domingo, setembro 29, 2013

Em Loulé, O Povo É Quem Mais Ordena

Ganhou a cidadania.

A Escola Da Vergonha

4h40m. Interrupção do acampamento. Corpo todo encharcado. Sinto-me a adoecer. Amanhã é dia de aulas e não quero prejudicar os meus alunos. Volto para a porta da escola amanhã no final da tarde. Vida difícil. De cuecas os papas e mamãs ficam horrorizados. Em greve de fome ficam chocados e de megafone na mão isso perturba, segundo os adultos, as crianças. Vamos entrar na 3º semana de aulas. Fiquei a saber hoje que o Pedro fez um ditado em que deu 18 erros coisa que nunca tinha acontecido em anos anteriores. Não sei se o ditado era do 3º ano ou do 4º ano. A humilhação e a tortura psicológica têm limites e estou a começar a perder a paciência. O senhor director na primeira semana nada fez porque só o podia fazer com ordens superiores e quando recebeu ordens superiores não acatou as ordens e voltou a reenviar uma contraproposta à Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares, essa entidade misteriosa que pode nunca vir a dar qualquer resposta.

sexta-feira, setembro 27, 2013

Um fardo, viver nesta merda desta terra

Vai fazer amanhã uma semana que a Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares autorizou a mudança do meu filho Pedro e das outras crianças do 3ºano que foram colocadas no 4º ano a mudarem para a turma do 3º ano que só tem 11 crianças. A mudança ainda não ocorreu. Há duas semanas que o meu filho não sabe bem a que turma pertence. Isto já não tem a ver com dinheiro. Trata-se da mais pura incompetência e imbecilidade. Ninguém aguenta uma coisa destas depois do que já passei neste início do ano escolar. Amanhã lá vou eu bater à porta fazer de menino mal comportado.

quarta-feira, setembro 25, 2013

E Os Poucos Que Resistem, Ainda São Criticados Pela Forma

"O que este Governo mudou no sistema de ensino português terá consequências cujo alcance não está a ser percebido pela maioria dos portugueses. Mas há um universo, o dos professores, que se assume como espectador num processo em que é actor. Por omissão, concedo. Com gradientes diversos de responsabilidade, volto a conceder. Mas com o ónus global de não dizer não. Um não veemente quanto necessário para pôr cobro aos dislates de uma política que nos reconduz ao passado e nos recusa o futuro."
 

Apoiar Políticas Indecentes É Óbvio Que Torna Essa Gente Indecente

"Num país onde a venda de automóveis de luxo apresenta as maiores taxas de crescimento (a Jaguar teve um aumento de 59% nas suas vendas em Agosto) mas onde há cada vez mais famílias a recorrer a cantinas sociais para dar de comer aos filhos, não é admissível votar nos partidos que integram o Governo que impõe esta situação, ainda que se trate de uma eleição para uma junta de freguesia. A política que o Governo e os partidos do Governo defendem e põem em prática a nível nacional é uma política indecente, e quem defende políticas indecentes a nível nacional não pode ser decente ao nível local."
 

segunda-feira, setembro 23, 2013

Assunto Encerrado

Fui hoje informado pela direcção da escola que o Pedro vai efectivamente mudar para uma turma do 3º ano com as outras crianças que estavam com ele na turma do 4º ano conforme orientação da Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares. Não há vencedores nem perdedores. Prevaleceu o bom senso. Para aqueles a quem não agradou o meu modo de actuação a única coisa que me oferece dizer é que nenhuma daquelas seis famílias deveria estar sujeita ao grau de violência psicológica e totalitária a que esteve exposta e que nenhum pai deveria sofrer a humilhação a que eu fui sujeito apenas por rejeitar a mais pura arbitrariedade desta decisão. Assunto encerrado.

domingo, setembro 22, 2013

Loulé sai de novo à rua a 26 de Outubro: Rua com o Governo, Fora com a Troika


Catástrofe Humanitária Na Grécia, Brevemente Perto De Si

http://player.vimeo.com/video/73705119

É só clicar no link para ver o vídeo.

Para A Assembleia Municipal O Voto É No Bloco

Afinal vou votar Bloco de Esquerda para a Assembleia Municipal. Foram eles que por lá passaram enquanto estive em greve de fome. Todos os outros me deixaram para trás. Estava muito indeciso em quem votar e a solidariedade de alguns membros do Bloco Loulé foi decisivo na minha decisão. Todos os outros partidos me deixaram ali sozinho a morrer à fome enquanto defendia a escola pública em Loulé. Obrigado à Mariette, ao Joaquim Mealha, ao Hélder Raimundo e ao Tiago Grosso que estiveram no local e ao João Vasconcelos e ao José Domingos que telefonaram e mandaram mensagens de solidariedade. Há lá por dentro um Bloco que me desagrada mas foram eles que foram solidários na hora de maior sofrimento desde o início destes tempos Austeritários.

sábado, setembro 21, 2013

O Ministério Já Autorizou A Reorganização Das Turmas Em Loulé, Está Quase

Caros amigos agradeço desde já o vosso apoio e solidariedade. Suspendi a greve de fome uma vez que o Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanita recebeu orientação do Ministério da Educação para reorganizar as turmas. Um agradecimento especial à Ana, ao Joel, à minha mulher, à minha querida mãe, à Aline, ao Lory, à Luísa; à Suzy, à mãe da Viviane, ao meu primo João Serafim, à Mariette, ao Tiago Grosso, ao Joaquim Mealha, ao Helder Raimundo e a sua esposa, ao João Vasconcelos, à Lena e ao Tiago, à jornalista da RTP que fez uma excelente reportagem, ao rapaz que rezou por mim e que não sei o nome, à Rita e ao Miguel Piedade e a todos os que por ali passaram e me deram força. Um agradecimento muito especial aos pais de Monchique cuja solidariedade foi decisiva para que em Loulé se pudesse resolver o problema e à senhora que ficou muito escandalizada por me ver em cuecas e chamou a GNR que amavelmente me identificou. Nunca mais vos esquecerei. O Pedro agradece.

quarta-feira, setembro 18, 2013

A Dignidade Não Mora Aqui

Enquanto em Loulé anda um pai isolado em cuecas (a ser censurado moralmente pelos outros pais) com o apoio de mais uma mãe de outra criança  e mais uma poucas pessoas que se solidarizaram, em Monchique, os pais unidos lutam pela causa de alguns e sabem que em conjunto defendem a escola pública. Loulé parece ser cada vez mais uma terra muito especial. Obrigado aos pais e mães de Monchique pelo exemplo que deram na defesa da escola pública e dos seus filhos. Se conseguir que o meu filho seja transferido para o respectivo ano nunca vos esquecerei.

2º Comunicado de Imprensa do Movimento de Cidadãos de Loulé Em Defesa Da Escola Pública

O grupo de cidadãos de Loulé Em Defesa Da Escola Pública informa que;

1) Tendo em conta que o problema do absurdo pedagógico produzido pelas turmas mistas não está resolvido e o facto de alunos que transitaram do 3º para o 4º ano terem sido literalmente depositados em turmas que não são do respectivo ano, por
motivos de mera racionalidade financeira e com o desrespeito pelos mais elementares princípios pedagógicos e os interesses dos alunos;
2) Tendo em conta que há crianças que ainda não iniciaram as aulas (há três dias) porque os seus pais consideram que não é aceitável colocá-los em turmas que não satisfazem as mínimas condições pedagógicas.
3) Tendo em conta que há já quatro encarregados de educação que fugiram (literalmente) desta situação de degradação educativa transferindo os seus filhos para outros agrupamentos escolares (Quarteira e Paderne);
4) Tendo em conta o transtorno que este desrespeito pelas crianças, pelos pais e pela educação pública está a causar nas famílias e seus filhos;
5) Tendo em conta o comportamento que o Senhor Director Do Agrupamento Vertical de Escolas Padre João Cabanita, a Direcção Regional de Educação e o Ministério da Educação de Nuno Crato estão a ter na resolução deste problema, ignorando as mais elementares noções de serviço público;
6) Decidiu este grupo de cidadãos avançar com um novo protesto à porta da Escola nº4 do Agrupamento de Escolas Padre João Cabanita na próxima Terça-Feira, 24 de Setembro, pelas 08h30m à porta da escola a exigir que a pedagogia se sobreponha à burocracia escolar. Não aceitamos que alunos do 3º ano vão frequentar turmas do 4º ano quando neste momento há uma turma do 3º ano com 12 alunos. Trata-se de uma questão que o mais elementar bom senso resolveria de imediato. Um dos pais decidiu também avançar para greve de fome à porta da escola até a situação estar resolvida.
 
O Movimento de Cidadãos de Loulé em Defesa da Escola Pública
 
Ana Catarina Rodrigues
Joel de Brito
Elsa Maria Federico
João Martins
Fernanda Firmino Martins


terça-feira, setembro 17, 2013

Entre a pedagogia do medo e o horror pedagógico

Portanto, o início do ano lectivo do meu filho Pedro está assim. A mãe está esfrangalhada e vai agora para o Centro de Saúde. O Pedro começa a estar cada vez mais instável pois amanhã é o terceiro dia que não vai à escola. Há quatro pais que pediram transferência de escola e já a concretizaram fugindo literalmente deste horror pedagógico. Eu fui hoje identificado pela polícia e devo estar quase a ser preso porque uma mãe ficou escandalizada por ver um homem em cuecas à frente da escola e chamou a GNR. A minha mulher tem faltado ao trabalho por causa disto e arrisca-se a ser despedida. Quinta-feira vou entrar em greve de fome. E neste momento a turma do 3º ano tem 12 crianças enquanto a turma do 3º/4º ano tem 16 crianças (3 alunos do 3ª ano porque 4 fugiram desta situação através da transferência de escola) pelo que temos as duas turmas incompletas. Entretanto, não se detecta qualquer sinal de humanidade, respeito pela pedagogia ou respeito mínimo que seja pela crianças por parte do Senhor Director da Escola (Manuel Alves), por parte da Direcção Regional de Educação e do Ministério de Nuno Crato. Este início de ano lectivo do meu filho está a ser um horror e uma tortura.

segunda-feira, setembro 16, 2013

Comunicado Enviado Para A Agência Lusa

Segue a informação sobre o estado da situação da integração (ou da falta dela) do meu filho Pedro Eduardo no Agrupamento de Escolas Padre João Cabanita em Loulé. 

Neste momento a situação evoluiu positivamente ao nível da abertura da Direcção da Escola e da Direcção Regional de Educação do Algarve que parecem estar a mobilizar-se no sentido de encontrar uma eventual solução para o problema, ou seja, integrar o Pedro na turma do 3º ano de onde nunca deveria ter saído. O problema situa-se agora ao nível da Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares que estando na origem desta lamentável situação através da colocação de alunos a partir de uma plataforma informática centralizada para todo o país, deu como resultado que as turmas foram constituídas com o mais completo desrespeito pelas crianças e as suas especificidades pedagógicas num processo cheio de arbitrariedades ao nível dos critérios de constituição das turmas e sem qualquer sentido pedagógico que se pudesse identificar. O ponto da situação em relação às crianças e aos respectivos pais é o seguinte: - No primeiro dia de aulas alguns destes alunos não frequentaram as aulas, outros dois já foram transferidos pelos seus pais para uma escola em Quarteira fugindo autenticamente desta confusão inicial e outros dois ponderam a transferência dos seus filhos para outra escola. Esta fuga à escola do Agrupamento Padre João Cabanita em Loulé tem como resultado que ficam neste momento duas turmas incompletas. A turma do 4º ano (turma mista) em que foi colocado o meu filho Pedro arrisca-se a ficar apenas com dois alunos do 3º ano quando ao lado está disponível uma turma só do 3º ano que apenas tem onze alunos colocados.Perante este absurdo pedagógico, recorda-se que a professora da turma mista vai ter que leccionar o programa do 4º ano e responder a ritmos diferenciados de aprendizagem deste mesmo ano e em simultâneo vai ter que leccionar o 3º ano e responder a ritmos diferenciados deste mesmo ano, com a agravante de ter que preparar os alunos do 4º ano para exames nacionais. Perante a evidência clara de não estarem cumpridas as condições para que se concretize uma escola pública de qualidade, rigorosa e exigente, informo que o meu filho Pedro não irá frequentar a escola amanhã (Terça-Feira) faltando assim pelo segundo dia consecutivo e que eu como pai e encarregado de educação responsável que não quer a frequência de uma escola sem qualidade para o seu filho irei entrar em greve de fome a partir de Quarta-Feira se a situação não estiver resolvida. Nada justifica este crasso erro de colocação de turmas sem qualquer sentido pedagógico e como se deve compreender nunca me perdoaria se permitisse que se cometesse esta atrocidade pedagógica ao meu filho Pedro. 

 Com os melhores cumprimentos 
 João Martins

Arranque do ano lectivo da escola do Crato: Eduquês Puro

1º dia de aulas do Pedro. Ficou em casa porque não quer a escola que o Senhor Director Manuel Alves, o Ministro Nuno Crato e o Senhor Director Regional de Educação do Algarve lhes querem impingir. A mim, enquanto pai responsável, podem mandar a polícia vir-me buscar a casa por não deixar o Pedro entrar na escola da bandalheira. Passou para o 3º ano, é lá que deve estar e não numa qualquer turma do 4º ano. Prendam-me, se quiserem.

domingo, setembro 15, 2013

sábado, setembro 14, 2013

Este Crato É Um Cretino E A Oposição É Um Antro De Inutilidade - Tavira

Comunicado

Os Conselhos Gerais do Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia Tavira, reuniram-se em 13 de setembro de 2013 para analisar a atual situação referente à abertura do ano letivo, conforme se descreve:

Durante o passado mês de julho, a Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento (CAP), teria que preencher numa plataforma on-line da Direção Geral dos Estabelecimentos Escola
res (DGEsTE), os dados relativos à constituição das suas turmas, que posteriormente seriam validadas pela mesma.

Essa validação foi ocorrendo caso a caso, obrigando a escola a proceder permanentemente a alterações na formação das turmas, de forma a economizar recursos e cumprir a presente lei.

Até ao limite da comunicação das necessidades transitórias de professores por parte da escola, 13 de agosto, estavam por validar duas turmas de cursos de Educação e Formação (CEFs) e uma turma de Percurso Curricular Alternativo (PCA).

A requisição de professores foi feita sem esta inclusão.

Hoje, 13 de Setembro, data prevista para o início das aulas neste agrupamento, as duas turmas de CEFs, encontram-se a aguardar aprovação da tutela, deixando na indefinição a vida escolar de 40 alunos.

Qualquer que decisão que a tutela venha tomar relativamente a estes alunos, implicará alterar turmas já de si sobrelotadas, redistribuir serviço letivo e reestruturar horários de alunos e professores.

A CAP tem solicitado uma decisão junto da Direção de Serviços de Educação da Região Algarve e da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares, através de contatos telefónicos e por correio eletrónico, não sendo dada resposta até à presente data.

Face ao exposto, os Conselhos Gerais deste Agrupamento emitiram o seguinte parecer:

Reconhecer que não existem condições para a abertura do ano letivo neste agrupamento, por não ser possível saber efetivamente quantas turmas vão funcionar, que consequentemente terá implicações na distribuição de serviços e eventual requisição de professores, organização de turmas e de horários.

Reconhecer que CAP terá necessidade de pelo menos três dias úteis para poder efetuar a reestruturação dos horários escolares, decorrentes de qualquer decisão que a DGEsTE possa vir a tomar, relativamente à proposta de abertura de turmas solicitadas e ainda não autorizadas.

Ratificar a decisão tomada pela CAP e pelos Conselhos Pedagógicos deste agrupamento de só iniciar as atividades para os 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e para o Ensino Secundário, três dias úteis após a resposta da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEsTE) para a abertura de turmas proposta pelo Agrupamento, desde 15 de julho pp.

Os Conselhos Gerais lamentam e repudiam a falta de sensibilidade da tutela do Ministério da Educação em não ter tomado atempadamente qualquer decisão para este problema, o que não garantiu a abertura do ano escolar na data prevista.

Os Conselhos Gerais informam a comunidade para o facto de em todo este processo, os alunos terem sido tratados como meros números, sem sensibilidade para as necessidades pedagogias globais e individuais dos alunos, com graves consequências para a qualidade do ensino neste agrupamento.

Tavira, 13 de setembro de 2013

Os Presidentes dos Conselhos Gerais

António Viegas da Silva/Maria Luísa Contreiras

O Medo Como Política

Nuno Crato instituiu um governo de terror no Ministério da Educação a partir da política do medo. Em conversa ontem com os professores deu para rapidamente perceber que os professores vivem hoje aterrados com medo do desemprego e dos processos disciplinares por parte das direções das escolas. Os directores de escolas têm medo de lhes ser instaurados processos disciplinares a partir da fiscalização do Diretor Regional de Educação (cargo esvaziado que apenas tem como função fiscalizar os professores) e este Diretor Regional esvaziado nos seus poderes diz que nada manda e nada pode fazer porque quem manda (foi a expressão usada) é o Ministério. O Eduquês que tanto Nuno Crato criticou foi substituído pela pedagogia do medo. O sistema é perfeito para a geração da obediência de massas. E está a funcionar. Os "seres humanos" que frequentam hoje as escolas portuguesas são ratos de laboratório tontos e assustados. A junção de Kafka e Orwell é o sistema perfeito para a destruição da escola pública. Nascido eu quatro anos antes do 25 de Abril de 1974 nunca pensei assistir a uma coisa destas em vida.
 

A Nudez É Tudo O Que Resta


quinta-feira, setembro 12, 2013

Pais promovem protesto e greve de fome à porta de escola primária em Loulé

O grupo de Cidadãos de Loulé em Defesa da Escola Pública vai promover amanhã de manhã um protesto à porta da Escola nº4 do Agrupamento Vertical de Escolas Padre João Cabanita, em Loulé, contra a mistura de alunos de diferentes anos de escolaridade no 1º ciclo do Ensino Básico.
 
O protesto começa às 8h30 e vai repetir-se na segunda-feira, 16 de setembro, e na terça-feira, 17, à porta daquela escola , para «exigir que os seus filhos fiquem colocados nos respetivos anos nas respetivas turmas».
Segundo o movimento, há mesmo pais «que tomaram a decisão de iniciar uma greve de fome na próxima sexta-feira, dia 13 de setembro, à porta da escola, de modo a exigir que seja resposta a normalidade do ano escolar».
 
Este movimento de cidadãos considera que «estamos perante um claro atentado à Escola Pública, que remete para práticas próprias do Estado Novo e do Regime Fascista, encarando a orientação do Ministro Nuno Crato e do Ministério de Educação neste sentido como um retrocesso social e educativo de consequências gravíssimas para a aprendizagem dos alunos assim arbitrariamente misturados».
 
Este grupo de cidadãos, em comunicado, responsabiliza também os diretores das escolas por «estas práticas educativas criminosas se nada fizerem perante as hierarquias superiores de quem dependem e prestam contas, no sentido de defenderem os interesses dos alunos, dos seus pais e encarregados de educação e portanto, os próprios interesses de uma Escola Pública que se quer rigorosa, de exigência e de qualidade». O Movimento apela a que «pais e mães, alunos e famílias, encarregados de educação, sindicatos e partidos políticos» se juntem ao protesto. «Não aceitamos este retrocesso civilizacional na Escola Pública Portuguesa», avisa o grupo de Cidadãos de Loulé em Defesa da Escola Pública.
 
Este regresso de turmas com alunos de vários níveis de escolaridade está a ser uma prática seguida em todo o país, devido às novas regras do Ministério da Educação, que aumentou o número de alunos por turma e reduziu o número de professores. Ontem, em declarações ao Diário de Notícias, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, disse que esta solução, as chamadas escolas de lugar único, é habitual, mas para turmas com 12 a 15 alunos por professor, contudo, tem-se verificado a criação de classes com mais de 26 crianças. Manuel Pereira defendeu que a “regra” imposta dizia respeito a “cumprir os máximos”, ou seja, dividir o número de alunos aceites pela quantidade de turmas estipuladas, mesmo que tal implicasse juntar numa mesma sala crianças com escolaridade diferentes.
“Além de ser muito cansativo para o professor, é muito complicado, porque na prática não há apenas dois anos diferentes, há muitos níveis, já que as crianças têm ritmos muito diferentes”, criticou Manuel Pereira. 

quarta-feira, setembro 11, 2013

Comunicado de Imprensa do Movimento de Cidadãos de Loulé Em Defesa Da Escola Pública

O grupo de Cidadãos de Loulé Em Defesa Da Escola Pública informa que vai levar a cabo um protesto à porta da Escola nº4 do Agrupamento Vertical de Escolas Padre João Cabanita em Loulé contra a mistura de alunos de diferentes anos de escolaridade no 1º ciclo do Ensino Básico. Este Movimento de cidadãos considera que estamos perante um claro atentado à Escola Pública que remete para práticas próprias do Estado Novo e do Regime Fascista encarando a orientação do Ministro Nuno Crato e do Ministério de Educação neste sentido como um retrocesso social e educativo de consequências gravíssimas para a aprendizagem dos alunos assim arbitrariamente misturados. Este grupo de cidadãos responsabiliza também os directores das escolas por estas práticas educativas criminosas se nada fizerem perante as hierarquias superiores de quem dependem e prestam contas no sentido de defenderem os interesses dos alunos, dos seus pais e encarregados de educação e portanto, os próprios interesses de uma Escola Pública que se quer rigorosa, de exigência e de qualidade. Apela-se assim que pais e mães, alunos e famílias, encarregados de educação, sindicatos e partidos políticos se juntem ao protesto a realizar na próxima Sexta-Feira, dia 13 de Setembro; Segunda-Feira, 16 de Setembro e Terça-Feira, 17 de Setembro pelas 8 horas e 30 minutos à porta da Escola nº 4 do Agrupamento Vertical de Escolas Padre João Cabanita a exigir que os seus filhos fiquem colocados nos respectivos anos nas respectivas turmas. Informa-se também que já há pais que tomaram a decisão de iniciar uma greve de fome na próxima Sexta-Feira, dia 13 de Setembro à porta da escola de modo a exigir que seja resposta a normalidade do ano escolar. Não aceitamos este retrocesso civilizacional na Escola Pública Portuguesa.
Movimento de Cidadãos em Defesa da Escola Pública de Loulé
Ana Catarina Rodrigues
Joel de Brito
João Eduardo Martins
Elsa Maria Frederico
Fernanda Rodrigues Martins

Por Favor, Preciso Muito Da Vossa ajuda

Caros amigos e amigas que aqui me visitam,

Pedia a vossa ajuda e máxima solidariedade na partilha da minha indignação desta situação que hoje aqui vos denuncio. Telefonou-me esta manhã a mãe de uma criança colega do meu filho na escola básica em pânico para me dizer que o seu filho e o meu, mais quatro colegas que transitaram no ano lectivo anterior, do 2º ano de escolaridade para o 3º ano de es...
colaridade, tinham sido literalmente despejados ("integrados") numa turma do 4º ano. Fui imediatamente à escola ver a colocação de professores e qual não é o meu espanto que praticamente todas as turmas do primeiro ciclo são mistas (constituídas por alunos de dois anos diferentes) com excepção (vá-se lá saber porquê) de uma única turma do terceiro ano composta por apenas 11 crianças. Porque me recuso a que o meu filho seja integrado numa turma do 4º ano (tendo passado do 2º para o 3º ano) anúncio desde já uma greve de fome à porta da escola na Sexta-Feira dia 13/09/2013 a exigir que seja reposto o direito constitucional dos nossos filhos a uma trajectória escolar digna. Assim sendo, apelo a todos os pais, encarregados de educação, familiares, sindicatos, partidos políticos do concelho de Loulé e outros que se juntem ao protesto esta Sexta-Feira, Segunda-Feira e Terça-Feira pelas 08h30m a exigir que seja reposta a normalidade na constituição das turmas, no sentido dos alunos dos respectivos anos não frequentarem aulas noutros anos a que não lhes corresponde o seu nível de escolaridade. Ainda hoje criarei um evento a apelar à indignação colectiva da população do concelho de Loulé de modo a que a Escola do Ensino Básico não regrida para os tempos do Estado Novo. Obrigado pela vossa atenção e agradeço do fundo do coração a partilha desta mensagem e do evento a criar ainda hoje.

Trata-se do Agrupamento de Escolas Padre Cabanita em Loulé.
João Martins - 919252503
Professor

Para acompanhar a situação aqui:
https://www.facebook.com/joao.eduardo.102361

segunda-feira, setembro 09, 2013

Sábado, Marcha do Barlavento - Por Um Algarve Livre De Portagens

Depois do êxito que constituíram as ações anti-portagens da Comissão de Utentes da Via do Infante no passado mês de agosto, junto às residências de férias de Cavaco Silva, na Aldeia da Coelha e Passos Coelho, na Manta Rota, e na Festa do Pontal do PSD, em Quarteira, em que centenas de pessoas participaram numa vaia monumental ao 1º ministro enquanto este discursava, a luta pela abolição das portagens no Algarve regressa de novo à rua no próximo fim-de-semana, tal como foi programado. Como se sabe, as portagens impostas pelo governo PSD/CDS e com o apoio do PS agravaram dramaticamente a crise social e económica no Algarve e a situação ainda não bateu totalmente no fundo – é o que vai suceder se as portagens não forem suspensas num prazo relativamente curto. As portagens provocaram muito mais encerramento de empresas e de desemprego e a EN 125 transformou-se num suplício de sofrimento e até de morte para muitas famílias. Por outro lado, as obras de requalificação da EN 125 tardam em recomeçar, já não vão ser construídas diversas variantes previstas e a Via do Infante continua a dar prejuízos de muitas dezenas de milhões de euros aos contribuintes. Este governo às ordens da troika, teima em continuar a enriquecer as concessionárias e não tem coragem para anular os contratos ruinosos com as PPP’s! A luta pela abolição das portagens vai assim continuar, não restando outra alternativa aos algarvios. No próximo sábado, dia 14 de Setembro, a Comissão de Utentes irá promover uma nova marcha lenta de viaturas pela EN 125 – a chamada “Marcha do “Barlavento”, com partida pelas 17.30 horas do Parque de Feiras e Exposições, em Portimão e terminando em Lagos, junto à Marina. Durante o percurso serão efetuadas paragens em algumas zonas críticas onde se têm verificado acidentes mortais. Em época de eleições autárquicas o momento afigura-se propício para os diversos candidatos, a concorrer no Algarve, definirem claramente a sua posição. Todos sabemos que as portagens estão a contribuir gravemente para uma morte lenta e inexorável da região. Os vários candidatos autárquicos das muitas forças políticas partidárias e movimentos não se podem alhear desse facto, pois os concelhos onde concorrem estão a ser duramente atingidos pela imposição das portagens. Neste sentido, a Comissão de Utentes da Via do Infante lança um repto, desafiando todos os candidatos a Presidentes de Câmara no Algarve e todos os outros candidatos e, em particular da zona Barlavento, a participarem na marcha lenta entre Portimão e Lagos. Trata-se de uma boa oportunidade para todos os candidatos autárquicos mostrarem que estão a favor dos interesses dos seus concelhos, do Algarve e das suas populações. E prestarão um forte contributo para apressar o fim das portagens na Via do Infante. A Comissão de Utentes apela à participação de todos os utentes e população em geral em mais uma ação de luta pela abolição das portagens no Algarve.

domingo, setembro 08, 2013

Estamos Muito Doentes

Um ataque como o que o primeiro-ministro fez aos mais básicos princípios democráticos e ao Estado de direito devia ter posto o País em estado de choque. Mas o facto é que não pôs. Assusta-me mais uma comunidade que não reaje, que ignora violentos ataques aos seus valores mais sagrados que um primeiro-ministro que se comporta como um populista demagogo ou que não percebe o papel da Constituição numa democracia. Estamos muito doentes.

Pedro Marques Lopes, Diário de Notícias de 08/09/2013
Aqui:

A Corja

"É por isso que os nossos semeadores de cizânia e de “revolução”, da força, de uma sociedade dúplice em relação aos contratos que cumpre ou não cumpre, deviam ponderar nas palavras que originaram o pequeno escândalo, habitual nas redes sociais, vindas de um jovem deputado comunista que ainda não aprendeu a “linguagem de madeira” dos comunistas actuais: “A corja que despreza a Constituição que se ponha a pau. É que se o meu direito à saúde, educação, pensão, trabalho, habitação, não vale nada, então também os seus direitos à propriedade privada, ao lucro, à integridade física e moral deixam de valer! E nós somos mais que eles”.
Pacheco Pereira, Público 08/09/2013
 

sábado, setembro 07, 2013

Os Fins Da Esquerda

"Portugal vai continuar a ser laboratório de uma agenda neoliberal, congeminada entre as instituições europeias, o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo, cujos objectivos fundamentais passam, por um lado, pelo desmantelamento do Estado social, pela precarização do trabalho e pela redução dos seus custos, pela desqualificação a prazo dos recursos humanos e, por outro, pela privatização das poucas empresas públicas que ainda restam e pela apropriação por privados de parte considerável dos sistemas sociais e de provisão pública (saúde, educação, segurança social). No fundo, do que se trata é de uma política que se serve das instituições e da administração pública para emular o Estado de forma a criar mercado para os privados. Ao autodestruir-se, o Estado abre espaço para novos mercados e oportunidades de negócio."
 
Ler tudo aqui:

2015


Podia perfeitamente ser a foto do Tó Zé Seguro.

quinta-feira, setembro 05, 2013

O Burro Inácio


Burro Inácio. O meu nome é Burro Inácio.

Os Trastes Políticos Em Que Se Transformaram Os Jotinhas Do PSD: Já Não Precisamos De Passos Coelho Para Ameaçar Os Louletanos

O Bloco de Esquerda não apresenta candidato a Presidente da Câmara Municipal de Loulé. Facto no mínimo estranho pois um dos objectivos do BE é, e passo a citar, “derrotar a candidatura do PSD à CM Loulé”. E eu que pensava que o objectivo das candidaturas autárquicas era apresentar propostas e projectos para o concelho. Alternativas? Não tem, pois nem candidato existe. O BE esquece é que as pessoas votam em pessoas e naquilo que elas podem representar para o seu município. Assim sendo onde irão votar 858 eleitores que votaram BE em 2009 para a CM Loulé? Na CDU? No PS? Assim, a questão que se coloca é: será que os votantes do PS se sentem confortáveis a acolher votantes da esquerda mais radical que defendem entre outras coisas o famoso “que se lixe a troika” sabendo que tal medida deixaria professores, policias, médicos, funcionários das autarquias sem ordenado? Há que ter memória em politica e hoje a CM Loulé tem saúde financeira graças à boa gestão de Seruca Emídio e do PSD local. Como era há 12 anos atrás? Pois um dia alguém disse "Só existe Socialismo enquanto o dinheiro dos outros não acaba."
 
Bruno Inácio, PSD-Loulé - Ex-jotinha.

quarta-feira, setembro 04, 2013

Ladrões de Vidas

É assim que este Governo fora-da-lei pode continuar a roubar aos milhares de milhões os portugueses, roubando-lhes os bolsos, os empregos, as pensões, os ordenados, os subsídios, os serviços públicos que eles pagam, o património que construíram, as empresas públicas que são de todos, destruindo o progresso que se alcançou nas últimas décadas apenas para poder enriquecer ainda mais os muito ricos e para poder aniquilar os resquícios de soberania que possam teimar em existir, espalhando a miséria e reduzindo os portugueses à inanição e à subserviência. (José Vítor Malheiros)
 

terça-feira, setembro 03, 2013

Este Momento Difícil Que Todos Atravessamos Doutor Seruca Emídio, As Eleições Autárquicas De 2013

20 de Julho (ano 2012)
 
Autarquia prefere não comprometer a qualidade do evento. A Câmara Municipal de Loulé, entidade organizadora e promotora da Noite Branca, torna pública a decisão de não realizar, no corrente ano, esta iniciativa. A decisão tem por base a necessidade de contenção orçamental da Autarquia, dado que este é um evento que envolve um grande investimento e que, por ser gratuito, não gera retorno financeiro directo. Assim, a autarquia preferiu não comprometer a qualidade do evento com uma edição mais simples, e adiar a sua realização. Esta decisão surge também da necessidade de definir prioridades de investimento num momento em que o país atravessa sérias dificuldades. A Câmara Municipal de Loulé, com esta decisão, procura assim uma melhor racionalização do erário público, focando a sua atenção no apoio às pessoas, nomeadamente os grupos sociais mais frágeis. O momento difícil pelo qual estamos a passar exige uma grande responsabilidade por parte das organizações públicas, pelo que esta decisão, que foi bastante reflectida, assume também ela um carácter simbólico que importa realçar, num quadro de empenho global para a recuperação económica da região e do País. Este cancelamento tem um efeito pontual, sendo objectivo da Autarquia retomar a organização do evento assim que se reúnam as condições necessárias para a sua realização.

A Democracia Para Além Das Palavras

O governo ilustra os seus actos com designações propagandísticas. Combinou com a troika cortar mais 4700 milhões de euros e não há embrulhos que escondam este desastre.

 O governo convive mal com a democracia. Confunde o regime saído do 25 de Abril com a existência de maiorias parlamentares. Ora a democracia implica separação de poderes (como o judicial e executivo), respeito pela lei, protecção dos direitos sociais e defesa da liberdade de expressão. A democracia não é o império da maioria, mas a convivência com a opinião de toda a gente. O programa económico da troika é totalitário. Não foi a eleições. Desrespeita a Constituição. E é profundamente injusto. Faz pagar a maior parte da crise pelas camadas da população que não a provocaram: os trabalhadores em geral e os reformados e funcionários públicos em particular. 

Há uma nova língua governamental para o escamotear: o plano de despedir funcionários públicos sem justa causa é chamado "requalificação", com a mesma lógica, para não alertar as vítimas, com que os torcionários chamavam "duche" às câmaras de gás dos campos de concentração. Provavelmente o governo chamará aos projectados cortes de 4700 milhões de euros nas despesas do Estado "grande plano de relançamento do investimento". Há muito tempo que se percebeu que não existe uma economia comum: há vários caminhos que servem gente diferente. 

 O propósito do governo e da troika é fazer uma revolução conservadora que liquide as conquistas sociais de meio século dos trabalhadores europeus. Quando este governo sair deveremos mais, a economia produzirá muito menos, mas os lucros vão aumentar. A divisão dos rendimentos entre capital e trabalho será totalmente a favor dos dos detentores do capital. Com a agravante de que todos os mecanismos que permitem uma maior igualdade de oportunidades vão ser destruídos. A saúde e os ensinos tendencialmente gratuitos deixarão de existir. Os pobres vão ser escorraçados do ensino superior, e só irão aos hospitais sem condições e superlotados para morrer. A crise é uma máquina de guerra contra aqueles que não têm poder nesta sociedade. 

Basta ver como é distribuído o esforço dos cortes. Ao mesmo tempo que garante o carácter sagrado dos contratos que fez com os grande grupos económicos nas parcerias público-privadas e nos empréstimos especulativos com swaps, o mesmo executivo retalha a seu bel-prazer os rendimentos dos reformados, fazendo tábua rasa dos compromissos que assinou com essas pessoas, e usa o fundo de pensões para amortizar a dívida pública. 

Quando se fizer a autópsia desta crise vai-se perceber que houve quem lucrasse com o tipo de economia que nos levou a esta situação, mas quem pagou 90% do esforço financeiro do chamado ajustamento económico foram as camadas da população que não tiveram nenhuma responsabilidade na sua eclosão, limitaram-se a trabalhar, como sempre fizeram. Em alemão o conceito de dívida está associado à ideia de culpa. Sejamos claros, em Portugal quem está a arcar com as culpas são aqueles que não decidiram as políticas que levaram ao aumento exponencial das dívidas: não destruíram os sectores produtivos e o emprego em troca de subsídios europeus, não apostaram numa moeda única que serve apenas os países do centro da Europa.

Há várias formas de sair desta crise: A do reforço de austeridade que propõe a troika e uma política que, pelo contrário, aposte nas pessoas que trabalham e numa sociedade que crie igualdade de oportunidades de modo a potenciar o melhor de todos. Cabe-nos a nós decidir o rumo. É a isto que se chama democracia.

Sobre Cartazes E A Falta De Vergonha


Lê, Estúpido!


segunda-feira, setembro 02, 2013

Partido Associalista

Que ninguém tenha dúvidas que o Partido Socialista perante políticas criminosas que destroem a vida de milhões de portugueses anda entretido a gerir a frustração do eleitorado.

Mudar De Povo

Não basta mudar de Governo. É preciso mudar de povo. E se é preciso mudar de povo então não vale a pena votar em ninguém. Para ser governado eternamente pela Troika que fique tudo como está.

domingo, setembro 01, 2013

Quando A Sociedade Nos Abandona

Hoje um Angolano de idade já avançada viu-me a insultar os 14 ergúmenos do PSD que estão em exposição por ali para os lados da rotunda no centro de Loulé e veio falar comigo. Fiquei a saber que está desempregado há dois anos. Trabalhou durante 30 anos na construção civil. Mota Engil, Vale do Garrão e noutras empresas mais. A construção estoirou, disse-me. Quis voltar para o país de origem mas na Câmara Municipal de Loulé disseram-lhe que não podiam fazer nada. Que não era ali o sítio para tratar disso. Neste momento não recebe subsídio de desemprego e deixou de receber rendimento social de insersão que lhe foi cortado. Segundo me disse a "sorte" dele foi ir viver para uma casa de acolhimento que a Junta de Freguesia de São Clemente pôs à sua disposição. Não sei se ontem foi à Noite Branca.

Uma Gentinha De Merda: Uns Canalhas

Última hora: António José Seguro deixa de acreditar na queda do governo antes de 2015. Uns canalhas esta gente do PS. São cúmplices da destruição acelerada do país.