terça-feira, julho 31, 2012

Dia 3 de Agosto Loulé Sai À Rua: Que O Seu PSD Não Se Atreva A Fechar-nos As Urgências Doutor Seruca Emídio

Refrão musical para a manifestação contra o fecho das urgências em Loulé

Refrão musical para a manifestação contra o fecho das urgências em Loulé:

Ó Paulo Macedo, A Urgência É Nossa
Ó Paulo Macedo, A Urgência É Nossa

Pede A Demissão, Ai, Ai, Ai,
Vai-te Embora

Pede a Demissão, Ai, Ai, Ai
Vai-te Embora

PS: Agora experimentem cantar ao ritmo da "Laurindinha que estás à janela". Todos juntos dia 3 de Agosto. Vamos fazer do protesto uma festa!

domingo, julho 29, 2012

A Manifestação Contra O Fecho Das Urgências De Loulé Na Imprensa Algarvia

De acordo com nota de imprensa, que transcrevemos, o Movimento de Cidadãos Em defesa dos Serviços De Saúde de Loulé informa que está a “organizar uma manifestação popular de desagrado contra o encerramento do serviço básico de urgências de Loulé, no dia 3 de Agosto, Sexta-Feira, com concentração junto à Câmara Municipal de Loulé, às 19 horas, com início da manifestação em direcção ao Centro de Saúde de Loulé às 19h30″.

O Movimento adianta ainda que, “no final da manifestação será entre uma carta de discordância com a desastrosa decisão governamental do encerramento deste serviço fundamental de saúde pública para as populações do Concelho de Loulé e será colocado um ramo de flores à porta do Centro de Saúde a simbolizar a destruição do Serviço Nacional de Saúde em Loulé”, conclui o documento assinado pelo Movimento de Cidadãos Em defesa dos Serviços De Saúde de Loulé

Ver tudo aqui:

As Urgências Ficam, O Governo É Que Tem Que Emigrar

Dia 3 de Agosto, na próxima Sexta-Feira, às 19 horas é muito importante que compareças junto à Câmara Municipal de Loulé.

Mandaram-nos emigrar, chamaram-nos piegas, cortaram-nos os salários, roubaram os subsídios de férias e de Natal às nossas famílias, disseram-nos que o país para se desenvolver tínhamos que empobrecer, estão a despedir pessoas em massa, estão a destruir as nossas vidas.

Como se tudo isto não bastasse querem acabar com as urgências em Loulé. É tempo de dizer basta!
Dia 3 de Agosto, Sexta-Feira, às 19h, comparece junto à Câmara Municipal de Loulé.

As Urgências Ficam – O Governo É Que Tem Que Emigrar!

sábado, julho 28, 2012

Dia 3 de Agosto Loulé Sai À Rua: Manifestação Contra O Encerramento Das Urgências

Informa-se que foram entregues planfletos da manifestação contra o encerramento das urgências de Loulé ao deputados municipais à chegada destes à reunião da Assembleia Municipal de Loulé. Alguns ficaram muito incomodados outros foram muito receptivos. É muito importante que todos nós possamos contribuir com a nossa presença física dia 3 de Agosto de forma a passar uma mensagem clara de que a população de Loulé não prescinde das suas urgências.

quinta-feira, julho 26, 2012

Manifestação Popular Contra O Encerramento Das Urgências Em Loulé


Já há alguns dias que a manifestação contra o encerramento de urgências em Loulé está marcada para dia 3 de Agosto, às 19h30m em frente à CML. Ela ainda não foi divulgada pela imprensa não é porque não existam jornalistas locais e regionais com o conhecimento da mesma. É que esse mesmo jornalismo lamechas que se queixa imenso da "crise jornalistica" parece desconhecer o que se passa nas redes sociais. É assim uma espécie de jornalismo de fontes "oficiais". Esperemos que depois do comunicado à imprensa a manifestação passe a existir nos jornais locais. Mais vale tarde do que nunca.

Seguro Mas Não Formoso Vai À Fonte Enquanto Os Amigos Vão Ao Pote

A maioria PSD/CDS-PP e o PS chumbaram hoje um projecto de resolução do PCP que recomendava ao Governo a renegociação, com urgência, da dívida pública e que contou com os votos favoráveis do BE e do PEV.


terça-feira, julho 24, 2012

E Que Tal Começar A Preparar A Saída Do Euro?


Ficavamos com um instrumento político cambial e voltavamos a ter soberania. Mais importante, ganhávamos capacidade de construir futuro. Vai ser duro. Vai. Mas nada vai ser mais duro do que o caminho irreversível que estamos a tomar.

PS: Estou a ver Manuela Ferreira Leite e António Barreto timidamente e envergonhadamente (mais o segundo) a criticar a Troika. Ah, se eu tivesse lido os livros certos...

segunda-feira, julho 23, 2012

Manifestação Contra O Encerramento Das Urgências Em Loulé

Um Ano Depois: A Austeridade Inteligente

O gajo não percebe nada do que se está a passar. Espanha e Grécia não lhe passaram por casa. Quer o Estado Social e cumprir o compromisso com os credores. O gajo é mesmo burro e os do partido não lhe abrem os olhos. Ainda não percebeu que vamos sair do euro.

Que Os Senhores Governantes Emigrem, Essa É A Nossa Vontade!



Emigrar, toca a emigrar. Os gatunos do PSD/CDS que estão a destruir as nossas vidas. Façam-nos o favor de sair da vossa zona de conforto. Fora daqui!

domingo, julho 22, 2012

Manifestação Pela Manutenção Do Serviço De Urgências Básicas Em Loulé: 3 de Agosto, Loulé Sai À Rua



A manifestação tem como objectivo lutar pela manutenção das Urgências do Centro de Saúde, em Loulé, uma vez que é um concelho de elevada população e é mais um "golpe" mortal e traiçoeiro às populações de Loulé e do Algarve. A Manifestação iniciará às 18h30 em frente à Câmara Municipal de Loulé e sairá posteriormente para o Centro de Saúde. Não podemos consentir que nos matem pelo caminho. A política não pode servir para destruir a vida das pessoas. Junta-te a nós no dia 3 de Agosto!

sexta-feira, julho 20, 2012

Olha, O Crato Também Foi Vaiado, Organizadamente Como É De Bom Tom, A Gente Sabe Que Eles Sabem Disso, Eles Sabem, OH OH, Queriam Vocês Que Eles Não Soubessem

http://www.tvi24.iol.pt/aa---videos---sociedade/nuno-crato-professores-parlamento-tvi24/1362633-5795.html

Cavaco Silva discursa cheio da sua importância (não diz nada de jeito) a partir de África. Relvas anda a passear no Tour de France. O Álvaro anda a ver se consegue exportar pastéis de nata sem ser vaiado. Passos Coelho anda a ler o livro que comprou  na feira do livro em Lisboa quando foi corrido ao som de "piegas". Miguel Macedo anda a infiltrar os agentes nas manifestações com muito cuidado. Aguiar Branco anda a mandar calar democraticamente o Bispo das Forças Armadas. Falta o Gaspar do roubo dos subsídios de férias e de Natal. Algo me diz que este último vai ter que emigrar (como de resto todo o governo). Irá voltar provavelmente para a Troikolândia. Aplicar as receitas de Milton Friedman e Pinochet em uma qualquer parte do mundo. Destruir a vida de milhões de pessoas, como é bom de ver. Feliz com a sua sonolência e imbecilidade tecnocrática.

Democracia de Balas De Borracha Em Madrid



Povos unidos. Políticos e banqueiros fodidos. Madrid, hoje. Já nada para a revolta contra-austeritária.

quinta-feira, julho 19, 2012

Confirmada a Manifestação Contra o Encerramento Das Urgências Básicas De Loulé: Junta-te A Nós!



Manifestação contra a morte das urgências em Loulé - 3 de Agosto, 18h30m, em frente à Câmara Municipal de Loulé. Percurso: Câmara Municipal de Loulé-Centro De Saúde de Loulé. Participa, divulga, defende a saúde de todos os louletanos. Está na hora de sair à rua. Os vampiros estão por todo lado!

Manifestação Contra O Encerramento Do Serviço De Urgências De Loulé

Embora lá organizar uma manifestação pelo encerramento do serviço de urgências de Loulé. Proponho dia 3 de Agosto, Sexta-Feira, pelas 18 horas. Vamos fazer grupo e defender o serviço nacional de saúde em Loulé. Passa a palavra. Não queremos o encerramento das urgências de Loulé. Os aderentes podem confirmar presença na caixa de comentários deste blogue.

quarta-feira, julho 18, 2012

O Hospital Dos Pobres Do Doutor Seruca Emídio E O Fecho Das Urgências Em Loulé

O doutor Seruca Emídio é um querido. Um homem bom. Uma alma caridosa. Um autêntico João Semana. Construiu um hospital privado com o dinheiro dos contribuintes e agora como não há clientes que cheguem para o lucro dos homens bons aproveita a boleia do fecho das urgências pelo governo dos gatunos do PSD/CDS para gerar mais procura do Hospital privado pago com uma boa parte dos dinheiros públicos. É caso para dizer, o João Semana é um sacana. Manifestação à porta das urgências já. Contra a indecência e o regresso ao século XIX. A partir de agora quem tiver um AVC que vá a correr para Faro. A pé, de pata descalça, como os neofascistas ultraliberais gostam.

Que Se Fodam, Sim, Que Se Fodam Os Agiotas e Os Aboborinhas



Povos unidos, políticos e banqueiros fodidos. Espanha está ao rubro. Por ali os seres humanos não são ratos. Tenho a esperança que a democracia vai vencer. Passos, Gaspar, toca a emigrar!

terça-feira, julho 17, 2012

Os Economistas Do Costume, Os Media e a Crise: Uma Vergonha

Não são só os economistas do costume (atenção que há outros) que depois de terem contribuido com as suas ideias para a situação a que chegámos a fazer de profetas usando de forma abusiva a legitimidade dos galões da "ciência" que devem ser responsabilizados pela nossa desgraça. Os jornalistas do costume (também há outros) e o aparelho mediático deviam fazer um verdadeiro exercício de auto-análise de forma a perceberem como funcionam como um mero veículo legitimador da poderosa ideologia dominante ao serviço do Estado e dos interesses (financeiros) do capital. Hoje mesmo, quem apareceu para comentar as medidas da Troika na SIC Notícias foi, imagine-se lá, Pedro Ferraz da Costa. Depois fica tudo espantado quando aparece um padre a dizer o que tem dito. É que no quadro de pensamento dominante do espaço mediático não cabem lá as declarações do Bispo das Forças Armadas. O campo mediático não vai deixar de ser responsabilizado pela maior pouca vergonha a que assistimos nas últimas décadas na sociedade portuguesa. Neste momento pela oposição está na TV, como comentador residente, Augusto Santos Silva, o ministro maquiavel do governo de Sócrates. Nem se trata tanto do que os jornalistas dizem ou não dizem, ou a forma como fazem a cobertura das notícias que já dava para escrever rios de tinta. É a quem se dá acesso ao espaço mediático o que hoje é o mais decisivo. Felizmente existe facebook e blogosfera, porque se não fosse isso a lavagem ideológica atingia contornos de contaminação ideológica indescritiveis. Não se admirem um dia destes senhores jornalistas.

A Quadratura Da Troika

1. Alguns indícios nas últimas horas da desorientação da Troika. O FMI diz que é o BCE que deve injectar dinheiro na crise europeia. Os tipos fazem a merda e depois são peritos na sua desresponsabilização e na responsabilização dos outros na sequência das suas criminosas asneiras. Face à desgraça que se adivinha há que ir preparando a opinião pública para a responsabilidade exclusiva dos líderes europeus. "Não fizeram o que deviam", o Plano da Troika era o céu e os senhores não o souberam aplicar.

2. Face ao governo mais vaiado da última década no menor espaço de tempo, as vaias já estão a dar frutos. Passos Coelho apareceu ontem nas televisões desajeitadamente a falar de injustiças e de desigualdades sociais com a convicção com que Relvas consegue defender hoje a credibilidade da sua própria licenciatura.

3. Nuno Crato veio dizer, hoje, que nenhum professor ficará desempregado pois todos são necessários ao novo eduquês da educação pública, depois de estar anunciado um despedimento de massa dos professores.

4. O Ministro das Forças Armadas veio descongelar as carreiras congeladas, que a Troika também não é parva.

5. O bispo das forças armadas foi mandado calar pelo ministro da Defesa pois que isto da Igreja criticar o governo é qualquer coisa concerteza não dita e não escrita no memorando da Troika.

6. Fazem-se apostas sobre qual o próximo membro do governo a ser vaiado? Será que isso está cotado em bolsa? O que pensarão as agências de rating?

7. Cavaco Silva foi p'ra África. Como diz o outro, isto anda tudo ligado.

E Se O Povo Acha Que Relvas É Aldrabão, Diz Que Passos É Gatuno

E Os Manifestantes Gritaram, Relvas Aldrabão, Pede A Demissão

domingo, julho 15, 2012

Que se fodam



Que se jodan. Foi assim que a deputada espanhola da direita radical festejou a retirada de auxílio aos desempregados. Freud falaria de um lapus linguae que traz à consciência o pensamento inconsciente. Em linguagem popular poderíamos dizer "fugiu-lhe a boca para a verdade". Os neofascistas ultraliberais ultrapassam-se a si próprios.

O Rei Da Faculdade: Miguel Fernando Para Os Amigos



Foi de férias para Albufeira tem equivalência à unidade curricular ZéZé Camarinha.

sábado, julho 14, 2012

O Fascismo Está Ao Rubro


O Fascismo nunca foi coisa de uma pessoa só. Imagem de uma senhora que se manifesta em Madrid face ao austeritarismo policial. No post em baixo, uma senhora idosa é detida pela polícia com uma carga de violência psicológica difícil de imaginar.

Porque Ocultam os Media Portugueses a Revolta Contra-Austeritária em Espanha?



A democracia já só se aguenta com balas de borracha.  Por enquanto de borracha.

A Espanha Não É Portugal...Por Enquanto...


É a democracia que se está a ir. Nunca é demais recordar este "pormenor".

sexta-feira, julho 13, 2012

A Licenciatura De Miguel Relvas É Um Certificado À Ignorância E Nem Chega A Ser Eduquês, É Pura Trafulhice

O caso da turbolicenciatura de Miguel Relvas tem a maior revelância política, entre outros motivos, pelo facto do Governo de Pedro Passos Coelho ter atacado de forma indecente o Programa Novas Oportunidades, descredibilizando-o e pelo facto do novo arauto do ensino do antigamente, o Ministro Crato, fazer todos os dias a elegia do rigor, do mérito e da busca da excelência como princípios base do sistema de ensino. Se queriam melhor exemplo de facilitismo, olhem para a trajectória académica de um dos mais poderosos ministros do governo do qual Crato faz parte.

O processo de reconhecimento, validação e certificação de competências no âmbito das Novas Oportunidades basea-se numa filosofia de educação e formação de adultos. Trata-se de reconhecer que se aprende fora da escola, nos mais diversos contextos de socialização e em simultâneo que esses adquiridos experenciais podem ser objecto de produção de competências. Tem como suporte desta filosofia um conjunto de metodologias e de técnicas que permitem reconhecer competências. Um referencial de competências-chave, uma autobiografia, metodologias de balanço de competências, a produção de um portfólio reflexivo de aprendizagens, a necessidade do reconhecimento e da validação de competências adquiridas ao longo da vida pelos próprios que passam pelo processo com o auxilio do suporte técnico de pessoal altamente especializado. O caso da licenciatura de Miguel Relvas em nada se assemelha a isto. É um verdadeiro embuste. Uma fraude que deve ser bem investigada do ponto de vista policial de modo a que se esclareça como foi produzida esta certificação e de modo a que não se defraudem as expectativas de milhares de estudantes que com muito sangue, suor e lágrimas conseguem seriamente tirar os seus cursos.

E a fraude resulta no facto de Relvas não ter passado por um verdadeiro processo de reconhecimento e validação de competências que permitisse perceber que a sua experiência de vida se traduziu verdadeiramente em competências adquiridas. Por exemplo, não basta conviver com as elites políticas e empresariais para que isso automaticamente se traduza numa equivalência à cadeira de Classes Sociais, Elites e Lobbies. Nós sabemos que Relvas é perito na fabricação de Lobbies, mas até que ponto Relvas conhece e distingue a teoria das classes sociais de Marx e é capaz de a diferenciar da de Max Weber? Até que ponto é capaz de identificar a diferença nos pressupostos em que se baseam as abordagens funcionalistas das classes sociais das abordagens neomarxistas? Leu Miguel Relvas Pierre Bourdieu e é capaz de expôr a sua proposta de conceptualização do espaço social? E será capaz de operacionalizar empíricamente uma qualquer proposta tipológica dos lugares de classe na sociedade portuguesa de modo a poder estudar uma qualquer questão relacionada com as desigualdades sociais? Leu e conhece a teoria das elites de Charles W. Mills ou de Pareto?

Basta ascender socialmente através das jotinhas para que este conjunto de saberes lhe seja reconhecido? Foi feito um trabalho de reconhecimento que permitisse a Relvas demostrar competências deste tipo? A resposta é conhecida. A licenciatura de Relvas é um certificado à ignorância. Não premeia o mérito. É o mais puro exemplo do facilitismo e é repugnante para quem como eu tem milhares de horas de estudo e trabalho em cima com muito sacrifício em detrimento de família e amigos para afinal constatar que tudo vale neste país e nem o ministro se demite, nem Nuno Crato se pronuncia, nem Passos Coelho o põe na rua. Uma fraude. Uma pura trafulhice. A propósito, a minha sogra voltou a reinserir-se no mercado de trabalho graças às Novas Oportunidades. Obrigado José Sócrates.

quarta-feira, julho 11, 2012

Espanha Não É Portugal Mas Muito Em Breve Pode Ser A Grécia...



No mesmo dia da manifestação dos mineiros Mariano Rajoy anunciava um programa de austeridade com aumento do IVA, corte do subsídio de Natal e baixa do subsídio de desemprego. As imagens do vídeo em cima mostram que a democracia se foi.

Solidário Com A Greve Dos Médicos

Se tenho que aguentar o vendaval da austeridade criminosa aguento bem dois dias sem precisar de ir ao hospital. Tudo para que os neo-fascistas ultraliberais do PSD/CDS não destruam o Sistema Nacional de Saúde.

terça-feira, julho 10, 2012

Hmmmm, provavelmente teria que me mudar para outro sítio…

Como é que este engenheiro petrolífero de carreira se sentiria se o seu retiro no sol algarvio, de repente ganhasse uma nova vista para uma central de gás natural?
“Hmmmm, provavelmente teria que me mudar para outro sítio…”

Segredo De Polichinelo



Pressinto que não só o Euro moeda como a União Europeia já implodiram. Resta saber quando, de que modo e com que consequências. O que é absolutamente espantoso é que perante o falhanço brutal das brutais políticas de austeridade apareçam agora na TV jornalistas económicos ou economistas mediáticos a dizer a propósito da renegociação dos prazos de pagamento das dívidas ditas "soberanas" que cada caso é um caso e que Portugal não deve seguir esse caminho. A capacidade que as ideias dos devotos ultraliberais têm de acomodar a penosa realidade que provocam e a que assistem impavidos e serenos à frente das suas lentes é infinita.

segunda-feira, julho 09, 2012

Representantes Máximos Dos Gatunos Do PSD Declarados Personas Non Gratas: Emigrem!

O primeiro-ministro, o ministro da Economia e o Presidente da República foram hoje declarados “personas non gratas” pela Comissão de Utentes da Via do Infante (A22), grupo que aguarda as conclusões do estudo de impacto das portagens no Algarve.

A comissão recordou, em declarações à Lusa, que o Governo havia prometido a divulgação, até ao verão, das conclusões daquele estudo.

Sobre eventuais protestos em iniciativas em que os membros do Governo e o Cavaco Silva participem, uma vez que se considera agora que não são bem-vindos na região, o porta-voz, João Vasconcelos, disse que o grupo não está a preparar nada nesse sentido, mas admitiu que possam surgir protestos populares.

“Eles têm de sentir que fizeram um grande mal aos algarvios e a todos quantos nos visitam”, afirmou João Vasconcelos, recordando que a EN125, estrada nacional gratuita que se tornou na via preferida para quem atravessa o Algarve, recebe atualmente demoradas filas de trânsito e é palco de mais acidentes e feridos, enquanto a A22 (autoestrada com portagens desde dezembro passado) está deserta.
http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=128893

Porque Há Seres Humanos Que Se Recusam A Ser Ratos Inventou-se Uma Palavra Que Se Chama Dignidade

Emigrem!


Os gatunos do PSD Loulé, de rosto feliz na foto, em mais uma missão de caridade, junto aos membros das associações, passeam-se por aí como se não tivessem levado a CML à bancarrota. Emigrem! Sigam o conselho de Passos Coelho enquanto é tempo. Desapareçam!

Foto: Região Sul

Uma Carta De Interesse Público

Querido colega,

Tal como tu, suponho, cresci com as imagens a preto e branco de filmes que descreviam uma Europa meridional em luta para se recompor da calamidade do período entre guerras.

Tal como tu, a minha cabeça transborda de imagens de gente batalhadora, de cujas aflições e afãs nasceram vagas de emigrantes italianos e gregos para destinos remotos, bem como de filmes do tipo Ladrões de Bicicleta e outros gregos parecidos, que construíam sequências cómicas em torno das atribulações de um homem feito para se apoderar de um bolo de queijo ou de um prato de sobremesa. No entanto, surgiu um tempo em que não era tão fácil evocar a pobreza e o despojamento que conferiam a essas sequências cómicas a sua tragicidade mordaz. As nossas sociedades, Itália e Grécia, foram-se afastando da tradição cultural de De Sica, Fellini, Koundoros e Kakoyiannis, até caírem no buraco negro da vulgaridade berlusconiana. Durante esses anos de “crescimento” e de consumo, muitos de nós acalentávamos a esperança de que as nossas sociedades encontrariam em si próprias a capacidade para redescobrir o equilíbrio perdido; para combinar a barriga cheia com o gosto por um cinema decente e preferi-lo aos grosseiros espetáculos televisivos de bisbilhotice exibicionista.

Mas, ai! Não nos foi dado consegui-lo. Antes de alcançar esse equilíbrio – supondo que tivesse sido possível alcançá-lo -, caiu-nos em cima o 1929 da nossa geração. Aconteceu em 2008, exatamente da mesma maneira que em 1929, quando Wall Street colapsou, a moeda comum da época (o Padrão Ouro em 1929, o euro em 2010) começou a fraquejar e rapidamente as nossas elites fracassaram espetacularmente quando tiveram de responder de uma forma racional à marcha triunfante da Crise. Dois curtos anos depois de a crise atingir o meu país, a Grécia, descobrimo-nos a nós próprios, mais uma vez, capazes de nos ligarmos com as sequências cómicas dos filmes dos anos 50 e 60 e com a ânsia por um bolo de queijo e pelo sonho de uma sobremesa.

Quando estudava teoria económica na minha juventude, lembro-me de ter tido graves dificuldades para entender por que razão os governos de entre guerras, de 1929 em diante, tinham fracassado tão estrondosamente no momento de se oporem ao mal-estar económico que tão tragicamente nos conduziu à II Guerra Mundial. Lia textos sobre o compromisso do presidente Hoover com a redução drástica da despesa pública e a não menos drástica baixa de salários enquanto a economia norte-americana implodia, e não conseguia entender como puderam os seus distintos assessores aconselhar-lhe tamanha idiotice. Recusava-me simplesmente a acreditar que se tratassem de más pessoas que desejavam o mal dos seus compatriotas. Mas, ao mesmo tempo, não conseguia entender como teriam podido convencer-se a si próprios de que as suas ações seriam capazes de aliviar os seus sofredores e doridos votantes.

Bom, passaram-se muitos anos desde essa altura, e, depois de tanto tempo, acabei por entender. Olhando para o nosso governo na Grécia desde a erupção da crise da dívida, observando as hesitações dos dirigentes europeus, levando a cabo uma política calamitosa atrás da outra, consegui finalmente entender. Trata-se, pode pensar-se, de uma coisa não muito diferente do que aconteceu nos Estados Unidos no fim dos anos 60 e princípios dos anos 70. No interior do Pentágono, alguns generais inteligentes percebiam perfeitamente que a guerra norte-americana no Vietname não podia ser ganha. Que enviar mais tropas para lutar na selva, que bombardear os vietnamitas com mais bombas de NAPALM, que aumentar em geral o esforço de guerra, era um absurdo. Agora sabemos perfeitamente, por cortesia de Daniel Ellsberg e dos seus esforços heroicos, que estavam totalmente cientes, individualmente e mesmo em pequenos grupos, de que aquilo era um beco sem saída.

E no entanto, era-lhes impossível coordenar-se, sintetizar as suas avaliações e decidir conjuntamente uma mudança de rumo. Uma mudança que teria salvado milhares de vidas norte-americanas e centenas de milhares de vidas vietnamitas, não falando já da enorme quantidade de dinheiro. Uma coisa semelhante está a acontecer em Atenas, em Roma, em Berlim e em Paris neste preciso momento. Não é que os membros das nossas elites não consigam ver que a Europa é como um comboio que está a descarrilar em câmara lenta, com a Grécia na primeira carruagem que sai dos carris, seguida da Irlanda e de Portugal, que arrastam para o descarrilamento as grandes carruagens que vêm atrás: Espanha, Itália, França e, finalmente, a própria Alemanha. Não. Eu creio que o olho do espírito o vê, pelo menos tão claramente como os generais norte-americanos anteviam as cenas finais em Saigão: com os helicópteros resgatando em voo os últimos cidadãos americanos que esperavam, nos telhados da embaixada dos EUA. Mas, tal como os generais norte-americanos, é-lhes impossível coordenar os seus pontos de vista e encontrar uma resposta política razoável. Nenhum deles se atreve a falar quando entra na sala de conferências em que se tomam as decisões importantes, para não serem acusados de “mansos” ou de “extraviados”. De modo que se mantêm silenciosos enquanto a Europa arde, esperando contra qualquer esperança que o fogo se extinga por si próprio, sabendo, no fundo mais fundo do seu coração, que isso não acontecerá.

Enquanto eles hesitam, enredam e manipulam, com Atenas, Roma, Madrid, Lisboa e Dublin em chamas, as sociedades precipitam-se num lodaçal onde a esperança desaparece, o horizonte se desvanece, a vida se desperdiça e os únicos ganhadores são os misantropos, os “odiadores”, os caçadores de bodes expiatórios em forma de alien, de judeu, do “diferente”, do “outro”. À medida que se apagam, literalmente, as luzes no meu país, com famílias que optam por deixar de ter eletricidade para poderem pôr um prato de comida na mesa, bandos de gorilas “patrulham” as ruas à procura do “inimigo”. A ideologia nazi recebe outra oportunidade, tal como a fome e o despojamento, para infetar, mais uma vez, o nosso tecido social. E à medida que as nossas instituições, que os nossos sindicatos operários, que as nossas normas e organizações culturais se vão tornando conchas vazias, pouco, se alguma coisa, se atravessa no caminho desses fanáticos, racistas, exploradores do sofrimento e do desamparo universais. E eis que o ovo da serpente está a incubar novamente na Europa de agora, pelas mesmas razões que na Europa de outrora.

O teu país e o meu partilham muito mais esta triste história do que nos preocupamos em admitir. Antes da Guerra, as nossas sociedades geraram e toleraram regimes fascistas. É verdade que o vosso Mussolini e o nosso Metaxas acabaram por guerrear-se, mas ambos foram produto de fracassos políticos e de desastres económicos que parecem ser inquietantemente similares ao destino partilhado dos nossos dois países nos dias de hoje. Bem sei que na Europa dos nossos dias se anda às voltas com uma estranha e avessa geografia: a Irlanda esforça-se penosamente por argumentar que não é a Grécia, Portugal em defender que não é a Irlanda, Espanha grita a plenos pulmões que não é Portugal e, nem vale a pena dizê-lo, Itália quer dar a entender que não é a Espanha. Eu proponho-te que deixemos de lado essa negação idiota do mal-estar que nos é comum. Evidentemente que a Itália não é a Grécia; no entanto, o atoleiro em que a Itália está cada vez mais metida enquanto eu escrevo estas linhas não pode separar-se de maneira proveitosa do atoleiro em que se encontra o meu país. É possível que a nossa doença seja acompanhada pelo sintoma de uma febre mais alta que a sofrida por vocês, mas – acredita – trata-se do mesmo vírus. A tua febre amanhã chegará ao nível da que nós temos agora.

Muita gente que conheço fora da Grécia, incluindo vários colegas economistas, comete o erro de pensar que o que a Grécia está a viver é uma recessão profunda. Deixa-me dizer-te que isto não é uma recessão. É uma depressão. Qual é a diferença? As recessões são meras desacelerações. Períodos de atividade económica reduzida e aumento do desemprego. Como tu e eu ensinamos aos nossos estudantes, as recessões são para o capitalismo o que o inferno é para o cristianismo: uma coisa desagradável mas essencial para o funcionamento do “sistema”. Os períodos de recessão podem ser redentores, no sentido em que “descartam” do ecossistema económico aquilo que é menos eficiente, as empresas que realmente não deviam continuar ativas no mundo dos negócios, os produtos passados de moda, as técnicas produtivas obsoletas, em conclusão e servindo-me de uma metáfora, os dinossauros.

No entanto, o que está em curso na Grécia não é uma recessão. Aqui toda a gente vai a pique. Tanto o eficiente como o ineficiente. O produtivo como o improdutivo. As empresas potencialmente rentáveis e as empresas com perdas. Conheço fábricas que exportam tudo o que fabricam a consumidores satisfeitos com os seus produtos, com listas de pedidos saturadas e uma longa história de rentabilidade; e, no entanto, estão à beira da bancarrota. Porquê? Porque os seus fornecedores estrangeiros não aceitam as suas garantias bancárias, necessárias para os abastecerem do material que necessitam: ninguém confia já nos bancos gregos. Mas com os circuitos do crédito completamente falidos, esta Crise está a afundar todos os barcos, a destruir todos os batéis, a fazer naufragar toda a sociedade. E quanto mais cortamos os salários, quanto mais subimos os impostos, quanto mais reduzimos os subsídios de desemprego, tanto mais fundo se torna o buraco onde nos estamos todos a afundar. Se alguém quisesse ilustrar o conceito de círculo vicioso, a Grécia de hoje seria o exemplo perfeito de estudo.

Entre nós, de um professor de economia para outro, necessito partilhar um profundo sentimento de vergonha pela nossa profissão. Já sabes que outros académicos costumam comparar-nos aos sismólogos e troçar por sermos tão inúteis como eles na previsão do fenómenos que está no núcleo das nossas respetivas disciplinas. Não lhes falta razão. Como profissão, nunca conseguimos alertar o mundo, ex ante, de um “terramoto” em formação. É possível que alguns economistas isolados o tenham feito, mas também os relógios parados dão corretamente a hora duas vezes por dia. Não. Como corpo de “cientistas” demonstrámos ser tão maus como os sismólogos na altura de dizermos onde, quando e com que força se verificará o próximo terramoto. Só que nós somos muito, mas muito piores que os sismólogos.

Pensa nisto: por detrás de cada CDO tóxico, por detrás de cada engenharia financeira letal, espreitava algum desses modelos originais construídos por nós. Por detrás de cada política económica responsável pelo (pretenso) “crescimento” tipo Ponzi anterior ao crash de 2008, pode sempre encontrar-se algum afamado e respeitado economista que forneceu a cobertura ideológica da política que acabou por ser adotada. Por detrás de cada medida de austeridade que hoje sufoca as nossas sociedades, há também um colega académico cujos modelos e teorias fornecem aos poderes existentes a audácia necessária para infligir aos seus povos o chicote dessas políticas. Em suma: tu e eu somos culpados pelo sofrimento dos nossos compatriotas gregos e italianos. Embora não acreditemos nesses modelos particulares, a verdade é que não fizemos o bastante para alertar o mundo da sua toxicidade. Somos, pois, culpados.

Na semana passada, uma aluna minha, doente de cancro, deixou de poder dispor dos fármacos quimioterapêuticos de que depende, devido ao colapso dos contratos do Estado grego com os farmacêuticos (que estão em luta porque o Estado não lhes paga há 18 meses). Vários dos seus antigos professores (todos economistas) reuniram o valor para poder pagar em dinheiro os fármacos. Gesto útil e solidário, mas que não nos exonera. Somos tão culpados como antes desse gesto deferente. Porque fomos nós quem explicou aos estudantes a eficácia dos mercados financeiros, quem permitiu que a era da financiarização com esquemas Ponzi de tipo piramidal fosse conhecida pelo nome de A Grande Moderação, quem pediu aos seus alunos fé na capacidade das instituições financeiras para fixar preços adequados ao risco: estávamos sentados de braços cruzados enquanto os nossos estudantes liam manuais onde, preto no branco, se contava a grande mentira de que os mercados se auto-regulam e de que o melhor que o Estado pode fazer é não se atravessar no seu caminho e deixá-los obrar por si próprios o milagre. Sim, meu querido colega, as nossas cabeças deveriam estar penduradas na forca da vergonha. Mesmo no caso de termos posto individualmente objeções expressas ao “saber” convencionalmente recebido do grémio.

Antes de terminar esta carta, gostaria de evocar uma última imagem que permite descrever como se sente o meu povo, o povo da Grécia, neste momento. Lembras-te do filme brilhante de Fellini E la nave va? Lembras-te dos refugiados de guerra atirados para o convés e tratados como um incómodo pela tripulação? Não continuo porque tenho a certeza de que te lembras perfeitamente da descrição magistral de Fellini. Pois bem: é assim que os gregos se sentem hoje, e com boas razões, dado que têm de sofrer o papel de bode expiatório, sendo como são a primeira pedra a cair da longa corrente de dominós que ameaça toda a Europa com a versão pós-moderna de uma abominável época passada.

Triste e cordialmente teu,
Yanis Varoufakis

Yanis Varoufakis é um reconhecido economista greco-australiano de reputação científica internacional. Atualmente é professor de política económica na Universidade de Atenas.
Retirado de Sin Permiso

sexta-feira, julho 06, 2012

Suicídio Nacional (Não Confundir Com Suicídio Da Selecção Nacional)

O suicídio nacional

"Os salários têm que descer em Portugal" afirmam os economistas do regime. E acrescentam, "até Krugman, que é o darling da esquerda, afirma que os salários devem descer 30%". Contudo, não esclarecem que esta afirmação foi efectuada há mais de um ano. E não informam, ainda, que, neste último ano, a massa salarial teve uma queda de cerca de 30%. Para estes fundamentalistas, é absolutamente negligenciável o facto de um em cada três portugueses estar desempregado ou subempregado e de a economia estar a morrer, em resultado das políticas suicidárias de austeridade. Assim, a ortodoxia económica (responsável pelo o actual estado caótico em que nos encontramos) continua a insistir em novos cortes salariais apesar da evidência demonstrar que é absolutamente falsa a necessidade de descer mais os salários. Senão vejamos, na medição da produtividade das empresas são incorporados vários factores, designadamente a energia, os transportes, as comunicações, os salários, os impostos, etc. Se, nesta estratégia de desvalorização interna, na minha opinião, errada, os salários já desceram em 30%, colocando a produtividade nos níveis médios europeus, e as empresas nacionais continuam a não ser competitivas, então, dever-se-á efectuar mais cortes, mas nos restantes factores. Isto é, não devem ser efectuados mais cortes nos salários, pois (para além destes terem resultado já numa tragédia social e económica) só agravará ainda mais o estado depauperado do país. Por conseguinte, o ajustamento dos níveis de produtividade deverão ser efectuados através de cortes no preço da energia, dos transportes, das comunicações, das portagens e até dos impostos (cujo aumento resultou, não surpreendentemente, na queda da receita fiscal). Todos nós sabemos que estes factores são os mais caros da UE relativamente ao respectivo PIB, que estas empresas apresentaram lucros multibilionários (para beneficio, apenas, de alguns) empobrecendo o resto do país e que os seus gestores auferem salários obscenos (até no contexto internacional). Embora, o memorando da Troika preveja a abertura destes sectores da economia à concorrência, o facto é que até à presente data não foi tomada nenhuma medida nesse sentido. Por isso, coloca-se a seguinte questão: porque não baixam os preços? Pela simples razão de que não existe diferença entre os líderes políticos e os líderes económicos. Todos sabemos que a maior central de negócios é o Parlamento e o Governo. Todos nós sabemos que os líderes políticos são os gestores destas empresas ou a elas têm fortíssimas ligações. Logo, as suas maiores preocupações é apenas satisfazer os interesses dos acionistas e assegurar, no futuro, os seus empregos quando não estiverem no Governo. Neste sentido, Eduardo Catroga e Miguel Frasquilho, entre muitos outros, constituem um paradigma a estudar. Lamentavelmente, a ortodoxia económica dominante esqueceu o que aprendeu no primeiro ano dos seus cursos, nomeadamente, que em períodos de recessão ou abrandamento económico devem ser implementadas medidas monetárias expansionistas. Contudo, escandalosamente mais grave são os cortes cegos e draconianos às Universidades e à investigação científica, que pode comprometer o futuro de um Portugal moderno e desenvolvido. Não bastasse o facto de grande parte dos professores universitários serem precários e milhares de alunos estarem a abandonar as licenciaturas por dificuldades económicas, acresce que milhares de investigadores nos US vêm agora os seus doutoramentos e pós-doutoramentos seriamente comprometidos em resultado dos cortes em cerca de 60% no subsídio às propinas. Vale a pena lembrar que as bolsas não são actualizadas há mais de dez anos. Deste modo, inaceitavelmente, milhares de mentes brilhantes portuguesas irão abandonar os seus projectos de investigação com grande prejuízo para o país. Como é possível que os portugueses (talvez hipnotizados pelo futebol, pelas telenovelas e pelos centro comerciais) assistam à destruição da economia e do modelo social de forma passiva? A democracia não se esgota no voto. Em democracia, para além da separação de poderes, de pesos e contrapesos, exige-se também a participação de todos de forma activa e atenta. Mas, a insanidade torna-se insustentável em Espanha, o epicentro da crise, onde o futuro da UE se irá decidir. Este país já em recessão comatosa com cerca de 25% de desempregados (sendo 50% jovens), a ortodoxia económica impõe mais austeridade o que já resultou não só no agravamento da recessão, como também no dramático aumento dos juros da dívida. Está alguém surpreendido?

Por Domingos Ferreira, Professor Universitário, Investigador na Área Económica.

Mais Uma Tripla Vaia Num Só Dia Para Quem Quer Acabar Com A Democracia

Passos Coelho, Cavaco Silva e o Secretário de Estado do Emprego. Em três localidades diferentes no mesmo dia. É preciso intensificar a pressão. Acabar com eles antes que eles acabem com a gente. Não nos deixaram outra alternativa. Fascistas do PSD/CDS fora daqui. Emigrem. No Algarve também se luta pela sobrevivência e pelos restos de um mínimo de dignidade.

Aos Meus Queridos Amigos (E Familiares) Apoiantes Das Políticas Fascistas Que Por Aí Andam, O Fascismo Nunca Foi Coisa De Uma Pessoa Só

Pronto, os trabalhadores do privado – que durante anos andaram a exigir que os trabalhadores da função pública perdessem direitos para ficarem ao seu nível – acabam de aprender da pior forma porque é que se deve lutar por que todos tenham direitos e não por que todos não tenham direitos. A ver se é desta que aprendem que trabalhadores somos todos e que inimigos são os que nos roubam direitos.

quinta-feira, julho 05, 2012

Gatunos!

Devolvam-me o salário que me roubaram. Gatunos. Os gatunos têm nome. Eles são do PSD. O tribunal constitucional acaba de vetar o roubo ao suor do meu trabalho. Gatunos p'ra prisão. Emigrem, gatunos!

Da Criminalização À Patologização Do Protesto Social

A história é veridica e passou-se comigo. Indignado com os gatunos neo-fascistas do PSD e das políticas que destroem o país, um dia destes passei na esplanada do conhecido café Calcinha e chamei gatuno e fascista a um vereador que gosta muito de festas do PSD Loulé. Parece que o senhor estranhou que se lhe estivessem a dirigir e a chamar os bois pelos nomes e vai daí telefonou a um primo meu que costuma apoiar os fascistas (um primo que ficou muito contente quando o governo fascista começou a atacar os funcionários públicos) a perguntar o que se estava a passar comigo pois poderia precisar de ajuda. O meu primo apoiante das políticas fascistas não teve com meias medidas e telefonou à minha irmã a perguntar o que se passava comigo. Parece que a conversa ao telefone não correu bem e a minha irmã lhe explicou que eu andava indignado (zangado será a expressão mais correcta) com a intenção política clara de empobrecimento geral do país, de destruição das classes médias, do estímulo ao desemprego como opção política clara, da quebra brutal de salários de quem ainda trabalha, do indigno corte de salários e do roubo dos subsídios de férias e de Natal, das políticas de destruição do futuro dos meus filhos, da licenciatura do Relvas, do financiamento estatal do Vítor Baía, enfim, o rol de indecências não teria fim se aqui o descrevesse todo. O senhor vereador da Noite Branca achou que a minha indignação tem a ver com "loucura" pois provavelmente nunca terá pensado que as suas asneiras e as dos seus comparsas de partido algum dia provocassem uma onda de fúria em alguns dos seus concidadãos. Neste momento aqui por casa discute-se se a minha indignação será de facto um estado de "loucura". Não chegava já a criminalização do protesto, os fascistas cá da terra, que acham que não têm nada a ver com a situação a que chegámos, procuram patologizar quem lhes faz oposição política. A gente percebe porquê. O PS faz parte dos amigos da Troika. A oposição dos restantes partidos políticos não existe. A apatia da sociedade civil envergonha qualquer um que tenha capacidade de indignação. A patologização dos pequenos restos de resistência local só podia caber no rótulo da "loucura". Esta gente não se enxerga. Não volte a fazer isso senhor vereador. Não volte. Trata-se de indignação face à miséria do partido fascista ao qual vossa excelência pertence. Não repita.

quarta-feira, julho 04, 2012

Perda de Mandato de Macário Correia É Melhor Que Nada

Pior, muito pior, seria que a justiça actuasse como deve de ser e decretasse a prisão para quem viola as leis da República. Siga o conselho do guru do partido e aproveite para emigrar. Seja empreendedor e não viva às custas do Estado. Leve consigo a vontade de explorar petróleo para a Sibéria. Apanhe o avião no aeroporto de Faro rodando o seu carro pela rua nacional 125  e não volte mais. É melhor do que nada. Quando o avião for no ar olhe para baixo, espreite pelo canto do olho e aprecie ao longe a paisagem da Via do Infante. Faça adeus às portagens.

segunda-feira, julho 02, 2012

Austeridade Para Quê? A Quem Servem As Políticas De Austeridade? Sobre Quem Produzem Que Tipos De Efeitos?


Desde a primeira hora da introdução da doença do austeritarismo que o blogue macloulé vem avisando da derrocada que significa o ciclo vicioso da austeridade recessiva. Como o macloulé não é ninguém e os tempos actuais são tempos em que só se pode dar ouvidos a alguém, aquilo que o macloulé aqui escreve, pelas actuais leis da física, nem existe, nem conta para esta história. 

Aquilo que temos a certeza que vai existir é o facto de que os arautos da austeridade digna e inteligente vão ter que engolir muitos sapos quando forem acusados da cegueira ideológica mais ou menos interessada e ignorante que levou à destruição das estruturas institucionais fundamentais da sociedade portuguesa. Educação, Saúde, Cultura, Ambiente, Segurança e Protecção Social e tantos outros recursos cruciais à vida das populações que estão a ser autenticamente saqueados pelos profetas da nova ordem ultraliberal fazendo de Portugal e dos portugueses um autêntico laboratório experimental de manipulação de ratos humanos.

A austeridade traz associada a si uma enorme massa de pobreza. A implosão das classes médias. O aumento abrupto das desigualdades sociais. O aumento exponencial de depressões e do consumo de ansiolíticos. O disparar dos suícidios anómicos. A destruição do Estado Social. O saque dos melhores recursos nacionais (a exploração de petróleo no Algarve meu Deus). A privatização da água. A elitização dos sistemas educativos com um certo regresso ao tempo de Salazar. A morte da cultura. O saque ao ambiente (veja-se a LPN que alerta, hoje, para o facto do Algarve estar a saque). Uma injecção incálculável de dinheiros públicos (leia-se dos contribuintes) a entrar na algibeira de agiotas e gananciosos banqueiros. A maior transferência da história do capitalismo mundial dos rendimentos do trabalho para os lucros do capital. A maior espoliação da História da Humanidade.

Perante um roubo destas dimensões, o Governo PSD/CDS, aposta em ir mais longe do que a Troika e o PS de Seguro, discursa ao largo da Troika e aprova no parlamento tudo aquilo que é do interesse da Troika (veja-se o sentido da votação do PS na moção de censura às políticas do governo da Troika levado a cabo pelo PCP). Entretanto, na "Europa", estão em bancarrota a Irlanda, a Grécia, Portugal, a Espanha, a Itália, o Chipre, a Eslovénia em breve e todos os outros a quem o efeito dominó tocar. Regular (controlar?) os desvairados mercados que estão na origem do problema, nem pó. Pôr a economia ao serviço da política e dos cidadãos de carne e osso, tá quieto ó Troika. Caminhar no sentido da defesa da democracia, isso era o bom e o bonito.

Esta História vai acabar muito mal. Talvez acabe num horror. Por enquanto, já ninguém controla o jogo. O carro de Jagrená circula totalmente descontrolado. O embate pode originar um desastre de proporções inimagináveis. É mais que altura de decretar a emigração dos ortodoxos ultraliberais. Sob pena de se isso não acontecer eles estarem prontinhos para destruir as nossas vidas. "Nós", os pobres e remediados. Como se fossemos ratos de laboratório.

domingo, julho 01, 2012