quarta-feira, novembro 30, 2011

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - XX



No dia da aprovação do orçamento de Estado Portugal empobrece a Passos largos. Aqui fica um magnífico texto de uma excelente deputada:

O Orçamento de Estado para 2012, aprovado hoje, traça um rumo desgraçado de recessão económica e de desemprego para Portugal.

E cada dia que passa a perspetiva é pior. O Governo começou, quando entregou o Orçamento, por anunciar uma previsão de recessão para 2012 de 2,8%. Entretanto, há poucos dias, agravou o número para 3%. Prevê, portanto, um cenário económico ainda mais grave.

Previa, no início da discussão do Orçamento, uma taxa de desemprego de 13,4% para 2012, a Comissão Europeia diz que será pior (13,6%) e a OCDE já indica um desemprego para Portugal ainda maior (13,8%), com tendência galopante no ano seguinte.

Ora, o que importa aqui realçar é que estes números não são números vazios, são números que revelam milhares de pessoas desesperadas perante as profundas dificuldades que enfrentarão.

O que os Verdes querem manifestar é que acreditar que não há alternativa a esta desgraça é desistir de construir um presente robusto para um futuro próspero. Ouvimos e continuaremos a ouvir o Governo, vezes sem conta, dizer que não são apresentadas alternativas.

Mas reparem bem: enquanto as sessões de discussão do Orçamento serviram para o Governo apresentar as suas propostas, não faltou um Ministro. Assim que as sessões se centraram na apreciação das propostas de alteração ao Orçamento por parte de todos os grupos parlamentares, ou seja, assim que se centraram na apresentação de alternativas, os Ministros desapareceram todos e não compareceram às sessões, logo, não ouviram nem discutiram as alternativas.

Pela parte do PEV direcionámos grande parte das nossas propostas para o caminho que se impõe em Portugal: a dinamização da atividade produtiva, passando pelo apoio claro às micro, pequenas e médias empresas, que são, sem sombra de dúvida, produtoras de inúmeros postos de trabalho.

Passando as propostas também pela garantia de poder de compra dos trabalhadores e pensionistas deste país, os quais são imprescindíveis como agentes dessa dinamização; e pela necessidade de menor dependência do exterior, para quebrar o ciclo de maior endividamento, seja ao nível alimentar seja ao nível energético, aqui designadamente com um forte incentivo à utilização dos transportes públicos.

Passando ainda pela apresentação de propostas de combate às assimetrias regionais, na perspetiva de que quando desperdiçamos as potencialidades do nosso território é também de desperdício de produção de riqueza que falamos, bem como de um conjunto vasto de problemas ambientais, sociais e económicos que nos geram pobreza.

Pobreza - foi esse o fator central que os Verdes procuraram denunciar e contrariar neste Orçamento.

Ver o resto aqui:
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/opinioes_ver.asp?opiniao=1181


Foto: João Martins

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - XIX



(Esta notícia em baixo não deve ter muito eco na comunicação social)

Islândia - Crescimento económico triplica em relação à UE em 2012

Em 2008, quando a falência de grandes instituições financeiras dos EUA arrastou bancos e países para crises da dívida pública sem precedentes, a Islândia fazia parte desta lista. Agora, quatro anos passados, o país apresenta ao mundo um crescimento económico notável.
De acordo com estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI), a Islândia vai fechar 2011 com um crescimento do PIB de 2,5%, prevendo-se novo crescimento de 2,5% para 2012 – números que representam quase o triplo do crescimento económico de todos os Estados-membros da União Europeia – que em 2011 ficarão pelos 1,6% e que descerão para os 1,1% em 2012. A taxa de desemprego no país vai ainda descer para os 6%, contra os actuais 9,9% da zona euro.

Contra factos não há argumentos e nem as agências de rating conseguem ignorar os efeitos positivos das decisões políticas. "A economia da Islândia está a recuperar das falhas sistemáticas dos seus três maiores bancos e voltou a um crescimento positivo depois de dois anos de contracção severa", disse esta semana a Standard & Poor’s, depois de ter subido o rating do país para BBB/A-3 (a Fitch mantém a Islândia com rating "lixo").

Das consecutivas decisões que o país foi tomando – e que continua a tomar – desde 2008 que não há vítimas a registar, a não ser os banqueiros e políticos que levaram à crise da dívida pública. No rescaldo do colapso financeiro, a população compreendeu rapidamente que também tinha a sua quota parte de culpa na iminente bancarrota e preparou-se para apertar o cinto. Mas não da forma como os Estados-membros da UE o têm feito: consecutiva e sem resultados à vista.

A nacionalização dos três grandes bancos islandeses no rescaldo do seu colapso por pressão popular em 2008 e a queda do governo conservador abriu caminho à recuperação. O país continua a pagar o resgate de 2,1 mil milhões do FMI mas esse valor não impede o crescimento económico, potenciado ainda por medidas como a criação de uma comissão constituinte de cidadãos sem filiação partidária que agora é consultada em quase todas as decisões políticas e pela contínua busca e julgamento dos responsáveis pelo estalar da crise. Resultado: para além dos números já avançados, está previsto um crescimento de 2,7% do PIB islandês em 2013.

www.ionline.pt/dinheiro/islandia-crescimento-economico-triplica-relacao-ue

Foto: João Martins

terça-feira, novembro 29, 2011

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - XVIII



Foto: João Martins

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - XVII



Acabo de ver no telejornal da vinte horas da SIC uma indecorosa associação (intencional?) entre crime, manifestações e protestos populares. O jornalismo que se faz por aí na nossa praça, com honrosas excepções atingiu os limites da indecência. Os novos cães de guarda do capitalismo continuam a sua cavalgada ideológica. Vale tudo para descredibilizar os protestos dos indignados uma vez que esses são os protestos que verdadeiramente incomodam.

Foto: João Martins

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - XVI



Foto: João Martins

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - XV



Não deixa de ser interessante que o recuo do governo no aumento brutal do IVA sobre os produtos culturais tenha acontecido a seguir a uma presença muito significativa do pessoal da cultura na manifestação dos "indignados" e a seguir à distinção do Fado como património imaterial da humanidade. Não sei se tem uma coisa tem a ver com outra mas fica o registo.

Foto: João Martins

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - XIV



Aqui: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2155039

Foto: João Martins

domingo, novembro 27, 2011

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - X



Foto: João Martins

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - IX



Últimas notícias do fascismo financeiro austeritário: - Itália à beira do resgate e o euro à beira do colapso. Por onde é que anda essa gentinha que dizia à boca cheia que Portugal não é a Grécia, que a Grécia não é a Irlanda, que a Espanha não é Portugal, que a Itália não é a Grécia, que a Alemanha nunca será nenhum de todos os outros e que a austeridade era o remédio santo que nos levaria de novo a todos à felicidade?

Foto: João Martins

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - VIII



Foto: João Martins

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - VII



No dia da greve geral a agência Fitch baixou o rating da república para lixo. Os fascistas neoliberais dirão logo: Estão a ver o que dá fazer greve! As pessoas qua ainda pensam pela sua cabeça dirão: Mas afinal não foi a regulamentação política da desregulamentação dos mercados que originou a crise? Alguém fez alguma coisa para regular esse monstro descontrolado? E as agências de rating? São organismos democráticos ao serviço do interesse público? Quem avalia os avaliadores do rating? Isto não é uma certa forma de fascismo? Será esta palavra perante os factos actuais demasiado forte?

Foto: João Martins

sábado, novembro 26, 2011

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - VI



Num mesmo minuto fui capaz de ouvir Passos Coelho na TV dizer que o Estado Social português é insustentável e o Ministro Gaspar da Troika dizer que o Estado Social português é um sucesso. Apesar destas opiniões contraditórias estão de acordo na ideia de que é necessário "reformar" o Estado Social. A delapidação do Estado Social está em curso e vai incrementar a sua velocidade. No final da história deve restar por aí o Banco Alimentar Contra a Fome. Gerido por gente de prestígio, muito respeitável e defensor das boas ideias neoliberais. Como aconselhava Aníbal Cavaco Silva em véspera de eleições presidenciais a uma senhora que se lhe lamentou da sua miséria. Peça ajuda a uma instituição que não seja do Estado. O Estado já tem outras prioridades e em primeiro lugar está a recapitalização da banca.

Foto: João Martins

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - V



Uma multidão indignada desceu a Avenida da Liberdade em direcção à Assembleia da República em luta por um futuro digno. Você que está aí em casa junte-se à luta. Não assista impávido e sereno à destruição do seu país. Na próxima contamos consigo.

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - IV



O braço é de João Martins.

A foto é retirada daqui:
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=521897

sexta-feira, novembro 25, 2011

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - III



Foto: João Martins

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - II



Não sei quantas pessoas fizeram greve nem quantas se manifestaram em direcção à Assembleia da República, talvez isso nem seja o mais importante do dia de ontem. Sei que estive lá e que a percepção de quem está implicado por dentro é necessariamente diferente dos comentadores de ocasião que no conforto dos seus gabinetes de imprensa conseguem produzir à distância os discursos mais incríveis sobre a greve e a manifestação. A imprensa portuguesa dos dias de hoje deveria fazer uma reflexão profunda sobre o seu papel na intermediação para o mundo. Os novos cães de guarda do capitalismo estão na sua maioria ao serviço dos interesses bem defendidos pela Troika.

A vivência de uma manifestação por dentro é uma vivência ímpar de experenciação do agir colectivo. É a segunda manifestação em que participo junto dos "indignados". Este rótulo serve para ocultar uma extraordinária diversidade de características sociais pautada por alguns interesses comuns. Professores, estudantes, artistas, desempregados, precarizados, reformados, homens, mulheres (muitas e de todas as idades) jovens, menos jovens, crianças, pequena burguesia citadina em geral, formam um compósito heterogéneo com interesses de classe em comum. Em algumas coisas nucleares estão de acordo. Não querem cá a Troika, rejeitam as políticas de austeridade, questionam o capitalismo selvagem, apontam baterias à banca e aos políticos do sistema, reclamam um futuro que percebem estar a ser hipotecado, exigem a mudança, defendem que outro mundo é possível, rejeitam todo o tipo de inevitabilidades.

Uma simples análise de conteúdo das palavras de ordem e das mensagens fortes dos cartazes permitiriam constatar isso. Trata-se de recusar com veemência as políticas de empobrecimento e defender com consciência social o bem precioso que é a democracia. Quem circular no meio dos "indignados" percebe que está junto do Portugal mais informado, mais consciente políticamente e com pleno esclarecimento dos direitos e deveres inerentes ao viver em democracia. Deste ponto de vista o movimento dos "indignados" representa talvez uma nova forma de relação com a política e a causa pública totalmente distinta das manifestações dos sindicatos. Se muitos dos interesses de ambos os movimentos são comuns, o movimento dos "indignados" está marcado pela subida das singularidades societais enquanto os tradicionais movimentos dos sindicatos apagam de certo modo essas mesmas singularidades.

Do lado dos "indignados" cada um faz o seu cartaz dando asas à sua criatividade. Em cada cidadão existe um partido político. Nos cartazes nas paredes podia-se ler: "sê o teu sindicato". Do lado dos sindicatos cada um dos manifestantes leva a bandeira vermelha do movimento sindical com o qual se confunde e se funde. O cruzamento das duas manifestações na chegada à Assembleia da República foi o cruzamento do colorido do arco-íris com o vermelho monocolor. A junção dos dois movimentos independentemente das cores com que cada um se pinta ainda é aquilo que pode vir a dar alguma esperança ao futuro dos portugueses.

Foto: João Martins

Imagens Da Manifestação Em Dia De Greve Geral: Lisboa 24 de Novembro - I



Esta semana uma aluna entrou no meu gabinete e pediu para falar comigo. Mandei-a entrar e sentar numa cadeira. Disse-me que não sabia como me dizer o que tinha para me dizer. Depois lá ganhou coragem e meio envergonhada confessou-me que estava a frequentar as minhas aulas mas que não se tinha matriculado porque o dinheiro que tinha já não chegava para comer. Ontem li na imprensa as declarações do Presidente da Associação Académica a denunciar a existência de fome em alguns alunos que frequentam a Universidade. Fiquei em estado depressivo. Hoje, na manifestação em Lisboa registei este dado novo. O movimento estudantil está a começar a sair à rua. Congratulo-me por isso. E os motivos para a mobilização não podem ser os estritamente relacionados com a academia. É de um retrocesso social e civilizacional aquilo de que se trata. Do futuro de todos nós.

PS: Imagem de João Martins - Estudantes da Universidade de Coimbra em protesto em frente à Assembleia da República.

quarta-feira, novembro 23, 2011

terça-feira, novembro 22, 2011

Todos à rua no dia da Greve Geral: Isto terá alguma coisa a ver consigo?



Dia 24 é proibido ficar em casa. O retrocesso social e civilizacional produzido politicamente em favor da alta finança tem que ter uma resposta à altura. Não há espaço para o free rider (o tipo que está habituado a beneficiar da greve dos outros ficando quietinho no seu lugar). É a democracia que está em causa. E como a democracia não é uma mercadoria as pessoas de carne e osso têm que se mover para defender uma das maiores conquistas da humanidade. Dia 24 de Novembro a Rua é nossa!

segunda-feira, novembro 21, 2011

À ATENÇÃO DOS ESTÚPIDOS QUE GOVERNAM NA EUROPA

O novo governo espanhol, eleito ontem, pede aos mercados que lhe concedam "ao menos meia hora" para dar início à austeridade com que espera tornar o país mais competitivo, diminuindo as suas importações e aumentando as suas exportações. Mas há um problema: o principal destino para as exportações espanholas é a França, cujo governo quer importar menos. E o terceiro destino das exportações espanholas é Portugal, cujo governo quer, além de "empobrecer o país", importar menos e exportar mais. Ora, o primeiro destino das exportações portuguesas é Espanha, cujo governo quer importar menos e exportar mais. Expliquem-me como é suposto que isto dê resultado.

Rui Tavares, Público de hoje

Via: http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2011/11/nao-resulta.html

Dia 24 de Novembro - Em Luta Contra O Fascismo Financeiro Austeritário



Quinta-feira, dia 24 de Novembro volto à rua no Marquês. Em defesa da democracia, do Estado Social, do direito ao trabalho e a uma vida vivida com um mínimo de decência e de dignidade. Pelo futuro das presentes e futuras gerações. Contra o novo espírito do fascismo. Contra as ideias políticas absurdas e dementes da austeridade "digna" e "inteligente". Neste dia é proibido ficar no sofá. O sofá já está reservado para o conforto do Partido Socialista.

Ps: A imagem é de 15 de Outubro. A foto de João Martins.

II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé

Abate de árvores em Loulé - Novembro de 2011

Descubra as diferenças:

Antes...



Depois...



Fotos: João Martins

domingo, novembro 20, 2011

Em Espanha - Vem aí mais tratamento de choque da nova direita radical

O Partido Popular de Mariano Rajoy acaba de ganhar as eleições espanholas por maioria absoluta. Já prometeu um tratamento de "choque" aos espanhóis. O fascismo financeiro austeritário sobre a forma das políticas recessivas de austeridade expande-se por toda a Europa. A expressão tratamento de "choque" vai ao total encontro da doutrina ideológica de "choque" tão bem denunciada por Naomi Klein e utilizada pelos neoliberais neoconservadores para sacar a riqueza das nações. O que mais impressiona é a inconsciência política das populações na hora do voto. Procurando de alguma forma racionalizar o voto a ideia que me dá é a de que se trata simplesmente de penalizar quem está numa regressão ao infinito de uma mera substituição de alternâncias sem alternativas. Um drama.

Dia 24 de Novembro - Em Luta Contra O Fascismo Financeiro Austeritário


Dia 24 estou em Lisboa na manifestação. Contra as políticas de empobrecimento geral da população. Contra o fascismo financeiro austeritário. Em resistência ao novo espírito do fascismo devastador de milhões de vidas humanas. Em defesa da conquista histórica que foi o Estado Social e a democracia. O actual governo e os senhores da Troika devem ser julgados por crimes contra a humanidade. É essa uma das mensagens que vou levar na manifestação. Da condição de indignado passei à de resistente e não me responsabilizo pelo estado futuro de evolução da minha condição.

sexta-feira, novembro 18, 2011

II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé

Novembro de 2011 - Avenida 25 de Abril



A Câmara Municipal de Loulé volta ao ataque às suas árvores.

Mais abates sem aviso antecipado (ver a série de textos
“II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé” no blogue MAC Loulé). Por arremedo de informação, esta folha de papel colada nas árvores, onde a principal preocupação são os carros estacionados e a justificação da intervenção se fica por duas linhas e meia. Continua por ser apresentado qualquer estudo ou sequer uma opinião técnica que fundamente esses abates. A supressão de mais de 99% das copas das sobreviventes, essa não tem qualquer justificação possível. É pura ignorância e do pior tipo: a ignorância arrogante.

Interessante é relembrar que, aquando da minha conversa com o senhor vice-presidente da CML, relativa ao
abate das tílias na Praça da República, me ter sido garantido que neste concelho, desde que ele tinha assumido o cargo, este tipo de intervenção (podas drásticas e rolagens) tinham sido banidas das práticas camarárias. A intervenção na maior araucária do concelho e esta recente razia das árvores da Av. 25 de Abril provam exactamente o contrário.
Por outro lado, as últimas imagens mostram porque as árvores em Loulé estão condenadas a viver pouco tempo. Neste local há espaço de sobra para alargar as caldeiras. Em vez disso, cortam-se as raízes mas as caldeiras voltam a ficar do mesmo tamanho. Então, para que se mexeu?

Cruel ironia é, no mesmo local, se apelar à colaboração dos munícipes (sim, os mesmos que foram sobranceiramente ignorados quando se decidiu abater e arrasar o verde desta avenida) na “preservação do ambiente”. Olha para o que eu digo…

Mas as árvores em Loulé continuam a ser úteis. Pelo menos no Natal. Poupam-se uns tantos postes de fixação da iluminação festiva (imagem 5). Se calhar, até vamos ter um efeito muito mais bonito sem todas aquelas frondosas copas a atrapalhar.

O texto é do Miguel Rodrigues das Árvores de Portugal. A foto em cima foi tirada por João Martins.

quarta-feira, novembro 16, 2011

A Troika, O Bom Aluno E O Novo Espiríto Do Fascismo

Os senhores da Troika estiveram hoje em Portugal. Elogiaram os bons alunos Coelho e Gaspar e deixaram a esmola que segundo dizem nos permite sobreviver. O elogio é claro. Portaram-se bem. Empobreceram os portugueses. Baixaram os salários (que já eram altos como é bom de ver). Retiraram-lhes o poder de compra. Roubaram-lhes os subsídios de Natal e de Férias. Desmantelaram o Estado Social. Vão privatizar os melhores recursos do Estado. Destruiram a economia nacional. Deixaram os pobres entregues ao Banco Alimentar e empobreceram as classes médias. Estão de parabéns. Tomem lá mais oito mil milhões de euros.

O novo espírito do fascismo impõe-se lentamente face à morte da democracia. Primeiro estranha-se, depois entranha-se. João Duque (essa iluminária que reina no mundo académico da economia neoliberal) foi claro. O Estado através do governo deve filtrar a informação da RTP internacional para dar uma boa imagem do país. Todos sabemos que os media filtram a informação de múltiplas maneiras, desde as mais claras (ainda há pouco na RTP 1 a palavra foi brutalmente cortada à deputada dos Verdes Helouísa Apolónia perante a presença em estúdio do senhor de olhos azuis da Troika) às mais perigosas porque mais subtis, o que é novo e não acontecia desde o 25 de Abril de 1974 é haver uma entidade dita "independente" contratada pelo governo que apela à institucionalização da censura oficial. Aos poucos o novo espírito do fascismo faz o seu caminho e fascistas a reproduzir o seu espírito é o que não falta por aí.

terça-feira, novembro 15, 2011

Alô Loulé! FAO pede protecção para a arborização urbana

Ninguém melhor do que o César e os restantes Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho sabe da importância da preservação do património arbóreo das cidades. Eles são um exemplo para o mundo na defesa da sustentabilidade ambiental, o mesmo é dizer, da qualidade de vida dos cidadãos. A sociedade em rede tem como uma das suas grandes virtudes a criação de coligações de causa e de solidariedades que podem hoje ser constituídas à escala global. Não deixa de ser interessante e ao mesmo tempo lamentável (para as autoridades locais) que sejam os nossos amigos de Porto Alegre a chamar a atenção para a necessidade imperiosa de cuidarmos com carinho dos nossos recursos naturais locais.

Ver tudo aqui, no dizer do Pedro Nuno da Associação Árvores de Portugal, na Rua Mais Bonita do Mundo:
http://goncalodecarvalho.blogspot.com/2011/11/alo-loule-fao-pede-protecao-para.html

segunda-feira, novembro 14, 2011

O Governo dos Tecnocratas



Depois do Friedmaniano Vitor Gaspar ter feito previsões económicas como base de sustentação para o Orçamento de Estado que o reprovariam em qualquer Faculdade de Economia da nação, o ministro Alvaro Santos Pereira diz-nos agora que a crise está no fim e em 2012 acaba a catástrofe que se abateu sobre todos nós (onde é que já ouvi esta história?). Há dias o Secretário de Estado da Juventude avançou como elemento central das políticas de juventude a imigração dos jovens portugueses e hoje o Secretário de Estado do Emprego explicou-nos que o salário mínimo em Portugal até era relativamente (não se ficou a perceber relativamente a quê) bom. Para quem considerava que um governo de tecnocratas tinha associado a si o rótulo da competência não está mal. Razão tinha António Aleixo.

domingo, novembro 13, 2011

Abstenção Violenta e Patriótica

Depois do líder do partido que já não é socialista, António José Seguro, ter gritado bem alto perante um orçamento devastador para a vida de maior parte da população portuguesa que esta era uma "abstenção violenta" o ainda (como é possível?) líder do partido que não sei se sabe o que é o socialismo, do Algarve, Miguel Freitas, vem este fim de semana falar em "abstenção patriótica". O PS não se livra do compromisso destrutivo com a Troika e para mal de todo o sofrimento de um povo pouca ou nenhuma diferença já há entre os partidos do "centrão". O fim desta história ainda acaba por ser um "governo de salvação nacional" liderado por um qualquer tecnocrata da Troika pondo-se de vez um fim à democracia. Talvez Otelo seja dos poucos que tenha razão. Há limites para além dos quais o abuso de poder se torna intolerável. Se os "mercados" puserem fim à democracia e de certa forma isso já está a acontecer porque não haverão as populações de lutar pela defesa da democracia? Será isso ilegítimo?

II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé

Abate de árvores em Loulé - Avenida 25 de Abril

6 Novembro de 2011



Utilizando a expressão de um colaboracionista arboricida que por ali andava, tratou-se tão só de "fazer a barba".

Foto: João Martins

sábado, novembro 12, 2011

Manifestação dos Funcionários Públicos em Lisboa



Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se hoje em Lisboa contra o governo fascista que nos governa. Funcionários públicos, militares e polícias desceram à rua para protestar contra o austeritarismo recessivo destruidor de milhões de vidas humanas. Ontem foi aprovado o orçamento que arruina a economia do país e que provoca uma derrocada no Estado Social. No mesmo dia Vitor Gaspar começou a preparar a nação para a derrocada económica que o mesmo provocou. A "culpa" não é das desastrosas políticas impostas pela Troika e pelos bons alunos que as põem em prática. A "culpa" é da esquerda que protesta e mobiliza as populações no sentido de não permitirem que se institucionalize o novo fascismo. Já aqui tinha referido isso. No final do desastre, não são as políticas que são desastrosas que destruiram a vida das pessoas e as estruturas institucionais do país, os fascistas vão dizer que são as pessoas a quem elas se destinavam que não servem essas boas políticas. Um desastre.

PS: Acabei de ouvir D. José Policarpo a dizer que esta crise não é destrutiva e que acredita (uma questão de fé) que a crise vai ser "purificadora" (o termo usado foi este, sem aspas). A alta hierarquia da igreja quer mesmo dar razão a Marx quando este dizia ser a religião o ópio do povo. Hoje ainda, Silvio Berlusconi apresentou a sua demissão em Itália, ironias da história, os "mercados" fizeram aquilo que a democracia nunca conseguiu fazer
.

sexta-feira, novembro 11, 2011

Livros


Um livro a não perder para compreender a nova ordem mundial e a forma como organizações internacionais controladas pelo capital financeiro produzem uma nova era de pobreza global. O autor, Director do Centro de Pesquisa Sobre a Globalização, estudou dezenas de intervenções do FMI por todo o mundo e demonstra empíricamente como essas intervenções têm conduzido à pobreza massiva de povos, países e nações actuando como uma arma de destruição massiva do desenvolvimento económico e social. Uma leitura imprescindível para compreender os tempos actuais.

Ver mais aqui:
http://resistir.info/chossudovsky/globalizacao_intro.html

II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé

Abate de árvores na Avenida 25 de Abril

Novembro de 2011




Fui dar uma volta pelos ajustes directos da CML e parece que se paga bem para abater as árvores do Concelho de Loulé. Em época de bancarrota são assim que os recursos públicos da cidade são geridos sem que aparentemente isso suscite alguma indignação de uma pequena parte da população que seja. Entretanto vão retirar os vigilantes da escola frequentada por um dos meus filhos. Opções...

Fotos: João Martins

quinta-feira, novembro 10, 2011

II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé



Clique em cima da foto para ampliar e para perceber a justificação avançada para o abate de árvores na Avenida 25 de Abril.

Fotos: João Martins

quarta-feira, novembro 09, 2011

A Europa Desmorona-se Como Um Castelo de Cartas

Depois da Irlanda, da Grécia e de Portugal, chegou a vez da Itália, depois quem sabe da França, da Espanha, da Bélgica e da própria Alemanha. Há medida que a derrocada alastra pela Europa, mais absurdo é o argumento de que "nos temos que afastar da Grécia". As politicas austeritárias que são apresentadas como a "inevitável" solução afinal mais não são do que um remédio Friedmaniano que se apresenta como o maior problema para o desenvolvimento económico e social das democracias ocidentais.

O círculo vicioso da austeridade recessiva provoca uma espiral de empobrecimento e uma das maiores transferências de sempre da história do capitalismo dos rendimentos do trabalho para o capital. Se alguém quer perceber a globalização austeritária que se impõe cada vez mais no mundo ocidental deve conhecer a tese de Naomi Klein sobre a "doutrina do choque". Sem ter em consideração a doutrina económica neoliberal inspirada em Von Hayek e Milton Friedman, a mesma que devastou a America Latina nos anos 70 e 80 do século passado via FMI, "Consenso de Whashington" e "Chicago Boys" não é possível compreender como caminhamos rapidamente para a globalização da pobreza.

Em Portugal, os discursos políticos, mediáticos e científicos (?) sobre a crise atingem uma dimensão de surrealidade. Para o Primeiro Ministro Passos Coelho é preciso "empobrecer" para "crescer". Um racíocinio ad absurdo. Para a ciência económica (?) inserida no paradima dominante (essa que pulula por aí nas televisões nacionais) é preciso implementar doses maciças de austeridade para endireitar as finanças públicas, como se a austeridade pudesse ser aplicada, assim, literalmente, a "coisas" que não reagem e que se confundem com pessoas.

António José Seguro (um vazio político) o novo líder do PS, veio ontem à televisão advertir várias vezes que é preciso uma "justa repartição dos sacrifícios" (substituto funcional dos tempos actuais do discurso centrado na justa repartição da riqueza). E coisas como a renegociação da dívida pública e privada, o adiamento dos prazos de pagamento num tempo alargado, o fim imediato do absurdo das políticas recessivas de austeridade, são autênticos diabos quando defendidos pelo Bloco de Esquerda e o PCP e coisas sensatas decorrentes da evolução para o "novo contexto" quando na boca dos defensores da austeridade "inteligente" e "digna".

Há cinco simples coisas que não resolvendo os gigantescos problemas em que estamos metidos melhoravam certamente a situação da Europa. A primeira coisa era alargar os prazos de pagamento da dívida e melhorar as condições de pagamento baixando os juros da dita cuja "soberana" (um absurdo linguístico) para níveis aceitáveis. A segunda, acabar de vez com as políticas de austeridade que levam à recessão e são altamente destrutivas das economias nacionais. A terceira, era pôr o BCE na dependência dos governos Europeus e construir mecanismos institucionais de regulação política dos mercados. A quarta coisa é a Europa voltar a defender a democracia e a tomada de decisão democrática à escala dos povos que a constituem (a democracia está a desaparecer da Europa já repararam?). A quinta é a mais difícil. Quem nos trouxe até aqui não nos vai tirar daqui. Era preciso não só democratizar as instituições europeias, como mudar de alto a baixo o pessoal político no poder. Estas "simples" cinco coisas não solucionavam a grande questão do funcionamento demoníaco do capitalismo global, mas tornavam-no certamente mais suportável.

terça-feira, novembro 08, 2011

II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé

Abate de árvores em Loulé - 6 de Novembro de 2011

Descubra as diferenças:

Ano 2008



Ano 2011



A foto de 2008 foi tirada quando percebemos que havia um padrão de abate que viria a devastar massivamente o património arbóreo da cidade. Ao tirarmos essa foto sabiamos que mais tarde bastaria fotografar o mesmo lugar, agora já com as árvores abatidas. O que viria a suceder neste mês de Novembro, três anos depois.

Fotos: João Martins

segunda-feira, novembro 07, 2011

II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé

Abate de Árvores em Loulé - 6 de Novembro de 2011

Descubra as diferenças:

Antes
- Dia 01/11/2011



Depois - 06/11/2011

II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé

Loulé, 1 de Novembro de 2011



Segundo me explicaram no local, recorrendo a uma metáfora organicista, tal como eu preciso fazer a barba quando ela cresce, as árvores também precisam "fazer a barba". Está bem visto sim senhor. Nunca me passaria pela cabeça em ver as coisas dessa maneira.

Foto. João Martins

domingo, novembro 06, 2011

II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé

1 de Novembro de 2011 - Abate de árvores em Loulé



Terça-feira, 1 de Novembro de 2011, feriado nacional. Diz-me a mãe do meu filho mais velho que tem seis anos que foi ele que lhe fez uma pressão brutal para telefonar ao pai para avisar que estavam a abater mais árvores na cidade de Loulé. Saio de casa e vou direito ao Monumento Duarte Pacheco. A maior parte das árvores estão sinalizadas para intervenção. Uma parte delas vão ser abatidas (algumas já foram no período da manhã) outras vão ser podadas de uma forma que não lembraria ao diabo. Um Vereador da Câmara Municipal de Loulé passea-se por ali a assistir ao exercício de devastação ambiental. Pergunto-lhe se é o vereador que a filha esteve na escola de Almancil. Diz-me que não ficou. Digo-lhe que estou indignado com mais um incompreensível abate de árvores na cidade de Loulé. Diz-me que não me devo dirigir à sua pessoa uma vez que não o conheço de nenhum lado. Respondo-lhe que sei que é vereador e portanto não me interessa se não me conhece, interessa-me sim a forma como os responsáveis políticos gerem os recursos públicos. Aparece de seguida a Gaia Ciência. Eu sou arquitecto paisagista. Posso-lhe explicar. Digo-lhe que há um padrão de abates desde há três anos no concelho que refuta qualquer tipo de explicação cientificamente credível. Esqueci-me de perguntar ao senhor arquitecto se foi ele o responsável pela intervenção desastrosa no Parque Municipal. Espero bem que não tenha sido, não vá eu ficar a perceber que as ciências ambientais na cidade de Loulé andam pela rua da amargura. Fui derrotado pela sábia vereação política e pela sabedoria científica do senhor arquitecto. Desejei-lhes bom feriado e fui-me embora para casa.

Domingo, 6 de Novembro de 2011. Vou comprar o jornal e de novo o abate continua. O cenário agora já é desolador. Ao longe um operário do abate gesticula quando me vê tirar fotografias. Pergunto-lhe se não posso. Diz-me que tenho que ter autorização. Digo-lhe que o fascismo está a chegar mas ainda não chegámos a tanto. Estou em plena rua, o espaço é público (por enquanto) e posso tirar fotografias às arvores abatidas e trituradas que eu bem entender. Continuo a tirar fotografias, quando dou por mim está um empregado da CML a espreitar por detrás de mim para a máquina. Pergunto-lhe se está incomodado com as fotografias. Diz-me que não. Que só não quer que tire fotografias à sua pessoa. Digo-lhe que estando ele atrás de mim ainda não tenho tecnologia fotográfica que tire fotografias em sentido contrário. Passado um bocado tenho quatro ou cinco indivíduos a questionar-me sobre as fotografias e alguns gozam com a minha preocupação ambiental. Vim embora. Não me atrevi a importunar mais tão importante função que tanto contribui para o desenvolvimento sustentável do concelho. Indignados por ali. Nem vê-los.

Foto: João Martins

II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé



Este video mostra o derrube arbóreo desenfreado por iniciativa da autarquia louletana em 2008 nas cidades de Loulé e de Quarteira que motivou uma petição online promovida pelos blogues:

http://www.quiosquedacamila.blogspot.com/
http://www.macloule.blogspot.com/
http://ssebastiao.wordpress.com/

Passados três anos não só se atreveram a destruir de alto a baixo o Parque Municipal de Loulé como continuam a abater as poucas árvores que restam na cidade como se de um qualquer acto decorativo se tratasse.

sábado, novembro 05, 2011

II Exposição Sobre o Abate de Árvores no Concelho de Loulé

Loulé, 1 de Novembro de 2011



Um caso de divã

Em poucos municípios portugueses se terão cortado tantas árvores, nos últimos anos, como em Loulé. Em certos casos com razão, noutros, provavelmente a larga maioria, sem qualquer fundamento técnico. E sempre, ou quase sempre, sem uma explicação para os munícipes, como se cortar árvores fosse sinal de progresso e não tivesse que ser devidamente justificado.

É que mesmo nos casos em que há razão para cortar uma árvore, há sempre, ainda que involuntariamente, uma admissão de culpa. Porque se uma árvore tem que ser cortada por uma degeneração precoce, é porque alguém, a mesma entidade que decide o seu abate, não soube cuidar dela e evitar esse desfecho.

Mais importante do que plantar novas árvores é saber cuidar das que herdámos dos nossos avós: "Os países, como Portugal, preocupados em plantar muitas árvores mas sem a mínima noção de como se cuida delas, são como aqueles pais que têm muitos filhos mas depois não os educam." Blog de Cheiros

O texto é do Pedro Nuno e pode ser lido aqui:
http://sombra-verde.blogspot.com/2011/11/um-caso-de-diva.html

Foto: João Martins

sexta-feira, novembro 04, 2011

Imagens do Protesto de 15 de Outubro - Lisboa LV



O João Rodrigues do Ladrões de Bicicletas explica no seu blogue do porquê que não se devem assinar petições (mesmo de gente de esquerda) que tenham por base o princípio da austeridade. Não podia estar mais de acordo. Austeridade não combina com dignidade e muito menos com inteligência política.

Ver o post aqui:
http://ladroesdebicicletas.blogspot.com/2011/11/derrotas-seguras-da-esquerda.html

Foto: João Martins

quinta-feira, novembro 03, 2011

Imagens do Protesto de 15 de Outubro - Lisboa LIV



Foto: João Martins

Imagens do Protesto de 15 de Outubro - Lisboa LIII



Na TVI Judite de Sousa entrevistava há pouco António Vitorino e ao mesmo tempo na RTP José Miguel Júdice era o entrevistado da noite. Haverá alternativas?

Foto: João Martins

Imagens do Protesto de 15 de Outubro - Lisboa XLII



Foto: João Martins

Grécia - 1 Alemanha - 0



Levanto a hipótese de Marx ter entrado depois do intervalo porque esteve nos balneários a dar a táctica aos Gregos...

Imagens do Protesto de 15 de Outubro - Lisboa LI



Foto: João Martins

Imagens do Protesto de 15 de Outubro - Lisboa L



Por momentos a coisa esteve Grega. Este discurso em que o povo unido não precisa de partidos é dramático para a democracia mas é bem revelador da crise de legitimidade que atravessa a nossa partidocracia. Ficam as imagens como testemunho histórico. Em imagens deste tipo, nos tempos que correm, a blogosfera ganha à distância aos media tradicionais que fogem delas como o diabo foge da cruz.

quarta-feira, novembro 02, 2011

Imagens do Protesto de 15 de Outubro - Lisboa XLIX



Hoje li no jornal Público que no seguimento do anúncio do referendo Grego a dupla Merkozy tinha "convocado" (sem aspas no Público) o primeiro ministro grego para uma reunião de emergência. Sim, convocado. Das duas uma, ou o Público se enganou, ou se não se enganou a Grécia já perdeu a independência nacional. Hoje ainda a Troika da União Europeia que devasta politica e economicamente povos e nações ameaçou a Grécia de fim imediato da "ajuda" financeira até que o referendo que devolve a voz ao povo sobre o seu destino futuro se realize. Nunca tão poucos tiveram tanto medo da decisão democrática de tantos.

Foto: João Martins

terça-feira, novembro 01, 2011

Imagens do Protesto de 15 de Outubro - Lisboa XLVIII



Os mercados não gostam de referendos e de democracia. Eles reagem mal ao facto dos cidadãos agarrarem os destinos nas suas mãos. O jogo perigoso e bárbaro da austeridade vai levar a Europa à hecatombe. E não tenho a certeza de que a democracia vá triunfar. A ameaça do Chile de Pinochet paira no ar. É preciso ter receio quando os "mercados" se zangam. Mas há que não ter medo. Em nome das futuras gerações.

Foto: João Martins

Continua o Abate de Árvores na Cidade de Loulé

Loulé, 1 de Novembro de 2011





Continua a saga arboricida no Concelho de Loulé. Depois do abate massivo de árvores em Quarteira. Depois do abate massivo de árvores na Avenida José da Costa Mealha. Depois do abate das tílias na Praça da República em pleno Dia da Árvore. Depois de uma intervenção autárquica desastrosa no Parque Municipal de Loulé (há perto de dois anos por devolver aos cidadãos da cidade) chegaram os abates das árvores da avenida que dá acesso ao Monumento Duarte Pacheco. Quanto custa abater árvores em dia feriado? Quanto custa a sua substituição? Os abates eram necessários? Pode-se dizimar centenas de árvores numa cidade por decreto? A indignação cidadã não altera o método da devastação arbórea do concelho? Os cidadãos devem ser apenas informados ou consultados? Não será isto mais um sinal dos tempos da delapidação indecorosa de recursos públicos que nos trouxe a todos à bancarrota? Não posso deixar de ficar indignado senhor doutor Seruca Emídio.

Fotos: João Martins