sexta-feira, agosto 31, 2012

Quem Se Mete Com O Miguel Relvas Leva

Demite-se a Administração da RTP.

Depois Do Custe O Que Custar, Temos Uma Nova Máxima Ultraliberal, Digam O Que Disserem

"Digam o que disserem, o programa está a correr melhor do que se pensava "

António Borges, consultor do Governo, referindo-se ao programa que os economistas chamam de "ajustamento".

A Reunião Secreta Do Tó Zé

O Mundo Ao Contrário

Os mineiros Sul-Africanos foram barbaramente mortos pela polícia e como resultado os outros mineiros em greve que sobreviveram ao massacre foram acusados pelos tribunais. Isto é o que acontece nos países onde se deixa que se confunda a democracia com a casa da tia. Onde os cidadãos dizem: 'É a vida". "Eles é que mandam". "O que é que a gente há-de fazer?"

http://www.publico.pt/Mundo/mineiros-sulafricanos-vao-ser-acusados-de-homicidio-1561010

quinta-feira, agosto 30, 2012

terça-feira, agosto 28, 2012

Só temos a mumia?

Um texto de José Vitor Malheiros. Leitura obrigatória.

Só temos a mumia?

O exercício da cidadania numa democracia não se esgota na prática do voto durante as eleições – ainda que seja a isso que se limita a prática democrática da maioria dos cidadãos, para não falar do número, crescente, daqueles que se abstêm até desse gesto mínimo.

Espera-se de um cidadão responsável que, na medida das suas possibilidades e interesses, aja politicamente, que participe nos debates políticos onde estão em causa os princípios que moldam a vida pública e as normas da vida em sociedade, que tome posição, que defenda os seus pontos de vista e os seus interesses usando os meios à sua disposição, da discussão pública no café ou no Facebook ao uso dos meios de comunicação clássicos e de outros fóruns.

Espera-se de um cidadão responsável que interpele os poderes, que use os instrumentos legais para o fazer, da participação em reuniões públicas da sua autarquia ao lançamento de petições e abaixo-assinados, que promova iniciativas legislativas cidadãs e envie projectos de lei ao Parlamento. Que participe nas organizações profissionais e sindicais que lhe dizem respeito, que lute por condições que garantam maior equidade, justiça e bem-estar para si, para os seus camaradas de trabalho e para a sociedade em geral. Que se envolva na actividade partidária, que participe em movimentos de cidadãos, que se envolva em organizações de defesa dos direitos humanos, de defesa do ambiente, de promoção do património cultural, de solidariedade social, que faça trabalho voluntário para causas humanitárias. Que se envolva nas organizações que visam melhorar as condições de vida do seu bairro, da sua cidade, da sua escola ou do seu emprego. Que denuncie os crimes de que tem conhecimento ou suspeita, que não feche os olhos à corrupção.

Espera-se de um cidadão responsável que reclame e que se indigne, que proteste e que se manifeste no espaço público em defesa dos direitos de todos, que promova concentrações, que organize manifestações, que lance palavras de ordem, que mobilize os seus concidadãos para as causas que lhe são mais caras.

Espera-se de um cidadão responsável numa democracia que não se cale e não se acomode, porque é esta inquietação e este envolvimento, são estas palavras e estes gestos, são estes sentimentos de dever e de responsabilidade para connosco, para com os outros e para com os nossos filhos que constituem o sangue da democracia – e não os rituais cada vez mais desprovidos de sentido das eleições, que nada ou quase nada mudam, onde apenas se escolhem nomes de entre opções pré-seleccionadas por umas dezenas de apparatchiki desconhecidos e de idoneidade duvidosa, onde todos os compromissos são jurados mas nenhum é cumprido, onde nenhuma responsabilização individual é possível, onde as opções possíveis estão limitadas a um oligopólio de partidos e onde o poder, faça-se o que se fizer, nunca foge a um cartel que tem como credo o servilismo absoluto ao poder corrupto e nunca escrutinado da finança.

Estes cidadãos responsáveis e empenhados são essenciais à democracia porque uma democracia que só se anima durante um dia de quatro em quatro anos não é uma democracia, mas apenas a múmia seca de uma democracia. Só que estas acções, esta agitação democrática, só fazem sentido se ela estiver de facto entretecida com a democracia das organizações, dos partidos, da política, do poder, do Estado. Esta vida democrática só faz sentido e só a declaramos como vital porque pressupomos que, nas organizações da sociedade, nos poderes e no Estado, alguém a ouve e que ela alimenta a acção política. E a nossa natural bondade gosta de pensar que esse alguém que ouve o povo é um poder benigno ou pelo menos que tenta ser justo ou, no mínimo, prudente. Gostamos de pensar que entre esta sociedade civil (para usar a fórmula consagrada) e um Estado democrático existe diálogo e que todas as manifestações dos cidadãos são de facto ouvidas, levadas em conta, pesadas. E que, em caso de grande dissidência, existe sempre a Justiça para arbitrar os conflitos.

Mas… e quando isso não acontece? E quando do lado do poder temos governantes sem escrúpulos e que apenas conquistaram o poder mentindo? E quando se fazem surdos a tudo porque a única coisa que querem é construir uma sociedade de senhores e de escravos invocando a legitimidade do seu mandato para governar? E quando tudo o que pretendem é espoliar o Estado das suas riquezas para as entregarem aos donos dos negócios onde eles já asseguraram o seu emprego futuro? E quando os tribunais aceitam suspender a lei para se submeterem aos ditames deste Governo? E quando as regras do jogo limitam os cidadãos, mas os governantes podem fazer batota? E quando todos os dados estão viciados? E quando todas as formas de intervenção democrática que não sejam a múmia estão bloqueadas aos cidadãos?

José Vítor Malheiros – “Público” 28 Ago 2012

Perigo, Lavador de Cérebros Em Directo Na TV

O Cano De Uma Pistola Pelo Cú

O cano de uma pistola pelo cú

Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qua
l brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.

Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.

Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.

Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.

A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.

Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.
E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.

Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.

A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.

A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.

Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.

Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.

Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos.

Juan José Millás, texto publicado no El Pais

segunda-feira, agosto 27, 2012

O Tó Zé do PS

O Tó Zé do PS, como chama a atenção Rui Tavares hoje no Público diz que quando fôr primeiro ministro vai voltar a nacionalizar a televisão pública. O problema é que os portugueses não querem que ela se extinga, aqui e agora. O Tó Zé deveria ter vergonha do seu taticismo político na forma como faz oposição em Portugal. O Tó Zé sabe que este governo vai ser varrido (como os anteriores) do mapa político pelos portugueses. O que significa que se o PS apresentar como candidato um porco, uma vaca ou uma lagartixa, o resultado seria o mesmo que apresentar um Tó Zé. O pior vai ser quando o To Zé chegar a Primeiro Ministro com o país em ruínas.

domingo, agosto 26, 2012

Privatizem A Puta Que Os Pariu

Dia 2 de Setembro, a poesia sai de novo à rua, desta vez em defesa da televisão do povo



Pessoal do Algarve. Vamos organizar uma excursão de autocarro para defender a RTP do Povo dia 2 de Setembro? O fascismo ultraliberal não passará.

sábado, agosto 25, 2012

Tudo Em Crato Lembra Salazar

Governo quer que 50% do ensino obrigatório seja para ensino profissional. Tudo bate certo neste governo. Que outra melhor forma haveria de dividir a sociedade em ricos e pobres?

A Poesia Saiu À Rua



O Movimento de Cidadãos em Defesa dos Serviços de Saúde de Loulé congratulou-se com as declarações do ministro da Saúde, Paulo Macedo e considerou a manifestação de 3 de agosto “crucial” para a decisão de manter o serviço de urgências de Loulé.

Este grupo agradece, em comunicado, aos mais de um milhar de residentes no concelho de Loulé que, “de forma contundente, participaram e apoiaram com a sua presença física e/ou nas redes sociais” a manifestação realizada em Loulé contra o encerramento das urgências.

O movimento entende que este “magnífico acto de cidadania” da população louletana “foi crucial” para a decisão anunciada quarta-feira pelo ministro da Saúde.

Os elementos que constituem este movimento manifestam-se ainda solidários para com as lutas das populações do resto do país onde o governo manifestou a sua intenção de fechar as urgências.

In Região Sul.

sexta-feira, agosto 24, 2012

Para Além De Querer Acabar Com As Urgências O Governo PSD/CDS Quer Rebentar Com Os Médicos Que Fazem As Urgências

Cem Mil

Chegámos, enfim, ao número redondo das cem mil visitas. Ao fim de vários anos a blogar, quase ao ritmo de um post por dia, os nossos textos estão menos reflexivos, mais interventivos e mais agressivos. Sinais dos tempos. Que ninguém pense que isto vai lá com falinhas mansas.

Emigrem Filhos Da Fruta

Chamaram-nos piegas. Disseram-nos que tínhamos que emigrar. Tentaram-nos convencer que o desemprego é uma oportunidade. Disseram-nos que para o nosso país se desenvolver tínhamos quase todos que empobrecer. Dizem-nos em cada minuto que passa que vivemos acima das nossas possibilidades. Cortaram-nos os nossos já míseros salários. Roubaram-nos os subsídios de Férias e de Natal. Encolheram o nosso direito ao descanso acabando com feriados que fazem parte da alma da Nação. Privatizam o oxigénio. Destroem o Estado Social atacando ferozmente a Saúde, a Educação e a Protecção Social dos Portugueses. Aumentam brutalmente os impostos sobre os indivíduos e as empresas. Facilitam os despedimentos e encolhem a protecção social no desemprego. Dizem-nos que os nossos salários, já dos mais baixos da União Europeia, têm que baixar para sermos mais competitivos. Tentam convencer-nos que a austeridade é a cura para os efeitos desastrosos da austeridade. Dizem-nos que tudo isto é uma inevitabilidade. Que a culpa é nossa porque somos preguiçosos.

O rol de asneiras ministeriais não tem fim. É preciso dizer basta. Temos que mostrar a esta gente que nos (des) governa que não nos merece. Que são eles que têm que emigrar. Que o nosso esforço e o nosso mérito naquilo que conquistámos na vida não foi feito à imagem de um Relvas qualquer. Que quem nunca fez nada na vida foram eles que apenas viveram dos favores dos partidos. Que este país tem futuro. Que o futuro não pode existir sem auditar publicamente uma dívida que nos condena à escravidão. Que se o euro nos destrói a vida nós não temos problemas em trocá-lo por uma moeda que nos dê vida. Que a dignidade não pode estar cotada em bolsa. Que é aqui e agora que resgatamos a nossa vida a quem nos quer tirar a vida.

Temos todos que sair de novo à rua e mostrar a esta gentinha que se eles não mudam de políticas nós só temos o remédio de os fazer mudar de vida. Mandaram-nos emigrar dizendo-nos descaradamente que não tínhamos lugar no nosso país. Mas nós sabemos bem que a solução para Portugal só tem um primeiro passo com a emigração deste governo. Só a rua pode trazer esperança a um futuro decente para todos nós. O sistema político como ele funciona actualmente não é regenerável. É preciso sair à rua e gritar alto e com bom som, emigrem vocês filhos da fruta!

João Martins

quinta-feira, agosto 23, 2012

Televisão Pública

Procuram-se Parceiros Para Fundar Movimento Social Anti-Austeridade

François Hollande Também Já Faz Ultimatos À Grécia

Se alguém pensa que a corja socialista poderia ser melhor que a corja do PSD/CDS está profundamente enganado. É tudo a mesma canalha.

Vem Aí Mais Austeridade

terça-feira, agosto 21, 2012

Aníbal Interrompe As Férias Para Inaugurar Hospital Privado Em Albufeira

O Movimento de Cidadãos em Defesa dos Serviços de Saúde de Loulé classificou hoje como uma «imoralidade» a presença do «Presidente da República de Portugal Aníbal Cavaco Silva, na inauguração de um Hospital Privado em Albufeira».

Segundo o Movimento, «este mesmo Presidente não disse uma palavra sobre os bárbaros cortes na Saúde dos portugueses previstos no Orçamento de Estado para 2013 e sobre o encerramento das urgências no país e no Algarve».

O Movimento, em comunicado, condenou também «o anunciado corte orçamental de 200 milhões de euros no Sistema Público de Saúde pelo governo PSD/CDS».

O Movimento de Cidadãos em Defesa dos Serviços de Saúde de Loulé aproveitou igualmente para anunciar «mais acções de luta» nas próximas semanas contra o fecho das Urgências Básicas naquele concelho, depois do sucesso que foi a «manifestação de perto de um milhar de cidadãos às portas da Câmara Municipal de Loulé a demonstrar claramente a vontade popular de recusa do encerramento das Urgências».

A terminar, o Movimento apela a todos os portugueses que «se unam na defesa do Serviço Nacional de Saúde público» e denuncia «a ofensiva ultraliberal no sentido da privatização acelerada do Sistema de Saúde em Portugal». 

segunda-feira, agosto 20, 2012

Esta canalha fascista do PSD/CDS que nos governa não tem um pingo de vergonha na cara

domingo, agosto 19, 2012

Bloco De Esquerda Ocupa Calçadão De Quarteira

1. O Bloco de Esquerda ocupou o Calçadão de Quarteira, espaço deixado livre pelo PSD que com medo da rua levou o Pontal para o AquaShow. Quem pensava que o movimento ocupa não chegava à vida partidária está muito enganado.

2. Depois de ouvir Ana Drago a fazer o diagnóstico mais lúcido sobre a situação portuguesa, assisti in vivo a um dos últimos discursos do mais consistente líder partidário da actualidade. Tanta consistência política para um povo tão pouco esclarecido politicamente explica o divórcio do eleitorado com o Bloco de Esquerda. Ser do Bloco é hoje um estigma mas isso deve-se mais á ignorância política do povo português do que à consistência de Louçã.

3. Depois de Louçã e Drago terem dito tudo aquilo que repito em casa todos os dias reforçando a minha convicção que mais importante que o emissor e a mensagem é a estrutura de recepção da mensagem pelo receptor, fui passear pelo Calçadão de Quarteira. As duas primeiras conversas que incautamente assisti diziam respeito à arbitragem do Benfica-Braga. A terceira foi a de uma jovem rapariga com perto dos seus vinte anos. Dizia ela na Feira do Livro de Quarteira que o único livro que leu até ao fim foi, imaginem lá, o código da estrada.

4. Sai do comício a pensar que se não tenho dúvidas de que a solução para o país só pode vir da união da esquerda, seja lá isso o que fôr, a actuação dos partidos políticos não chega. Só a rua e os movimentos sociais podem produzir o salto necessário à mudança Pós-Troika. Ana Drago está cheia de razão, só a luta cara a cara pode mudar a relação de forças favorável à direita radical. É em cada casa. Em casa rua. Em cada bairro. Em cada aldeia, vila e cidade, que as coisas podem mudar. E mudar é recusar a doença austeritária e mandar emigrar a canalha ultraliberal. Sem dó, nem piedade, porque os valores mais básicos da dignidade humana já foram mais que violados.

sábado, agosto 18, 2012

As Urgências Ficam Em Loulé, O Governo Que Emigre!

Arrogância ou Clarividência?

Para tornar Portugal uma sociedade decente não basta mudar de governo. Podemos mesmo levantar a hipótese de que mudar de governo de nada serve. Era preciso mudar de povo. Mas acontece que quando se muda de povo esse povo já não é mais o mesmo. É outro.

sexta-feira, agosto 17, 2012

A Islândia Prova Que Há Alternativa

O resgate islandês é um exemplo e tem lições a dar aos restantes países em crise que estão sob assistência financeira, afirmou esta segunda-feira o chefe de missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Islândia.


Há Qualquer Coisa No Ar


Três suicídios por dia em Portugal. 13º mês para ninguém em 2013. 69% de estudantes dizem pretender emigrar quando acabarem os seus cursos. O futuro roubado pelos senhores da finança. Do que estamos à espera para fazer a revolução em Portugal?

quarta-feira, agosto 15, 2012

Análise do discurso de Passos Coelho na Festa do Pontal (Por João Martins)

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Bertold Brecht

terça-feira, agosto 14, 2012

Há Quem Tenha Medo Que O Medo Acabe

Passos dá ordem de detenção a quem abusar nos protestos contra as portagens na Via do Infante. A poesia está na rua doutor Passos Coelho.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Demucratura

Ontem era Democracia, Hoje Vivemos em Plena Ditadura
 
Hoje dia 12 de Agosto ficará gravado para sempre na minha vida. Fui alvo de pura agressão e abuso de autoridade. Ontem, dia 11 de Agosto, participei com todo o orgulho numa vigília perto da residência de férias do actual Presidente da Republica e principal culpado por Portugal ter chegado ao ponto de hoje, acção promovida pela Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI). Como era esperado nem chegamos junto da residência nem nenhum elemento da CUVI foi recebido por alguém. Enquanto permanecemos no local fomos acompanhados por vários órgãos de comunicação social e sempre acompanhados pela GNR, força policial que foi sempre cordial e até estivemos em convívio por algumas horas. Tudo correu bem. Como estava anunciado hoje dia 12 de Agosto, iria a CUVI tentar entregar uma pasta com documentação, diversa, para que o actual 1º Ministro ficasse com conhecimento da pretensão da CUVI. Mais uma vez não nos deixaram aproximar e o mais grave, nem passar numa rua paralela á residência de férias do PM. Qualquer cidadão podia passar, tanto de carro como apeado, só uma dúzia de pessoas e os jornalistas é que não. Existiram alguns momentos de tensão entre nós e a autoridade no local (GNR), momentos absolutamente normais e sem agressões. Como no local encontrava-se um Energúmeno que nos foi apresentado como sendo o chefe de segurança do PM e como era a ele que seria entregue a pasta dos documentos, foi solicitado que a pasta fosse entregue a um agente fardado (GNR), acto que está filmado até ao momento que o Energúmeno apercebeu-se do ridículo que era o agente fardado quase esticar o braço para lhe entregar a documentação e afastou-se de imediato. Mais uma vez estivemos algumas horas em convívio com a autoridade fardada e com os jornalistas. Gritávamos algumas palavras de ordem para “animar” quem se ia juntando no local e entregávamos um flyer com a Marcha do Pontal no próximo dia 14 de Agosto. Cerca das 13h00 afastamo-nos do local e fomos descansar um pouco e comer algo. Não faço parte da CUVI mas sim sou, apoiante por considerar e subscrever as suas iniciativas importantes para o ALGARVE.

Agressão e Abuso de Poder

Depois do nosso almoço e como muitos cidadãos mostravam a sua solidariedade para com a CUVI e seu propósito: A injustiça e o crime que foi a introdução de portagens na Via do Infante, exigindo por isso que seja retirada de imediato as portagens. Luta essa que já dura á mais de 1 ano e meio. Entendemos passear até á praia para irmos distribuindo mais flyers. O calor era insuportável e paramos no largo onde tínhamos estado de manhã mas afastados da rua onde tínhamos sido bloqueados pela GNR. Reparamos então na movimentação da segurança á civil e ficamos na expectativa que iriamos ver o PM a deslocar-se para o areal. Existe uma rua em frente, separada por um largo onde estão varias barracas montadas e em linha recta, entre a rua da residência de férias do PM e o acesso á praia. Portanto existia uma forma do PM ir para a praia sem passar por nós, bem visíveis pelos cartazes e pelas camisolas pretas. Como reparei que a comitiva (Agentes da GNR fardados e vários indivíduos á civil, entre eles o tal Energúmeno) e o PM acompanhado por uma senhora e crianças, peguei no meu telemóvel e de braços no ar fui filmando a aproximação.

Não me escondi e tornei-me bem visível para que vissem que estava no mínimo a fotografar ou a filmar com um telemóvel.

A minha intenção era de registar um suposto encontro entre as partes.

Até por não estar nenhum órgão de comunicação social no local.

Estávamos em pleno espaço público.

Começamos a gritar as mesmas palavras de ordem, como tinha acontecido de manhã.

Passaram mesmo junto a nós, sem qualquer gesto ou palavra do PM.

Estava a filmar, já as costas da comitiva quando senti uma mão a ROUBAR o meu telemóvel com uma violência tal que fiquei com um vergão no pescoço (fotos em anexo) e outras pessoas foram empurradas.

Exigi que o Energúmeno mostrasse a sua identificação mas simplesmente virou-me as costas e desapareceu com o meu telemóvel.

Como fui impedido de ir atrás do Energúmeno por outros indivíduos á civil, comecei a gritar “Gatunos e Ladrões”.

10. Passados breves minutos o Energúmeno veio devolver-me o telemóvel e disse-me olhos nos olhos: “Se abres a boca dou-te ordem de prisão”.

11. Ao ver que me tinham apagado a pasta completa onde tinha fotos minhas e não só o vídeo que tinha acabado de fazer, comecei aos gritos: FACISTAS.

12. Todos estes factos foram presenciados por cidadãos que passavam no local e por quem me acompanhava.

13. Nenhum agente da GNR fardado teve qualquer influência ou atitude perante estes factos, por tal louvo a postura.

14. Tenho fé que alguém consiga recuperar o que foi apagado e publicamente mostrado, tudo, o que acabo de descrever.

15. Aconteça o que acontecer não me calarei sobre este episódio em plena Democracia.

Quem assistiu sabe que não é a verdade do Paulo mas sim dos factos ocorridos.

E se eu me virasse ao Energúmeno pois estava á civil e nem se identificou?

Não é em nome da segurança nacional que se agride um cidadão e se rouba o seu telemóvel.

E se o tal Energúmeno tivesse chegado ao pé de mim, delicadamente, solicitando para ver o que eu estava fazendo e me tivesse exigido o “apagamento” do filme, seria a mesma coisa? Faria de boa vontade e sem qualquer revolta.

E se fosse um estrangeiro de férias a proceder como procedi, a actuação seria a mesma?

Logo eu que tenho louvado a forma como as autoridades teem agido para comigo. Logo eu que tenho tentado compreender algumas actuações das autoridades.

Hoje perdi todo o respeito por estas “figurinhas”:

Presidente da Republica, Aníbal Cavaco Silva por sentir-me ofendido pela sua afirmação: “Os Portugueses viveram acima das suas possibilidades”. Todo e qualquer cidadão comum quando viveu acima das suas possibilidades, ficou sem a sua casa, o seu carro e com ordenado penhorado até 1/3. Quem viveu acima das suas possibilidades foram Todos os Políticos e Gestores Públicos que ROUBARAM, DELAPIDARAM o erário publico sem qualquer RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL OU CRIMINAL e até PREMIADOS.

1º Ministro de Portugal, Passos Coelho por ter sido eleito debaixo de mentiras e INCOMPETENCIA PURA. Por ser CUMPLICE de ALGUNS MAFIOSOS que estão no GOVERNO. Por ter tido a COBARDIA de nem tentar apaziguar, os factos descritos acima, escondendo-se no interior de um quiosque para não ser testemunha dos factos ocorridos.

Não posso ter respeito por quem não me respeita e que penhorou o futuro da próxima geração e de Portugal.

Perdi hoje a minha postura pacífica. Não contem mais comigo para actos pacíficos.

ACORDEM, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.

ONTEM FORAM OUTROS, HOJE FUI EU E ACREDITEM QUE AMANHÂ SERÃO VOCÊS!

FORA COM A DITADURA, LUTEMOS POR UMA DEMOCRACIA VERDADEIRA.

Paulo A. G. Ribeiro

Faro, 12 de Agosto de 2012

sábado, agosto 11, 2012

Utentes Da Via Do Infante Foram À Aldeia Da Coelha E O Senhor Presidente Mandou Fechar A Rua

Criminalizem O Meu Caralho

Na cerimónia das comemorações de mais um aniversário da PSP do Porto, o ministro da administração interna declarou que vai avançar com uma lei contra o graffiti/mural político (ver aqui). Miguel Macedo e o governo de Passos Coelho têm por objectivo importar o modelo conservador que já se aplica em outros países europeus: pessoas que pintam graffiti e disputam o espaço público são encarceradas em estabelecimentos prisionais.

sexta-feira, agosto 10, 2012

Apontamentos De Final De Semana

1. O Presidente do BCE, essa sumidade não eleita democraticamente "recomenda" que se baixem os salários aos países sob resgate. Eu recomendaria ao presidente do BCE não eleito democraticamente que fosse para o raio que o parta (não escrevo o que verdadeiramente devia escrever).

2. Santana Lopes, essa sumidade que foi um dos mais brilhantes primeiros ministros da nação e que tem o curriculo adequado, como é bom de ver, para ser provedor da Santa Casa Da Misericórdia, diz que as comissões que incomodarem o primeiro ministro em férias "vão ficar mal vistas". Ainda bem que não faço parte de Comissão nenhuma por vou estar lá para lhe chamar de gatuno para cima. O fascismo está ao rubro!

Que A Marcha Do Pontal Ofusque A Festa Do Pontal


Chamaram-nos piegas. Disseram-nos que viviamos acima das nossas possibilidades. Mandaram-nos emigrar. Atreveram-se a querer-nos convencer que o desemprego é uma coisa boa. Roubaram-nos os salários. Eliminaram os subsídios de férias e de Natal das nossas vidas. Promoveram o desemprego em massa. Disseram-nos que para o país se desenvolver era preciso que quase todos nós empobrecessemos. Querem destruir as conquistas de Abril através da destruição do Estado Social. Humilham os funcionários públicos e criam uma guerra de ódios na sociedade portuguesa. Destroem as nossas vidas com a austeridade e para cúmulo fecham-nos as urgências. Matam-nos na rua nacional 125 impedindo-nos de circular na Via do Infante. Este governo não exerce só o terrorismo político. Este governo é uma máquina de produção de terrorismo psicológico. Dia 14 de Agosto, vamos ficar a perceber quem é piegas.

quinta-feira, agosto 09, 2012

Todos Em Defesa Da Fundação António Aleixo

Vamos lá a organizar uma marcha de protesto do Calçadão à Fundação. Quem quer avançar? O fascismo tem limites e não é o fim de uma fundação que tem uma funcão crucial no apoio às populações mais pobres que vai resolver a crise. O doutor Seruca Emídio que acabe com as empresas públicas municipais dos amigos e dos amigos dos amigos. É preciso para além disso criar uma Associação Para A Defesa Da Democracia. Os fascistas do PSD/CDS não têm vergonha e não conhecem limites. Se não nos organizarmos para correr  (literalmente) com esta gente eles vão-nos devorar. Acreditem.

Que A Marcha Do Pontal Ofusque A Festa Do Pontal


Chamaram-nos piegas. Disseram-nos que viviamos acima das nossas possibilidades. Mandaram-nos emigrar. Atreveram-se a querer-nos convencer que o desemprego é uma coisa boa. Roubaram-nos os salários. Eliminaram os subsídios de férias e de Natal das nossas vidas. Promoveram o desemprego em massa. Disseram-nos que para o país se desenvolver era preciso que quase todos nós empobrecessemos. Querem destruir as conquistas de Abril através da destruição do Estado Social. Humilham os funcionários públicos e criam uma guerra de ódios na sociedade portuguesa. Destroem as nossas vidas com a austeridade e para cúmulo fecham-nos as urgências. Matam-nos na rua nacional 125 impedindo-nos de circular na Via do Infante. Este governo não exerce só o terrorismo político. Este governo é uma máquina de produção de terrorismo psicológico. Dia 14 de Agosto, vamos ficar a perceber quem é piegas.

A Imprensa Estava Avisada, Ela Não Apareceu No Local Por Preguiça, Falta De Meios, Controlo Local Ou Nacional Da Informação, Vá-se Lá Adivinhar


Excelente entrevista a da Ana à Antena 1.

quarta-feira, agosto 08, 2012

Enquanto Passos Se Banha Na Manta Rota E Se Prepara Para Ser Vaiado No Pontal A Europa Prepara-se Para Implodir



Um dia destes vamos acabar com as contas congeladas pelos banqueiros e aí vamos todos pensar, deviamos ter dado ouvidos àquele tipo louco do macloulé.

Os Agentes Infiltrados Do Fascismo


Eles trabalham dentro da CML e esmeram-se para proteger a voz do dono. Quiseram controlar a manifestação contra o encerramento das urgências e apenas a conseguiram manipular uma vez que impediram as TV's da cobertura em directo, o que já não foi pouca coisa. Quanto ao resto, foderam-se. O povo saiu à rua. Mas desde já vos aviso que alguns deles não são de confiar. Outros toda a vida tiveram a fama de aldrabões. Cuidado com eles.

sábado, agosto 04, 2012

O Movimento de Cidadãos Em Defesa dos Serviços de Saúde de Loulé Lamenta O Momento Triste Da História Da Imprensa Nacional E Algarvia


O Movimento de Cidadãos em Defesa dos Serviços de Saúde de Loulé vem por este meio manifestar o seu profundo repúdio pelo péssimo serviço que a comunicação social Algarvia e as televisões nacionais prestaram ao país e aos cidadãos do concelho de Loulé ao não comparecem para a cobertura da manifestação contra o encerramento das urgências de Loulé. Com centenas de manifestantes a gritarem bem alto o seu descontentamento com a intenção do fecho da urgência de Loulé e as desastrosas políticas do governo de Pedro Passos Coelho os orgãos de comunicação social portugueses avisados através de nota de imprensa consideraram o protesto dos louletanos uma não notícia. O Movimento de Cidadãos em Defesa Dos Serviços de Saúde de Loulé considera que foi um episódio lamentável na história da comunicação social portuguesa e Algarvia.

Imagens da Manifestação Contra O Encerramento Das Urgências De Loulé (Censuradas Pela Imprensa Com O Conluío Do PSD Local)


As Urgências ficam em Loulé, o Governo tem que emigrar, foram algumas das muitas palavras de ordem mais ouvidas na manifestação que decorreu da CML até ao Centro de Saúde.

sexta-feira, agosto 03, 2012

Comunicação Social Censura Manifestação De Centenas De Pessoas Contra O Encerramento Das Urgências Em Loulé: Que Vergonha


Agradeçemos a todos a fantástica manifestação de descontentamento que o povo de Loulé levou a cabo em defesa das suas urgências. Lamentamos que a comunicação social tivesse censurado uma manifestação desta dimensão com a participação de centenas de pessoas e apelamos a quem tenha fotos ou imagens vídeo disponíveis que as possa solicitar neste blogue com a maior rapidez possível. A luta não para por aqui. Tudo faremos para que não se fechem as nossas indispensáveis urgências em Loulé!

quinta-feira, agosto 02, 2012

Carta Aberta A Ser Entregue Dia 3 De Agosto À Direcção Do Centro De Saúde De Loulé

O Movimento de Cidadãos em Defesa dos Serviços de Saúde de Loulé vem por este meio repudiar a intenção política do governo PSD/CDS e do Ministro da Saúde Paulo Macedo no sentido do encerramento do serviço de urgências da unidade de Saúde que Vossa Excelência dirige.

Este movimento considera que a ser tomada a decisão do fecho das urgências em Loulé ela assenta num triplo erro de gestão das políticas públicas de saúde para o nosso concelho.

- Um primeiro erro assente na ignorância governamental das necessidades das populações e do conhecimento das características do território do concelho de Loulé. Recorde-se que o concelho de Loulé tem onze freguesias, que percorrem as mais diversas localidades do litoral à serra sendo um concelho com uma elevada dinâmica demográfica. Como é possível que um território com uma concentração populacional desta dimensão não seja servido de uma unidade de urgências básicas?

- Um segundo erro, assente na indecência governamental, uma vez que face às fortes assimetrias sociais que atravessam o concelho, esta decisão condena as populações mais desfavorecidas socialmente e que já são aquelas que mais dificuldades têm no acesso à saúde ao abandono de si próprias numa situação em que poderiam precisar de uma resposta rápida. Como é possível que o Estado se desresponsabilize pelas populações do interior profundo do Concelho colocando-lhes à disposição um serviço de urgências a mais de uma hora de caminho das suas zonas residenciais?

- Um terceiro erro, assente na irresponsabilidade governamental, pois que com o aumento exponencial de população que procura o concelho de Loulé derivado da sua excelência ao nível da oferta turística a retirada do serviço básico de urgências de Loulé vem acrescer mais problemas aos problemas já existentes resultantes do facto do serviço de urgências do Hospital Distrital de Faro não reunir as condições necessárias a prestação de um serviço de saúde digno às populações do Algarve.

O Movimento de Cidadãos em Defesa dos Serviços de Saúde de Loulé vem apelar à pessoa do Excelentíssimo Senhor Director do Centro de Saúde de Loulé que faça chegar às autoridades políticas competentes as nossas preocupações de forma a que não se cometa um erro de extrema gravidade nas políticas de socorro rápido das populações e seja dado mais um passo na degradação progressiva do Estado Social e neste caso particular, da degradação progressiva do Sistema Nacional de Saúde.

Pelo Movimento de Cidadãos em Defesa dos Serviços de Saúde de Loulé

quarta-feira, agosto 01, 2012