quarta-feira, outubro 30, 2013

Sinais de Esperança: Jovens, Escola, Futuro

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=691955&tm=8&layout=122&visual=61

Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé. Economize nas festas das Bruxas e arranje verbas para acabar as obras na Escola Secundária de Loulé. Este protesto poderia perfeitamente ser aqui por Loulé. Passe pela Escola Secundária e veja com os seus próprios olhos.

segunda-feira, outubro 28, 2013

Retrato de Um País Em Desesperança, 26 de Outubro de 2013



Um testemunho histórico extraordinário da manifestação de 26 de Outubro de 2013 em Lisboa. Um retrato maravilhoso de um povo em desesperança.

26 de Outubro, Lisboa, Rejeitar As Políticas de Austeridade, Fazer Cair O Governo Dos Credores



Ao contrário da ideia do que os media querem fazer passar o protesto de ontem, 26 de Outubro de 2013 foi um protesto determinado. Pacífico sim, mas aquela gente que lá foi sabe que não quer este governo e estas políticas. Eu estive lá, com a Elsa, a Mariette, o Orlando, a Ana e o Joel. Continuo convencido que à semelhança da água que quando se infiltra ninguém a pode deter quando uma massa humana determinada decide o que não quer ninguém a pode parar. Veremos daqui a alguns anos se terei razão.

quinta-feira, outubro 24, 2013

É um imperativo ético soltar as nossas vozes nas ruas

Dia 26 de Outubro é um imperativo ético soltar as nossas vozes nas ruas. Dizer de novo basta à barbárie  Resgatar o que resta de dignidade. Bradar aos céus contra a indecência. Dia 26 vou atravessar o rio que desagua na casa do povo porque quero que os meus filhos saibam que estive do lado certo da história. Vou porque recuso o empobrecimento e a miséria como destino imposto por um qualquer governo e uma qualquer Troika. Vou porque a democracia, o nosso bem colectivo mais precioso, fez-se com o sangue, o suor e as lágrimas de muitos e não pode ser destruída assim de uma assentada por uns poucos crápulas sem vergonha. Dia 26 de Outubro vou porque já não é aceitável não ir e nunca me perdoaria de ter ficado impávido e sereno a assistir ao inaceitável e um dia perguntar a mim próprio: - Como foi possível consentirmos isto?

João Martins

PS: Em Loulé não se vai sair à rua à semelhança do 15 de Setembro e do 2 de Março porque a direita odeia os organizadores da manifestação e a "esquerda" que não existe na cidade os considera "radicais". Para além disto, não há mais cidadania digna desse nome. Ir à raiz dos problemas é coisa que não assiste aos louletanos. Fiquem bem. Organizem-se.

quarta-feira, outubro 23, 2013

O Novo Líder Da Direita Portuguesa

António José Seguro é o novo líder da Direita em Portugal. Pedro Passos Coelho já pode partir tranquilo para Paris cursar Ciência Política. Até amanhã camaradas.

Quantos Votos Valerá Um Ser Humano Em Greve De Fome À Porta De Uma Escola?

Uma turma de adolescentes esperava, num autocarro, a partida para mais uma visita de estudo. A professora recebe um telefonema. O autocarro não podia partir. A polícia iria lá deter uma aluna. Leonarda, 15 anos, cigana, filha de um kosovar, integrada no País, escolarizada, com boas notas e quase já só dominando a língua francesa, teria de ser detida. O presidente da Câmara de Levier disse à professora que ia passar o telefone à polícia. Um polícia explicou-lhe que tinha que prender a aluna, porque ela estava em situação irregular. "Eu disse-lhe que não me podia pedir uma coisa tão desumana, mas ele respondeu que ia haver eleições e que eu devia parar imediatamente o autocarro". Crime: filha de imigrantes ilegais. Pena: expulsão imediata para um país que não conhecia, no próprio dia. Motivo: ser exemplo e ganhar votos.
 
E assim foi: em frente aos colegas, Leonarda foi levada como uma criminosa. A classe política francesa, a começar pelo ministro do Interior, Manuel Valls, estava em campanha. Não contra, mas em competição com a senhora Le Pen. Leonarda era apenas um dano colateral. E foi "conforme a regulamentação em vigor" e com apoio muito significativo dos franceses normais, porque assim se resume a banalidade do mal, que a deportação se fez. Felizmente, como tantas vezes acontece nos momentos de desnorte moral dos países, resistiram os estudantes, que, em Paris, fecharam 14 escolas em protesto.
 
Incapaz de fazer frente à senhora Merkel, o governo francês escolheu uma cigana de 15 anos para fazer uma demonstração de vigilância patriótica. Incapaz de se bater por uma redistribuição de poder na Europa, os ciganos romenos e búlgaros passaram a ser os alvos de todo o populismo do senhor Manuel Valls. Incapaz de enfrentar a Frente Nacional no que realmente a está fazes crescer - a crise económica e social, que permitiu a Marine Le Pen roubar à esquerda grande parte das suas bandeiras sociais -, o PSF preferiu ficar com a agenda mais abjeta e cobarde da extrema-direita: a perseguição aos imigrantes.
 
Mas a mão musculada com os mais fracos rende votos. Dizem as sondagens que a esmagadora maioria dos franceses aplaude a deportação de estrangeiros e que a maioria é contra o regresso da família de Leonarda a França. Provavelmente os mesmos que celebram a França da liberdade e da tolerância, que apagou da sua memória coletiva o colaboracionismo, o antissemitismo e o apoio ativo dos seus cidadãos a outras deportações. A França que, ao contrário dos alemães, refez a sua história à custa do heroísmo de uma pequena minoria de resistentes. Essa França da retórica tolerante e de uma xenofobia sem paralelo na Europa Ocidental, sempre foi pasto fácil para fascistas de várias cores. A inteligência da filha de Le Pen, mais polida e cuidadosa do que o pai, assim como a crise e a falta de coluna da esquerda francesa, está a tratar do resto. E lentamente o mainstream da política francesa vai mudando assustadoramente de lugar. Hoje está, como se viu pela reação da opinião pública ao caso de Leonarda, em recantos bem escuros da memória coletiva da Europa.
 
Como resolveu François Hollande este imbróglio? Permite que Leonarda, de 15 anos, regresse a França, desde que sozinha. Pode escolher entre ficar num país que não conhece e onde os ciganos são ferozmente perseguidos ou voltar para França sem a sua família. E Hollande consegue o pleno. Para agradar a todos não agrada a ninguém. Nem à generalidade dos franceses, para quem, anestesiados pela intolerância, este gesto, que cinicamente o ministro do Interior chamou de "generoso", parece sinal de fraqueza. Le Pen disse mesmo que era uma "humilhação" para a França, pois Leonarda já não é Leonarda, é apenas um objeto político. Nem à minoria que ainda mantém sinais de vida emocional, a quem a escolha entre o exílio e a família parece uma proposta inapresentável a uma adolescente de 15 anos. Nem à esquerda, nem à direita, nem ao seu próprio partido. Nem sequer apenas a quem tenha um bocadinho de bom senso.
 
Mas isto é Hollande. Mas isto é o PSF. Mas isto é aquilo em que se transformaram os socialistas e social-democratas europeus. Radicalmente moderados. Tão moderados que não têm posição sobre coisa alguma. Nem sobre o mais elementar do mais elementar. Camaleões em busca de voto, farão tudo para não ter de fazer nada. Até que as Le Pen desta Europa lhes levem todo o eleitorado. Hollande bem avisou que seria um presidente normal. O meio de tudo. Ou seja: nada.
 

segunda-feira, outubro 21, 2013

Quanto vale a Constituição da República?

"O Presidente da República, para nossa desgraça, é economista. Um daqueles economistas que aprendeu que uma ação é boa se os seus benefícios são superiores aos seus custos, que a melhor ação de todas é aquela que proporciona um maior rácio entre benefícios e custos e que fez disto uma máxima moral que orienta toda a sua (muitas vezes triste) conduta. Assim se compreende que o Presidente transforme o juramento que fez numa questão de cálculo."
 

sábado, outubro 19, 2013

A Dificuldade De Exercer A Cidadania Na Cidade De Loulé

Depois de ter sido perseguido e difamado por gente ligada ao PSD-Loulé pelo facto de fazer a oposição que os partidos políticos nunca fizeram no concelho sou agora ameaçado de morte e difamado por alguns funcionários da escola do meu filho pelo simples facto de ter exigido que o meu filho que transitou para o 3º ano fosse inserido numa turma do 3ºano. Não seria grave, se a minha mulher, o meu filho, a minha mãe e a minha família não estivessem a ser objecto de ameaças de morte. Não sei se isto é uma questão política, criminal, ou de gestão escolar. Mas isto está-se a passar na escola pública em Loulé e ninguém assume responsabilidades. Se acontecer alguma tragédia, fica o testemunho. 

Dei a conhecer à APEC para que conste

Queria informar a Associação de Pais que depois de ter sido ameaçado por um porteiro da escola, esta semana uma empregada do refeitório mandou um recado pelo meu filho (uma criança de 8 anos) de que o senhor director estaria doente (o que eu desde já lamento) a "sugerir" que eu seria responsável por isso. O que se está a passar nessa escola do meu filho começa a ser dantesco e eu estou com medo que os meus filhos sejam objecto de vinganças e represálias. Informo que farei queixa imediatamente na GNR para que sejam accionados procedimentos. Parece-me que já era altura de parar com comportamentos surrealistas na escola e concentrarmo-nos de vez na educação das crianças. Nem eu, nem a minha família temos que estar sujeitos a este tipo de agressões que começam a ser constantes. Nenhum funcionário de bom senso poderia fazer isto que acabo de descrever. Isto é demasiado sério para ser levado como uma brincadeira. Obrigado pela vossa atenção.

sexta-feira, outubro 18, 2013

Cultive-se a memória: 15 de Outubro de 2011



15 de Outubro de 2011. Um dia histórico do Portugal contemporâneo. É este o dia do início da resistência popular ao fascismo financeiro austeritário imposto a Portugal. Este foi um dia de esperança na história da minha vida. Uma massa enorme de gente digna saiu à rua para dizer basta.

domingo, outubro 13, 2013

Cultive-se A Memória: 13 de Outubro de 2012, em Loulé



13 de Outubro de 2012, em Loulé. Como fez bem lembrar a Ana faz hoje um ano. O descontentamento popular nas ruas viria a dar origem à derrota do PSD em Loulé. Falta agora fazer o mais fácil, correr com o governo de Passos e Portas e falta fazer o mais difícil, obrigar a Troika a mudar de políticas. A 26 de Outubro de 2013 não se vai sair à rua em Loulé porque a "esquerda" bem comportadinha entretanto passou a demarcar-se dos organizadores das manifestações e a considerá-los, na proximidade das eleições autárquicas de 2013, "radicais".

sábado, outubro 12, 2013

Ninguém Ficará Para Trás?

A propósito de uma leitura no suplemento do Público de 29 de Setembro de 2013 "SOS na zona pobre" queria dizer ao PS do Dr. Vítor Aleixo que me têm chegado relatos de pessoas em dificuldade e a cair na maior miséria (a passar fome mesmo) completamente abandonadas pelas estruturas de apoio social do Estado. O slogan "Ninguém fica para trás" para ser cumprido de forma minimamente decente deveria ter como princípio a construção de uma estrutura local que tivesse como objectivo principal garantir que ninguém passa fome no concelho, que toda a gente tenha acesso a uma saúde mínima garantida, que toda a gente tenha direito a uma habitação condigna e que essas pessoas sejam apoiadas em direcção a programas de formação e emprego. Em Loulé o Estado está a falhar, a autarquia não responde de todo às necessidades da população mais pobre da cidade e não é a caridade de um qualquer presidente de junta de freguesia, de um qualquer presidente de Câmara ou de um qualquer vereador que substitui a intervenção do Estado. Ninguém ficará para trás é começar por aqui. Do que conheço do funcionamento do apoio social em Loulé não me dá garantias de que possamos dormir descansados. Os relatos que me chegam são deveras preocupantes. Do que me contaram da forma como alguns supostos técnicos de acção social olham para os pobres e para a pobreza e a forma como eu próprio fui abandonado como um cão rafeiro pela gente do PS Loulé à porta da escola do meu filho em defesa da escola pública leva-me a olhar com a maior apreensão para a inércia que por aí circula.

domingo, outubro 06, 2013

As Moscas

As declarações de António Costa de que o PS ainda não tem condições para ser alternativa são verdadeiramente fantásticas. Por um lado, apela ao partido socialista para agir de forma fria e calculista, esperando pelo momento certo e assistindo serenamente à derrocada geral da vida dos portugueses. Por outro lado, evita ir para os cornos do touro das negociações com a Troika uma vez que este PS expectavelmente nunca vai romper com as políticas da Troika. No fundo, no fundo, poderá tratar-se apenas e só de uma mudança de moscas. O que no contexto actual vai ser um desastre para o regime ainda democrático (?) que hoje apodrece.

5 de Outubro de 2013: A República Foi Renegada Pelos Seus Governantes Que Não Percebem O Simbolismo Da Data



5 de Outubro de 2013 deixou de ser feriado nacional e o hastear da bandeira nacional pelo senhor Presidente da República (?) foi realizado ao som de vaias populares.

quarta-feira, outubro 02, 2013

Cumprir Ordens

"Hannah Arendt esperava ver em Adolf Eichmann o monstro nazi, o assassino responsável pela morte de milhares de judeus. Mas o que viu foi um homem que se limitou a cumprir ordens, um burocrata empenhado em fazer cumprir a cadeia de poder. E aqui não há espaço para a reflexão, para questões éticas, o cumprimento da ordem não se compadece com preceitos morais. E Adolf Eichmann cumpria ordens – de forma objectiva, quase mecânica, sem qualquer constrangimento ético que não fosse o cumprir de cada ordem da forma mais eficaz possível."
 

Fim Do Caso Individual, Fica Lá O Problema Político De Ataque À Escola Pública Em Cima Das Crianças E Famílias, Mas Isso É Coisa Que Um Maluco Não Pode Resolver

Desta vez a decisão é final. O Pedro e os outros colegas vão integrar amanhã a respectiva turma do 3º ano. Algo vai muito mal no reino da educação nacional. Uma família não pode ser torturada desta maneira e um qualquer pai não deve ter que andar em cuecas à porta da escola a passar pela mais profunda humilhação, fazer greve de fome, dormir à chuva à porta da escola, ocupar e quase acampar no gabinete do director de uma qualquer escola para que os direitos educativos mais elementares das crianças sejam respeitados. Um sincero agradecimento a todos aqueles que de forma presencial e virtual se solidarizaram e que foram decisivos no suporte psicológico que o desgaste emocional de uma situação deste género implica. Está cancelado o protesto de Sexta-Feira. Obrigado.

terça-feira, outubro 01, 2013

3º Comunicado Do Movimento De Cidadãos Em Defesa Da Escola Pública

O Movimento de Cidadãos de Loulé em Defesa da Escola Pública vem por este meio denunciar que esta noite o gabinete da direcção do Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanita foi ocupado por três familiares de uma das crianças durante 30 minutos e só foi desocupado com a intervenção da GNR. A direcção da escola abandonou o respectivo gabinete justificando que já passava da hora de trabalho (enquanto o director esperava por uma resposta da DGEST que tardava em chegar) e que tinha que ir jantar, deixando os familiares de uma das crianças sozinhos no gabinete directivo, telefonando depois para a GNR a informar da ocorrência. O director da escola quis impedir a tia da criança em causa de estar presente no local invocando que a mesma não era encarregada de educação. Já entrados na terceira semana de aulas depois de uma orientação emanada da Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares, ao fim da primeira semana lectiva, ao director da escola, não se percebe porque razão não dá seguimento a esta orientação emanada superiormente. Os pais das crianças que transitaram para o 3º ano e cujos filhos foram colocados numa turma do 4º ano (com uma turma do 3º ano só com 11 crianças na mesma escola) viram assim de novo goradas as suas expectativas depois de no dia 20 de Setembro de 2013 o director da escola ter informado publicamente numa reunião da associação de pais deste agrupamento escolar de que a solução para o caso teria chegado através da respectiva orientação da Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares. Na sequência de mais de duas semanas de terrorismo psicológico e pedagógico praticado pela escola sobre as crianças e seus familiares informa-se que o pai de uma das crianças, João Martins, decidiu entrar de novo em greve de fome na próxima Sexta-feira (recorda-se que este pai já esteve em greve de fome em frente à escola nº 4 quase 48 horas seguidas) e os pais destas crianças vão fazer um apelo para a realização de uma manifestação à porta da escola nº 4 nessa mesma Sexta-Feira. dia 4 de Outubro, pelas 8h30m. Perante este caso da mais absoluta falta de humanidade por parte dos responsáveis educativos da escola e do Ministério da Educação, os pais das crianças envolvidas informam que irão recorrer a todos os meios, até às últimas consequências, para que os seus filhos sejam colocados correctamente no ano de escolaridade para o qual transitaram não admitindo de forma alguma que com uma turma com 11 crianças no 3º ano de escolaridade os seus filhos sejam colocados numa turma do 4º ano de escolaridade.

Ana Catarina Rodrigues
Elsa Martins
Fernanda Firmino Martins
Joel De Brito
João Martins