terça-feira, janeiro 31, 2012

Desobediência Civil

Apelo aqui e agora a todos os Portugueses que se o governo PSD/CDS incluir na Constituição o défice de 0,5 por cento do PIB saiamos todos para a rua para fazer a revolução e salvar a democracia. Contem comigo. O fascismo não passará.

Tragédia disse ele, Crime Contra a Humanidade digo eu



"O que causa mais fúria nesta tragédia é que ela era absolutamente desnecessária. Há meio século, qualquer economista – ou mesmo qualquer aluno de licenciatura que tivesse lido o manual de Paul Samuelson “Economia” – podia dizer que enfrentar uma depressão com austeridade é uma má ideia. Mas os decisores políticos, os formatadores de opinião e, lamento dizê-lo, muitos economistas decidiram esquecer, em larga medida por razões políticas, o que tinham aprendido. E milhões de trabalhadores estão a pagar o preço dessa amnésia deliberada."

http://economia.publico.pt/Noticia/krugman-acusa-decisores-de-amnesia-intencional-que-leva-a-austeridade-ruinosa-1531524

Sexta-feira, Há Marcha Lenta Contra as Portagens: A Tua Presença Conta



A LUTA CONTRA AS PORTAGENS NA VIA DO INFANTE RECOMEÇOU COM FORÇA E VAI AUMENTAR DE INTENSIDADE

- A nova Petição a enviar ao Parlamento já conta com mais de 10 mil assinantes (papel e online). Petição proposta pela Comissão de Utentes da Via do Infante.

- Dia 3 de Fevereiro pelas 10 h (11 h de Espanha), vai ser constituída no Ayuntamiento de Ayamonte uma Comissão Internacional Hispano-Lusa pela Supressão das Portagens na A22, dela fazendo parte a Comissão de Utentes da Via do Infante.

- Também no dia 3 de Fevereiro temos uma nova marcha lenta e um buzinão na EN125, com partida pelas 17.00 horas a partir de Lagoa (junto à FATACIL) e terminando em Fonte de Boliqueime.

Vamos demonstrar que a EN 125 não constitui alternativa à Via do Infante.

PARTICIPA E DIVULGA ESTA MARCHA LENTA! PELA JUSTIÇA E CONTRA A PREPOTÊNCIA.

Mais aqui:
http://pt-br.facebook.com/pages/Via-do-Infante-Portagens-N%C3%83O/284461521565951?sk=info#!/pages/Via-do-Infante-Portagens-N%C3%83O/284461521565951

Foto: João Martins

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Notas Soltas Escritas Com Muito Controlo Emocional Em Tempo de Neo-Fascismo



1. Passos Coelho saiu "satisfeito" da reunião dos líderes Europeus que matou a democracia na Europa. A "regra de ouro" parece que vai ser inscrita nas constituições nacionais. A expiação punitiva é a única decisão que saiu de mais uma abençoada reunião. O caminho para o abismo está próximo.

2. António José Seguro falou hoje sobre austeridade. Começou por dizer que a austeridade não é solução, para logo de seguida dizer com todas as palavras que se fosse governo teria que impôr medidas de austeridade. Que o problema está na "dose" e no "ritmo". Então se isto é verdade é o tipo de austeridade que não é a solução. Porque se a austeridade não é solução ela não pode fazer parte da solução. Perceberam? Não perceberam? Perguntem a António José Seguro.

3. A Bélgica teve mais de um ano sem governo. Viveu bem sem medidas de austeridade. Elegeu um governo, hoje está em greve geral contra a austeridade.

4. Estou cada vez mais convencido que é preciso organizar uma resistência sem tréguas ao neo-fascismo. É uma questão de salvação da democracia. Querem apostar por aí?

Foto: João Martins

domingo, janeiro 29, 2012

Do Desmoronamento Das Classes Médias Em Portugal

Num ensaio que esta semana chega às bancas, o sociólogo Elísio Estanque analisa a ascensão e declínio dos segmentos sociais que hoje estão rotulados como "os novos pobres".

Quando entram no Gabinete de Apoio ao Sobreendividado da Deco, a primeira pergunta que as pessoas fazem é: "Esta conversa fica só mesmo entre nós?" A resposta - "sim" - é essencial para o prosseguimento do diálogo. Algumas têm os vencimentos penhorados e já cortam na própria alimentação, mas fora daquelas quatro paredes agem como se nada tivesse mudado, mesmo junto de familiares e de amigos. Fazem parte de uma classe média "doente" e "em declínio", tema do ensaio do sociólogo Elísio Estanque que avisa que "os poderes políticos deviam estar mais preocupados com a possível implosão deste grupo do que com a sua eventual manifestação nas ruas".

No seu escritório, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, o investigador do Centro de Estudos Sociais folheia um jornal. Pode ser o do dia, o da véspera ou o da semana anterior, "não interessa", diz - "Todos os dias há algo de novo: o acordo de concertação social, o anúncio de uma nova vaga de excedentários na função pública, o abandono da universidade pelos estudantes, as novas vagas de desemprego, o aumento das taxas moderadoras, a desmontagem do Estado Social – está tudo a acontecer de uma forma extraordinariamente rápida e intensa", comenta. Aponta o livro editado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos, que este fim-de-semana chega às bancas com o título A Classe Média: Ascensão e Declínio, e admite: "Se fosse hoje, provavelmente trocaria o termo "declínio" por "queda"".

No ensaio, Elísio Estanque vai para além da sistematização teórica. A segunda parte do livro é dedicada às particularidades do caso português, no que respeita "à célere e pouco sustentada ascensão da classe média" e também à forma como ela "agora se desmorona, de maneira igualmente rápida e abrupta, na sequência do "empurrão" da crise e das medidas de austeridade". O ponto de chegada do sociólogo é uma classe média " fraca e ameaçada de ‘proletarização’"; o ponto de partida de uma sociedade "que em escassas dezenas de anos passou de predominantemente rural a marcadamente urbana". Os dados são objectivos: a população activa no sector primário encolheu de 43,6 por cento em 1960 para 11,2 em 1991 e a do sector terciário cresceu, no mesmo período, de 27,5 para 51,3 por cento. O peso da classe média - "que até 1974 era absolutamente residual", nota o investigador – resulta, na sua perspectiva, de vários factores conjugados. Refere-se à progressiva generalização da frequência do ensino superior que se reflectiu na proliferação das profissões liberais; e também ao crescimento do sector público, que vê como o principal canal de mobilidade ascendente para as classes trabalhadoras, graças às políticas centradas em áreas como a Educação, a Saúde, a Justiça ou a Administração Pública.

A afirmação do Estado Social e os fenómenos de litoralização do país e de concentração urbana são outros dos factores que na sua óptica "se viriam a mostrar decisivos quando, após a instabilidade dos anos 80, Portugal entrou numa espécie de euforia política e económica", acentuada pela entrada de fundos da Comunidade Europeia.

Despido da fundamentação teórica, o retrato é quase caricatural. Elísio Estanque fala dos grupos instalados nas periferias urbanas que alimentam a ambição de ascensão social tendo como termo de comparação o mundo rural, contingente e precário da geração dos pais. Considera que aqueles grupos, ao conquistarem empregos "limpos", que imaginavam estáveis e seguros, acreditaram estar, "desde logo, confortavelmente instalados na classe média". É neste contexto, analisa, que se dá o "casamento" que o investigador considera "fatal": a ânsia daqueles grupos de adoptarem padrões de vida europeus, modernos e urbanos coincide com o florescer do mercado do crédito.

Aqui:
http://publico.pt/Sociedade/classe-media-esta-em-risco-de-implosao-1531281

É Urgente Correr Com O Governo Neo-Fascista de Pedro Passos Coelho



Cavaco e a ala cavaquista são absolutamente intragáveis. Primeiro tudo eram "inevitabilidades" e "não havia outro caminho", agora que viram a merda que o neo-fascismo de Pedro Passos Coelho e Vitor Gaspar fizeram, querem fazer deste o bode expiatório histórico da destruição de um povo e de um país e lavar as suas mãos do verdadeiro crime contra a humanidade que foi cometido governamentalmente sobre a população portuguesa. Sim, foram o PSD, o PS (com s minúsculo) e o CDS que nos trouxeram até aqui. Isso é o que constará da História de Portugal por muito que isso custe ao Presidente que anda preocupado com a sua reforma. Façam um favor aos portugueses. Emigrem todos em massa.

Ver tudo aqui: http://www.publico.pt/Política/cavaquistas-defendem-saida-de-vitor-gaspar-do-governo-1531239

Nota: Foto, cartaz e colocação de cartaz da autoria de João Martins. Para que fique registado para a História.

sábado, janeiro 28, 2012

Do Neo-Fascismo

Duas medidas neo-fascistas esta semana. Uma a nível nacional outra a nível internacional. A nível nacional a legalização da economia paralela através do estabelecimento legal de contratos de trabalho "orais". É assim uma espécie do sexo oral do mundo do trabalho. Estou mesmo a ver o patronato que temos: "Olha, queres vir fazer uma oral rapidinha na minha empresa?" A nível internacional a Alemanha a querer que a UE controle o orçamento grego retirando-lhe a soberania nacional. É urgente organizar a resistência ao Neo-Fascismo.

É Urgente Correr Com O Governo Neo-Fascista de Pedro Passos Coelho



O ar está irrespirável...

CGTP



Sai Carvalho da Silva e entra Arménio Carlos. Sai quem dignificou o sindicalismo durante muitos anos e entra um novo líder. E o novo líder começa com um bom discurso de enorme combatividade. Aparentemente um osso duro de roer. Volta a linguagem da luta de classes e as justas críticas ao triste acordo assinado pela UGT. O estilo fez-me lembrar Álvaro Cunhal. Não sei se isso é bom, se é mau. O tempo o dirá.

De Como Um Governo Neo-Fascista Cala Um Comentador Livre e Independente Num País Onde Estas Merdas Acontecem Com A Maior Das Naturalidades...



...sem ninguém se demitir...oiça aí a crónica da censura. Quem se mete com os negócios de Angola leva...

É Urgente Correr Com O Governo Neo-Fascista de Pedro Passos Coelho



Urgente...é uma escolha entre viver ou morrer...eu não aguento muito mais este estado de coisas...estou assim a modos que entre a depressão e a revolução... uma autêntica panela de pressão prestes a explodir... para o caso de alguém por aí não ter ainda notado...

Foto: João Martins

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Os Deputados do PSD Algarve e as Portagens na Via do Infante



Agora, que a Comissão de Utentes lança uma petição a solicitar a imediata suspensão das portagens na Via do Infante, o Algarve conta com mais quatro cidadãos, ainda por cima deputados da república, para a subscreverem.

Para ler mais aqui o artigo do Helder Raimundo:
http://www.barlavento.pt/index.php/noticia?id=52158

Foto: João Martins

Ponto da Situação



Os indicadores mais recentes sobre a evolução da economia portuguesa em 2011, em particular sobre o consumo das famílias, mostram que entrámos em 2012 já com uma recessão grave. Tendo em conta a quebra das receitas fiscais, seguramente muito além do previsto no Orçamento deste ano, estão à vista novas medidas de empobrecimento e de desmantelamento do nosso frágil Estado-providência. À semelhança do que aconteceu à Grécia, tudo se conjuga para que a espiral deflacionista devaste o país deixando-o mais endividado, mais pobre e desesperado.

Com taxas de 14% para obrigações a dez anos no mercado secundário, é evidente que o acesso do estado português ao financiamento privado a partir de 2013 é uma impossibilidade. E sem procura interna não é a liberalização do mercado do trabalho que fará crescer a economia e gerar excedentes orçamentais. O efeito bola de neve está lançado, tornando o peso da dívida pública insustentável e insuportável. Um dia, confrontados os credores com a evidência de que não podemos pagar, impor-se-á um corte substancial na dívida pública. Afinal, se não se pode pagar… não se paga. Como na Grécia, será o fim da linha.

Na Itália, Mario Monti bem sabe o que pode esperar da austeridade para que foi mandatado. Por isso pede à Sr.a Merkel medidas para o conjunto da zona euro, mas tem dificuldade em ser ouvido. Sabendo-se que o ordoliberalismo alemão apenas conhece a punição como via para a redenção, cabe perguntar: os 360 mil milhões de euros de obrigações italianas que se vencem em 2012 serão refinanciados nos mercados? E a que taxa? Ou a Itália também vai ficar ligada à máquina de oxigénio do FEEF?

Por muito que as autoridades tentem disfarçar a ansiedade, o facto é que a política europeia falhou rotundamente. Diplomaticamente, o próprio FMI já começou a distanciar-se dos seus parceiros da troika. Porém, a força dos interesses da finança, legitimados pelo fanatismo ordoliberal que tomou conta da União Europeia, impede uma solução de curto prazo da presente crise. Bem pelo contrário, a Alemanha subiu a parada e exige a aprovação de um pacto que retira o poder orçamental aos estados-membros. Um corpo de tecnocratas embebidos no ordoliberalismo, sem qualquer legitimidade política, ditará a partir de Bruxelas o essencial do orçamento que cada estado-membro terá de aprovar. Depois da germanização do BCE, temos agora a tutela alemã dos orçamentos. Acho estranho que em Portugal ninguém exija um referendo. Talvez porque se espera que o euro acabe entretanto.

Anestesiados pelo mantra da inevitabilidade do empobrecimento, aliás muito bem orquestrado pelos canais de televisão no horário nobre, os portugueses estão a viver estoicamente o seu papel de cobaias de uma política económica comprovadamente errada, no essencial inspirada pela teoria económica dominante no período anterior à Grande Depressão do século passado. Governados por uma elite política comprada por interesses privados de diferente natureza, ou representados por uma oposição incapaz de produzir uma alternativa mobilizadora, os portugueses parecem cordeiros a caminho do matadouro. É enorme a responsabilidade daqueles que percebem o que está em causa.

PS: A foto é minha, tirada na última manifestação dos indignados, o cartaz de protesto é feito por mim também, o texto é do economista Jorge Bateira publicado ontem no Jornal i.

Aqui:
http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2012/01/ponto-da-situacao.html

quinta-feira, janeiro 26, 2012

A Extinção dos Feriados Nacionais e a Ignorância Governamental no Poder



Algumas pequenas coisas que revelam a extinção dos feriados de 5 de Outubro e do 1 de Dezembro. Somos governados por uma elite ignorante sem qualquer pingo de cultura histórica, sociológica ou antropológica. Resta-lhe um pingo de cultura económica e má, a suficiente para destruir de alto a baixo a frágil economia do país. A relação entre feriados e produtividade do país é assim como a relação entre a semente do pessegueiro plantada em Portugal e o número de bananeiras a crescer em Angola. E essa coisa da igreja católica "estar disposta" a ceder dois feriados explica bem porque foram abolidos os feriados em causa. Não foram extintos o 25 de Abril e o 1º de Maio por pura vergonha ideológica e receio da constestação social, mais nada. Estamos entregues à bicharada.

Foto: João Martins, na III Marcha dos Indignados em Lisboa.

Não Basta Sê-lo, É Preciso Parecê-lo: Quem se demite, a Administração da RTP, o Director de Informação ou o Ministro Relvas?

“E ao dar a machadada final no programa não se percebeu como essa decisão, neste momento e neste contexto, só podia ser vista como censória? Não se percebeu como a acusação de censura lesava a imagem da rádio pública? E não se percebeu como esses estragos na imagem da RDP se tornavam duplamente graves na sequência dos estragos que o programa “Reencontro” tinha deixado no prestígio da televisão pública?”

Aqui, mais aqui:
http://publico.pt/Media/rtp-fez-triste-figura-na-polemica-sobre-fim-do-programa-esse-tempo-1530757

Imagens da III Manifestação dos Indignados em Lisboa - I



Foto: João Martins

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Censura, Controlo da Informação e de Novo a "Asfixia" Democrática: A Última Crónica da Raquel Freire



Depois de no governo anterior Sócrates ter sofrido de uma verdadeira obcessão com o controlo da informação eis que o actual governo regressa com o pior dos tempos de Sócrates. Quem se demite? O Ministro Relvas ou o Director de Informação da rádio em causa? Para acompanhar, exigir e esclarecer. Já não é só o fascismo financeiro. Aqui é o pior dos tiques das práticas fascistas, mesmo fascistas...

terça-feira, janeiro 24, 2012

Do Fascismo Financeiro Austeritário XIV



Passos Coelho andou-nos a vender a ideia de que era preciso ir mais longe do que a Troika. Hoje, o FMI diz que Portugal ficou aquém do que era necessário. Olli Rehn, Vice-Presidente da Comissão Europeia, depois de ter sido um fiel defensor das políticas de austeridade veio hoje dizer que a austeridade só por si não chega e tem que ser combinada com o crescimento económico. O pior destas ideias é que estamos a falar de conciliar coisas que na sua essência são intrinsecamente inconciliáveis. A austeridade é por definição recessiva. Em Portugal, Cavaco Silva conseguiu ver na austeridade a possibilidade de uma coisa "digna". António José Seguro veio logo a correr de seguida dizer que o que era preciso era uma austeridade "inteligente". E no dia que o desastre social for completo era gentinha sem alma, inteligência e nome dirá qualquer coisa que componha as burrices de que se compõe o seu pensamento. Sim, a Troika e o Governo devem ser julgados no fim desta história por crimes contra a humanidade. Há já fome nas nossas escolas.

Foto: João Martins, na III Marcha dos Indignados, em Lisboa.

O Aníbal de Boliqueime



Ex.mo Senhor Presidente Silva, afinal andámos a viver acima das nossas possibilidades ou aquilo que recebemos não dá para as despesas? Decida-se lá por uma vez para que não pensemos que o senhor é o espelho da miséria moral a que as elites que nos governam chegaram.

Foto: João Martins, na III Marcha dos Indignados em Lisboa.

O Regresso da Censura Oficial e o Aparecimento do Relvismo

O jornalista Pedro Rosa Mendes confirmou, em declarações ao PÚBLICO, ter sido informado, por telefone, que a sua próxima crónica, a emitir na quarta-feira, será a última da sua autoria. “Foi-me dito que a próxima seria a última porque a administração da casa não tinha gostado da última crónica sobre a RTP e Angola”, diz o jornalista, por telefone, a partir de Paris.

“A ser verdade, esta atitude é um acto de censura pura e dura”, sustenta o jornalista, que aborda nessa crónica a emissão especial que a RTP pôs no ar na segunda-feira, 16 de Janeiro, em directo a partir de Angola. A chamada telefónica que serviu para anunciar-lhe o fim deste espaço de opinião foi feita por “um dos responsáveis da Informação” da Antena 1, continua o jornalista, que não quis especificar quem daquele departamento lhe comunicou aquela decisão.

Rosa Mendes critica a emissão do programa televisivo Prós e Contras da RTP feita a partir de Angola, com a participação do ministro português que tutela a comunicação social, o ministro-Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas. Porém, o jornalista entende que “com tudo o que está em causa, foi uma crónica contida”. Aliás – prossegue –, a ser verdade que tenha sido dispensado por causa do teor desta crónica, essa decisão seria “muito estranha”, porque ele não foi “a única pessoa a ficar desagradada com a natureza e o conteúdo da emissão da RTP”. “Houve outras opiniões negativas nestes últimos dias”, aponta.

Contactado pelo PÚBLICO, o gabinete do ministro Miguel Relvas declinou comentar o assunto, limitando-se a dizer que "é uma decisão exclusivamente do foro editorial da RDP".

http://publico.pt/Media/rdp-acaba-com-espaco-de-opiniao-que-serviu-de-palco-a-criticas-duras-a-angola-1530455

PS: Algo me diz que as crónicas da Raquel Freire andavam a provocar arrepios governamentais...

segunda-feira, janeiro 23, 2012

Viver Acima das Possibilidades

Imagens da Comissão de Utentes da Via do Infante em Protesto Na Marcha dos Indignados - IX



Esse aí de costas sou eu e a t'shirt fui eu também que mandei fazer. As palavrinhas que estão lá escritas também...

Imagens da Comissão de Utentes da Via do Infante em Protesto Na Marcha dos Indignados - VIII



Para ler Cavaco e Via do Infante é favor clicar com o botão esquerdo do rato em cima da fotografia...

Foto: João Martins

Imagens da Comissão de Utentes da Via do Infante em Protesto Na Marcha dos Indignados - VII



O protesto no feminino. A Via do Infante não tem género e o descontentamento que gera também não.

Foto: João Martins

Imagens da Comissão de Utentes da Via do Infante em Protesto Na Marcha dos Indignados - VI



Foto: João Martins

domingo, janeiro 22, 2012

Imagens da Comissão de Utentes da Via do Infante em Protesto Na Marcha dos Indignados - V



Foto: João Martins

Imagens da Comissão de Utentes da Via do Infante em Protesto Na Marcha dos Indignados - IV



Aprendizagem de manifestante. Uma faixa bem feita, uma mensagem curta e cheia de densidade são essenciais para fazer passar a mensagem que se pretende fazer passar. No caso da faixa que a Comissão de Utentes levou à Marcha dos Indignados, a força da mensagem esteve no poder de mensagem deixada pela própria faixa. Há objectos simbólicos que quase falam por si.

Imagens da Comissão de Utentes da Via do Infante em Protesto Na Marcha dos Indignados - III



Na imagem o Joel explica aos jornalistas da TVI, junto ao edifício da Assembleia da República que a EN 125 não é alternativa para a circulação dos Algarvios.

Foto: João Martins

Imagens da Comissão de Utentes da Via do Infante em Protesto Na Marcha dos Indignados - II



O Cavaco não ajuda a pagar as portagens na Via do Infante! A pensão dele...não dá!

Foto: João Martins

Imagens da Comissão de Utentes da Via do Infante em Protesto Na Marcha dos Indignados - I



Em luta pela suspensão de Portagens na Via do Infante junto ao Marquês de Pombal.

Foto: João Martins

Imagens da Manifestação dos Indignados - 21 de Janeiro



Sim, a manifestação não teve a força das últimas duas. Mas os milhares que lá continuam a ir são duros de roer. O Algarve e a exigência de suspensão das portagens da Via do Infante fazem parte da beleza das imagens de um povo que sofre um terror social politicamente organizado mas que encontra ainda forças para exigir mais justiça social e uma mudança total de políticas.

Imagens via Cinco Dias, aqui:
http://5dias.net/2012/01/22/unidade-unidade-unidade/

Comissão de Utentes da Via do Infante na Marcha dos Indignados - O Algarve Não Paga



A Comissão de Utentes da Via do Infante e os seus incondicionais apoiantes estiveram em frente à Assembleia da República na Marcha dos Indignados a exigir a Suspensão Imediata das Portagens na Via do Infante.

Foto: João Martins

sábado, janeiro 21, 2012

O Último dos Moicanos

Estive a ouvir João Cravinho à hora do jantar na SIC Notícias sobre o acordo de concertação social. Cinco ideias que retive. O acordo conduz-nos a uma mudança de regime, no sentido de um regime ultraliberal. O acordo em alguns aspectos recua mais longe do que o tempo de Marcelo Caetano e resgata Salazar (a ideia foi próxima desta). O acordo não conduz a maior competitividade, nem a maior produtividade das empresas e dos trabalhadores uma vez que nada traz no sentido de melhor organização do trabalho, inovação e desenvolvimento tecnológico e assenta unicamente na crença de que baixar os custos do trabalho gera mais produtividade. O acordo não traz paz social e pode pelo contrário agravar a conflitualidade social. O PS vai ter que optar entre a continuação do colaboracionismo ultraliberal ou uma defesa cerrada da democracia e do Estado Social (as palavras foram outras mas esta foi a minha interpretação). Não podia deixar de estar totalmente de acordo com João Cravinho. Entre o pensamento sustentado de Cravinho, a abécula Francisco Assis, o sem sabor Zorrinho ou o cinzentão (in) Seguro vai uma distância abissal. Infelizmente para todos os portugueses Cravinho é assim uma espécie do último dos moicanos que ninguém no PS quer ouvir. Uma desgraça. Resta-nos a esperança de mudança através da pressão dos movimentos sociais. É também por isso que estou amanhã pelas 15h na Praça Marquês de Pombal.

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Dia 21 - Responder à Austeridade Na Rua, Sem Medo



A tua participação conta. Traz um amigo também!

MARCHA DA INDIGNAÇÃO

21 de Janeiro – 15H00 – Marquês de Pombal
DESEMPREGO – DÍVIDA – PRECARIEDADE
BASTA!

Iniciamos 2012 mergulhados numa das maiores crises já vividas na história portuguesa e europeia. São mais de 700 mil desempregados no nosso país, e esse número não pára de aumentar. A precariedade laboral devora os nossos sonhos, condenando-nos à miséria e a uma vida sem futuro.

O orçamento aprovado para este ano reproduz de modo ainda mais perverso as exigências da Troika, com cortes na Saúde, na Educação, eliminação do 13º e 14º salários na Função Pública, aumento do valor das taxas moderadoras, dos preços dos transportes, da eletricidade e das rendas das casas. Apesar do grande número de desempregados o governo amplia em meia hora por dia o horário de trabalho, aumentando a exploração e tornando mais difíceis novas contratações.

Não somos nós que estamos a “viver acima das nossas possibilidades”, mas sim os banqueiros, patrões e multimilionários, bem como os políticos que os apoiam. Estes é que são os verdadeiros responsáveis pela crise da dívida pública!

É PRECISO SAIR À RUA E DIZER BASTA!

Apelamos a todas e a todos, desempregados, trabalhadores, imigrantes, precários, reformados, estudantes, todos aqueles e aquelas cujas vidas e sonhos estão a ser destruídos em nome de uma crise pela qual não têm qualquer responsabilidade, a que se juntem e, a 21 de Janeiro, mostremos na rua que exigimos viver em Democracia e que em Democracia o poder é do povo e de mais ninguém!

PELO DIREITO AO TRABALHO COM DIREITOS!
CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES DOS SECTORES ESTRATÉGICOS!
SUSPENSÃO DO PAGAMENTO DA DÍVIDA E AUDITORIA POPULAR!

A DEMOCRACIA SAI À RUA
TRAZ A TUA VOZ

quarta-feira, janeiro 18, 2012

Sábado, 21 - Utentes da Via do Infante Saiem à Rua Na Marcha da Indignação


Lido no facebook da Comissão de Utentes da A22:

A Comissão de Utentes da Via do Infante vai participar, com uma faixa própria, na Marcha da Indignação que se realiza no próximo Sábado, dia 21 de Janeiro, às 15 h, no Marquês de Pombal, em Lisboa. Para o efeito estamos a tentar organizar um autocarro de 21 ou 49 lugares, cujo preço por pessoa será à volta de 20 ou 10 euros, respectivamente.

Podem inscrever-se até quinta-feira à noite, dia 19 de Janeiro, enviando os vossos dados para este email: viadoinfante2010@gmail.com ou bizancio1453@gmail.com, ou através dos seguintes n.º de telemóvel: 96 317 26 08 e 91 817 83 29.

Pode também assinar o abaixo-assinado contra a suspensão de portagens na A22 aqui:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N18627

Dia 21 - Responder à Austeridade Na Rua, Sem Medo



Sábado, 21 de janeiro, tod@s à Assembleia da República. Todos em defesa da democracia. Todos em luta contra a falência do regime. Todos a fazer a mudança. Porque um mundo melhor é possível. Junta-te à luta. Traz outro amigo também!

terça-feira, janeiro 17, 2012

O Acordo Proença



Segundo o líder da CGTP, Manuel Carvalho da Silva, estamos perante a maior regressão nos direitos do trabalho jamais "acordada" pelos parceiros ditos "sociais". Para João Proença, a vida segue feliz perante a constatação dessa mesma regressão civilizacional. O sindicalismo pela mão de Proença levou hoje de novo uma forte machadada na sua credibilidade. Facilitam-se os despedimentos. Cria-se a arbitrária figura dos despedimentos por diminuição da qualidade do trabalho. Baixam-se as indemnizações face ao despedimento. Elabora-se uma estratégia de pressão para salários baixos. Tudo isto num dos países com maior nível de desigualdade da União Europeia e com salários de miséria, um desemprego estrutural cada vez mais massivo e uma precarização estrutural do trabalho. Uma indecência.

Ternura dos sessenta

Hoje vi na TV um debate ternurento entre Ângelo Correia e Francisco Assis sobre a situação europeia em que ambos estiveram praticamente de acordo em tudo. Inclusivamente sobre as inevitabilidades propostas por Ângelo Correia. Admirável.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Dia 21 - Responder à Austeridade Na Rua, Sem Medo


Em defesa da democracia, contra o fascismo financeiro austeritário, contra a direita radical que destrói direitos conquistados com muito sangue, suor e lágrimas e destrói a vida de milhões de indivíduos e de centenas de milhares de famílias conduzindo-os ao empobrecimento. Contra a serena passividade, que assiste, qual espectador televisivo, à destruição do nosso país. Contra a merda do discurso da inevitabilidade que mais não é que uma forma de legitimar as políticas neo-fascistas. Dia 21 de Janeiro, todos à Assembleia da República. Eu vou lá estar!

domingo, janeiro 15, 2012

A Troika à Rasca



Uma colega minha enviou-me este vídeo e perguntava-me ela do porquê de estes momentos não passarem por cá nos nossos telejornais. Pois, não sei eu responder. Talvez a maçonaria não deixe, sei lá.

Ps: Não é que tenha grande simpatia pela peça que discursa mas não posso deixar de sublinhar tudo o que diz.

sábado, janeiro 14, 2012

Hoje foi dia de Recolha de Assinaturas e de Assembleia de Utentes da Via Do Infante

Comissão de Utentes recolhe assinaturas junto ao mercado de Loulé



Um texto lido na Assembleia de Utentes da Via do Infante

Como assinalam os já mais de cinco mil subscritores da petição pela suspensão imediata das portagens na Via do Infante, a decisão política de introdução de portagens nesta via constituiu um erro histórico de uma gravidade extraordinária para o desenvolvimento económico e social do Algarve. Passou-se a circular mais devagar. Em piores condições em termos de segurança rodoviária. Agravou-se o custo de vida dos indivíduos, das famílias e das empresas. Penalizou-se a actividade turística. Perdeu-se o que restava do respeito pelos actores políticos da região. Ignorou-se a vontade maioritária da população quando a razão política está do lado desta. Soltou-se a fúria da indignação. Pôs-se, utilizando aqui as palavras de um certo deputado algarvio, toda uma região à beira de um ataque de nervos.

Se a introdução de portagens no Algarve é um erro de proporções históricas, um erro desta dimensão tem que ter como correlativa resposta um combate político e social de dimensão histórica. Passadas poucas horas da introdução de barreiras à circulação na região algarvia, vieram a terreiro os malabaristas do costume que frequentemente tudo e todos confundem e que tanto prejudicam a vida de centenas de milhares de pessoas à escala de todo um território. Que era necessário baixar o valor do pagamento das portagens; que o que era preciso é que não se pagasse portagens nos meses de Verão, que tinha que haver isenção para residentes e afins até que se requalificasse a rua nacional 125. Que sim senhor, pasme-se, que a culpa pela introdução de portagens é da Comissão de Utentes da A22. É preciso que fique claro que nenhuma destas pretensas soluções e acusações serve o interesse e as expectativas das populações que vivem no Algarve.

Os subscritores da petição pela suspensão imediata na Via do Infante não podiam ser mais claros, é de suspensão imediata aquilo de que se trata. Confundir a lógica das coisas com as coisas da lógica é coisa que habitualmente não dá bom resultado. A Estrada Nacional 125 sabemos todos nós que não é alternativa e é de uma grave irresponsabilidade política aquilo de que se trata apontar a mesma como solução quando o que pode estar em causa é a própria vida e morte de quem por lá circula. Resumindo, os cidadãos pagam, o Algarve regride económica e socialmente, o negócio é ruinoso para o Estado. Quem ganha com a introdução de portagens na Via do Infante?

O combate tem então que ser travado em duas vias principais que são ao mesmo tempo complementares e imprescindíveis. Não há outro caminho. A via do combate político na esfera político-partidária e a via da rua, através da mobilização das populações e dos mais diversos movimentos sociais. Só a pressão da rua e dos movimentos sociais pode levar os partidos do arco do poder a mudar de ideias sobre esta questão e só os partidos políticos na Assembleia da República podem produzir as necessárias mudanças legislativas suspendendo o pagamento de portagens na A22.

A democracia não se pode resumir à colocação do voto em urna de quatro em quatro anos. Quando os cidadãos perdem, toda uma região regride e o Estado sai lesado em prole de determinados interesses privados, são as próprias regras do jogo democrático que são dolosamente manipuladas num mero exercício de abuso do poder. É preciso pois continuar as acções de protesto e é preciso que essas acções de protesto incomodem os poderes instituídos.

No caso particular que me toca sugiro quatro pequenas acções. 1 - A criação de uma lápide que simbolize o morto nacional 125, que este morto anónimo simbolize a responsabilidade politica por todos aqueles que vierem a morrer na estrada nacional 125 e que durante um dia do ano se avive a memória, através do luto a este cidadão anónimo, aos responsáveis políticos da região. Esse dia inscreve portanto na nossa memória colectiva, o dia 8 de Dezembro de 2011. 2 - A elaboração de uma carta aberta aos deputados da região do arco do poder a convidá-los a sair do conforto dos seus gabinetes e a virem com os utentes da Via do Infante, in loco, fazer um passeio etnográfico pela estrada nacional 125 de modo a que os mesmos percebam que não é possível falar, de forma séria, de requalificação da mais extensa rua urbana da nação. 3 - Integrar o cortejo do Carnaval de Loulé, com o caixão, as faixas, as bandeiras, os megafones, os presentes e demais acessórios e recolher mais umas centenas de assinaturas ajudando a manter viva a luta no imaginário popular. 4 - A Comissão de Utentes deve aderir ao movimento pela auditoria à divida pública e fazer um acompanhamento específico do negócio com a concessionária que gere a Via do Infante. A concluir-se por um negócio lesivo do interesse do Estado e dos Cidadãos deve avançar com uma acção de responsabilidade criminal, mas mais importante do que isso, concluir tratar-se de uma divida odiosa, o que lhe dará toda a legitimidade para apelar ao não pagamento, agora massivo, das portagens. Deve da mesma forma ser feito uma monitorização actualizada dos mortos e acidentes ocorridos na EN 125 e a sua permanente divulgação. Por fim, vale a pena dizer que faltam aqui as acções que verdadeiramente incomodam, que venham elas e que venham com uma forte mobilização e apoio das gentes que habitam o Algarve. Tudo sempre com o maior respeito pelas regras da democracia, o que inclui obviamente o artigo 21 da Constituição da República Portuguesa.

João Martins

Loule, 14 de Janeiro de 2012
Na Assembleia de Utentes da Via Do Infante

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Do Fascismo Financeiro Austeritário XIII



Pais e mães na Grécia abandonam os seus filhos por causa da crise económica (ler a notícia)

A maior parte dos casos tem acontecido em Atenas, capital da Grécia, e demonstra o estado a que o país chegou, mergulhado numa crise sem fim à vista. Há pais gregos a abandonarem os filhos pequenos em igrejas, creches e instituições, por já não conseguirem cuidar deles.

Várias histórias dramáticas são relatadas pela BBC, que sublinha como a família é importante na Grécia. Um dos casos é o de Anna, uma menina de quatro anos que foi deixada na creche com um papel, que a professora só viu mais tarde: "Já não venho buscar a Anna hoje porque não tenho dinheiro para cuidar dela. Por favor trate bem dela. Peço desculpa", dizia a nota, assinada pela mãe.

http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2233979&seccao=Dinheiro%20Vivo

PS: Enquanto isso, a Standard and Poor's, pôs-nos de novo, em Portugal, ao nível do "lixo".

Petição pela suspensão das Portagens na Via do Infante ultrapassou as 4000 assinaturas on-line



Amanhã há Assembleia de Utentes à tarde e recolha de assinaturas de manhã junto ao mercado de Loulé.

Ver aqui:
http://contrasensus.blogspot.com/

Foto: João Martins

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Escolhas 2012: Austeritarismo ou democracia sem falhas?

Um artigo de André Freire
Incertezas para 2012
por ANDRÉ FREIRE (Politólogo, ISCTE-IUL)

As políticas de austeridade para 2012, em parte decorrentes do acordo com a troika, em parte decorrentes do radicalismo ideológico do Governo, bem como a ausência de uma política estruturada e consistente, e o crescimento e a competitividade (vista esta como exclusivamente dependente do abaixamento dos custos do trabalho, da precariedade e do aumento da jornada) não auguram nada de bom para 2012. Além disso, esta austeridade é profundamente assimétrica, o que tenderá a agravar as já elevadas desigualdades. É certo que teremos uma recessão, não se sabe é se será ainda mais cavada do que as estimativas preveem. Perante um cenário de eventual agravamento, o Governo irá continuar a apostar em mais austeridade (assimétrica)?

As boas notícias poderão vir (ou não) da política e da sociedade. Irão os portugueses e as forças sociais organizadas continuar a aceitar passivamente esta austeridade muito para além da troika e pondo sempre os credores à frente dos portugueses e dos compromissos eleitorais? Irão estas mesmas entidades continuar a aceitar passivamente as entorses à democracia, ao Estado de direito e à Constituição? Irá o PS continuar a aceitar esta governação "mais 'troikista' do que a troika", quando tinha dito aos eleitores que não acompanharia tais derivas radicais? Perante os perigos que pairam sobre a qualidade da democracia e o seu Estado social, irão as esquerdas continuar incapazes de estabelecer pontes entre si? Das respostas a estas questões dependerá a suavização (ou não) da austeridade e a travagem (ou não) da deterioração da qualidade da democracia portuguesa.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2216068&seccao=Convidados

É assim uma espécie de guerra aos pobres...não confundir com guerra à pobreza...

Não é só a devolução a partir de erros que o próprio Estado cometeu. É o ordenado penhorado meu Deus (até o invoco não sendo crente em nenhum Deus). É todo um programa...

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Sábado, Assembleia de Utentes da Via do Infante


A Comissão de Utentes da Via do Infante vai promover, no Sábado, dia 14 de Janeiro, a partir das 9h30, uma nova ação de recolha pública de assinaturas na petição pela suspensão das portagens, junto ao Mercado Municipal de Loulé. Para este mesmo dia 14 de Janeiro, às 15h30, está marcada uma assembleia pública de utentes e de outros cidadãos, no Restaurante Austrália, situado no Vale da Venda (EN 125, frente à antiga fábrica da Sumol), à entrada de Faro. Nesta assembleia, segundo a Comissão, «serão discutidas e aprovadas novas formas de luta exigindo a suspensão imediata das portagens na Via do Infante». A Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) apela, por isso, «a todos os utentes, empresários, autarcas, entidades e cidadãos em geral, para que participem na assembleia no Restaurante Austrália».

Aqui:
http://www.sulinformacao.com/?p=12071

terça-feira, janeiro 10, 2012

Seis anos a Blogar



Este blogue faz hoje seis anos de existência. A ascensão do facebook secundarizou talvez para sempre a blogosfera. Ela não morreu mas vive hoje de outra forma. É com saudade que aqui recordo a boa companhia blogosférica, já extinta, de casas como o Quiosque da Camila, o Calçadão de Quarteira ou o amigo Sebastião (de vez em quanto ocorre-me algum arrependimento por não ter votado no amigo Almeida, peço aqui hoje desculpa mas foi o amigo Sócrates que não deixou) ou ainda, noutro estilo A Minha Matilde do Miguel. Sobram hoje como boa companhia aqui por perto o Contrasensos do Helder Raimundo (a velhice é um posto), o Tia Anica do Jorge, o Da Serra ao Mar (para durar até às eleições locais) e noutro estilo de novo, a Louletania, do Palma. Sobra portanto pouco, muito pouco, para um dos maiores défices da sociedade portuguesa, precisamente esse, o da cidadania.

Dia 21 - Responder à Austeridade Na Rua, Sem Medo


Continua o ciclo vicioso do austeritarismo recessivo. Sem fim à vista. Só pára com a destruição total do país. A cegueira ideológica da direita radical continua em alta velocidade.

domingo, janeiro 08, 2012

Sinais dos Tempos

Hungría se aleja de la Unión Europea (UE) a gran velocidad al haber emprendido un camino de convulsión política de la mano del actual primer ministro, el conservador Viktor Orban. El país centroeuropeo, que sufre una grave crisis económica y ha tenido que ser rescatado financieramente por Bruselas y el Fondo Monetario Internacional (FMI), ha empezado el año con la entrada en vigor de una nueva Constitución de corte autoritario que, según la oposición de izquierdas y representantes de la sociedad civil, abre la puerta a una dictadura encubierta.

Aqui:
http://www.elcorreo.com/vizcaya/v/20120107/mundo/deriva-hungria-preocupa-20120107.html

sábado, janeiro 07, 2012

Comissão de Utentes da Via do Infante Recolhe Assinaturas Para Suspender Portagens Junto Ao Mercado De Olhão



Comissão de Utentes da Via do Infante recolhe assinaturas junto ao Mercado de Olhão. Estive no local e a adesão da população local à iniciativa foi muito boa. O trabalho de sensibilização para a cidadania é como o caminho da vida e da história dos povos. Faz-se, fazendo. É preciso mobilizar as populações contra a gestão política do medo e das inevitabilidades. É tão importante como o ar que respiramos. Neste caso, em luta pela suspensão de portagens.

Mais aqui:
http://tv2.rtp.pt/noticias/?t=Utentes-da-Via-do-Infante-protestam-nos-mercados-de-Olhao.rtp&headline=20&visual=9&article=516280&tm=6

Foto: João Martins

O Mundo Ao Contrário

1. O Ministério Público português abriu um inquérito a Otelo Saraiva de Carvalho por este ter dito que os militares, ultrapassados certos limites, deveriam fazer a revolução. Eu aquilo que me ocorre dizer é que não são só as estruturas sociais da sociedade portuguesa que estão a precisar de uma revolução mas também o próprio Ministério Público.

2. O consultor de Cavaco afirmou à escrita cheia, qualquer coisa como, "uma informação não domesticada constitui uma ameaça" salientando a necessidade de controlar a agenda mediática através do "controlo do fluxo noticioso". Parece que a ninguém ocorre sentir qualquer laivo de indignação por isto partir de um homem forte do Presidente Silva, aliás, o tal que a Wikileaks denunciou considerar ser em Portugal a "imprensa muito suave".

3. Uma certa elite portuguesa bem pensante considerou a coisa mais normal do mundo a deslocalização de impostos de Alexandre Soares dos Santos. Há uma certa espécie de gentinha que só vai acordar quando os bancos lhes congelarem as contas auferidas dos rendimentos do seu trabalho. Nada se passa, portanto.

4. O estoiro que a "Europa" pode dar talvez não tenha paralelo na história do capitalismo mundial. Os partidos políticos do "centrão" instalados no poder ainda não deram por nada disso. Nem sequer a Maçonaria.

sexta-feira, janeiro 06, 2012

Do Fascismo Financeiro Austeritário XII



Cerca de 15 mil pensionistas foram notificados pela Segurança Social do corte no valor da pensão que, em alguns casos, poderá cair para metade. Houve pensionistas que receberam a carta no próprio dia em que o corte foi efetuado. A denúncia foi feita pelo Bloco de Esquerda. Em pergunta enviada ao Ministério da Solidariedade e Segurança Social, a deputada Mariana Aiveca considerou que a situação “é absolutamente inaceitável, pois as notificações não dão conta da legislação que está a ser aplicada para justificar este enorme corte no rendimento destes pensionistas e porque este corte está a ser realizado em 2012, num ano que já irá ser muito penoso, devido aos aumentos nos custos das rendas, dos transportes e da saúde”.

Entrevistado pela RTP, o ministro Pedro Mota Soares admitiu o corte e disse que estão nesta situação 14.950 pensionistas “que recebem para lá da sua pensão um complemento. Sucede que quando têm uma outra pensão e o valor desta pensão ultrapassa o valor do complemento, o valor do complemento deve ser reduzido.” Para o ministro, o governo está a aplicar uma lei que já vem desde 2007.

Aqui:
http://www.esquerda.net/artigo/governo-corta-de-surpresa-pens%C3%B5es-para-metade

Petição pela suspensão das Portagens na Via do Infante a chegar às 2500 assinaturas

Reacções partidárias à movimentação popular de descontentamento sobre a introdução de portagens na Via do Infante:

- Deputados do PSD Algarve - proposta desesperada de baixar os pagamentos das portagens. A hipócrisia política no seu esplendor máximo.

- Deputados do PS Algarve - Isenção para residentes e outros que tais até que se concluam as obras na Estrada Nacional 125. Só posso concluir que estes dois deputados nunca circularam na EN 125. Quanto custaria requalificar seriamente um via de requalificação impossível ainda por cima num contexto sócio-económico em que não há dinheiro? Irra, que até a minha mulher me fala em emigrar.

Para assinar a petição aqui:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N18627

quinta-feira, janeiro 05, 2012

História

A História. Talvez a mais importante disciplina do nosso sistema de ensino.

Uma pergunta para o deputado algarvio Mendes Bota



Caro deputado Mendes Bota, o senhor quando da votação na Assembleia da República sobre a introdução de portagens na Via do Infante disse que não ia votar contra o seu partido pois a legitimidade democrática do voto autorizava o doutor Passos Coelho a contribuir para o subdesenvolvimento económico do Algarve mandando os algarvios para a "estrada da morte". Agora no caso do helicóptero do INEM o senhor grita ao vento na imprensa que é contra a retirada do helicóptero que o líder do seu partido retirou aos algarvios através da legitimidade do voto popular. O senhor não se apercebe que não pode utilizar argumentos contrários para justificar uma situação idêntica? Não acha que já chega de andar a brincar à política com as pessoas que vivem no Algarve? Agradecia esclarecimentos.

Convido-o a assinar a petição aqui:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N18627

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Petição pela suspensão das Portagens na Via do Infante a chegar às 2000 assinaturas

Lê-se por lá nos comentários;

"Resido em Portimão e o meu local de trabalho é em Faro! É só fazer as contas! Poderia utilizar transportes públicos...mas fico confusa com a variedade e qualidade daqueles que estão disponíveis! Francamente!"
Andrea Costa

Pode assinar a petição aqui:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N18627

Do Fascismo Financeiro Austeritário XI



São os mais pobres que estão a fazer mais sacrifícios para pagar a crise. A conclusão é de um estudo da Comissão Europeia que analisa a distribuição dos efeitos das medidas de austeridade por seis países em dificuldades: Portugal, Grécia, Espanha, Irlanda, Estónia e Reino Unido. As medidas de austeridade tomadas pelo Governo português, para além de estarem distribuídas de forma desigual entre ricos e pobres, fizeram subir o risco de pobreza, particularmente entre idosos e jovens.

O relatório de Bruxelas revela que Portugal "é o único país com uma distribuição claramente regressiva", ou seja, em que os pobres estão a pagar mais do que os ricos quando se aplica a austeridade. Exemplo disso é o rendimento disponível das famílias. Nos escalões mais pobres, o orçamento de uma família com crianças sofreu um corte de 9%, ao passo que uma família rica nas mesmas condições perdeu 3% do rendimento disponível.

Os dados mostram que Portugal é o único país analisado em que "a percentagem do corte [devido às medidas de austeridade] é maior nos dois escalões mais pobres da sociedade do que nos restantes". A Grécia, que tem tido repetidos pacotes de austeridade, apresenta uma maior equidade nos sacrifícios implementados.

Aqui:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/actualidade/mais-pobres-suportam-austeridade

Petição pela suspensão das Portagens na Via do Infante a chegar às 1500 assinaturas

Lido por lá, na petição:

"Trabalho numa rent a car, as reclamações são todos os dias ... O emprego já é pouco, não acabem com o turismo."
Neusa Guerreiro

Assinar a petição aqui:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N18627

segunda-feira, janeiro 02, 2012

Petição pela suspensão de portagens quase a chegar às 1000 assinaturas

Enquanto isso no Facebook - Movimento Portagens Na A22 Não, pude ler isto:

"Eu gostava de conhecer o rosto que está por detrás deste facebook. Há quase um ano que sigo as informações aqui publicadas, pensei que havia uma luta por uma causa em comum. Confunde-se agora as pessoas e não se percebe as verdadeiras intenções. O que se passou com o movimento do facebook? ainda não divulgaram a petição por algum motivo especial? onde está a luta pela abolição das portagens? O que aqui se publica tem sido os sentimentos dos que têm lutado pela não cobrança das portagens! Agora vejo ataques pessoais nos quais nem eu, nem muita gente se revê! Isto deixa de ser um movimento, deveriam fazer esses ataques em nome pessoal e deixar a plataforma continuar a falar pelos "ex" utentes da via."
Ana Martins

Para assinar a petição pode ir aqui:
http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N18627

Saúde em Loulé

Hoje passei pelo Centro de Saúde em Loulé para pagar 1 euro e 80 centimos de um exame e pedi o livro de reclamações deixando o recado explícito de discordar das orientações neo-fascistas deste governo no sentido de uma certo desmantelamento do Sistema Nacional de Saúde. Escrevi também que a geração dos meus pais não fez o 25 de Abril de 1974 para isto a que agora assisto e fiz questão de dizer que se registasse bem o meu pagamento da taxa para que não corra o risco de vir a ser preso por isso. Como o Estado Português já não é pessoa de bem, não vá o gato às filhoses.

Quando a responsabilidade é de todos não é de ninguém



Cavaco e Silva é o mais hipócrita dos Presidentes da República que jamais ocuparam o cargo em Portugal. A retórica de "que somos todos responsáveis" mais não é do que uma fórmula manipuladora da consciência dos portugueses e um meio de desresponsabilização dos políticos e partidos que nos governaram nas últimas décadas. Isto não pode ficar assim. Não é de vingança, é de responsabilização política e em muitos casos criminal aquilo de que se trata. A Aldeia da Coelha é uma história que não pode deixar de ser investigada até ao fim para que uns sejam mais responsáveis do que outros.

A Morte Voltou A Sair À Rua Na EN 125