fundamentais da democracia. Vivam os mercados! Os mercados estão a vencer.

terça-feira, agosto 30, 2011

A Pobreza Em Casa Vista Do Sofá

Pobreza em Portugal. 80% dos moradores da Quinta da Parvoíce em Setubal não têm emprego.

SIC - 30 de Agosto de 2011 - Reportagem Especial sobre a Pobreza em Portugal

Do Fascismo Financeiro Austeritário e Do Socialismo Conservador Burguês Reaccionário Espanhol

Os Fascistas Financeiros Austeritários sob a mão dos Socialistas Burgueses Reaccionários Espanhóis acabam de inscrever o limite do défice público do Estado na Constituição da República Espanhola. Tudo em nome das "vontades" do "mercado". Na rua cidadãos espanhóis gritaram em protesto: "Isto é uma ditadura, é o que é".

Ver mais aqui sobre a inscrição do austeritarismo na constituição espanhola:
http://noticiasaesquerda.blogspot.com/2011/08/espanha-congresso-quer-dar-status.html

Do Empobrecimento da Blogosfera Louletana



O Lourenço Anes decidiu fechar o seu estabelecimento real após a requalificação pomposa dos passeios de Vilamoura pela Inframoura, uma dessas empresas municipais com que o dr. Emídio procura contribuir para a salvação da nação. O fascismo financeiro austeritário arrasa a pequena e média burguesia real e com muita pena minha o Calçadão de Quarteira virtual anunciou que vai, também ele, fechar o seu espaço. Perde a blogosfera algarvia e louletana e perde a cidadania com um espaço por excelência de politização dos cidadãos (e tão necessária que é essa socialização política). Para o Lourenço Anes que só cheguei a conhecer virtualmente e para toda a restante equipa do Calçadão um abraço de despedida virtual com a certeza de que também eu fiquei mais pobre na informação e discussão política e social sobre o que se vai passando no concelho de Loulé e no Algarve em geral. A blogosfera fica também menos incómoda para com os poderes estabelecidos da região.

http://calcadaodequarteira.blogspot.com/

segunda-feira, agosto 29, 2011

Pelos Píncaros da Chuva



Mais uma vez, esta semana alguns dos autarcas sem vergonha do Algarve procuram naturalizar as vontades da população algarvia alegando que a introdução de portagens na Via do Infante é "irreversível". Seruca Emídio, o médico que um dia se fez político, de forma sonsa, tem procurado passar também de fininho pelos píncaros da chuva dos protestos das populações do Algarve. Vem agora dizer que "o destino está traçado". Provavelmente traçado pela Santa Mãe Soberana, pois pela vontade de uma boa parte dos algarvios, o destino de uma via que é estruturante do desenvolvimento económico e social do Algarve seria necessariamente diferente. Propõe o dr. Emídio um sistema de pagamento em vinhetas. Uma forma airosa de tomar uma posição que não vá contra o partido a que pertence e salvar a face junto dos eleitores. Na hora de tomar posições públicas em defesa dos interesses das populações que era suposto representarem, alguns dos autarcas agem de forma vergonhosa. Este mês de Agosto, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, veio ao Algarve dizer aos algarvios que o Hospital Central (aquele que era para ser construído conjuntamente com o Estádio do Algarve, lembram-se?) é prioritário, mas que não há financiamento, o mesmo é dizer, que não é prioritário. Uma tomada de posição inversamente proporcional ao já famoso TGV, onde sem haver financiamento e sendo certo haver no futuro uma enxurrada de dívidas, o "investimento", afinal, parece já ser "prioritário". Por onde anda a Doutora Manuela Ferreira Leite? Atrás de Paulo Macedo, por altura das declarações deste, estava o antigo médico Seruca Emídio, que o escutava atentamente, silencioso, discreto, a passar pelos píncaros da chuva...um rato.

domingo, agosto 28, 2011

Ir Só Até Onde Vai A Troika

1. Não resisto a recorrer a algumas das designações com que Marx caracterizou no Manifesto Comunista algumas formas de socialismo para aqui catalogar o Socialismo de António José Seguro. Socialismo Conservador, Burguês ou Reaccionário. Depois de Sócrates ao nível discursivo todos os dias apregoar a salvação do Estado Social e na prática contribuir com quase cada uma das suas medidas ditas "sociais" para o fragilizar na sua ainda frágil existência, Seguro, socialista (?) agora eleito, faz a apologia de um socialismo mitigado, sob o lema do nós só vamos até onde vai a Troika.

2. O problema é que o plano da Troika não é compatível com qualquer tipo de socialismo. Nem burguês, nem conservador e nem sequer reaccionário. Dispenso o uso da categoria de socialismo emancipatório, pois esse, segundo parece, é uma espécie em vias de extinção no interior das hostes ditas socialistas. Reduzir salários aos trabalhadores. Fazer cortes abruptos nos apoios sociais. Facilitar os despedimentos da massa proletária. Privatizar recursos do Estado essenciais ao bem comum. Pôr os contribuintes a pagar o resultado da banditagem do BPN e todas essas outras violências materiais e morais inscritas no plano da Troika, fazem cair no ridículo as declarações de António José Seguro de ir só até onde vai a Troika.

3. Seguro veio esta semana com um discurso perigoso, talvez de uma esquerda inconsciente, de que a direita fala, fala, mas afinal não reduz a despesa do Estado. Seguro exige o corte na despesa do Estado. Mas que despesa do Estado pede Seguro que se reduza? O cancelamento imediato das loucuras do TGV que o PSD parece que se prepara vergonhosamente para fazer avançar? Um certo PS esmagaria Seguro. O fim das parcerias público-privadas que geram negócios ruinosos para o Estado tais como são exemplo as concessionárias que exploram as ex-Scut que enriquecem à custa do que os contribuintes imaginavam estar a pagar ao Estado? O PS clama pelo "investimento" na requalificação da Estrada Nacional 125. O acabar o regabofe das empresas que vivem à custa dos negócios com o Estado, empresas essas cujos governantes vão ter no futuro o seu futuro assegurado? Não estou a ver como vai o PS ultrapassar tamanha "dificuldade". Quem se mete com a gente do PS leva. Acabar com as empresas municipais que na sua grande parte fazem o que as autarquias poderiam e deveriam fazer e que engrossam o exército dos fiéis, do familiares amigos dos fiéis e dos amigos dos familiares dos fiéis? Haverá sempre as "boas empresas municipais", essas, as dos nossos "amigos" e as "más empresas municipais" essas outras, dos "nossos desconhecidos".

4. Será esta a despesa que Seguro exige que Passos Coelho reduza? Ou aquilo que Seguro exige é aquilo a que provavelmente iremos assistir, o despedimento massivo de funcionários públicos à maneira Inglesa, na lógica do fascismo financeiro austeritário ultraliberal que mais não faz que continuar o caminho dramático do desmantelamento do Estado Social? Que redução de despesa exige Seguro? Orientada pelos valores do Socialismo Emancipatório e da Social Democracia? Ou orientada pelos valores do Socialismo Burguês Reaccionário? É que o programa de Passos Coelho faz juz ao nome. É mesmo um verdadeiro programa no seu sentido programático ideológico. Ele e a sua Troika não vieram para brincar. A ida ao pote é mais séria do que se possa imaginar.

sábado, agosto 27, 2011

À Atenção das Esquerdas: Contra a Barbárie Que Se Aproxima

Por Boaventura Sousa Santos, na Visão de 25 de Agosto de 2011;

Carta às Esquerdas

Não ponho em causa que haja um futuro para as esquerdas, mas o seu futuro não vai ser uma continuação linear do seu passado. Definir o que têm em comum equivale a responder à pergunta: o que é a esquerda? A esquerda é um conjunto de posições políticas que partilham o ideal de que os humanos têm todos o mesmo valor, e são o valor mais alto. Esse ideal é posto em causa sempre que há relações sociais de poder desigual, isto é, de dominação. Neste caso, alguns indivíduos ou grupos satisfazem algumas das suas necessidades, transformando outros indivíduos ou grupos em meios para os seus fins. O capitalismo não é a única fonte de dominação, mas é uma fonte importante.

Os diferentes entendimentos deste ideal levaram a diferentes clivagens. As principais resultaram de respostas opostas às seguintes perguntas. Poderá o capitalismo ser reformado de modo a melhorar a sorte dos dominados, ou tal só é possível para além do capitalismo? A luta social deve ser conduzida por uma classe (a classe operária) ou por diferentes classes ou grupos sociais? Deve ser conduzida dentro das instituições democráticas ou fora delas? O Estado é, ele próprio, uma relação de dominação, ou pode ser mobilizado para combater as relações de dominação?

As respostas opostas a estas perguntas estiveram na origem de violentas clivagens. Em nome da esquerda cometeram-se atrocidades contra a esquerda; mas, no seu conjunto, as esquerdas dominaram o século XX (apesar do nazismo, do fascismo e do colonialismo) e o mundo tornou-se mais livre e mais igual graças a elas. Este curto século de todas as esquerdas terminou com a queda do Muro de Berlim. Os últimos 30 anos foram, por um lado, uma gestão de ruínas e de inércias e, por outro, a emergência de novas lutas contra a dominação, com outros atores e linguagens que as esquerdas não puderam entender. Entretanto, livre das esquerdas, o capitalismo voltou a mostrar a sua vocação antissocial. Voltou a ser urgente reconstruir as esquerdas para evitar a barbárie. Como recomeçar? Pela aceitação das seguintes ideias:

1) O mundo diversificou-se e a diversidade instalou-se no interior de cada país. A compreensão do mundo é muito mais ampla que a compreensão ocidental do mundo; não há internacionalismo sem interculturalismo;

2) O capitalismo concebe a democracia como um instrumento de acumulação; se for preciso, redu-la à irrelevância e, se encontrar outro instrumento mais eficiente, dispensa-a (o caso da China). A defesa da democracia de alta intensidade é a grande bandeira das esquerdas;

3) O capitalismo é amoral e não entende o conceito de dignidade humana; a defesa desta é uma luta contra o capitalismo e nunca com o capitalismo (no capitalismo, mesmo as esmolas só existem como relações públicas);

4) A experiência do mundo mostra que há imensas realidades não capitalistas, guiadas pela reciprocidade e pelo cooperativismo, à espera de serem valorizadas como o futuro dentro do presente:

5) O século passado revelou que a relação dos humanos com a natureza é uma relação de dominação contra a qual há que lutar; o crescimento económico não é infinito;

6) A propriedade privada só é um bem social se for uma entre várias formas de propriedade e se todas forem protegidas; há bens comuns da humanidade (como a água e o ar);

7) O curto século das esquerdas foi suficiente para criar um espírito igualitário entre os humanos que sobressai em todos os inquéritos; este é um património das esquerdas que estas têm vindo a dilapidar;

8) O capitalismo precisa de outras formas de dominação para florescer, do racismo ao sexismo e à guerra e todas devem ser combatidas;

9) O Estado é um animal estranho, meio anjo meio monstro, mas, sem ele, muitos outros monstros andariam à solta, insaciáveis à cata de anjos indefesos. Melhor Estado, sempre; menos Estado, nunca.

Com estas ideias, vão continuar a ser várias as esquerdas, mas já não é provável que se matem umas às outras e é possível que se unam para travar a barbárie que se aproxima.

Ler na fonte aqui:

quinta-feira, agosto 25, 2011

quarta-feira, agosto 24, 2011

Imagens Da Marcha a Pé Na Rua Nacional 125 - Imagem III



Não houve gente no protesto em número suficiente para fazer o cordão humano, mas sempre houve um mini-cordão policial. Num país em que não há super ricos (segundo os próprios) já que todos somos trabalhadores assalariados, a luta dos trabalhadores e desempregados que não são super ricos, contra as injustiças imorais, não pode parar. E é urgente clarificar o contrato do Estado com a concessionária que vai usufruir da exploração das portagens na Via do Infante. Quem ganha com a introdução de portagens na Via do Infante? O interesse público ou algum dos super ricos trabalhadores assalariados que recusa a sua condição de multimilionário?

Imagem copiada daqui: http://pt-br.facebook.com/pages/Algarve-Portagens-na-A22-N%C3%83O/146137288757421

Parem de Mimar os Super Ricos

Não, não é o Robin dos Bosques e nem sequer é Marx, Lenine ou Stalin. É o poder do dinheiro a ridicularizar o poder político. Os sistemas autopoiéticos têm os seus limites e eles (os super ricos) sabem disso...

Aqui:
http://economia.publico.pt/Noticia/superricos-franceses-querem-pagar-mais-impostos_1508825

terça-feira, agosto 23, 2011

Últimas do Fascismo Financeiro Austeritário

Em 2010, setenta mil pessoas perderam o direito ao rendimento social de inserção derivado de critérios mais "restritivos" na atribuição de subsídios. Em nome do combate ao "défice", pois claro. É precisamente a isto que chamo de fascismo financeiro austeritário. Tudo em nome da Troika. E da outra também. A do PS, PSD e CDS.

Aqui:
http://aeiou.expresso.pt/70-mil-pessoas-perderam-o-rendimento-minimo=f669244

domingo, agosto 21, 2011

Mini-Férias Em Sevilha

1. Viagem de autocarro na EVA. Carro de pequeno burguês da província algarvia de origem popular não permite uma viagem segura a Sevilha, logo aqui ao lado. De avião sai caro. TGV só com o governo PSD (não há vergonha na política). De comboio só há linha até Vila Real de Santo António (ainda há?), de maneiras que a melhor solução foi mesmo os velhinhos autocarros da rodoviária.

2. Para Sevilha o autocarro parte de Faro. Com a pressão e a pressa de deixar o carro em lugar não pago (uma cruz das cidades modernas) a carteira com documentos ficou no carro. Na fronteira de Portugal com Espanha um carro da polícia faz controlo fronteiriço. O Espaço Shengen de livre circulação tem nos últimos tempos o adjectivo livre bem apertado. Os Espanhóis proibiram há muito pouco tempo a emigração romena no território Espanhol. Se isto não é racismo institucional não sei o que será. Porquê os romenos?

3. Autocarro pára e um elemento português do SEF e polícia espanhola entram no autocarro a pedir a identificação aos passageiros. Informo o português que me esqueci do BI no carro. Faz-me perceber que cometi um crime de esquecimento. O Espanhol é que decide. O Espanhol fica na dúvida sobre o que fazer. Olha para uma fotografia do Pedro e olha para o Miguel no colo da mãe. Este nino não é o da foto, diz. Digo-lhe que não é. É o outro que tem mais quatro anos e vai sentado no banco ao lado. Olha para mim novamente. Falo-lhe da livre circulação na União Europeia. Diz-me que livre circulação não implica que circule sem identificação. Digo-lhe que tem razão. Olha de novo para mim. Digo-lhe que sou professor. Deixa-me seguir viagem.

4. Sevilha é uma cidade maravilhosa. Para mim não é novidade. Para o Pedro e o Miguel uma experiência nova. A Catedral e a Geralda marcam o centro da cidade. Em seu redor o comércio é alimentado pelos turistas. O jardim do palácio real é a sétima maravilha da natureza. A Isla Mágica é para as crianças, isso mesmo, mágica. O calor, nesta altura do ano, em nada difere de qualquer cidade do interior alentejano, torra. Os autocarros utilizam e publicitam o uso de energias limpas. O Parque Maria Luísa refresca a cidade. Ciclovias, muitas. Passeios pedonais, em todo o lado. Depois o flamenco, a tourada, as sevilhanas, a paelha, as tapas e outras coisas mais marcam e reforçam a identidade cultural do ser Andaluz. Os sevilhanos anatomicamente não se distanciam grande coisa dos traços anatómicos lusos. A língua é cantada com gosto. O Pedro já diz muchas gracias.

5. O desemprego graça. Os taxistas são maioritariamente jovens. Um deles disse-me ter abandonado a construção civil numa empresa portuguesa que entrou em falência devido à crise e iniciou o seu novo trabalho pelas calles de Sevilha. A Miséria nas ruas é muita. Um homem de meia idade passa todo o dia de cabeça baixa a pedir moedas. Outros são mais agressivos e utilizam estratégias de marketing mais personalizadas. Um Senegalês vende-me uma pulseira. Diz que tem também dois filhos. Provavelmente é imigrante ilegal. Outros fazem venda ambulante na rua com um trapo estendido no chão com a mercadoria em cima. Tudo preparado para retirada rápida em caso do aparecimento de la polícia. As cajas e os bancos estão à beira da bancarrota. Ao mesmo tempo, em Madrid, a polícia laica carrega sobre manifestantes laicos que protestam o financiamento laico da visita de um Papa Católico. Os contribuintes espanhóis pagam impostos para que a polícia espanhola lhes possa dar umas boas bastonadas divinas.

6. Mini-férias em época de bancarrota. Talvez um luxo para a pequena burguesia citadina. Neste mesmo fim de semana, Cristiano Ronaldo, Messi, Xavi, Iniesta e tantos outros multimilionários da Liga Espanhola faziam greve nos retângulos futebolisticos. Segundo me explicou um taxista (experimentem meter conversa com os taxistas e vão ver) em solidariedade com os atletas dos clubes pequenos que não recebem os seus salários atempadamente. Uma reinvindicação de classe, talvez dissesse Dom Policarpo, se a coisa fosse em Portugal. Regresso ao trabalho, enquanto o fascismo financeiro neoliberal o permitir. Dentro das possibilidades, sempre dentro das possibilidades...

Na Aldeia de Alvorinha

A Igreja a servir de aparelho ideológico de legitimação do fascismo financeiro austeritário. Ora leiam lá sobre as "reinvindicações grupais de classe". Sim, é de luta de classes aquilo de que se trata...

Aqui:
http://www.esquerda.net/artigo/cardeal-patriarca-irrita-sindicatos

quinta-feira, agosto 18, 2011

Imagens Da Marcha A Pé Na Rua Nacional 125 - Imagem II



Dizia o José Domingos, da Comissão de Utentes da Via do Infante, e bem, numa declaração a uma televisão portuguesa que os algarvios andam a dormir. Foram vários os condutores que pelo protesto passaram e que manifestaram o seu apoio buzinando o seu automóvel. Falta o mais difícil e isso tem que ver com cidadania. De todos os "défices" que por aí se falam talvez este seja o maior "défice" da sociedade portuguesa. Mas Roma e Pavia não se fizeram num dia. A imagem em cima mostra como as mulheres algarvias começam a sair à rua para reindivicar maior justiça na organização da sociedade. Se elas são claramente menos politizadas do que eles (socialização oblige) as últimas décadas, na sociedade portuguesa não deixam de assinalar uma transformação significativa na saída das mulheres do armário da constetação política. As revoluções no mundo árabe foram admiráveis sobre esse ponto de vista.

terça-feira, agosto 16, 2011

Novidades do Fascismo Financeiro Neoliberal

1. Depois da Irlanda, da Grécia e de Portugal, a Espanha, a Itália e a França vêem a escalada dos juros da dívida dita "soberana" a disparar. Em todo o lado os líderes europeus prometem uma maior dose do remédio. Acrescente-se mais austeridade à austeridade, que o mesmo é dizer, mate-se o doente.

2. Nouriel Roubini (não confundir com Houdini), um dos poucos economistas que previu a crise de 2008 disse esta semana que Marx tinha razão. O capitalismo afinal tem na sua génese a sua capacidade de auto-destruição. Afinal, alguém na economia leu Marx com a devida atenção e chega à conclusão que o capitalismo pode não ser mais que uma passagem histórica de um modo de produção. Diz Roubini, julgavamos que os mercados funcionavam, mas não funcionam. Diria eu, eles entregues a si próprios na sua auto-regulação, são auto-fágicos, devoram-se a si próprios.

3. O multimilionário Warren Buffet fez um apelo no New York Times: "Párem de mimar os super-ricos". Desconfio que este apelo nada tem de caridade ou benevolência. Se o sistema estoirar, lá se vão os super-ricos. Chame-se motim, revolta, ou revolução, disse um dia António Guterres que se os ricos não tratarem da saúde dos pobres, os pobres um dia vão tratar da saúde dos ricos. A tendência dos sistemas vivos para a autopoiésis tem as suas limitações.

4. Merkel e Sarkozi vieram propôr um novo governo económico da Europa. Eles escolhem o monarca. Tudo se passa como se mudando a configuração formal da União Europeia isso resolvesse por si os problemas económicos. Vale a pena insistir mais uma vez, nunca é de mais, é a austeridade estúpido!

5. Passos Coelho veio ao Algarve anunciar mais austeridade em cima da austeridade. E a seguir pediu que fossemos todos felizes. Em Portugal junta-se a obediência cega austeritária a uma certa imbecilidade ingénua. Marx deve dar voltas no caixão. Como seria hoje o Manifesto do Partido Comunista?

Imagens Da Marcha A Pé Na Rua Nacional 125 - Imagem I



Ali estou eu. Bandeira preta na mão a protestar contra a introdução de portagens na Via do Infante. Num contexto de brutal retirada de direitos sociais e de introdução de medidas governativas muito próximas dum Estado fascista não é mais possível ficar sentado em casa no sofá a ver a banda passar. Tenho dois filhotes e os fascistas financeiros neoliberais devoram os lucros do presente matando qualquer esperança num futuro digno.

segunda-feira, agosto 15, 2011

Dezenas de Pessoas Protestaram Hoje Na Estrada Nacional 125



José Amaro, presidente do Moto Clube de Faro, diz e bem, os autarcas algarvios e os deputados eleitos pelo Algarve, não estão a defender os interesses das populações do Algarve. A isso chamo eu o regional cordeirismo, o mesmo é dizer, a submissão total ao centralismo estatal, em nome das carreiras partidárias. Um posicionamento político vergonhoso, é afinal do que se trata.

Os Motins de Londres Vistos Pela Direita Ultraliberal


É tão perturbador ler sobre as consequências das manifestações nas cidades inglesas (...) quanto saber da surpresa do governo inglês. Membros deste governo, incluindo oficiais da polícia, têm repetidamente afirmado que não havia e não há razões para as manifestações, que tudo se resumiu e se resume à animalidade, à criminalidade pura como que inscrustada nos jovens das ruas por geração espontânea. A nível do foro psiquiátrico, certamente haverá quem resuma tudo à psicopatia ou à mimese pura e simples. Na conclusão, a direita dirá que tudo se resumiu e se resume a um exercício de autopoiese criminal. Enfim, uma neo-Laranja Mecânica. O pensamento conservador mantém-se inalterável na história, para ele os operários, os jovens, o povo, só têm a seu cargo a gestão dos instintos, o impulso criminal. Por isso precisam ser policiados e reprimidos. A este propósito, Simone de Beauvoir diria que os conservadores se recusam a ver no povo a "significação moral", o "impulso da transcendência humana". Opositores são sempre ressentidos - dirá, convicta, a direita -, invariavelmente movidos pelo ressentimento, pela inveja, pela neurose, pela incompetência, pela criminalidade, em última análise pela enfermidade.

Por Carlos Serra, copiado daqui:
http://oficinadesociologia.blogspot.com/2011/08/primavera-inglesa-e-pensamento-da.html

sábado, agosto 13, 2011

É Já Segunda-Feira: Todos Juntos Contra A Política Que Se Faz Contra As Pessoas



Beijar uma mulher que fuma na Via do Infante não é a mesma coisa que lamber um cinzeiro na Estrada Nacional 125. Dia 15 de Agosto vamos todos sair à rua. Não basta protestar no café e nas redes sociais. A tua presença é importante e conta. Todos juntos faremos ouvir a nossa voz contra a introdução de portagens na Via do Infante. Contra a prepotência. Contra o regional cordeirismo. Contra a política que se faz contra os cidadãos. Por uma mobilidade justa.

A Entrevista de Judite de Sousa ao Senhor Paul Thompson do FMI

1. Extraordinariamente esclarecedora a entrevista de Judite de Sousa ao senhor dos olhos azuis do FMI. Em primeiro lugar é preciso dizer que tivemos o regresso da Judite de Sousa como há muitos e bons anos não a viamos ao nível dos seus melhores desempenhos. As perguntas a fazer eram aquelas que ela mesmo fez e não outras acessórias. Se existe isso que se convenciona chamar de jornalismo independente, Judite de Sousa, honrou hoje esse atributo. Não sei se na RTP o poderia ter feito.

2. Do senhor dos olhos azuis, ouvimos a reprodução das banalidades que todos os novos profetas da economia neoliberal reproduzem todos os dias, mais não fazendo do que mobilizar a aparência de cientificidade para reproduzir a mais pura ideologia. É impressionante a armadilha montada pelo senhor FMI. Em nenhum momento as medidas propostas pela Troika foram tidas como fazendo parte do problema. Tudo se resume à aplicação prática das medidas tidas inevitavelmente como boas. Se elas não forem postas em prática isso justifica por si o falhanço das medidas.

3. Não há saída para este beco sem saída. A ineficácia das medidas será sempre justificada com a explicação da incapacidade (nacional é bom de ver) de as pôr em prática. O plano da Troika é divino. Mas se assim é, não se compreende tanta insegurança e tanta falta de consistência nas respostas às perguntas incómodas colocadas pela entrevistadora portuguesa. Uma entrevista a não perder. No dia em que os fascistas financeiros ultraliberais subiram o IVA da electricidade e do gás de 6% para 23%, há uma coisa em que o senhor Troika está cheio de razão. Não bastam os cortes cegos (assentes em crenças infundadas, acrescento eu) que é o que o que a própria Troika está a fazer. É preciso estimular a competitividade e o crescimento da economia, mas isso não se faz com a construção política do círculo vicioso da austeridade recessiva.

Referendar A Introdução de Portagens Na Via Do Infante

A maneira mais justa e a mais democrática para todos os residentes no Algarve de resolver o problema da introdução (ou não) de portagens na Via do Infante é fazer um referendo regional. Não sei se legalmente é possível, mas era a maneira mais legítima de ser tomada uma decisão.

A pergunta seria simples: - Concorda com a introdução de portagens na Via do Infante? Votavam os cidadãos e ganhava a democracia.

Nota: A ideia foi roubada de um comentário do facebook - Portagens na A22 Não.

sexta-feira, agosto 12, 2011

Circular Na Estrada Nacional 125

Hoje fui pela Estrada Nacional 125 de Almancil até ao Zoomarine e não pude deixar de concluir que ou os interesses ocultos defendidos pelos políticos são muito fortes, ou a arrogância governativa já não se interessa pelas populações, ou somos governados por imbecis. Não quero crer que estejamos perante a última hipótese.

O Fascismo Não Passará!



Dia 15 de Agosto é dia de sair à rua. O fascismo não passará!

Segunda-Feira, 15 de Agosto: Cordão Humano Contra A Introdução De Portagens Na Via do Infante


Imagem copiada do facebook - Algarve - Portagens na A22 Não

Dia 15 de Agosto vamos todos sair à rua nacional 125. Não basta protestar no café e nas redes sociais. A tua presença é importante e conta. Todos juntos faremos ouvir a nossa voz contra a introdução de portagens na Via do Infante.

Ver mais aqui:
http://pt-br.facebook.com/pages/Algarve-Portagens-na-A22-N%C3%83O/146137288757421

quinta-feira, agosto 11, 2011

A Incompetência Ao Vivo No Estádio Do Algarve

Ontem fui à bola no Estádio do Algarve ver Portugal contra o Luxemburgo. Cheguei ao estádio uma hora antes do jogo. A fila para a bilheteira era de aproximadamente 1 km. Fiz as contas e decididamente, não adquiriria bilhetes a tempo de ver o início do jogo. De repente um velho amigo das lides futebolisticas tira-me da fila. Tinha dois bilhetes a mais. Um para mim e outro para o meu filho Pedro que tem seis anos. Estar no momento certo na hora certa salvou-me da bagunça federativa. A minha irmã foi um pouco depois para a fila. Ao telefone tinha-a aconselhado que na fila "não se safava". Soube depois que comprou uns bilhetes a uns rapazes que foram vender bilhetes para o fim da fila. A "candonga" salvou-a da bagunça federativa. Ao intervalo ainda havia gente a entrar para o estádio. Muitos desistiram e foram embora sem ver o jogo. Meia dúzia de jogos dignos desse nome (se tanto) são realizados por ano no Estádio do Algarve. Num estádio que é um elefante branco que dá prejuízos anuais de perto de um milhão de euros não se ser capaz de organizar uma bilheteira que sirva os espectadores é uma brutal incompetência. Dizia há pouco tempo numa rádio do Algarve o engenheiro Macário Correia que o Estádio do Algarve era o orgulho dos algarvios. Ontem não podia ter ficado mais orgulhoso de tanta incompetência organizada. Apetece-me dizer: Abata-se o bicho.

terça-feira, agosto 09, 2011

Os Insiders e os Outsiders

Os de "dentro" bem podem proteger-se em apartheid's de condomínios privados, recorrerem aos mais sofisticados meios de vigilância electrónica e sofrer angustiados por uma sociedade securitária. Quando os de "fora" são o resultado de uma produção societal que tem como efeito exclusão e vulnerabilidade em massa, o mais pequeno detonador social, à mistura não poucas vezes com práticas de racismo institucional por parte das "autoridades" (?) policiais, resulta numa explosão social cujas dimensões ultrapassam a mais fértil imaginação. Os neoconservadores verão a solução num Estado Policial, senão mesmo militarizado, que proteja os de "dentro" dos perigos dos de "fora". Os progressistas verão a solução na construção de uma sociedade que promova uma verdadeira inclusão social dos pobres e das ditas minorias assente em verdadeiras políticas públicas de combate às desigualdades sociais, à exclusão social e à pobreza. Quereremos a via do Estado Social ou a via do Estado Penal? Esse é o jogo que está em cima da mesa. E a segunda via está progressivamente pela mão dos fascistas financeiros neoliberais a ganhar à primeira.

A Pé Na Rua Nacional 125 Contra As Portagens Da Via Do Infante

Assunto: Cordão humano contra as portagens no Algarve

Mais uma vez a Comissão de Utentes da Via do Infante e o Movimento “Algarve – Portagens na A22 Não” conjugaram esforços e vão continuar juntos na luta contra as portagens na A22. Várias acções vão ter lugar nos próximos tempos.

A primeira destas acções – um cordão humano contra as portagens no Algarve – é já no próximo dia 15 de Agosto, a partir das 11 horas da manhã, com concentração na EN 125, Vale da Venda, junto ao Restaurante Austrália e da fábrica da Sumol. A partir daqui será feita uma marcha a pé na forma de um cordão humano até à zona do Patacão e regresso ao Restaurante Austrália.

A organização apela à sociedade civil e a todos os algarvios, utentes e demais cidadãos que no dia 15 de Agosto não fiquem em casa e que façam ouvir bem alto as suas vozes contra a injustiça e a imoralidade que é portajar a Via do Infante. Neste dia deverão manifestar-se com bandeiras, panos negros, cartazes e faixas contra as portagens. No dia 15 de Agosto é proibido ficar em casa.

O Algarve que depende quase exclusivamente da atividade turística vive uma grave crise social e económica, com milhares de desempregados e com empresas a encerrar todos os dias. As portagens irão somar crise a mais crise, constituindo uma autêntica catástrofe social. E a EN 125 irá transformar-se de novo na “estrada da morte”.

A luta contra as portagens na Via do Infante é para continuar, agora num novo quadro político e com um novo governo. E novas acções de protesto, ainda mais radicais, poderão surgir por parte da indignação e da revolta dos algarvios.

Só a determinação, a coragem, a unidade e a luta dos algarvios serão capazes de quebrar a teimosia e a arrogância de todos aqueles que querem colocar portagens na Via do Infante.

Desde já, a Comissão de Utentes da Via do Infante e o Movimento “Algarve – Portagens na A22 Não” agradecem a divulgação deste comunicado de imprensa nos v/órgãos de comunicação social, assim como agradecem a v/ presença no local.

Copiado daqui, com muito gosto:
http://ssebastiao.wordpress.com/2011/08/09/resistir-e-sair-de-casa/

segunda-feira, agosto 08, 2011

Não é o Multiculturalismo Estúpido!



O que é profundamente irritante nas TV's e nos seus tudólogos encartados é que de cada vez que acontece uma explosão social numa grande capital europeia, seja nos subúrbios de Paris, no centro de Atenas ou de Londres, logo aparecem às dezenas as teses do "problema" do multiculturalismo. Depois irrita ver as "soluções" apontadas, reduzindo o "problema" a casos de polícia e a "problemas" de ordem pública. Irritante. Deveras irritante tanta redução de complexidade.

Do Estado Totalitário

Expropriar os terrenos de pessoas que lutaram toda uma vida com o suor do seu trabalho para obterem o pouco que têm, em nome da introdução de portagens que prejudicam toda uma região, é não só indecente, mas bem revelador de onde pode ter chegado a miséria da política.

domingo, agosto 07, 2011

Os Artistas da Política da Região do Algarve

Os magos da política do Algarve são uma verdadeira caixinha de surpresas. Estão por princípio contra as portagens na Via do Infante mas votam a favor das portagens no lugar onde as coisas efectivamente se decidem, na Assembleia da República. É o caso do Dr. Bota, que a seguir ao dr. Macário é o outro verdadeiro artista da política. Quando as populações protestam na rua, lá estão eles, ao lado das populações do protesto, a protestar contra as medidas que eles próprios (e/ou o seu partido) aprovaram na Assembleia da República. Se isto não é a verdadeira arte de fazer política, que outra definição dar a isto?

Ver aqui o Dr. Mendes Bota a defender as populações da "requalificação" da 125, medida política que o próprio aprovou;
http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=118711

sexta-feira, agosto 05, 2011

Do Fascismo Financeiro Austeritário e do Estado Caritativo Face à Emergência Social

O governo avançou hoje com um plano de emergência social. O mesmo governo que quer ir "mais longe" do que a Troika na implementação do fascismo financeiro austeritário neoliberal, é o mesmo governo que vem agora tratar hipocritamente dos destroços que as suas políticas ultraliberais provocam. É óbvio que aprender a pescar e ter a cana de pesca é essencial. É óbvio que ter o peixe para "matar" a fome enquanto se aprende a pescar é essencial. Ninguém com fome e em situação de miséria absoluta tem capacidade para se concentrar em colocar o isco de forma competente no anzol. O problema das políticas deste governo sufragadas pelo partido que se diz socialista é que retira brutalmente as canas de pesca para entregar de emergência social os restos de peixe que o sistema ainda vai consentindo a quem perdeu o acesso aos recursos que o mar deveria pôr à sua disposição.

O presidente da cáritas acertou na mouche. Apetece dizer. São as políticas económicas e financeiras estúpido! Pensar que existe essa coisa que se chama "social" separado das políticas económicas e financeiras é um tremendo erro político. O económico é intrinsecamente social e o social não pode prescindir de uma das suas componentes fundamentais, precisamente o que se passa ao nível do jogo económico. Toda a teoria das classes sociais de Marx gira em torno das "relações sociais de produção". A teoria de Marx pode ser imperfeita mas não levar em conta o efeito das políticas económicas e financeiras na produção das desigualdades, da pobreza e da miséria social e separar as políticas "sociais" das "económicas" mais não é do que produzir um paliativo de controlo social. Dar o peixe, depois de se ter tirado a cana, é uma marca política colossal de onde pode chegar a hipocrisia política e social daqueles que seguem acriticamente as políticas de devastação social do capitalismo ultraliberal.

A Pé Pela Rua Nacional 125 Contra As Portagens Na Via do Infante

Amigos e Utentes do Algarve.

O movimento FB e a Comissão de Utentes decidiu fazer novo protesto contra a introdução de portagens na via do Infante. A manifestação será feita, a pé, no dia 15 de Agosto, 10.30h. Ponto de concentração é junto ao restaurante Austrália. O trajecto é: Restaurante Austrália - Patacão, Patacão - Fábrica Sumol. É muito importante mobilizar o maior número possível de pessoas, divulguem, partilhem, passem a palavra em prol dos interesses do Algarve.

Daqui:
http://pt-pt.facebook.com/pages/Algarve-Portagens-na-A22-N%C3%83O/146137288757421?sk=wall#!/pages/Algarve-Portagens-na-A22-N%C3%83O/146137288757421

PS: O cordão humano de 1 de Setembro era uma excelente ideia, mas parece que afinal não vai em frente.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Aquilo Que a Gente Encontra na Internet: Vitor Constâncio, o BPN e a Competência do Supervisor

As perdas do BPN, nacionalizado em Novembro de 2008, serão muito inferiores aos mil milhões de euros, garantiu hoje o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio, na audição de hoje da Comissão Parlamentar de inquérito ao caso BPN.

Ler mais:
http://aeiou.expresso.pt/bpn-perdas-no-banco-serao-inferiores-a-mil-milhoes-de-euros-vitor-constancio=f520720#ixzz1U6gHznu1

Hoje sabemos que o Estado teve um prejuízo de 2,4 mil milhões de euros e o BIP adquiriu o BPN por 40 milhões de euros. Onde anda Vitor Constâncio? É vice-presidente do BCE.

Do Partido Que Se Diz Socialista

Ontem no parlamento português foi um dia claro. Ficámos a saber que o PS está com o PSD e com o CDS no ataque brutal à qualidade de vida da maior parte da população portuguesa. O PS está com a austeridade recessiva. O PS está do lado do fascismo financeiro austeritário. O PS já não é um partido socialista e nem sequer social-democrata. Também não é de agora que já não o é. Tudo em nome da "responsabilidade" e do "interesse nacional" transfigurado nos interesses da grande burguesia.

quarta-feira, agosto 03, 2011

Retrato de Portugal a partir de Espanha


Portugal mostrado pela TVE Espanhola from Luis Oliveira on Vimeo.

Quem acredita que de Espanha nem bom vento nem bom casamento está redondamente enganado. O olhar sobre Portugal (e sobre o Algarve) produzido por uma televisão espanhola só pode testemunhar como hoje coexistimos com Espanha em boa vizinhança. Ora espreitem lá o video.

Via Arrastão:
http://arrastao.org/2318809.html

terça-feira, agosto 02, 2011

Perene, Sempre Perene



Nascido a 2 de Agosto de 1929, faria hoje 82 anos. Porque há homens que nunca morrem...

Pelas Estradas Do Algarve: Contra as Populações Marchar, Marchar

Enquanto as populações do Algarve protestam contra a absurda "requalificação" da estrada nacional 125, a Comissão de Utentes da Via do Infante denuncia o silêncio conivente dos autarcas algarvios com as decisões do poder central altamente penalizantes para os algarvios. É caso para dizer, autarcas e poder central, contra os algarvios marchar, marchar.

Ver aqui:
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=46876
e aqui:
http://www.jornaldoalgarve.pt/2011/08/utentes-da-via-do-infante-criticam-silencio-da-amal/

segunda-feira, agosto 01, 2011

Do Fascismo Financeiro Austeritário

O fascismo financeiro austeritário continua em alta. Injecção imoral de dinheiros do Estado no BPN (o banco dos vigaristas) e aumento astronómico no preço dos transportes públicos (o transporte dos pobres e remediados). A luta de classes está ao rubro. E os fascistas austeritários ultraliberais estão a ganhar o combate.

Arboricidas e Arboricídios

O abate de árvores feito ao livre arbítrio de cada qual nas cidades e promovido não poucas vezes pelas autarquias e pelas escolas não é só coisa louletana nem somente típica do reinado do dr. Emídio. A doença é nacional e Faro não escapa a ela.

Ver o post do Helder Raimundo com passaporte linkado para mais um arborícidio, desta vez, na mata de Faro. Aqui:
http://contrasensus.blogspot.com/2011/07/mais-abate-de-arvores-nao.html