sábado, junho 30, 2012

O Movimento Por Um Algarve Livre De Petróleo Participou No Debate Oganizado Pela Almargem

Alguns membros do MALP participaram no debate levado a cabo pela Associação Almargem na sua sede ontem na cidade de Loulé sobre a exploração de petróleo no Algarve. Os membros do MALP tiveram oportunidade de felicitar esta organização ambiental pela iniciativa e expuseram os motivos pelos quais são contra a exploração de petróleo no Algarve.

1. Falta de transparência democrática na decisão de explorar petróleo na região do Algarve. À revelia das populações, sem qualquer debate ou consulta pública digna desse nome, o governo PSD/CDS aproveitou a crise económica e financeira para avançar à sucapa com uma decisão que pode afectar a vida de todos os residentes no Algarve de forma desastrosa.

2. Ausência de estudos de impacto ambiental, social e económico que fundamentassem a decisão política. Como se pode tomar uma decisão desta natureza sem apoio algum em estudos que ponderem os custos e benefícios para as populações do Algarve da exploração de petróleo?

3. Incompatibilidade total entre turismo sustentável e aposta na indústria petroquímica nos mares do Algarve. Uma indústria altamente poluente não é compatível com a aposta na ideia de turismo sustentável.

4. Problemas de saúde pública causada pela poluição das águas, dos solos e do ar.

5. Aposta errada em políticas do passado centradas nos combustíveis fósseis como fonte de energia quando face à enorme crise ecológica mundial derivada do problema do aquecimento global do planeta e das alterações climáticas a aposta certa deve passar pelo investimento nas energias renováveis. Por exemplo, o Algarve tem um enorme potencial não aproveitado da energia solar.

6. Aumento dos riscos sísmicos resultantes das actividades de prospecção numa zona de elevada sismicidade como é o território do Algarve.

7. Aumento da probabilidade de ocorrência de desastres ambientais decorrentes de acidentes em plataformas petrolíferas ou do aumento da intensidade de tráfego dos petroleiros decorrentes do aumento das necessidades de transporte.

8. O contrato de exploração de petróleo do ponto de vista financeiro beneficia muito pouco ou nada (o contrato é vago quanto a esta questão) o Estado Português e em nada beneficia a região do Algarve.

Face aos argumentos apresentados o Movimento Algarve Livre De Petróleo não encontra nenhuma boa razão para que se defenda a exploração de petróleo no Algarve e apela mais uma vez às entidades responsáveis da região que se pronunciem publicamente na defesa do território Algarvio e das populações residentes no Algarve. Os Membros do MALP consideram que esta geração não pode consentir que o futuro das jovens gerações seja hipotecado pela sua inacção ou omissão face à possibilidade em aberto da expropriação ecológica da região do Algarve pela indústria do petróleo.

Depois de Passos Ser Corrido Da Feira Do Livro Ao Som De Emigra, Depois de Cavaco Ter Sido Vaiado Dois Em Um Como Nos Champôs, Da Ministra da Justiça Ter Sido Esta Semana Violentamente Vaiada No Dizer Da Imprensa Nacional, Agora Foi A Vez Da Quinta Sinfonia Do Álvaro, Quem É O Senhor Que Se Segue?



Estão-me a soprar aos ouvidos que o Gaspar precisava disto, mas que ele nem se atreve a sair da toca. Sinais de um governo e de um presidente da República que já não têm crédito aos olhos do povo.

sexta-feira, junho 29, 2012

O Álvaro Foi Violentamente Vaiado Ao Som De Palavrões Como "Gatuno" e "Filho da Puta"

Concordo com o "gatuno". Já "filho da puta" parece-me manifestamente excessivo.

Amanhã Todos Juntos Com O Movimento Sem Emprego

Já não era sem tempo. Estamos pelos cabelos. Fartos de sermos tomados por preguiçosos que só não são ricos e perfumados como os nossos governantes porque lhes falta espírito empreendedor. Que se ao menos nos levantássemos do sofá e fossemos vender pastéis de nata, o futuro de Portugal estava assegurado.

Isto são mentiras. Mentiras comprovadas pelo valor real de 1 milhão e 300.000 desempregados, com 800 novos a surgir todos os dias. Mentiras comprovadas por centros de emprego que todos os dias se enchem – não para oferecer empregos, mas para tratar os desempregados como criminosos que precisam de ser controlados.

Mentiras de bancos que engoliram e continuam a engolir milhares de milhões dos nossos impostos mas que depois não se dignam a dar crédito às empresas nem pensam duas vezes antes de meter famílias no olho da rua porque não há trabalho com que pagar o empréstimo imobiliário. Mentiras de governantes que endividaram os trabalhadores, os seus filhos e os seus netos para construírem estradas que ninguém usa para poderem passear por Paris e Bruxelas, de bolsos cheios.

Com números destes, o que quer que saia da boca de Passos Coelho, Vítor Gaspar ou do Ministro do Coiso sobre o desemprego, não tem outro nome senão histórias da carochinha. Este desemprego não é um acidente nem é culpa dos portugueses. É uma política. É a política de quem serve os bancos, de quem beija a mão das grandes fortunas, de quem faz vénias aos desmandos das Merkels deste mundo.

Porque ama esta gente o desemprego?

Porque o desemprego é a ferramenta que o sistema neoliberal usa para destruir o emprego com direitos e salários dignos. São a ameaça que pesa sobre a cabeça daqueles que ainda têm um emprego, para os obrigar a aceitar mais um corte, mais uma hora de trabalho, mais uma indignidade, mais um abuso de poder.

E nisto tudo os portugueses aprenderam a sofrer em silêncio. Sofreram a injustiça, sofreram as mentiras, sofreram o medo do amanhã sem saber como dar de comer aos filhos e a quem amam. Sofreram uma vida de pesadas responsabilidades e magros direitos – e agora até esses poucos nos querem arrancar – “Apesar de tudo o que trabalhas e sofres por este país, se adoeceres não trataremos de ti. Se envelheceres, morrerás à fome. Se tiveres filhos, não os poderás visitar quando tiveres saudades porque eles terão partido para uma terra distante”.

E neste sofrimento, os portugueses ganharam uma força que desconhecem. Enquanto governantes e gananciosos se engordaram à nossa conta, nós aprendemos a fazer o impossível com uma mão cheia de coisa nenhuma. E este sofrimento que carregamos ao peito, está na hora de sair como um grito que diz BASTA! Um grito que diz que somos muitos, que não temos medo porque já não temos nada a perder, que somos um milhão e 300.000 com o apoio de muitos mais. Um grito de promessa aos governos do desemprego: vão arrepender-se do dia em que fizeram do emprego, exploração.

http://www.movimentosememprego.info

quinta-feira, junho 28, 2012

Espanha e Itália Na (o) Final do Euro...

A Itália acaba de eliminar a poderosa Alemanha nas meias finais do campeonato da Europa de Futebol. Dos quatros países que foram disputar as meias finais, três estão em situação de bancarrota. Portugal, Espanha e Itália. Se há uma lição clara a tirar deste Euro 2012, na era de finais dos tempos do euro moeda, é que o futebol vive francamente acima das suas possibilidades. A distância entre os salários dos selecionáveis portugueses e as condições de vida de boa parte da população portuguesa é um abismo que deveria por moderação no fundamentalismo religioso com que se vive hoje as coisas da bola. Espanha e Itália, dois impossíveis (?) resgatados que podem levar ao fim do euro e do próprio projecto de construção Europeia, vão disputar a final do Euro.

Entretanto em Bruxelas, a senhora Merkel quer fazer novamente uma fuga para a frente num antro de demência em direcção à ocupação Alemã da Europa. Hoje, como em 1939, é a luta pelo domínio hegemónico do poder aquilo de que se trata, apenas os meios diferem. A ocupação desta vez faz-se através do poder do capital financeiro, em nome do capital financeiro e pelo capital financeiro. Contra a democracia, novamente contra a democracia. É por isso que não vai dar certo. É por isso que não pode dar certo.

Ministra Da Justiça Vaiada De Forma Justa, Todo Este Governo Deve Ser Justamente Vaiado E De Seguida Aconselhado A Emigrar, Faça-se Justiça

A ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, foi esta quinta-feira vaiada violentamente no Terreiro do Paço, em Lisboa, por centenas de manifestantes, depois de um conjunto de presidentes de câmara terem sido impedidos de entregar à ministra um documento reivindicativo sobre a revisão do mapa judiciário.

http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/autarcas-barrados-no-ministerio-da-justica-1552455

A Eslovénia Não É o Chipre

Sim, já sabemos. A Irlanda não é a Grécia. A Grécia nunca seria a Irlanda. Portugal não é a Grécia. A Espanha não é Portugal. Itália não é a Espanha. O Chipre não é nenhum dos países atrás citados e deduzimos logicamente que a Eslovénia não é o Chipre. Face à dimensão desastrosa que a coisa está a atingir poderemos levantar a hipótese legítima de que as famosas crises cíclicas do sistema capitalista desta vez estão em risco de acabarem de uma vez por todas? Ou seja, terá o capitalismo capacidade desta vez de dar a volta por cima ou estaremos à beira do calapso?

quarta-feira, junho 27, 2012

Associação Ambientalista Almargem Põe Em Discussão A Exploração De Petróleo No Algarve


A Associação Ambientalista Almargem vai debater a exploração de petróleo no Algarve dia 29 de Junho pelas 18h30m. O Movimento Algarve Livre de Petróleo congratula esta associação pela iniciativa e confirma a presença nas conversas de alguns dos seus membros.

Ricardo Mãos De Gravador Mantém-se Como Vice Presidente Da Bancada Do PS

Agora já lhes posso chamar gatunos de consciência tranquila.

Dois Em Um Como Se Fosse Um Champô: Sinfonia Para Os Meus Ouvidos

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=565057&tm=9&layout=122&visual=61

Não será nunca combatendo-nos uns aos outros que vamos combater a crise. Pois não, pois não, é que o mundo é plano e o Burro de Buridan tem sempre os fardos de palha à mesma distância das suas narinas...

Totalmente De Acordo Com O Texto, Mas Face Às Poderosas Forças Que Nos Oprimem É Preciso Já Outro Tipo De Resistência, É De Guerra De Classes Aquilo De Que Se Trata, Não Duvidem Disso

Convocatória para um Congresso Democrático das Alternativas

“Só vamos sair da crise empobrecendo”. Este é o programa de quem governa Portugal. Sem que a saída da crise se vislumbre, é já evidente o rasto de empobrecimento que as políticas de austeridade, em nome do cumprimento do acordo com a troika e do serviço da dívida, estão a deixar à sua passagem. Franceses e gregos expressaram, através do voto democrático, o seu repúdio por este caminho e a necessidade de outras políticas. Em Portugal, o discurso da desistência e das “inevitabilidades” continua a impor-se contra a busca responsável de alternativas.

Portugal continua amarrado a um memorando de entendimento que não é do seu interesse. Que nos rouba a dignidade, a democracia e a capacidade de coletivamente decidirmos o nosso futuro. O Estado e o trabalho estão reféns dos que, enfraquecendo-os, ampliam o seu domínio sobre a vida de todos nós. Estamos a assistir ao mais poderoso processo de transferência de recursos e de poderes para os grandes interesses económico-financeiros registado nas últimas décadas.

Tudo isto entregue à gestão de uma direita obsessivamente ideológica que substituiu a Constituição da República Portuguesa pelo memorando de entendimento com a troika. E que quer amarrar o País a um pacto orçamental arbitrário, recessivo e impraticável, à margem dos portugueses. Uma direita que visa consolidar o poder de uma oligarquia, desmantelar direitos, atingir os rendimentos do trabalho (que não sabe encarar como mais do que um custo), privatizar serviços e bens públicos, esvaziar a democracia, desfazer o Estado e as suas capacidades para organizar a sociedade em bases coletivas, empobrecer o país e os portugueses não privilegiados.

Num dos países mais desiguais da Europa, o resultado deste processo é uma sociedade ainda mais pobre e injusta. Que subestima os recursos que a fortalecem, a começar pelo trabalho. Que hostiliza a coesão social. Que degrada os principais instrumentos de inclusão em que assentou o desenvolvimento do País nas últimas quatro décadas: Escola Pública, Serviço Nacional de Saúde, direito laboral, segurança social.

Este é um caminho sem saída. O que está à vista é um novo programa de endividamento, com austeridade reforçada. Sendo cada vez mais evidente que as políticas impostas pela troika não fazem parte da solução. São o problema. Repudiá-las sem tibiezas e adotar outras prioridades e outras visões da economia e da sociedade é um imperativo nacional.

Este é o tempo para juntar forças e assumir a responsabilidade de resgatar o País. É urgente convocar a cidadania ativa, as vontades progressistas, as ideias generosas, as propostas alternativas e a mobilização democrática para resistir à iniquidade e lançar bases para um futuro justo e inclusivo que devolva às pessoas e ao País a dignidade que merecem.
São objetivos de qualquer alternativa séria: a defesa da democracia, da soberania popular, da transparência e da integridade, contra a captura da política por interesses alheios aos da comunidade; a prioridade ao combate ao desemprego, à pobreza e à desigualdade; a defesa do Estado Social e da dignidade do trabalho com direitos.

É preciso mobilizar as energias e procurar os denominadores comuns entre todos os que estão disponíveis para prosseguir estes objetivos. Realinhar as alianças na União Europeia, reforçando a frente dos que se opõem à austeridade e pugnam pela solidariedade, pela coesão social, pelo Estado de Bem-Estar e pela efetiva democratização das instituições europeias.
É fundamental fazer escolhas difíceis: denunciar o memorando com a troika e as suas revisões, e abrir uma negociação com todos os credores para a reestruturação da dívida pública. Uma negociação que não pode deixar de ser dura, mas que é imprescindível para evitar o afundamento do país.

Para que esta alternativa ganhe corpo e triunfe politicamente, é urgente trabalhar para uma plataforma de entendimento o mais clara e ampla possível em torno de objetivos, prioridades e formas de intervenção. Para isso, apelamos à realização, a 5 Outubro deste ano, de um congresso de cidadãos e cidadãs que, no respeito pela autonomia dos partidos políticos e de outros movimentos e organizações, reúna todos os que sentem a necessidade e têm a vontade de debater e construir em conjunto uma alternativa à política de desastre nacional consagrada no memorando da troika e de convergir na ação política para o verdadeiro resgate democrático de Portugal. Propomo-nos, em concreto, reunindo os subscritores deste apelo, iniciar de imediato o processo de convocatória de um Congresso Democrático das Alternativas. Em defesa da liberdade, da igualdade, da democracia e do futuro de Portugal e do seu papel na Europa. E apelamos a todos os que não se resignam com a destruição do nosso futuro para que contribuam, com a sua imaginação e mobilização, para a restituição da esperança ao povo português.

terça-feira, junho 26, 2012

Durante Demasiado Tempo Adormecemos E Os Vampiros Vieram pela Calada Da Noite



É já este Sábado. Eu vou lá estar, ao lado dos desempregados e de todos os trabalhadores que hoje caminham a passos largos para o séc. XIX.

segunda-feira, junho 25, 2012

Notas Anti-Austeritárias

Nota 1: O PS fez uma nova "abstenção violenta" ao seu apoio às políticas da Troika e do governo do PSD/CDS. Deputados do PS Algarve e outros que por aí andam (mais ou menos sem saberem o que por aí andam a fazer) ficaram incomodadíssimos com a moção de censura do PCP, que é também uma moção de censura a quem apoia as políticas de destruição massiva de vidas humanas.

Nota 2: Ministros na Grécia adoecem e não suportam tanto austeritarismo. Em simultâneo, o ministro austeritário das finanças alemão diz que não há pão para malucos e que o melhor que os gregos têm a fazer é suicidarem-se sob seu comando. A Grécia está fora do Euro (do Euro da bola e talvez também muito em breve do outro).

Nota 3: Vem aí mais austeridade em consequência das burrices e teimosias do Vítor Gaspar. O círculo vicioso (e criminoso) da austeridade recessiva vai continuar no sentido da destruição do país. Pressinto que mais ministros austeritários, agora em Portugal, vão ficar com enxaquecas. E, por favor emigrem. Sigam os vossos bons conselhos. Para vosso bem.

Aquí los políticos no hacen más que humillar cada vez más a los portugueses

La crisis no solo ha llevado desempleo a Portugal, también ha llevado sueldos cada vez más bajos. Según los últimos datos de la Seguridad Social, actualmente 605.000 portugueses ganan el salario mínimo nacional, valorado en 485 euros que se convierten en poco más de 430 euros netos en la práctica, una vez descontados los impuestos. Con este dinero tiene que sobrevivir Laura Carvalho, una mujer de 52 años que desde hace 12 trabaja limpiando en una empresa de Lisboa. Con este dinero "es imposible llegar a fin de mes", por lo que además de las ocho horas diarias, Laura trabaja otras tres limpiando en otra empresa, y dice que "ni aún así lo consigue". Está separada y vive con el más pequeño de sus 5 hijos, que todavía está estudiando.

domingo, junho 24, 2012

O Chefe Dos Aboborinhas De Serviço Foi Novamente Apupado, Agora de "Gatuno" Como É De Bom Tom

Cerca de uma centena de pessoas aguardou o chefe de Estado à entrada da Plataforma das Artes, equipamento que inaugurou, contestando a promulgação o Código do Trabalho.

O momento de maior tensão aconteceu quando Cavaco Silva chegou ao espaço do antigo mercado municipal da cidade. Quando saiu o carro, o Presidente da República ouviu os manifestantes chamarem-lhe “gatuno” e fazendo soar apitos e buzinas que criaram um ambiente ensurdecer. Na boca de muitos dos populares, entre os eram reconhecíveis vários dirigentes regionais do PCP, estava a indignação pela aprovação do Código do Trabalho.


http://publico.pt/Política/na-segunda-passagem-pela-guimaraes-2012-cavaco-silva-voltou-a-ser-apupado-1551777

E Eu Não Sou Desses Trabalhadores Das Finanças Que Vão Treinar Karaté Para Se Defender Dos Contribuintes

Políticos e Banqueiros Para A Prisão

O Facto De Portugal Ser Governado Por Imbecis Também Não Ajuda, Não Ajuda Mesmo Nada

Jorge Moreira da Silva, vice-presidente do PSD, afirma que “Portugal está a precisar de um choque de empreendedorismo”.

sexta-feira, junho 22, 2012

O Ministro Dos Pastéis De Nata Afinal Não Veio Ao Algarve


Eu sugeri que a Comissão de Utentes da Via Do Infante entregasse uma caixa de pastéis de nata ao Álvaro em troca da devolução da Via do Infante aos Algarvios. A Comissão acabou por entregar uma bóia de salvação ao Secretário de Estado (que não aceitou). Os ministros da República já não são bem vindos ao Algarve. Emigrem todos que não os queremos cá. Se não emigrarem que sejam presos que é o lugar de quem destrói intencionalmente a vida de milhões de pessoas.

Hoje Somos Todos Gregos

quinta-feira, junho 21, 2012

Durante Demasiado Tempo Adormecemos E Os Vampiros Vieram Pela Calada Da Noite

A Democracia Vai Ali Volta Já, Não Sei Ainda Se É Intervalo, Mais Tarde Vos Conto

Toca a campaínha e não lhe apetece responder. Faz de conta que não está ninguém em casa. Até podia estar a trabalhar, como as pessoas normais. Mas do outro lado, o visitante insiste. Ocorre então à mulher qualquer que talvez no hall de entrada do prédio ao qual qualquer um acede sem dificuldade - a fechadura está avariada e quem não paga o condomínio não se pode queixar - esteja um subcontratado qualquer pronto a cortar-lhe a água ou o gás sem apelo nem agravo. Enfia um roupão e vai à porta. "Quem é?"
 
- Notificações - responde uma voz qualquer.
- Notificações? - repete, como se o eco lhe revelasse o segredo escondido atrás daquelas cinco sílabas.
 
Entreabre a porta.
 
- Notificações do quê?
- Ah, desculpe, não disse. É da PSP, Divisão de Investigação Criminal.
 
A mulher qualquer enquarquilha os olhos. "Então?"
 
- Tem aqui uma intimação para responder nesta divisão no próximo dia tantos do tal, na qualidade de denunciada.
- Denunciada? - repete a mulher qualquer, incrédula - Denunciada do quê?
- Ah isso não sei - responde o homem - Tem de assinar aqui, se faz favor.
 
A mulher assina, numa página, noutra, agora considera-se notificada, de quê não sabe, vai puxando pela cabeça tentando em vão lembrar-se do que terá feito, de quem terá feito queixa contra ela e porquê. Terá insultado algum taxista no trânsito? Discutido com algum vizinho? Quem? Porquê?
 
Ver tudo aqui no sítio do MSE:

quarta-feira, junho 20, 2012

O Movimento Por Um Algarve Livre De Petróleo Volta A Sair À Rua

O Malp vai levar a cabo mais uma acção de recolha de assinaturas para a petição pela suspensão da exploração de petróleo no Algarve e simultaneamente vai projectar alguns vídeos sobre os maiores derrames de petróleo do Mundo. Na praia de Quarteira, no Calçadão, dia 7 de Julho. Junta-te ao MALP!

Acompanha a luta contra a exploração de petróleo aqui:

Socorro, Tirem O "Economista" José Gomes Ferreira da SIC Notícias

O homem está em estado de negação. Não há austeridade na Europa. O homem não dá por nada. Tirem-me deste filme. Socorro. Quero emigrar para a Lua. Tirem-me de ao pé destes  antros de incompetência analítica e de cegueira ideológica. Não se aguenta mais.

Nuvens Muito Escuras Por Cima Da Europa



Ora então recapitulemos a História. A Grécia não era a Irlanda. Portugal não era a Grécia. A Irlanda não era Portugal. A Espanha não era Portugal. O Chipre não se comparava com nenhum destes atrás citados e a Itália nunca será a Espanha. Em breve teremos a Bélgica, a Holanda, a França e a Alemanha. Um autêntico bordel orgiástico para os "mercados" imagino. Este momento de horror histórico faz-me lembrar o fait-divers das chicotadas psicológicas dos treinadores de futebol. Quando os presidentes dos clubes vêem para a praça pública pregar aos setes ventos a "confiança" nos seus treinadores não demora nada e pimba, treinador para a rua. E depois da Itália, o que acontece?

terça-feira, junho 19, 2012

Associação Almargem Põe Em Discussão A Exploração De Petróleo No Algarve


A Associação Ambientalista Almargem vai debater a exploração de petróleo no Algarve dia 29 de Junho pelas 18h30m. O Movimento Algarve Livre de Petróleo congratula esta associação pela iniciativa e confirma a presença nas conversas de alguns dos seus membros.

O Dia Em Que Os Aboborinhas Transferiram Uma Boa Maquia Para Os Agiotas: Um Nojo

Mais de 550 mil trabalhadores, da administração central, autarquias e empresas públicas, veem retido a partir de amanhã uma parte ou a totalidade do seu subsídio de férias. No próximo mês será a vez dos pensionistas.

Os "Mercados" Reagem e As Pessoas Também



Se são grandes demais para sobreviver ao capitalismo financeiro então vamos lá exigir a nacionalização da banca onde os dinheiros públicos estão a entrar em massa. Não se pode nacionalizar o prejuízo sem a correspondente nacionalização do lucro. Os banqueiros podem sempre emigrar pois são bastante cosmopolitas para isso. Para bem longe de preferência. Vão investir nos "mercados" da Lua ou de Plutão por aí. E não voltem... 

Um Cheiro A Alho: Gostava De Correr Com Passos, Portas E Quejandos

Para Geert Wilders, fascista holandês, os chamados países periféricos são os países com cheiro a alho.

Leprosos. Os países com cheiro a alho são para eles uma espécie de gafaria, onde se deixa cair o corpo aos pedaços.

O que Wilders não sabe é que o alho é um poderoso antídoto contra os vampiros.

Portugal, Espanha, a Grécia e o resto dos pomares saqueados, ainda não cheiram suficientemente a alho.

Por isso mesmo a vampiragem, a escumalha financeira, continua a sentir-se atraída pelo pedaço de terra que esses países hoje são.

Países perdidos na sua história, no tempo, no seu estatuto de soberania, a quem é indicado um caminho sem regresso, sempre à direita. As indicações dos enviados das agências são, à direita, à direita até chegarem. Até chegar onde?

A escumalha financeira é uma coisa densa, semi-clandestina, opaca, uma espécie de escória da humanidade, um subproduto tóxico gangsterizado que atua como pode em cada país que lhe abre as portas.

Trazem sprays de medo com que pulverizam tudo à passagem. Por isso o Syriza não ganhou as eleições. Quase, quase lá, e a porta não se abriu

O que eu gostava mesmo era que a esquerda tivesse ganho na Grécia. A vitória surgiria como um manguito colossal à austeridade. O que eu gostava era ver todas as Merkels da Europa desautorizadas, passadas do miolo a barafustar impropérios e a rezar blasfémias. E a Grécia e o povo da Grécia e o sol da Grécia, tudo na deles, a olhar quase divertidos para o espetáculo da sargenta e da sargentada, a babarem-se de raiva.

Gostava de ver os nazis de focinho no chão, a olhar de esguelha, deprimidos e abatidos, desmascarados, a procurarem uma toca para hibernarem. Gostava de os ver com medo.

Os nazis, nas décadas a seguir à guerra, faziam apenas sarrafuscas apalhaçadas por essa Europa fora, com uns mortos à mistura. Faziam-no, aliás, com a completa complacência das autoridades policiais. Agora concorrem a eleições, põem o cu nos parlamentos e preparam-se para crescer. Que merda é esta?

Gostava de ver as agências financeiras a serem desvendadas, sem a roupa de números com que se escondem e sem a pele de plástico com que tapam as gangrenas.

Era bom.

Gostava de correr com Passos Coelho, Portas e quejandos. Uma maratona que durasse eternamente. Que não voltassem cá mais. Que andassem por aí aos caídos a pregar aos peixes e os peixes a voltarem-lhes o rabo e a mergulharem mais fundo, até deixarem de ouvir o ruído, o estrépito da voz, sempre a impor-se na mentirada. Que se transformassem num embaraço até para os mais chegados. Que tivessem de pôr óculos escuros de cada vez que lhes apetecesse sair à rua. Gostava.

Gostava de despedir sumariamente o D. Sebastião. Mudá-lo de posto de trabalho. Ele que vá para a direita. A direita que se agarre a ele e à pileca. A direita que fique no nevoeiro que lhe faz bem aos ossos. Pode ser que ganhe uma artrite e fique quieta e paralisada.

Países com cheiro a alho.

O alho tem propriedades anti cancerígenas e é um poderoso anticético.

O alho tem muitos dentes que mordem e estraçalham as entranhas dos vampiros, dos Dráculas mal encarados que por aí adejam na Europa toda.

Dizem sempre que nos vão salvar. Têm-nos feito acupunctura financeira. De há um tempo para cá, têm-se regalado com experiências. Espetam facas em vez de agulhas. Nos sítios errados. Dizem que é remédio.

Mas é só tortura.

É melhor que a gente vá arranjando umas estacas. Quando se apresentarem de faca em punho para mais cortes, convém pregar-lhes uma estaca bem no centro do coração. Pode ser que fujam. Com a estaca e o cheiro a alho.

Um texto de Alice Brito

segunda-feira, junho 18, 2012

O Movimento Por Um Algarve Livre De Petróleo Na Imprensa Regional

Paulo Rosário Dias, coordenador regional do Algarve do MPT – Partido da Terra participou no debate «A exploração de petróleo e gás natural no Algarve: tornar o oculto visível», organizado pelo Movimento Por Um Algarve Livre de Petróleo (MALP), onde deu a conhecer a verdadeira natureza contratual que concessionou as atividades de pesquisa e exploração de petróleo e gás natural na região algarvia (...)

Os resultados deste primeiro debate reforça as «convicções de que o Movimento Por Um Algarve Livre De Petróleo está no caminho certo quando defende a incompatibilidade total da exploração de hidrocarbonetos na costa do Algarve com uma qualquer ideia de turismo sustentável. O caminho para o futuro da região passa pela aposta na valorização da sua extraordinária biodiversidade e por uma crescente exigência na busca do equilíbrio entre as dimensões económicas, ambientais e sociais do desenvolvimento.

A exploração do petróleo não cabe nesta harmonia. Os erros do passado associados à monocultura do turismo e à excessiva dependência da actividade turística não se corrigem acrescentando novos erros que mais não irão fazer do que hipotecar o futuro das jovens gerações», afirma aquele movimento.

Aprovado O Código Da Precarização Estrutural Do Trabalho

Cavaco Silva como sempre a contribuir para a degradação das condições gerais do trabalho num contexto em que a precarização estrutural já é norma. Emigre Senhor Presidente, emigre. Já chega de tanto contribuir para destruir a vida de uma boa parte dos portugueses.

O Mundo Ao Contrário

Nos media convencionais portugueses, públicos e privados, a overdose da selecção nacional de futebol, aquilo que verdadeiramente interessa para a audiometria. Na blogosfera, as eleições na Grécia, aquilo que os media convencionais são obrigados a abordar timidamente para não serem expostos à crítica pública. Um nota para o resultado das eleições gregas. O PASOK não quer ir sozinho como parceiro de coligação da Nova Democracia porque percebeu que isso pode levar em breve à extinção do PASOK. O Syriza está muito bem onde está. É a única forma de estar noutro lado daqui a alguns meses.

sexta-feira, junho 15, 2012

A Luta De Classes No Mundo: A Geografia Do Protesto

Quando os tempos são bons, e a economia-mundo se expande em termos de nova mais-valia produzida, a luta de classes fica calada. Nunca desaparece, mas desde que haja um baixo nível de desemprego e os rendimentos dos extratos mais baixos estejam a crescer, mesmo que pouco, o que está na ordem do dia é o compromisso social.

Mas quando a economia-mundo estagna e o desemprego real se expande consideravelmente, o bolo reduz-se. Nessa altura, a questão passa a ser quem suporta o peso da redução – dentro dos países e entre os países. A luta de classes torna-se aguda e mais cedo ou mais tarde leva a um conflito aberto nas ruas. É isto que tem acontecido no sistema-mundo desde os anos 70, e mais dramaticamente desde 2007. Até agora, o extrato mais alto (os 1%) têm garantido a sua parte, na verdade aumentando-a. Isto significa necessariamente que a parte os 99% tem decrescido.

A luta pelos rendimentos dá-se principalmente em torno de dois itens no orçamento global: impostos (quanto, e quem) e a rede de segurança da maioria da população (gastos com a educação, saúde, garantias de rendimento para o resto da vida). Não há país no qual esta luta não tenha ocorrido. Mas explode mais violentamente nalguns países do que noutros – devido à sua localização na economia-mundo, à sua demografia interna, à sua história política.

Uma luta de classes aguda levanta a questão de como lidar politicamente com ela. Os grupos do poder podem reprimir duramente o descontentamento, e muitos o fazem. Ou, se o descontentamento for muito forte para os seus mecanismos repressivos, podem tentar cooptar os que protestam dando a aparência de os apoiarem e limitando assim as mudanças reais. Ou fazem ambas as coisas, tentando primeiro reprimir e depois cooptar, se a repressão fracassar.

Os que protestam também enfrentam um dilema. Os manifestantes sempre começam como um grupo relativamente pequeno e corajoso. Precisam persuadir um grupo muito maior (e politicamente mais tímido) a juntar-se-lhes, se quiserem pressionar os grupos no poder. Isto não é fácil, mas pode acontecer. Aconteceu no Egito na Praça Tahrir em 2011. Aconteceu no movimento Occupy nos Estados Unidos e no Canadá. Aconteceu na Grécia nas últimas eleições. Aconteceu no Chile nas novas e prolongadas greves estudantis. E, de momento, parece estar a acontecer espetacularmente no Québec.
Mas, se acontece, que ocorre depois? Há alguns manifestantes que querem expandir as reivindicações inicialmente restritas para outras mais amplas e fundamentais, para reconstruir a ordem social. E há outros, há sempre outros que estão prontos a sentarem-se com os grupos no poder e negociar algum tipo de compromisso.

Quando os grupos no poder reprimem, na maior parte das vezes atiçam as chamas do protesto. Mas a repressão é muitas vezes eficaz. Quando não resulta e os grupos no poder cooptam e tentam fazer compromissos, muitas vezes conseguem desmontar os protestos. Foi isto que parece ter acontecido no Egito. As recentes eleições estão a levar a um segundo turno entre dois candidatos, nenhum dos quais apoiou a revolução na Praça Tahrir – um, o último primeiro-ministro do derrubado presidente Hosni Mubarak, o outro um líder da Irmandade Muçulmana cujo principal objetivo é instituir a sharia na lei egípcia e não a implementação das reivindicações dos que estavam na Praça Tahrir. O resultado é uma escolha cruel para os cerca de 50% que não votaram na primeira volta por nenhum dos dois, na maior pluralidade de voto. Esta situação infeliz resultou do facto de os eleitores pró-Praça Tahrir se terem dividido entre dois candidatos de diferentes trajetórias.

Que devemos pensar de tudo isto? Parece haver uma rápida e sempre mutante geografia do protesto. Aparece aqui e e depois ou é reprimida, ou cooptada, ou exaurida. E logo que isso acontece, surge novamente noutro lado, onde, por seu lado, pode ser reprimida, cooptada ou exaurir-se. E aparece então num terceiro lugar, como se fosse irreprimível à escala mundial.

Na verdade, é irreprimível por uma simples razão. O aperto do rendimento mundial é real, e não está perto de desaparecer. A crise estrutural da economia-mundo capitalista está a demonstrar que as soluções padrão para as recessões económicas não podem funcionar, por mais que os nossos especialistas e políticos assegurem que um novo período de prosperidade está no horizonte.
Vivemos numa situação mundial caótica. As flutuações são grandes e rápidas por todo o lado. Isto também se aplica aos protestos sociais. É o que observamos com as constantes mudanças na geografia dos protestos. Praça Tahrir no Cairo ontem, marchas de massas não autorizadas a bater panelas em Montreal hoje, algum outro (provavelmente a surpreender) amanhã.

Immanuel Wallerstein
Comentário Nº. 330, 1 de Junho de 2012
Tradução, revista pelo autor, de Luis Leiria para o Esquerda.net

De Como O PCP Pôs A Nú A Careca De António José Seguro

O taticismo sonso de António José Seguro pode vir a ter resultados práticos a curto prazo (será?) mas a médio prazo o PS está condenado a ser o PASOK de Portugal. A Moção de Censura do PCP ao PSD tem todo o mérito ao mostrar de que lado o PS está. Dos amigos da Troika e da austeridade inteligente não se poderia esperar outra coisa. É sempre bom sabermos com clareza com quem se prefere assumir "compromissos". Neste caso a coisa é clara. O PS pôs-se ao lado dos credores contra o bom povo português.

Não Tenho Medo. A Europa É Isto?

“Não tenho medo. A Europa é isto? Todos os dias há pessoas a matar-se porque não conseguem viver assim, os nossos jovens estão a abandonar o país, há cada vez mais gregos sem casa. Se isto é o que é preciso para estar no euro, não precisamos de estar. Quando as pessoas não têm nada a perder não têm medo”, diz Stella, uma marinheira de 50 anos, de cigarro na mão, que veio ver o comício com amigos. “Vamos mudar esta política europeia. Vamos mudar todos: gregos, portugueses, espanhóis.”

Se Eu Viver Mais 30 Anos



Se eu viver por mais trinta anos, tenho a certeza que ao olhar para trás a pergunta da minha vida vai ser: - Como foi possível?

quinta-feira, junho 14, 2012

Em Itália Também Já Se Resiste Ao Fascismo Financeiro Austeritário


Em Itália também já se resiste ao fascismo financeiro austeritário. Na foto em cima manifestantes tentam entrar no parlamento italiano. Só a repressão permite o avanço das políticas de austeridade. É óbvio que um sistema assim não poderia dar certo. Depois de se ter experienciado décadas de democracia será sempre muito difícil de se aceitar o novo fascismo.

quarta-feira, junho 13, 2012

Nas Astúrias Continua-se A Resistir Ao Fascismo Financeiro Austeritário



Os mineiros das Asturias fazem juz à luta de classes no verdadeiro sentido da palavra. Por estes dias resiste-se por ali ao turbo-capitalismo global. Uma luta a seguir com atenção num contexto nacional e europeu simplesmente explosivo.

Tenhamos Esperança, Ainda Há Homens Que Não São Ratos, É Mandá-los À Merda, Os Filhos Da Pucara E Podiamos Começar Já, Agora, Pelo Passos E P'lo Gaspar

Isso queriam eles! Os agiotas e os bastardinhos até podem ser personagens no teatro, mas nunca serão património da humanidade como Édipo, Hamlet, D. Quixote, Woyzeck ou as almas d’ A gaivota. Isto vai escuro. Alguém terá, uma vez mais, de iluminar e restaurar as paisagens – a humana e as outras, que outros andam a desgraçar – e refazer a caminhada.

E para isso também cá estamos nós, os das artes do espectáculo, os teatreiros, apesar de tudo convencidos de que numa ou noutra hora mais expedita seremos capazes de esclarecer os imbróglios e dar alento à possibilidade de um qualquer milagre – que sabemos poder acontecer no teatro – que dê ânimo à ideia de uma comunidade mais disponível para os diálogos em volta das éticas e das belezas que há por aí, mas que alguns teimam em querer obscurecer.

Os agiotas têm poder. Gostam de esconder-se nas suas cavernas de troglodita vendo por controle remoto a evolução das suas usuras e até que as suas cabeças rolem, terão poder. Eles e os bastardinhos. É lindo de se ver: os agiotas atiram as bolinhas e os bastardinhos correm a buscá-las.

Os bastardinhos são uma espécie de quadrúmanos que praticam a sabujice nuns degraus abaixo do patamar onde os agiotas acumulam os seus metais brilhantes. São os organizadores da desdita mais recente que nos coube em sorte e sempre cumprindo zelosamente as ordens dos crápulas do luxo. Agiotas e bastardinhos convivem neste mundo como nós, e do teatro querem saber muito pouco, ou melhor, querem lá saber do teatro! Ou melhor ainda: o teatro que s’ afunde! O teatro e o resto. Que falta fazem os outros, os artistas e a cultura? Houve tempo em que se pensava, e defendia, que as acções humanas concorriam para a cultura, mesmo em plena guerra. Era simultaneamente um meio e um fim. Hoje, na teia de neurónios ressequidos dos agiotas ainda existirá uma ideia de cultura, mas dominada por um aparato arbóreo: a árvore das patacas. Os camaradas usurários, também quadrúmanos, têm evoluído atrás do cheiro do dinheiro, é com ele que estrumam a vida e certamente esperam que um dia, na falta das couves e batatas, possam trincar e mastigar notas e moedinhas. Bom alimento será.

Socorro-me, ainda e sempre, de um fragmento de Heraclito, o antigo filósofo pré-socrático: “o burro prefere a palha ao ouro”.

Dantes, as crises eram crises, pronto, e mostravam-se no teatro como lugar de eterno retorno. As obras teatrais anunciavam a consumação de honras e vergonhas, esclarecendo e aliviando a humanidade sedenta de deuses e heróis. A novidade da crise actual é que se trata de terrorismo financeiro. Tem um perfume acentuado a extermínio, procurando disciplinar e domesticar a vida das pessoas e, se possível, exterminar os indesejáveis. Ora, nós, no teatro, até gostamos de afirmar a austeridade, mas auto-imposta, igualzinha à autoridade, e que a poesia afirma como liberdade. Assim, podemos compreender porque gostam os agiotas-dos-neurónios-mirrados de ver o teatro como um retiro para entreter a banalidade ou uma ruína exótica para estimular algum turismo.

Como é que nós no teatro podemos lidar com essa gente que executa o terror financeiro? É simples: já que não temos, não teremos nem queremos o poder que eles têm é - com todas as letras - mandá-los à merda. Nenhuma palavrinha deselegante é mais incómoda do que a desgraça que fazem viver a tanta gente. É mandá-los à merda, sabendo que eles já nos mandaram a essa parte há muito tempo. Ficamos quites, mas nós com a graça iluminada das personagens que nos cumpre fazer viver nos teatros e eles pintalgados de esterco nas conferências executivas da finança. Como diria o Mestre Salas da família dos Bonecos de Santo Aleixo… uns filhos da púcara!

Para mal dos pecados de agiotas e de bastardinhos, o teatro irá continuar. Por muito que lhes custe, iremos manter aceso o lume teatral. Os gregos – sempre os gregos! – inventaram esta coisa duradoura de estarmos num lugar escolhido por todos, uns diante dos outros contando e recontando as narrativas da alma e por isso seguiremos adiante. Continuaremos a herança de Epidauro e certo é que outros, mais tarde, irão fazê-lo também. Os encontros no teatro têm mistério suficiente para essa fé que acrescenta humanidade ao humano, e que nem precisa de ser crença religiosa: basta-nos aceitar as imperfeições de que somos capazes e procurar que se ajustem a uma imperfeição maior e mais acima onde imaginamos que, pouco a pouco, se incendeiem e regressem à perfeição original. Aí estaremos no lugar-que-não-é-lugar, paradoxalmente, o lugar de todas as utopias: o teatro.

Acreditemos então que esta crise é apenas mais uma, das muitas que têm vindo a fazer a geografia humana, umas mais sombrias do que outras, todas fazendo parte da dificuldade que é compor a vida. Sabemos quem são os autores desta barbaridade contemporânea, embora queiram insinuar-se sem rosto, e isso já é muito. Poderemos sempre apontar-lhes o dedo e acusá-los de crimes contra a humanidade. No teatro serão, obviamente, condenados. Fora do teatro, não sabemos.
Escutem… não ouvem o eco festivo das antigas vozes de Epidauro?
V Festival das Companhias, Évora, Junho de 2012

Abel Neves - dramaturgo e romancista português

(Intervenção de abertura no debate “O Teatro em tempo de crise")

Não Nos Sujem As Mãos Com Petróleo No Algarve



Ver o vídeo com atenção. É óbvio que se o Algarve se tornar uma região petroquímica os riscos de acidente acrescem. E eles, os acidentes, não acontecem só aos outros.

terça-feira, junho 12, 2012

Nuvens Muito Escuras Por Cima Da Europa



Depois da Irlanda, da Grécia, de Portugal, da Espanha, virá dentro em breve o Chipre. Sim, o Chipre não é a Espanha, tal como a Espanha não era Portugal, Portugal não era a Grécia e a Irlanda não era nenhum dos outros resgatados. A seguir virá a Itália e nessa altura a catástrofe europeia é total. O que mais impressiona é como o resgate à bancarrota Espanhola (a situação económica e social de Espanha é catastrófica) é apresentado como um caso de sucesso e até, pasme-se, uma coisa boa para Portugal. A novilíngua orwelliana associada ao fundamentalismo neoliberal faz da catástrofe um êxito mas as palavras face à catástrofe actual nunca serão suficientes para esconder o estado das coisas que essas mesmas palavras procuram esconder.

Entretanto, por cá, na pátria da "paciência", da "bonomia" e da "solidariedade", essa pátria que povoa o imaginário das tristes elites portuguesas, seguia tranquilamente, esta noite passada, o "prós" e "contras" da "Fátima" (não confundir com a Nossa Senhora de Fátima) onde António Borges, Vitor Bento e António Vitorino "discutiam" a crise de Portugal e do Euro. Assim a modos que uma espécie de visibilidade mediática do anedotário nacional. Que tragédia, que tragédia.

Bloco de Esquerda - Moção Óleo Reciclado, Junho de 2008

A questão que aqui se aborda prende-se com a utilização das energias não renováveis ou fósseis, as energias renováveis ou alternativas, o sobreaquecimento global da Atmosfera e as terríveis consequências não só para o Ambiente como para toda a Biosfera, pondo em risco a saúde e a vida de todos os seres vivos do planeta. Já muito se tem estudado, ensinado, dito, lamentado e sofrido, em torno destes temas.

É sobejamente conhecido o quão prejudicial tem sido para o planeta no seu todo, principalmente, Atmosfera, Hidrosfera e Biosfera, a utilização abusiva das energias não renováveis – petróleo, carvão e urânio. Para lutar contra o diagnosticado colapso do planeta muitos têm sido os alertas dados no sentido de serem utilizadas energias alternativas amigas do Ambiente, as tais energias renováveis, também conhecidas por energias limpas.

Os professores nas escolas esforçam-se, com suporte científico, na sensibilização dos seus alunos e de toda a comunidade escolar para a necessidade premente da utilização de energias renováveis – além de não se esgotarem, não levantam qualquer risco para o planeta.

Porém, neste nosso país, apesar de tudo o que se está a fazer sentir de negativo, em todas as vertentes económica, social e humana, parece que a lição ainda não entrou nas orelhas de alguns senhores “alunos” que são, no fundo, a par com outros de idênticas atitudes, os principais responsáveis por todo o estado deplorável em que uma significativa parte dos portugueses e a esmagadora maioria da população mundial se encontram.

Assim, a Assembleia de Freguesia de Portimão, em Reunião Ordinária de 23 de Junho de 2008 propõe:

Enaltecer e saudar a Junta de Freguesia da Ericeira pela sua óptima visão da defesa do Ambiente e, por solidariedade, repudiar o ataque de que foi alvo ao ser-lhe aplicada uma absurda coima, por utilizar, nas suas viaturas, óleo de cozinha, que em nada prejudica a saúde dos cidadãos.

Assembleia de Freguesia de Portimão
(Simeão Quedas)

Aprovado com 7 votos a favor e 8 abstenções.

Votos a favor: 1, BE; 1, CDU; 1, Solução para Portimão; 4, Coligação Portimão Primeiro – PSD.
Abstenções: 7, PS; 1, Coligação Portimão Primeiro – PSD.

MOÇÃO - Óleo reciclado

segunda-feira, junho 11, 2012

Movimento Sem Emprego Faz Existir O Problema Do Desemprego


Esta Gentinha Que Transpira Democracia Pelos Poros

Rui Rio sugere que autarquias endividadas sejam geridas por uma "Comissão Administrativa". Quando a "Comissão Administrativa" arrumasse a casa da bancarrota e da dividocracia então voltava-se a brincar à política. É assim uma espécie de "suspensão da democracia", percebem? Percebem bem o tipo de gentinha que nos trouxe até à bancarrota com o nosso consentimento? Acho que não percebem. Nós estamos em Portugal, não é. Onde vive esse povo compreensivo, tolerante, paciente e que tudo aguenta e faz ainda muitas campanhas de solidariedade pelos pobres. Tantas mais campanhas quantos mais pobres houver. Um grande povo, o Lusitano. Um povo sábio segundo o sociólogo António Barreto, que quando lhe dá jeito faz da sociologia uma profecia.

Políticos Para A Prisão

O MAS - Movimento Alternativa Socialista colocou um cartaz à entrada de Loulé para quem vem de Faro apelando a que se prendam os políticos responsáveis pela dívida e pela nossa ruína. Estou totalmente solidário com esta perspectiva. Que se prendam os bandidos políticos responsáveis e poder-se-ia começar aqui em Loulé a investigar como é possível construir um Hospital Privado com uma boa parte de dinheiros públicos. Se se chegar à conclusão que o negócio é danoso para o interesse público prendam-se os responsáveis. Chega de bonomias. Não concorda doutor Seruca Emídio? Como chegou a Câmara de Loulé à Bancarrota? Nós, cidadãos, temos o direito e o dever de exigir saber isso.

sexta-feira, junho 08, 2012

5º Comunicado de Imprensa - Movimento Por Um Algarve Livre De Petróleo

 

MALP – Movimento Por Um Algarve Livre De Petróleo

5º Comunicado de Imprensa

Na sequência da primeira sessão do ciclo de debates promovido pelo Movimento Por Um Algarve Livre de Petróleo (MALP) intitulado "A exploração de petróleo e gás natural no Algarve: Tornar o oculto visível" cujo orador principal foi Paulo Rosário Dias, coordenador regional do Algarve do MPT – Partido da Terra, o MALP faz saber que se ficou a conhecer através das palavras do nosso orador convidado a verdadeira natureza contratual que concessionou as actividades de pesquisa e exploração de petróleo e gás natural no Algarve e ficou demonstrado que os contratos assinados, são de facto, do ponto de vista da segurança, das garantias, dos riscos e mesmo das contrapartidas económicas para o“Estado Português de Lisboa”, para utilizar uma expressão de Paulo Rosário Dias, um desastre para a região e para o país.

Estiveram presentes no debate um público de características marcadamente heterogéneas com destaque para a presença de membros de organizações ambientais, empresários ligados ao turismo, professores da Universidade do Algarve e conhecidos membros de partidos políticos da região. O debate vivo e interessante pôs em confronto os argumentos daqueles que confundem desenvolvimento com crescimento e que são favoráveis à exploração de petróleo na região do Algarve, menorizando os perigos associados e os defensores de um verdadeiro desenvolvimento sustentável que vêem uma enorme incompatibilidade entre a exploração de petróleo na costa marítima do Algarve e o bem estar económico, social e ambiental das populações que aqui residem.

No final do debate saiu reforçada a ideia que a exploração de petróleo traz associada a si várias ameaças preocupantes, merecendo por isso o empenho e a melhor atenção de todos os algarvios em proteger o desenvolvimento sustentável da sua região. O sucesso deste primeiro debate reforçou as nossas convicções de que o Movimento Por Um Algarve Livre De Petróleo está no caminho certo quando defende a incompatibilidade total da exploração de hidrocarbonetos na costa do Algarve com uma qualquer ideia de “turismo sustentável”.

O caminho para o futuro da região passa pela aposta na valorização da sua extraordinária biodiversidade e por uma crescente exigência na busca do equilíbrio entre as dimensões económicas, ambientais e sociais do desenvolvimento. A exploração do Petróleo não cabe nesta harmonia. Os erros do passado associados à monocultura do turismo e à excessiva dependência da actividade turística não se corrigem acrescentando novos erros que mais não irão fazer do que hipotecar o futuro das jovens gerações.

Loulé, 5 de Junho de 2012

quinta-feira, junho 07, 2012

Não Nos Sujem As Mãos Com Petróleo No Algarve

Os Porcos Fascistas Vítor Gaspar e António Borges

Os porcos fascistas António Borges e Vítor Gaspar querem baixar novamente os salários. Vão os dois para a puta que os pariu. Emigrem para Sibéria. Não queremos cá porcos fascistas.

Proposta de Petição Contra A Intenção Governamental De Criminalização Dos Pais Dos Alunos

Petição Pela Suspensão Imediata Do Novo Estatuto Do Aluno Em Virtude da Intenção Governamental De Criminalização Dos Pais Dos Alunos E Seus Filhos

Para: Assembleia da República

Os subscritores abaixo-assinados vêm por este meio exigir a suspensão imediata do novo Estatuto do Aluno em virtude da intenção governamental de criminalização dos pais dos alunos e dos seus filhos a quando da ocorrência de indisciplina ou de absentismo escolar.

Os subscritores desta petição consideram que o pressuposto implícito no novo Estatuto do Aluno invoca uma relação directa entre a educação dos pais e o comportamento dos seus filhos no espaço escolar o que constitui uma falácia que urge desmontar. Cada vez mais e de forma mais precoce as crianças estão expostas a múltiplos agentes de socialização que participam na construção da sua personalidade pelo que a hiper responsabilização dos pais por parte das autoridades governamentais apenas serve para esconder a incapacidade e a desresponsabilização do poder político, da escola e dos órgãos de gestão escolar na prevenção de comportamentos adequados ao espaço escolar e na promoção do sucesso escolar.

Recordam os subscritores deste manifesto que as crianças passam a maior parte do tempo na escola com os seus professores e outros agentes educativos, que as crianças são influenciadas fortemente pelos meios de comunicação mais diversos e pelo que os mesmos difundem, que os grupos de pares têm uma influência cada vez mais precoce sobre cada criança e que os pais das classes médias e populares estão a ser vítimas de uma austeridade destrutiva das suas vidas pelo que a sua criminalização pelo comportamento dos filhos no espaço escolar constitui uma forma de terrorismo psicológico governamental de tendência fascizante e uma forma encapotada de criminalização da pobreza.

Os susbscritores da petição entendem assim que o governo deve suspender imediatamente o novo Estatuto do Aluno uma vez que a criminalização dos pais e dos alunos em nada contribuem para uma construção positiva da relação entre pais e escola.

De igual modo, no exercício de direitos legalmente consagrados, solicitam à Assembleia da República que decida discutir esta matéria, propondo ao Governo que corrija a orientação que assumiu neste domínio.

Os signatários

Nota: Proposta de petição aberta a sugestões e colaborações.

Mais Uma Medida Fascista: O Terrorismo Psicológico é Brutal

Pais dos alunos podem pagar multas no continente no valor de 80 euros e de 300 nos Açores. O fascismo está de regresso com a criminalização da pobreza. E já agora o que é um "vestuário adequado" em função da "dignidade" da escola? Informo que vou avançar com uma petição.

A Verdade Sobre O Derrame De Petróleo No Golfo Do México (os tipos do Bloco de Esquerda também podem espreitar...os do PS a gente já sabe que estão entretidos com a luta por uma austeridade inteligente)



Uma catástrofe...

quarta-feira, junho 06, 2012

Efeito Dominó


Depois da Grécia, da Irlanda, de Portugal e dentro de um tempo curto o Chipre e a Espanha virá o senhor que se segue. E as agências de rating já fizeram descer hoje o rating de alguns bancos alemães. Uma grande bronca originada pelos fascistas do mundo financeiro com o consentimento dos políticos.

Memórias de Sempre: Laços e vidas que se cruzam e que não se esquecem


Da esquerda para a direita: Paulo Neves, Chico, Joaquim, Nelo Alves, Nilton, Idalécio, Américo, Paulo Cavaco, Luís Henrique, Chico mais novo, Toninho Cavaleiro, Vítor Figueiredo, Armandinho, Luís Figueiras, Zé, Jorge Aleixo e João Eduardo (o gajo mais magrinho que ali está).

terça-feira, junho 05, 2012

A Escola De Nuno Crato No Reinado Do Doutor Emídio - Uma Carta Enviada Para A Direcção Da Escola Do Meu Filho

Ex.mo Senhor Director do Agrupamento de Escolas Padre João Cabanita,

Venho por este meio solicitar informação à direcção do Agrupamento que Vossa Excelência dirige sobre o futuro imediato da situação contratual dos porteiros/vigilantes da escola nº4 recordando o abaixo-assinado entregue pelos pais e encarregados de educação no início do presente ano lectivo a reforçar a importância da continuação destes elementos para que se assegure a segurança das crianças no interior do espaço escolar.

Aproveito para informar que o meu filho foi violentamente agredido por duas vezes por colegas da escola este ano, uma das vezes ficou com um grave hematoma na cabeça e na outra levou com uma pedra no pescoço. Em qualquer das duas vezes a situação poderia ter atingido contornos de grande gravidade. A redução da vigilância das crianças no interior do espaço escolar não deixará de degradar as condições de segurança das crianças com responsabilidade e consentimento certamente dos orgãos de direcção da escola o que não será concerteza o desejo da actual direcção.

Solicito ainda informação sobre o posicionamento da direcção do agrupamento escolar sobre a intenção governamental fascizante de criminalização dos pais dos alunos face à hipotética indisciplina dos seus filhos no espaço escolar sublinhando que se a direcção da escola optar por aplicar acriticamente uma medida desta gravidade eu serei um feroz opositor por todos os meios que tiver ao meu alcance da aplicação de uma medida fascista e repugnante que trata os pais dos alunos como potenciais criminosos. Sugiro em alternativa que se multe ou se prenda os pais de bandidos políticos como Pedro Passos Coelho, José Sócrates, Cavaco Silva ou Seruca Emídio, pois teriamos desta forma a certeza que a qualidade da escola pública não se degradaria da forma acelerada como está a acontecer.

Aproveito novamente para repudiar também como encarregado de educação a política desastrosa dos mega-agrupamentos, solicitando à APEC que tome uma posição clara de repúdio público por políticas que agravam aceleradamente a qualidade da escola pública apelando ainda para que a direcção do agrupamento de Escolas Padre João Cabanita tenha o bom senso em conjunto com os restantes orgãos próprios de não pôr em prática a medida segregacionista, racista e fascista de agrupar os alunos nas turmas e nas salas de aula segundo as suas capacidades cognitivas.

Agradeço a sua melhor atenção para estes assuntos

segunda-feira, junho 04, 2012

A Catástrofe Que Eu Vejo Todos Os Dias Afinal É Um Sucesso

Desemprego em níveis históricos. Aumento crescente da pobreza para níveis indignos. Crescimento abrupto das desigualdades sociais. Destruição compulsiva das classes intermédias. Falência massiva de empresas dos mais variados sectores. Cobrança de impostos a um nível insustentável. Despedimentos em massa. Ataque feroz ao Estado Social com desiquílibrios enormes gerados na àrea da saúde, da educação, da segurança social, nos apoios sociais, etc, etc, etc. Suicídios económicos e depressões psicológicas em massa. Roubo vergonhoso de salários, subsídios de férias e Natal para "recapitalizar" a banca e pagar a dívida das autarquias. Privatização indecorosa do melhores recursos públicos aproveitando os neoliberais a crise como oportunidade para saquear o país. O ouro português a ser cobiçado pelos bancos alemães. Um segundo "resgate" à vista. Uma dívida pública e privada monstruosa que nos rouba literalmente a capacidade de fazer futuro. A democracia a morrer e o país ocupado. Os porcos fascistas do governo e da Troika fazem recurso à novilíngua numa mera lógica desumanitária como estratégia de manutenção do poder e das posições. E o maior drama é que haverá sempre um porco fascista disposto a apoiar a política dos porcos fascistas. A catástrofe que eu vejo todos os dias afinal é um sucesso.

Durante Demasiado Tempo Adormecemos E Os Vampiros Vieram Pela Calada Da Noite

A 30 de Junho - Obrigatório Sair À Rua

A Pouco E Pouco Cada Vez Mais Gente A Denunciar O Fascismo Neoliberal (desculpem, fundamentalismo, eu queria dizer fundamentalismo)

Krugman responsabiliza neoliberais pela recessão

O Nobel da Economia lançou o ensaio "Acabem com esta Depressão Já!", onde desmonta os dogmas neoliberais e propõe o reforço do investimento público. "Esta crise que atravessamos é fundamentalmente gratuita: não é preciso sofrer tanto nem destruir a vida de tanta gente" para sair dela, defende o economista.

domingo, junho 03, 2012

Elemento do Bloco De Esquerda Critica MALP: O MALP Responde


O Movimento Algarve Livre De Petróleo foi objecto de críticas no primeiro debate sobre a exploração de petróleo e gás natural no Algarve por parte de um elemento do Bloco de Esquerda, no sentido de que este seria um movimento moralmente egoísta uma vez que não se importaria que se explorasse petróleo em qualquer parte do mundo desde que não fosse ao pé da sua porta, no Algarve. Ora esse argumento não é válido uma vez que para nós é fundamental uma mudança de políticas em direcção a uma maior sustentabilidade do planeta Terra, respeitando, como cidadãos do mundo, um dos maiores problemas da Humanidade, o aquecimento global do planeta e as suas desastrosas consequências. O que não se pode deixar de lamentar é que o mesmo indivíduo que sai em manifestações para a EN 125 reclamando que Portagens Na Via Do Infante Não, venha utilizar um argumento para criticar o movimento contra a exploração de petróleo no Algarve que serviria para criticar o próprio. Então o senhor não quer portagens ao pé da sua porta e nós somos obrigados a querer a destruição do Algarve pela indústria petrolifera ao pé da nossa? Ora essa caro amigo do Bloco de Esquerda, encontre lá outro argumento se faz favor. É que esse serve para criticar o Bloco de Esquerda na perfeição.

sábado, junho 02, 2012

Terrorismo Psicológico

O governo da Troika - PSD/CDS não só põe em prática medidas políticas destrutivas da vida humana dignas de um autêntico terrorismo social  como é inovador na introdução de uma forma de fazer política marcada por um fortíssimo terrorismo psicológico. Não são só as políticas neoliberais e neofascistas dotadas de um fundamentalismo quase religioso que estão a destruir literalmente o país e as suas estruturas sociais fundamentais.

Há todo um poderoso aparelho discursivo, consciente por vezes, outras vezes inconsciente, que põe na mais profunda depressão uma boa parte dos portugueses, a minha pessoa incluída. A solução para o problema do desemprego juvenil passou por "emigrar". A promessa do "crescimento" é anunciada tendo como solução o "empobrecimento". Os portugueses não devem ter o direito ao protesto e à indignação porque se o fizerem são "piegas". O desemprego não tem que ser uma "coisa" negativa. O protesto e os movimentos sociais são reprimidos e criminalizados. Hoje mesmo, enquanto os números do desemprego batem recordes históricos o neofascista Pedro Passos Coelho diz que o crescimento "está quase" a vir (Passos Coelho e Vitor Gaspar devem-se estar quase a vir no sentido orgásmico com o êxito das suas políticas ultraliberais).

A conhecida "doutrina de choque" está bem apoiada em alguns elementos fundamentais. Políticas de destruição massiva de direitos sociais. Empobrecimento compulsivo de uma grande parte da população, classes médias incluídas. Um saque organizado de apropriação dos recursos públicos fundamentais através de um acelerado programa de privatizações. António Borges saiu da Troika por motivos "pessoais" e Cavaco e Silva andou no mundo asiático a vender a TAP (o que não deixa de ser admirável para um Presidente da República que diz não se meter em "querelas político-partidárias"). Um poderoso aparelho ideológico com destaque para os media que faz uma avassaladora pressão ideológica para a aceitação da dominação social. E por último, mas de uma importância fundamental, um terrorismo psicológico governamental destruidor da identidade social e da vida das pessoas que sofrem todas estas violentíssimas medidas, tentando convencê-las que o sofrimento é bom para elas e não poucas vezes que se deve a uma responsabilidade das próprias. O maravilhoso milagre pós-moderno da transformação da vítima em culpado.

Todos os dias ao sair de casa sou confrontado com notícias da introdução de medidas políticas destrutivas da vida dos portugueses e da minha vida em particular. Ontem mesmo, a notícia que os pais vão passar a ser criminalizados (sim, criminalizados) pelos problemas de indisciplina dos seus filhos na escola. Não aguento mais isto por muito mais tempo. Os porcos fascistas da Troika - PSD/CDS estão quase a vencer. Triste povo.