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Sábado, Julho 04, 2009

Imagens da XIV Feira de Caça, Pesca e do Mundo Rural

Acabadinho de chegar da XIV Feira de Caça, Pesca e do Mundo Rural. Outro evento de excelência no Concelho de Loulé. Excelente oportunidade de dar a conhecer a fauna local, o artesanato, a gastronomia e de valorizar o tão desprezado politicamente mundo dito rural. Um evento cheio de potencialidades.



Verdadeiros caçadores em repouso colectivo.


Na sociedade dita do conhecimento, o burro, uma espécie em vias de extinção.

Sexta-feira, Julho 03, 2009

Talvez a Cultura...Talvez

Mozart - Concerto Maria João Pires



"Um pais que despreza a cultura despreza-se a si próprio enquanto nação"
João Martins

Elevar o Gosto

Jacques Brel - Ne Me Quitte Pas



Bom fim de semana!

Quinta-feira, Julho 02, 2009

O Estado do Ambiente No Algarve

Excelente programa da RTP 2. Biosfera. Veja como se trata (ou não) o ambiente no Algarve. Excelente a participação da Almargem e do Movimento Somos Olhão pela pessoa dos seus dois interlocutores.

Ver aqui: http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=24778&formato=flv

Quem diz é que é...nha nha nhan

Da elevação do debate político



A medalha de ouro da cidade de Loulé já ninguém lhe tira...

Quarta-feira, Julho 01, 2009

Pela Liberdade de Espírito e Contra os Consensos Amorfos

Anda Pacheco...



Uma lufada de ar fresco através de um olhar atento e perspicaz. Conte-se com o lugar político e ideológico de quem fala e temos um programa de excelência.

Um Milagre Sustentável

Quarteira 2009

Parque infantil junto ao Calçadão


É sempre motivo de espanto, quando aquilo que não nos devia espantar, nos deixa perplexos de espanto. Quando aquilo que deveria ser a normalidade passa a anormalidade. Quando esta anormalidade só ganha este traço distintivo pelo facto do normal ser a selva de betão armado.

Aqui mesmo, na marginal de Quarteira, junto ao já célebre Calçadão, um rasgo político iluminado de um autarca, não me interessa agora, se de nome Aleixo, Vairinhos ou Seruca, permitiu um parque para crianças onde a lógica dominante de "desenvolvimento" prometia aparentemente mais betão.

Quem não tem filhos talvez não repare na importância destes espaços na qualificação do espaço público. As famílias deslocam-se de todo o concelho ao parque para ver brincar as suas crianças. Os adultos aproveitam a esplanada do café próximo para reforçar solidariedades. A cidade ganha mais qualidade de vida. Os cidadãos agradecem estes momentos de felicidade.

Um exemplo a seguir. Qualificar o espaço urbano é devolver a cidade aos seus cidadãos. Um rasgo de clareza ao arrepio de todas as lógicas desenvolvimentistas dominantes. Uma anormalidade espacial.


Terça-feira, Junho 30, 2009

Bernard Madoff e a Falácia da Falta de Ética nos Negócios.

A maior fraude da História...



Sejamos sinceros. Ladrões, vigaristas, corruptos, bandidos e piratas, fazem parte do património histórico mundial. Em todos os tempos históricos os larápios mandaram às urtigas essa coisa da ética nos negócios. Não é tipíco apenas do estádio avançado do capitalismo predador, a falta de ética dos negócios. Nem sequer a sua característica mais marcante.

É pobre esta ideia, mais defendida por uma certa direita conservadora, de que a crise mundial que atravessamos é um problema de "ética" negocial. Não é. A crise tem motivos políticos profundos e não pode ser invertida, sem se inverterem as políticas que nos meteram neste abismo.

Ao contrário do que diz a ex-Ministra das Finanças e da Educação de Cavaco e Silva, esta crise não é só um "abanãozinho de terras" mas trata-se da maior hecatombe dos últimos 80 anos.

Foram as políticas neoliberais levadas a cabo por quase todos os governos ocidentais e estimuladas fortemente pelas grandes instâncias de orientação económica mundial, tais como o Fundo Monetário Internacional, a Organização Mundial de Comércio, o Banco Mundial, a OCDE, o Banco Central Europeu e a própria Comissão Europeia, naquilo que ficou conhecido pelo "Consenso de Washinton", e que alimentou ideologicamente à escala mundial o dogma de que o mercado se deve autoregular sem qualquer influência política do Estado, que levaram às consequências a que hoje assistimos. Aumento grave da pobreza e do desemprego. Recessão económica de nível mundial. Aumento das desigualdades sociais à escala global. Uma predatória intervenção da economia sobre o ambiente (que põe inclusivamente o planeta em risco) e a "morte" da política subjugada à economia.

Infelizmente, o reforço da direita, em quase toda a Europa, não vai permitir o inverter deste estado de coisas. A esquerda que se diz socialista e que governou vergonhosamente à direita e foi altamente conivente com este tipo de políticas neoliberais, perdeu a sua base eleitoral. A direita, sempre mais coerente consigo mesma, vai obviamente governar à direita e reforçar o caminho que conduz à miséria dos povos.

Não, não se trata de falta de ética nos negócios. O Sheriff de Nottingham e o Robin dos Bosques (mais o primeiro do que este último evidentemente) são figuras típicas de todas as sociedades. É tudo uma questão de políticas. O caos que vai sair das próximas eleições pode ser uma oportunidade de surgimento de uma nova ordem. Haverá socialismo para isso?

O Portal da Transparência...

O portal da transparência precisa de um outro portal que assegure a transparência do portal da transparência...sem ajuste directo, claro está...

Ver aqui: http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1389168&idCanal=57

1ª Reunião da Comissão Coordenadora do Movimento de Defesa do Pontal

1ª Reunião da Comissão Coordenadora do Movimento de Defesa do Pontal

Amanhã, 1 de Julho, terá lugar no PátioB@r às 18H00, em Faro a primeira reunião da Comissão Coordenadora do Movimento de Defesa do Pontal.

Nesta reunião estarão representadas as seguintes associações / movimentos:

Almargem
Associação de Proteção a Ecossistemas Costeiros
Associação Faro 1540
Bloco de Esquerda - Núcleo de Faro
Juventude Social Democrata / Faro
Liga para a Proteção da Natureza
Moto Clube de Faro
Movimento Apartidário da Cidade de Loulé
Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve
Somos Olhão

Da ordem de trabalhos da reunião faz parte a calendarização das próximas ações do MDP.

Segunda-feira, Junho 29, 2009

MacLoulé Adere ao Movimento de Defesa do Pontal

O MDP continua a crescer, o MacLoulé, Movimento Apartidário da Cidade de Loulé adere ao MDP. O MDP saúda o MacLoulé e apela em particular às organizações, e às cidadãs e cidadãos do Concelho de Loulé que adiram ao Movimento de Defesa do Pontal. Recordamos que uma área considerável da Mata do Pontal se situa no Concelho de Loulé.

Ver aqui o site do Movimento de Defesa do Pontal:
http://defesadopontal.blogspot.com/

Domingo, Junho 28, 2009

Elevar o Gosto



Boa semana de trabalho!

Os Novos Cães de Guarda

Via Abrupto: http://abrupto.blogspot.com/2009/06/coisas-da-sabado-os-defeitos-das-jotas.html

"Não sei se isto se pode dizer como se dizia do “socialismo real”: o “real” é muito mau, mas o socialismo é bom. Ou seja, os blogues são uma boa coisa, a blogosfera (política) está muito má. Má, intriguista, mesquinha, superficial, amiguista e revanchista, muito longe do país, que desconhece, muito longe da vida, que não vive, dominada por preocupações de carreira e sucesso, cheia dos vícios que tinha e tem o jornalismo, mais os das jotas. As excepções confirmam a regra, as vozes sensatas e limpas, sejam lá de que posição forem, de direita ou de esquerda, socialistas ou social-democratas, comunistas ou bloquistas, são cada vez menos, num ambiente dominado pela intriga e pela intriga intra-partidária. Hoje fazem-se blogues destinados a “colocar” pessoas sob a atenção dos partidos, e para “gerir carreiras” em base tribal, uma especialidade das jotas que antes era feita de forma mais rudimentar. Numa frase: os vícios das redacções e das jotas partidárias emigraram para os blogues políticos com imenso furor...... e com grande complementaridade. Que aliás já há muito tinham, num contínuo entre políticos “a fazerem-se” no tradeoff mediático e jornalistas no jogo da promoção de grupos de amigos dentro e fora das redacções. A isso há que somar o crescente papel que agências de comunicação e de marketing têm na blogosfera e nas suas duas ramificações mais na moda, o Twitter e o Facebook, fazendo “propaganda viral”, fazendo circular boatos e “interpretações”, sugerindo escritas e incentivando amizades e ódios. Nada disto é novo, existia em qualquer café de província, incluindo em Lisboa. A diferença é que muita gente é iludida pela novidade tecnológica do meio e esquece-se de que, na Rede, se se mete lixo, sai lixo. Ah! e convém não esquecer o trabalho dedicado e profissional de assessores governamentais que criam falsos blogues para disseminarem “análises”, boatos, informações escolhidas a dedo, dotados de arquivos e meios a que nenhum particular tem rápido acesso, como nenhum particular tem tempo para esse trabalho, 24 horas sem parar. E espero, espero mesmo, que não haja gente dos serviços de informação também nos combates blogosféricos, nas caixas de comentários, em blogues, usando todos os recursos e potencialidades da desinformação. Isto pode parecer conspirativo, mas não é. Há muitos idiotas úteis nos blogues mas alguma gente sabe que é assim e que o segredo é a alma do negócio, porque, em muitos casos, é negócio mesmo. Mas o Muito Mentiroso, o primeiro blogue que fazia parte de uma operação de desinformação a pretexto do caso Casa Pia, deixou escola. E quem denuncia este “estado” da blogosfera política com clareza, ou seja, faz o exercício crítico que a blogosfera prometia nos seus inícios, é atacado por todos os lados. Se houvesse uma campainha como a que matava o Mandarim na longínqua China, haveria listas de espera para tilintar a sineta invisível. É sempre assim quando, mais do que uma selva de opiniões abertas, começa a existir uma selva de interesses disfarçados."

Pacheco Pereira in Abrupto.

Dissidências

Peço muita desculpa mas ficaria muito incomodado comigo mesmo se não fizesse um post sobre o assunto. Subescrevo tudo o que diz a Maria Filomena Mónica.

Ver aqui: http://www.meiahora.pt/docs/185/mh158-lisboa.pdf

e aqui http://sol.sapo.pt/blogs/dissidencias

Turismo Sustentável ou Turismo Predador?

http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=30162

A Bomba Atómica dos Presidentes

Eu gostaria de perguntar ao Dr. Jorge Sampaio se ele fosse hoje Presidente da República, se já não tinha destítuido o governo de Sócrates. É que Santana Lopes parece a Virgem Maria se comparado com as "trapalhadas" do governo de José Sócrates. E não estou a falar do caso Freeport. Falo das escandalosas tentativas de controlo da comunicação social. Uma questão de regime e de decência da vida democrática. Num país a sério, amante das liberdades, esta história teria tido outras estórias. Alguém se lembra porque demitiu Sampaio Santana Lopes? Eu já não me lembro.

Sábado, Junho 27, 2009

Manifesto: O Lado Certo da História

Eu estou do lado deste manifesto... ver aqui: http://arrastao.org/sem-categoria/o-outro-manifesto/

Manifesto de 51 economistas e cientistas sociais

O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia

Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso.
É por isso imprescindível definir claramente as prioridades. Em Portugal, como aliás por toda a Europa e por todo o mundo, o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica. Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social. Em cada ano, perde-se assim mais do que o total das despesas previstas para todas as grandes obras públicas nos próximos quinze anos. O desemprego é o problema. Esquecer esta dimensão é obscurecer o essencial e subestimar gravemente os riscos de uma crise social dramática.
A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.
Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação.
Desta forma, os recursos públicos servirão não só para contrariar a quebra conjuntural da procura privada, mas também abrirão um caminho para o futuro: melhores infra-estruturas e capacidades humanas, um território mais coeso e competitivo, capaz de suportar iniciativas inovadoras na área da produção de bens transaccionáveis.
Dizemo-lo com clareza porque sabemos que as dúvidas, pertinentes ou não, acerca de alguns grandes projectos podem ser instrumentalizadas para defender que o investimento público nunca é mais do que um fardo incomportável que irá recair sobre as gerações vindouras. Trata-se naturalmente de uma opinião contestável e que reflecte uma escolha político-ideológica que ganharia em ser assumida como tal, em vez de se apresentar como uma sobranceira visão definitiva, destinada a impor à sociedade uma noção unilateral e pretensamente científica.
Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras.
A pretexto dos desequilíbrios externos da economia portuguesa, dizem-nos que devemos esperar que a retoma venha de fora através de um aumento da procura dirigida às exportações. Propõe-se assim uma atitude passiva que corre o risco de se generalizar entre os governos, prolongando o colapso em curso das relações económicas internacionais, e mantendo em todo o caso a posição periférica da economia portuguesa.
Ora, é preciso não esquecer que as exportações de uns são sempre importações de outros. Por isso, temos de pensar sobre os nossos problemas no quadro europeu e global onde nos inserimos. A competitividade futura da economia portuguesa depende também da adopção, pelo menos à escala europeia, de mecanismos de correcção dos desequilíbrios comerciais sistemáticos de que temos sido vítimas.
Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise. Para isso, é indispensável uma nova abordagem da restrição orçamental europeia que seja contracíclica e que promova a convergência regional.
O governo português deve então exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise.
Por isso, como cidadãos de diversas sensibilidades, apelamos à opinião pública para que seja exigente na escolha de respostas a esta recessão, para evitar que o sofrimento social se prolongue.

Publiquem nos vossos vossos blogues.

Os subscritores

Manuel Brandão Alves, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Carlos Bastien, Economista, Professor Associado, ISEG;
Jorge Bateira, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;
Manuel Branco, Economista, Professor Associado, Universidade de Évora;
João Castro Caldas, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural do Instituto Superior de Agronomia;
José Castro Caldas, Economista, Investigador, Centro de Estudos Sociais;
Luis Francisco Carvalho, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
João Pinto e Castro, Economista e Gestor;
Ana Narciso Costa, Economista, Professora Auxiliar, ISCTE-IUL;
Pedro Costa, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;Artur Cristóvão, Professor Catedrático, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;
Álvaro Domingues, Geógrafo, Professor Associado, Faculdade da Arquitectura da Universidade do Porto;
Paulo Areosa Feio, Geógrafo, Dirigente da Administração Pública;
Fátima Ferreiro, Professora Auxiliar, Departamento de Economia, ISCTE-IUL;
Carlos Figueiredo, Economista;
Carlos Fortuna, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
André Freire, Politólogo, Professor Auxiliar, ISCTE;
João Galamba, Economista, doutorando em filosofia, FCSH-UNL;
Jorge Gaspar, Geógrafo, Professor Catedrático, Universidade de Lisboa;
Isabel Carvalho Guerra, Socióloga, Professora Catedrática;
João Guerreiro, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;
José Manuel Henriques, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor Associado, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
João Leão, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
António Simões Lopes, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Margarida Chagas Lopes, Economista, Professora Auxiliar, ISEG;
Raul Lopes, Economista, Professor Associado, ISCTE-IUL;
Francisco Louçã, Economista, Professor Catedrático, ISEG;
Ricardo Paes Mamede, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;
Tiago Mata, Historiador e Economista, Universidade de Amesterdão;
Manuel Belo Moreira, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural, Instituto Superior de Agronomia;
Mário Murteira, Economista, Professor Emérito, ISCTE- IUL;
Vitor Neves, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
José Penedos, Gestor; Tiago Santos Pereira, Investigador, Centro de Estudos Sociais;
Adriano Pimpão, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;
Alexandre Azevedo Pinto, Economista, Investigador, Faculdade de Economia da Universidade do Porto;
Margarida Proença, Economista, Professora Catedrática, Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho;
José Reis, Economista, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
João Rodrigues, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;
José Manuel Rolo, Economista, Investigador, Instituto de Ciências Sociais;
António Romão, Economista, Professor Catedrático, ISEG-UTL;
Ana Cordeiro Santos, Economista, Investigadora, Centro de Estudos Sociais;
Boaventura de Sousa Santos, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
Carlos Santos, Economista, Professor Auxiliar, Universidade Católica Portuguesa;
Pedro Nuno Santos, Economista;
Mário Rui Silva, Economista, Professor Associado, Faculdade de Economia do Porto;
Pedro Adão e Silva, Politólogo, ISCTE;
Nuno Teles, Economista, doutorando, School of Oriental and African Studies, Universidade de Londres;
João Tolda, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;
Jorge Vala, Psicólogo Social, Investigador;
Mário Vale, Geógrafo, Professor Associado, Universidade de Lisboa.

Os Filhos Ilegítimos do Louletano Desportos Clube

Eles são os filhos ilegítimos do Louletano Desportos Clube. São formados nas camadas jovens do clube. Estou a falar do futebol, claro está. Alguns deles atravessaram todos os escalões jovens. Infantis, iniciados, juvenis, juniores e séniores. A maior parte deles nunca chega a ultrapassar a difícil barreira da transição para o escalão sénior. Poucos são os que conseguem fazer uma carreira mediana na "profissão" de futebolista. Alguns conseguem. Resistem a todas as adversidades da selva do mundo do futebol e da ausência de condições estruturais para a prática da modalidade na região e conseguem singrar a nível nacional. Contam-se pelas mãos dos dedos. Este é o caso do Idalécio. Deveria ser homenageado pelo clube pelo facto de ter andado pela alta roda do futebol. Acabou de ser "pontapeado" no final desta época num acto demostrativo da mais indigna falta de respeito pela carreira de um filho da terra. Podem sempre argumentar os iluminados dirigentes do LDC que o futebol é um mero "negócio" que não se compadece com respeito pela dignidade profissinal dos seus atletas. Mas há formas e formas de fazer as coisas. Para além do Idalécio, já tinha havido o Zé Joaquim, o Toninho Cavaleiro, o Óscar, o Maniche e porque não dizê-lo, o Miguel Fernandes. Estes são os mais conhecidos. Outros haverá. Depois não se admirem do estádio estar às moscas e dos ex-atletas virarem as costas ao clube. É que o clube não deveria confundir-se com alguns dos seus actuais dirigentes. Lamentável.

João Martins
Ex-atleta do LDC

Bom Fim de Semana!

Barbara Streisand - Memory

Festival MED

Acabadinho de chegar do festival MED. O festival continua a manter uma extraordinária qualidade. Música de muito bom gosto. Gente de todos os cantos do país e do mundo. O património arquitetónico local do centro da cidade a ser valorizado. Uma excelente combinatória entre entretenimento e cultura. Continuam de parabéns os seus mentores. O festival é uma inovação criativa de excelência.

Sexta-feira, Junho 26, 2009

Psicanálise da Política

"O Governo não dá orientações nem recebe informações da PT. Eu percebo a sua preocupação: como a linha editorial é contra o governo, não tirem de lá ninguém, pois assim é que está bem".

José Sócrates em resposta a Diogo Feio, deputado do CDS/PP, no debate parlamentar na Assembleia da República que decorreu esta semana.

Mais palavras para quê?

Quinta-feira, Junho 25, 2009

Vende-se

O blog macloulé vende o seu espaço por 1 ooo ooo euros a quem estiver interessado em acabar com as críticas às políticas de José Sócrates e do partido que se diz socialista, neste modesto espaço.

Ps: É lógico que estou a brincar. Estou muito satisfeito comigo. É só um devaneio...só isso...

Media: Concentrar para controlar

Se não sabia, devia saber...

São Cavaco de Boliqueime esteve muito bem desta vez...


O partido que se diz socialista continua a fazer os disparates políticos que sempre fez ao longo destes quatro anos...

Os resultados vão continuar a ser porreiros...

Elevar o Gosto

Liberdade de Expressão

Nós sabemos que a justiça portuguesa precisa de uma reforma profunda. Mas de vez em quanto há umas résteas de esperança de que os direitos fundamentais dos cidadãos são respeitados.

Ver aqui: http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/socrates-jornalista-queixa-crime-ministerio-publico-arquivado-tvi24/1071661-4071.html

Quarta-feira, Junho 24, 2009

Freeport: O cerco aperta-se...

Vale a pena perguntar a que tipo de gente está entregue a defesa do ambiente e a conservação da natureza em Portugal. Neste pequeno país à beira mar plantado a degradação do ambiente é um chorudo negócio...

Ver aqui...http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000021-0000-0000-0000-000000000021&contentid=59099CA4-7F7B-4E40-86BB-EB133B6AFC65

O Não Dito do Turismo Na Mina Do Sal Gema

A reflexão levada a cabo pela RTP nas minas do sal gema em Loulé, sobre a actividade turística nacional, foi rica em prós e ocultou completamente os contras. Os convidados presentes, todos eles, são agentes altamente interessados na dominação do turismo como sector principal de actividade económica. Empresários hoteleiros, promotores imobiliários, políticos locais e outros que tais, todos, são de alguma forma, os principais interessados na manutenção da monocultura do turismo e nos lucros e dependências de avultados financiamentos estatais.

É inquestionável que o turismo é um sector de actividade de uma importância fulcral para a actividade económica do Algarve e do nosso país. O que causa impressão é o sentido acrítico com que se parte para a discussão, aceitando que desenvolvimento turístico é de per si, condição necessária e suficiente, de desenvolvimento económico e social. O facto da discussão ocorrer no interior subterrâneo de uma mina do sal e de esta ser encarada já não como um sector produtivo que pode gerar alto valor acrescentado, mas como um objecto estético decorativo que deve ser ludificado, é altamente significativo da reflexão levada a cabo.

O Algarve não pode ficar preso da monocultura do turismo. O desenvolvimento económico e social de uma região tem que se fazer a partir da valorização da sua diversidade. O turismo não pode fazer esquecer o investimento nas pescas, na agricultura, na indústria, nas novas tecnologias e nas energias renováveis, no pequeno comércio e nos serviços e na formação profissional dos trabalhadores. O Turismo não pode canibalizar os apoios existentes na região para a economia, sob pena de um dia, um "azar" como um derramamento de petróleo na costa algarvia (o Diabo seja cego, surdo e mudo) arrasar a economia de uma região, de uma assentada.

Um conjunto de lugares comuns foi recorrente na discussão dos prós. É preciso valorizar o património arquitectónico. É preciso divulgar a boa gastronomia. É preciso valorizar o que de bom cá temos. É preciso apostar na valorização de novas experiências e no turismo "sexy". É preciso apostar na cultura e no entretenimento. É preciso apostar no turismo "sustentável". Tudo coisas já bem conhecidas e apregoadas aos sete ventos e nas quais é difícil não estar de acordo.

O problema, é que, quando passamos dos belos discursos, para a constatação das práticas, é que a porca começa a torcer o rabo.

O Algarve continua a ser uma lastimável vergonha em termos de (des) ordenamento do território e continua-se a construir desenvergonhadamente em cima do litoral. Mesmo quando os melhores planos e programas de ordenamento do território adquirem letra de lei. Passa-se no Vale do Garrão e pasma-se com a construção a meia dúzia de metros das dunas ditas douradas. Passa-se pela zona do parque de campismo em Quarteira e pasma-se com a quantidade de construção que ali está a crescer a meia dúzia de metros da praia. Passa-se por Albufeira e constata-se que é o próprio Estado e a Administração Regional que são juridicamente "sancionados" por construir parques de estacionamento em cima da praia. Passa-se no Pontal e é ver as populações numa luta heróica a mobilizarem-se para impedir os monstros PIN, os novos símbolos do novo riquismo parolo, que degradam a qualidade ambiental de toda uma região. Passa-se. Passa-se. Passa-se. Exemplos são como o mexilhão. Abundam e não faltam.

O turismo, que há alguns anos, no Algarve paradisiaco, já foi dito de "qualidade", é agora um turismo massificado de "pé descalço".

O que mais beneficiaria o turismo da região do Algarve, era inverter todo o conjunto de predadoras práticas, que nos conduziram alegremente até aqui. O conluío entre as políticas e uma boa parte dos políticos do Algarve e da administração central, os interesses imobiliários, ligados, ou não, directamente e indirectamente à hotelaria, e por vezes, ligados de mais, aos clubes de futebol e ao "lobbie" da construção civil, têm contribuído para destruir o mais belo património turí
stico de Portugal.

O ambiente e o turismo sustentável têm, ao nível dos discursos, entrado progressivamente na boca de autarcas e empresários locais. As práticas, essas, é que desmentem todos os dias as maravilhas da verborreia. Assim, não há turismo de qualidade que resista. Haverá nos desejos e nos discursos. A qualidade, essa, voa, paradoxalmente, em " low cost" , para outros lados do mundo. Até porque com a confusão gerada pelos estaleiros eleitorais, em plena época alta, nem podia ser de outra maneira.


Terça-feira, Junho 23, 2009

Movimento de Defesa do Pontal

Visita guiada à Mata do Pontal relança o MDP

O MDP - Movimento de Defesa do Pontal composto por entidades directamente relacionadas tanto com o Ambiente como com a Política, organizou na manhã do dia 20 de Junho uma visita guiada à Mata do Pontal, relançando este Movimento, assumindo “o compromisso de defesa intransigente dos valores naturais e sociais do Parque Natural da Ria Formosa” com o intuito de chamar a atenção para o Pontal que se encontra em risco devido a “uma legislação permissiva, baseada em Projectos de Interesse Nacional (PIN)”.

Tratou-se inicialmente duma iniciativa do Bloco de Esquerda – Núcleo de Faro, à qual se juntaram a Almargem, Juventude Social Democrata / Faro, Moto Clube de Faro, o Núcleo de Ambiente da Universidade do Algarve e a Associação Faro 1540 recentemente criada. Contando com um dia quente, o grupo de cerca de 50 pessoas não se fez rogado e deu por bem empregue o esforço necessário para vencer um belíssimo e rico percurso congeminado pelo Pontal, sempre com boa disposição e especial interesse nos discursos do orador Eng.º Luís Brás da Almargem, entendido na matéria.

O passeio contou com a presença do Eng.º Macário Correia candidato à Câmara Municipal de Faro, bem como João Santos Presidente da Almargem, os professores da Universidade do Algarve Patrício Serendero, João Brandão e José Moreira em representação do Bloco de Esquerda - Faro, um militante do Partido Comunista contando também com a presença do Namb e Juventude Social Democrata – Faro, não obstante os jornalistas Vítor Ruivo e Bruno Pires dos jornais algarvios Região Sul e Algarve123 respectivamente.

Foram avistados diversos camaleões, uma espécie protegida e em vias de extinção sendo um crime a sua recolha, trata-se de animais que não se adaptam em cativeiro e acabam por morrer. Outra espécie nas mesmas condições e observada neste passeio é a Tuberaria major também sofrendo um elevado risco de extinção, com um área de ocorrência muito limitada e descontínua. Poderá ser encontrada numa área actualmente reduzida a pequenos núcleos. A nível mundial 90% desta população encontra-se no Pontal. Uma árvore típica é o Sobreiro, verificando-se a presença de alguns indivíduos com várias centenas de anos. Observou-se obras como uma ponte com aproximadamente 100 anos e um forno de cal.

O lixo foi uma constante acompanhando-nos ao longo de todo o trajecto, por este motivo a organização tratou de “armar” os participantes com sacos de plástico para recolha dos resíduos.

Esta visita marcou o início da recolha de assinaturas para o abaixo-assinado apelando à defesa do PNRF e a sua devolução à população, recuperando-se o espaço natural do Pontal. Recolhidas as assinaturas, o documento será entregue nas Câmaras Municipais de Faro e Loulé, sendo o orador do passeio o primeiro a dar o exemplo prontificando-se a assinar o abaixo assinado.

Para mais informações sobre o Movimento:
http://defesadopontal.blogspot.com/

http://namb-ualg.blogspot.com/

Redacção e Fotografia de Pedro Abrantes (Namb).

Nota: É com muito gosto que divulgamos o MDP. Podem contar com todo o apoio do Macloulé para tão nobre causa.

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Minas do Sal: Loulé reflecte criativamente sobre o Turismo Nacional

A 240 metros de profundidade. A 30 metros abaixo do nível da água do mar. O Prós e Contras da RTP organiza o debate sobre a actividade turistica nacional. Loulé divulga o que tem de melhor e procura fazer o seu caminho em direcção às cidades criativas. Podem ter alguma razão os agitadores dos fantasmas da insegurança, mas o engenheiro responsável pela mina garantiu a segurança do local. Ficou a ideia de populismo por parte da oposição e ficou também a ideia de uma certa "dor de cotovelo" da visibilidade e do protagonismo que deu o programa televisivo ao Presidente da Câmara de Loulé, candidato do PSD às eleições autárquicas. Se há algo de propaganda eleitoral nisto e não dúvido que exista aproveitamento propagandístico do programa da RTP, por parte do edil local, ninguém melhor que o ministro distinguido com a medalha de ouro da cidade de Loulé para nos esclarecer. Factos são factos. Por uma noite, Loulé, foi, mediaticamente, o centro da reflexão sobre a actividade turística nacional. Uma última observação sobre o programa. Em noite de Prós e Contras só houve prós, não houve contras. Toda aquela minha gente faz uma vénia à monocultura do turismo. Esta é uma discussão que está por fazer.

O Mais Independente dos Comentadores Independentes

Acabei de ver o mais independente dos comentadores independentes da RTP do Governo. Refiro-me a António Vitorino, o homem a quem foi incubida a responsabilidade da realização do programa eleitoral do PS. Questionado por uma "amável" Judite de Sousa* (sempre me impressionou a aparente intimidade existente entre os dois) Vitorino, "O Independente", referiu que a postura de Sócrates face a Ana Lourenço provavelmente dever-se-ia à doçura da charmosa entrevistadora. Pagava o Macloulé uma boa parte do salário do Cristiano Ronaldo para saber quem decidiu sobre o/a entrevistador/a que iria entrevistar o "animal feroz". Para Vitorino, Sócrates não mudou de personalidade. O seu comportamento "doce" foi uma circunstância da relação entrevistado/entrevistadora. A fera está de volta. A estratégia foi um fiasco. O circo mediático continua.

* Para que não restem dúvidas considero Judite de Sousa a melhor entrevistadora portuguesa. Homens incluídos.