sábado, janeiro 31, 2015

Juventude Socialista De Loulé Sai Em Defesa Do IKEA

Ora aqui estão os Jotinhas a assumir aquilo que o PS Loulé não tem coragem de assumir. Nunca me enganaram. A estratégia é a mesma de sempre. Enquanto os processos contra a construção do IKEA decorrem em tribunal deixa-se construir que depois os cães ladram e a caravana passa. Tudo boa gente. Com o PS do Dr. Vítor Aleixo ninguém ficará para trás. O IKEA também não.
 

Dia 7 de Fevereiro, A Ponte É Nossa! Pelo Fim Das Portagens! Contra A Tirania Da Austeridade!


sexta-feira, janeiro 30, 2015

O PS De Costa Que Não Quer Levar Com A Porta Na Cara Em Bruxelas Por Causa Da Dívida, O PASOK Também Não

Se alguém tinha dúvidas do que é o PS de António Costa (há outro?) fica tudo esclarecido. O que dirá essa malta da esquerda livre que via no PS o trampolim para a esquerda chegar ao poder? Sim, o que dirão destas declarações Rui Tavares, Daniel Oliveira e Ana Drago que vêem na sua esquerda o problema?
 
Ver aqui a posição de António Costa sobre a dívida portuguesa;

quarta-feira, janeiro 28, 2015

Perigo, Lixo Tóxico-Ideológico À Solta Nas Televisões Portuguesas

João Duque na SIC Notícias. Horrorizado com a medidas já tomadas pelo governo Grego. O moderador do debate é...José Gomes Ferreira. Não se recomenda tanto lixo tóxico-ideológico. "Eles" estão em estado de choque.

segunda-feira, janeiro 26, 2015

Radical, Quem?

A capacidade que a direita radical e extremista que governa Portugal e domina a Europa tem de rotular a esquerda social-democrata de "radical" tem que começar a funcionar em sentido contrário.
 

Na Grécia, Um Jogo De Alto Risco

Tsipras já escolheu. A coligação com os independentistas Gregos que são anti-austeridade quer dizer que o jogo vai ser duro a sério. São demasiados a terem esperança para que a Troika ganhe a chantagem. Tsipras sabe que o jogo da reestruturação da dívida é o jogo que não pode perder. Este acto simbólico de homenagem aos resistentes gregos anti-nazis indicia que o pior ainda está para vir. A saída do euro vai ter que saltar para cima da mesa das negociações. Nunca como hoje a política internacional se assemelhou tanto a um jogo de póquer.

Dancemos, Pois, O Fascismo Financeiro Austeritário Não Passará



Boa Noite. Hoje estou feliz. A democracia ganhou aos mercados. Continuemos pois a lutar que a História felizmente não tem fim.

domingo, janeiro 25, 2015

A Sanidade Voltou À Grecia

O Tiago faz uma boa leitura do que se está a passar na Grécia. E nós, em Portugal temos que recuperar em breve a decência e a sanidade mental que a direita radical retrógada, actualmente no poder, nos retirou. Vamos a isso. Fazer crescer as esquerdas.

A sanidade voltou à Grécia!

António Costa também é Syriza

António Costa, tal como eu esperava, também é Syriza (parece que já não é do PASOK) desde que não lhe falem em Tratado Orçamental e em reestruturação da dívida, ele dirá sempre que é preciso acabar com a austeridade.

Anti-Austeritários De Todo O Mundo, Uni-vos!

Na Grécia já está. A seguir vem a viragem com o Podemos em Espanha. Aos poucos isto vai. Há que não perder a esperança. Continuemos a luta. Anti-Austeritários de todo o mundo, uni-vos!

Depois Do Je Suis Charlie, Chegou O Je Suis Syriza

Parece que, de repente, nas redes sociais, são todos Syriza. Os que defendiam as políticas de austeridade são Syriza. Os oportunistas da austeridade inteligente e da interpretação inteligente do Tratado Orçamental, são Syriza. Os indiferentes que foram coniventes com a catástrofe austeritária são Syriza. Aqueles que nunca levantaram o rabo do sofá para ir protestar para a rua são Syriza. Os que sempre desdenharam de quem protesta são Syriza. António Costa e Vítor Aleixo vão ser de certeza Syriza. Não me admiraria que mais logo, a partir das cinco da tarde, Passos Coelho e toda a sua trupe, Cavaco Silva incluído, sejam todos Syriza. Suspeito também que quando o FMI, o BCE e a Comissão Europeia voltarem à carga com a política da ameaça, da chantagem e do medo e há-de ser no minuto seguinte a saber-se o resultado das eleições voltam quase todos a meter o rabinho entre as pernas e a desdenhar do Syriza.

sábado, janeiro 24, 2015

Uma Janela De Esperança Chamada Syriza

Se tudo correr bem essas ideias feitas sobre inevitabilidades, caminhos únicos e sociedade e economia sem alternativas vai estoirar em migalhas e geram-se as condições para o regresso da democracia e da esperança na Europa. A História da Humanidade e as suas conquistas é de facto feita através da luta, mesmo que não só através da luta de classes.
 
http://pt.euronews.com/2015/01/23/grecia-syriza-aumenta-vantagem-na-reta-final-da-campanha/
 


Foto: Algures em Atenas, no início do Segundo Milénio. Longe de mim, nesta altura imaginar que a História da Europa viria a passar decisivamente por ali.

sexta-feira, janeiro 23, 2015

A Nossa Luta É Internacional, Juntos Podemos! Pela Abolição Da PPP Ruinosa Da Via Do Infante


Podemos de Espanha, Comissão de Utentes da Via do Infante, Esquerda Unida de Espanha, Bloco de Esquerda e cidadãos de todo o Algarve unidos na luta contra as portagens.  A PPP ruinosa da Via do Infante não arruinará as nossas vidas, sem luta! Os vampiros não passarão!

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Vida Dura

Antes de ir à deita um desabafo. É muito complicado num país em que somos dizimados diariamente com cortes atrás de cortes em salários, em reformas e na nossa dignidade, em que o futuro foi castrado, o Estado Social dizimado e as políticas de apoio à família andam próximo de zero, ter ainda de aguentar há mais de meia hora o meu filho mais novo, de cinco anos, a torturar a cabeça dos pais num choradinho contínuo: "ó pai, eu quero uma mana".

Efeito Boomerang, Os Mercados Estão Com Medo

Duas coisas para explicar a medida de Mário Draghi de despejar rios de dinheiro para cima da banca (da economia?). A primeira, o risco de uma deflação permanente que pode levar a uma recessão prolongada na Europa. A segunda, a ascensão do Syriza na Grécia, a ascensão do Podemos em Espanha, a ascensão da extrema-direita em França, os movimentos anti-euro na Inglaterra e a crescer um pouco por toda a Europa e o receio da perca do poder por parte da burguesia internacional austeritária que perde fortunas com os perdões e as renegociações de dívidas. Continuemos pois, contra a resignação, marchar, marchar.

Não Há Dinheiro, O Que É Que Não Percebem?

BCE avança para compra de dívida de 60 mil milhões de euros por mês.
 

Orientação Sexual E Criminalidade Política

A prova de que a orientação sexual não é determinante na educação das crianças é que é possível ser heterossexual e ter como filhos os actuais membros do Governo. Se mais demonstração fosse necessária a relação entre heterossexualidade e criminalidade política torna-a desde já dispensável.
 

quarta-feira, janeiro 21, 2015

(Des) Cidadania

Basicamente, o poema de Rui Zink em baixo traduz a forma como comecei o dia hoje, em conversa, a beber o café da manhã, numa pastelaria louletana. Nenhum argumento racional serve com quem não quer saber e ainda fica incomodado com quem quer saber. Uma convicção bem firme recusa a informação que a desmente.
 
Ver o poema analógico de Rui Zink aqui:

O Syriza Come Criancinhas Ao Pequeno Almoço, Nova Versão Pós-25 de Abril, Versão Aguenta, Aguenta

"Num email dirigido aos seus clientes, o banco de Fernando Ulrich diz que as eleições gregas estão a “assombrar os mercados acionistas”. "
 

terça-feira, janeiro 20, 2015

Um Novo Fantasma Percorre A Europa

"No comício que deu início à campanha eleitoral, o líder do Syriza garantira que partirá para negociações com um perdão de uma parte substancial da dívida em cima da mesa, já que “a dívida objectivamente não pode ser paga”."
 

segunda-feira, janeiro 19, 2015

A Austeridade Mata, Dr. Paulo Macedo

Quando as populações saíram para a rua com faixas e cartazes a dizer que a austeridade mata, estes trastes que nos governam deveriam ter imediatamente percebido que os cortes brutais no SNS, o fecho de centros de saúde e hospitais por todo o país, a degradação fabricada politicamente dos serviços, só poderia terminar no assassinato político que estamos a assistir. Num país decente, frequentado politicamente por gente decente, esse mangas de alpaca contabilista, com o nome de Paulo Macedo, já se tinha demitido. Infelizmente a indecência adquire contornos de normalidade e o que se lixem os mortos já faz letra de lei. A culpa do caos e das mortes nas urgência é provavelmente da gripe.
 
Ver mais aqui:

domingo, janeiro 18, 2015

Da Guerra Aos Pobres

Ser pobre em Lisboa é tramado. Foi proibida a circulação automóvel no centro da cidade a quem tem carros anteriores a 2000. A CP reduziu a circulação de comboios de Cascais para Lisboa (menos 51 comboios) e passou a haver multas pesadas para quem faz barulho nos autocarros. Há aqui uma coerência, não há?

Tresanda A Corrupção Por Todos Os Lados A Prática Política No Concelho De Loulé

Como é que a implementação do IKEA em Loulé é "irreversível" (sempre a mesma tanga socialista para fugir às responsabilidades políticas) se correm processos em tribunal que ainda não têm decisão sobre alegadas violações ambientais nos terrenos da sua localização? A política local em Loulé está claramente capturada por interesses que não são interesses de quem reside no concelho. Uma vergonha.

No Boletim De Voto Estava Uma Lebre, Mas Saiu Um Coelho

Alguns dos apoiantes do Dr. Vítor Aleixo, esse esquerdista bem secundado no seu executivo por alguns bons neoliberais, andam a clamar pela posição da Câmara Municipal de Loulé sobre o megainvestimento do IKEA em Loulé. Ainda não perceberam que fomos todos enganados. Onde no boletim de voto estava lebre saiu um coelho. Fiquem à espera da posição do Dr. Vítor Aleixo que eu também. Quando souberem de alguma coisa, digam.
 

O Que Está Primeiro, Direitos Humanos Ou Dívida?

"Quantas vezes nos é dito que a dívida tem de ser paga até ao último cêntimo, custe o que custar, porque as obrigações internacionais contraídas pelo Estado português têm de ser respeitadas?

E se as obrigações contraídas pelo Estado junto dos seus credores financeiros colidirem com outras obrigações contraídas pelo mesmo Estado em convénios internacionais, como os respeitantes aos Direitos Humanos? O que deve prevalecer? Dívida ou Direitos Humanos?
(ver entrevista a Catarina Albuquerque - Relatora da ONU para o Direito à Água Potável).

Que existe conflito entre austeridade e serviço da dívida e Direitos Humanos, em particular os que decorrem do Pacto Internacional do Direitos Económicos e Sociais, parece claro. Alguns exemplos:

1) Direito ao trabalho: aumento desmesurado do desemprego (nomeadamente de longa duração), desproteção do trabalho (bloqueamento da contratação coletiva, degradação do salario mínimo, insegurança no trabalho, liberalização dos despedimentos);

2) Direito a um nível de vida adequado: redução dos salários, dos apoios sociais e aumento da pobreza, reformas fiscais regressivas;

3) Direito à segurança social e protecção social: degradação dos sistemas de pensões e da proteção face ao desemprego;

4) Direito à habitação: despejos, aumento do número de pessoas sem abrigo;

5) Direito à alimentação: limitações de acesso a subsídios, aumentos do IVA;

6) Direito à água: privatização, aumentos das tarifas, degradação de infraestruturas, cortes de abastecimento por não pagamento;

7) Direito à Educação: cortes nos subsídios e bolsas, degradação profissional dos professores, redução da cobertura territorial, dimensão das turmas, degradação do apoio a grupos particulares;

8) Acesso à saúde: taxas moderadoras transformadas em copagamento, degradação das condições de acesso e qualidade dos cuidados

O que deve prevalecer, serviço da dívida ou direitos humanos?"
 
Mais aqui do texto de José Castro Caldas aqui:
 
Nota pessoal: do macloulé: Esta é a questão que os actuais socialistas liderados por António Costa nem sequer querem ouvir falar e quando confrontados com ela dizem que é um problema Europeu. O problema central que se coloca é o seguinte: - Pode-se confiar em gente assim para não deixar degradar ainda mais as nossas vidas?

sábado, janeiro 17, 2015

Da Austeridade Inteligente De António José Seguro À Interpretação Inteligente Do Tratado Orçamental Do Costa: Digam Lá Que Isto Não É Um Progresso?

Depois de três anos de catástrofe austeritária a oposição do partido socialista já evoluiu. António José Seguro falava de austeridade inteligente. António Costa fala de interpretação inteligente do Tratado Orçamental. Digam lá se isto não é uma grande evolução?

Pois, É Isto

"Uma imensidão de "verdades instituídas" nas governações neoliberais a que estamos sujeitos, no país e na União Europeia, não passam de aldrabices bem camufladas por pronunciamentos de "especialistas", ancorados em "estudos científicos", repetidos até à exaustão nos grandes meios de informação. Quem se atrever a interpretações e explicações alternativas é alcunhado de irresponsável, de não ter em conta a "realidade que vivemos" e corre o risco de ser aconselhado a um qualquer internamento hospitalar."
 

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Populistas? São Aqueles Que Fingem Não ver

Um regime que tresanda a corrupção por todos os lados. Seja a nível local, seja a nível nacional, até ao nível das instituições europeias. Tresanda a corrupção por todos os lados. Já não se suporta e já não se confia. Não querer reconhecer isto e não agir em conformidade política é suicídio. Como não é a casta dominante corrupta que o vai reconhecer só há um remédio. É ela ser varrida pelos eleitores. Podemos?
quando_se_tem_vontade_de_mudar.html

Em Loulé, Com O Dr. Vítor Aleixo, Ninguém Ficará Para Trás

Promessas são promessas e o Dr. Vítor Aleixo faz questão de as levar muito a sério. O Continente em Quarteira não ficou para trás. O megaprojecto do IKEA que já avança no concelho de Loulé não é para ficar para trás e poderia especular que ali para os lados de Vilamoura, no século XXI, também ninguém vai ficar para trás. As associações de empresários da região vieram esta semana a terreiro e são claras sobre o projecto do IKEA. São contra e temem um desastre para o tecido económico e social do concelho que o mesmo é dizer para os indivíduos famílias que cá habitam. Se no projecto de aprovação do Continente em Quarteira se fez uma "discussão pública" para inglês ver é melhor que agora o Dr. Vítor Aleixo nem a faça para não ficar a falar sozinho com o seu vice socialista neoliberal. É que fazer participar as pessoas é sempre mais perigoso nas decisões políticas estruturantes que contam. Mobilizá-las para aprovar "parques de skate" e "dar vida ao parque municipal" é coisa que não deve dar grandes chatices e até se podem retirar daí um louros e mandar fazer umas fotografias de primeira página num qualquer pedaço de jornal. Escutá-las naquilo que verdadeiramente conta é que é uma chatice dos diabos. De toda a forma, o Dr. Aleixo pode ficar descansado. Da gestão de "recursos humanos" do IKEA já veio a mensagem papal. Para que ninguém fique para trás, recrutam-se trabalhadores "humildes", muito disponíveis e imagino eu, obedientes, baratuchos e com plena consciência de que podem estar descansados que em Loulé nunca serão deixados para trás. O que espanta de certa forma é só serem as Associações Empresariais a falar novamente em voz alta. O Bloco de Esquerda, em Loulé (é assim uma espécie de uma célula infiltrada do Partido Socialista dentro do Bloco Nacional) como sempre prefere não defender as populações para estar ao lado do Dr. Aleixo e o Partido Comunista não existe ou não se quer fazer existir. Quanto ao resto, não se preocupem, a maçonaria tem tudo controlado.
 
 Mais informações aqui:

quinta-feira, janeiro 15, 2015

A Lei Do Barulho

Essa lei que proíbe fazer barulho nos autocarros é absolutamente extraordinária. Espero bem que quem faça cumprir a lei não seja o motorista.

Em Que Te Estás A Tornar Tu, Europa?

Cada vez que leio "suspeitos de atentados terroristas" mortos não posso deixar de pensar no que se está a tornar a Europa "democrática" assente nos princípios do Estado de Direito (onde se tinha esse "péssimo" hábito de levar as pessoas a tribunal e julgá-las). Os totalitarismos de todo o tipo andam por aí à espreita.

Não Consegui Dar Um Título A Este Post, Fica Sem Título

Bom, então enquanto na Grécia surge o Syriza, na Espanha, o Podemos e na França, a extrema-direita de Marine Le Pen (para mal dos nossos pecados) em Portugal o que é que temos? O PS do Costa do Castelo que correu com António José Seguro e que teve como resultado calar ainda mais a oposição (é ou não verdade que Costa faz ainda menos oposição do que Seguro?). O Bloco de Esquerda em modo sobrevivência luta contra a austeridade e o Tratado Orçamental num país em que parte da população parece ter dificuldade em perceber o que isso significa. O PCP entrincheirado nos lugares de sempre. O Livre - É Tempo de Avançar, a sonhar com uma Europa solidária e com uma coligação com o PS do Costa. E uma tentativa de imitação do Podemos espanhol que sob o nome de Juntos Podemos em Portugal parece que se desentendeu ainda mesmo antes de ter começado a existir. Se isto resultasse numa fragmentação tal do sistema partidário que rebentasse com o centrão da corrupção já não era mau. É muito possível que isto resulte apenas numa enorme baralhada sem se vislumbrar muito bem a saída. Em Portugal, por enquanto, ganha a Troika.

Tempo De Avançar? Para Onde Vais Alice?

A demagogia benevolente de Rui Tavares não tem limites. Essa ideia de que "a esquerda está dividida em duas", a esquerda que quer ir para o poder e a esquerda que só quer estar na oposição só existe na cabeça do Rui Tavares. Impressiona também a sua crença na mudança da "Europa". Sobre a restruturação da dívida e o os malefícios do Tratado Orçamental pouca coisa. Não se espere nada dali. Para mal dos nossos pecados.

quarta-feira, janeiro 14, 2015

Austeridade E Agravamento Das Desigualdades Sociais Em Portugal

Austeridade agravou desigualdades

As medidas da "troika" - ou seja, numa palavra, a austeridade - inverteram a recuperação das últimas duas décadas em matéria de desigualdades e agravaram o fosso entre o pequeno e restrito grupo dos muito ricos e a restante população, defende António Firmino da Costa. "A partir do desencadeamento das políticas de austeridade, as desigualdades económicas e sociais têm sofrido um agravamento muito considerável", sublinha. "Boa parte da população" ficou sem perspectivas de subir na vida e uma fatia "significativa" da classe média "perdeu condições de vida" nos últimos anos, argumenta. Há também maior dificuldade de acesso dos mais pobres a "condições de vida elementares".
 
Declarações de António Firmino da Costa aqui:

terça-feira, janeiro 13, 2015

Trabalhadores Humildes De Todo O Mundo, Uni-vos!

O IKEA em Loulé procura (não, não é nenhuma piada) «pessoas humildes, que gostem de trabalhar em equipa, que tenham orientação para o cliente, gosto pela decoração e que estejam constantemente disponíveis para novos desafios».
 

Nasceu O IKEA Do Esquerdista Dr. Vítor Aleixo e Do Neoliberalzinho Dr. Hugo Nunes

Foi aprovado o IKEA do Dr. Vítor Aleixo. Os pequenos comerciantes não se preocupem que estão desde já convidados a participar na Aldeia dos Sonhos do próximo Natal. A associação de empresários local diz que sim senhor, que também vai. O Dr. Vítor Aleixo diz que é um projeto do antigamente e não há nada a fazer porque a filha do outro já está a trabalhar na Suécia. O Dr. Hugo Nunes diz que é a vida porque a vida é assim e um dia a crise vai acabar e seremos todos felizes.
 

A Ler, Sobre A Esquerda Fofinha Do Mal Menor

"Que bem que falava a Ana Drago no Parlamento contra a austeridade e a delinquência dos tempos do socratismo. Que bem que escrevia o Daniel Oliveira no Expresso e no Arrastão contra  os atentados contra tudo o que era público, contra tudo o que eram direitos sociais e laborais  e contra a regressão social da austeridade dos tempos do socratismo. "Crime organizado" era expressão corrente no Arrastão. A Ana Drago era particularmente demolidora na forma como punha um Governo inteiro a abanar quando ia ao Parlamento. Aprendi a admirá-los, a eles e a outros como eles hoje nas mesmas "movimentações cidadãs", por como eram. Eram a voz daqueles que, como eu, não têm visibilidade para ter voz mas que nem por isso deixam de ter ideias e ideais, de revoltar-se com as canalhices. E agora decepcionam-me todos os dias. A última delas foi com esta "resolução política" que aprovaram ontem em Assembleia Geral extraordinária da Fórum Manifesto. No ponto 1 falam em "lógica punitiva, destruidora de direitos sociais e expectativas de futuro democrático que resultam da governação PSD/CDS". Já não resultam da governação PS, aliás como reforçam no ponto 5, onde referem que "para o tempo político que vivemos não basta, contudo, somar organizações – as consequências políticas e sociais de quatro anos de austeridade exigem uma mobilização e participação cidadã". E já não são 12  os anos de austeridade. No ponto 7 sabe-lhes bem porem-se à boleia da eventual vitória do Syriza na Grécia, mas em nenhum lado falam em renegociação da dívida ou em rasgar o Tratado Orçamental que nos condena à austeridade eterna. O resto também é conversa fiada. Aprenderam depressa a ser como os outros. E como os outros já temos tantos que até sobram por aí aos caídos. Gosto tanto de os ouvir falar."
 
Aqui:

segunda-feira, janeiro 12, 2015

A Gestão Socialista Do Lixo, Em Loulé - III

Às Segundas-Feiras é isto. Lixo aos montes à porta de casa. Compreendo, temos que salvar a banca. Não temos alternativa. É o destino.

Como Se Fabrica Um Charlie?

O Governo Britânico (Cameron também é Charlie) quer infantários a detectar terroristas potenciais em bebés e crianças. Eu que sou mais modesto sugeria apenas que as escolas introduzissem na aprendizagem das crianças saberes centrados na antropologia, na sociologia, na história, na filosofia, na educação intercultural logo para aí no primeiro ou no segundo ciclo. É claro que teriam que ser saberes complexos transmitidos de forma muito simples de forma a educar para a diferença humana. Mas isso é uma ideia maluca minha (um louco nunca poderia ter ideias sãs)  que ao pé da ideia do Governo Britânico ainda tem provavelmente um caminho longo a percorrer.
 

domingo, janeiro 11, 2015

Nasdaq Est Aussi Charlie

E aqui fica uma foto do Charlie do capital financeiro. Em defesa da liberdade de circulação de capitais sem qualquer tipo de controlo político. Os líderes europeus já marcaram uma reunião para rever o Tratado de Shengen, provavelmente vão discutir a limitação da liberdade de circulação de pessoas, porque a livre circulação de capitais é um interdito na discussão das (ainda) democracias da União Europeia. A foto é magnífica pelo que revela das contradições das sociedades capitalistas.

11 de Janeiro de 2015, Frente Da Marcha Da União Repúblicana Em Paris


Os líderes europeus que implementam politicas austeritárias que aprofundam extremismos de todos os tipos na frente da manifestação de Paris. Quantos dali são Charlie Hebdo?

sábado, janeiro 10, 2015

E Na Festa De Anos Do Macloulé O Homenageado É...


Sua excelência, o residente da República.

Informação De Última Hora, Macloulé

Última Hora: Cavaco Silva apesar de defender que apenas há um caminho único, o da austeridade a qualquer custo e portanto, de não ver alternativa à ditadura dos mercados, diz que também é Charlie. Se tudo correr bem estará amanhã ao lado de Rajoy, Passos Coelho, Durão Barroso e da chanceler Merkel, em Paris, a lutar pela democracia e pela liberdade de expressão. Mais afirmou que o Siryza e o Podemos é melhor não se meterem nestas coisas que isto só diz respeito ao "arco da governação".

O Terrorismo, A Extrema-Direita E O Suícidio Europeu

O ato terrorista contra os jornalistas do Charlie Hebdo francês, em Paris, que também provocou a morte de um funcionário da revista, de dois policiais no ato e possivelmente de mais um em tiroteio posterior, é apenas a ponta de um iceberg. A Europa inteira está assentada sobre uma bomba-relógio. Não é uma bomba comum, porque casos como o do Charlie Hebdo mostram que ela já está explodindo. Nas pontas da bomba estão duas forças antagônicas, com práticas diferentes, porém com um traço em comum: a intolerância herdeira dos métodos fascistas de antanho. De um lado, estão pessoas e grupos fanatizados que reivindicam uma versão do islamismo incompatível com o próprio Islã e o Corão, mas que agem em nome de ambos. Os contornos e o perfil destes grupos estão passando por uma transformação – o que aconteceu também nos Estados Unidos, no atentado em Boston, durante a maratona, e no Canadá, no ataque ao Parlamento, em Ottawa. Cada vez mais aparecem “iniciativas individuais” nas ações perpetradas. Este tipo de terrorismo se fragmentou em pequenos grupos – muitas vezes de familiares – que agem “à la cria”, como se dizia, em ações que parecem “espontâneas” e até “amalucadas”, mas que obedecem a princípios e uma lógica cuja versão mais elaborada, para além da “franquia” em que a Al-Qaïda se transformou, é o Estado Islâmico que se estruturou graças à desestruturação do Iraque e da Síria. São fanáticos que negam a política consuetudinária como meio de expressão de reivindicações e direitos: negam, no fundo, a própria ideia de “direitos”, inclusive o direito à vida, como fica claro no gesto assassino que vitimou o Charlie Hebdo. Do outro, estão os neofascistas – ou antigos redivivos – que se agarram à bandeira do anti-islamismo também fanático como meio de arregimentar “as massas” em torno de si e de suas propostas. Agem de acordo com as características próprias dos países em que atuam, mobilizando, de acordo com as circunstâncias, as palavras adequadas. No Reino Unido, criaram o United Kingdom Independence Party – UKIP, Partido da Independência do Reino Unido, nome malandro que oculta e ao mesmo tempo carrega a ojeriza pela União Europeia. Na França têm a Front Nationale da família Le Pen, que mobiliza o velho chauvinismo francês que lateja o tempo todo desde o caso Dreyfus, ainda no século XIX. Na Alemanha é feio ser nacionalista alemão, desde o fim da Segunda Guerra. Então criou-se um movimento – PEGIDA – que se declara de “Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente”, procurando uma fachada pseudamente universalista para seus preconceitos anti-Islã e anti-imigrantes. Esta, aliás, é a bandeira comum destes movimentos: fazer do imigrante ou do refugiado político ou econômico o bode-expiatório da situação de crise que o continente vive, assim como no passado se fez com o judeu e ainda hoje se faz com os roma e sinti (ditos ciganos). Na Itália este fascismo latente se organiza com o nome de “Liga Norte”, mobilizando o preconceito social contra o sul italiano, tradicionalmente mais empobrecido. São movimentos que, embora busquem por vezes o espaço da política partidária, como é o caso do UKIP e da Front Nationale, ou mesmo da Liga Norte, têm como cosmovisão a negação da política como espaço universal de manifestação de direitos e reivindicações. Negam a política como campo de manifestação das diferenças, barrando ao que consideram como alteridade o direito à expressão ou mesmo aos direitos comuns da cidadania. O exemplo histórico mais acabado disto foi o próprio nazismo que, chegando ao poder pelas urnas, fechou-as em seguida. O caldo de cultura em que vicejam tais pinças contrárias à vigência dos princípios democráticos é o de uma crise econômico-financeira que se institucionalizou como paisagem social. Na Europa a tradição é a de que crises deste tipo levam a saídas pela direita. O crescimento do UKIP e da Front Nationale, partidos mais votados nas respectivas eleições para o Parlamento Europeu, em maio de 2013, é eloquente neste sentido. Na Alemanha as manifestações de rua do PEGIDA vêm crescendo sistematicamente, atingindo o número de 18 mil pessoas na última delas, na cidade de Dresden, reduto tradicional de manifestações nostálgicas em relação ao passado nazismo devido a seu (também criminoso) bombardeio ao fim da Segunda Guerra pelos britânicos. Deve-se notar, como fator de esperança, que manifestações contra estas formas de intolerância – o terrorismo que reinvindica o Islã como inspiração e os movimentos de extrema-direita – têm tomado corpo também. Houve manifestações de solidariedade aos mortos na França em várias cidades europeias e na Alemanha manifestações contra o PEGIDA reuniram milhares de pessoas em diferentes cidades. Mas pelo lado da exprema-direita cresce a aceitação de suas palavras de ordem na frente institucional (líderes do novo partido alemão Alternative für Deutschland têm acolhido reivindicações do PEGIDA) e junto à opinião pública. Na Alemanha recente pesquisa trouxe à baila o dado preocupante de que 61% dos entrevistados se declararam “anti-islâmicos”. Como ficou feio alegar motivos racistas, o que se alega agora no lado intolerante é a “defesa da religião” ou a “incompatibilidade cultural”. Os assassinos do Charlie Hebdo gritavam – segundo testemunhas – estarem “vingando o profeta”, referência a caricaturas de Maomé consideradas ofensivas. Na outra ponta jovens da Front Nationale, também no ano passado,  recusavam a pecha de racistas e declaravam aceitar o mundo muçulmano – em “seus territórios”, não na Europa agora dita “judaico-cristã”, puxando para seu aprisco a etnia ou religião que a extrema-direita europeia antes condenava ao ostracismo, ao campo de concentração e ao extermínio. Os partidos e políticos tradicionais, em sua maioria, estão brincando com fogo, sem se dar conta, talvez. Não aceitam o reconhecimento, por exemplo, que grupos por eles apoiados na Ucrânia são declaradamente fascistas, homofóbicos e até antissemitas. Preferem exacerbar o sentimento antirrusso e anti-Putin. Durante mais de uma década as duas agências do serviço secreto alemão concentraram-se em esmiuçar a vida dos partidos e grupos de esquerda (além dos possíveis terroristas islâmicos) e negligenciaram criminosamente o controle sobre os grupos e terroristas alemães. No momento o “grande terror” que se alastra no establishment europeu não é o de que a extrema-direita esteja em ascensão, embora isto também preocupe, mas é o provocado pela possibilidade de que um partido de esquerda, o Syriza, vença as eleições na Grécia (marcadas para 25 de janeiro), forme um governo, e assim ponha em risco os sacrossantos pilares dos planos de austeridade. Nega-se o pilar da democracia: contra o Syriza agitam-se as ameaças de expulsão da Grécia da zona do euro e até da União Europeia; ou seja, procura-se castrar a livre manifestação do povo grego através da chantagem política e econômica. Se as coisas continuarem como estão, poderemos estar assistindo o suicídio da Europa que conhecemos. O que nascerá destes escombros ainda se está por ver, mas boa coisa não será, nem para a Europa, nem para o mundo.
 
Texto de Flávio Aguiar

Nove Anos Do Blogue Macloulé


Falta um ano para que o blogue macloulé faça uma década de existência. Por aqui já passaram discussões sobre abates de árvores. Movimentos contra a exploração de petróleo no Algarve. Algumas das maiores manifestações populares que o concelho de Loulé (e o Algarve) viu nas últimas décadas. Acampadas em frente à Câmara Municipal de Loulé contra a austeridade e pela liberdade de expressão. Por aqui se mandaram emigrar governos em defesa das urgências dos louletanos, Saiu-se à rua de cuecas e fez-se greve de fome em prole da escola pública e em resposta à barbárie governativa. Ajudou-se a tirar sem abrigos das ruas. Participou-se activamente na luta contra as portagens. Fez-se solidariedade glocal contra a agressão israelita à palestina. Criticou-se políticos e políticas de todo o tipo quando se achou justificado. Agradeceu-se o lixo autárquico despejado à porta de casa. Sensibilizou-se para o problema das alterações climáticas. Fez-se sátira com a prisão de Sócrates. Cercou-se a sede do PSD em Loulé em protesto ao senhor Primeiro-Ministro Coelho contra a destruição de Portugal. Foi-se de férias à Manta Rota e à aldeia da Coelha. Ganhou-se fama de maluco num país carente de cidadania. Gente nova entrou na nossa vida e muitos inimigos de estimação. Debateram-se ideias e divulgaram-se livros. Fez-se poesia.  Fecharam-se os comentários para não haver problemas com tribunais. Passaram por aqui ameaças políticas de sermos postos às contas com a justiça. Protestou-se contra taxas injustas. Perdeu-se o formato inicial do blogue por motivos ainda hoje não totalmente conhecidos (provavelmente iliteracia informática), etc, etc, etc. Nove anos de vida bem vivida. Por enquanto resiste-se ainda à austeridade e à doutrina de choque implementada pela Troika e pelo governo de Passos Coelho. Não sabemos até quando. Há uma coisa que sabemos. Tal como disse um dos principais mentores do grande Charlie Hedbo, mais vale morrer de pé do que viver ajoelhado. Viva a vida!

sexta-feira, janeiro 09, 2015

Confundir a lógica das coisas com as coisas da lógica

As televisões têm como comentadores sobre o atentado, generais, directores da polícia, coordenadores dos grupos anti terroristas e chefes de operações especiais. Entrevistam ministros da administração interna, chefes de serviços secretos. Um deles explica agora na SIC Notícias a necessidade de suspender as liberdades, como a livre circulação, por "boas razões", temporariamente. Eu, aqui no meu facebook, vou ouvindo estes fantasmas com um olho e com o outro lendo com atenção e pausadamente os artigos que em Portugal e por este mundo escrevem os filósofos, antropólogos, sociólogos, historiadores, especialistas em religiões, imigração, desigualdade social, geopolítica e que levantam tantas questões, uma parte das quais sem resposta, ainda. Estamos em directo a ser convencidos que, que matando estes 2 loucos, estes bábaros, o dia a dia retomará a normalidade. Um dia disse a um dos meus filhos, então com 9 anos, que ele não tinha já idade para dormir de peluche, era uma vergonha, e ele respondeu-me "se não contares a ninguém, é como se eu dormisse sem ele". Disse-lhe que não era bem assim, era preferível ele dormir sem ele e continuar a pensar que dormia com ele porque a realidade tem mais força do que as palavras, se fazemos coisas absurdas não mudamos a realidade com palavras, a realidade vai-se tornar absurda com o tempo. E contei-lhe então um dos meus poemas preferidos, tentando explicar-lhe o meu ponto de vista, porque estava convencida que a maioria das pessoas não identifica os problemas e cuidadosamente inventa outros. É aquele da Natália Correia: "Temos fantasmas tão educados, que adormecemos no seu ombro, sonhos vazios, despovoados, de personagens do assombro…".
 
Texto de Raquel Varela, publicado no seu facebook. O título do post é do macloulé.

Descansa Em Paz, Charlie


quinta-feira, janeiro 08, 2015

Radicais Há Muitos, Seu Palerma!

Já há quem diga que a extrema-direita que pode vir a ganhar as eleições democráticas em França é mais dócil. Entre o pai Le Pen que diz que com o Ébola resolvia em três meses o "problema" da imigração e a filha Le Pen que no dia a seguir ao atentado do Charles Hebdo propõe o regresso da pena de morte sobre a forma referendária, venha o diabo e escolha. Perdoem-me ser tão directo mas quem diz estas coisas ou não pensa ou não sabe o que diz. E querer comparar esta extrema-direita com a "perigosa" esquerda dita radical que defende a renegociação da dívida e defende a educação pública, o serviço nacional de saúde e a protecção social dos cidadãos e o direito destes a uma legítima vida digna é confundir tudo.

Respeito, Coragem e Dignidade, Obrigado!

La rédaction de Charlie Hebdo a accepté notre invitation à poursuivre leur travail dans les locaux de Libération. Pour Libération, cette invitation était une évidence. Nous les avions déjà accueillis quelques semaines après l'attaque de leurs locaux en 2011. Nous mettons à leur disposition tout ce qui leur sera nécessaire pour produire leur journal.
 
La rédaction de Libération.

Não Há Alternativa, O Que É Que Não Percebem?

Não demorou tempo nenhum a direita fascista a cavalgar os acontecimentos. Muito mais rápido do que se poderia pensar. Para quem não sabe a direita xenófoba de Marine Le Pen está altamente bem colocada para ganhar as próximas eleições em França. O "não há alternativas" pode levar a Europa de regresso à barbárie.
 

Um Novo (?) Fantasma Percorre A Europa...


Há duas questões que é preciso diferenciar com lucidez no ataque ao Charlie Hebdo de ontem. A primeira é o hediondo e bárbaro (sim, no sentido de contrário à civilização, por muito etnocêntrica discussão que possa merecer esta categoria) de ontem por indivíduos sem escrúpulos e carregados de ódio que assassinam seres humanos. A segunda é a séria discussão que é necessário fazer sobre as causas e consequências deste tipo de fenómenos e como evitar a ascensão da extrema-direita montada em discursos xenófobos e racistas. Um desafio enorme, histórico, social e político.

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Todos Somos Charlie


Contra a barbárie e em defesa da civilização. Um acto terrorista, é isso mesmo, um acto terrorista, cometido por criminosos contra a liberdade de expressão. A partir daqui é extraordinariamente importante não confundir o Manuel Germano com o género humano. O contexto societal aconselha a não alimentar extremismos.

Visitas De Amigo

Vá lá, vou escrever isto que me parece que ainda pouca gente o disse. As pressões sobre o poder judicial por parte dos socialistas sobre o pretexto das "visitas de amigo" ao ex-Primeiro-Ministro José Sócrates ficarão para a história portuguesa como um dos mais lamentáveis episódios da vergonha nacional.

terça-feira, janeiro 06, 2015

Ainda Sobre Ulrick Beck, Sociologia e...Política

Ao reler alguns dos textos do sociólogo alemão Ulrich Beck, falecido no dia 1 de Janeiro do novo ano, sou confrontado com o pensamento de um intelectual que representava, na Alemanha e na Europa, a herança de uma social-democracia entretanto extinta pelos programas de direita dos partidos “socialistas” e social-democratas” do velho continente e por figuras como Schroeder, Blair ou, em perfil mais baixo, Hollande. Aquando da sua comunicação ao VIII Congresso Português de Sociologia, em Abril de 2014, em Évora, deplorava o estado atual da Europa, propício aos ódios nacionalistas e xenófobos. Clamava então por medidas elementares como um salário mínimo ou um subsídio de desemprego europeus, criticando o suicidário rumo neoliberal dirigido pela Alemanha, sob o neologismo Merkiavel e que esvaziou os direitos democráticos de codecisão dos parlamentos grego, português, italiano, espanhol e, por último, também alemão. Defensor da reestruturação da dívida dos países periféricos, Beck manifestava-se contra a inevitabilidade do discurso económico hegemónico, argumentando que a modernidade, nas suas metamorfoses, tem vias plurais e alternativas. Batendo-se contra a ideia do fim da política e da “privatização do Estado”, levada a cabo pelo que chamava de “Internacional do Capital”, exigia uma Europa construída a partir de baixo, capaz de expropriar à economia, devolvendo à política, o poder de decisão. Por isso, denunciava a aliança entre empresas, governos nacionais e poderes económicos que driblavam as regras da democracia e da própria decisão parlamentar ao imporem decisões através da União Europeia, do Fundo Monetário internacional ou do Banco Mundial. Dizia, ainda, que “a transnacionalização do Estado significa uma ampla desdemocratização da política”1 , patente no regime internacional da austeridade, imposto sob o lema do medo e da repressão, isto é, “quem não concordar com o pacote de austeridade dos governos é antieuropeu”. Herdeiro de uma tradição iluminista que não hesitava em radicalizar as bases reflexivas e críticas do movimento das Luzes, Beck abominava a dissolução pós-moderna e as terceiras vias. Hoje, ao olharmos para os programas e as posturas dos partidos do clássico espaço social-democrata, incluindo o caseiro PS, percebemos bem como Beck permaneceu fiel a um certo ideário de justiça redistributiva, de regulação do Estado, de primado da política e da soberania dos povos dentro de um cosmopolitismo solidário, e de como esses partidos o abandonaram.

1 Ukrich Beck, Liberdade ou Capitalismo?, São paulo, UNESP, 2003

Texto de João Teixeira Lopes aqui:

A Bonomia Do Costa Do Castelo

Este Costa é uma anedota. Quando a Troika nos condena à austeridade perpétua o homem quer sopas, tranquilidade e descanso. E claro, a cadeira do poder. Esta bonomia costuma ter como resultado bater com estrondo nisso a que costumamos chamar de "realidade".
 

segunda-feira, janeiro 05, 2015

Ulrick Beck (1944-2015)

Uma bonita homenagem a Ulrick Beck através de um excelente artigo de jornal do Gustavo Cardoso. Vale a pena ler porque acrescenta lucidez ao mundo em que vivemos.
 

sábado, janeiro 03, 2015

Para Além Dos Dias De Lixo

A época de Natal e o fim de ano teve uma coisa boa. Aproveitei para ler. Numa época em que somos devorados pela voracidade dos tempos que correm, ler é um privilégio que nos ajuda a manter a sanidade mental e ao mesmo tempo mantém-nos a uma certa distância dos dias de lixo (a expressão é de Pacheco Pereira). Entre Firmino da Costa, Piketty, o livro de Beevor e Cooper sobre Paris após a libertação (1944-1949) e o regresso ao grande Pierre Bourdieu (faz este mês de Janeiro 13 anos da sua morte), o austeritarismo fica por momentos em suspenso. Saudades de uma vida normal e digna.

Um Presidente Da República Que Não Respeita Os Portugueses

Façam lá um esforço de comparação por favor (façam esse esforço porque vale mesmo a pena). Comparem o discurso de Cavaco Silva de 5 de Outubro de 2014 com o discurso de Cavaco Silva de 1 de Janeiro de 2015. Três meses apenas de diferença e as contradições só podem ser explicadas se colocarmos a hipótese do desmaio lhe ter feito mal ao juízo.
 

sexta-feira, janeiro 02, 2015

As Políticas De Saúde No Algarve À Deriva

Face à procura acrescida dos serviços de urgência do Hospital de Faro no dia de hoje, 2 de Janeiro de 2015, o Director do respectivo serviço (de urgências) aconselhou as pessoas com situações menos graves a dirigirem-se preferencialmente aos serviços de urgência básica do Centros de Saúde da região e a pergunta que me ocorre é sobre o que pensarão Pedro Nunes, director do Centro Hospitalar do Algarve e Paulo Macedo, Ministro da Saúde que ainda há uns poucos meses atrás recebiam e davam orientações para fechar esses mesmos serviços básicos de urgência.

quinta-feira, janeiro 01, 2015

Piketty Recusa A Legião de Honra Das Mãos de Hollande

O influente economista francês Thomas Piketty, autor de “O Capital no Século XXI”, recusou hoje a mais alta distinção de França, a Legião de Honra, com críticas ao Governo socialista no poder.
“Acabei de saber que fui nomeado para a ‘Légion d’Honneur’. Recuso esta nomeação porque penso que não cabe ao Governo decidir quem é honorável”, disse Piketty à agência France Presse.