sábado, junho 29, 2013

Acampado à porta da Câmara Municipal de Loulé - 27 de Junho, Greve Geral


27 de Junho, dia de greve geral. Acampado à porta da Câmara Municipal de Loulé das 9 horas às 24 horas a exigir a demissão do Governo PSD/CDS. É preciso combater a indecência e resgatar a decência na vida pública. Isto já não se trata só de política.

terça-feira, junho 25, 2013

Palhácio de Belém - Mais ou Menos 300 KM



Protesto da Comissão de Utentes da Via do Infante em defesa de um Algarve Livre de Portagens - 21 de Junho de 2013.

sexta-feira, junho 21, 2013

Passou-se Hoje À Noite Em Loulé

Marcelo Rebelo de Sousa: - Olha este compatriota da outra vez. Então isto é uma fotografia do Passos Coelho?
João Eduardo: Como está. É sim. Seja bem vindo a Loulé. Estive para lhe oferecer um Borda D'Água mas tive a consultá-lo e percebi que não vai chover este Verão e como a situação económica se deteriora de dia para dia achei melhor oferecer-lhe um livro de b
enzeduras. Para oferecer ao Vítor Gaspar.
Marcelo Rebelo de Sousa: - Um livro de benzeduras.
João Eduardo: Sim, um livro de benzeduras, o livro de São Cipriano. Foi com muita pena minha que já não consegui chegar a tempo de apanhar a livraria aberta. Gosto em vê-lo e até à próxima.
Cumprimentos cordiais e uma vénia de João Eduardo a Marcelo Rebelo de Sousa. Seja sempre bem vindo à cidade de Loulé.

terça-feira, junho 18, 2013

Perdoem-lhes Porque Não Sabem O Que Fazem

Estranhámos o dia em que não veio. Estranhámos os testes que nunca nos foram entregues e estranhámos mais ainda que, apesar da ausência, as notas de sociologia estivessem afixadas na pauta num dia quente de verão. Fomos informados nessa mesma tarde que a nossa professora de sociologia se tinha suicidado. Antes de se matar a professora de sociologia corrigiu os teste e deu as notas. 
Guardo a professora de sociologia nas minhas memórias com uma dor imensa por nunca lhe ter agradecido aquilo que representou na minha vida. Felizmente, há outros, a quem pude dizer como foram importantes. 
 
Arrisco dizer que me lembro de todos os meus professores: os chatos, os fixes, os intelectuais, os divertidos, os que nunca se enganavam e os distraídos, os que faziam parte da mobília e os estagiários. Foram, todos eles, uns mais que outros, fundamentais na minha vida. 
Sei quanto ganham os professores, sei as horas que trabalham. Cresci no corredores de uma escola, entre fórmulas de Física, enquanto esperava pelo fim das reuniões, sentada à porta do gabinete onde a minha mãe tirava dúvidas aos alunos. Sabia que na luz acesa pela noite fora estava a minha mãe a corrigir testes. Zanguei-me muitas vezes pelas ausência da minha mãe: “ainda está na escola”. Mas zango-me muito mais com aquilo que a minha mãe ganha depois de mais de 40 anos de trabalho. 
 
As lutas fazem-se nos dias em que têm impacto, assim como o senhor primeiro-ministro escolhe as oito da noite para discursar à Nação, não querendo com isso prejudicar todos os que alteram os seus horários para acompanhar o acontecimento, mas porque a abertura dos telejornais tem impacto. 
Não conhecem os professores os governantes que os acusam de marcar uma greve para prejudicar os alunos. Não conhecem os professores os governantes para quem investir no ensino é apenas brincar às leis e mudanças. Não conhecem os professores os governantes que, antes de fazerem contas e tomarem decisões, deviam voltar à escola. Por todos os professores, pela minha professora preferida, pela profissão da minha mãe, pelo ensino público e pelo país, que se faça a luta. 
 

Uns Fazem Exame Outro Pulam A Cerca: O Contra-Eduquês Reprovou


quinta-feira, junho 13, 2013

Esta A Acontecer. Já Se Apercebeu?

Está a acontecer. Aquilo que nem nos passava pela cabeça que pudesse acontecer está mesmo a acontecer. Está a acontecer cada vez com mais regularidade as farmácias não terem os medicamentos de que precisamos. Está a acontecer que nos hospitais há racionamento) de fármacos e uma utilização cada vez mais limitada dos equipamentos. Está a acontecer que muitos produtos que comprávamos nos supermercados desapareceram e já não se encontram em nenhuma prateleira. Está a acontecer que a reparação de um carro, que necessita de um farol ou de uma peça, tem agora de esperar uma ou duas semanas porque o material tem de ser importado do exterior. Está a acontecer que as estradas e as ruas abrem buracos com regularidade, que ou ficam assim durante longos meses ou são reparados de forma atamancada, voltando rapidamente a reabrir. Está a acontecer que a iluminação pública é mais reduzida, que mais e mais lojas dos centros comerciais são entaipadas e desaparecem misteriosamente. Está a acontecer que nas livrarias há menos títulos novos e que as lojas de música se volatilizaram completamente. Está a acontecer que nos bares e restaurantes há agora vagas com fartura, que os cinemas funcionam a meio gás, que os teatros vivem no terror da falta de público. Está tudo isto a acontecer e nós, como o sapo colocado em água fria que vai aquecendo lentamente até ferver, não vemos o perigo, vamos aceitando resignados este lento mas inexorável definhar da nossa vida coletiva e do Estado social, com uma infinita tristeza e uma funda turbação.
Está a acontecer e não poderia ser de outro modo. Está a acontecer porque esta política cega de austeridade está a liquidar a classe média, conduzindo-a a uma crescente pauperização, de onde não regressará durante décadas. Está a acontecer porque, nos últimos quase 40 anos, foi esta classe média que alimentou cinemas, teatros, espetáculos, restaurantes, comércio, serviços de saúde, tudo o que verdadeiramente mudou no país e aquilo que verdadeiramente traduz os hábitos de consumo numa sociedade moderna. Foi na classe média — de professores, médicos, funcionários públicos, economistas, pequenos e médios empresários, jornalistas, artistas, músicos, dançarinos, advogados, polícias, etc. —, que a austeridade cravou o seu mais afiado e longo punhal. E com a morte da classe média morre também a economia e o próprio país.
E morre porque era esta classe média que mais consumia — e que mais estimulava — os produtos culturais nacionais, da literatura à dança, dos jornais às revistas, da música a outro tipo de espetáculos e de manifestações culturais. É por isso que a cultura está a morrer neste país, juntamente com a economia. E se a economia pode ainda recuperar lentamente, já a cultura que desaparece não volta mais. Um país sem economia é um sítio. Um país sem cultura não existe.
Durante a II Guerra Mundial, quando o esforço militar consumia todos os recursos das ilhas britânicas, foi sugerido ao primeiro-ministro Winston Churchill que cortasse nas verbas da cultura. O homem que conduziu a Inglaterra à vitória sobre a Alemanha recusou perentoriamente. “Se cortamos na cultura, estamos a fazer esta guerra para qué?” Mutatis mutandis, a mesma pergunta poderíamos fazer hoje: se retiramos todas as verbas para a cultura, estamos a fazer este ajustamento em nome de quê? Mas esta, claro, é uma questão que nunca se colocará às brilhantes cabeças que nos governam.
 
Nicolau Santos

quarta-feira, junho 12, 2013

O Fascismo Nunca Foi Coisa De Uma Pessoa Só

Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele

Srs e Srªs
Militantes e apoiantes do PSD

Dirijo-me a 99% dos militantes e apoiantes do PSD e do CDS, gente que como 99% dos portugueses sofre com as decisões de um governo colaboracionista, ao serviço dos especuladores financeiros nacionais e internacionais.
Se ainda trabalha, vive na incerteza da manutenção do seu emprego ou da sua empresa, na dúvida sobre o acesso aos serviços de saúde quando deles necessitar, interroga-se sobre o futuro dos seus filhos e a educação que lhes poderá facultar, teme pelo que lhe acontecerá quando chegar á idade de reforma, que já não sabe quando será, aos 66, aos 68, aos 70, aos 75 ...
Se já não tem trabalho, pior ainda, a angustia começa a transformar-se em desespero, e o desespero em raiva,...!
Este governo decidiu que em primeiro lugar estão os que abusaram da nossa fraqueza e nos empurraram para negócios e empréstimos com juros especulativos que nunca conseguiremos pagar. Usa a exigencia desse compromisso, acima de tudo, mesmo da alimentação e dos medicamentos de que necessitamos para sobreviver. Muitos esmolam, outros matam-se, outros morrem silenciosamente na vergonha das dívidas, da indigência...
Com uma maioria na Assembleia da República eleita com um programa que não cumpre, suportado por um Presidente comprometido com uma rede de amigos que por aí andam, uns presos, outros a gozar os milhares de milhões que nos exigem pagar, este governo arroga-se atentar contra a dignidade de vida de 99% dos Portugueses e a autonomia de Portugal, um país com nove séculos de história, capitulando ao serviço da sua ocupação.
Freitas do Amaral afirmava há poucos dias na antena 1 - "Eu só comparo esta situação em gravidade, em perigo para a existência de um país chamado Portugal, à crise de 1383/85, que felizmente acabamos por ganhar com a Batalha de Aljubarrota, e aos 60 anos da ocupação castelhana através dos Filipes. Creio que nunca vivemos uma situação em que tudo estivesse em causa".
É no entanto perciso dizer que a manutenção deste governo, só acontece porque a maioria dos afectados com a sua política, amocham subservientes e pouco solidários com o sofrimento dos vizinhos, dos amigos, dos familiares. E quem verdadeiramente tem nas suas mãos a manutenção ou demissão do actual governo, considerando as cumplicidades anteriormente referidadas do presidente da República e dos deputados da maioria, são agora os 99% dos militantes e apoiantes do PSD e do CDS.
Ouvimos na rádio e na televisão, lemos nos jornais, ouvimos nos cafés, no local de trabalho, na rua, o desacordo de inumeros militants e apoiantes do PSD, mas o que tem feito esses militantes e apoiantes para pôr fim a este calvário?
Alguns participam em manifestações, outros inibem-se de o fazer como que comprometidos com o seu voto passado, ou na expectativa de um emprego, ou de um cargo a manter ou conseguir, como se o direito ao trabalho fosse uma esmola, como se o seu egoísmo pessoal estivesse antes de tudo... 
 
Os militantes do PSD tem tudo para afastar Passos Coelho e o seu grupo de insensiveis ao sofrimento e drama humanos, basta que se mobilizem, reunam as assinaturas necessárias e convoquem um congresso extraordinário capaz de impor a eleição de novos órgãos do partido e um novo líder. Se não tomarem tal atitude, digam o que disserem, são cumplices deste governo. Quem não quer ser lobo, não lhe veste a pele!
Mas também os apoiantes tem agora a oportunidade de regeitar o colaboracionismo com a tromenta que se abate sobre os portugueses. Nas próximas autarquicas, dezenas de milhar estão a ser convidados a integrar listas. Integrando essas listas, estarão a validar a política do actual governo.
Na noite das eleições, as vitórias do PSD serão entendidas como um aplauso à continuação da sua política. Não haja ilusões com conversas de que estamos a escolher pessoas do local. Essas pessoas do local, quando não são listas independentes, representam partidos e os partidos são o somatório de cada local.
Também a este nivel, o actual governo tem vindo a destruir o poder local e a sua capacidade para responder às necessidade sentidas pelas populações. Integrar as suas listas é integrar esse processo de desrespeito pelo poder próximo das pessoas, ainda que em bastantes casos com vicios e práticas pouco recomendáveis, as Freguesias e os Municipios são o poder visivel e próximo de cada um de nós.
Militantes e apoiantes do PSD, está nas vossas mãos o vosso e o nosso futuro, o dos nossos e vossos pais e dos nossos e vossos filhos.
Pela omissão não sejam cumplices. Quem não quer se lobo não lhe vesta a pele!
09.06.2013
 
Manuel João
 
Reencaminha este apelo aos teus amigos, militantes ou apoiantes do PSD e do CDS, para que não sejam colaboracionistas na destruição das nossas vidas e na capitulação de um país com nove séculos de história.
 

quinta-feira, junho 06, 2013

Não É O Gaspar, É O Governo Todo Estúpido!


A manipulação política e mediática está ao rubro. Uma boa parte dos media está a ser utilizado para manipular as massas e nunca como hoje se atingiu tal dimensão. Este fim de semana na sua missa dominical Marcelo Rebelo de Sousa disse de Vítor Gaspar que este é "bastante inútil" ao Governo pelo que em sua opinião deveria sair. A estratégia é clara. Fazer de Gaspar um bode expiatório, assim uma espécie de um novo Relvas para dar respiração a um governo em decomposição durante mais algum tempo. Tudo isto não podia bater mais certo com o destaque da capa jornal "i" de ontem onde se refere que "55,3% dos Portugueses querem este Governo até 2015, mas sem Gaspar". É lamentável que jornais de referência se ponham ao serviço de um qualquer Governo sendo (intencionalmente ou não é o que resta saber) claramente instrumentos de manipulação das populações que deveriam servir. Vejamos então com atenção como são formuladas as perguntas que dão origem à notícia de primeira página e aos resultados desta sondagem. Pergunta 1: - Na sua opinião, Vítor Gaspar tem de sair do governo para o Governo apostar mais no crescimento económico em detrimento da austeridade? Pergunta 2: - Na sua opinião, o Governo deve completar o resto do mandato, de forma a não se perder a imagem internacional conquistada até agora? Ou, pelo contrário, devem ser convocadas de imediato eleições antecipadas para que um novo Governo possa assumir os destinos do país? Tivesse eu de má fé e seria tentado a sugerir que a sondagem tinha sido encomendada pelo próprio Marcelo Rebelo de Sousa. É evidente que as perguntas tal como estão formuladas induzem para uma resposta desejada e pré-concebida. É caso para dizer. Assim nem valia a pena perguntar. As perguntas contém também pressupostos dados por adquiridos e que teriam necessidade de ser verificados tais como o Governo deve completar o resto do mandato de modo "a não se perder a imagem internacional conquistada até agora". A intenção manipulatória é clara. Que o jornal de referência nacional não desmonte a artimanha já é grave. Quem fez o questionário da sondagem lá sabe ao que anda. Falem com o Pacheco Pereira que ele anda por aí a dar uma dicas sobre as estratégias de manipulação de massas.

terça-feira, junho 04, 2013

25 de Abril Sempre, Fascismo Nunca Mais

O novo antifascismo. A democracia portuguesa está suspensa porque as decisões políticas que afectam mais decisivamente os cidadãos não decorrem de escolhas destes nem respeitam a Constituição. Estalou um conflito fundamental entre os direitos de cidadania e as exigências dos “mercados” financeiros, e esse conflito está a ser decidido a favor dos “mercados”. As decisões formalmente democráticas são substantivamente imposições do capital financeiro internacional para garantir a rentabilidade dos seus investimentos, tendo para isso ao seu serviço as instituições financeiras multilaterais, o Banco Central Europeu, a Comissão Europeia, o euro e os Governos nacionais que se deixaram chantagear. Ao contrário do fascismo histórico, o actual fascismo financeiro, em vez de destruir a democracia, esvazia-a de qualquer força para lhe poder fazer frente e transforma-a numa monstruosidade política: um Governo de cidadãos que governa contra os cidadãos; o Governo legitimado pelos direitos dos cidadãos que se exerce violando e destruindo esses direitos. A defesa da democracia real exige uma união do tipo daquela que uniu as forças antifascistas que tanto lutaram pela democracia que tivemos até há pouco e que conquistámos há menos de 40 anos. Porque o fascismo é diferente, são também diferentes as formas de luta. Mas o que está em causa é o mesmo: construir uma democracia digna do nome.

Aqui:
http://www.leituras.eu/?p=6118

Lixo Já Se Deixou De Recolher Ao Domingo, Agora Os Cuidados Continuados? Ora Bolas.

Ao Domingo os doentes acamados no Algarve ficam entregues a si próprios. Um belo dia para morrer. Tudo em nome da dívida e da economia dos swaps. Isto indignará alguém? Sei lá, o Doutor Seruca Emídio, por exemplo.
 

domingo, junho 02, 2013

Lido em Assembleia Popular a 1 de Junho à Porta da CML

Aqui estamos de novo, nas ruas de Loulé, para exigir a demissão do Governo PSD/CDS. Para quem não tenha reparado esta é a sexta manifestação organizada na nossa terra desde 3 de Agosto de 2012, há 10 meses atrás, dia em que obrigámos este governo fascista a não encerrar os serviços de urgência da cidade de Loulé. Depois disso saímos de forma massiva em 15 de Setembro quando juntámos perto de quase meia dezena de milhares de pessoas contra as medidas bárbaras deste Governo e saímos ainda à rua a 13 de Outubro de 2013, a 12 de Novembro de 2012 e a 2 de Março de 2013. Prometemos na altura que não sairíamos das ruas enquanto quem nos governa não parasse com as políticas que destroem as nossas vidas e o nosso país. É isso que estamos aqui a fazer. Ao contrário dos políticos aldrabões que prometem uma coisa em campanha eleitoral para depois fazerem o seu contrário quando no poder, nós cumprimos as nossas promessas. Não descansaremos enquanto não corrermos com quem nos trouxe até aqui. Caro doutor Pedro Passos Coelho. Siga o bom conselho do seu pai. Demita-se rapidamente e em força, vá de uma vez por todas trabalhar para a Goldman Sacks. Não o queremos cá. Rua! Esta semana um relatório da OCDE revelou um dado arrasador. Portugal tinha que cortar 6 mil milhões de euros por ano até 2030 para conseguir pagar a sua dívida. A evidência é clara. Pagar a dívida é condenar a quase totalidade da população portuguesa a morrer de fome. Insisto neste ponto. É urgente criar um movimento nacional forte que exija um perdão de dívida. Os credores tudo vão fazer para o evitar. Temos de ser nós a decidir se vamos morrer de fome e de medo ou vamos a ter a coragem de lutar com unhas e dentes pela recuperação das nossas vidas e da nossa dignidade. Estamos confrontados com a escolha entre um fim de horror e um horror sem fim. Que ninguém pense que esta é uma crise passageira como as outras. É bom que se leve muito a sério a hipótese forte de uma saída do euro como caminho a seguir. Vou insistir também noutro ponto desta missa que já se vai tornando rotina aqui junto do Mercado Municipal. Desde o início que o disse e cada vez mais é evidente que as políticas de austeridade conduzem à barbárie. Mais austeridade leva a mais recessão. Mais recessão leva a mais austeridade. Mais austeridade leva a mais recessão e não vai sobrar nada do país se não travarmos estas políticas. Travar a austeridade é fundamental para que se possa voltar a dinamizar a economia. Sem poder de compra e capacidade de consumo não há recuperação económica. Não há empresas sem consumidores. Com excepção da economia dos swaps e do casino financeiro de lixo que funciona há base do roubo de quem trabalha para engordar especuladores e banqueiros. Travar a austeridade custe o que custar é decisivo. Fica a sugestão. Não votar nos partidos que defendem a austeridade. Vem aí as eleições autárquicas. Não perdamos a oportunidade de varrer do mapa essa gente que nos (des) governa. Face à catástrofe que se abate sobre as nossas vidas não basta fazer desfiles aqui na avenida de quando em vez. Sair à rua nas manifestações é fundamental. Mas temos que nos organizar para confrontar cada vez mais os poderes políticos a governarem em nome do serviço público e combater a corrupção. Basta de roubo. As palavras de ordem têm que assentar na revolta organizada, na desobediência civil e na insubordinação. Querem-nos rebeldes. Rebeldes nos terão. Num contexto em que nos roubam os salários, lançam intencionalmente milhões de pessoas no desemprego e na pobreza e nos roubam a felicidade e o futuro fica aqui a nossa mensagem. Não obriguem gente honesta e pacífica a caminhar em direcção à violência. Vão embora. Deixem de ser palhaços. O palhaço maior da República que ressona tranquilamente no Palhácio de Belém tem que nos ouvir. Senhor Residente da República, demita imediatamente o Governo PSD/CDS e devolva a palavra ao povo. Nós sabemos bem que do rio que tudo arrasta, diz-se que é violento mas que ninguém chama violentas às margens que o comprimem. Alargue as margens do rio senhor Presidente. Para que não se arrependa em breve de ser o principal responsável pelos destroços da corrente de fúria que já não aguenta mais tanta agressão.

1 de Junho - Loulé, Demissão


1 de Junho, em Loulé, dezenas de pessoas concentraram-se à porta da Câmara Municipal e marcharam pela Avenida José da Costa Mealha em direcção à sede do PSD onde foram mostrados cartões vermelhos a exigir a demissão do Governo PSD/CDS. No final realizou-se uma Assembleia Popular em frente à porta da Câmara Municipal. Esta é a sexta vez desde 3 de Agosto de 2012 que os louletanos saiem à rua em protesto. Sair à rua seis vezes em dez meses numa cidade de província como Loulé deveria fazer pensar os responsáveis políticos da cidade. Andam efectivamente distraídos  e entretidos com os seus interesses.

O Austericídio Segue O Seu Caminho


Depois do Banha o Álvaro, ambos de Almancil. Os suicídios austeritários matam dezenas de milhares de pessoas por toda a Europa. Em Loulé, esta gentinha do PSD, enquanto isso acontece faz uma perseguição cerrada aos cartazes que colo por aí em luta contra o fascismo instalado. Uma vergonha de gente.

sábado, junho 01, 2013

Adeus Álvaro, Descansa Em Paz



A minha homenagem ao Álvaro de Almancil que conheci na manifestação contra o encerramento das urgências de Loulé equipado com a bandeira nacional, a boca tapada invocando o silenciamento e as mãos atadas com as algemas. As urgências de Loulé não encerraram também devido ao Álvaro. Suicidou-se esta semana. Sempre que me lembrar da manifestação contra o encerramento das urgências em Loulé lembrar-me-ei de ti.