sábado, março 30, 2013

Os Salazarinhos Do PSD-Loulé

De novo um elemento dos serviços de vigilância da Câmara Municipal de Loulé a arrancar dois cartazes de protesto que diziam "PSD/CDS ladrões" e "Rua Coelho Fascista". Ameaçou-me que ia chamar a polícia e que já estava identificado. O que eu queria saber é qual é o filho da puta de crime que cometi e pelo qual fui identificado senão o de exercer o meu legítimo direito de protesto contra este governo de canalhas que destrói a vida dos portugueses?

sexta-feira, março 29, 2013

Hoje, Junto À Ponte Do Guadiana


Hoje, junto à Ponte do Guadiana, a exigir a suspensão imediata das portagens na Via do Infante e a demissão imediata do Governo PSD/CDS.

quinta-feira, março 28, 2013

Tempos de Indignação



Ali ando eu perdido nas ruas. O 15 de Outubro foi uma data memorável e marca o início do grande movimento português de resistência às políticas de austeridade levadas a cabo pelo Governo português e pela Troika. Neste dia dei uma entrevista junto à Assembleia da República em que sugeri que se invadisse e ocupasse o edifício. Essa entrevista nunca passou em lugar algum. Um dia memorável na História portuguesa contemporânea.

Rua! Não Vos Suportamos Mais! Basta De Roubar O Povo!


Alas que já vão tarde.

terça-feira, março 26, 2013

Ver A Banda Passar

Corte no Estado Social afinal já não é 4000 milhões de euros mas sim 5,6 milhões de euros. Quando o vidente Marques Mendes foi para a TV dizer que o corte não deveria ser só 4000 milhões mas sim 8 mil milhões era já estratégia montada para anunciar isto. E não vai ficar por aqui. Era bom que a classe média de facebook se organizasse para uma resistência nas ruas quase diária, a não ser que se satisfaça em cair na maior miséria. Isso eu acho que seria uma grante traição aos seus filhos. Uma traição às futuras gerações. Consentiram sem um mínimo de resistência. Isso é imperdoável.

domingo, março 24, 2013

Já Assinei e Comentei: Rua! Não Vos Suportamos Mais!

Nós, cidadãos e contribuintes portugueses, declaramos por este meio, que recusamos as políticas de austeridade impostas pelo Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu, conduzidas por este Governo que consideramos não ter mais condições para continuar a governar Portugal. Exigimos a demissão imediata do Governo de Coligação PSD/CDS-PP, e a convocação de novas eleições.
Os signatários
 

Um Governo Local Fascista

Hoje apanhei em flagrante um funcionário fardado e com o carro da Câmara Municipal de Loulé a arrancar um cartaz com a divulgação da petição que exige a Criminalização da Troika e do Governo PSD/CDS. A censura saiu à rua. Cantei-lhe o Grândola Vila Morena mas ele não deve ter percebido o significado disso. Fica a pergunta no ar o serviço de Protecção e Vigilância da Câmara Municipal de Loulé está ao serviço dos capangas do PSD-Loulé?

sábado, março 23, 2013

Entre Um Horror Sem Fim E Um Fim Com Horror

O problema de fundo é este: O povo vai correr com Passos Coelho e os gansters políticos do PSD/CDS que estão a destruir o país. E depois o José Seguro vai fazer uma austeridade fofinha e dizer que o problema é a dose de austeridade. Ora num tempo em que estamos arriscados a ser prisioneiros eternos da dívida e em que se deve colocar em cima da mesa a possibilidade de um perdão forte da mesma e a própria possibilidade de saída do euro de que nos serve um qualquer António José Seguro que escreve à Troika a dizer que vai cumprir certinho o memorando da Troika? Num tempo em que é preciso decidir se o destino de um povo é o de um horror sem fim ou o de um fim com horror sai-nos na rifa depois de Passos e Sócrates um António José Seguro. A história continua como tragédia.

Mais Do Mesmo: O Partido Socialista É Parte Do Problema

António José Seguro anunciou a moção de censura ao Governo (sem data marcada) e em seguida escreveu uma carta à Troika a dizer que vai cumprir o memorando. A pergunta que se pode fazer é esta: Então a moção de censura serve para quê António José Seguro?

sexta-feira, março 22, 2013

Do Melhor da Raquel Varela, à atenção das esquerdas seja lá isso o que for

Entre 2007 e 2012 Portugal teve quatro greves gerais e várias greves gerais da administração pública. Este número é histórico, incomum. Independentemente da sua maior (como na greve geral de novembro de 2010) ou menor mobilização (como em março de 2012), este número expressa o desconforto na capacidade de a sociedade portuguesa como um todo, nos moldes capitalistas, suportar as diferenças sociais que a atravessam: uma taxa real de desemprego de 24% (1 milhão e 400 mil desempregados), 35% dos quais jovens, 3 milhões de pessoas a viverem abaixo do limiar de pobreza, quase meio milhão a receber o salário mínimo, cujo valor líquido corresponde a 432 euros. E, estima-se, cerca de 300 mil a receber abaixo do ordenado mínimo em condição de subemprego. 42,2% dos Portugueses são pobres antes das transferências sociais.
 
Esta crise, cujas medidas contracíclicas devastaram setores importantíssimos das classes trabalhadores e setores médios da sociedade, está provavelmente a destruir também as condições que permitiram estas medidas, ou seja, o pacto social. Ainda estão no pacto social alguns, mas a grande maioria – metade da força de trabalho (precária e desempregada) – está fora. A erosão da base social que sustentou o regime democrático é evidente, a «classe política» é denegrida, os ministros perseguidos ao som da Grândola, tendo mesmo em locais tradicionalmente conservadores sido recebidos com gritos, apupos e até um coelho enforcado.
 
A diferença entre as mobilizações de rua (por mais de um vez 1 milhão de pessoas saíram às ruas) e a expressão eleitoral é evidente, e as sondagens não mostram nenhum ganho substancial entre a esquerda parlamentar, nesta situação social em que um dos principais empresários, Belmiro de Azevedo, fala de «carnaval de manifestações».
Se na Itália venceu um ‘palhaço’, em Portugal vence o desprezo pelo Parlamento – é curioso como os organizadores (onde estão as lideranças do BE e do PCP, mas escondidas como frentes de precários, mulheres e outros heterónimos) procuram retirar as manifestações da frente do Parlamento, numa espécie de sinal inconsciente para explicar ao povo e contar às criancinhas que o «mal não está ali».
 
Em vão, a rua cada vez mais é o «voto com os pés», e o reflexo disso não é um aumento dos votos na esquerda parlamentar, mas a erosão do regime democrático-representativo que em nada se afirma como «a pior forma de governo, exceptuando todas as outras que têm sido experimentadas» (Churchill), mas apenas como aquele que permitiu destruir os nossos salários. Regime, aliás, em crise – e não porque haja qualquer perigo de fascismo. As classes ricas em Portugal, escondidas atrás de executivos das jotas, não sabem o que hão-de fazer porque o país fica cada vez mais difícil de governar sem direitos sociais, e as soluções ditatoriais não têm qualquer base social num país que derrotou a ditadura há 40 anos e onde até militares, é certo que reformados, avisam que não vão reprimir «o povo». Para haver fascismo não basta haver ingovernabilidade e armas, é preciso base social, e essa base social é hoje inexistente em Portugal. Ameaçar com o fascismo é acenar com o keynesianismo e dizer: «mau connosco, pior sem nós».
 
Não há perigo de fascismo, há a oportunidade de percebermos que das duas uma: ou tiramos o nosso dinheiro do Estado, a quem através de contribuições e impostos confiamos parte do nosso salário, ou controlamos o Estado. Ou seja, e resumidamente, compreendermos e construirmos mecanismos de autogoverno em que os muros dos Parlamento são derrubados por gente que sabe que será difícil começar de novo, mas pior é morrer de velho num país onde, se não houver reacção, teremos os melhores a emigrar, os mais velhos maltratados e humilhados, a degradação dos que vivem de programas assistencialistas e as donas de casa a votar.
 
1 milhão e 300 mil licenciados, 5 milhões e meio de população activa, 2 milhões e meio de reformados – quanto saber há acumulado nestas pessoas para que possam mostrar que podem governar-se a si próprias? Afinal, o país é o que vem no Correio da Manhã, um país onde, sem o Estado, todos se matam uns aos outros, ou é o país dos que cada dia carregam o peso de chegar ao fim garantindo o melhor para si e para os seus?
 
A esquerda parlamentar está refém do seu programa, que não é alternativa. Esforça-se por propor soluções neo-keynesianas, como se o dinheiro fizesse dinheiro, adopta mesmo o léxico da economia vulgar – ouve-se das bocas de Louçã e Jerónimo de Sousa como recuperar a competitividade, crescimento, economia da nação, sacrifícios «nem sempre para os mesmos». Aquilo que é central – digamos, o início de uma boa conversa para qualquer solução, não ainda a solução, mas o início dela –, passa ao lado, para conservar os votos: controle público sobre a banca e do sistema financeiro, suspensão do pagamento da «dívida» pública, e a saída do euro. Com rigor, nacionalizar primeiro a banca, evitando a fuga de capitais, suspender o pagamento da dívida (uma renda de capital) e sair do euro. Francisco Louçã escreveu hoje que a saída do euro iria desvalorizar os salários em 50% e criar o caos. Merkel diz o mesmo. Esqueceu-se Louçã de escrever que o salário já desvalorizou – quanto: 40%, 50%? – por causa de estarmos no euro. E que sair do euro implica em primeiro lugar o fim do euro – porque o Fundo de Estabilização não aguenta nenhuma saída nem de um país pequeno. O BCE tem esqueletos no armário, milhares de milhões de títulos que não valem nada a não ser que se reduza o nível do custo unitário do trabalho para níveis históricos. Sair do euro implica também uma situação revolucionária que, no mínimo, anula as dívidas, nomeadamente as da habitação (uma boa parte, aliás, já pagas se descontado o lucro da banca!).
 
Se saíssemos do euro, o que faria a Sra. Merkel? Enviava panzers para Portugal? Logo para o país da Maria da Fonte e do 25 de Abril!? E nós: fugíamos? Congelavam os financiamentos? Para Portugal, um país da Europa, em 2013? Foi isso que fizeram na Islândia? E como reagiriam os povos de Espanha, Itália, Grécia ao congelamento do financiamento a Portugal? Vinham para as ruas celebrar ou iam para casa, mortos de medo, a fugir do «caos»?
A esquerda que não o é, a esquerda que entra na chantagem oficial – sair do euro será o caos! – tem os seus votos congelados porque os seus limites são palavras, e essas leva-as o vento. Gritam «que se lixe a troika», mas defendem o programa da troika, neste caso uma troika mais generosa, com renegociação da dívida, manutenção do euro, banca mista. Este Governo não caiu porque quem tem obrigação de ser alternativa tem medo e inventou um programa distópico que diz «isto com eles é mau, sem eles é pior».
 
Esqueceram-se de dizer que líderes que não sabem para onde vão não são necessários. Modestamente, penso que devem, se fizerem o favor, sair do caminho e deixar que aqueles que ainda acreditam na utopia tentem ser felizes. Porque isto é tão mau com eles, que a partir daqui, sem eles, só pode ser melhor.

Resistir Até Que A Voz Nos Doa



Resistir até que a voz nos doa. O fascismo financeiro austeritário não passará!

quinta-feira, março 21, 2013

Do Pântano ao Lodo

Para que não restem dúvidas. Com o regresso de Sócrates a Portugal à RTP como comentador político este país deixou de ser um país para gente decente. Uma nojeira política e que tão bem O Governo PSD/CDS vai saber aproveitá-la. Quando se espera que já nada possa piorar, aí está, sempre em direção ao aumento da podridão do regime que é para qualquer possibilidade de esperança em renascer morra logo à nascença.

25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais

Na noite de 24 para 25 de Abril, em Loulé, haverá uma vigília e Assembleia Popular aberta a todos em frente à Câmara Municipal de Loulé. Tragam lenços brancos e faixas. Vem cantar o Grândola Vila Morena. Vamos todos exigir a demissão do Governo PSD/CDS. O apelo é do movimento Que Se Lixe A Troika. Em breve criamos o evento. Junta-te. Aparece. A tua presença é imprescindível.

A Esquerda Que Nunca Aprende

A ideia da esquerda de se juntar aos descontentes do PSD dá-me vómitos.

quarta-feira, março 20, 2013

Chegou O Tempo Das Ameaças Físicas

Acabei de cantar o Grândola Vila Morena e fui exigir a demissão do Governo PSD/CDS à porta do PSD Loulé. Fui ameaçado por um militante do PSD com um pau de snooker. Disse-lhe para me bater que eu chamaria a polícia. E portanto, estamos assim. Em menos de uma semana fui ameaçado três vezes por três militantes do PSD Loulé. Fiquem a saber que terão que me matar para me calar. Era o que faltava destruírem a minha vida e a vida de todo um povo e manter-me calado. Era só o que faltava.

segunda-feira, março 18, 2013

Resistir Até Que A Voz Nos Doa



Resistir. Resistir com todas as nossas forças. O fascismo não passará. Quem não tem nada a perder não tem nada a temer.

PSD/CDS Governo de Ladrões

Hoje mesmo fui ameaçado por dois militantes do PSD em Loulé por dizer em voz bem alta que o governo PSD/CDS é um governo de ladrões. Um disse-me que deveria estar no manicómio outro ameaçou-me mesmo fisicamente. Esta canalha fascista não presta.

domingo, março 17, 2013

À Atenção Dos Salazarinhos Fascistas Do PSD/CDS Que Por Aí Andam A Lamber Tachos

Por Pedro Marques Lopes, do partido do Governo.
 
Restasse um pingo de bom senso, sobrasse uma réstia de vergonha, tivesse ainda o mínimo de respeito pelos cidadãos e Vítor Gaspar não hesitaria um segundo: após a conferência de imprensa de sexta-feira, dirigia-se a São Bento e entregaria a sua carta de demissão ao primeiro-ministro.
Por esta altura, não há português que desconheça a dimensão da incompetência do ministro das Finanças. E não era preciso mais aquela conferência de imprensa: a lista dos erros, das fantasias, dos mais patéticos disparates não cabe neste jornal. Ninguém desconhece a evidente incapacidade do ministro.
No ano passado, foram três orçamentos rectificativos e previsões completamente ao lado. Este ano, em três meses, já se corrigiram todas as previsões duas vezes, quando não havia uma alma que soubesse somar que já não soubesse que os números orçamentados eram absolutamente irreais.
Mas os truques de fraco artista de Gaspar chegam a ofender: há um mês, dizia-nos que a recessão ia passar de 1% para 2%, mais um ponto, perceberam? Pois, o dobro (claro está que anteontem disse que vai ser 2,3% e, como é claro, daqui a umas semanas este número vai piorar) . Sexta-feira, não contente com o cenário que estava a descrever, resolveu voltar a querer aldrabar. Afinal não há um número para o défice para 2012, há três. Quem quiser que escolha o seu. Temos 4,9%, 6% e 6,6%. Pronto, é mesmo 6,6% (alguém se recorda dos insultos aos "profetas da desgraça" que diziam que o número seria aproximadamente deste valor?), mas se mexermos na folha de cálculo e dermos uma pancadinha no computador podemos até ter outros números.
Pensávamos nós que no mundo dos superempreendedores, da gente pouco piegas, dos autênticos novos homens deste extraordinário novo mundo houvesse um bocadinho de exigência, um bocadinho de responsabilidade. Ou seja, não houvesse lugar para incompetentes, não houvesse lugar para quem falha de forma tão clamorosa. O facto é que Gaspar como director financeiro duma PME não durava dois meses.
Mas, convenhamos, é Gaspar o maior culpado? Obviamente que face aos resultados das suas acções não poderia ficar nem mais um segundo no Governo, mas foi ele quem disse que mesmo que não estivéssemos sujeitos a este memorando de entendimento o iríamos aplicar? Foi ele que disse que se devia ir para além da troika? É ele o maior responsável por uma política que o melhor horizonte que tem para nos apresentar é um desemprego de 18% para 2016?
Foi ele quem definiu uma meta que consiste em destruir uma inteira geração através duma austeridade sem perspectivas? Foi ele quem definiu uma política, que agora não há ninguém que não saiba, provocou que todos os sacrifícios, todos os cortes, todas as desgraças provocadas tivessem sido em vão? Foi Gaspar que condenou os nossos filhos, sobrinhos e amigos a emigrar definitivamente pois o País nada lhes terá para oferecer nas próximas décadas?
Não, não foi ele. Foi o primeiro-ministro. E existisse sentido de Estado, conhecesse Passos Coelho o verdadeiro estado do País, entendesse a enormidade das suas opções e o primeiro-ministro pediria uma audiência ao Presidente da República e faria também o evidente: apresentaria a sua imediata demissão.
A dimensão da tragédia que nos foi apresentada é demasiado brutal para que tudo fique na mesma. Nós já a conhecíamos, mas pela primeira vez o Governo deu a entender que finalmente tinha percebido. Convenhamos, era, aliás, impossível, desta vez, não perceber: os números, sobretudo os do desemprego, são demasiado estridentes.
Falhou, falhou tudo. O fracasso é completo e total. Um Governo que precisa de aqui chegar para perceber que errou não pode permanecer em funções. Um Governo que foi o primeiro agente de destruição duma geração, dum tecido económico, de ter criado uma situação social insustentável, um nível de desemprego que destrói uma comunidade, não pode agora vir dizer que vai mudar (nem essa intenção tem, claro está). Um Governo que espalhou e aplaudiu todo o napalm económico e social que vinha da Europa não tem a mais pequena capacidade de negociar uma outra política.
Pois, ai meu Deus, uma crise política. Mas há maior crise política do que manter em funções um Governo que pelas suas próprias decisões políticas nos trouxe até aqui? Há maior crise política do que manter um Governo que ainda pensa que este caminho é o certo? Manter tudo como está, essa, sim, será uma colossal crise política.
 

sábado, março 16, 2013

Os Palhaços Hipócritas Do Partido Que Se Diz Socialista

Os palhaços do PS estão na esperança de utilizar eleitoralmente a desgraça e o descontentamento de todo um povo. É isto que estes palhaços hipócritas do partido que se diz socialista estão a fazer. Uma canalha indecente do mesmo valor do que os partidos do governo. Estão à espera de "subir nas sondagens" estes palhaços hipócritas e portanto, são uma "oposição responsável" e não apresentam qualquer moção de censura ao Governo. Uns filhos da puta sem nome nem decência que brincam às eleições com a morte de todo um povo.

Os Militares Têm O Dever Eticamente Fundado De Fazer Uma Nova Revolução

Entrar dentro da residência oficial do Primeiro Ministro, ocupar e dar um prazo de 24 horas para todos os membros do Governo fugirem do país. Depois refundar a democracia. Abrir a concorrência eleitoral a cidadãos fora dos partidos, impedir quem esteve em cargos de poder nos últimos anos de concorrer e vamos para eleições democráticas. Refundar não o Estado como querem os fascistas do PSD/CDS mas refundar a própria democracia.

sexta-feira, março 15, 2013

Os Porcos Fascistas Do PSD

Então esta canalha fascista do PSD diz que o memorando estava mal desenhado e esquece-se que sempre quis ser mais Troikista que a própria Troika? Vão gozar com a puta que os pariu. Fascistas sem vergonha.

quinta-feira, março 14, 2013

Retrocesso Social Português

Portugal na contramão da estrada do desenvolvimento humano
 
Se o otimismo é a tónica geral do relatório em relação aos países do Sul, os leitores portugueses do relatório ficam sem grandes razões para festejar: o país é o campeão das descidas no Índice de Desenvolvimento Humano 2012, caindo 3 lugares. Portugal ocupa agora a 43ª posição em 187 países, entre os Emirados Árabes Unidos e a Letónia. Ou seja, está apenas 5 lugares acima da linha que separa os países com desenvolvimento humano na categoria "muito elevado" dos que pertencem à categoria "elevado". Em comparação, a Grécia manhtém-se estável no 29º lugar do índice e a Espanha também mantém o 23º lugar nesta lista de países.
 
A par do Indice do Desenvolvimento Humano, que "reflete o desenvolvimento humano potencial, que poderia ser alcançado se as realizações fossem distribuídas de forma igualitária entre os residentes" de cada país, a ONU apresenta o mesmo índice ajustado à desigualdade, que desconta "o valor médio de cada dimensão [saúde, educação e rendimento] de acordo com o seu nível de desigualdade". Neste índice ajustado à desigualdade, Portugal regista uma perda de 10,8% em relação ao índice original.
 
Este retrocesso do desenvolvimento humano português vem contrariar a tendência positiva que se registava nas últimas décadas. O índice recua a 1980 para fazer estas comparações e regista uma subida de 27% neste período. Decomposto por décadas, verifica-se que a evolução anual portuguesa neste índice foi de 1,04% na década de 80, nos anos 90 abrandou para 0,93% e continuou a cair para 0,43% na primeira década do século XXI e 0,35% se contarmos o período entre 2000 e 2012. 
 

quarta-feira, março 13, 2013

Requiem Pela Cidadania Na Cidade De Loulé

Alguns velhos conhecidos estranham esta minha intensa intervenção cívica chegando alguns deles a descobrir, eureka, o que me faz andar por aí em manifestações. Seria provavelmente o tacho. Essa instituição nacional. Só poderia ser isso pois de outra coisa não seria de esperar. Que Portugal esteja a ser destruído por políticas criminosas pela Troika e pelo Governo PSD/CDS isso é coisa que pouco importa. Que a recessão seja já a maior desde pelo menos o 25 de Abril de 1974 é coisa que lhes passa ao lado. Que a pobreza se esteja indecorosamente a aproximar dos melhores tempos do salazarismo é coisa a que são indiferentes. Que os salários de quem trabalha estejam a ser despudoradamente roubados à revelia das leis constitucionais da República não parece incomodar. Que os reformados sejam brutamente violentados nos seus direitos, tomem lá para não serem privilegiados. Que aos amigos e familiares nada mais reste que a emigração, que se lixe quem vai que o que importa é quem fica. Que já não se tratem em condições os doentes com cancro, paciência é do destino. Que o Estado Social esteja a ser destruído e que a partir de agora saúde, educação e proteção social são só para quem tem dinheiro, é da vida. Que o futuro tivesse sido politicamente aniquilado, balelas. Que a dignidade de todo um povo esteja a ser violada, ani qui bobo, volto já. Que o país está ocupado pela Troika com o colaboracionismo do Passos do Portas e do Gaspar, não estou nem aí. Que resistir à barbárie a dar a cara na rua contra o que aí está é provavelmente coisa de garotos que se gostam de fazer notar. Que querer ter o direito a viver uma vida digna é um abuso ultrajante. Que devia estar provavelmente quietinho e sossegadinho perante tudo isto porque o respeitinho a isso o aconselha. Que não me juntasse ao mais de um milhão que assumiu a revolta na rua pois devia era estar do outro lado. Que é o tacho pois que mais poderia ser aquilo que me move como é bom de ver. Que inexistente é que teria a consideração de todos pois sempre foi assim que nos aconselharam. Que quem manda pode e quem não manda obedece porque o poder sempre foi coisa de quem mandou e isso nunca há-de mudar. Porque fico triste de ver toda a minha geração em Loulé ausente das ruas porque devem ter coisas mais importantes que fazer e acham que isto não é nada com a vida deles. Porque se um dia se chegarem a aperceber do que se está a passar talvez se arrependam da sua demissão cívica. Porque quem sabe, um dia, os críticos da crítica ainda vão a tempo de acordar. Fica essa réstia de esperança. Não é muita.

Mudar de Rumo: Mais que um dever uma obrigação


terça-feira, março 12, 2013

Mãos Sujas De Sangue

Mãos Sujas,
Texto de Sérgio Lavos.
Publicado no Blogue Arrastão.
 
Sim, as coisas podem sempre piorar. Sempre. Hoje, passando os olhos por um jornal nas bancas, vi a notícia: "pai atira-se a um poço com filho de dois anos por causa de dívidas". Nos últimos meses, as notícias, apesar de passarem despercebidas, têm saído a um ritmo regular. Quem é do Porto sabe que os casos de suicidas na ponte da Arrábida têm aumentado. Por todo o país, multiplicam-se as histórias. Nos jornais, são recorrentes as denúncias de especialistas: aumentaram as depressões, o desespero, o suicídio. Neste momento, deverão ser poucos os portugueses que não conhecem de perto casos dramáticos. Patrões que não conseguem pagar aos seus empregados e, não sendo desprovidos de consciência, de humanidade, sofrem mensalmente com o acumular de dívidas e com a impossibilidade de assumirem os seus compromissos; desempregados de longa duração que perderam o subsídio, imersos numa angústia sem fim, sem verem qualquer saída - a maioria dos desempregados com mais de quarenta anos dificilmente poderá emigrar; famílias que viram o seu rendimento reduzido a uma pequena parte do que era há dois anos e que não conseguem pagar prestações da casa, do carro, das creches dos filhos. Pessoas que nunca viveram acima das suas possibilidades, nunca pediram dinheiro para irem de férias, nunca comeram bife todos os dias, nunca tiveram mais do que aquilo que os avanços da democracia portuguesa, o agora cinicamente execrado Estado Social, conseguiram trazer: mais bem-estar, mais igualdade, uma muito mais viva dinâmica social, que permitia que mesmo quem tivesse menos recursos tivesse acesso à saúde, à educação, a férias gozadas longe de casa.
 
De cada vez que volto à minha faculdade - a FCSH da Universidade Nova de Lisboa - vejo à hora de almoço uma fila de estudantes, de marmita na mão, estudantes à espera de poderem utilizar os micro-ondas. Quando me tornei aluno universitário, há vinte anos, vindo de uma aldeia, só o pude fazer devido ao sacrifício dos meus pais e porque tinha a ajuda de uma bolsa. Mas conseguia pagar a senha diária de refeição, que tinha (e continua a ter) um preço simbólico. Agora, constato que nem para isso muitos estudantes têm. E há cada vez mais alunos a abandonar as faculdades. Comprometemos assim o futuro do país mas sobretudo retrocedemos dezenas de anos, até um tempo em que apenas quem era mais rico podia tirar um curso universitário. O que a geração dos meus pais, a geração de Abril, conquistou, está a ser desbaratado sem dó nem piedade.
 
Podemos culpar a troika, a UE, a Alemanha - os cínicos defensores do Governo já adoptaram essa linha de defesa, como se em tempos Pedro Passos Coelho não tivesse dito que se identificava plenamente com o programa da troika e que queria mesmo ir além do tinha subscrito (e foi: em 2011 era necessário fazer um ajuste de 4000 milhões de euros e o Governo fez 9000 milhões, começando aí o descalabro). Mas quem está a decidir o futuro do país, quem não se opõe às politicas de destruição da pátria tal como a conhecemos, não é a troika, não é Merkel: é o Governo. É o Governo que decide manter metas irrealistas para o défice - 5% em Portugal comparando com os 7,5% previstos para a Irlanda; é o Governo que mantém intocadas despesas como as das PPP's, cortando em apoios sociais quando as pessoas mais precisam deles; é o Governo que aumenta os impostos sobre os rendimentos singulares mantendo intocadas as mais valias financeiras e o património; é o Governo que corta pensões, corta reformas, corta na Saúde, corta na Educação, acaba com o complementto de solidariedade para as pensões mais baixas ao mesmo tempo que continua a injectar dinheiro no BPN e a recapitalizar a banca. O Governo fez escolhas. Essas escolhas levaram-nos a uma espiral recessiva, a um desemprego galopante, ao crescimento brutal da pobreza. O Governo faz escolhas. Essas escolhas estão a levar a um tal estado de devastação que serão precisas décadas para a economia voltar a recuperar. O Governo escolhe o mais forte em detrimento do mais fraco, escolhe a banca e os especuladores da nossa dívida em vez das pessoas que é suposto servir. Pedro Passos Coelho, ao afirmar que está a ser feita a "selecção natural" das empresas nacionais, admite que a política implementada pelo Governo que dirige visava o que está a acontecer, a destruição regeneradora. Esquece-se que essa destruição afecta as pessoas. Afecta os estudantes que abandonam os estudos, afecta os jovens que têm de emigrar, os velhos que deixam de poder ajudar filhos e netos porque vêem as suas pensões drasticamente reduzidas, afecta os pais e as mães de família que deixam de poder pão na mesa para os seus filhos. Pedro Passos Coelho, ao ter feito as escolhas que fez, tornou-se responsável pela vida dos milhões de portugueses que neste momento estão a sofrer. Tem as mãos sujas. De sangue. E dessa culpa ele nunca se poderá livrar.

domingo, março 10, 2013

Protesto

Por Lígia Amâncio

Protesto

Era um mar de gente descontente. No dia 2 de Março as pessoas vieram para a rua para protestar, pacífica e ordeiramente, aos milhares, em todo o país, contra o estado de coisas. Pessoas de diferentes gerações, das mais diversas profissões, com e sem trabalho sentiram-se subitamente próximas e viram em cada rosto igualdade. Foi a demonstração de uma identidade colectiva
, de um sentimento de destino comum.

Muita gente diferente, diferente no modo como recebeu a crise ou despertou para ela, apoiou a retórica justificativa da austeridade ou a rejeitou e provavelmente diverge nas soluções para sair da situação actual manifestou-se em conjunto, quase silenciosamente, num ambiente contido e entristecido.

Durante algum tempo as pessoas foram esmagadas por um discurso hegemónico que alimentava a criação de bodes expiatórios: para onde quer que se virassem, dentro e fora do país, só ouviam dizer que tinham vivido acima das suas possibilidades, que faziam parte dos preguiçosos da Europa do Sul, bafejados por muitos feriados para gozar o sol e a praia, que viviam à custa dos laboriosos países do Norte, para quem se tinha até inventado a acintosa designação de PIGS.

Nem toda a gente se revoltou então. Aplicando internamente a receita dos líderes europeus que dividia a Europa em bons e maus, virtuosos e culpados, inventavam-se entre nós uns malandros a quem apontar o dedo, primeiro o Governo anterior depois os funcionários públicos. O discurso irracional e fanático, nos seus ódios eleitos, aliviava a ansiedade e acalentava a esperança de que isto só acontecia aos outros, os gregos lá fora, ou os funcionários públicos cá dentro. Com o passar do tempo e os sucessivos falhanços das medidas e das promessas, os efeitos colaterais da bomba que atingiu o país foram-se espalhando, ao mesmo tempo que o discurso do Governo se dirigia ao povo no seu conjunto, qualificando-o de piegas, preguiçoso, ignorante das oportunidades que a crise gera, como o desemprego e a emigração, e dedicado a actividades económicas ultrapassadas que uma suposta selecção natural se encarrega de eliminar, como se o desaparecimento dessas actividades não dependesse de decisões tomadas por homens políticos, investidos de poder e conscientes das suas escolhas.

A sociedade foi aparando os golpes que lhe desferiam, conforme podia, na esperança de dias melhores. As gerações mais velhas acolheram os filhos de volta a casa, com os seus próprios filhos, depois de terem perdido as casas onde viviam, os jovens prescindiram de projectos de estudos superiores e oportunidades de emprego, as famílias cortaram nos consumos, as lojas fecharam, os restaurantes faliram. Agora partilhamos um destino comum, o de sermos geridos por uma espécie de força ocupante, que olha o país de fora, com estranheza, obedecendo à agenda europeia. Uma agenda que subverteu todos os princípios do projecto europeu ao substituir a coesão pela divisão, a solidariedade pela punição e o respeito pelas pessoas pelo desprezo profundo. A Europa, modelo de democracia e de bem-estar já não existe, pelo menos para alguns, os tais do Sul, e os povos sentem-se mais sós.

No dia 2 de Março as pessoas juntaram-se e mostraram o seu desejo de refundar a democracia ao evocar, num gesto cheio de significado e emoção, os símbolos da sua fundação, em 1974. Porque é no seio da democracia que se confrontam visões para o país, trocam argumentos e ideias e se criam oportunidades para que as pessoas dêem um rumo às suas vidas e sintam que controlam o seu próprio destino. É no seio da democracia que existe diversidade e surgem alternativas. Na ausência dela ficamos reduzidos a um mar de gente descontente.

A autora é psicóloga social e professora catedrática do ISCTE

sexta-feira, março 08, 2013

Petição Pela Criminalização Do Governo PSD/CDS e Troika Por Crimes Contra A Humanidade

Ex.mo Senhor Presidente Do Tribunal Internacional de Haia

Porque as políticas inscritas no memorando da Troika e implementadas pelo Governo PSD/CSD estão a matar milhares de pessoas inocentes no nosso país. Porque em Portugal passou a haver gente a passar fome em resultado dessas políticas. Porque faltam medicamentos nos hospitais, nos centros de saúde e nas farmácias. Porque já se recusa o tratamento de doentes com cancro em resultado destas políticas. Porque estas políticas aumentaram exponencialmente o número de suicídios e de depressões. Porque a austeridade mata de forma avassaladora. Porque a intenção e a prática política do empobrecimento como estratégia governamental viola os mais elementares direitos humanos básicos. Porque a violação da constituição da república portuguesa é um ataque à democracia portuguesa. Porque as desigualdades sociais acentuam-se em resultado directo destas políticas económicas e financeiras. Porque Portugal foi ocupado pela Troika (BCE, CE e FMI) e foi-lhe retirado a soberania popular. Porque a dignidade de todo um povo está a ser alvo de um massacre inominável. Porque os responsáveis pela destruição do país têm que ser julgados na barra dos tribunais dos direitos do Homem. Vemos por este meio solicitar ao Tribunal Internacional de Haia que julgue os responsáveis políticos da Troika e do Governo Português em resultado da sua desastrosa intervenção no país por Crimes Contra A Humanidade.

Movimento de Cidadãos Em Defesa Da Democracia Portuguesa


quinta-feira, março 07, 2013

Loulé, 2 de Março de 2013


O Presidente da República pronunciou-se ao fim de quatro dias de silêncio sobre a manifestação de 2 de Março para dizer que o povo tem razão. Torna-se evidente a espiral recessiva. O Primeiro Ministro veio dizer no mesmo dia que não governa ao sabor de protestos e em consequência vêm aí mais medidas de austeridade. Chama-se a isto Governar contra o povo. Mas isso já nós sabiamos antes do 2 de Março. Aguardemos.

quarta-feira, março 06, 2013

Serão Parvos Ou Serão Mesmo Fascistas? Vão-se Embora Seus Gatunos

Não perceberam essas santas almas do PSD/CDS que o limite da indignação foi atingido e a partir de agora vai-se soltar a raiva e a violência? Ninguém transmite isto ao doutor Cavaco? Ninguém percebe que quando se esvaziam manifestações desta dimensão depois o desespero e a raiva ficam fora de controlo? Anda tudo parvo? Esses Serucas Emídios, esses Macários Correias, esses Mendes Botas, esses Marcelos não falam com os cidadãos? Não têm o número de telefone desse ergúmeno desse Coelho e dessa peça decorativa de seu nome Cavaco? Não percebem o estado de desespero em que uma boa parte dos portugueses se encontram? São parvos?

Comunicado De Sua Excelência O Presidente Da República Sobre A Manifestação de 2 de Março

domingo, março 03, 2013

O Que Acontece Quando Morre A Esperança?

A manifestação de ontem em Loulé tal como parece ter sido na maior parte das cidades do País foi tudo menos alegre. Foi um grito silencioso que saiu ontem à rua em Loulé. Um grito aflito, como quem pede ajuda em momento de aflição, por parte de uma população que ganhou a sua vida de forma digna e a quem agora tudo vê ser retirado, inclusivé a sua dignidade. Ontem vi o medo e o desespero no rosto das gentes que vieram a Loulé. A esperança morreu. A partir daqui tudo pode acontecer. Até um dia destes por aí. A gente encontra-se. Caminhemos.

E A Revolta Popular Chegou Ao Brasil Pelo Escrita Do Cão Uivador

E a revolta popular em Loulé chegou ao Brasil.
http://www.sul21.com.br/blogs/caouivador/tag/que-se-lixe-a-troika/
 
PS: Obrigado pela preocupação caros amigos de Porto Alegre. Peço-vos desculpa por ter fechado os comentários e isso impede o nosso diálogo mas o fascismo local a isso obrigou. Um abraço.

Custe O Que Custar

Para quem não se apercebeu a maior vaia da manifestação de 2 de Março foi para Cavaco Silva. Se Cavaco não quiser ouvir o povo e demitir o Governo PSD/CDS começa a ser legitimo derrubar este Governo pela força.

Sem Imprensa Livre Não Há Democracia Em Loulé

Caros companheiros de luta, queria agradecer a todos aqueles que compareceram ontem em loulé, onde mais uma vez se mostrou que esta Terra tem gente que luta por uma vida melhor! Vi um grupo de pessoas muito diferenciadas, desde quem já não tem nada a perder, àqueles que saiem em prol de uma sociedade mais digna! Gostava apenas de pedir a quem tirou fotos que as coloque por aqui, pois não nos foi possível conseguir muitas. O facto de vivermos numa cidade que controla os meios de comunicação social e o facto de a organização da manifestação não estar ligada a nenhuma "máquina partidária" faz com que os meios sejam reduzidos e mesmo com comunicados de imprensa não conseguimos mostrar a nível nacional a dimensão do nosso protesto! Resta-nos assim, as redes sociais. Obrigado a todos e a luta continua!

Pela Ana, via facebook.

Vão Tomar No Cú

sábado, março 02, 2013

E A Rua Das Lojas Em Loulé Foi Pela Primeira Vez A Rua Do Povo

2 De Março, Loulé, Ocupação Simbólica Do Castelo De Loulé Ao Som De Grândola Vila Morena

2 de Março, Loulé, Lido Em Assembleia Popular

Grândola Vila Morena Terra Da Fraternidade O Povo É Quem Mais Ordena Dentro De Ti Ó Cidade

Estamos de novo na rua a manifestar a nossa dor, através da nossa voz porque não aguentamos mais austeridade. Estamos de novo na rua porque sabemos que temos que nos fazer ouvir. Estamos de novo na rua porque sabemos que ao contrário do que nos disse um certo Banqueiro Sem-Abrigo que vive à custa do nosso dinheiro, não aguentamos mais tanta destruição nas nossas vidas. Estamos aqui neste lugar de novo porque sabemos que estar na rua a erguer a nossa voz já não é só um dever de cidadania mas um imperativo de resistência e porque não admiti-lo, de sobrevivência. Estamos aqui porque sabemos que somos governados por políticos sem escrúpulos que nos querem levar à maior miséria. Estamos aqui porque não abdicamos de defender o Estado Social, o direito à saúde, à educação, à protecção social, o direito a ter uma vida digna. Estamos aqui porque este é um governo sem vergonha que nos está a tirar tudo. Estamos aqui porque só um governo de bandidos pode transformar um corte gigantesco de quatro mil milhões de euros em “poupanças” do Estado. Estamos aqui porque o Relvas não sabe cantar o Grândola Vila Morena. Estamos aqui para mandar este governo embora.

Estamos aqui porque não se podem roubar de forma indecente reformas de miséria. Estamos aqui porque não temos que andar com o esforço do nosso trabalho a engordar os banqueiros. Estamos aqui porque recusamos o empobrecimento por decreto. Estamos aqui porque nos roubaram a água. Estamos aqui porque há crianças com fome que faltam às aulas para ir pedir esmola. Estamos aqui porque não admitimos que se recusem o tratamento a doentes com cancro. Estamos aqui porque já não há medicamentos nas farmácias. Estamos aqui porque há políticos corruptos que continuam a brincar às eleições humilhando a democracia. Estamos aqui porque há gente que já não tem dinheiro para fazer uma refeição por dia. Estamos aqui pelo mais de um milhão de desempregados a quem mais nada resta do que o desespero. Estamos aqui porque estão a roubar os filhos aos pais pelo simples facto destes serem pobres. Estamos aqui por todos aqueles a quem estas políticas conduzem ao suicídio. Estamos aqui porque nos roubaram o futuro. Estamos aqui porque não temos alternativa. Estamos aqui porque quem já nada tem a perder só lhe resta vir para a rua lutar. Estamos aqui porque se não mudarem de políticas nós não mais sairemos daqui.

Estamos aqui porque é preciso acabar com toda e qualquer espécie de austeridade. Estamos aqui porque a austeridade é o problema. Estamos aqui porque a austeridade mata. Estamos aqui porque é preciso acabar não só a austeridade do custe o que custar mas também com a austeridade fofinha do doutor António José Seguro. Estamos aqui porque sem o fim das políticas de austeridade o país não se levanta. Estamos aqui para afirmar que não mais votaremos nos partidos que defendem a austeridade.

Estamos aqui porque é preciso que haja um perdão de uma parte significativa da dívida. Estamos aqui porque não podemos ficar exangues a pagar uma dívida que não é nossa. Estamos aqui porque só a renegociação da dívida nos pode devolver a vida. Estamos aqui porque recusamos ser escravos eternos da dívida.

Estamos aqui porque é preciso prender os políticos e os banqueiros que nos trouxeram até aqui. A ideia de criminalizar os políticos pela destruição da vida de um povo é, pasme-se lá, defendida pelo ladrão Pedro Passos Coelho e pelos jotinhas da JSD. Aproveitemos essa ideia. Que se lance uma petição para prender os responsáveis pelo nosso trágico destino. Se os Islandeses o fizeram, nada nos impede de pensar que os portugueses não o possam fazer.

É preciso continuar a sair à rua as vezes que forem preciso para derrubar este governo. Não vão na lengalenga dos vencidos da vida que vos dizem que as manifestações não dão em nada. Este governo se não for travado irá levar a destruição até ao fim. Este é um governo dos banqueiros que governa contra o povo. É preciso ocupar, acampar, dizer cara a cara a quem detém o poder, nas ruas que não admitimos mais ser desrespeitados. É preciso resistir. Volto a frisar, resistir, em cada casa, em cada rua, em cada bairro, em cada região, em cada nação, resistir também à escala internacional. Resistir a cantar o Grândola Vila Morena. Resistir a dar o número de contribuinte de quem quer que seja. Resistir nos mais pequenos actos da vida. Resistir a todas as horas em todos os lugares. Juntarmo-nos aqueles que querem construir alternativas. E na hora do voto se tivermos a infelicidade de lá chegarem, resistir e dizer em voz bem alta, utilizando as palavras sábias do ex-Secretário de Estado da Cultura deste Governo e que me desculpe o Doutor Mendes Bota, que o respeitinho é muito bonito, vão, vão para bem longe, vão tomar no cú!

Demite-te Coelho