quinta-feira, março 31, 2011

E Quem Avalia os Avaliadores?

Qual é o rating das agências de rating? Parece que já há quem na União Europeia queira processar judicialmente as agências de ratting por possíveis erros de avaliação. Mais vale tarde do que nunca. É preciso chegar ao estado de moribundo, para haver uma intenção de reacção. Já aqui tinha dito e escrito, se estas agências são o equivalente a bombas atómicas financeiras e têm a capacidade de um momento para o outro de devorar Estados e a vida de milhões de pessoas então elas têm que ser (inter) nacionalizadas e ficarem debaixo da alçada do interesse público.

A banca portuguesa anda agora numa roda viva e Ricardo Salgado já veio dizer que as notações dos Estados estão a "afectar" a notação da banca. Esqueceu-se foi de dizer que foram as aventuras da banca que "afectaram" as notações dos Estados. O círculo vicioso do austeritarismo depressivo não vai deixar quase ninguém de pé. E é provável que os profetas da austeridade venham em tempos próximos chorar em cima do austeritarismo.

Se alguma coisa se aprendeu com esta brutal crise económica e social é que não se aprendeu nada com a dita cuja. Não se regulou coisa nenhuma que por aí andava de rédea solta e os ciclos destrutivos do capitalismo de casino são isto mesmo, cíclicos. A aventura não fica por aqui. Avançamos enormemente na evolução científica e técnica, talvez tenhamos avançado muito pouco na capacidade de gestão das interdependências humanas e sociais e na necessidade de construção de uma coexistência humana vivida com dignidade. A radioactividade já chegou a Lisboa.

terça-feira, março 29, 2011

Ajustes Directos e Favorecimentos Indiscretos

Ao contrário do que o senso comum político nos quer por vezes fazer crer, a burocracia, como bem defendia Max Weber, é essencial à organização das sociedades modernas. Se o excesso de burocratização do social pode ser "disfuncional" ao funcionamento societal, é a burocracia que garante equidade de tratamento, racionalização de funções, previsibilidade nas decisões e cálculos de médio e longo prazo que permitem o mínimo de planificação da acção pública Estatal.

Essencial à racionalização das sociedades modernas, entre muitas outras virtudes, Weber destacava a importância da separação do cargo, do homem que o exerce. É através da acção racional legal que o exercício de uma função deixa de ser apropriada por aquele que a exerce. O mesmo é dizer que não é por alguém ser Director Geral do que quer que seja que isso lhe dá o estatuto que lhe permite apropriar-se do cargo de tal maneira que poderia, por exemplo, trazer o computador que o cargo público lhe confere como instrumento de trabalho para seu uso doméstico pessoal. Esta é uma das grandes diferenças da organização das sociedades modernas em relação às sociedades ditas tradicionais.

As concessões estatais e autárquicas por ajuste directo ao retirarem a racionalidade legal burocrática para as calendas da história mais não fazem do que recusar os critérios de legitimidade que confeririam imparcialidade e rigor nas atribuições do Estado e abrem a porta a todo o tipo de discricionaridades, arbitrariedades, clientelismos, partidarismos, favoritismos, nepotismos e outros ismos.

O assalto partidário ao Estado na satisfação de clientelas partidárias e não partidárias passa muito por aqui. O reino de Sócrates foi o campeão dos ajustes directos. As autarquias de todas as cores aproveitaram a onda e a ocupação de cargos públicos pelos partidos do "centrão" atingiram um ponto em que já não há vergonha de discutir a distribuição de lugares na praça pública. Veja-se o que se está a passar em algumas das principais organizações públicas e semi-privadas do Algarve. Se há vários factores que ajudam a explicar a bancarrota económica e financeira do país, este não é certamente o menor de entre eles.

segunda-feira, março 28, 2011

Pensar o Mundo V

Jobs e Boys Para Algarvio Ver


O que há de comum entre a Região de Turismo do Algarve e a Algar? Aparentemente nada. Mas só aparentemente. E eu que estava convencido do alto da minha ingenuidade que estes eram cargos que pela sua importância pública tinham recrutamento estabelecido com base no mérito e na competência dos candidatos como critérios de selecção primordial. Olha que ingenuidade a minha. Ver aqui: http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=114422 e aqui: http://www.jornaldoalgarve.pt/2011/03/eu-e-que-sou-o-presidente/


domingo, março 27, 2011

Dia Mundial do Teatro

Foto copiada do blogue Um palco para todos do Palma. Um blogue que através da paixão ao teatro é todo ele uma homenagem à arte da representação. De Loulé para o Mundo aqui: http://www.umpalcoparatodos2.blogspot.com/

Elevar o Gosto

Xutos e Pontapés



Possibilidade 1 - PSD ganha com maioria absoluta. A democracia falou mais alto. As políticas de direita de Sócrates encostam-se ainda mais à direita. É provavel que se varra o que resta do Estado Social. Passa-se a mentir menos na política. Mais seria impossível. A esquerda ganha uma oportunidade de renascer. Sem os Socratinos é óbvio.

Possibilidade 2 - PSD ganha com maioria relativa e coliga-se com CDS-PP. A democracia falou mais alto. As políticas de direita de Sócrates encostam-se ainda mais à direita. É provavel que se varra o que resta do Estado Social. Passa-se a mentir menos na política. Mais seria impossível. A esquerda ganha uma oportunidade de renascer. Sem os Socratinos é óbvio.

Possibilidade 3 - Sócrates ganha com minoria relativa. A democracia falou mais alto. A bola passa para o Presidente da República. Não sei se alguém quererá coligar-se com Sócrates. A mentira continua. A esquerda desaparece do mapa durante uns bons anos.

Possibilidade 4 - Coligação multipartidária de salvação nacional. Talvez seja o último recurso.

Utopia realista: A vitória da direita poderia ser uma oportunidade de ouro para a esquerda se reinventar. Sim, falo do PCP, do Bloco de Esquerda e da ala esquerda do PS, que ainda existe. São poucos, mas talvez sejam os de maior qualidade e com peso político. Desta aliança, a médio prazo talvez saísse um Portugal mais justo e com alternativa de futuro. Tenho muitas dúvidas que o estado actual do PS venha a permitir isso. A reeleição do líder José Sócrates está aí para o provar.

sábado, março 26, 2011

Vai a Democracia Resistir ao Capitalismo?



Londres. Centenas de milhares de pessoas protestam nas ruas contra os cortes austeritários. Tal como cá e por toda a Europa, o caminho é de sentido único. Os Espanhóis são os próximos a cair. Sim, já sabemos. A Espanha não é Portugal. Tal como a Irlanda não era a Islândia. A Grécia não era a Irlanda e Portugal não era a Grécia. Para onde nos leva o círculo vicioso do suicídio austeritário. Para a revolução? E o que se segue depois?

Urge Defender o País de Sócrates



E com o resultado das votações no interior do PS urge livrar-mo-nos deste PS.

sexta-feira, março 25, 2011

A quem interessa o suicídio austeritário da União Europeia?

Parece que Sarkozy já se dá ao luxo de mandar avisos à oposição nacional do governo português. O "consenso de Bruxelas" imposto à maioria dos países da União Europeia, e com maior vigor aos PIGS da periferia do Sul têm como receita única um passaporte para uma enorme recessão social e no limite pode pôr em causa a ideia de Europa e as próprias democracias europeias. A quem interessa o suicídio austeritário europeu? Crescimento exponencial do desemprego. Cortes nos subsídios de desemprego e nos apoios aos desempregados. Retirada massiva de apoios sociais. Cortes abruptos nos serviços públicos de educação, saúde e segurança social. Cortes indignos nos salários dos trabalhadores da função pública. Despedimentos massivos no professorado. Redução brutal das indeminizações aos trabalhadores despedidos. Facilitação de despedimentos. Corte nos benefícios fiscais. Aumento dos impostos directos e indirectos. Congelamento de salários e redução nas pensões dos mais desfavorecidos. Aumento do custo de vida. Brutal pressão para a privatização dos melhores recursos públicos. Aumento exponencial dos lucros da banca. Redução de impostos pagos pelos banqueiros. Injecção maciça de dinheiros públicos na banca privada a fundo perdido. A lista do terrorismo de Estado na Europa é infindável.

Assistimos hoje ao mais brutal ataque neoliberal aos direitos sociais conquistados com muito sangue suor e lágrimas (é preciso recordar, sempre, que muita gente morreu para haver direito a férias, dignidade nas condições de trabalho, etc, etc, etc.) pelo chamado "modelo social europeu". A produção massiva do empobrecimento da maioria da população europeia não pode ser desligada da estratégia programada de uns poucos para se apropriarem da riqueza produzida por muitos. A crise tem responsáveis e eles têm que ser nomeados. Durante anos e anos a fio os políticos de direita e ditos de esquerda interviram no mercado no sentido da retirada progressiva da política desse mesmo mercado. Os políticos no poder, um pouco por todo o lado, interviram politicamente, no sentido da sua não intervenção política, na defesa da ideia de que o que era bom, era que o mercado se regulasse a si próprio.

O mercado "desregulado", louco e selvagem não é uma criação divina e muito menos "natural". Passaram a ditar as regras do jogo organizações internacionais como o FMI, o Banco Mundial, a OMC, o BCE e o comité central da Comissão Europeia. O jogo ficou controlado pela alta finança, pelos grandes grupos económicos e pelas agências de investidores financeiros. A economia de casino deixou de passar cartão à democracia, à economia real e ao sector produtivo e no limite, à vida humana. É isto que explica o círculo vicioso depressivo do suícidio austeritário. Se o jogo correr mal como tem probabilidade elevada de vir a correr, a destruição é massiva para quase todos os envolvidos. O sonho de uma linha contínua a apontar um progresso histórico futuro sempre melhor que o passado, não passa disso mesmo, de um sonho. O Pedro e o Miguel é que não têm culpa desta história. O Miguel tem dois anos e o Pedro seis. E já estão ambos condenados a uma existência miserável de um futuro encharcado de dívidas.

quinta-feira, março 24, 2011

Novos Caminhos: É Altura da Incompetência Política dar Lugar à Competência Política e a Mentira dar lugar à Verdade

Humildade e Verdade por Manuel Maria Carrilho in DN do dia da queda do governo;

Humildade e verdade são, a meu ver, os parâmetros essenciais para se ultrapassar o difícil momento que o País que está viver. Humildade, porque é preciso reconhecer que a situação actual é o resultado de alguns graves erros cometidos nos últimos anos, sobretudo desde a Primavera de 2008, quando a crise se anunciou em toda a sua gravidade, e desde o Outono de 2009, quando se arriscou a constituição de um governo minoritário. E verdade, porque só com uma exigente autenticidade sobre a nossa situação e as suas principais causas se conseguem repor as condições de credibilidade, de coesão social e de eficácia, que são nucleares para se dar a volta à situação.

É um momento de não retorno, seja qual for o destino parlamentar do chamado PEC IV, cuja rejeição é dada como certa no momento em que escrevo (quarta-feira de manhã). E também de balanço: do balanço de um reformismo que teve na mão, em 2005, a rara oportunidade de conduzir uma mudança histórica no nosso país, em condições de absoluta excepção. E que não o conseguiu porque cedo trocou o diálogo pela arrogância, a comunicação pela manipulação e o reformismo pelo "agitismo", numa infeliz espiral de generalizada incompetência, onde se desperdiçaram as melhores energias.

De resto, seria bom perceber que a generalizada erosão que atinge hoje a legitimidade da política e a credibilidade dos partidos se deve sobretudo a isto: à crescente percepção popular da sua extraordinária incompetência, bem como da incompetência - e quantas vezes do negocismo -, das elites que lhe estão mais associadas. E há momentos em que a incompetência se pode tornar num risco para a própria democracia.

A crise internacional - do subprime, do euro - teve, claro, o seu papel, e ele foi de relevo. Mas, sobretudo, ela expôs e intensificou o que até aí tinha sido desvalorizado ou ocultado pelo optimismo oficial. Agora, enfrentamos a mais difícil crise das últimas décadas, começa a ser preciso recuar mesmo muito tempo para se encontrarem dados tão preocupantes como os que temos hoje em domínios como os da falta de crescimento (90 anos), da dívida pública (160 anos) ou do desemprego (80 anos).

É por isso que digo que, para se poder avançar para um futuro diferente, precisamos de uma ética da responsabilidade assente na humildade e na verdade. É com humildade que é preciso reconhecer que o programa que venceu as legislativas de 2009 foi, na realidade, abandonado há muito. Basta lembrar que nele não havia nem aumento de impostos, nem atrofia das prestações sociais, nem corte de salários. E que, bem pelo contrário, o que se prometeu foi um crescimento alavancado num investimento público que, simplesmente, se esfumou...

Por outro lado, a verdade impõe que se diga que a situação actual é já (limitando-nos aqui a factos incontroversos) a de um País assistido financeiramente pelo Banco Central Europeu, quer em termos de dívida pública (que se estima num total de 18 mil milhões de euros), quer em termos de troca com a banca de títulos em carteira (que se calcula em cerca de 40 mil milhões). No Le Monde de sábado passado, Cécile de Corbière lembrava que a Irlanda, a Grécia e Portugal têm entre 7% e 10% dos seus activos bancários constituídos por empréstimos do BCE, enquanto a média europeia anda em 1,5%. Portugal apresenta assim, como há dias escrevia Helena Garrido no Jornal de Negócios, todos os sinais de um país que "está a ser governado a partir de Bruxelas e de Frankfurt. E que já está tudo preparado para o Governo fazer o pedido formal de ajuda financeira à Europa e ao FMI".

A questão, agora, é a de saber por onde passa a saída da crise. Só o Presidente da República e o PS têm legitimidade para ter ainda alguma iniciativa política, no sentido de levar esta legislatura até ao fim. Mas José Sócrates está politicamente incapacitado para o tentar com êxito, e Cavaco Silva não parece entusiasmado com a ideia. É por isso que, se não acontecer algo de inesperado, as eleições se impõem, reforçando a evidência tão esquecida da curta vida dos governos minoritários.

Neste contexto, a situação é - não vale a pena escamoteá-lo - muito difícil para o Partido Socialista. Porque, ou continua Sócrates, e as eleições serão inevitavelmente um julgamento da histórica "bancarrota" a que conduziu o País, não tendo ele de resto nunca ouvido o próprio PS em nenhum dos momentos em que isso se impunha absolutamente.

Ou se faz uma pausa - como bem sugeriu José Medeiros Ferreira - para pensar, renovar e revitalizar o PS. Tentando, com uma nova liderança, retomar os seus valores patrimoniais mais importantes (e tão esquecidos), conjugando-os com uma visão de futuro que dê respostas credíveis às enormes dificuldades que vivemos.

Anunciam-se tempos de emergência patriótica. O País tem de ser colocado acima, e bem acima, dos partidos. Só um governo que esteja à altura desse imperativo será capaz de mobilizar os portugueses e de relançar Portugal. E de, ao mesmo tempo, nos reposicionar com dignidade numa União Europeia onde há muito a fazer, e onde se vai continuar a jogar muito do nosso destino colectivo.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1813506&seccao=Manuel

23 de Março de 2011

Xutos e Pontapés



Este post foi corrigido. Na sequência de uma alerta para um erro de cálculo matemático nosso, a volta que o partido que se diz socialista vai ter que levar para não entrar em vias de extinção não é de 360 graus, mas sim de 180 graus. Então não se trata só de começar de novo. É começar de novo com gente nova.

Obrigado pela correcção.

segunda-feira, março 21, 2011

Nuclear Não, Obrigado



"Em Março de 1986, surgiu um artigo de nove páginas sobre a central nuclear de Chernobyl na edição inglesa da Vida Soviética, sob o título de "Segurança Total". Apenas um mês mais tarde, no fim de semana de 26-27 de Abril, ocorreu naquela central o pior acidente nuclear do mundo - até agora."

James Bellini, High Tech Holocaust in Anthony Giddens, As Consequências da Modernidade, Oeiras, Celta Editora, 1998, p. XI

Dia Mundial da Árvore



Nota: Foto copiada do blogue Calçadão de Quarteira

Uma associação a merecer todas as melhores atenções neste dia, por toda a visibilidade que procura dar, no melhor dos sentidos, à defesa e promoção das Árvores de Portugal. Visite aqui: http://www.arvoresdeportugal.net/;
E para ver um exemplo magnífico de cidadania, viaje até Porto Alegre, no Brasil, aqui: http://goncalodecarvalho.blogspot.com/p/os-amigos-da-rua-das-arvores.html

sábado, março 19, 2011

Imagens do Protesto Contra as Portagens na Via do Infante

Macário Correia faz declarações para a TVI no Parque das Cidades



Carros com cartazes afixados em protesto contra a introdução de portagens



Em marcha pela Via do Infante. Trânsito andou... parado e paradinho.



Saí do Parque das Cidades pelas 15h30m. Regressei pelas 18h30m. Vai ser assim no futuro na EN 125, a estrada dos pobres e remediados. Os ricos e desafogados circularão de estrada larga pela Via do Infante. As desigualdades sociais também se acentuam por aqui.

Até Já!

Porque o Algarve não pode ser uma coutada dos partidos políticos. Comparece. A tua presença conta. E sim. Este não deve ser só um protesto contra a introdução das portagens, mas também contra a inacção dos políticos algarvios. E isto não é nenhum sentimento anti-partidário. Pelo contrário. Os partidos políticos fazem mais falta do que nunca. Que não se confunda a falta que fazem os partidos há democracia com a inépcia da maior parte dos políticos que habitam actualmente no seu interior.

Adenda: Absolutamente lamentável o que se está a passar no topo do poder da Região de Turismo do Algarve. Com políticos, partidos e seus preferidos pelo meio, obviamente.

sexta-feira, março 18, 2011

Livros

Sinopse:

A ideia central do livro é a de que vivemos num momento de ruptura no interior da própria modernidade - ruptura semelhante àquela que a modernização acarretou para as práticas feudais, provocando o surgimento da civilização industrial. Já a presente ruptura não implica o fim, mas antes uma reconfiguração da sociedade moderna, que assume novos contornos e se transforma no que o autor denomina 'sociedade (industrial) de risco'. O advento dessa nova modernidade opera mudanças radicais na política, na economia e no comportamento, na medida em que a produção social de riquezas se faz acompanhar, cada vez mais, de uma produção social de riscos - da instabilidade dos mercados às catástrofes ambientais e ao terrorismo.

Ver por exemplo aqui:

http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=22165143

Algarvios Fazem Ouvir a Sua Voz No Sábado

Todos juntos pela recusa da introdução de portagens na Via do Infante. Se os políticos do Algarve privilegiam os interesses partidários em detrimento do interesse dos algarvios não resta mais nada do que os próprios cidadãos tomarem o destino nas suas mãos. Sábado, 19 de Março, pelas 16 horas. Comparece. A tua presença conta.

quinta-feira, março 17, 2011

Petição Pela Demissão do Senhor Primeiro Ministro de Portugal

Petição: Demissão do sr. Primeiro-Ministro José Sócrates e de toda a sua equipa ministerial

Para: Assembleia da República

Profundamente desagradados com as políticas injustas, insensíveis e incompetentes levadas a cabo pelo actual Governo, vimos, na qualidade de cidadãos deste país, exigir a demissão imediata do sr. Primeiro-Ministro José Sócrates e de toda a sua equipa ministerial por meio de qualquer um dos mecanismos democráticos previstos para o efeito.

Assinar aqui:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N6551

Algarvios Fazem Ouvir a Sua Voz No Sábado

terça-feira, março 15, 2011

Petição Pela Demissão do Senhor Primeiro Ministro de Portugal

Petição: Demissão do sr. Primeiro-Ministro José Sócrates e de toda a sua equipa ministerial

Para: Assembleia da República
Profundamente desagradados com as políticas injustas, insensíveis e incompetentes levadas a cabo pelo actual Governo, vimos, na qualidade de cidadãos deste país, exigir a demissão imediata do sr. Primeiro-Ministro José Sócrates e de toda a sua equipa ministerial por meio de qualquer um dos mecanismos democráticos previstos para o efeito.

Assinar aqui:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N6551

Petição Pela Demissão do Senhor Primeiro Ministro de Portugal

O macloulé procura colaboradores para a elaboração de uma petição ao Senhor Presidente da República no sentido de demitir imediatamente o Senhor Primeiro Ministro de Portugal, em nome do interesse nacional e de todos os portugueses. A situação política, económica e social é insustentável e o país não aguenta mais isto.

Algarvios Fazem Ouvir a Sua Voz No Sábado

Todos juntos pela recusa da introdução de portagens na Via do Infante. Se os políticos do Algarve privilegiam os interesses partidários em detrimento do interesse dos algarvios não resta mais nada do que os próprios cidadãos tomarem o destino nas suas mãos. Sábado, 19 de Março, pelas 16 horas. Comparece. A tua presença conta.

segunda-feira, março 14, 2011

Um Espectro Percorre a Europa: O Espectro do Austeritarismo



14 de Março de 1883.

Petição Pela Demissão do Senhor Primeiro Ministro de Portugal

O macloulé procura colaboradores para a elaboração de uma petição ao Senhor Presidente da República no sentido de demitir imediatamente o Senhor Primeiro Ministro de Portugal, em nome do interesse nacional e de todos os portugueses. A situação política, económica e social é insustentável e o país não aguenta mais isto.

Governar Contra o Povo

O que mais impressiona é a incapacidade do sistema político (com aspas) em escutar a revolta do povo. Sócrates não se demite e leva Portugal ao suicídio colectivo. Cavaco Silva assiste do Palácio de Belém à erosão progressiva da democracia (da qual, segundo parece, nem ele, nem o resto da oposição, já fazem parte) sem fazer o que já deveria ter feito há largos meses. O PSD percebeu agora que o seu taticismo é um tiro no pé absolutamente vergonhoso e que a população já percebeu o que Passos Coelho tem andado a engendrar. Louçã já dizia hoje que não é a crise política o mais importante. Quem nos salva? Talvez o Partido Comunista ou o CDS. Volto a repetir. Se não for pela democracia, vai pela revolta popular. Não é um desejo. É uma verdadeira probabilidade.

Adenda: Marcelo Rebelo de Sousa dizia hoje na TVI que vai haver eleições antecipadas "mas nem é pela manifestação", essa coisa, provavelmente, para o tutólogo de serviço, irrelevante e irrisória. É simplesmente porque Sócrates provocou a crise política ao não negociar o PEC IV com o PSD. Ele mesmo Marcelo, que tinha decretado a crise política só no final do ano. Por taticismo político pois claro. Malditas sondagens.

sábado, março 12, 2011

O Governo de Sócrates e O Governo da Rua

1. Mais de 200000 pessoas segundo a imprensa nacional manifestaram-se hoje nas ruas de Portugal. Da confirmação da presença via net à presença de corpo real os números cresceram exponencialmente. As condições objectivas do protesto de massas estão todas aí. Desemprego estrutural de massas. Precarização geral do trabalho. Inflação e desvalorização social dos diplomas escolares e suas correlativas frustações relativas. Desconfiança brutal face ao poder governativo, aos partidos e às instituições políticas. Percepção de um futuro permanentemente adiado. Corrupção formal e informal no aparelho de Estado. Retirada brutal de direitos sociais conquistados historicamente com muito sangue, suor e lágrimas. Uma classe política indecente sem qualquer respeito pelo seu povo. O austeritarismo a substituir docemente a democracia.

2. A resposta popular (sobretudo das classes médias espremidas e frustradas) foi um exemplar exercício de cidadania. Espontaneamente e organizadamente milhares de pessoas sairam à rua para dizer que o linguajar político do dia à dia televisivo não corresponde minimamente à realidade quotidiana da vida das pessoas. Nos discursos das pessoas surgiam palavras de ordem como precariedade, desemprego, desespero, vida sem condições de existência, ausência de perspectivas de uma vida futura digna e de uma sociedade decente, mudança, começar de novo, continuar a luta. Hoje uma parte significativa do povo português deu motivos para o despoletar do sentimento do orgulho de ser português. Não sei se deram por isso, mas para além dos Homens da Luta, participaram Fernando Tordo, Rui Veloso e Vitorino. Hoje ouve um cheirinho à nostalgia de Abril.

3. Do lago do governo, em dia histórico, vieram as tradicionais indecências da já frágil democracia. De quem mais poderia ser? O ministro Maquiavel pois claro. Tudo bem, diz tal figura, as manifestações de rua são legitimas, mas não se ganha nada com demagogias de reclamar contra a classe política e as instituições políticas. É óbvio que esta maravilhosa manifestação de protesto pacífico não vai perdurar indefinidamente e que o mito do povo português ser um povo de "brandos costumes" não passa disso mesmo, de um mito. Se o governo não cair rapidamente e não formos para eleições já rapidamente e em força, o sistema social da democracia fica sem válvulas de escape que impeçam a revolta ou mesmo a revolução. Depois não se admirem do Rossio e da Avenida da Liberdade serem a nossa Praça Tahir. Eu não ficaria nada surpreendido.

Adenda: Em Loulé não há jovens, não há precariedade e nem há desemprego. Há um conjunto de burguesinhos mais ou menos bem instalados. Por aqui também se vê a vitalidade democrática de um determinado meio social.

Em Protesto

sexta-feira, março 11, 2011

Este Blogue Apoia o Protesto De Todos Aqueles Que Vivem à Rasca



Amanhã é dia de alegria...para todas as gerações...

A Merda Que Tresanda Por Todos os Lados

Estou a ouvir Luís Filipe Meneses na SIC Notícias a debater com a Helena Roseta. E esta merda não tem solução. O PSD é ainda pior que o PS. Fechemos o país para obras. Eu não me importo de mudar de nacionalidade. Ponto final. É a democracia que está em perigo.

Ainda a "opinião dos mercados"

Líderes europeus elogiam o esforço do governo português para "austeritar" o défice. Resposta dos mercados: A dívida que chega aos 8%. Moral da história: A política não se faz de elogios.

quinta-feira, março 10, 2011

A Opinião dos Mercados

Acabo de ouvir na RTP 2, o economista Vitor Bento dizer que a "opinião dos mercados" não vai mudar de um momento para o outro. E a pergunta que desde logo me ocorre é se é sustentável cientificamente (a economia é uma ciência social sabiam?) utilizar como mecanismo de explicação da realidade económica aquilo que necessitava de em primeiro lugar ser explicado. Serão esses "mercados" que têm "opinião" entidades vivas?

O PS hoje é isto



A oposição à direita por taticismo suporta isto, a esquerda detesta isto mas não quer fazer cair isto, e o país não deveria aguentar mais isto.

quarta-feira, março 09, 2011

Das Desigualdades Educativas e Sociais

"Três em cada dez alunos chumbaram pelo menos uma vez antes de chegar ao 12º ano. São sobretudo os rapazes que acumulam repetências ao longo do percurso escolar. Ser um bom aluno, aliás, depende mais do nível de escolaridade dos pais que da dedicação dos filhos aos estudos. Esta verdade aplica-se pelo menos à maioria dos adolescentes que estavam a frequentar o último ano do secundário em 2009/10.

"Estudantes à Saída do Secundário" é o resultado do inquérito a 57,9% dos alunos matriculados (45 472) em 691 escolas com ensino secundário. O estudo do Observatório dos Trajectos dos Estudantes do Ensino Secundário (OTES) e do Gabinete de Estatísticas e Planeamento da Educação (GEPE), do Ministério da Educação, conclui que quanto mais elevadas são as habilitações dos pais melhor é o desempenho dos filhos.

Pouco mais de um terço dos alunos cujos pais só frequentaram entre o 1º e o 3º ciclo tem médias acima dos 15 valores enquanto mais de metade dos estudantes oriundos de famílias com ensino superior ou secundário obtiveram igual classificação. Entre os que atingiram notas de mérito, a relação entre escolaridade da família e desempenho dos alunos é também quase linear. Mais de 18 valores é um patamar que só 2,2% dos estudantes de famílias com o 1º ciclo atingem, enquanto, entre os adolescentes com pais licenciados, a percentagem das mais altas classificações ultrapassa os 12%."

Ver mais aqui:
http://www.ionline.pt/conteudo/109228-12-ano-as-melhores-notas-dependem-mais-dos-pais-

domingo, março 06, 2011

A Luta é Alegria



Depois da música "geração parva" ter provocado a reunião das consciências descontentes da "geração à rasca" produzindo assim uma espécie de passagem marxista da "classe em si" para a "classe para si", Os Homens da Luta ganharam agora o Festival da Canção com "A luta é alegria". Tudo se conjuga para a hecatombe final. Se eu tivesse no lugar de Sócrates ia pensando num bom lugar do mundo para ir para o exílio. A convulsão Grega chegou a Portugal. Por aqui no Macloulé fui avisando, já desde há alguns anos que o sentido político destas desastrosas políticas só podia ter este fim. Mas o Macloulé não é a Presidência da República. E de qualquer das formas a opinião dos cidadãos não conta nada hoje para o "sistema" (com aspas) institucionalizado da política.

sexta-feira, março 04, 2011

Sobre as Portagens da Via do Infante

Já estão em construção os pórticos na Via do Infante. Segundo o blogue Calçadão de Quarteira, em Loulé, os alicerces dos Pórticos já foram colocados. O Dr. Emídio fez o que todos os outros intervenientes do "sistema" (com aspas) político fizeram. Fingiram que estavam do lado das populações para salvarem a sua face e foram consentido sempre dentro do "sistema" (com aspas) as tropelias do governo de Sócrates face às expectativas dos Algarvios.

O máximo de hipocrisia foi a negociação dos Presidentes de Câmara com o Secretário de Estado de Sócrates, sobre a localização dos pórticos, no dia seguinte a gritarem alto e a bom som que não queriam portagens no Algarve, no "tal" Fórum que reuniu a intelectualidade política da região.

A Comissão de Utentes fez o que pôde e não pôde para dizer aos algarvios e outros ilustres que a 125 é uma rua (o que está à vista de qualquer ser humano normal com dois palmos de testa). Organizou um mini protesto inicial de rua. Vestiu o facto de engenharia química para sensibilizar a senhora governadora civil que fez questão em não receber em mão directas a prenda de Natal. Fez petições on-line. Falou com ministros e secretários de Estado. Subiu a Mãe Soberana para sensibilizar os ilustres algarvios que foram à missa no dia que presta homenagem aos mortos das estradas (ironia das ironias). Organizou um Fórum (de que nada resultou) para obrigar os cépticos a aderirem à voz dos outros. Fez reuniões com partidos, personalidades e forças vivas da região. Construiu folhetos, desenhou símbolos, recorreu ao facebook e ficou um pouco deslumbrada com a adesão dos ilustres importantes do "sistema" (com aspas) que entretanto iam aderindo, entre a timidez e a vergonha, aos actos de protesto.

Aqui no macloulé fui avisando que perante um "sistema" (com aspas) político altamente conservador e que apenas consegue olhar para os seus umbigos e defender os seus interesses, através dos interesses partidários, só o protesto massivo de rua poderia ter dado alguns resultados. Infelizmente, nos dias de hoje, só a rua consegue construir movimentos sociais que levem à transformação social. A "Rua Árabe" provou isso e a "geração à rasca" também já descobriu que perante a recusa do sistema político em se colocar ao serviço do interesse público não há outro caminho. Até Soares, que galvanizou multidões na Fonte Luminosa alerta hoje para o "perigo" das manifestações anti-democráticas do facebook. Para além de mostrarem que estes protagonistas da História não percebem nada das transformações sociais do mundo actual, este tipo de declarações são ultra-significativas da miséria política que reina por aí em termos de concepções de democracia. Uma desgraça. Um dia esta história acaba mal. E tem muito poucas probabilidades de acabar bem.

A Decadência do Socialismo Do Dr. Soares

Caro dr. Mário Soares, li com espanto o fim do seu artigo de terça-feira. O sr. não ignora que sempre o considerei o fundador do regime e tenho por si o respeito e a gratidão que essa ideia implica. O sr. fez com grande coragem e tenacidade exactamente o que disse que ia fazer: descolonizou, democratizou e conseguiu que Portugal "entrasse" na "Europa". Mas nós somos de outra era. Para quem nasceu depois de 1980 e cresceu durante Cavaco e o PS, Salazar, Caetano e o PREC têm hoje a mesma realidade, e a mesma importância, de Sancho I. O que interessa agora à gente de 20, 30, 40 anos não é a perversidade da Ditadura, é saber se, como no seu tempo, o regime cumpriu as suas promessas. E a resposta, por muito que lhe custe a si, e a mim, é que não cumpriu.

Em 2011, o país chegou a uma situação de pré-falência, a desigualdade aumentou, os salários diminuíram, os serviços sociais pioraram, o desemprego não pára e até a universidade, coitada, não melhorou muito. Depois de ouvir mentiras sem desculpa sobre a "modernização" de Portugal e o maravilhoso poder da escola, a "geração Deolinda" (desculpe o nome) deu por si sem futuro: sem um futuro imediato ou mesmo longínquo. É compreensível que se revolte e que, na sua revolta, inclua o regime de ponta a ponta. O sr. parece indignado que ela não abra uma excepção para nada, nem para ninguém. Só lhe pergunto como distinguiria ela entre a guerra civil do PSD (que, de resto, já recomeçou) e a desgraça a que nos trouxe o longo e miserável Governo do PS?

O sr. não poupa os promotores da manifestação, marcada pelo Facebook para 12 de Março. Para si, essa gente é "perigosa, anti-democrática e niilista". "Quer ela alguma coisa mais do que o caos?", pergunta o sr. Ou, como a seguir sugere com desconfiança, "espera" talvez que "alguém" (evidentemente um "chefe", e um chefe autoritário) lhe venha por milagre indicar "o caminho" (da ditadura, claro). Gostaria de o avisar de que essa gente "perigosa, antidemocrática e niilista" é um puro produto da sua imaginação. E de que no dia 12 de Março ela irá tranquilamente à Avenida da Liberdade, não para pedir a ressurreição de um tiranete qualquer, mas para protestar contra a maneira como o PS e o PSD governaram Portugal em plena impunidade durante quase quarenta anos. Com os resultados que se vêem.

Seu incondicional admirador, V.P.V
Por Vasco Pulido Valente in Público de 04 de Março de 2011

quinta-feira, março 03, 2011

Marias e Joãos No Maior Carnaval Do Mundo



Sempre maravilhosa a música, a dança, a cultura, a beleza, a alegria, do maior carnaval do Mundo. Um bom carnaval para todos!

Sócrates Disse Isto

"O meu país só é subserviente com o seu povo."

Do Descaramento

“Como é do conhecimento público, o governo do Partido Socialista decidiu impor a cobrança de portagens na Via Longitudinal do Algarve/Via do Infante/A22, a partir do próximo dia 15 de Abril. Sob a desculpa do princípio da universalidade, o Partido Social Democrata veio concordar com esta medida.

Contrariando todas as promessas feitas durante a campanha eleitoral, o governo do PS vem impor aos algarvios e utentes da Via do Infante mais um imposto, que irá sobrecarregar todos os trabalhadores e empresários que se deslocam para trabalhar, criando uma situação de estímulo ao fecho de muitas pequenas empresas e ao aumento de desemprego que pode atingir, neste primeiro trimestre, cerca de 15% da população activa no Algarve”.

Para perceber o título do post é preciso ver o contexto aqui:
http://calcadaodequarteira.blogspot.com/2011/03/portagens-na-via-do-infante.html

quarta-feira, março 02, 2011

Grafittis

Depois de uns jovens do partido comunista terem ido parar ao posto da polícia, em tempos recentes por andarem a pintar uns murais, onde segundo consta foram para além de detidos, insultados e despidos, há um tribunal português que condenou agora um jovem estudante à prisão por andar a pintar as paredes da escola com grafittis. Se isto não é justiça de classe, não sei o que isso será. Que bela escola para o futuro.

Pensar o Mundo IV

terça-feira, março 01, 2011

Sobre as Portagens Na Via do Infante

"Nos últimos dois meses a rua paralela à Via do Infante atingiu um pico em acidentes mortais. A introdução de portagens irá custar ainda mais vidas, mais acidentes graves e prejuízos profundos à economia da região".

Macário Correia, Presidente da AMAL, no jornal O Algarve

Estabilidade

Sócrates e o ministro Teixeira dos Santos na véspera da reunião com a senhora Merkel já avisaram os portugueses que vem aí mais estabilidade. Ai, desculpem. Eu queria dizer austeridade. Era austeridade que eu queria dizer. A estabilidade não se discute, desculpem lá por aí. Talvez se fossemos belgas o pudessemos fazer, mas estamos em Portugal e em Portugal a estabilidade está acima da produção governamental da miséria colectiva.