terça-feira, dezembro 31, 2013

A Indigência Mental Do Jornalismo Da Troika

Termino os posts de 2013 com o destaque pela negativa do editorial do jornal "i" escrito por Eduardo Oliveira Silva que me parece demonstrar uma certa indigência mental em que caiu a maior parte da imprensa portuguesa na vã tentativa de ir de encontro das vozes dos donos. Depois de escrever que a vida de cada um dos portugueses piorou em 2013 o editorialista retira a brilhante conclusão de que apesar disso o país está melhor. Afinal, pensei eu com os meus botões, se Portugal não é feito desses portugueses que pioraram as suas vidas, é feito de quem? 

Só têm aquilo que merecem

Nas sondagens. Portugueses consideram Passos Coelho melhor preparado do que António José Seguro. Os socialistas só têm aquilo que merecem. É a vida. 

segunda-feira, dezembro 30, 2013

O Roubo do Presente

Nunca uma situação se desenhou assim para o povo português: não ter futuro, não ter perspetivas de vida social, cultural, económica, e não ter passado porque nem as competências nem a experiência adquiridas contam já para construir uma vida. Se perdemos o tempo da formação e o da esperança foi porque fomos desapossados do nosso presente. Temos apenas, em nós e diante de nós, um buraco negro. O «empobrecimento» significa não ter aonde construir um fio de vida, porque se nos tirou o solo do presente que sustenta a existência. O passado de nada serve e o futuro entupiu. O poder destrói o presente individual e coletivo de duas maneiras: sobrecarregando o sujeito de trabalho, de tarefas inadiáveis, preenchendo totalmente o tempo diário com obrigações laborais; ou retirando-lhe todo o trabalho, a capacidade de iniciativa, a possibilidade de investir, empreender, criar. Esmagando-o com horários de trabalho sobre-humanos ou reduzindo a zero o seu trabalho. O Governo utiliza as duas maneiras com a sua política de austeridade obsessiva: por exemplo, mata os professores com horas suplementares, imperativos burocráticos excessivos e incessantes: stresse, depressões, patologias borderline enchem os gabinetes dos psiquiatras que os acolhem. É o massacre dos professores. Em exemplo contrário, com os aumentos de impostos, do desemprego, das falências, a política do Governo rouba o presente de trabalho (e de vida) aos portugueses (sobretudo jovens). O presente não é uma dimensão abstrata do tempo, mas o que permite a consistência do movimento no fluir da vida. O que permite o encontro e a intensificação das forças vivas do passado e do futuro - para que possam irradiar no presente em múltiplas direções. Tiraram-nos os meios desse encontro, desapossaram-nos do que torna possível a afirmação da nossa presença no presente do espaço público. Atualmente, as pessoas escondem-se, exilam-se, desaparecem enquanto seres sociais. O empobrecimento sistemático da sociedade está a produzir uma estranha atomização da população: não é já o «cada um por si», porque nada existe no horizonte do «por si». A sociabilidade esboroa-se aceleradamente, as famílias dispersam-se, fecham-se em si, e para o português o «outro» deixou de povoar os seus sonhos - porque a textura de que são feitos os sonhos está a esfarrapar-se. Não há tempo (real e mental) para o convivio. A solidariedade efetiva não chega para retecer o laço social perdido. O Governo não só está a desmantelar o Estado social, como está a destruir a sociedade civil. Um fenómeno, propriamente terrível, está a formar-se: enquanto o buraco negro do presente engole vidas e se quebram os laços que nos ligam às coisas e aos seres, estes continuam lá, os prédios, os carros, as instituições, a sociedade. Apenas as correntes de vida que a eles nos uniam se romperam. Não pertenço já a esse mundo que permanece, mas sem uma parte de mim. O português foi expulso do seu próprio espaço continuando, paradoxalmente, a ocupá-lo. Como um zombie: deixei de ter substância, vida, estou no limite das minhas forças - em vias de me transformar num ser espetral. Sou dois: o que cumpre as ordens automaticamente e o que busca ainda uma réstia de vida para os seus, para os filhos, para si. Sem presente, os portugueses estão a tornar-se os fantasmas de si mesmos, à procura de reaver a pura vida biológica ameaçada, de que se ausentou toda a dimensão espiritual. É a maior humilhação, a fantomatização em massa do povo português. Este Governo transforma-nos em espantalhos, humilha-nos, paralisa-nos, desapropria-nos do nosso poder de ação. É este que devemos, antes de tudo, recuperar, se queremos conquistar a nossa potência própria e o nosso país. 

Por José Gil

Feliz Ano Novo

Votos de um bom ano novo para todos aqueles que aqui espreitam. Que 2014 vos traga muita inquietude, irreverência e sempre que se justifique desobediência. Que sejam exigentes convosco próprios e com os outros. Que afinem o vosso sentido de justiça e que ganhem forças renovadas para lutar contra a austeridade que destrói a democracia, os direitos humanos e todos dias um bocado das nossas vidas. Vivam um dia de cada vez, sabendo que o que fizermos em cada dia, pode contribuir para construirmos em conjunto, um mundo melhor.

domingo, dezembro 29, 2013

Revisitando 2013, Em Luta Contra A Indecência E Em Defesa Da Escola Pública


Faltam dois dias para começar as aulas. Recebo uma chamada telefónica de uma mãe de um colega do meu filho que me informa aflita de que puseram os nossos filhos que tinham passado do 2º ano para o 3º ano numa turma do 4º ano. Estou de partida para Lisboa para um colóquio internacional. Tenho pouco mais de uma hora para apanhar o autocarro. Decido arriscar a passar pela escola para saber do que se passa. Entro na escola e vejo a turma do meu filho afixada. É a única turma do primeiro ciclo que tem crianças misturadas naquele edifício. Foi despejado com mais seis crianças numa turma do 4º ano. Subo as escadas em direcção à secretaria. Entro e falo com a primeira funcionária que vejo dizendo-lhe que ouve um erro absurdo na colocação do meu filho nas turmas. Esta dá-me a entender que não é engano mas uma opção deliberada da escola. Entro descontrolado no gabinete da direcção a pedir explicações. A direcção diz-me que o Ministério da Educação mandou para trás todos os horários que os professores da escola tiveram a fazer pacientemente durante o Verão. Inventaram uma plataforma informática onde colocaram os alunos. O resultado foi aquele e nada podem fazer. Mostram-me outras situações absurdas em escolas do interior do concelho. A ordem foi geral e aconteceu em muitas mais escolas. Dizem-me que nada podem fazer. Que a Direcção Geral dos Estabelecimento Escolares, a nível central, é quem tudo decide e que não responde a emails nem sequer sabem o número para onde contactar. Saio do gabinete da direcção furioso. Telefono para a minha mulher que no trabalho fica estupefacta. Arranco para Lisboa a pensar em chegar rápido ao quarto de hotel para criar um evento no facebook para convocar uma manifestação para a porta da escola na Sexta-Feira seguinte assim que chegar. Nesse mesmo dia a minha mulher sai do trabalho e vai à escola. Vê a turma afixada, entra em paranóia e dirige-se ao gabinete da direcção da escola. É barrada no caminho pelo porteiro que a ameaça e a tenta impedir de subir. Ela resiste e enfrenta o porteiro. Senta-se na escada e recusa descer enquanto não falar com alguém da direcção. Lá dentro, um elemento da direcção ouve a zaragata e manda-a entrar. O porteiro desce e o meu sogro cá em baixo ouve o porteiro resmungar "vêm para aqui estes comunistas". A minha mulher quer saber como se pode resolver a situação. A resposta é a mesma. Só a Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares é que pode resolver o assunto e está incontactável. Percebo nesse dia que estou em luta contra o topo do aparelho de Estado e que a formação das turmas é uma estratégia de economizar recursos e despedir professores. Tinha já anteriormente informado a mãe do colega do meu filho que não se assustasse se me visse a ter comportamentos fora da norma que isto tinha que ser um combate a doer, a minha leitura confirmou-se. Em Lisboa mobilizo algumas pessoas (familiares e amigos) que se solidarizaram através do facebook para aparecer na manifestação de Sexta de manhã à porta da escola. Telefono para o Sindicato de Professores que me diz que tem que ser os pais a fazer pressão, a "desenrascarem-se". Formo entretanto o movimento ad hoc de cidadãos do concelho de Loulé em defesa da escola pública. Faço um comunicado de imprensa para vários orgãos de comunicação social entre os quais a Lusa e o Correio da Manhã. Faço a viagem de Lisboa para o Algarve em pulgas com uma comunicação num colóquio sobre educação (ironia das ironias) pelo meio. De manhã levanto-me às 7 horas da manhã e com umas cartolinas escritas com palavras de ordem arranco para a escola. Não me contive e pintei a parede e o portão da escola "dois anos, um professor não, basta!". Pressinto que vou estar sozinho na luta e que estou a lutar contra um monstro, tiro a roupa e fico em cuecas em frente à escola com um cartaz que tem inscrito "Em defesa da escola pública e da educação do meu filho Pedro". Sei os custos que uma decisão destas tem. Fui rotulado de "louco" pelas gentes do PSD local por protestar de forma veemente contra as políticas do governo e de "radical" pela gente do PS que andou atrás de mim nas manifestações em Loulé. O boato instalou-se e as gentes de Loulé prestam-se a isso. Mas trata-se da vida do meu filho e nem hesito um minuto. Chegam as televisões e a jornalista da Lusa e já estou em cuecas no meio da estrada. Os pais de mais 6 crianças da mesma turma juntam-se passivamente ao protesto (a nossa democracia não chegou a estar devidamente consolidada para que as pessoas incorporem um protesto como um direito). A minha mulher depois de cuidar do meu filho mais novo aparece em cima da hora de entrada da escola, pouco depois aparece a minha mãe e a minha irmã; aparecem também alguns elementos do Bloco de Esquerda de Loulé em solidariedade e um senhor de Quarteira ligado ao PS que está de passagem e que se mostra solidário. À hora do almoço já estou de cuecas na TV. A reportagem é boa. No Correio da Manhã, o jornal faz da notícia um fait-divers. O director da escola vê-se na obrigação de falar para a televisão depois de eu ter exigido a uma professora a sua presença. O seu discurso é sereno. Apela ao bom senso do Ministério da Educação para que se resolva a situação. Há mães que choram junto ao portão da escola. O seu discurso é o reconhecimento de que os pais têm razão. Há logo de seguida a recepção aos pais dos alunos. Visto a roupa e vou para a reunião com intenção de falar com a direcção da escola sobre a forma de ultrapassar o problema. Percebo que o director da escola não está. É uma subdirectora que dá início à reunião. Exijo a presença do director pois há problemas gravíssimos que têm que ser discutidos. Sou obrigado a cantar o Grândola Vila Morena para que o director seja chamado à reunião. O director chega e a reunião começa. Apresento o problema que afecta sete pais naquela mesma escola. A maior parte dos pais (os outros) fica em silêncio e nem toca no facto de haver turmas com 26 crianças estando uma das turmas vazia com 11 crianças ao lado. A meu lado o Luís Lory intervém e diz que se fôr necessário acampa comigo à porta da escola em prole do seu filho. O presidente da Associação de Pais não está presente. Parece que tem problemas a resolver noutras escolas. Está presente um outro elemento da Associação de Pais que lamenta o que se está a passar e que a situação deveria ter sido evitada. No facebook o presidente da APEC tinha-me aconselhado a não avançar com a greve de fome uma vez que a medida lhe parecia muito "drástica". A direcção da escola reconhece publicamente o problema e diz não ter responsabilidade na situação. Deixo bem claro que não vou aceitar a atrocidade. Decido nesse mesmo dia que se tiver que ser avanço para greve de fome. Saio da reunião e vou para o trabalho. Lecionar, entenda-se. Ao telefone a minha mulher avisa-me que os outros seis pais (a maior parte mães) vão para Faro falar com o Director Regional de Educação a expôr o problema e que seria aconselhável eu ir também. A minha vontade é nenhuma. Sei que é um cargo de nomeação do partido e tenho a ideia que quem o representa põe os interesses do partido acima de tudo. A minha mulher insiste e lá me convence. A meio da tarde estou na Direcção Regional de Educação do Algarve. Quando chego a mãe que teve a iniciativa da reunião diz que teve que forçar a reunião pois o senhor director não queria recebê-la. Lá conseguiu, entrámos para uma sala da DREALG todos juntos, os pais e mães de seis crianças. O Pedro foi connosco, não tivemos onde deixá-lo. A minha mulher a faltar ao trabalho. Iniciada a reunião, o senhor director regional lá nos explicou que a DREALG não tinha poderes e estava praticamente esvaziada. Que quem podia resolver a situação era a Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares que não atendia o telefone ou que lhes desligavam inclusive o telefone na cara e não respondiam aos emails. Depois passou à verdadeira explicação. Que o governo fazia o que fazia para "proteger aqueles que pagavam os seus impostos" e que não se podiam desperdiçar recursos. Não me controlei, e desatei aos murros na mesa. O senhor director levantou-se e recusou a continuar a reunião. Levantei-me de imediato. percebi que era eu que tinha que sair. Sai de dentro da sala aos berros "Não brinque com a educação do meu filho", "Não brinque com a educação do meu filho" e sai porta fora a gritar "fascistas de merda" e "filhos da puta". A reunião continuou para o resto dos pais. Sai decidido a acampar à porta da escola e a fazer greve de fome. E assim fiz. Novamente foi feito um comunicado para a imprensa e novamente o caso foi amplificado pelos meios de comunicação social. A greve de fome nunca foi interrompida e apenas abandonei o local para ir dar aulas aos meus alunos, para que também eles não fossem prejudicados. Os protestos ao longo da semana foram oscilando entre a escola nº 4 junto à transversal do coreto na Avenida José da Costa Mealha e na escola em Vale de Râs onde se encontrava a direcção. No final dessa semana (7 dias depois do início das aulas) estou acampado à noite junto da escola e recebo uma chamada da minha mulher que estava numa reunião da Associação de Pais para me dizer para suspender a greve que a Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares tinha dado autorização para transferir os miúdos para a turma do 3º ano. Suspendi imediatamente a greve de fome com uma enorme sensação de alívio e fui para a reunião a pedido da minha mulher. De  facto a direcção da escola tinha recebido a orientação. Restava agora saber se a punha em prática e a direcção afiançava que sim. Fim-de-semana passado em casa a recuperar as forças de uma greve de fome que já ia longa e já estava a produzir efeitos no cansaço físico mas com a esperança de que era agora que tudo se resolvia. Não podia estar mais enganado. Deixo passar o fim-de-semana, a Segunda-Feira; e percebo a meio da semana que o assunto não se resolveu. Entretanto, o Pedro esteve os primeiros dias de escola sem lá ir, em protesto e ao quinto dia decidimos que era melhor integrar a turma do 4º ano. Acontece que a direcção da escola aproveitou a orientação vinda de cima para resolver outros casos e aquilo que tinha deixado de ser uma uma impossibilidade, um governo fascista abrir mão de um decisão irrevogável, voltava a ser enviado através da escola para as mãos da Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares que concordava agora apenas "parcialmente" com a orientação superiormente emanada, voltando a transformar a nova possibilidade numa nova impossibilidade. Não sei se percebem, aquilo que anteriormente era uma ordem inquestionável uma vez que os elementos da direcção da escola nunca correriam o risco de levar um processo disciplinar e prejudicar as suas carreiras profissionais (dito pelos próprios e ouvido com estas orelhas que a terra há-de comer) passou como que por obra e graça do espírito santo na sequência da abertura gerada pelos protestos a ser possível de contestação. E assim chegámos a meio da outra semana em que na sequência de uma reunião da direcção com a minha mulher e a minha mãe (todos os dias a escola me dizia que o problema se resolveria no dia seguinte e todos os dias seguintes fui à escola) lhes foi dado a entender que o problema não teria solução. E foi nesse mesmo dia que decidi ocupar o gabinete da direcção da escola. Entrei, sentei-me e disse que não sairia do gabinete até o problema estar resolvido. Já noitinha, nesse mesmo dia, os elementos da direcção abandonaram a escola e deixaram-me plantado no gabinete sem ninguém lá dentro. Saíram para jantar e chamaram a polícia. Entretanto a minha irmã anunciou no facebook que o gabinete da direcção estava ocupado. E pediu ajuda. Ainda tentei trancar o gabinete por dentro mas não consegui. A porta não tinha fechadura. Entretanto chegou a polícia e a direcção voltou. Ofereci-me à polícia para me algemar. Levem-me preso. Quero ser preso. E foi a polícia que me convenceu com muita paciência a retirar-me no gabinete e a voltar de manhã no dia seguinte que aí já não teria problemas com as autoridades. Foi o que fiz. Abençoado conselho. No dia seguinte logo pela manhã agarrei no meu portátil e fui trabalhar para o gabinete da direcção à espera que me resolvessem o problema. Para quem tinha penado em greve de fome e a dormir à chuva à porta da escola era agora bem mais fácil esperar sentado. E foi esta persistência (que se ia tornando insustentável para a direcção da escola) juntamente com o facto de ter percebido que conhecia o tipo (e que tinha acesso ao seu número de telemóvel) que tinha acesso ao sistema informático que permitiu que esta pessoa em mediação com a escola e com o responsável central da DGEST resolvessem de vez o problema. O facto de os pais em Monchique na mesma situação se terem juntado e fechado a porta da escola também ajudou e muito. Começavam a explodir outros casos um pouco por todo o país e convinha ao Governo estancar os protestos. Nesse mesmo dia fui ainda ameaçado de morte pelo porteiro da escola que me expulsou literalmente da escola e que me ameaçando com um tacho na mão me disse que "isto ainda ia acabar mal" e "matava toda a minha família" (chegando a ameaçar depois os meus pais directamente). É nessa hora à porta da escola que recebo um telefonema pessoal a informar que a situação está resolvida e que no dia a seguir a transferência seria consumada. À porta estavam dois elementos da Associação de Pais e familiares e amigos meus que entretanto tinham chamado a polícia na sequência da ameaças à minha pessoa à porta da escola a quem transmiti a decisão. Informado do assunto o Presidente da Associação de Pais viria a escrever mais tarde no facebook da APEC que "na sequência da reunião com a direcção da escola tinha-se resolvido o caso". De registar também que enquanto estive em greve de fome abordei o candidato do PS Carlos Filipe e o presidente da Junta de Freguesia de São Clemente no sentido de informarem o candidato Vítor Aleixo e fazerem qualquer coisa para me ajudarem a resolver o problema (nem que fosse um comunicado público/político que desse alguma visibilidade ao problema, tratava-se da escola pública caramba!) ao que o Carlos Filipe me respondeu "que era um gajo muito corajoso" enquanto o Pedro Oliveira não ligou patavina ao que lhe estava a dizer só não se raspando dali mais cedo porque o Carlos Filipe teve o bom senso de fazer que me ouvia. Toda essa gente do PS fez de conta que era o protesto de um "maluco" e agiu estrategicamente de maneira de que isso não lhe prejudicasse um único voto. A minha mulher ainda conseguiu falar com o candidato Vítor Aleixo que fez que não sabia de nada do que se estava a passar e quando lhe disse que era minha mulher deixou escapar que eu seria bom moço mas muito "radical". Vim a saber mais tarde que o Senhor Presidente da Freguesia de São Clemente fazia parte do Conselho Geral da Escola...No final, o meu filho Pedro integrou a turma do 3º ano mas quatro dos melhores alunos daquele ano fugiram da escola e pediram transferência para escolas de outra localidade dentro e fora do concelho (o próprio filho do Lory que é do PS foi transferido a pedido do pai). A escola viria a confrontar-se com uma tragédia de que eu viria ainda mais tarde a ser injustamente acusado e de que tive que me vir a defender por escrito e eu passei provavelmente a maior humilhação da minha vida sendo ainda censurado moralmente por alguns colegas de trabalho. Fica a história. Não consigo contar tudo ao pormenor porque a memória sempre nos atraiçoa. Fica o possível para que se saiba. O que mais temo é que tudo se repita no ano que se aproxima. As turmas mistas ficaram lá, no objectivo das políticas governamentais. Resta saber se fazem parte das políticas de escola. E já agora, o que faz a autarquia?

sábado, dezembro 28, 2013

Revisitando 2013, A Aconselhar o Conselheiro de Estado


Recordando algumas coisas que fui fazendo por aí em 2013. Na foto, em frente à Câmara Municipal de Loulé, a aconselhar o conselheiro de Estado e a oferecer-lhe um livro de benzeduras pois se Vítor Gaspar invocou as estações do ano como factor explicativo para o mau funcionamento da economia e um certo deputado do PCP lhe ofereceu um Borda D'Água pensei em dizer ao intérprete do regime que só as rezas profanas e quem sabe as práticas mágicas poderiam salvar este governo e a receita da Troika da destruição da economia do país.

Gerir A Miséria Humana Vai Dar Mau Resultado

A estratégia do PS e de António José Seguro de gerir a frustração das populações à espera que a sua condição cada vez mais miserável se traduza em votos no PS está a revelar-se um desastre eleitoral. O resultado final deste colaboracionismo conivente é possível que venha a ser na sequência das eleições uma aliança com este PSD. Nesse mesmo dia eu vou querer olhar nos olhos aqueles que se dizem da esquerda no interior do PS e perguntar-lhes por onde andaram e se já não tinham percebido isso. Nesse dia só têm um remédio. Ou saiem do PS para salvaguardar o que dizem ser de esquerda ou ficam e a gente vê que perderam a máscara. 2015 é logo ali. 

Ver última sondagem aqui: 

sexta-feira, dezembro 27, 2013

Revisitando 2013 - Em Faro, 25 de Abril de 2013


Vale a pena perguntar. O que é que esta gentinha do PS não percebeu? Acha que é por gosto que se passa a vida nas ruas a exigir a demissão do Governo? É amor ao protesto? É isso?

quinta-feira, dezembro 26, 2013

A Miséria Moral Em Que Caímos

E lá estive esta tarde em protesto à porta da Câmara Municipal de Loulé a exigir que os socialistas façam oposição e exijam a demissão do governo. Miséria moral esta em que caímos em que para além de se protestar contra o governo que nos assalta temos que protestar com aqueles que não fazem oposição a quem nos assalta. Eu diria que tão criminoso é o governo que nos assalta como os partidos da oposição que assistem passivamente ao assalto à espera das eleições legislativas de 2015. Em 2015 estamos quase todos mortos.

Uma Autarquia Que Emite Juízos Artísticos Sobre Os Artistas Que Convida, Podia Ser Na Rússia De Putin

"Passados 20 anos desde que o grupo foi criado, a banda trouxe a Loulé “magia e uma ligação muito forte ao público, manifestando o amadurecimento dos seus membros enquanto performers, nomeadamente do seu vocalista, Nuno Guerreiro”, reforça a autarquia local."
Nada haveria de estranho a assinalar no elogio, se não fosse um artista que apoiou o candidato agora presidente que agora retribui o apoio. É uma espécie de apoio aos seus, de resto, um indicador forte do ao que vem esta gestão autárquica. É o assalto ao pote socialista. Dar benesses aos seus e não hostilizar quem estava, desprezando os que não contam. O ninguém ficará para trás é isto. Nuns poucos dias esta nova gestão autárquica repetiu tudo o que de pior a anterior fez e parece não estar disposta a arrepiar caminho. É preciso dizer também que nada desta observação tem que ver com a qualidade do artista que é excelente e deu um excelente espectáculo no Cine-Teatro Louletano.

E já agora, de quem é a fonte da autarquia? http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=142347

3 Janeiro de 2014 - Em frente à porta da CML

Porque é inadmissível que o partido socialista esteja à espera das eleições de 2015 assistindo passivamente à destruição da vida de grande parte da população portuguesa. Porque é inadmissível que o partido socialista seja um dos principais aliados das políticas da Troika. Porque queremos uma alternativa política que nos liberte das políticas da Troika, nos restitua a dignidade e resgate o nosso futuro vamos concentrarmo-nos à frente da porta da Câmara Municipal de Loulé a exigir que os políticos na oposição defendam as nossas vidas. Dia 3 de Janeiro aparece. Vem pedir a demissão do governo de Pedro Passos Coelho. Vem exigir ao PS que dignifique a política. Ou Seguro combate a Troika ou que se vá embora!
 

quarta-feira, dezembro 25, 2013

Revisitando 2013 - 2 de Março, Loulé



O povo saiu à rua para exigir a demissão do Governo PSD/CDS e cantou o Grândola Vila Morena numa ocupação simbólica do castelo de Loulé. Entretanto, uns meses depois, o PS ocupou o poder no concelho e abafou a exigência de demissão deste governo que destrói a vida dos portugueses. De forma conivente, à semelhança do que já se tinha passado durante o reinado de Sócrates, o silêncio conivente e colaboracionista da gentinha do PS é orientada apenas e só pela ida ao pote numa indigência política e moral de que não há memória. Tudo em nome das eleições legislativas de 2015. Fazem juz à versão popular do "são todos iguais" e depois ficam espantados sobre a coisa. A mim, já me restam poucas dúvidas sobre essa versão da história.

segunda-feira, dezembro 23, 2013

Uma Boa Noite De Natal Para Todos



Na impossibilidade de vos desejar um Feliz Natal em época de austeridade perpétua, desejo-vos um dia de natal bem passado junto daqueles que amam. Deixo-vos um vídeo-clip com alguns dos melhores da música Pop do meu tempo de juventude. Um tempo em que ainda se podia projetar o futuro.

Feliz Natal


O PS Não É Confiável Como Partido Da Oposição, Muito Menos No Governo

O PS de Seguro mostrou que não é confiável como partido da oposição e que ou não percebe o sentido de fundo da actual política de “ajustamento”, de que este abaixamento do IRC é um mero epifenómeno, ou, pelo contrário, percebe bem de mais e quer ser parte dela. Inclino-me, há muito, para a segunda versão. Seguro e os seus criaditos diligentes estão ali para servirem as refeições aos que mandam, convencidos que as librés que vestem são fardas de gala num palanque imaginário. Vão ter muitas palmas e responder com muitos salamaleques. Estamos assim. 

Pacheco Pereira, aqui: 

Comissão De Utentes Da Via Do Infante Corta Estrada Na EN125

 
A luta só parará com a suspensão de portagens na Via do Infante. Estas decisões políticas criminosas estão a matar pessoas e isso não é aceitável.

domingo, dezembro 22, 2013

Crenças Divinas E A Ordem Natural Das Coisas

"É intenção deste executivo não deitar a toalha ao chão, não desistir, e acreditar que depois destes dias difíceis outros dias melhores virão. E a nossa ação vai no sentido de ir ao encontro desses tempos melhores”

sábado, dezembro 21, 2013

O Doutor Seruca Emídio Aleixo

O doutor Seruca Emídio Aleixo começou há meia dúzia de dias o seu mandato na CML e tudo parece dar a entender pelas suas práticas políticas iniciais que não percebeu que uma parte significativa dos cidadãos do concelho exigia uma ruptura radical com as práticas políticas levadas a cabo pela governação anterior. Vai daí, as árvores da cidade de Loulé continuam a ser tão mal tratadas como anteriormente o eram. A megalomania da arquitectura e do cimento armado que arruína o dinheiro dos contribuintes louletanos continua a fazer o seu caminho em todo o seu esplendor, com a anuência do senhor presidente e do seu mais iluminado vereador e os pequenos grandes poderes institucionalizados no município parecem continuar a ser quem toma as decisões que contam. Esta governação que se anuncia para já, caritativa, parece caminhar para o regresso aos piores tempos de José Sócrates. Amigos e abutres não faltam a pairar à volta dos Paços do Concelho. Coitadas das pessoas e dos que vão ficar para trás. Tudo em nome das aparências e de uma governação centrada no faz de conta.

quinta-feira, dezembro 19, 2013

A Poda Socialista Em Loulé

Loulé, Dezembro de 2013 - À porta da Junta de Freguesia de São Clemente


Depois do vendaval arboricida em Loulé levado a cabo pela governação do doutor Seruca Emídio onde imperou o mais completo desrespeito pelo património arbóreo do concelho eis que aparece a primeira grande obra dos que se dizem socialistas por estas santas terras. Uma poda verdadeiramente desastrosa sem qualquer respeito pela natureza. Se não se é capaz de cuidar daquilo que é o mais básico no que toca aos valores elementares da vida em comum como se pode fazer alguma ideia do que é enfrentar uma crise da dimensão em que estamos atolados? Refugiados no silêncio, enfiando a cabeça na areia e jogar o mero jogo nos interesses não ditos dos bastidores? Não me parece boa estratégia.

quinta-feira, dezembro 12, 2013

Gato Escondido Com Rabo De Fora

Se existisse coragem os Socialistas que aproveitaram o descontentamento dos louletanos para subir ao poder tinham que pedir uma auditoria às contas da Câmara de Loulé para sabermos como foi gasto o nosso dinheiro e para onde ele foi com consequências criminais se isso se viesse a justificar. Como não a têm, a divulgação desta dívida (qual será o verdadeiro valor?) vai servir apenas para legitimar as não políticas que não vão ser levadas a cabo e a política de caridade já anunciada. Sobre o discurso da diferença temo que acabemos por ter apenas mais do mesmo. Veremos se não se tratou de uma mera dança de cadeiras apenas e só em proveito dos próprios. 

quarta-feira, dezembro 11, 2013

Os Devoristas

O Governo de Portugal e o Governo da Europa perderam o contacto com os seus cidadãos. Para quem não desiste da sua cidadania, outrossim dela faz alimento da alma, a raiva e o desespero dominam. Só me contém a noção dos meus limites e da minha mortalidade. Mas sofro. Sofro com tantos que sofrem às mãos de devoristas.
 

Efeitos Perversos Já Esperados

Um nojo a forma como António José Seguro e os "socialistas" se demitiram de fazer oposição a este governo. Nada que não se esperasse. Quando cheira a poder é assim para os lados das hostes "socialistas". Pode ser que lhe saia o tiro pela culatra.

domingo, dezembro 08, 2013

PS, PSD e CDS, Forças de Bloqueio ao Desenvolvimento Económico e Social do Algarve

Há que não perder a esperança de ver um dia as portagens no Algarve abolidas uma vez que dão um prejuízo brutal ao erário público em nome dos lucros da concessionária privada pagos com os dinheiros dos contribuintes. Nesse dia perceberemos como PSD, PS e CDS contribuíram decisivamente para um entrave ao desenvolvimento económico e social do Algarve. Verdadeiras forças conservadoras de bloqueio, portanto. 

sexta-feira, dezembro 06, 2013

Hoje, Suspensão Das Portagens Na Via Do Infante Em Discussão Na Assembleia da República

Amanhã, dia 6 de dezembro, a Assembleia da República discute a 2ª petição antiportagens na Via do Infante. Há quase um ano a CUVI - Comissão de Utentes da Via do Infante - entregou na AR cerca de 15 mil assinaturas a solicitar a suspensão das portagens na A22/Via Infante de Sagres. Para que a petição possa ser alvo de votação, os grupos parlamentares do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista apresentam projetos de lei e de resolução. O Algarve aguarda com expetativa a deliberação do parlamento, sabendo de antemão que a continuação da taxação de portagens darão mais contributos para a morte social e económica do Algarve. Cerca de duas dezenas de algarvios e algarvias estarão presentes nas galerias da AR a assumir a sua cidadania.
 

quinta-feira, novembro 28, 2013

A Poda Socialista em Loulé

Em Loulé, a poda das árvores, agora sob jugo das asneiras dos socialistas, continua no caminho das podas de desastre. Em frente à Junta de Freguesia de São Clemente, a meia dúzia de metros da minha casa e a meia dúzia de metros da casa do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé. Em breve coloco aqui algumas imagens. As árvores não têm culpa desta estranha arte da poda. E nem sequer têm partido.

segunda-feira, novembro 25, 2013

Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho Vaiado Em Faro


22 de de Novembro de 2013. O primeiro Ministro veio jantar a Faro, mais concretamente no Hotel Faro e foi vaiado à saída, sendo chamado de "assassino", "ladrão" e "gatuno" durante todo o percurso a pé, entre o Hotel Faro e o Hotel EVA onde foi ter uma reunião com os cúmplices do partido, de entre os quais dois membros do PSD-Loulé. Que fique registado para a história porque não estavam por lá jornalistas.

domingo, novembro 24, 2013

Amigos, Companheiros e Camaradas



Discurso de Pacheco Pereira na Aula Magna. Lavemos o pouco que resta da alma.

Notícia de Última Hora

Notícia de última hora: António José Seguro foi visto à deriva em cima do Iceberg gigante, do tamanho da Ilha da Madeira, que rompeu na Artártica. António José Seguro entrevistado pela TVI diz que já não sabe o que fazer quanto às alterações climáticas.

sexta-feira, novembro 22, 2013

António José Seguro e o partido que se diz socialista

O primeiro é uma inutilidade. O segundo uma vergonha e uma indecência. E assim se destrói um país e um povo com a cumplicidade de uma cambada de traidores à pátria que da concepção do mundo só têm alcance para ver o seu umbigo e o olho do cú. Radical eu? Não. Vossas excelências é que são de uma enorme pobreza de espírito.

sexta-feira, novembro 15, 2013

Sobre Hannah Arendt, a Condição Humana e a Academia

Há uma semana fui ver o filme sobre a Hannah Arendt. Estava à espera de gostar e não saí desapontada. Hannah Arendt é uma filósofa e académica admirável e o filme demonstra algo que me é caro em vários sentidos. A coragem de um académico em publicar algo que vai ser polémico ou que pode constituir uma polémica é uma situação que hoje em dia tem vindo a ser diminuída porque chegou-se a este estado em que a polémica para ter dimensão tem que ser escandalosa. Actualmente, parece-me, é difícil existir polémica no mundo académico – e que esta passe para o mundo não-académico – sem um certo sensacionalismo.
 
Mas não é isso que acontece com Hannah Arendt. Arendt faz o seu trabalho como académica: ela tem um objecto de estudo, ela examina-o, estuda-o, pesquisa, pensa e chega a conclusões. Tenta fazê-lo com a maior honestidade intelectual possível e fá-lo sempre como académica, como alguém que foi treinada desde muito cedo a pensar e a racionar e a ser crítico. A academia é isto. Arendt no filme personifica aquilo que a intelectualidade e a academia têm de melhor. Não põe de lado as suas opiniões pessoais mas elas são suportadas. Não põe de lado a emoção porque é isso é necessário a um trabalho académico, mas utiliza a emoção para amplificar a qualidade da sua escrita e do seu trabalho.
 
O que acaba por ser impressionante no filme é que Arendt é criticada precisamente por ter feito bem o seu trabalho, por ter sido das primeiras pessoas a pensar criticamente no que tinha acontecido apenas 15 anos antes, por ter feito afinal uma tentativa de compreender o que se tinha passado quando ainda ninguém estava preparado para fazer este exercício. A compreensão é o objectivo de qualquer académico, de qualquer historiador, de qualquer cientista político. Por isso, é-me muito fácil de simpatizar com as palavras dela: “trying to understand is not the same as forgiveness.” Mas esta ideia que parece ser básica é polémica. Não são somente as conclusões a que Arendt chegou que chocam os seus amigos e o público mas também a maneira como ela encarou e abordou o problema: como um académico.
 

domingo, novembro 10, 2013

Da Oposição Política Como Doença Mental

Completamente nu e com suas partes íntimas presa entre as pedras, Pavlenski ficou ao longo de mais de uma hora a olhar os seus testículos numa ação descrita como "metáfora da apatia, da indiferença política e do fatalismo da atual sociedade russa". Segundo o artista, o Kremlin está a "converter as pessoas em estátuas que esperam resignadas o seu destino". Noventa minutos depois do início do protesto, Pavlenski foi levado para um hospital na capital russa, tendo uma fonte das forças de segurança adiantado à agência de notícias oficial RIA-Nóvosti que após receber tratamento será detido pela polícia. As autoridades classificaram a ação do pintor como algo "normal para um doente mental". Pavlenski, por sua vez, disse que o poder dominante "converteu o país num grande carcel" e que a Rússia é hoje um "estado policial".

Ler mais:

sábado, novembro 09, 2013

Que Educação Queremos Para Os Nossos Filhos?

Pais em protesto em escola em Faro, esta Segunda-Feira, dia 11 de Novembro, contra horários absurdos do ponto de vista pedagógico para as suas crianças. Pôr as crianças a entrar na escola às 7h50m da manhã revela uma sociedade que regrediu civilizacionalmente e está a entrar no absurdo moral seja lá isso o que fôr. Horroriza-me só de pensar que no início do próximo ano lectivo poderei ter que passar por coisas próximas das que passei este ano por causa da escola dos meus filhos. Os poderes, na sua generalidade, supranacionais, nacionais, regionais e locais, perderam qualquer noção próxima de serviço público e as coisas mais básicas da vida passaram muitas das vezes a terem que ser arrancadas a ferros pelos cidadãos. 

Fica o link do protesto aqui:

Que Se Lixe A Esquerda E A Direita: Como diz o outro, o que verdadeiramente interessa é o tacho

Também nas juntas de freguesia do concelho de Loulé, os eleitos do PCP aliam-se à direita do PSD para fazer maioria de governo em troco de uns patacos que decorrem de um cargozito de meia tigela. Onde está a apregoada coerência do PCP?
 

sábado, novembro 02, 2013

Blogues Louletanos Que Teimam Em Resistir Ao Ar do Tempo: Contrasensos do Helder Raimundo

Um blogue onde se escreve bem e se pensa bem. Aliás as duas coisas estão indissociavelmente interligadas. Neste momento penso que seja o mais antigo blogue louletano em funcionamento.
 

quarta-feira, outubro 30, 2013

Sinais de Esperança: Jovens, Escola, Futuro

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=691955&tm=8&layout=122&visual=61

Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé. Economize nas festas das Bruxas e arranje verbas para acabar as obras na Escola Secundária de Loulé. Este protesto poderia perfeitamente ser aqui por Loulé. Passe pela Escola Secundária e veja com os seus próprios olhos.

segunda-feira, outubro 28, 2013

Retrato de Um País Em Desesperança, 26 de Outubro de 2013



Um testemunho histórico extraordinário da manifestação de 26 de Outubro de 2013 em Lisboa. Um retrato maravilhoso de um povo em desesperança.

26 de Outubro, Lisboa, Rejeitar As Políticas de Austeridade, Fazer Cair O Governo Dos Credores



Ao contrário da ideia do que os media querem fazer passar o protesto de ontem, 26 de Outubro de 2013 foi um protesto determinado. Pacífico sim, mas aquela gente que lá foi sabe que não quer este governo e estas políticas. Eu estive lá, com a Elsa, a Mariette, o Orlando, a Ana e o Joel. Continuo convencido que à semelhança da água que quando se infiltra ninguém a pode deter quando uma massa humana determinada decide o que não quer ninguém a pode parar. Veremos daqui a alguns anos se terei razão.

quinta-feira, outubro 24, 2013

É um imperativo ético soltar as nossas vozes nas ruas

Dia 26 de Outubro é um imperativo ético soltar as nossas vozes nas ruas. Dizer de novo basta à barbárie  Resgatar o que resta de dignidade. Bradar aos céus contra a indecência. Dia 26 vou atravessar o rio que desagua na casa do povo porque quero que os meus filhos saibam que estive do lado certo da história. Vou porque recuso o empobrecimento e a miséria como destino imposto por um qualquer governo e uma qualquer Troika. Vou porque a democracia, o nosso bem colectivo mais precioso, fez-se com o sangue, o suor e as lágrimas de muitos e não pode ser destruída assim de uma assentada por uns poucos crápulas sem vergonha. Dia 26 de Outubro vou porque já não é aceitável não ir e nunca me perdoaria de ter ficado impávido e sereno a assistir ao inaceitável e um dia perguntar a mim próprio: - Como foi possível consentirmos isto?

João Martins

PS: Em Loulé não se vai sair à rua à semelhança do 15 de Setembro e do 2 de Março porque a direita odeia os organizadores da manifestação e a "esquerda" que não existe na cidade os considera "radicais". Para além disto, não há mais cidadania digna desse nome. Ir à raiz dos problemas é coisa que não assiste aos louletanos. Fiquem bem. Organizem-se.

quarta-feira, outubro 23, 2013

O Novo Líder Da Direita Portuguesa

António José Seguro é o novo líder da Direita em Portugal. Pedro Passos Coelho já pode partir tranquilo para Paris cursar Ciência Política. Até amanhã camaradas.

Quantos Votos Valerá Um Ser Humano Em Greve De Fome À Porta De Uma Escola?

Uma turma de adolescentes esperava, num autocarro, a partida para mais uma visita de estudo. A professora recebe um telefonema. O autocarro não podia partir. A polícia iria lá deter uma aluna. Leonarda, 15 anos, cigana, filha de um kosovar, integrada no País, escolarizada, com boas notas e quase já só dominando a língua francesa, teria de ser detida. O presidente da Câmara de Levier disse à professora que ia passar o telefone à polícia. Um polícia explicou-lhe que tinha que prender a aluna, porque ela estava em situação irregular. "Eu disse-lhe que não me podia pedir uma coisa tão desumana, mas ele respondeu que ia haver eleições e que eu devia parar imediatamente o autocarro". Crime: filha de imigrantes ilegais. Pena: expulsão imediata para um país que não conhecia, no próprio dia. Motivo: ser exemplo e ganhar votos.
 
E assim foi: em frente aos colegas, Leonarda foi levada como uma criminosa. A classe política francesa, a começar pelo ministro do Interior, Manuel Valls, estava em campanha. Não contra, mas em competição com a senhora Le Pen. Leonarda era apenas um dano colateral. E foi "conforme a regulamentação em vigor" e com apoio muito significativo dos franceses normais, porque assim se resume a banalidade do mal, que a deportação se fez. Felizmente, como tantas vezes acontece nos momentos de desnorte moral dos países, resistiram os estudantes, que, em Paris, fecharam 14 escolas em protesto.
 
Incapaz de fazer frente à senhora Merkel, o governo francês escolheu uma cigana de 15 anos para fazer uma demonstração de vigilância patriótica. Incapaz de se bater por uma redistribuição de poder na Europa, os ciganos romenos e búlgaros passaram a ser os alvos de todo o populismo do senhor Manuel Valls. Incapaz de enfrentar a Frente Nacional no que realmente a está fazes crescer - a crise económica e social, que permitiu a Marine Le Pen roubar à esquerda grande parte das suas bandeiras sociais -, o PSF preferiu ficar com a agenda mais abjeta e cobarde da extrema-direita: a perseguição aos imigrantes.
 
Mas a mão musculada com os mais fracos rende votos. Dizem as sondagens que a esmagadora maioria dos franceses aplaude a deportação de estrangeiros e que a maioria é contra o regresso da família de Leonarda a França. Provavelmente os mesmos que celebram a França da liberdade e da tolerância, que apagou da sua memória coletiva o colaboracionismo, o antissemitismo e o apoio ativo dos seus cidadãos a outras deportações. A França que, ao contrário dos alemães, refez a sua história à custa do heroísmo de uma pequena minoria de resistentes. Essa França da retórica tolerante e de uma xenofobia sem paralelo na Europa Ocidental, sempre foi pasto fácil para fascistas de várias cores. A inteligência da filha de Le Pen, mais polida e cuidadosa do que o pai, assim como a crise e a falta de coluna da esquerda francesa, está a tratar do resto. E lentamente o mainstream da política francesa vai mudando assustadoramente de lugar. Hoje está, como se viu pela reação da opinião pública ao caso de Leonarda, em recantos bem escuros da memória coletiva da Europa.
 
Como resolveu François Hollande este imbróglio? Permite que Leonarda, de 15 anos, regresse a França, desde que sozinha. Pode escolher entre ficar num país que não conhece e onde os ciganos são ferozmente perseguidos ou voltar para França sem a sua família. E Hollande consegue o pleno. Para agradar a todos não agrada a ninguém. Nem à generalidade dos franceses, para quem, anestesiados pela intolerância, este gesto, que cinicamente o ministro do Interior chamou de "generoso", parece sinal de fraqueza. Le Pen disse mesmo que era uma "humilhação" para a França, pois Leonarda já não é Leonarda, é apenas um objeto político. Nem à minoria que ainda mantém sinais de vida emocional, a quem a escolha entre o exílio e a família parece uma proposta inapresentável a uma adolescente de 15 anos. Nem à esquerda, nem à direita, nem ao seu próprio partido. Nem sequer apenas a quem tenha um bocadinho de bom senso.
 
Mas isto é Hollande. Mas isto é o PSF. Mas isto é aquilo em que se transformaram os socialistas e social-democratas europeus. Radicalmente moderados. Tão moderados que não têm posição sobre coisa alguma. Nem sobre o mais elementar do mais elementar. Camaleões em busca de voto, farão tudo para não ter de fazer nada. Até que as Le Pen desta Europa lhes levem todo o eleitorado. Hollande bem avisou que seria um presidente normal. O meio de tudo. Ou seja: nada.
 

segunda-feira, outubro 21, 2013

Quanto vale a Constituição da República?

"O Presidente da República, para nossa desgraça, é economista. Um daqueles economistas que aprendeu que uma ação é boa se os seus benefícios são superiores aos seus custos, que a melhor ação de todas é aquela que proporciona um maior rácio entre benefícios e custos e que fez disto uma máxima moral que orienta toda a sua (muitas vezes triste) conduta. Assim se compreende que o Presidente transforme o juramento que fez numa questão de cálculo."
 

sábado, outubro 19, 2013

A Dificuldade De Exercer A Cidadania Na Cidade De Loulé

Depois de ter sido perseguido e difamado por gente ligada ao PSD-Loulé pelo facto de fazer a oposição que os partidos políticos nunca fizeram no concelho sou agora ameaçado de morte e difamado por alguns funcionários da escola do meu filho pelo simples facto de ter exigido que o meu filho que transitou para o 3º ano fosse inserido numa turma do 3ºano. Não seria grave, se a minha mulher, o meu filho, a minha mãe e a minha família não estivessem a ser objecto de ameaças de morte. Não sei se isto é uma questão política, criminal, ou de gestão escolar. Mas isto está-se a passar na escola pública em Loulé e ninguém assume responsabilidades. Se acontecer alguma tragédia, fica o testemunho. 

Dei a conhecer à APEC para que conste

Queria informar a Associação de Pais que depois de ter sido ameaçado por um porteiro da escola, esta semana uma empregada do refeitório mandou um recado pelo meu filho (uma criança de 8 anos) de que o senhor director estaria doente (o que eu desde já lamento) a "sugerir" que eu seria responsável por isso. O que se está a passar nessa escola do meu filho começa a ser dantesco e eu estou com medo que os meus filhos sejam objecto de vinganças e represálias. Informo que farei queixa imediatamente na GNR para que sejam accionados procedimentos. Parece-me que já era altura de parar com comportamentos surrealistas na escola e concentrarmo-nos de vez na educação das crianças. Nem eu, nem a minha família temos que estar sujeitos a este tipo de agressões que começam a ser constantes. Nenhum funcionário de bom senso poderia fazer isto que acabo de descrever. Isto é demasiado sério para ser levado como uma brincadeira. Obrigado pela vossa atenção.

sexta-feira, outubro 18, 2013

Cultive-se a memória: 15 de Outubro de 2011



15 de Outubro de 2011. Um dia histórico do Portugal contemporâneo. É este o dia do início da resistência popular ao fascismo financeiro austeritário imposto a Portugal. Este foi um dia de esperança na história da minha vida. Uma massa enorme de gente digna saiu à rua para dizer basta.

domingo, outubro 13, 2013

Cultive-se A Memória: 13 de Outubro de 2012, em Loulé



13 de Outubro de 2012, em Loulé. Como fez bem lembrar a Ana faz hoje um ano. O descontentamento popular nas ruas viria a dar origem à derrota do PSD em Loulé. Falta agora fazer o mais fácil, correr com o governo de Passos e Portas e falta fazer o mais difícil, obrigar a Troika a mudar de políticas. A 26 de Outubro de 2013 não se vai sair à rua em Loulé porque a "esquerda" bem comportadinha entretanto passou a demarcar-se dos organizadores das manifestações e a considerá-los, na proximidade das eleições autárquicas de 2013, "radicais".

sábado, outubro 12, 2013

Ninguém Ficará Para Trás?

A propósito de uma leitura no suplemento do Público de 29 de Setembro de 2013 "SOS na zona pobre" queria dizer ao PS do Dr. Vítor Aleixo que me têm chegado relatos de pessoas em dificuldade e a cair na maior miséria (a passar fome mesmo) completamente abandonadas pelas estruturas de apoio social do Estado. O slogan "Ninguém fica para trás" para ser cumprido de forma minimamente decente deveria ter como princípio a construção de uma estrutura local que tivesse como objectivo principal garantir que ninguém passa fome no concelho, que toda a gente tenha acesso a uma saúde mínima garantida, que toda a gente tenha direito a uma habitação condigna e que essas pessoas sejam apoiadas em direcção a programas de formação e emprego. Em Loulé o Estado está a falhar, a autarquia não responde de todo às necessidades da população mais pobre da cidade e não é a caridade de um qualquer presidente de junta de freguesia, de um qualquer presidente de Câmara ou de um qualquer vereador que substitui a intervenção do Estado. Ninguém ficará para trás é começar por aqui. Do que conheço do funcionamento do apoio social em Loulé não me dá garantias de que possamos dormir descansados. Os relatos que me chegam são deveras preocupantes. Do que me contaram da forma como alguns supostos técnicos de acção social olham para os pobres e para a pobreza e a forma como eu próprio fui abandonado como um cão rafeiro pela gente do PS Loulé à porta da escola do meu filho em defesa da escola pública leva-me a olhar com a maior apreensão para a inércia que por aí circula.

domingo, outubro 06, 2013

As Moscas

As declarações de António Costa de que o PS ainda não tem condições para ser alternativa são verdadeiramente fantásticas. Por um lado, apela ao partido socialista para agir de forma fria e calculista, esperando pelo momento certo e assistindo serenamente à derrocada geral da vida dos portugueses. Por outro lado, evita ir para os cornos do touro das negociações com a Troika uma vez que este PS expectavelmente nunca vai romper com as políticas da Troika. No fundo, no fundo, poderá tratar-se apenas e só de uma mudança de moscas. O que no contexto actual vai ser um desastre para o regime ainda democrático (?) que hoje apodrece.

5 de Outubro de 2013: A República Foi Renegada Pelos Seus Governantes Que Não Percebem O Simbolismo Da Data



5 de Outubro de 2013 deixou de ser feriado nacional e o hastear da bandeira nacional pelo senhor Presidente da República (?) foi realizado ao som de vaias populares.

quarta-feira, outubro 02, 2013

Cumprir Ordens

"Hannah Arendt esperava ver em Adolf Eichmann o monstro nazi, o assassino responsável pela morte de milhares de judeus. Mas o que viu foi um homem que se limitou a cumprir ordens, um burocrata empenhado em fazer cumprir a cadeia de poder. E aqui não há espaço para a reflexão, para questões éticas, o cumprimento da ordem não se compadece com preceitos morais. E Adolf Eichmann cumpria ordens – de forma objectiva, quase mecânica, sem qualquer constrangimento ético que não fosse o cumprir de cada ordem da forma mais eficaz possível."
 

Fim Do Caso Individual, Fica Lá O Problema Político De Ataque À Escola Pública Em Cima Das Crianças E Famílias, Mas Isso É Coisa Que Um Maluco Não Pode Resolver

Desta vez a decisão é final. O Pedro e os outros colegas vão integrar amanhã a respectiva turma do 3º ano. Algo vai muito mal no reino da educação nacional. Uma família não pode ser torturada desta maneira e um qualquer pai não deve ter que andar em cuecas à porta da escola a passar pela mais profunda humilhação, fazer greve de fome, dormir à chuva à porta da escola, ocupar e quase acampar no gabinete do director de uma qualquer escola para que os direitos educativos mais elementares das crianças sejam respeitados. Um sincero agradecimento a todos aqueles que de forma presencial e virtual se solidarizaram e que foram decisivos no suporte psicológico que o desgaste emocional de uma situação deste género implica. Está cancelado o protesto de Sexta-Feira. Obrigado.

terça-feira, outubro 01, 2013

3º Comunicado Do Movimento De Cidadãos Em Defesa Da Escola Pública

O Movimento de Cidadãos de Loulé em Defesa da Escola Pública vem por este meio denunciar que esta noite o gabinete da direcção do Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanita foi ocupado por três familiares de uma das crianças durante 30 minutos e só foi desocupado com a intervenção da GNR. A direcção da escola abandonou o respectivo gabinete justificando que já passava da hora de trabalho (enquanto o director esperava por uma resposta da DGEST que tardava em chegar) e que tinha que ir jantar, deixando os familiares de uma das crianças sozinhos no gabinete directivo, telefonando depois para a GNR a informar da ocorrência. O director da escola quis impedir a tia da criança em causa de estar presente no local invocando que a mesma não era encarregada de educação. Já entrados na terceira semana de aulas depois de uma orientação emanada da Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares, ao fim da primeira semana lectiva, ao director da escola, não se percebe porque razão não dá seguimento a esta orientação emanada superiormente. Os pais das crianças que transitaram para o 3º ano e cujos filhos foram colocados numa turma do 4º ano (com uma turma do 3º ano só com 11 crianças na mesma escola) viram assim de novo goradas as suas expectativas depois de no dia 20 de Setembro de 2013 o director da escola ter informado publicamente numa reunião da associação de pais deste agrupamento escolar de que a solução para o caso teria chegado através da respectiva orientação da Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares. Na sequência de mais de duas semanas de terrorismo psicológico e pedagógico praticado pela escola sobre as crianças e seus familiares informa-se que o pai de uma das crianças, João Martins, decidiu entrar de novo em greve de fome na próxima Sexta-feira (recorda-se que este pai já esteve em greve de fome em frente à escola nº 4 quase 48 horas seguidas) e os pais destas crianças vão fazer um apelo para a realização de uma manifestação à porta da escola nº 4 nessa mesma Sexta-Feira. dia 4 de Outubro, pelas 8h30m. Perante este caso da mais absoluta falta de humanidade por parte dos responsáveis educativos da escola e do Ministério da Educação, os pais das crianças envolvidas informam que irão recorrer a todos os meios, até às últimas consequências, para que os seus filhos sejam colocados correctamente no ano de escolaridade para o qual transitaram não admitindo de forma alguma que com uma turma com 11 crianças no 3º ano de escolaridade os seus filhos sejam colocados numa turma do 4º ano de escolaridade.

Ana Catarina Rodrigues
Elsa Martins
Fernanda Firmino Martins
Joel De Brito
João Martins

domingo, setembro 29, 2013

Em Loulé, O Povo É Quem Mais Ordena

Ganhou a cidadania.

A Escola Da Vergonha

4h40m. Interrupção do acampamento. Corpo todo encharcado. Sinto-me a adoecer. Amanhã é dia de aulas e não quero prejudicar os meus alunos. Volto para a porta da escola amanhã no final da tarde. Vida difícil. De cuecas os papas e mamãs ficam horrorizados. Em greve de fome ficam chocados e de megafone na mão isso perturba, segundo os adultos, as crianças. Vamos entrar na 3º semana de aulas. Fiquei a saber hoje que o Pedro fez um ditado em que deu 18 erros coisa que nunca tinha acontecido em anos anteriores. Não sei se o ditado era do 3º ano ou do 4º ano. A humilhação e a tortura psicológica têm limites e estou a começar a perder a paciência. O senhor director na primeira semana nada fez porque só o podia fazer com ordens superiores e quando recebeu ordens superiores não acatou as ordens e voltou a reenviar uma contraproposta à Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares, essa entidade misteriosa que pode nunca vir a dar qualquer resposta.

sexta-feira, setembro 27, 2013

Um fardo, viver nesta merda desta terra

Vai fazer amanhã uma semana que a Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares autorizou a mudança do meu filho Pedro e das outras crianças do 3ºano que foram colocadas no 4º ano a mudarem para a turma do 3º ano que só tem 11 crianças. A mudança ainda não ocorreu. Há duas semanas que o meu filho não sabe bem a que turma pertence. Isto já não tem a ver com dinheiro. Trata-se da mais pura incompetência e imbecilidade. Ninguém aguenta uma coisa destas depois do que já passei neste início do ano escolar. Amanhã lá vou eu bater à porta fazer de menino mal comportado.

quarta-feira, setembro 25, 2013

E Os Poucos Que Resistem, Ainda São Criticados Pela Forma

"O que este Governo mudou no sistema de ensino português terá consequências cujo alcance não está a ser percebido pela maioria dos portugueses. Mas há um universo, o dos professores, que se assume como espectador num processo em que é actor. Por omissão, concedo. Com gradientes diversos de responsabilidade, volto a conceder. Mas com o ónus global de não dizer não. Um não veemente quanto necessário para pôr cobro aos dislates de uma política que nos reconduz ao passado e nos recusa o futuro."
 

Apoiar Políticas Indecentes É Óbvio Que Torna Essa Gente Indecente

"Num país onde a venda de automóveis de luxo apresenta as maiores taxas de crescimento (a Jaguar teve um aumento de 59% nas suas vendas em Agosto) mas onde há cada vez mais famílias a recorrer a cantinas sociais para dar de comer aos filhos, não é admissível votar nos partidos que integram o Governo que impõe esta situação, ainda que se trate de uma eleição para uma junta de freguesia. A política que o Governo e os partidos do Governo defendem e põem em prática a nível nacional é uma política indecente, e quem defende políticas indecentes a nível nacional não pode ser decente ao nível local."
 

segunda-feira, setembro 23, 2013

Assunto Encerrado

Fui hoje informado pela direcção da escola que o Pedro vai efectivamente mudar para uma turma do 3º ano com as outras crianças que estavam com ele na turma do 4º ano conforme orientação da Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares. Não há vencedores nem perdedores. Prevaleceu o bom senso. Para aqueles a quem não agradou o meu modo de actuação a única coisa que me oferece dizer é que nenhuma daquelas seis famílias deveria estar sujeita ao grau de violência psicológica e totalitária a que esteve exposta e que nenhum pai deveria sofrer a humilhação a que eu fui sujeito apenas por rejeitar a mais pura arbitrariedade desta decisão. Assunto encerrado.

domingo, setembro 22, 2013

Loulé sai de novo à rua a 26 de Outubro: Rua com o Governo, Fora com a Troika


Catástrofe Humanitária Na Grécia, Brevemente Perto De Si

http://player.vimeo.com/video/73705119

É só clicar no link para ver o vídeo.

Para A Assembleia Municipal O Voto É No Bloco

Afinal vou votar Bloco de Esquerda para a Assembleia Municipal. Foram eles que por lá passaram enquanto estive em greve de fome. Todos os outros me deixaram para trás. Estava muito indeciso em quem votar e a solidariedade de alguns membros do Bloco Loulé foi decisivo na minha decisão. Todos os outros partidos me deixaram ali sozinho a morrer à fome enquanto defendia a escola pública em Loulé. Obrigado à Mariette, ao Joaquim Mealha, ao Hélder Raimundo e ao Tiago Grosso que estiveram no local e ao João Vasconcelos e ao José Domingos que telefonaram e mandaram mensagens de solidariedade. Há lá por dentro um Bloco que me desagrada mas foram eles que foram solidários na hora de maior sofrimento desde o início destes tempos Austeritários.

sábado, setembro 21, 2013

O Ministério Já Autorizou A Reorganização Das Turmas Em Loulé, Está Quase

Caros amigos agradeço desde já o vosso apoio e solidariedade. Suspendi a greve de fome uma vez que o Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanita recebeu orientação do Ministério da Educação para reorganizar as turmas. Um agradecimento especial à Ana, ao Joel, à minha mulher, à minha querida mãe, à Aline, ao Lory, à Luísa; à Suzy, à mãe da Viviane, ao meu primo João Serafim, à Mariette, ao Tiago Grosso, ao Joaquim Mealha, ao Helder Raimundo e a sua esposa, ao João Vasconcelos, à Lena e ao Tiago, à jornalista da RTP que fez uma excelente reportagem, ao rapaz que rezou por mim e que não sei o nome, à Rita e ao Miguel Piedade e a todos os que por ali passaram e me deram força. Um agradecimento muito especial aos pais de Monchique cuja solidariedade foi decisiva para que em Loulé se pudesse resolver o problema e à senhora que ficou muito escandalizada por me ver em cuecas e chamou a GNR que amavelmente me identificou. Nunca mais vos esquecerei. O Pedro agradece.

quarta-feira, setembro 18, 2013

A Dignidade Não Mora Aqui

Enquanto em Loulé anda um pai isolado em cuecas (a ser censurado moralmente pelos outros pais) com o apoio de mais uma mãe de outra criança  e mais uma poucas pessoas que se solidarizaram, em Monchique, os pais unidos lutam pela causa de alguns e sabem que em conjunto defendem a escola pública. Loulé parece ser cada vez mais uma terra muito especial. Obrigado aos pais e mães de Monchique pelo exemplo que deram na defesa da escola pública e dos seus filhos. Se conseguir que o meu filho seja transferido para o respectivo ano nunca vos esquecerei.

2º Comunicado de Imprensa do Movimento de Cidadãos de Loulé Em Defesa Da Escola Pública

O grupo de cidadãos de Loulé Em Defesa Da Escola Pública informa que;

1) Tendo em conta que o problema do absurdo pedagógico produzido pelas turmas mistas não está resolvido e o facto de alunos que transitaram do 3º para o 4º ano terem sido literalmente depositados em turmas que não são do respectivo ano, por
motivos de mera racionalidade financeira e com o desrespeito pelos mais elementares princípios pedagógicos e os interesses dos alunos;
2) Tendo em conta que há crianças que ainda não iniciaram as aulas (há três dias) porque os seus pais consideram que não é aceitável colocá-los em turmas que não satisfazem as mínimas condições pedagógicas.
3) Tendo em conta que há já quatro encarregados de educação que fugiram (literalmente) desta situação de degradação educativa transferindo os seus filhos para outros agrupamentos escolares (Quarteira e Paderne);
4) Tendo em conta o transtorno que este desrespeito pelas crianças, pelos pais e pela educação pública está a causar nas famílias e seus filhos;
5) Tendo em conta o comportamento que o Senhor Director Do Agrupamento Vertical de Escolas Padre João Cabanita, a Direcção Regional de Educação e o Ministério da Educação de Nuno Crato estão a ter na resolução deste problema, ignorando as mais elementares noções de serviço público;
6) Decidiu este grupo de cidadãos avançar com um novo protesto à porta da Escola nº4 do Agrupamento de Escolas Padre João Cabanita na próxima Terça-Feira, 24 de Setembro, pelas 08h30m à porta da escola a exigir que a pedagogia se sobreponha à burocracia escolar. Não aceitamos que alunos do 3º ano vão frequentar turmas do 4º ano quando neste momento há uma turma do 3º ano com 12 alunos. Trata-se de uma questão que o mais elementar bom senso resolveria de imediato. Um dos pais decidiu também avançar para greve de fome à porta da escola até a situação estar resolvida.
 
O Movimento de Cidadãos de Loulé em Defesa da Escola Pública
 
Ana Catarina Rodrigues
Joel de Brito
Elsa Maria Federico
João Martins
Fernanda Firmino Martins


terça-feira, setembro 17, 2013

Entre a pedagogia do medo e o horror pedagógico

Portanto, o início do ano lectivo do meu filho Pedro está assim. A mãe está esfrangalhada e vai agora para o Centro de Saúde. O Pedro começa a estar cada vez mais instável pois amanhã é o terceiro dia que não vai à escola. Há quatro pais que pediram transferência de escola e já a concretizaram fugindo literalmente deste horror pedagógico. Eu fui hoje identificado pela polícia e devo estar quase a ser preso porque uma mãe ficou escandalizada por ver um homem em cuecas à frente da escola e chamou a GNR. A minha mulher tem faltado ao trabalho por causa disto e arrisca-se a ser despedida. Quinta-feira vou entrar em greve de fome. E neste momento a turma do 3º ano tem 12 crianças enquanto a turma do 3º/4º ano tem 16 crianças (3 alunos do 3ª ano porque 4 fugiram desta situação através da transferência de escola) pelo que temos as duas turmas incompletas. Entretanto, não se detecta qualquer sinal de humanidade, respeito pela pedagogia ou respeito mínimo que seja pela crianças por parte do Senhor Director da Escola (Manuel Alves), por parte da Direcção Regional de Educação e do Ministério de Nuno Crato. Este início de ano lectivo do meu filho está a ser um horror e uma tortura.

segunda-feira, setembro 16, 2013

Comunicado Enviado Para A Agência Lusa

Segue a informação sobre o estado da situação da integração (ou da falta dela) do meu filho Pedro Eduardo no Agrupamento de Escolas Padre João Cabanita em Loulé. 

Neste momento a situação evoluiu positivamente ao nível da abertura da Direcção da Escola e da Direcção Regional de Educação do Algarve que parecem estar a mobilizar-se no sentido de encontrar uma eventual solução para o problema, ou seja, integrar o Pedro na turma do 3º ano de onde nunca deveria ter saído. O problema situa-se agora ao nível da Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares que estando na origem desta lamentável situação através da colocação de alunos a partir de uma plataforma informática centralizada para todo o país, deu como resultado que as turmas foram constituídas com o mais completo desrespeito pelas crianças e as suas especificidades pedagógicas num processo cheio de arbitrariedades ao nível dos critérios de constituição das turmas e sem qualquer sentido pedagógico que se pudesse identificar. O ponto da situação em relação às crianças e aos respectivos pais é o seguinte: - No primeiro dia de aulas alguns destes alunos não frequentaram as aulas, outros dois já foram transferidos pelos seus pais para uma escola em Quarteira fugindo autenticamente desta confusão inicial e outros dois ponderam a transferência dos seus filhos para outra escola. Esta fuga à escola do Agrupamento Padre João Cabanita em Loulé tem como resultado que ficam neste momento duas turmas incompletas. A turma do 4º ano (turma mista) em que foi colocado o meu filho Pedro arrisca-se a ficar apenas com dois alunos do 3º ano quando ao lado está disponível uma turma só do 3º ano que apenas tem onze alunos colocados.Perante este absurdo pedagógico, recorda-se que a professora da turma mista vai ter que leccionar o programa do 4º ano e responder a ritmos diferenciados de aprendizagem deste mesmo ano e em simultâneo vai ter que leccionar o 3º ano e responder a ritmos diferenciados deste mesmo ano, com a agravante de ter que preparar os alunos do 4º ano para exames nacionais. Perante a evidência clara de não estarem cumpridas as condições para que se concretize uma escola pública de qualidade, rigorosa e exigente, informo que o meu filho Pedro não irá frequentar a escola amanhã (Terça-Feira) faltando assim pelo segundo dia consecutivo e que eu como pai e encarregado de educação responsável que não quer a frequência de uma escola sem qualidade para o seu filho irei entrar em greve de fome a partir de Quarta-Feira se a situação não estiver resolvida. Nada justifica este crasso erro de colocação de turmas sem qualquer sentido pedagógico e como se deve compreender nunca me perdoaria se permitisse que se cometesse esta atrocidade pedagógica ao meu filho Pedro. 

 Com os melhores cumprimentos 
 João Martins

Arranque do ano lectivo da escola do Crato: Eduquês Puro

1º dia de aulas do Pedro. Ficou em casa porque não quer a escola que o Senhor Director Manuel Alves, o Ministro Nuno Crato e o Senhor Director Regional de Educação do Algarve lhes querem impingir. A mim, enquanto pai responsável, podem mandar a polícia vir-me buscar a casa por não deixar o Pedro entrar na escola da bandalheira. Passou para o 3º ano, é lá que deve estar e não numa qualquer turma do 4º ano. Prendam-me, se quiserem.

domingo, setembro 15, 2013

sábado, setembro 14, 2013

Este Crato É Um Cretino E A Oposição É Um Antro De Inutilidade - Tavira

Comunicado

Os Conselhos Gerais do Agrupamento de Escolas Dr. Jorge Augusto Correia Tavira, reuniram-se em 13 de setembro de 2013 para analisar a atual situação referente à abertura do ano letivo, conforme se descreve:

Durante o passado mês de julho, a Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento (CAP), teria que preencher numa plataforma on-line da Direção Geral dos Estabelecimentos Escola
res (DGEsTE), os dados relativos à constituição das suas turmas, que posteriormente seriam validadas pela mesma.

Essa validação foi ocorrendo caso a caso, obrigando a escola a proceder permanentemente a alterações na formação das turmas, de forma a economizar recursos e cumprir a presente lei.

Até ao limite da comunicação das necessidades transitórias de professores por parte da escola, 13 de agosto, estavam por validar duas turmas de cursos de Educação e Formação (CEFs) e uma turma de Percurso Curricular Alternativo (PCA).

A requisição de professores foi feita sem esta inclusão.

Hoje, 13 de Setembro, data prevista para o início das aulas neste agrupamento, as duas turmas de CEFs, encontram-se a aguardar aprovação da tutela, deixando na indefinição a vida escolar de 40 alunos.

Qualquer que decisão que a tutela venha tomar relativamente a estes alunos, implicará alterar turmas já de si sobrelotadas, redistribuir serviço letivo e reestruturar horários de alunos e professores.

A CAP tem solicitado uma decisão junto da Direção de Serviços de Educação da Região Algarve e da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares, através de contatos telefónicos e por correio eletrónico, não sendo dada resposta até à presente data.

Face ao exposto, os Conselhos Gerais deste Agrupamento emitiram o seguinte parecer:

Reconhecer que não existem condições para a abertura do ano letivo neste agrupamento, por não ser possível saber efetivamente quantas turmas vão funcionar, que consequentemente terá implicações na distribuição de serviços e eventual requisição de professores, organização de turmas e de horários.

Reconhecer que CAP terá necessidade de pelo menos três dias úteis para poder efetuar a reestruturação dos horários escolares, decorrentes de qualquer decisão que a DGEsTE possa vir a tomar, relativamente à proposta de abertura de turmas solicitadas e ainda não autorizadas.

Ratificar a decisão tomada pela CAP e pelos Conselhos Pedagógicos deste agrupamento de só iniciar as atividades para os 2º e 3º Ciclos do Ensino Básico e para o Ensino Secundário, três dias úteis após a resposta da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEsTE) para a abertura de turmas proposta pelo Agrupamento, desde 15 de julho pp.

Os Conselhos Gerais lamentam e repudiam a falta de sensibilidade da tutela do Ministério da Educação em não ter tomado atempadamente qualquer decisão para este problema, o que não garantiu a abertura do ano escolar na data prevista.

Os Conselhos Gerais informam a comunidade para o facto de em todo este processo, os alunos terem sido tratados como meros números, sem sensibilidade para as necessidades pedagogias globais e individuais dos alunos, com graves consequências para a qualidade do ensino neste agrupamento.

Tavira, 13 de setembro de 2013

Os Presidentes dos Conselhos Gerais

António Viegas da Silva/Maria Luísa Contreiras

O Medo Como Política

Nuno Crato instituiu um governo de terror no Ministério da Educação a partir da política do medo. Em conversa ontem com os professores deu para rapidamente perceber que os professores vivem hoje aterrados com medo do desemprego e dos processos disciplinares por parte das direções das escolas. Os directores de escolas têm medo de lhes ser instaurados processos disciplinares a partir da fiscalização do Diretor Regional de Educação (cargo esvaziado que apenas tem como função fiscalizar os professores) e este Diretor Regional esvaziado nos seus poderes diz que nada manda e nada pode fazer porque quem manda (foi a expressão usada) é o Ministério. O Eduquês que tanto Nuno Crato criticou foi substituído pela pedagogia do medo. O sistema é perfeito para a geração da obediência de massas. E está a funcionar. Os "seres humanos" que frequentam hoje as escolas portuguesas são ratos de laboratório tontos e assustados. A junção de Kafka e Orwell é o sistema perfeito para a destruição da escola pública. Nascido eu quatro anos antes do 25 de Abril de 1974 nunca pensei assistir a uma coisa destas em vida.
 

A Nudez É Tudo O Que Resta


quinta-feira, setembro 12, 2013

Pais promovem protesto e greve de fome à porta de escola primária em Loulé

O grupo de Cidadãos de Loulé em Defesa da Escola Pública vai promover amanhã de manhã um protesto à porta da Escola nº4 do Agrupamento Vertical de Escolas Padre João Cabanita, em Loulé, contra a mistura de alunos de diferentes anos de escolaridade no 1º ciclo do Ensino Básico.
 
O protesto começa às 8h30 e vai repetir-se na segunda-feira, 16 de setembro, e na terça-feira, 17, à porta daquela escola , para «exigir que os seus filhos fiquem colocados nos respetivos anos nas respetivas turmas».
Segundo o movimento, há mesmo pais «que tomaram a decisão de iniciar uma greve de fome na próxima sexta-feira, dia 13 de setembro, à porta da escola, de modo a exigir que seja resposta a normalidade do ano escolar».
 
Este movimento de cidadãos considera que «estamos perante um claro atentado à Escola Pública, que remete para práticas próprias do Estado Novo e do Regime Fascista, encarando a orientação do Ministro Nuno Crato e do Ministério de Educação neste sentido como um retrocesso social e educativo de consequências gravíssimas para a aprendizagem dos alunos assim arbitrariamente misturados».
 
Este grupo de cidadãos, em comunicado, responsabiliza também os diretores das escolas por «estas práticas educativas criminosas se nada fizerem perante as hierarquias superiores de quem dependem e prestam contas, no sentido de defenderem os interesses dos alunos, dos seus pais e encarregados de educação e portanto, os próprios interesses de uma Escola Pública que se quer rigorosa, de exigência e de qualidade». O Movimento apela a que «pais e mães, alunos e famílias, encarregados de educação, sindicatos e partidos políticos» se juntem ao protesto. «Não aceitamos este retrocesso civilizacional na Escola Pública Portuguesa», avisa o grupo de Cidadãos de Loulé em Defesa da Escola Pública.
 
Este regresso de turmas com alunos de vários níveis de escolaridade está a ser uma prática seguida em todo o país, devido às novas regras do Ministério da Educação, que aumentou o número de alunos por turma e reduziu o número de professores. Ontem, em declarações ao Diário de Notícias, o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, Manuel Pereira, disse que esta solução, as chamadas escolas de lugar único, é habitual, mas para turmas com 12 a 15 alunos por professor, contudo, tem-se verificado a criação de classes com mais de 26 crianças. Manuel Pereira defendeu que a “regra” imposta dizia respeito a “cumprir os máximos”, ou seja, dividir o número de alunos aceites pela quantidade de turmas estipuladas, mesmo que tal implicasse juntar numa mesma sala crianças com escolaridade diferentes.
“Além de ser muito cansativo para o professor, é muito complicado, porque na prática não há apenas dois anos diferentes, há muitos níveis, já que as crianças têm ritmos muito diferentes”, criticou Manuel Pereira.