sexta-feira, maio 30, 2014

As Urgências Ficam Em Loulé, O Governo Que Emigre - Loulé, 28 de Maio de 2014

Luta Fraticida

Mais uma nota sobre a luta fraticida que está a ocorrer no  interior do PS. É obvio que não é uma luta por uma mudança de políticas mas apenas e só uma luta do poder pelo poder. Uma nova ida ao pote, agora pintada com uma tonalidade cor de rosa. Se o aparelho do PS ganhar esta luta e segurar seguro, o PS passará talvez por uma das mais duras crises da sua história. Se ganhar António Costa não é certo que esta mossa interna traga grandes dividendos. O problema é o de sempre, a bruxa má vai-se ver ao espelho e não vai encontrar mais ninguém tão bela como ela. Entretanto, o Banco de Portugal diz que é fundamental que Portugal continue com o "ajustamento" e sobre isto o PS nem sequer  quer ouvir falar quanto mais discutir o que quer que seja que conte na vida dos portugueses. Temo que seja muito mau para os portugueses a chegada de António Costa ao poder. Tudo o que Portugal menos precisava agora era de uma nova ilusão coletiva que endrominasse o povo Português. Temo muito que seja mesmo isso aquilo que vai acontecer. Não precisamos de uma austeridade fofinha ou disfarçada quanto baste. É preciso criar uma dinâmica política de rejeição e de saída das políticas de austeridade. Não me parece que essa capacidade de inscrição venha das hostes socialistas. 

Não é só o António José Seguro, Estúpido!

Ponto 1. Não, não partilho desta onda de sebastianismo em torno de António Costa. Ponto 2. Não, não penso que o problema do PS seja apenas e só António José Seguro. Ponto 3. Sim, penso que o problema é muito mais profundo e tem que ver com o socialismo que já não existe e que se deixou entranhar nos corpos e nas mentes pela ideologia neoliberal. Ponto 4. Sim, esse é o problema de fundo.

quinta-feira, maio 29, 2014

Entrevista de Interesse Público

O sociólogo de Coimbra avisa que, dentro de cinco anos, poderemos ter uma sociedade irreconhecível. E acusa o Governo de apresentar opções políticas como fatalidades.
 
Três anos de austeridade, de cortes. Como será o país no pós-troika?
Portugal carrega a condição de semi-periférico no contexto europeu há vários séculos. O pós-troika vem mostrar que esta condição vai durar muito mais tempo e que o objectivo que se pretendeu com a integração na União Europeia - tentar ver se Portugal saía desse estatuto – não foi possível. E a tentativa foi tão mal gerida que ficámos pior. Não ganhámos nada em termos da nossa posição no sistema mundial, não ganhámos nada com a integração na União Europeia e ficámos pior, porque perdemos os instrumentos que poderiam, de alguma maneira, provocar uma retoma significativa da nossa economia e da nossa sociedade. Portugal não é ainda um país subdesenvolvido, mas tem mais características de subdesenvolvido do que antes. Tínhamos passado a ser um país de imigrantes, voltámos a ser um país de emigrantes. Tínhamos direitos sociais no domínio do trabalho, velhice, educação e saúde, que têm sido precarizados de modo a que Portugal se pareça, cada vez mais, com um país subdesenvolvido ou do terceiro mundo. Este conceito de “pós-troika” precisava de uma análise semântica. O pós-troika foi criado por uma certa ideia nacionalista que existe no Governo, que foi amplificada simbolicamente como retoma da soberania nacional. Assim, quem não quer o pós-troika? Todos querem. O que não estão a ver é que a troika vai ficar, deixou tudo planeado.
É um caminho sem retorno?
Não é um caminho sem retorno. Portugal, com esta dívida, continua a divergir. O legado do pós-troika é amarrar-nos à despromoção no sistema mundial através do pagamento da dívida. Vamos entrar num Verão quente que nos vai levar a um esvaziamento total da democracia, com o empobrecimento generalizado dos portugueses. A democracia, sobretudo a que temos, está muito associada aos direitos sociais. Vamos perdê-los.
O Estado Social tem os dias contados?
Eles querem destruí-lo. Eles apresentam como fatalidade o que é uma opção política. Hoje está absolutamente provado que o Estado gasta mais nas PPP [Parcerias Público-Privadas]. O Estado vai pagar mais para caucionar a privatização de serviços públicos, em que, no fundo, tem de manter válvulas de segurança. Vai privatizar a água, mas, se as pessoas não pagarem a conta, deixa morrer as pessoas à sede? Não deixa. Este sistema de transferir as políticas sociais para o mercado é ideológico, mas não há nada que diga que o Estado Social tem os dias contados. Não pela natureza das coisas, pelas opções políticas que estão a ser tomadas.
Faz sentido cortar apoios e, ao mesmo tempo, criar planos de emergência social?
O Estado aparece, dessa forma, como sendo subsidiário em relação às forças do mercado. Nessa altura, muitas vezes, vai ser obrigado a pagar mais. É a grande ironia. Como já está a pagar mais nas PPP, uma ruína para o próprio Estado. Era muito mais barato manter os serviços públicos. Como daqui a uns anos, diremos que era muito mais barato ter mantido o Serviço Nacional de Saúde, ter mantido uma educação pública, e ter mantido uma Segurança Social pública. Neste momento, no campo democrático, não estou a ver, de uma maneira muito corajosa, uma alternativa que, em meu entender, teria de ser protagonizada pelo PS, eventualmente em aliança com partidos à sua esquerda. A coragem do PS foi sempre contra a esquerda e continua a ser. Como os ventos agora vêm da direita, não estou a ver a coragem. Pelo contrário, não está a ter coragem nenhuma. Não estou a ver que o PS, por exemplo, vá defender o sistema público de pensões que é de sua autoria. O modelo de coesão social da Europa acabou. É um sonho vazio. A troika sai, não há Europa da coesão social. Há uma Europa de concorrência entre Estados, mais desenvolvidos e menos desenvolvidos.
Podemos falar de uma reorganização social depois da troika?
Se o modelo que tem estado em vigor se mantiver, daqui a cinco anos esta sociedade será irreconhecível, face aos primeiros 40 anos da democracia. Será uma sociedade onde os modelos de convivência e sociabilidade, e até de subjectividade, se vão alterar muito. Os mecanismos que levaram a classe média a consolidar-se estão a ser erodidos. Essa classe média está a empobrecer e há naturalmente aqueles que nunca chegaram à classe média e que hoje estão mais abandonados do que nunca. Neste momento, quando vemos que há famílias em que os pais estão desempregados, os filhos estão desempregados e numa altura em que os mecanismos da sociedade providência – subsídios de desemprego, rendimento mínimo de inserção – já não estão aí. Ficam sujeitas à caridade pública, à filantropia, aos bancos alimentares. Essa será a tal sociedade irreconhecível daqui a cinco anos. Muito mais gente dependente dos bancos alimentares, de terem o sistema dos Estados Unidos de vouchers para comprarem produtos alimentares. É bem possível que esta distopia venha a ocorrer no nosso país. O problema é saber se os portugueses vão tolerar isso.
 

terça-feira, maio 27, 2014

Proscrito, Pelo Senhor Presidente Da Câmara Municipal de Loulé

1.Hoje de manhã recebi um telefonema em que a realidade ultrapassou a minha imaginação. Um pouco à imagem daquela realidade que sempre nos espanta quando ultrapassa aquilo que só pensávamos imaginável nos filmes de ficção cientifica em que as personagens centrais se moviam nos contextos da ex-união soviética. Era o senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé que me fez questão de dizer directamente ao telefone que devido ao facto de eu ter, em seu entender, ultrapassado as fronteiras por si estabelecidas num protesto que fiz sobre uma decisão arbitrária e prepotente do executivo socialista e portanto, demonstrando a sua solidariedade com o Vereador e Vice-Presidente, Hugo Nunes, não me receberia no dia a seguir como eu pretendia e tinha marcado na sua agenda.
 
Agradeci o telefonema e esclareci que eu mesmo estive para desmarcar o encontro pois se nada espero deste executivo na resolução dos problemas dos cidadãos e dos meus problemas particulares era tempo perdido deslocar-me à CML para falar com quem gere os destinos das pessoas. É que eu também tenho fronteiras que foram claramente ultrapassadas por este executivo e não falo do facto do senhor vice-presidente não ter sido capaz de desmentir, por não querer ser cínico, que houve uma concertação do aparelho do PS/Loulé, quando o senhor vereador ainda aspirava a ser vice, para me deixarem abandonado e desesperado à porta da escola quando era a qualidade da escola pública que estava em jogo, apenas por mero calculismo eleitoralista.
 
Não, não falo disso. Falo do senhor vereador responsável pelo lixo me ter mandado resolver o problema do contentor do lixo à minha porta, para tribunal. Falo do austeritarismo desse mesmo vereador e da incapacidade lastimável de ouvir o problema dos cidadãos (esta semana aconteceu mais um episódio com a esplanada em frente ao snack bar "O Chafariz" de bradar aos céus, o café da irmã do outro, que por mero acaso sou eu) e da sua incapacidade aceitar o protesto legitimo dos cidadãos.
 
Falei com o senhor presidente de Junta de Freguesia e o senhor Vice-Presidente a quem disse que se a localização do contentor do lixo é "inevitável" também é "inevitável" que eu proteste 365 dias por ano. Se os políticos locais à imagem dos nacionais estão habituados ao jogo da mentira eu faço questão de levar a minha palavra muito a sério.  
 
Falo ainda das ameaças veladas do vereador Hugo Nunes de criminalizar quem protesta ou mesmo os avisos latentes do "põe-te a pau ou ainda levas por aí uma carga de porrada". Não há tolerância que resista a isto e portanto, de fronteiras estamos falados que quem levou com o lixo imposto autoritariamente à janela da minha cozinha fui eu.
 
2. Mas já que o senhor presidente não me recebe fazendo claro juz à leitura que eu já tinha feito de isto ser uma governação ao serviço do partido e dos amigos do partido aqui deixo em exposição escrita as questões que lhe ia apresentar de forma breve.
 
2.1 - Urgências e Centro de Saúde Loulé - Como cidadão do Concelho exigir que a autarquia eleita pelo povo tudo faça para que os serviços de urgência não encerrem e que funcionem a 100% com a maior qualidade. Referir ainda que os preços actuais das taxas moderadoras contribuem para que as pessoas comecem a ganhar "preferência" pelo serviços privados de saúde. Não adianto muito mais sobre esta preocupação pois a autarquia parece estar a reagir o que é de louvar.
 
2.2. Escola pública - Saiu um relatório esta semana da OCDE que aponta para o facto dos exames do 4º ano terem um forte potencial de exclusão. O que quer dizer que ter turmas do 1º ciclo com 26 alunos em nada favorece a possibilidade dos alunos mitigarem esta situação e conseguirem obter bons resultados escolares. Com uma direcção de agrupamento legalista (cumprir a lei e ordens emanadas superiormente acima de tudo sob medo de sansões), com um presidente da APEC pouco sensível a estes problemas e uma vereação da CML que não ouve os cidadãos resta-me este desabafo blogosférico e rezar para que o meu filho não seja muito prejudicado face a estas políticas educativas de barbárie. Valha-me a Santa Mãe Soberana.
 
2.3.  Portagens na Via do Infante - Depois de João Vasconcelos da CUVI ter entregue ao PS a constituição de uma plataforma anti-portagens através do senhor presidente da comunidade intermunicipal do Algarve nada mais foi avançado no sentido de se caminhar para a abolição das portagens. O que tem o senhor presidente da Câmara Municipal de Loulé a dizer sobre isso num concelho cuja vida dos munícipes e empresas é fortemente afectada por esta questão.
 
2.4. Exploração de petróleo no Algarve - Qual é a posição do senhor presidente da Câmara Municipal de Loulé sobre a exploração de petróleo na costa do Algarve, algo que em breve pode avançar nas costas da população algarvia e que provocará uma mudança abrupta no paradigma de desenvolvimento da região com impactos ambientais e de saúde pública de consequências imprevisíveis para a vida das pessoas?
 
2.5. Lamentar por fim a forma como a autarquia trata alguns dos cidadãos do Concelho de Loulé como lixo. De forma prepotente e autoritária com o mais completo desrespeito pelos cidadãos e com uma enorme incapacidade de ouvir os seus anseios é com enorme espanto que assisto ao delapitar de um capital de esperança na mudança de que eram portadores uma parte das pessoas que residiam no concelho de Loulé. No fim desta triste história não se queixe de quem protesta agora senhor presidente. Não diga que ninguém o avisou. "Ó menina, ó menina, não venha para aqui com essas coisas que eu tenho coisas mais importantes a resolver". Não diga que não foi avisado senhor presidente. O irmão da outra bem lhe quer.

Está Quietinho Ou Levas No Focinho

Em breve escreverei sobre o assunto.

Esquerda Unida Em Loulé Em Defesa Dos Serviços Públicos De Saúde Dos Louletanos

Sindicato Nacional de Enfermeiros. PS/Loulé (esquerda?). Bloco de Esquerda/Algarve e Bloco de Esquerda/Loulé. PCP/Loulé. Movimentos de Cidadãos Em Defesa Dos Serviços Públicos De Saúde De Loulé. Cidadão louletanos com e sem partido. Todos estão de acordo em defender as Urgências e o Centro de Saúde de Loulé. Quarta-Feira, dia 28 de Maio, pelas 18h30m, junta-te! A União Faz A Força!
 

segunda-feira, maio 26, 2014

Carta Aberta – Movimento de Cidadãos Em Defesa Dos Serviços Públicos de Saúde De Loulé

Carta Aberta – Movimento de Cidadãos Em Defesa Dos Serviços Públicos de Saúde De Loulé
Data: 28/05/2014

Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Dr. Vítor Aleixo
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho de Administração do CHA, Dr. Pedro Nunes
Ex.mo Senhor Presidente do Conselho Directivo da ARS Algarve, Dr. João Moura dos Reis
Ex.mo Senhor Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo

O Moviment
o de Cidadãos Em Defesa Dos Serviços Públicos De Saúde De Loulé vem através desta carta aberta mostrar a sua indignação com a deterioração dos serviços públicos nas Urgências e no Centro de Saúde de Loulé e reivindicar não só a garantia de que a Sub Unidade de Urgência de Loulé não vai encerrar mas também o funcionamento a 100% dos seus serviços. Nesse sentido este movimento de cidadãos dirige-se ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé, aos responsáveis da ARS Algarve, ao responsável máximo do Centro Hospitalar do Algarve, Dr. Pedro Nunes, e ao Senhor Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo, de modo a mostrar a sua indignação pelo abandono das Urgências de Loulé e pelo facto de considerar inaceitável o inacreditável conflito e ambiguidade de competências e de gestão entre a ARS Algarve e o CHA, conflito e ambiguidade essa que condena o estatuto da Sub Unidade de Urgências de Loulé a uma verdadeira terra de ninguém. Este movimento exige também a imediata clarificação pública de quem é o responsável pela gestão das urgências de Loulé de modo a que possa dar conhecimento ao responsável máximo deste serviço as suas preocupações com a falta de médicos (tal como aconteceu a 1 e 2 de Maio de 2014 em que as Urgências tiveram que fechar), a falta de enfermeiros e a falta de outros profissionais essenciais à prestação de um serviço de qualidade. Este movimento quer a garantia governamental de que as Urgências de Loulé usufruem de todas as condições materiais e humanas para servir com dignidade a população do Concelho de Loulé. Porque defendemos um serviço público de qualidade, a nossa exigência é, apenas e só, o direito a um serviço público de saúde digno que vá ao encontro das necessidades de cada pessoa humana.

O Movimento De Cidadãos Em Defesa Do Concelho De Loulé
Adelino Neto Guerreiro, Ana Catarina Martins, Carina Guerreiro, Elsa Frederico, João Serafim, Joel Brito, João Martins

Qual É A Pressa?

António José Seguro conseguiu ontem uma vitória pífia nas eleições europeias, não porque não quisesse uma vitória retumbante, mas porque não entende qual é a pressa de a ter.
"Qual é a pressa? Qual é a pressa de ter uma vitória que afaste de vez as possibilidades de Passos Coelho ser reeleito primeiro-ministro e de António Costa ficar com o meu lugar? Sinceramente, qual é a pressa?", perguntou o líder do socialista. "A Frente Nacional venceu as eleições em França? A França devia fazer alguma coisa? Mas alguma coisa, o quê? Qual é a pressa", concluiu. VE

Fuga Para A Frente Sem A Mínima Noção Da Realidade

Então é assim. Depois de três anos de austeridade duríssima que empobreceu durante décadas uma boa parte dos portugueses António José Seguro ganhou com 3 pontos percentuais de diferença do adiantado mental Pedro Passos Coelho. Qual não é o meu espanto quando percebo que a seguir ao governo de um adiantado mental que suceder outro adiantado mental. António José Seguro acaba de transmitir que quer chegar à maioria absoluta em 2015. A vergonha e a falta de tato na política não tem fim.

Loulé em Luta Pelos Serviços Públicos De Saúde, Em Luta Pela Decência

Depois do sindicato nacional dos enfermeiros, do PS Loulé, o Bloco de Esquerda Algarve e Loulé juntam-se ao protesto contra a degradação dos serviços de saúde em Loulé. Todos são bem vindos. Temos que ser muitos. Com partido e sem partido. A saúde é do interesse de todos. 

domingo, maio 25, 2014

Loulé, Resultados das Eleições Europeias 2014

Resultados eleitorais em Loulé. O Dr. Vítor Aleixo que se cuide com a arrogância que alguns dos seus vereadores têm para com os cidadãos de Loulé. O senhor vice-rei de Loulé e o vereador do lixo rebentam com qualquer capital de esperança numa mudança em menos de um figo.
 

Comunicado de Imprensa – Movimento de Cidadãos Em Defesa Dos Serviços Públicos de Saúde De Loulé

Comunicado de Imprensa – Movimento de Cidadãos Em Defesa Dos Serviços Públicos de Saúde De Loulé

 Assunto: Marcha e Cordão Humano entre a Câmara Municipal de Loulé e o Centro de Saúde de Loulé em 28 Maio de 2014

Data: 26/05/2014
Informa-se que o Movimento de Cidadãos Em Defesa Dos Serviços Públicos De Saúde De Loulé vai levar a cabo uma Marcha e um Cordão Humano no dia 28 de Maio, Quarta-Feira, pelas 18h30m, com concentração à porta da CML e tendo como destino o Centro de Saúde de Loulé. Este movimento de cidadãos do Concelho de Loulé vai assim mostrar a sua indignação com a deterioração dos serviços públicos nas Urgências e no Centro de Saúde de Loulé e reivindicar não só a garantia de que a Sub Unidade de Urgência de Loulé não vai encerrar mas também o funcionamento a 100% dos seus serviços. Porque defendemos um serviço público de qualidade, a nossa exigência é, apenas e só, o direito a um serviço público de saúde digno que vá ao encontro das necessidades de cada pessoa humana. Nesse sentido este movimento de cidadãos irá endereçar uma carta aberta ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé, aos responsáveis da ARS Algarve, ao responsável máximo do Centro Hospitalar do Algarve, Dr. Pedro Nunes, e ao Senhor Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo, de modo a mostrar a sua indignação pelo abandono das Urgências de Loulé e pelo facto de considerar inaceitável o inacreditável conflito e ambiguidade de competências e de gestão entre a ARS Algarve e o CHA, conflito e ambiguidade essa que condena o estatuto da Sub Unidade de Urgências de Loulé a uma verdadeira terra de ninguém. Este movimento apela a todos os cidadãos do concelho de Loulé  que se juntem na próxima Quarta-Feira, dia 28 de Maio, pelas 18h30m à porta da Câmara Municipal de Loulé para exigirem a garantia de uma saúde digna para as mais de setenta mil pessoas que residem e fazem estadia no vasto território que constitui o concelho de Loulé. Neste dia este movimento tem como intenção entregar uma carta nas Urgências de Loulé ao responsável máximo deste serviço a demonstrar as suas preocupações com a falta de médicos (tal como aconteceu a 1 de maio em que as Urgências tiveram que fechar), a falta de enfermeiros e a falta de outros profissionais essenciais à prestação de um serviço de qualidade. Este movimento quer a garantia governamental de que as Urgências de Loulé usufruem de todas as condições materiais e humanas para servir com dignidade a população do Concelho de Loulé.

                                                              O Movimento De Cidadãos Em Defesa Dos Serviços Públicos De Saúde De Loulé
Adelino Neto Guerreiro, Ana Catarina Martins, Carina Guerreiro,
Elsa Frederico, João Serafim, Joel Brito, João Martins

Emigrar Para Onde?

Portanto, em Portugal, duas coisas positivas nestas eleições. A derrota do PSD/CDS e o crescimento da CDU que é deveras positivo. Pontos negativos: O PS que ganhou mais votos do que merecia. E o facto horrível da noite, uma abstenção histórica que aponta para um povo descrente, alheio e até indiferente aqueles que conduzem as suas vidas. Emigrar para onde? Para França?

sexta-feira, maio 23, 2014

Votar À Esquerda, Por Uma Mudança De Políticas

Boas notícias para mim. 1 - Decidi que vou votar. 2 - Se vou, era expectável que votasse à esquerda. 3 - Vou votar na Marisa Matias e a razão é simplesmente o facto de ela estar em risco de não ser eleita. 4 - Poderia ter votado PCP que teve o mérito de pôr em cena a saída do euro. Poderia ter votado MAS cuja combatividade contra a austeridade me parece fazer falta. Poderia ter votado PCPT/MRPP sobretudo porque acho que se valoriza pouco o que anda a dizer Garcia Pereira de há uns bons tempos para cá. Não voto Livre apesar de achar de grande qualidade a intervenção europeia de Rui Tavares. 5 - O voto na Mariza Matias justifica-se porque para além da sua grande qualidade teve o grande mérito de ter tentado discutir a Europa numas eleições que os partidos do centro tudo fizeram para o não fazer e tentou por todos os meios explicar aos portugueses as consequências do Tratado Orçamental coisa que poucos ainda se aperceberam da catástrofe que é para as suas vidas. Fico portanto tranquilo com a minha consciência. O voto é ainda o pouco que nos resta e deve ser accionado por estes tempos. Bom fim de semana.

A Entregar No Expediente Da CML - Marcha E Cordão Humano Em Defesa Dos Serviços Públicos De Saúde De Loulé

Exmo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé

Assunto: Marcha e Cordão Humano CML-Centro de Saúde de Loulé em 28 Maio de 2014
Data: 23/05/2014

Informa-se a Câmara Municipal de Loulé que o Movimento de Cidadãos Em Defesa Da Saúde De Loulé vai levar a cabo uma Marcha e um Cordão Humano no dia 28 de Maio, Quarta-Feira, pelas 18h3
0m, com concentração à porta da CML e tendo como destino o Centro de Saúde de Loulé. Este movimento de cidadãos do Concelho de Loulé vai assim mostrar a sua indignação com a deterioração dos serviços públicos nas Urgências e no Centro de Saúde de Loulé e reivindicar não só a garantia de que a Sub Unidade de Urgência de Loulé não vai encerrar mas também o funcionamento a 100% dos seus serviços. Porque defendemos um serviço público de qualidade, a nossa exigência é, apenas e só, o direito a um serviço público de saúde digno que vá ao encontro das necessidades de cada pessoa humana. Nesse sentido este movimento de cidadãos irá endereçar uma carta aberta ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé, aos responsáveis da ARS Algarve, ao responsável máximo do Centro Hospitalar do Algarve, Dr. Pedro Nunes, e ao Senhor Ministro da Saúde, Dr. Paulo Macedo, de modo a mostrar a sua indignação pelo abandono das Urgências de Loulé e pelo facto de considerar inaceitável o inacreditável conflito e ambiguidade de competências e de gestão entre a ARS Algarve e o CHA, conflito e ambiguidade essa que condena o estatuto da Sub Unidade de Urgências de Loulé a uma verdadeira terra de ninguém. Este movimento apela a todos os cidadãos do concelho de Loulé que se juntem na próxima Quarta-Feira, dia 28 de Maio, pelas 18h30m à porta da Câmara Municipal de Loulé para exigirem a garantia de uma saúde digna para as mais de setenta mil pessoas que residem e fazem estadia no vasto território que constitui o concelho de Loulé.

P’lo Movimento De Cidadãos Em Defesa Da Saúde de Loulé

quinta-feira, maio 22, 2014

Tempos Deprimentes

"Quando daqui a uns anos se fizer a história das relações laborais ter-se-á que fazer a história da propaganda – uma não se entende sem a outra… Estou neste momento – e estarei nos próximos 3 dias – numa sala em Lisboa com dezenas de investigadores, de todas as idades, dos “pais” do direito do trabalho em Portugal a economistas, historiadores, sociólogos, antropólogos, psicanalistas, coordenadores de estudos sobre Estado Social, impostos, salários, relações laborais, contratação colectiva, educação, bem-estar mental e social, estão aqui concentrados dezenas de anos de teses, obras, livros, académicos, e sindicalistas. Vários catedráticos, coordenadores de grupos e instituições. O ex director do maior Instituto de História Social do mundo, o IISH, falará hoje sobre o significado da crise a nível internacional. Apresentar-se-ão resultados e análises sobre a relação entre o “Memorando de Entendimento” e o salário, a esperança média de vida, a regulação laboral, as taxas de sindicalismo, as CTS…Não há um único membro presente da comunicação social portuguesa na sala."
 

Eleições Europeias Em Contexto De Deslegitimação Do Poder Político: Loulé, Ano 2014

Domingo é dia de eleições europeias e é muito possível que se passe qualquer coisa parecida com este cenário. O PS que perde ganhando. O PSD que ganha perdendo. A CDU que ganha perdendo. O Bloco que perde perdendo. Marinho Pinto que ganha perdendo. E uma data de votos espalhados entre o partido dos animais e as esquerdas que faz com que todos percam perdendo. Vale a pena ainda dizer que a percentagem de votos nas sondagens atribuída aos partidos da austeridade continua a ser pornográfica o que revela um país com um défice claro de censura moral à barbárie austeritária. Esperemos por Domingo. Como dizia o outro, prognósticos só no fim do jogo. Confesso-vos que ainda não sei em quem vou votar. Confesso-vos também que em determinado momento ponderei mesmo em não pôr lá os pés. Vou porque o direito ao voto foi coisa que veio ao mundo com muito sangue suor e lágrimas. E isso é coisa que devemos respeitar.

quarta-feira, maio 21, 2014

Políticos Para Quê?

Um representante do sindicato dos enfermeiros portugueses esteve hoje na reunião da Câmara Municipal de Loulé e expôs o problema da degradação das Urgências e das condições de funcionamento do Centro de Saúde de Loulé, inclusive da falta de profissionais para a prática do acto médico e o executivo municipal mostrou-se solidário e atento ao problema mas afirmou-se impotente na sua resolução. Quarta-feira, dia 28 de Maio, às 18h30m, é muito importante uma adesão em massa à Marcha e ao Cordão Humano Em Defesa Da Saúde Dos Louletanos sob pena do governo fechar mesmo as urgências. Aparece! Contamos contigo! Queremos as urgências e o Centro de Saúde de Loulé a funcionarem a 100%. Queremos um serviço de saúde pública de qualidade!

domingo, maio 18, 2014

28 de Maio, Quarta-Feira - Marcha E Cordão Humano Pela Saúde Do Concelho De Loulé - Em Defesa Do Centro De Saúde E Das Urgências De Loulé

Dia 28 de Maio os louletanos vão sair de novo há rua em defesa do seu serviço de urgências e do Centro de Saúde de Loulé. As notícias vindas a público denunciadas nos jornais e televisões nacionais pelo próprio executivo da Câmara Municipal de Loulé e pelo sindicato dos enfermeiros portugueses não nos podem deixar dormir descansados. Faltam médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde no centro de saúde, domicílios, urgência e ambulância SIV e falta ainda de material básico de funcionamento. Há um claro abandono pelo governo PSD/CDS das urgências de Loulé. O jogo do empurra e do passa culpas das responsabilidades sobre a destruição dos serviços públicos de saúde dos louletanos entre a ARS Algarve e o responsável máximo do Centro Hospitalar do Algarve, Pedro Nunes, confere um estatuto às urgências de Loulé de “terra de ninguém”, o que quer dizer que o governo tem a intenção clara de encerrar o serviço de urgências de Loulé. Muitas vezes está apenas 1 médico a atender e já houve dias em que não esteve lá nenhum. A partir de 19 de Maio vão começar a faltar enfermeiros na urgência e vai haver dias em que a ambulância SIV não vai funcionar! Quando ninguém assume a responsabilidade pela saúde das populações do concelho de Loulé, aos louletanos só lhes resta tomar o destino nas suas mãos e vir para a rua exigir que os serviços de saúde da sua terra funcionem a 100%. Neste sentido, apela-se a todos os residentes do concelho de Loulé e do Algarve em geral que se juntem e solidarizem numa “Marcha e Cordão Humano Pela Saúde Do Concelho De Loulé”, Quarta-Feira, dia 28 de Maio, pelas 18h30m, com concentração em frente à Câmara Municipal de Loulé, para partirmos em seguida juntos e unidos em marcha em direcção às urgências do Centro de Saúde onde faremos um cordão humano a exigir condições de saúde dignas para todos os louletanos. Aparece! Loulé precisa de ti! A saúde é um direito de todos os portugueses! 

Contra Endrominações De Todos Os Tipos E Contra As Endrominações Das Endrominações Também

Também estou nesta e a Raquel tem razão. A distância entre a análise da realidade social que por lá será feita e a intoxicação tóxico ideológico-mediática diária será concerteza abismal. 

sábado, maio 17, 2014

PS de Loulé apoia Francisco Assis...o tal que quer uma aliança à direita

PS Loulé em campanha hoje no mercado a apoiar Francisco Assis...o tal que quer uma aliança com a direita que destrói Portugal. Tudo boa gente. E lá iam eles, em espírito seita, sob o comando de Hugo Nunes, à caça do voto. Fez bem o senhor Presidente Vítor Aleixo meter férias nesta altura. Assim sempre pode fugir destes apoios. Partiu e deixou o lixo à porta da minha casa.

Loucos E Radicais Do Século XXI

O mínimo que podemos exigir, por José Vítor Malheiros
 
1. A campanha eleitoral para as europeias já começou e agora vamos ter de aturar doze dias de mentiras descaradas, de reescrita da história recente e de provocações do PSD e do CDS e doze dias de discursos absolutamente vazios de conteúdo do PS, dando uma no cravo e outra na austeridade, sempre empenhado em atacar o Governo com veemência ma non troppo, num daqueles exercícios de hipocrisia e de língua de trapos que são a razão do crescente desencanto dos cidadãos com a democracia. Vamos ver Paulo Rangel com a irritação descabelada que se compreende em quem passou a ser mais magro que Nuno Melo (Nuno Melo é aquele candidato que aparece ao lado de Paulo Rangel), e Francisco Assis, sempre preocupado em dar de si mesmo uma imagem de grande sentido de responsabilidade, a tentar mostrar como qualquer política com o mínimo cheirinho a esquerda pode conduzir a um cenário dantesco e como não seria preciso muito para que o PS fizesse uma vaquinha com os partidos do Governo. À esquerda vamos ver o Bloco a mostrar como a inclusão de independentes nas suas listas prova o seu empenho numa audaciosa política de amplas alianças à esquerda e a desencantar argumentos que explicam como a crescente contestação popular da austeridade e o reforço social da esquerda se deverão traduzir naturalmente numa perda de mandatos. E ao lado vamos ter a CDU, cujo esperado aumento de votos irá caucionar a sua pose isolacionista e reforçar a sua convicção de que é imprudente e precipitado sonhar com uma solução governativa à esquerda antes de 2060.
 
2. O espectáculo da campanha vai ser triste, mas o que será mais desolador será ver a quantidade de votos que os partidos do Governo vão, apesar de tudo, recolher, ilustrando as limitações da democracia. Assim como é desoladora a prevista vitória do PS, cujas promessas eleitorais e prática política se situam não no domínio da real alternativa e da construção de uma sociedade mais justa mas no domínio da nuance em relação ao PSD. As poderosas máquinas de propaganda do poder (construídas para eternizar o que está), dos media à escola, as reais interdependências do mundo globalizado, o consumismo comodista produzido pelo mundo industrial e as esperanças políticas frustradas conjugaram-se para criar um espartilho de onde nos é difícil sair. Já não se deixou apenas de acreditar nas utopias libertárias que nos prometiam a paz e a felicidade e nas revoluções sociais transformadoras que nos prometiam a liberdade e a igualdade. A esmagadora maioria parece ter deixado de acreditar na possibilidade de um progresso radical da sociedade, de tal maneira que falar simplesmente de “uma sociedade mais justa” ganhou foros de radicalismo. Veja-se a timidez bem-comportada e a asséptica linguagem tecnocrática dos partidos que foram em tempos da social-democracia, do PS ao Labour e ao SPD alemão, apenas levemente distinguível do discurso da direita. As vias de acção política trilhadas parecem estreitar-se cada vez mais e, mesmo dentro do espectro partidário disponível, os cidadãos concentram os seus votos num estreito caminho, numa tendência tão marcada para o conservadorismo e para o recuo civilizacional que em Portugal até se criou um leque partidário especial, um lequezinho de escolhazinhas mais pequenininho, um pequenino directório de partidos convenientes, bem-comportados, atentos, venerandos e obrigados, genuflectidos e súcubos, a que se chama “arco da governação”, para sublinhar bem que quem votar fora do penico desperdiça o seu voto e que tudo o que é possível escolher nesta pobre democracia é a cor das senhas dos centros de emprego e que para isso temos três opções diferentes: rosa, laranja e azul-bebé.
 
3. E, no entanto... No entanto, há razões para continuar a ter esperança e, mais do que esperança, não faltam razões e objectivos para lutar, porque aquilo que queremos para os nossos filhos e para os seus filhos não é diferente do que queriam os homens e as mulheres de há cem anos e ninguém pode ter como ambição ser um escravo com um telemóvel no bolso. Apesar da lavagem ao cérebro a que somos submetidos dia a dia, minuto a minuto, apesar da atracção do “sucesso” e das maravilhas do “mercado” e dos sorteios de Audis, a liberdade não nos parece hoje menos valiosa do que ontem nem a justiça menos urgente. E a liberdade continua a ser possível e a justiça continua a ser possível, porque não nos esquecemos do que representam. Perante os que ridicularizam os sonhos de uma sociedade mais justa e falam em nome do império dos mercados e da finança internacional e da Realpolitik da submissão, temos de dizer coisas simples: uma criança não pode ser condenada à pobreza, à doença e à ignorância por ter nascido nesta família e não naquela. Todos temos o mesmo direito a participar na vida da cidade, ao trabalho, à saúde, à educação. A pobreza é inadmissível porque não é só uma escassez de recursos mas uma condenação à exclusão, à escravidão e ao sofrimento, um roubo da liberdade. Ninguém deve passar fome. A justiça tem de ser igual para todos. Sonhos? Sim. São os sonhos que temos o dever de exigir que os partidos realizem. Estes sonhos são a democracia. São o mínimo que podemos exigir.
 

quinta-feira, maio 15, 2014

28 de Maio, Quarta-Feira - Marcha E Cordão Humano Pela Saúde Do Concelho De Loulé - Em Defesa Do Centro De Saúde E Das Urgências De Loulé


Dia 28 de Maio, Quarta-Feira, pelas 18h30m, os louletanos vão sair de novo há rua em defesa do seu serviço de urgências e do Centro de Saúde de Loulé. As notícias vindas a público denunciadas nos jornais e televisões nacionais pelo próprio executivo da Câmara Municipal de Loulé e pelo sindicato dos enfermeiros portugueses não nos podem deixar dormir descansados. Faltam médicos, enfermeiros e outros técnicos de saúde no centro de saúde, domicílios, urgência e ambulância SIV e falta ainda de material básico de funcionamento. Há um claro abandono pelo governo PSD/CDS das urgências de Loulé. O jogo do empurra e do passa culpas das responsabilidades sobre a destruição dos serviços públicos de saúde dos louletanos entre a ARS Algarve e o responsável máximo do Centro Hospitalar do Algarve, Pedro Nunes, confere um estatuto às urgências de Loulé de “terra de ninguém”, o que quer dizer que o governo tem a intenção clara de encerrar o serviço de urgências de Loulé. Muitas vezes está apenas 1 médico a atender e já houve dias em que não esteve lá nenhum. A partir de 19 de Maio vão começar a faltar enfermeiros na urgência e vai haver dias em que a ambulância SIV não vai funcionar! Quando ninguém assume a responsabilidade pela saúde das populações do concelho de Loulé, aos louletanos só lhes resta tomar o destino nas suas mãos e vir para a rua exigir que os serviços de saúde da sua terra funcionem a 100%. Neste sentido, apela-se a todos os residentes do concelho de Loulé e do Algarve em geral que se juntem e solidarizem numa “Marcha e Cordão Humano Pela Saúde Do Concelho De Loulé”, Quarta-Feira, dia 28 de Maio, pelas 18h30m, com concentração em frente à Câmara Municipal de Loulé, para partirmos em seguida juntos e unidos em marcha em direcção às urgências do Centro de Saúde onde faremos um cordão humano a exigir condições de saúde dignas para todos os Louletanos. Aparece! Loulé precisa de ti! A saúde é um direito de todos os portugueses!

https://www.facebook.com/events/818745358153001/

Associalistas No Século XXI

Socialistas 

Na aproximação das eleições europeias, levantou-se entre governos e partidos do centrão liberal-conservador e socialista uma maré de preocupação com a ascensão dos populistas eurocéticos e da extrema-direita (uns e outra a mesma coisa em muitos casos). “Todos invocam o peso da crise nas escolhas extremistas. Mas cada um age como se se tratasse de um fenómeno natural, lamentável mas inevitável. A desregulação financeira, o desmantelamento dos direitos sociais, a redução do poder de compra das classes médias, forçar os assalariados a concorrerem entre si, tudo isto é apresentado como uma fatalidade e como se, pelo contrário, não resultasse de decisões concretas tomadas por indivíduos concretos – os governantes e os seus delegados europeus (e à cabeça a Comissão)” (Martine Bulard, “Nouveaux visages des extrêmes droites”, Manière de voir. Le Monde Diplomatique, abril-maio 2014). Era bom sabermos com quem contamos para contrariar o avanço do racismo, do populismo, do neofascismo. Mas o que mais contribui para este fenómeno é levarmos anos a ouvir que o neoliberalismo económico em geral e o austeritarismo em particular são inevitáveis na era da globalização. O consenso – de que Cavaco tanto fala – foi sempre a marca das opções de política económica dos governos das direitas e dos socialistas que se apresentam como a “esquerda de governo” por essa Europa fora. Cavaco começou as privatizações, Guterres multiplicou-as. Durão começou a austeridade, Sócrates levou-a até aos cortes de salários e aos PECs, e Passos e Gaspar deram-lhe a forma infernal que ela assume desde há três anos. Consenso e continuidade, portanto. Vota-se num para pôr de lá para fora outro - mas continua tudo na mesma. É esta uma caraterística do sistema político português? Não, claro! Na Alemanha, o social-democrata Schröder desregulou o mercado de trabalho e forçou a descida de salários. Perdeu eleições (2005) e o SPD não se lembrou de melhor que de fazer uma Grande Coligação com a direita de Merkel, a que regressou há meses atrás, depois desta mulher ter imposto ao Sul da Europa a receita da mais terrível pobreza dos últimos 40 anos. Nestas eleições, os socialistas europeus querem-nos convencer, contudo, que uma vitória sua permitiria salvar-nos da “atual maioria liberal-conservadora em todas as instituições da UE” e na maioria dos governos, que “não consegue dar uma resposta eficaz” à “pior crise económica que a Europa enfrenta desde os anos 30” (portal www.pes.eu/economy_and_finance). A quem se estarão a referir? Ao Presidente do Eurogrupo, o socialista holandês Jeroen Dijsselbloem (sim, aquele que se enganou quando incluiu no seu currículo um mestrado que nunca fez), que repetidamente insiste que o governo português, e o grego, e o espanhol, não podem relaxar nas medidas de austeridade que ele próprio tem proposto? Ao Presidente do Parlamento Europeu, o social-democrata alemão Martin Schultz, que sempre elogiou a política de austeridade imposta à Europa pelo governo Merkel de que o seu próprio partido, o SPD, faz agora parte? Ou será ao vice-governador do BCE, Vítor Constâncio, um ex-líder do PS, essa águia de visão aguda das fraudes bancárias portuguesas, que nunca cessou de pedir a Passos, a Portas, a Gaspar e a Seguro que, fizessem o que fizessem, não colocassem em questão as políticas comprometidas com as equipas da troika de que o BCE é uma das componentes? Ou será do socialista François Hollande, que dirige a segunda economia europeia, e que, depois de ser eleito em 2012 com a promessa de revogar esse espartilho austeritário que é o Tratado Orçamental, que contraria tudo quanto os socialistas europeus dizem sobre o Estado Social, não só fez marcha atrás, como passou a adotar a política de cortes que Merkel e os liberalões da Comissão Barroso lhe pedem? Lembremo-nos que, no mesmo ano, os socialistas gregos cometeram o seu hara-kiri político ao aceitarem integrar o governo da direita, de Antonis Samaras, que levou mais longe do que eles próprios haviam feito o mais radical e devastador dos programas austeritários europeus que deixou metade dos gregos na pobreza... No Manifesto Eleitoral Europeias 2014 que o PS divulgou denuncia-se o governo de Passos “que se aliou ao que a Europa tem de mais conservador, para impor esta marcha forçada para o empobrecimento e a subalternização política.” Ou seja, queixa-se o PS de que Passos e Portas se aliaram com o socialista que dirige o Eurogrupo, os socialistas que dirigem o governo francês, os que estão no governo alemão e numa infinidade de governos do Norte da Europa, o socialista que está na direção do BCE, o socialista que preside ao Parlamento e que o PS apoia para presidir da Comissão... 

Aqui: 

terça-feira, maio 13, 2014

Obrigado Vítor Aleixo Pelo Lixo À Porta De Casa

Está a tornar-se cada vez mais difícil viver na cidade de Loulé. Na sequência da implementação autoritária pela autarquia do lixo à porta da minha cozinha com evidente abuso de poder da parte do Presidente da Câmara que por acaso era parte interessada pois é meu vizinho coloquei no terraço da minha varanda que faz frente para a casa do presidente uma faixa em protesto a dizer "Obrigado Vítor Aleixo pelo lixo à porta de casa". Pois pasmem, alguém roubou a faixa esta noite. Os fios que a seguravam estavam cortados. Isto pode ir sempre mais longe do que eu poderia imaginar.

domingo, maio 11, 2014

O Abuso De Poder Do Presidente Vítor Aleixo Sobre Os Seus Vizinhos

Quanto ao lixo à porta da minha cozinha estamos assim. O senhor Presidente da CML, Vítor Aleixo, que por mero acaso também é meu vizinho, usou do poder que o cargo lhe confere para favorecer a localização do lixo a alguns vizinhos em detrimento de outros. O abuso de poder é claro. Negociar parcelas de terrenos com privados e ceder aos interesses destes para afastar o lixo ao pé da sua porta e pô-lo ao pé da minha é no mínimo tratar de forma discriminatória os vizinhos que por acaso até são cidadãos. É esta gente que anda por aí a celebrar a democracia de forma efusiva e que adere ao orçamento participativo inventando o slogan "todos contam".

Eleições Europeias - Apelo Ao Voto - Cartão Vermelho Ao Governo PSD/CDS E A António José Seguro

Dia 25 de Maio é imperativo exercermos o nosso dever de cidadania e sair de casa para votar penalizando fortemente o Governo PSD/CDS que tem conduzido as nossas vidas à miséria e penalizar também o partido colaboracionista de António José Seguro que nunca se quis constituir como alternativa às políticas de barbárie austeritária impostas e implementadas em Portugal. Dia 25 de Maio exerce o teu direito de voto e diz não às políticas e aos partidos da austeridade.
 

Não Há Alternativa Ao Lixo À Porta De Casa

Falei hoje com o vice-rei de Loulé, o senhor vereador Hugo Nunes que me disse amavelmente que não tenho alternativa a ter o lixo à porta da minha cozinha. Não há alternativa. Resta-me apenas e só direito de protesto (por enquanto) que exercerei com veemência. É este o estado a que isto chegou.

quinta-feira, maio 08, 2014

Tratar Os Cidadãos Como Lixo


Depois de ter ficado sem subsídio de férias e de Natal à revelia do tribunal constitucional, depois de ter sido assaltado brutalmente no salário, depois de ver o sistema de saúde e de educação a degradar-se no local onde vivo, depois de ter contribuído com manifestações nas ruas para correr com a governação PSD local, depois de ter sido vandalizado na minha dignidade, depois de ver partir amigos e conhecidos, depois de ter visto empresas de familiares fecharem, depois de ver conhecidos a cair no desemprego, depois de ver os velhos a serem vandalizados nas reformas, depois, depois, depois, a autarquia local do PS instalou autocraticamente um contentor do lixo à minha porta. Acordei e lá estava o bicho, estático, imóvel e parece que também sem alternativa. Que melhor definição da forma como os políticos tratam os cidadãos como lixo? Como ficar motivado para participar no orçamento participativo local? Participa! Todos Contam! Como me entusiasmar com as celebrações efusivas locais dos 40 anos de democracia? Como?

terça-feira, maio 06, 2014

Câmara Municipal De Loulé Trata Os Cidadãos Como Lixo

Ex.mo Senhor Presidente da Junta de Freguesia de São Clemente,
 
Data: 06/05/2014
 
Venho por este meio mostrar o meu profundo desagrado e descontentamento pela forma como o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé, o senhor vereador responsável pela salubridade e espaços verdes resolveu instalar a meia dúzia de metros da porta da cozinha da minha casa, uma infraestrutura de depósito do lixo. Sem consulta alguma aos moradores, prevalecendo a lógica do posso, quero e mando, acordei um dia de manhã com o contentor do lixo instalado à porta de casa. A situação agrava-se quando tendo entrado em contacto informal com os responsáveis e me ter sido dito que o problema ia ser equacionado vejo com estupefação a obra a avançar aceleradamente, num acto de má fé, sem o mínimo respeito pelos cidadãos que habitam a moradia em causa. Informa-se também que a situação foi exposta no site público da Câmara de Loulé e aparentemente essa informação foi retida e não publicada naquilo que parece ser uma vontade de não resposta às solicitações dos cidadãos.  Não sendo da competência directa da Junta de Freguesia a resolução deste problema pede-se que dentro da sua esfera de intervenção possa intervir no sentido de relocalizar os contentores do lixo em causa. Num contexto em que as populações estão a ser esmagadas na sua dignidade com brutais cortes de salários, roubos escandalosos nas reformas, destruição dos serviços de educação através do fecho de escolas e amontoamento dos alunos em outras (dos seus filhos entenda-se), destruição dos serviços de saúde pública e do sistema de protecção social a cereja em cima do bolo para que os cidadãos se transformem efectivamente em lixo são os autarcas locais imporem o depósito do lixo a meia dúzia de metros do último reduto que lhes poderia dar ainda alguma dignidade, a sua habitação.

Com os melhores cumprimentos
João Martins

segunda-feira, maio 05, 2014

Comunicado De Imprensa - Movimento de Cidadãos Em Defesa Dos Serviços De Saúde De Loulé

Comunicado de imprensa: 05/05/2014
O Movimento de Cidadãos Em Defesa Dos Serviços De Saúde De Loulé, movimento que levou a cabo uma manifestação contra o encerramento das urgências de Loulé em 3 de Agosto de  2012 em Loulé vem por este meio manifestar a sua indignação face à falta de médicos nos serviços de urgência básicos de Loulé e informa que se a situação da falta de médicos não se resolver com a máxima brevidade vai voltar a sair à rua com a intenção de ocupar o Centro de Saúde até que a situação esteja resolvida. Sem médicos não há serviço de urgência digno desse nome. Este movimento de cidadãos considera injustificável e inaceitável a falta de médicos nas urgências básicas de um concelho com dezenas de milhares de habitantes e considera absolutamente inacreditável o processo de atribuição de responsabilidades e de passa culpas na responsabilidade por esta situação entre o Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve e dos responsáveis máximos da ARS Algarve. O Movimento de Cidadãos Em Defesa Dos Serviços De Saúde De Loulé apela a toda a população do Concelho de Loulé, partidos políticos, Presidente da Câmara Municipal de Loulé, associações locais, sindicatos, cidadãos em geral que se ergam novamente em defesa dos serviços de urgência básica de Loulé.
PS: Enviamos para conhecimento de vossas excelências o link da manifestação de 3/08/2012 levada a cabo por este movimento de cidadãos contra o encerramento do serviço de urgência básica de Loulé -  http://www.youtube.com/watch?v=KFl0JkAsLjs

Movimento de Cidadãos Em Defesa Dos Serviços De Saúde De Loulé

domingo, maio 04, 2014

Macário, O Devoto

Facto do dia em Loulé. Macário Correia em romaria atrás (a dois metros de distância dos homens do Andor) da Santa Mãe Soberana. Haverá almoços grátis?

Corrupção na CML?

Quando da vitória do PS nas eleições locais sugeri aqui que que se fizesse uma auditoria às contas da Câmara Municipal de Loulé. Em nome da democracia e transparência das contas públicas é o que se deveria sempre fazer. Os cidadãos têm o direito a saber onde é gasto o seu dinheiro e se este é de facto bem aplicado. O vereador Hugo Nunes disse-me na altura que não pediu essa auditoria porque achava que as pessoas que estavam no executivo derrotado eram pessoas de bem. E assim vai a política local. Em nome do respeitinho à sociedade da corte e de um tremendo receio dos seus membros se olharem um dia ao espelho (e quem sabe haver rabos de palha que não interessa desvendar) a auditoria às contas públicas da CML ficou por fazer. Sabe-se agora que o anterior executivo do PSD comprou um terreno na freguesia de São Sebastião que está abandonado e sem utilidade alguma por 749 mil euros. O que é importante agora saber é que negócio foi este. Quem vendeu e quem comprou o terreno. E que interesse público orientou o negócio. É muito provavelmente caso de polícia. Se se provar que houve má gestão intencional a solução é só uma. Políticos para a Prisão.

http://planetalgarve.com/2014/05/03/psd-dificulta-a-aquisicao-do-cafe-calcinha-uma-posicao-contra-a-memoria-da-cidade/

Missão Cumprida

Missão cumprida disse Paulo Portas. Uma dívida astronómica e impagável. Níveis de desemprego históricos. Níveis de emigração superiores aos anos 60. Empobrecimento geral e brutal da população. Dizimação geral das classes médias. Quebra brutal no poder de compra. Destruição dos serviços de saúde e de educação. Privatização dos melhores recursos do Estado. Uma conflitualidade social de níveis insanos. Uma sociedade profundamente dividida. Violações grosseiras do tribunal constitucional. A ausência de perspectiva de futuro. A novilíngua como triunfo da política. Uma sociedade em estado anómico. Os multimilionários a aumentar as suas fortunas. Missão Cumprida. Não, não é ainda o Fim da História.

sexta-feira, maio 02, 2014

Falta de Médicos No Centro De Saúde De Loulé

Centro de Saúde de Loulé sem médicos. Vítor Aleixo apela à mobilização da população louletana e nós só temos que corresponder. Sugiro que se o problema não se resolver organizemos uma grande manifestação, ocupemos as instalações do Centro de Saúde e só de lá saímos quando os recursos humanos estiverem a funcionar em pleno. Passem a palavra!
 
http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=145868

quinta-feira, maio 01, 2014

Escolas Com Menos De 21 Alunos Não Fecham Diz Director Regional De Educação Do Algarve

Atenção pessoal do Areeiro que com este argumento do Dr. Alberto Almeida, Director Regional de Educação do Algarve, de que as escolas rurais de São Brás de Alportel não fecham porque têm mais de 21 alunos a escola do Areeiro não pode fechar porque tem mais de 21 alunos.
 

O Jornalista Económico A-Histórico Camilo Lourenço Vem A Faro, Atenção Vamos Todos Ouvi-lo

Não percam. Em Faro, Camilo Lourenço, um dos principais ideólogos (intelectual não será certamente) do regime vai-nos falar das oportunidades geradas pela "recuperação da economia" que está aí em curso.