domingo, novembro 30, 2014

O Poder Pelo Poder, Não Chega Para Uma Alternativa

Acho uma enorme piada esta ideia de António Costa recuperada do Daniel Oliveira entre partidos de "protesto" e partidos de "solução". Como se o combate às devastadoras medidas de austeridade não implicassem resistência e protesto popular. Depois de todas as lutas que muito portugueses travaram e continuam a travar, o PS quer apenas a parte do pote. Tudo na mesma. Ficámos pela alternância.

Rankings Escolares e Desigualdades Sociais

Foram publicados este fim de semana em alguns jornais nacionais os rankings sobre as escolas portuguesas do ensino básico e secundário. Mesmo contextualizados com variáveis inerentes ao contexto socioeconómico dos alunos e portanto menos vulneráveis a uma leitura manipulada dos dados do que uma redutora análise a partir apenas dos resultados dos exames nacionais; os rankings escolares não deixam de evidenciar brutalmente o papel da escola na reprodução e na legitimação das desigualdades educativas e sociais. Nos lugares cimeiros dos rankings lá estão maioritariamente as escolas privadas enquanto nos últimos lugares predominam as escolas públicas de composição social constituída por públicos desfavorecidos provenientes de famílias com menor capital económico e cultural. Sendo necessário uma análise atenta à complexidade das situações que fogem a esta tendência dominante, nomeadamente as escolas que surpreendem pelos bons resultados onde não seria de esperar e as escolas que ficam abaixo dos valores esperados, a divulgação destes resultados podem produzir efeitos a partir da percepção pública constituída no sentido daquelas que foram algumas das principais críticas às teorias da reprodução social. Por um lado, a associação por directores de escolas, pais e professores de que os piores resultados estão associados a alunos e famílias de contextos sócio-económicos desfavorecidos pode levar à ideia de uma fatalidade social à qual as escolas não podem responder assente na teoria das "carências sócio-culturais". A ideologia seria aqui a de que a escola é impotente para colmatar aquilo que os alunos e as suas famílias não têm e portanto, não se peça à escola para mitigar as desigualdades sociais. Por outro lado, a associação entre escolas privadas e melhores resultados nos rankings pode levar à ilusão da "ideologia do dom" ou seja, a ideia de que os bons resultados se devem ao esforço e mérito destes alunos ignorando-se a composição social favorecida dos seus públicos, factor essencial este no resultado final produzido pelos alunos e suas escolas. Se no primeiro caso, a teoria dos "défices" pode servir de mecanismo desculpabilizador do papel dos professores, da gestão e da organização dos contextos escolares e das próprias políticas educativas na fabricação social de desigualdades sociais, no segundo caso é o mecanismo inverso que pode acontecer, a ideologia meritocrática assente na ideia do dom pessoal servir para fazer esquecer a forma como a escola é o contexto ideal para a fabricação da ilusão meritocrática transformando o privilégio em virtude. Era bom que não se deixasse esta discussão ao bom senso comum de cada um dos intervenientes neste debate e muito menos por conta dos economistas neoliberais de serviço nos media.

sábado, novembro 29, 2014

Está Quietinho Ou Levas No Focinho



Sente-se o ar irrespirável por todos os lados, e engana-se quem pensa que isso tem a ver com esquerda ou direita. Tem a ver com a casta, que se sentindo claramente ameaçada, iniciou a caça às bruxas recorrendo a todos os meios que tem à sua disposição para calar as vozes dissonantes. Sufoca-se em Portugal. Tempos difíceis estes de demência colectiva em que quem manifesta o seu sentimento face à barbárie da agressão austeritária é rotulado de coitadinho quando não olhado com uma certa condescendência. Um maravilhoso tempo para a análise histórica, essa ciência em vias de extinção face à sua inutilidade para a exigência dos "mercados".

quinta-feira, novembro 27, 2014

É A Austeridade, Estúpido!

Sinceramente, vou-vos dizer, depois de ter sido humilhado durante mais de três anos com o partido socialista a assistir, à espera do dia triunfal das eleições, em nome da democracia formal e representativa, seria hipócrita se não admitisse que me dá um certo gozo de vê-los esbracejar desta maneira na defesa dos seus, maneira essa de que nunca os vi esbracejar face à barbárie austeritária que se abateu sobre a vida dos portugueses. Se isto não fosse trágico para a República portuguesa, seria cómico. O reino não está só dividido. Está esfrangalhado. Normal funcionamento das instituições democráticas, diz o outro.

segunda-feira, novembro 24, 2014

Os Meus Sinceros Pêsames

Os meus sinceros pêsames a todos os meus amigos socialistas do concelho de Loulé. Um cumprimento muito especial ao senhor vereador neoliberal Hugo Nunes, defensor acérrimo do senhor ex-Primeiro-Ministro de Portugal, hoje preso, até ver, preventivamente.

SMS Dirigido À Turba

Agradeço que os meus amigos facebookianos não se excedam com a notícia da prisão preventiva de José Sócrates porque depois os teóricos do regime vêm dizer que a turba quer sangue e nem sequer há razão para isso. O "regime" não está corroído de alto a baixo pela corrupção e não está podre.

domingo, novembro 23, 2014

Portugal Sem Futuro, O Título É Meu E O Texto da Raquel Varela

Um largo número de comentadores e pessoas com exposição pública estão a transformar um alegado caso de corrupção do ex primeiro-ministro de Portugal num debate sobre a justiça. O que diz muito sobre a relação das pessoas com o poder - com o poder que acham que vai estar nas mãos do PS. Mais assustador do que prender um ex primeiro-ministro com a televisão às costas - o que é errado - é ver a relação que as pessoas têm com o poder e de como estão dispostas a usar todo o tipo de argumentos para salvar politicamente um partido, o PS, que está a caminho do poder. Pertenço aos que acham que o PS destruiu este país com medidas legais e que consistem em anos e anos de usar o orçamento público para negócios privados (na Banca, na erosão salarial, nas PPPs, na Parque Escolar...). O mesmo Sócrates que, só para pegar um exemplo, entre literalmente centenas, pelos legalíssimos Orçamentos de Estado, deu de uma só vez 2 mil milhões de euros de benefícios fiscais às grandes empresas, e da outra retirou o abono de família aos que ganhavam mais de...628 euros por mês. Também faço parte dos que pensam que com os partidos que temos, os do Governo e os da pálida oposição, nada vai mudar. Não porque são todos iguais, são todos diferentes aliás, mas porque têm em comum um pacto de regime com uma democracia representativa que deixou de representar a larga maioria da população, que devia ser mobilizada, por estes mesmos partidos, para formas de democracia directa nos locais de trabalho, moradia, nos serviços públicos - a politica ou é a arte de todos se envolverem na vida politica ou é a profissionalização de uma casta de gente sem imaginação. Ainda assim não defendo uma TV em cima de um detido mas neste momento acho muito mais importante não usar isso para ocultar a vergonha infindável que é a gestão dos dinheiros públicos neste país, e acho ainda mais importante lembrar que este taticismo mostra que há muita gente que não quer mudar de politica - quer mudar de partido no Governo.
 
Por Raquel Varela no seu facebook.

sábado, novembro 22, 2014

Cozido Em Lume Brando

Quem não perceber que as lógicas da justiça (cumprir a lei) são diferentes das lógicas dos media (audiência a partir do sensacionalismo) que por sua vez são diferentes das lógicas da política (conquista do poder através do voto) e até das lógicas do espaço de opinião do facebook (onde impera a livre expressão) não percebe bem a alhada em que se meteu o PS daqui até às eleições. Não há moralismo que resista a isto. O regime está de facto, podre.

Ver O Nascer Do Sol Aos Quadradinhos

Que fixe. Agora falta o Passos Coelho e o Portas. Podem ficar todos na mesma cela porque em época de austeridade não podemos viver acima das nossas possibilidades. O "ajustamento" é inevitável. Para a alimentação podem sempre recorrer ao programa "desperdício zero" com o alto patrocínio da Câmara Municipal de Loulé.
 

sexta-feira, novembro 21, 2014

Os Mamões Dos Políticos

Ver os deputados do PS nas televisões a defender a reposição das subvenções vitalícias aos políticos é deprimente. Isabel Moreira, deputada do PS invocava ainda há pouco na TV, em defesa de uma "medida justa" em nome de uma justa "repartição dos sacrifícios". Belos tempos aqueles onde os socialistas lutavam por uma justa repartição da riqueza. Grão a grão o regime bate no fundo dos fundos. Não se percebe ainda bem é o tamanho do buraco do fundo. O que dirão todos aqueles, trabalhadores e reformados que continuam a levar cortes atrás de cortes nos salários e nas reformas e cujos políticos do centrão (PS/PSD/CDS) continuam a invocar a impossibilidade de acabar com as medidas de austeridade?

quinta-feira, novembro 20, 2014

Vigília Contra A Corrupção, 29 de Novembro Em Loulé, Porta Da Sede Do PSD

Porque o regime está podre e o topo do aparelho de Estado tresanda a corrupção vamos levar a cabo uma vigília em Loulé, à porta da sede do PSD, a exigir a demissão imediata do Governo PSD/CDS e a dizer bem alto Basta De Corrupção. Swaps, Vistos Gold, BPN, BES, Submarinos com corruptores e sem corrompidos, PPP corruptas, pães de forma, favores, cunhas e jeitinhos derrubam qualquer ideia de democracia e de meritocracia. Porque não queremos o feudalismo de regresso e defendemos e valorizamos a democracia estaremos em vigília no dia 29 de Novembro em Loulé, a partir das 11 horas da manhã, à porta de um dos principais partidos responsáveis pelo assalto aos salários e às reformas dos portugueses para dizer basta. Não temos que pagar a dívida com o esforço do nosso trabalho para resgatar bancos e banqueiros corruptos. Basta! Aparece!
 

quarta-feira, novembro 19, 2014

Não Nos Obriguem A Vir Para A Rua Gritar

Como se o empobrecimento, a austeridade, a humilhação, o roubo e o esmagamento destes três anos de política destruidora já não bastassem parece que os políticos do PS e do PSD ali para os lados de Portimão querem fazer queixa da minha pessoa no Ministério Público e tentar a criminalização do protesto social. Não me obriguem a vir para a rua gritar. Já basta o que basta. Se tiver que defender o que resta da minha humilhada dignidade, isto desta vez vai até ao fim. Depois não invoquem moralismos bacocos. Quem tudo perde, já não teme.

Imposto Austeritário Do Partido Socialista Continua A Provocar Revolta Em Portimão

Deputados do PS e do PSD não comparecem na Assembleia Municipal Extraordinária em Portimão destinada à votação da revogação da Taxa de Protecção Civil, um imposto austeritário imposto pelo PS aos cidadãos.
 

terça-feira, novembro 18, 2014

PS E PSD Avançam Para A Intimidação Dos Cidadãos E Para A Tentativa De Criminalização Do Protesto Social

A tentativa de criminalização do protesto social por parte de PS e PSD é óbvia. O PS do Dr. Vítor Aleixo que andou atrás dos manifestantes nas ruas, a maior parte das vezes agindo como ratos à espreita na cauda das manifestações em Loulé e Portimão agora já não gosta de protestos e quer levar quem se manifesta a tribunal. Chegou a fase da intimidação, da ameaça e da agitação do bicho papão do medo a quem contesta as suas políticas austeritárias. Estaremos cá para o que der e vier. A morte é a única coisa que nos resta. Essa ninguém nos tira.

Vá, Atrevam-se Lá

Parece que PS e PSD me querem pôr em tribunal por ter dito que o PS levou a Câmara Municipal de Portimão à falência através da corrupção. Isto anda bonito. Ainda vou preso. Mas já agora, a Câmara Municipal de Portimão foi à falência porquê? É impressão minha ou li na imprensa que um autarca do PS foi detido pela PJ e "mastigou" o papel das provas?

domingo, novembro 16, 2014

Demite-se o Ministro da Administração Interna Miguel Macedo, Falta Partir O Governo Todo



Miguel Macedo ficará para a História como o responsável máximo da carga policial de 14 de Novembro de 2012 sobre população inocente que se manifestava à frente da Assembleia da República. Fica destes últimos dias a vaia da população louletana ao Ministro e o elogio orgiástico do Dr. Vítor Aleixo ao ministro mais austeritário do Governo de Passos Coelho.

PS: Espera-se que os vistos Gold não tenham chegado ao Algarve, ao mercado de habitação de luxo.

sábado, novembro 15, 2014

Protesto Contra O PSD E As Políticas Do Governo Em Loulé

Pronto, já está. Protesto forte à porta da Assembleia Municipal de Loulé onde reunia o PSD-Algarve. Um para umas dezenas é um bocado desequilibrado mas é o que temos. Três elementos do partido dos ladrões disseram que eu era um caso de psiquiatria e lá tive que responder que o caso é de política e quem sabe de polícia. Ainda fui ameaçado assim à maneira do marido da Ministra das Finanças mas sobretudo, há que não ter medo desta gente que nos esmaga e nos assalta. O tema da reunião eram as políticas de saúde, o que revela uma grande lata, depois de quase terem destruído o SNS no Algarve.

sexta-feira, novembro 14, 2014

Texto de Interesse Público, o do "Chalana"

"Os construtores de opinião ao serviço do regime já se pronunciaram sobre este documento que tem força de lei: dizem eles, com convicção, que não é um orçamento eleitoralista nem a pensar nas pessoas. Eu não sou comentador político, mas digo que se trata de um orçamento ideológico e com uma forte marca de natureza de classe.
As pessoas pobres vão, em 2015, vivenciar uma situação social ainda mais precária e dependente. A pobreza vai tornar-se mais severa, persistir no tempo e atingir mais pessoas. As desigualdades sociais vão acentuar-se. A Segurança Social vai despedir centenas de trabalhadores, a qualidade das respostas sociais vai deteriorar-se.
Com o agravamento da carga fiscal, os produtos de consumo vão ficar mais caros, o poder de compra dos beneficiários de baixas prestações sociais vai diminuir. Com a criação de um tecto máximo para o pagamento das prestações sociais em 2015 aprofunda-se a opção política de direita deste Governo de redução de despesas em pensões de sobrevivência, de velhice e invalidez, subsídio de doença de desemprego, abono de família, rendimento social de inserção (RSI), complemento solidário de idosos (CSI).
No momento em que as pessoas mais precisam da protecção social do Estado, este Governo decide poupar cem milhões de euros na atribuição das prestações sociais para sacrificar os mais vulneráveis e poupar dinheiro à custa dos que mais necessitam de ajuda para não cair no risco de pobreza ou romper com o seu ciclo de exclusão social.
O RSI e o CSI vão sofrer uma redução de 2,8% e 6,7%, respectivamente, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2015. Na prática significa que haverá menos 14,3 milhões de euros para o CSI. O RSI vai ter menos 8,30 milhões de euros. O abono de família segue a mesma tendência: fica com apenas 639,04 milhões de euros, o que significa uma redução de 1%, menos 6,49 milhões de euros. Em 2010, o RSI contava com 526 mil beneficiários, em 2013 só recebiam esta prestação 360 mil. Em 2010, havia 247 mil beneficiários de CSI, em 2013 o número já diminuiu para 238 mil.
No que diz respeito ao subsídio social de desemprego, foi a prestação que mais contribuiu para a diminuição da protecção social aos desempregados. Nos últimos anos, o regime de subsídio de desemprego sofreu várias alterações e neste momento 45% dos desempregados continuam sem ter acesso a qualquer tipo de apoio.
No Orçamento para 2015 haverá menos 243 milhões para subsídios de desemprego e apoio ao emprego. Menos dinheiro para proteger as pessoas na doença, na velhice e no desemprego, mais dificuldade para ter acesso a estes apoios, um valor do cheque ou do vale postal mais reduzido e o tempo de duração destes subsídios mais curto.
Esta opção política é inevitável? Não. Existia outro caminho e outra alternativa? Claro que sim. Quando o Governo em reunião de Conselho de Ministros decide baixar o IRC das grandes empresas de 23% para 21%, significa que esta injustiça fiscal permite ao Estado perder no Orçamento de 2015 mais de 892 milhões de euros. Os lucros líquidos da EDP só no primeiro semestre de 2014 foram de 502 milhões de euros. Com uma taxa de IRC de 25% pagaria 125,5 milhões de euros ao Estado. Com uma taxa de 21% pagará apenas 105,4 milhões, ou seja menos 20,1 milhões de euros.
Em 2015, o Estado vai gastar com o negócio das rendas das parcerias público-privadas 924 milhões de euros nos contratos rodoviários, 400 milhões na área da saúde e 49 milhões na área da segurança.
Portugal tem pago por ano, tal como plasmado por exemplo no Orçamento do Estado para 2014, perto de 7,2 mil milhões de euros apenas em juros da dívida pública. Esse valor, que representa cerca de 4,3% do PIB, é muito próximo daquele que o Estado gasta com o Sistema Nacional de Saúde ou com a Educação, as maiores rubricas do Orçamento do Estado. Os juros da dívida em termos financeiros consomem o equivalente aos custos de um resgate de um BPN por ano.
Taxar as grandes fortunas em 1% permitiria ao Estado encaixar uma receita de 1700 milhões de euros, mas outras iniciativas políticas poderiam ser tomadas para garantir recursos, dignidade e protecção às pessoas em situação de desfavorecimento e vulnerabilidade social. Quer isto dizer que este orçamento não é o possível — é o orçamento da mentira, dos sacrifícios em vão, do esforço colectivo que penaliza os mais frágeis."
 
 
PS: José António Pinto é Assistente Social e no bairro onde faz a sua intervenção junto das populações pobres é conhecido por "Chalana". Discursou na Assembleia da República, local onde recusou a condecoração que o Estado lhe atribuiu por discordar das políticas de austeridade implementadas por este governo. 

quinta-feira, novembro 13, 2014

O Costa Da Austeridade

Não se faz assim com o dedo e acaba-se com a austeridade. Assim, disse António Costa, o grande líder do partido que ainda se chama socialista, na sua entrevista esta semana à RTP. E portanto, quanto à austeridade, estamos esclarecidos.

terça-feira, novembro 11, 2014

Novo Protesto Em Portimão Contra A Taxa De Protecção Civil

A Drª Isilda quer continuar a taxar mas os Portimonenses recusam-se a aceitar. Basta de taxas, taxinhas e tachões. O povo não aguenta mais impostos. Segunda-Feira, 17 de Novembro, às 21h30m, apela-se a todos os portimonenses e a todos os algarvios que se manifestem novamente contra este injusto imposto na Assembleia Municipal Extraordinária que o PS não quis marcar. Esta é mais uma oportunidade dos cidadãos dizerem em voz bem alta que estão fartos de austeridade. Tragam faixas, cartazes, bombos, pandeiretas, tachos e panelas. Traz a tua voz. A taxa de protecção civil é um sinal claro de abuso de poder do partido - agora uma aliança PS/PSD - que levou a Câmara Municipal de Portimão à falência através da corrupção. Aparece. Vem dizer basta! Vem mostrar que em Portimão o povo é quem mais ordena! Vamos ver, olhos nos olhos, quem irá votar a favor da taxa, ou quem irá votar pela revogação/nulidade dessa mesma taxa!
 

sexta-feira, novembro 07, 2014

A Morte Do Socialismo Pelas Mãos De António Costa

Dois erros crassos da agenda "socialista" de António Costa. Ignorar problema o gigantesco da dívida (fazer de conta que ele não existe). Pensar ser possível uma qualquer interpretação flexível do Tratado Orçamental que permita a não destruição do Estado Social e da democracia. Está enganado.

quinta-feira, novembro 06, 2014

A Não Posição Do PS Sobre A Reestruturação Da Dívida Portuguesa

Ainda sobre a não posição do PS face à reestruturação da dívida portuguesa, gostava de saber o que pensam Daniel Oliveira, Ana Drago, Rui Tavares e esses muitos outros que acham que o caminho é a colagem ao PS porque a esquerda "radical" aquilo que só faz é protesto (uma ideia falsa e desonesta que não passa de uma verdadeira traição à esquerda). Aqui por Loulé também vale a pena ver alguns dos que andaram pelo Bloco de Esquerda e que saíram aborrecidos e cansados de estarem tanto tempo na oposição. Aos outros, como eu, resta-lhes uma resistência determinada às políticas de austeridade assassinas. Entre o partido que ainda se diz socialista, o Podemos e o Syriza, prefiro situar-me claramente junto destes últimos. Mais faz de conta, não obrigado. O tempo não é de ilusões e de manipulações. Trata-se de deixar ou não acontecer a destruição de Portugal como país minimamente civilizado.
 

quarta-feira, novembro 05, 2014

A Censura de Regresso Nas Ciências Sociais


Sinais preocupantes os que percorrem hoje as ciências sociais e em especial os saberes críticos e incomodativos para os poderes dominantes. A censura ao último número da revista Análise Social, uma das mais conceituadas revistas de ciências sociais da comunidade científica portuguesa está a agitar o campo científico destas áreas científicas. O capitalismo selvagem reinante convive mal com os saberes que o questionam e os censores aparecem em cena. Vale a pena lembrar a minha indignação pela ausência de indignação na academia quando Fernando Ulrick ainda Presidente do Conselho Geral da UALG afirmou publicamente que não percebia como é que havia professores universitários que defendiam a renegociação da dívida portuguesa. Vale a pena recordar a avaliação ao Centro de Investigação do ICS e a ideia veiculada pelos avaliadores externos e ditos "independentes" de que as desigualdades sociais não são uma área prioritária de investigação sociológica ou a proibição de um debate sobre ideologia na Faculdade de Direito de Coimbra entre Rui Tavares e Pedro Mexia em nome da pureza ideológica. Já não falo das múltiplas formas de censura que consistem em habilidosamente definir as áreas de investigação que são dignas de interesse e as que não são e os critérios altamente discutíveis que levam a apostar em determinados objectos em detrimento de outros. A coisa está a ganhar contornos muito explícitos. Os tempos são de alerta. O ar anda altamente contaminado.

domingo, novembro 02, 2014

Entrevista de Interesse Público, António Sampaio da Nóvoa

Este Outono pode ser encarado como um começo de fim de ciclo?
Espero que sim. Creio que Portugal precisa de abrir um tempo novo na sua história, na sua vida política. Este tempo da troika está esgotado.

O tempo da troika ou o tempo deste Governo?
É igual. Não consigo separar este Governo da troika nem a troika deste Governo. O Governo já não devia existir. Parece-me óbvio que já devia ter sido demitido.

Qual foi o momento agónico, para si?
Depois do momento Vítor Gaspar, este Governo perdeu grande parte da sua legitimidade e da sua capacidade de governar. Estamos a assistir a um desmantelar do Governo em muitos sectores. Era qualquer coisa que devia ter tido consequências. Consequências do ponto de vista dos órgãos do poder, do Presidente da República.

Mantém-se até ao final da legislatura?
Claro que o Governo vai procurar manter-se até ao final da legislatura, mas espero que haja a capacidade de reagrupar uma energia de mudança.

Os portugueses parecem amedrontados, apáticos, desesperançados. Como é que a sociedade, globalmente, se agrega para operar a mudança?
É um enorme desafio. É um desafio em Portugal, é um desafio na Europa, é um desafio no mundo. Essas energias de mudança não coincidem necessariamente com a tradicional clivagem entre a esquerda e a direita. Elas têm outras configurações que temos que perceber neste século XXI.

Quais são as outras grandes configurações? Ricos e pobres?
Não. Há dois elementos importantes: um são as pessoas que já não aceitam um mundo regulado por um capitalismo financeiro completamente selvagem, sem nenhum controlo, especulativo. Que está a destruir as sociedades. A criar cada vez mais pobreza, mais desigualdade. Desta crise resultam mais ricos e resultam mais pobres. Não podemos deixar de voltar aos vampiros de que falou o Zeca Afonso. São outros vampiros, mas é impressionante como se relê aquela letra...

"Eles comem tudo, eles comem tudo, eles comem tudo e não deixam nada".
E há a parte: "Senhores à força, mandadores sem lei"... Levam-nos a tombar, vencidos. É preciso fazer um trabalho para tornar isto insuportável.

http://www.jornaldenegocios.pt/especiais/weekend/detalhe/antonio_sampaio_da_novoa_nunca_tivemos
_uma_politica_educativa_tao_extremista_e_tao_fundamentalista_pelo_menos_desde_os_anos_50.html
 

sábado, novembro 01, 2014

Acampada e Assembleia Popular Pela Demissão Do Governo, 15 de Novembro, Loulé

Porque a nação está a cair aos bocados em razão das políticas do (des) governo PSD/CDS e da Troika. Porque é preciso continuar a resistir às políticas de austeridade. Porque é preciso fazer cair já este governo. Porque enquanto a destruição de Portugal e o seu empobrecimento continuam o senhor Presidente da República decidiu brincar às condecorações distinguindo um dos principais responsáveis pela destruição do modelo social europeu, Durão Barroso. Porque António Costa decidiu ficar no trono à espera do dia da sua coroação enquanto a vida dos portugueses e a democracia continuam a ser esmagadas. Porque a maior parte dos partidos da oposição já só pensam no dia das eleições. Porque não se pode contar com um dos principais sindicatos, a UGT, para resistir à barbárie política imposta por este governo. Só resta um caminho. Os cidadãos continuarem a resistir. É isso que faremos. Loulé, 15 de Novembro - Acampada e Assembleia Popular Pela Demissão do Governo, às 15h30m, à porta da Câmara Municipal de Loulé. Aparece. Traz outro amigo também!