domingo, agosto 31, 2008

Panis et Circenses

A política do Pão e do Circo

A história política de Roma estende-se de 752 a.C. até 476 d.C. e está dividida em três períodos: Monarquia, República e Império.
A coragem, a honra e a força eram virtudes admiradas pelos romanos; os espectáculos que destacavam esses atributos eram valorizados e muito populares.

Durante o Império Romano, as lutas de gladiadores, corridas e encenações, serviram para desviar a atenção da população que habitava os domínios romanos. Várias são as interpretações – além desta – para explicar o fascínio dos romanos por esses espetáculos sangrentos:

A oportunidade de poder estar "cara-a-cara" com o imperador, o castigo dos criminosos, - que servia de exemplo, a ostentação do poderio romano - através da exibição de animais e escravos trazidos de lugares distantes.

Todavia, dentre todas essas interpretações, a mais consensual é a chamada "política do pão e circo" ou (panis et circenses). Com essa política, o Estado procurava promover os espectáculos como um meio de manter os plebeus afastados da política e das questões sociais. Era, em suma, uma maneira de manipular a plebe e mantê-la distante das decisões governamentais.

Os Césares encarregavam-se ao mesmo tempo de alimentar o povo e de distraí-lo.
Havia distribuição mensal de pães no Pórtico de Minucius, que assegurava o pão quotidiano. Os Césares não deixavam a plebe romana bocejar nem de fome nem de aborrecimento. Os espectáculos foram a grande diversão para a desocupação dos seus súbitos, e por consequência o seguro instrumento do seu absolutismo. Isso era um obstáculo à Revolução numa Urbe onde as massas incluíam 150.000 homens desocupados e que o auxílio da assistência pública dispensava assim de procurar trabalho.

in http://somostodosum.ig.com.br/blog/blog.asp?id=8514

sábado, agosto 30, 2008

Arte ou Blasfémia?

Censurada pelo Papa, por todo o Vaticano e por Sílvio Berlusconi

Nota: Obra do artista alemão Martin Kippenberger: 'Zuerst die Füsse' (primeiro os pés).

"Um museu italiano desafiou o papa Bento XVI e recusou-se a remover uma escultura de arte contemporânea que mostra um sapo verde crucificado, segurando nas mãos uma caneca de cerveja e um ovo. O Vaticano considerou a peça uma blasfémia.
A maioria dos membros do conselho do museu Museion, na cidade de Bolzano, decidiu que o sapo é uma obra de arte e continuará na exposição.

Chamada de "Zuerst die Füsse" (primeiro os pés), o sapo usa um pano verde na área da cintura e está pregado pelas mãos e pelos pés como Jesus Cristo. Uma língua verde pende para fora da sua boca.
O trabalho do artista alemão Martin Kippenberger, morto em 1997, foi exposto na Tate Modern e na Galeria Saatchi, em Londres, e na Bienal de Veneza. Retrospectivas da obra do artista estão programadas para Los Angeles e Nova York.
Autoridades do museu localizado na região ao norte de Alto Ádige disseram que o artista considerava a peça uma ilustração do medo sentido pelos seres humanos.

O Papa, que nasceu na Alemanha e recentemente passou suas férias em um lugar perto de Bolzano, obviamente não concorda. Em nome do papa, o Vaticano escreveu uma carta de apoio a Franz Pahl, líder do governo daquela região e uma das vozes contrárias à escultura. "Claramente, não se trata de uma obra de arte, mas de uma blasfêmia e de um degradante pedaço de lixo que deixou muitas pessoas indignadas", afirmou Pahl à Reuters, por telefone, enquanto a administração do museu realizava uma reunião.
Na carta, o Vaticano disse que a obra "fere os sentimentos religiosos de muitas pessoas que vêem na cruz o símbolo do amor divino"."

in http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL740068-7084,00.html

Descubra as diferenças na conduta da administração dos museus e galerias...

quinta-feira, agosto 28, 2008

As Árvores Da Cidade

Loulé - Avenida José da Costa Mealha

Primavera de 2008

Quem disse velhas ou doentes?

Ps: Clique em cima da imagem para ampliação.

A ÁRVORE DA SERRA

- As árvores, meu filho, não têm alma!
E esta árvore me serve de empecilho...
É preciso cortá-la, pois, meu filho,
Para que eu tenha uma velhice calma!

- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!
Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!
Deus pôs alma nos cedros... no junquilho...
Esta árvore, meu pai, possui minha alma!...

- Disse – e ajoelhou-se, numa rogativa:
"Não mate a árvore, pai, para que eu viva!"
E quando a árvore, olhando a pátria serra,

Caiu aos golpes do machado bronco,
O moço triste se abraçou com o tronco
E nunca mais se levantou da terra!

Augusto dos Anjos
Poeta brasileiro (1884-1914)

Não mate a árvore, pai, para que eu viva!

quarta-feira, agosto 27, 2008

Da oferta dos bens da salvação...

Para além da ciência e da tecnologia...

Nota: Clique em cima da imagem par uma melhor leitura do texto.

Contra as teses da geral secularização da sociedade...

terça-feira, agosto 26, 2008

O Monstro

Uma geração endividada

A empresa municipal que gere o Estádio Algarve registou um prejuízo de 939 mil euros em 2007 e deverá fechar o ano com um saldo negativo de 605 mil euros.

As duas autarquias envolventes - Loulé e Faro - contraíram, em 2002, um empréstimo de 17 milhões de euros, por um prazo de 20 anos, para financiar a construção do Estádio Algarve e infra-estruturas conexas para receber jogos do Campeonato Europeu de Futebol, o "Euro 2004".
Até ao momento, os dois municípios já transferiram cerca de 40,6 milhões de euros para a empresa municipal.

Só em 2007, a despesa total ascendeu a 3,9 milhões de euros, mais 500 mil euros do que em 2006.

De acordo com documentação fornecida pelo presidente da câmara de Faro, José Apolinário, o custo final da obra atingiu os 38 milhões de euros.

Mas de acordo com a auditoria realizada em 2005 pelo Tribunal de Contas (TC), só o estádio custou 46,1 milhões de euros. Em termos globais, as obras representaram um investimento de 66,3 milhões de euros.

http://www.jornaldoalgarve.pt/artigos.aspx?id=8300

segunda-feira, agosto 25, 2008

Recordando a tragédia do Chiado: Foi há vinte anos...

1988 - Incêndio no Chiado



Imagens da Baixa Pombalina a partir do Castelo de São Jorge

Após o terramoto de 1755, da reconstrução do Marquês de Pombal e da reconstrução de Siza Vieira, após 1988, a Baixa Pombalina continua a ser uma maravilha do património arquitectónico português.

domingo, agosto 24, 2008

Leituras de Verão...

Primo Levi

Se isto é um homem

"Imagine-se agora um homem ao qual, juntamente com as pessoas amadas, tiram a casa, os hábitos, a roupa, enfim, tudo, literalmente tudo quanto se possui: será um homem vazio, reduzido ao sofrimento e à carência, esquecido da dignidade e bom senso, pois acontece facilmente, a quem tudo perdeu, perder-se a si próprio; reduzido a tal ponto que outros poderão sem problemas de consciência decidir da sua vida ou da sua morte para além de qualquer sentimento de afinidade humana; no caso mais optimista, na base de uma mera avaliação de utilidade. Compreender-se-á então o duplo significado da expressão 'Campo de Extermínio', e será claro o que entendemos exprimir com esta frase: jazer no fundo."
Primo Levi. Se isto é um homem.

Leitura obrigatória do relato de um prisioneiro de Auschwitz. Primo Levi, judeu italiano, relata-nos o horror diário dos campos de extermínio Nazi. A descrição da vida quotidiana nos campos de concentração leva-nos à compreensão de como pode um homem sobreviver na mais miserável condição humana. A fronteira entre a vida e a morte depende da sorte, do arbítrio, das tácticas e estratégias de fuga da fome e do frio, da leitura do jogo da vida e da morte, da utilização dos restos de comida para subornos e seduções, do virar para a esquerda ou para a direita, da "escolha" entre adoecer para ficar ou "esquecer" a doença para partir.

Um livro que muda a nossa percepção do mundo e da vida.

sábado, agosto 23, 2008

Arte e Política: Da censura na cidade

A Origem do Mundo

Gustave Courbet (1819-1877)

1866


A Criação do Homem

Miguel Angelo Bounarroti



Qual destas duas obras de arte seria candidata a ser censurada?

sexta-feira, agosto 22, 2008

Para mais tarde recordar: A censura regressou à cidade


"Quem imaginou que a Revolução de Abril tinha acabado com a censura em Portugal, enganou-se. Ou quase. Em Loulé, Seruca Emídio, o presidente da câmara, retomou, para si, o papel de censor-mor. Ora espante-se: estava agendada – já há sete meses - uma exposição em Loulé, do pintor Paulo Serra. Porém, há uma semana, um funcionário da autarquia comunicou ao artista que deveria retirar duas das obras.

Motivo invocado, segundo o artista, em declarações ao - «
Observatório do Algarve»: a galeria municipal não queria ofender os princípios católicos do autarca social-democrata. Confrontado com a recusa, e perante a irredutibilidade da galeria, Paulo Serra, 43 anos, decidiu cancelar a exposição, composta por um total de 17 obras, pois, sem aqueles dois quadros, “a exposição ficaria amputada” e despojada do sentido global que lhe queria dar. Os quadros em causa são desenhos a carvão sobre papel. Um deles representa um “um acto íntimo entre duas pessoas do mesmo sexo, desenhado de forma subtil” e outro mostra uma figura religiosa com um rosto por detrás, sob a qual escrito em grafiti, aparece a palavra “puta”, obras “que só fazem sentido no contexto da exposição”.

Contactado pelo «Observatório», o autarca de Loulé nega qualquer forma de censura: “Não pode ser visto como uma forma de censura. O artista tem direito a fazer valer o que pinta, assim como a Câmara tem o direito de exibir ou não as obras”. “Uma coisa é a arte e o artista, outra é o senhor presidente da câmara e as suas convicções. Cada um tem o seu lugar e esta mistura de papéis faz-me lembrar outros tempos” - disse o pintor.

Post copiado do blogue
http://calcadaodequarteira.blogspot.com/

sábado, agosto 16, 2008

Declarações políticas preocupantes...

Vale das Rãs - Loulé a crescer em São Clemente

Não devemos deixar alastrar a comunidade cigana...

"(...) vou mais uma vez alertar essas entidades para que nos preocupemos porque há aqui essa comunidade cigana a que eu me refiro...ainda é pequena. Não devemos deixar alastrá-la."
Presidente da Junta de Freguesia de São Clemente in Loulé TV.

http://www.louletv.pt/ Consultar vídeo sobre o progresso que chegou à freguesia.

A eterna história dos ciganos em Portugal.

Para quando a miscigenação social e cultural reconhecida politicamente nas cidades que habitamos? Não se aprende com as Quintas das Fontes? Qual a composição social das populações que vão morar no Vale das Rãs?

Para onde vão as populações que não têm acesso a estas zonas residenciais? Isto tem alguma coisa que ver com as políticas do preço e dos usos do solo e com as políticas de habitação? Como se formam os concentrados de problemas sociais em determinados territórios das cidades?

Como se impede e com base em que princípios constitucionais o "alastramento" de uma qualquer comunidade?

sexta-feira, agosto 15, 2008

Conspiração na Blogosfera Louletana...

Eu sei quem ela é...

Teoria da conspiração - é uma teoria que supõe que um grupo de conspiradores está envolvido num plano e suprimiu a maior parte das provas desse mesmo plano e do seu envolvimento nele. O plano pode ser qualquer coisa, desde a manipulação de governos, economias ou sistemas legais até à ocultação de informações científicas importantes ou assassinato.

No passado, foram identificadas e provadas várias conspirações, e é natural que todos os dias tenham lugar centenas de conspirações de maior ou menor importância. Por isso, mesmo que não existam provas, qualquer pessoa pode lançar uma teoria que se baseia em factos que nem ela própria conhece.

Uma vez demonstrada, uma conspiração deixa de ser uma teoria. Assim, as teorias da conspiração estão necessariamente por confirmar. Muitas vezes, essas teorias são defendidas por pessoas que acreditam em determinadas conclusões que não podem provar e usam pois uma teoria da conspiração para prová-las — segundo eles, os autores da conspiração ocultam sempre as provas.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_conspira%C3%A7%C3%A3o

Quem está por detrás do Quiosque da Camila? Eu aposto no senhor do meio...

quinta-feira, agosto 14, 2008

Para mais tarde recordar: A volta ao pé da porta...

Volta a Portugal em Bicicleta

Loulé, 14 de Agosto de 2008

A fuga...


O Pelotão persegue os fugitivos...


Um carro vassoura pós-moderno...


A etapa, com início em Portimão e final em Beja foi ganha pelo italiano Danilo Napolitano da Lampre.

quarta-feira, agosto 13, 2008

Pequim 2008: Acima de todas as medalhas...

O momento mais alto dos Jogos de Beijing...



"Se o mundo tirasse lições do que eu fiz, não haveria mais guerras."

"Nós realmente deveríamos parar de nos curvar diante de guerras pagas, uns contra os outros."
Salukvadze, atleta da Georgia.

A guerra é entre os políticos...os povos sempre se deram bem. A guerra não é entre os povos, disse uma das atletas medalhadas...

O petróleo, o gás natural, as condutas que ali passam estrateticamente por fora do território russo e a afirmação da Russia no cenário internacional.

A guerra...essa instituição perene...

Milhares de mortos e centenas de milhares de refugiados foram apenas e mais uma vez "danos colaterais" aos olhos dos senhores do mundo e da guerra. Males necessários, dizem, à continuação da política por outros meios.

terça-feira, agosto 12, 2008

Do urbanismo despolitizado...

A cidade é de todos...

"O urbanismo no seu sentido mais amplo é uma actividade eminentemente democrática que remete para as escolhas políticas informadas, para o debate e a confrontação entre diferentes projectos políticos sobre a pólis, para a existência de cidadãos activos e informados com vontade de participar e de agir em defesa dos seus interesses individuais ou de grupo. No urbanismo o que se deve valorizar é a confrontação, a discussão, o debate, a validação de hipóteses e a sua rejeição, a oposição entre os contrários, a escolha e a decisão democráticas.

Não estamos perante uma actividade neutra ou asséptica servida por um tecnicismo iluminado, de preferência com a chancela universitária, capaz de garantir por si só a qualidade da «nossa» política por oposição a uma «outra» política.
O debate urbanístico, sendo o tempo por excelência do debate democrático sobre o futuro da pólis, é o tempo por excelência da democracia participativa, o tempo da recusa do determinismo fatalista na construção do nosso futuro.

Percebe-se com facilidade que num país em que o debate político está marcado pelo fatalismo, pela política do «tem que ser», do «não pode ser de outra maneira», do «é a globalização», o debate urbanístico tenha estiolado e não tenha passado de um nível incipiente. Percebe-se, por isso, que cada vez mais as soluções sobre política urbanística sejam servidas aos cidadãos já «prontas», poupando-lhes o incómodo da participação.

Numa sociedade em que o poder representativo se sente ameaçado pelo poder participativo, em que o poder político idealiza o cidadão como alguém que não participa, não opina, não luta, não se manifesta, o debate e a prática urbanísticas tendem a definhar. Abundam por aí processos de revisão dos instrumentos de planeamento urbanísticos muito «participativos», abertos à «discussão e à participação de todos» mas que se organizam ao longo de estreitos carreiros em torno da «ideia única», em que as conclusões precedem o debate e nos quais a prévia discussão sobre os caminhos já percorridos são encarados como actividades hostis e por isso simplesmente eliminadas.

O debate urbanístico tem hoje um único campo de desenvolvimento aceitável pelo poder político dominante ao nível central ou local, seja ele qual for: despolitizar-se porque, pasme-se, a política é assumida como uma actividade impura capaz de contaminar a pólis.

O tecnicismo dominante, cuja maior expressão já não é apenas o pequeno conjunto dos que fazem as leis mas também o pequeno grupo, quase omnipresente, dos que põem e dispõem sobre estratégias e modelos de desenvolvimento e de financiamento, transmite-nos a ideia de que as escolhas feitas, e a fazer, não têm qualquer relação com os projectos políticos em presença e são do domínio do inevitável."

Das políticas urbanas por José Carlos Guinote
in http://pt.mondediplo.com/spip.php?article213

PS: Sugere-se a leitura integral do artigo na última edição do Le Monde Diplomatique.


segunda-feira, agosto 11, 2008

Memória Ambiental da Cidade de Loulé: Descubra as diferenças...

E o vírus espalhou-se pela cidade...

Loulé, Julho de 2008

Travessa João A. Ribeiro




Loulé, Agosto de 2008


A quem estariam a incomodar agora as pobres árvores?

Desta vez, provavelmente, obra de um privado. Está no seu direito, pois claro. Mas quando os exemplos não abundam, o que dizer depois destas situações?

Foi uma criança de três anos que me chamou a atenção para o abate...

domingo, agosto 10, 2008

Memória Ambiental da Cidade de Loulé: Descubra as diferenças...

Avenida das árvores abatidas em Loulé

Primavera de 2008


Verão de 2008

Rua das Lojas em Faro

Campanha de sensibilização para a importância da floresta.

A «Tree Parade» é organizada pela Direcção-Geral dos Recursos Florestais em colaboração com a Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, tutelada pelo Ministério da Educação, e inclui-se na campanha de sensibilização para as problemáticas ambientais e de prevenção de incêndios «Portugal sem Fogos Depende de Todos».

sábado, agosto 09, 2008

Leituras...

A Arte da Guerra de SUN TZU

"Apenas se ataca uma cidade fortificada quando não há alternativa, pois são necessários pelo menos três meses para preparar grandes escudos e carros, aprontar armas e equipamentos adequados, e mais três meses para erguer rampas de terra contra as muralhas. O general, incapaz de conter a impaciência, ordenará aos seus soldados que trepem pelas muralhas como formigas, pelo que uma terça parte do exército será morta sem que se conquiste a cidade. Tal é a calamidade que resulta do ataque a uma cidade fortificada."

In A Arte da Guerra, SUN TZU, pág. 31-32.

Sun Tzu, foi um profundo conhecedor das manobras militares e escreveu A ARTE DA GUERRA, ensinando estratégias de combate e táticas de guerra. Súdito do rei da província de Wu, viveu em turbulenta época dos Estados guerreiros na China, há 2.500 anos e era um filósofo-estrategista que comandou e venceu muitas batalhas. Com inteligência e argumentos muito racionais, o autor expôs a importância da obediência, disciplina, planeamento e motivação das tropas. É uma obra original e valiosa porque é considerado o mais antigo tratado de guerra e hoje parece destinada a secundar a guerra das empresas no mundo dos negócios. A lição que se tira da obra é que a primeira batalha que devemos travar é contra nós mesmos. Para atingir uma meta, o autor ensina, que é necessário agir em conjunto, conhecer o ambiente de acção, o obstáculo a ser vencido e, é claro, conhecer os seus próprios pontos fortes e pontos fracos. A grande sabedoria é obter do adversário tudo o que desejar, transformando os seus actos em benefícios.



A cultura popular brilha em São Sebastião

Cante Andarilho ao vivo no Largo de São Francisco

Brilhante concerto de música tradicional portuguesa. É riquíssimo o património da música popular que abunda um pouco por todas as regiões do nosso país. A cultura musical massificada que colhe a preferência das nossas rádios e televisões não dá o devido valor a grupos musicais de um valor inestimável para as culturas locais.

Muito boa esta iniciativa local de levar a animação e a cultura às populações que não têm oportunidade de pagar o preço dos bilhetes dos espectáculos do programa Allgarve. O acesso à cultura é ao fim e ao cabo uma das condições de base da democratização da sociedade.

Agradece-se a boa iniciativa.

quinta-feira, agosto 07, 2008

Do Cimento Sobre o Mar: Perspectivas...

Praia de Quarteira

Agosto de 2008


Do betão para o mar...


Nota: Clique em cima da imagem para ampliar a mesma.

Do mar para para o betão...

Nota: Clique em cima da imagem para ampliar a mesma.

Perspectiva - É um aspecto da percepção visual do espaço e dos objectos nele contidos pelo olho humano. Depende de um determinado ponto de vista e das condições do observador. A perspectiva, neste caso, corresponde a como o ser humano apreende visualmente o seu ambiente, sendo confundida com a ilusão de óptica. Vem do latim spec, que significa visão.

A ideia básica que une os significados da palavra perspectiva é o de que a experiência humana é relativizada de acordo com o ponto de vista de onde ela é vivenciada.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Perspectiva


quarta-feira, agosto 06, 2008

Cinco dias e cinco noites à espera da Primeira Infância

À espera da Primeira Infância...


Há poucas semanas atrás o jornal O Louletano resolveu sair para a rua e mostrar que as notícias não são só feitas da reprodução das versões oficialmente instituídas pelos poderes dominantes e foi entrevistar uma mãe que tinha estado nas célebres filas de cinco dias e cinco noites na Casa da Primeira Infância.

Após uma magnifica maratona, que supera em temporalidade, quaisquer das maratonas de futebol de salão organizadas no nosso pequeno reino de taifa, o que aconteceu a esta mãe e ao seu pequeno rebento? Quais foram ao fim e ao cabo os resultados da espera? Não entrou. E não entrando o seu querido filho, foi a mãe querer saber das razões de tal selecção, uma vez que até era das primeiras da lista.

Pois é. Ficámos a saber através desta boa reportagem do jornal O Louletano (aproveito para dizer, que isto sim, é bom jornalismo) que a criança foi penalizada na ordenação da lista porque a sua mãe estava desempregada e um dos critérios penalizadores é precisamente este.

Ficamos então a saber que se a mãe está desempregada é porque pode cuidar do seu filho em casa, ora tomem lá que já almoçaram, e se pode cuidar do seu filho em casa então irá certamente continuar desempregada. É a chamada dupla descriminação cujo efeito perverso é então o circulo vicioso do desemprego.

Fiquei a saber também, este ano, que a minha criança, na escola onde a matriculei, na minha área de residência (vale sempre a pena esclarecer, não é) não entrou no pré-escolar e que entraram sessenta e nove crianças este ano, estando sessenta e oito já à sua frente na lista do próximo ano lectivo.

Será que este regabofe é para continuar durante muito mais tempo? É que é por aqui que as famílias agradeciam o apoio do Estado e das autarquias. Ou não será assim?

terça-feira, agosto 05, 2008

Das viaturas pesadas pelas artérias da cidade

Loulé, 05 de Agosto 2008

Largo de São Francisco

Na hora do embate

Nota: Clique em cima da imagem para ampliar a mesma.

Assinale a resposta correcta:

1. Camionista descontente com o governo local decide bloquear saída a sul de Loulé no Largo de São Francisco.

2. As ruas da vila de Loulé não foram pensadas para o trânsito de pesados da cidade de Loulé.

3. Novo método de demolição do património arquitectónico do Largo de São Francisco.

Obrigado.

segunda-feira, agosto 04, 2008

Do Desperdício Energético: Descubra as Diferenças

Loulé Julho de 2008

Parque Municipal de Loulé

Fim de tarde



Nota: Clique em cima da imagem para ampliar a mesma.

Início da noite


Assinale a resposta correcta:

1. O parque às escuras deveria ter as luzes apagadas.

2. O parque de dia e de noite deveria ter as luzes acesas.

3. Enquanto não anoitecesse não se deveria ligar as luzes do parque.

Obrigado.

domingo, agosto 03, 2008

Alice na Cidade das Maravilhas

Manuela espanta a crise

Noite de verão esplendida. Caras bonitas e sorridentes circulando junto às árvores abatidas. Muita gente para ver e ser vista. Organização do evento muito profissional. Carros bem cuidados. Música e muita animação e da Alice no País das Maravilhas um único carro com a Manuela à espreita da queda de Sócrates. A satira política é sempre bem vinda e faz parte da História do Carnaval de Loulé, sendo mesmo uma das suas marcas distintivas.

Numa sociedade altamente despolitizada e indiferente às coisas da política, brincar com a política, sem a instrumentalizar politicamente, é algo sempre bem vindo na prática da cidadania de uma quaisquer cidade do país ou do mundo. Ao fim e ao cabo é isso que fez o sucesso do Gato Fedorento.

Outra coisa completamente diferente é uma Câmara Municipal organizadora de um determinado evento nomear como tema central do Carnaval de Verão a crise que atravessa o país e procurar retirar daí dividendos políticos.

É que a crise é internacional, é óbvio. A crise é também de governação nacional, é óbvio, isso mesmo veio dizer o FMI. Mas a crise é também local. Isso é óbvio. E é uma grave crise de falta de ideias.

Que o digam os pequenos comerciantes com tantos dias negros e apenas uma noite branca e que o digam todos aqueles que viram no abate de árvores na Avenida José da Costa Mealha um desperdício de dinheiros públicos que tanta falta fariam ao investimento nas verdadeiras necessidades da vida dos cidadãos de Loulé.

São apenas dois exemplos de crise de imaginação política local entre muitos outros que aqui poderiam ser inventariados.

Para quando um Carnaval com o lema central "Alice na Cidade das Maravilhas"?

Aqui fica o site do anúncio da crise para que cada um tire as suas conclusões:
http://www.cm-loule.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=3080

sábado, agosto 02, 2008

Do modelo de desenvolvimento do litoral transposto para o interior

Denúncia feita pela Almargem

Principal aquífero do Algarve ameaçado por um campo de golfe e um empreendimento para 1700 camas

"O principal aquífero do Algarve (Querença-Silves) corre "sérios riscos" de contaminação, por via da construção do empreendimento turístico da Quinta da Ombria, um complexo constituído por um campo de golfe, hotel de cinco estrelas, vivendas e apartamentos com 1700 camas. A denúncia foi feita ontem pela associação ambientalista Almargem, depois de uma visita ao local, para assinalar o dia Nacional da Conservação da Natureza.

Os ecologistas continuam com dúvidas sobre as consequências da Declaração de Impacto Ambiental (DIA), já assinada pelo Ministério do Ambiente, que viabiliza este projecto de uma empresa finlandesa para a zona do barrocal do concelho de Loulé. Luís Brás, dirigente da Almargem, considera que as dúvidas levantadas em 2004 em Bruxelas, a partir de uma queixa da Liga de Protecção da Natureza, não estão esclarecidas.

Em consequência desse processo, que ainda não foi encerrado, "o Estado português foi solicitado pela Comunidade a prestar esclarecimentos, mas nós consideramos que apenas houve uma tentativa de branqueamento da situação". A DIA assinada no ano passado, garantem os ambientalistas, continua a não salvaguardar os valores da natureza. "O empreendimento vai ter um grande impacto, directo e indirecto, sobre o sítio classificado da fonte da Benémola, e o principal aquífero do Algarve, com a construção de um campo de golfe em cima, não está salvaguardado", afirmam.

Os protestos dos ecologistas levaram, em 2007, a uma alteração do projecto, que obrigou a afastar o campo de golfe e os núcleos turísticos das zonas mais sensíveis do ponto de vista ambiental. A Almargem entende, contudo, que essas alterações são insuficientes para preservar o aquífero .

O parecer técnico que levou o ministério do Ambiente a viabilizar o projecto, há oito anos, diz João Santos - outro dos dirigentes da Almargem - "assenta no principio de que o aquífero só existe na zona do barrocal e não dos terrenos de aluvião junto à ribeira, onde se pretende construir o golfe". "Temos para apresentar em Bruxelas uma informação técnica exactamente em sentido oposto", sublinhou. "

in http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1336844&idCanal=59

Declarações políticas que já ouvi: Pois...compreendo os ambientalistas...têm o direito de contestar...vamos ver os resultados do recurso...apesar de compreendê-los não concordo com eles... claro...isso dos PIN é coisa do Sócrates...eu compreendo...

Será esta ideia de transportar o fracassado modelo de "desenvolvimento" do litoral para o interior coisa boa para a região Algarve?

PS: Os reforços a bold são de minha autoria.

sexta-feira, agosto 01, 2008

Memória Ambiental da Cidade de Loulé: Avenida das Árvores Abatidas

Memória das árvores abatidas...

Nota: Clique em cima da foto para ampliar a imagem.

Árvores do Alentejo

Horas mortas… Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido… e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis no horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
- Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

Poema de Florbela Espanca