terça-feira, abril 29, 2014

Petição contra o encerramento de escolas do Ensino Básico do Concelho de Loulé

Petição contra o encerramento de escolas do Ensino Básico do Concelho de Loulé Para: Ex.mo Ministro da Educação e da Ciência; Ex.mo Senhor Director Regional de Educação do Algarve, Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé Vimos por este meio manifestar a nossa discordância com o encerramento de escolas do Ensino Básico do Concelho de Loulé. Tal como já reconhecido pelo senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé e pelos vereadores deste município o fecho de escolas do Ensino Básico no concelho de Loulé vem prejudicar a aprendizagem dos alunos, dificultar o trabalho dos professores e dificultar a vida dos pais dos alunos que em muitos casos terão obrigatoriamente que fazer deslocar crianças dos 6 aos 10 anos de idade para fora do seu meio de pertença. Trata-se apenas, e só, de mais uma medida economiscista e sem sentido pedagógico que contribui aceleradamente para a destruição da escola pública uma vez que para além disto vai fazer crescer obrigatoriamente o número de alunos nas turmas das escolas receptoras levando inevitavelmente à degradação da qualidade pedagógica do ensino de crianças desta idade escolar num ciclo de ensino que se sabe estar cientificamente comprovado no concelho de Loulé já ter resultados escolares muito abaixo dos resultados médios nacionais. Tendo em conta o desastre pedagógico que se adivinha para as escolas públicas do 1º ciclo do concelho de Loulé os cidadãos deste concelho vêm por este meio exigir que as escolas que o governo PSD/CDS pretende fechar no ano lectivo 2014/2015 se mantenham abertas.
 
Pode assinar a petição aqui:
http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT73385

Petição Contra O Fecho De Escolas Do 1º Ciclo Em São Brás De Alportel

Já assinei. Aqui por Loulé é o costume. O PS fez um comunicado de imprensa e lavou as suas mãos. É preciso mobilizar forças para as comemorações do 25 de Abril. Até Dezembro por aí. Mais um pouco e esticava até à véspera das eleições legislativas de 2015. Tudo boa gente esta gente da boa sociedade socialista.
 
Pode assinar a petição aqui:

segunda-feira, abril 28, 2014

A Ser Entregue No Expediente Da CML, Protesto em Loulé, 1 de Maio

Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé
Dr. Vítor Aleixo

Assunto:  Protesto em Loulé contra as políticas de austeridade e pela demissão imediata do Governo de criminosos do PSD/CDS

Data: Loulé, 28 de Abril de 2014

Informa-se que se vai levar a cabo um protesto contra as criminosas políticas de austeridade implementadas pelo Governo PSD/CDS com a conivência do partido socialista, no dia 1 de Maio de 2014, pelas 15 horas, na Praça da República. Porque os senhores dos partidos políticos continuam a fazer de conta que os limites dos sacrifícios dos portugueses ainda não foram há muito ultrapassados. Porque os senhores dos partidos políticos não respeitam os cidadãos que deveriam publicamente defender. Porque uma partidocracia não faz uma democracia. Porque quando a democracia morreu já só resta a revolta. Porque a legitimidade deste governo já morreu há muito. Porque em austeridade perpétua não há liberdade. Estaremos mais uma vez em frente há porta da Câmara Municipal de Loulé para demonstrar o nosso descontentamento como o estado a que isto chegou. 

Com os melhores cumprimentos

domingo, abril 27, 2014

Fecho de Escolas Em Loulé

Fecho de escolas no concelho de Loulé. Vamos ter alunos amontoados que nem gado nas salas de aula? Aviso desde já que não quero o meu filho numa turma a abarrotar de gente. A Associação de Pais, a Direcção da Escola, a Direcção Regional de Educação e a CML que comecem a pensar no assunto. Se tiver que haver guerra vai haver guerra novamente. 

Protesto de 1º de Maio em Loulé - Pela Demissão do Governo e Contra a Austeridade

Protesto dia 1 de Maio de 2014, em Loulé, pela demissão do Governo e contra as políticas de austeridade. Vem dizer basta aos roubos nos salários, ao roubo nas reformas, ao roubo da dignidade dos portugueses, à destruição dos serviços de saúde, dos serviços públicos de educação e de protecção social. Vem mostrar a tua revolta contra as políticas de desemprego levadas a cabo por este governo com a colaboração do partido socialista de António José Seguro. Vem resistir para a rua. Os políticos não querem ouvir mas nós temos que lhes mostrar que não aceitamos mais estas políticas criminosas que estão a destruir o nosso país, as nossas vidas, o nosso futuro. Vem dizer basta. Este governo perdeu a legitimidade e tem que ser posto a andar. Junta-te! Não nos calarão! Nem nós nos calaremos!
 

sábado, abril 26, 2014

Os Políticos E Os Outros

Ouvir Cavaco Silva, Passos Coelho, Paulo Portas e outros assim falar do 25 de Abril dá um certo fastio e cheira a bafio. Há uma divisão cada vez mais clara na sociedade portuguesa para além daquelas que o governo intencionalmente criou. É a divisão entre o mundo dos políticos e os outros. Cada mundo de costas voltadas a falar entre si. Nada de bom se avizinha.

25 de Abril em Loulé, Em Austeridade Perpétua Não Há Liberdade

 
Algumas dezenas passaram a tarde em Loulé a exigir a queda imediata deste governo e o fim das políticas de austeridade. Não terão descanso enquanto não pararem de pôr em prática estas políticas criminosas. Nem fascistas, nem colaboracionistas, não passarão.

terça-feira, abril 22, 2014

Ópio do Povo?

"Ontem, ao ouvir as buzinadelas, pensava em quantos adeptos deste ou de outro clube, loucos de alegria pelo resultado de um jogo que em nada modificaria a sua vida, estariam dispostos a sair à rua para defender o aumento do salário mínimo, o aumento das pensões, o fim das propinas ou o pleno emprego. Quantas dessas pessoas seriam capazes de vir para as ruas exigir o fim da pobreza? Quantas dessas pessoas viriam para a rua indignadas pelos milhares de crianças que passam fome? Quantas dessas pessoas viriam para a rua exigir um combate eficaz à corrupção e uma justiça igual para todos? Quantas viriam defender uma escola pública de qualidade? Quantas destas pessoas virão para a rua no 25 de Abril gritar que não esquecemos a liberdade? Quantas dessas pessoas irão votar nas eleições europeias? Quantas irão votar nas legislativas? E quantas irão votar nos mesmos que hoje os condenam a eles à pobreza e os seus filhos à ignorância? Para que lhes serve este feroz orgulho de grupo e esta embriguez selvagem da vitória se, nos momentos que importam realmente, irão baixar o pescoço onde se irá pousar a canga?" 

segunda-feira, abril 21, 2014

25 de Abril Em Loulé - Em Austeridade Perpétua Não Há Liberdade

Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé 
Dr. Vítor Aleixo 

Assunto: Acampada e Assembleia Popular Pela Liberdade – Pela Demissão do Governo - Contra a Austeridade 

Data da informação: 22/04/2014 

Informa-se o município de Loulé que se vai levar a cabo um protesto dia 25 de Abril pelas 15 horas contra as políticas criminosas do Governo PSD/CDS, da Troika e contra a conivência colaboracionista do partido socialista com a destruição da vida dos portugueses. Sob o lema “Em Austeridade Perpétua Não Há Liberdade” exige-se o resgate da nossa dignidade, das nossas vidas e da democracia. O protesto realiza-se na Praça da República em frente à Câmara Municipal de Loulé. Eu, João Martins, portador do Bilhete de Identidade nº ..., contribuinte nº ..., faço comunicar a sua excelência esta intervenção no espaço público. 

 Com os melhores cumprimentos

domingo, abril 20, 2014

Um Vereador Fascistóide Incomodado Com a Vinda De Otelo Saraiva de Carvalho a Loulé

O senhor Hélder Martins, vereador da Câmara Municipal de Loulé e presidente cessante da Comissão Política Concelhia do PSD/Loulé, conforme vem relatado no jornal “A Voz de Loulé’ de 18 de abril, afirmou em reunião partidária que “não é tarefa fácil ser vereador da Câmara Municipal de Loulé, que não é dirigida por alguém com mentalidade do PS mas sim de extrema-esquerda. Já cá veio o Otelo e outros se seguirão”. Esta última afirmação consubstancia uma referência direta ao programa da Comissão Concelhia das Comemorações dos 40 Anos do 25 de Abril, a qual, relacionada com outras afirmações, segundo testemunhas presenciais, constitui matéria grave. Com a finalidade de estancar o desenvolvimento de inverdades, de insinuações sem fundamento e de difamações, o Presidente da Comissão Concelhia decidiu: 1. Solicitar junto do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Dr. Vítor Aleixo, que, com carácter de urgência, seja ouvido pela mesma câmara , com registo, sobre a forma como o programa de cidadania tem sido cumprido e projeta cumprir até final do ano, nos termos do mandato recebido. 2. Disponibilizar-se, junto do Senhor Presidente da Assembleia Municipal de Loulé, Prof. Doutor Adriano Pimpão, para o legítimo e desejável escrutínio sobre a mesma matéria, por parte dos Representantes que integram a mesma assembleia. 3. Reiterar publicamente que nenhum dos elementos que integram a Comissão Concelhia aufere de qualquer pagamento, avença ou benefício a pretexto de qualquer trabalho ou envolvimento no Programa de Cidadania a que foram convocados.. 4. Dar um prazo razoável de 15 dias ao Senhor Hélder Martins para, publicamente, além de explicar o alcance das suas afirmações, esclarecer também se tem dúvidas sobre a lealdade e a generosidade graciosa do cumprimento do Programa das Comemorações da implantação da Democracia. 

Texto copiado daqui: 

sábado, abril 19, 2014

A Desonestidade Intelectual de Vasco Pulido Valente

A desonestidade intelectual de Vasco Pulido Valente atingiu o seu ponto máximo. De uma assentada este intelectual reaccionário e conservador herdado do Estado Novo trucidou a sociologia, a psicologia, as ciências políticas, as relações internacionais e as ciências humanas em geral. Escapou a história, ou talvez tenha escapado só o historiador Vasco Pulido Valente ao atestado de inutilidade social. Já sabíamos do retrocesso que Nuno Crato introduziu no ensino, na investigação e na ciência em Portugal. Já sabíamos que Durão Barroso tem uma predilecção pela excelência do ensino do Estado Novo. Ficamos agora a saber que Vasco Pulido Valente quer condenar as Ciências Sociais e Humanas ao seu velho estatuto do contexto da ditadura, agora já não sob a ideia de ciências "perigosas" mas centrado na ideia de ciências "inúteis". Resta saber se Vasco Pulido Valente é apenas ignorante, se age apenas de má fé ou se se trata das duas coisas em conjunto. A brutal crise em que vivemos fê-los sair todos do armário. Sem o mais pequeno pudor e vergonha. 

25 de Abril em Loulé - Em Austeridade Perpétua Não Há Liberdade

Dia 25 de Abril, em frente à Câmara Municipal de Loulé vem exigir a demissão do Governo PSD/CDS e dizer de novo basta à austeridade. O actual governo em conjunto com o partido socialista de António José Seguro querem-nos condenar à austeridade perpétua através do Tratado Orçamental e da regra de ouro, o que impede qualquer saída (limpa ou suja) da situação que nos encontramos, continuando o caminho de destruição do nosso país, o roubo descarado de salários e pensões de quem trabalhou uma vida inteira, a destruição do sistema nacional de saúde, da educação pública, da segurança social dos portugueses. Porque recusamos ser escravos de uma dívida que a maior parte de nós não contraiu. Porque estamos fartos de alimentar banqueiros e políticos corruptos, vamos sair de novo à rua em Loulé para dizer basta. Não nos calarão, nem nos submeteremos à politica do está quietinho ou levas no focinho. Traz a tua mensagem política, o teu farnel, música, tachos, panelas, cravos vermelhos, traz a tua loucura, traz o que quiseres. Não há convites, nem bilhetes, o resgate da democracia é aberto a todos. Traz a tua indignação, o teu petisco, a tua tenda e acampa. Façamos da rua a casa do povo. Vem dizer não ao estado a que isto chegou. Vem resgatar Abril em Loulé.
 

Os Portuguesinhos

A ser confiável esta sondagem 66% do eleitorado em Portugal pretende votar novamente no PS e no PDS. Depois não digam que a responsabilidade pela barbárie é apenas e só de Pedro Passos Coelho. Melhor dizendo, depois não se queixem.
 

sexta-feira, abril 18, 2014

Isto Não Vai Acabar Bem

Quando a extrema-direita diz aquilo que a "esquerda" silencia e que nos obriga a concordar com ela. Isto não vai mesmo acabar nada bem e "PS", Bloco de Esquerda, PCP e sindicatos têm uma enorme responsabilidade no desastre ao não terem construído uma alternativa à barbárie.

O Regresso Dos Totalitarismos na Europa

Tudo indicia o regresso dos totalitarismos na Europa. Não consigo ver de outra maneira. Totalitarismo ou democracia é o que se joga actualmente na Europa. Há duas fortes possibilidades em aberto. Ditadura ou revolução. Inclino-me para a possibilidade da primeira sair vencedora. Quando a "esquerda" organizada não oferece alternativas às reivindicações populares é a direita e a extrema-direita que aumentam as suas hipóteses de capitalizar o descontentamento. A ver vamos como decorre a barbárie institucionalizada.

quarta-feira, abril 16, 2014

Um Governo De Sociopatas

A melhor receita para o desastre da austeridade é mais austeridade. Tudo no bom caminho. A sociopatia política (deliberada, intencional e estrategicamente pensada) e o suicídio colectivo de um povo através da apatia é brutal.

domingo, abril 13, 2014

Mais do que nunca, a imaginação sociológica

Em tempos de aguda crise económica, social e política, com intensas repercussões ao nível dos processos de desestruturação e desfiliação social (desemprego, precariedade, pobreza e aumento das desigualdades, enfraquecimento do Estado social), torna-se ainda mais premente o debate vivo e atualizado sobre os caminhos da sociedade portuguesa. Também por essa circunstância, ganha especial relevo a realização do VIII Congresso Português de Sociologia sob o tema: "40 Anos de Democracia(s): Progressos, Contradições e Prospetivas", que reunirá mais de mil sociólogos na Universidade de Évora, de 14 a 16 de abril. A Associação Portuguesa de Sociologia, que organiza o evento, tem vindo a pronunciar-se publicamente sobre a política científica reinante que, entre outros aspetos, despreza implícita ou explicitamente o papel das ciências sociais, precisamente quando se imporia o inverso, isto é, o aumento de recursos e de vontades para que seja possível um conhecimento científico aprofundado, sistemático e durável das nossas sociedades, condição indispensável para a produção de políticas públicas adequadas à urgência social, devidamente qualificadas e qualificantes, solidárias e sustentáveis. De igual modo, temos defendido com afinco a promoção da estabilidade do emprego científico, de forma a superar a precariedade que expulsa tantas e tantos investigadores/as de Portugal e do espaço europeu, comprometendo perspetivas de carreira profissional e de vida pessoal e familiar e, não menos importante, diminuindo o potencial científico do país. Não nos conformamos, ainda, com o cariz fortemente ideológico de alguns discursos utilitaristas sobre a falta de empregabilidade das ciências sociais, uma vez que não encontram suporte nem na realidade empírica, nem nos inúmeros estudos realizados. A suposta “inutilidade” da sociologia e das ciências sociais é tão mais propagada quanto os resultados do conhecimento acumulado sobre as práticas sociais incomoda os poderes instituídos, uma vez que apontam erros, insuficiências, omissões e, acima de tudo, a possibilidade de pensar e de agir de outra maneira, contra a barreira de mitos da inevitabilidade, que mais não é do que uma forma de neutralizar a história, a política e o próprio debate público. Ora, é na discussão aberta, viva e plural sobre os caminhos do possível que se encontram os futuros socialmente disponíveis e imagináveis. Hoje, mais do que nunca, a sociologia e as ciências sociais, sem tentação messiânica ou posse absoluta de qualquer verdade ou dogma, podem mobilizar sólidos conhecimentos estruturados sobre nós mesmos e sobre o nosso lugar na Europa e no mundo. Não por acaso, a conferência de abertura será proferida pelo sociólogo alemão Ulrich Beck, que propõe conceitos como “sociedade de risco”, “modernização reflexiva”, “segunda modernidade” ou “destradicionalização”. O seu último livro, de grande atualidade, A Europa Alemã – De Maquiavel a ‘Merkievel’. Estratégias de Poder na crise do Euro, aponta baterias contra a deriva antidemocrática da União Europeia. Move-nos, por isso, esta indestrutível energia de não pararmos no conhecimento, no debate, na implicação pública. É possível, com outros critérios e orientações, unir o conhecimento científico, as políticas públicas, os movimentos sociais e a cidadania contra as repercussões destrutivas da crise. Assim acontecerá durante este VIII Congresso, 40 anos após a refundação democrática do nosso país. Depois do 25 de abril. 

Ex-Sem Abrigo Volta Às Ruas Por Ordem De Uma Vereadora Do Partido Socialista de Olhão

Segundo o blogue Olhão Livre a PSP acaba de despejar na rua um ex-sem-abrigo que ocupava um abrigo temporário por ordem de uma vereadora do Partido Socialista da Câmara Municipal de Olhão. O que dirá António José Seguro disto? Propor como programa político retirar os sem-abrigo das ruas, orgulhar-se de assinar o Tratado Orçamental, estar de acordo com a "regra de oiro" e ainda tirar das ruas os sem-abrigo despejados nelas pelos membros do Partido Socialista, é obra. 

sábado, abril 12, 2014

Duques E Cenas Tristes

Entre muitas das coisas interessantes que as comemorações do 25 de Abril estão a trazer a Loulé (e a sessão inaugural com os capitães de Abril foi uma delas) destaco como menos positivo um incómodo e algumas escolhas dúbias. O incómodo é a celebração efusiva de algo que se está a perder, a democracia (hoje uma mera farsa) que me deixa um sabor amargo e a sensação de que algo não bate certo nesta história. As escolhas dúbias têm que ver com alguns dos convidados participantes nas comemorações que mesmo que indirectamente, são dos principais responsáveis pelo caminho que nos trouxe até aqui. Convidar João Duque, um dos arautos da defesa do Deus "mercado" para falar de democracia só pode revelar falta de tacto e é óbvio que a conversa só poderia acabar onde acabou. Na moda do "empreendedorismo". Na responsabilização individual pelo sucesso de cada um e na crise como oportunidade redentora. Mais valia ter trazido ao concelho de Loulé o democrata Miguel Relvas e o seu empreendedor mor que nos disse que o que é preciso é saber "bater punho". Por outro lado, pôr no mesmo saco todos os deputados eleitos pelo Algarve, colaboracionistas, neofascistas e democratas só pode ser brincadeira de mau gosto. Tudo se passa como se a crise não tivesse responsáveis políticos e o ataque à democracia, ao Estado Social e à vida dos portugueses fosse qualquer coisa de ordem divina. O relativismo moral em que caímos em que tudo se equivale é precisamente um dos aspectos centrais do estado a que isto chegou. Antes contra a democracia. Agora pela democracia. Apoiar Passos Coelho e um governo que provocou a maior regressão social na história do país nas últimas décadas ou outra coisa qualquer é tudo a mesma coisa. O que importa é pertencer à corte. O resto são críticas de gente que certamente constitui uma "ameaça à democracia" e que "ataca" essa abstração generalizante autodesignada "poder local".

Revolução Ou Miséria Perpétua



É cada vez mais claro que a saída para a austeridade perpétua é uma nova revolução. É um tiro no escuro? Claro que sim. Mas qualquer coisa já é melhor do que o beco sem saída em que os políticos nos colocaram. Se a escolha que nos dão é entre um horror sem fim e um fim de horror, venha este último. Depois logo se vê como se sai disso.

quarta-feira, abril 09, 2014

A Traição Da Comissão De Utentes Da Via Do Infante Aos Algarvios

Aqui está, preto no branco, a grande traição da Comissão de Utentes da Via do Infante aos algarvios. João Vasconcelos, do Bloco de Esquerda, entregou a liderança de uma plataforma anti-portagens no Algarve nas mãos do Partido Socialista e temos aqui a prova (numa entrevista ao Região Sul) pela boca do seu líder distrital, António Eusébio que a prioridade do PS-Algarve é a "requalificação" da EN125 que pasme-se lá é tida "como a única alternativa" à Via do Infante. Anos de luta terminaram num acordo de cavalheiros em que gente do Bloco de Esquerda tudo fez para desmobilizar o protesto popular. Fiquemos pois a aguardar por essa grande resistência organizada do partido socialista contra as portagens da Via do infante. Começa a ficar cada vez mais claro também que há um tal de Vítor Aleixo que mais não anda a fazer do que a endrominar as populações que um dia disse que nunca iriam ficar para trás.

Ver as declarações de António Eusébio aqui: 

terça-feira, abril 08, 2014

O meu país não é deste presidente, nem deste governo

O meu também não. E há que dizê-lo sem receios e sem a cabeça escondida atrás das orelhas. Aliás, este Presidente e este Governo (a que se poderia acrescentar, esta oposição "socialista") simbolizam exactamente o contrário do que um dia imaginei como uma sociedade decente construída por gente digna. 

domingo, abril 06, 2014

Sair Do Marasmo Do Pensamento Medíocre, A Ler Até Ao Fim

Com a crise que Portugal atravessa tem-se posto em causa o Estado social em Portugal. Argumenta-se que este é muito oneroso, que é um desincentivo ao trabalho e que põe em causa a competitividade internacional das empresas devido aos elevados custos salariais que acarreta. Defende-se assim que deveríamos caminhar no sentido de um Estado assistencialista. Temos no entanto que ter consciência que as escolhas que fizermos neste domínio terão impactos profundos no combate à pobreza em Portugal. O debate entre o Estado social, o Estado assistencialista e a pobreza não é novo. De facto, já na Revolução Industrial a pobreza era vista por muitos intelectuais como necessária ao crescimento económico, uma vez que, ao assegurar salários baixos, promovia a competitividade internacional. Para além disso, argumentava-se que o Estado não deveria ter qualquer obrigação na diminuição da pobreza, uma vez que caberia a cada um a responsabilidade de a ultrapassar. Estas ideias são a base do que hoje designamos por mercantilismo, e são pedra angular dos Estados assistencialistas (ou liberais, como também são conhecidos). No século XIX, com os chamados utilitaristas, assistiu-se a uma mudança de paradigma. Para estes, o bem-estar de um país mede-se como a soma do bem-estar de todos os indivíduos dessa sociedade. Como tal, o bem-estar de uma sociedade será mais baixo quando uma grande parte da população vive na pobreza. Por outro lado, para os utilitaristas, a economia não pode ser só vista do lado da oferta, ou seja ter salários baixos para aumentar a competitividade. O consumo tem também importância uma vez que, quanto maior a procura doméstica, maior será a produção local. Isto é uma das bases da economia dos países escandinavos que, apesar de serem países pouco populosos, têm grandes mercados internos devido a uma combinação de salários elevados e uma compressão salarial que diminui as desigualdades entre os salários de topo e os mais baixos. A pobreza como questão meramente económica começou a alterar-se na segunda metade do século XX. John Rawls e outros deram voz a uma crescente preocupação com uma sociedade da abundância onde ainda uma grande parte da população nem as necessidades básicas consegue satisfazer. Neste sentido, Rawls argumenta que enquanto só as elites tiverem acesso a melhor educação, emprego e saúde, as desigualdades sociais não mais se irão esbater. Segundo estas novas correntes, caberia pois ao Estado garantir a igualdade de oportunidades para promover a justiça social. Estas ideias estão na base dos Estados sociais modernos. Mais recentemente esta visão têm sido alvo de contestação, e temos assistido, como o caso de Portugal demonstra, a um regresso das concepções mercantilistas. No entanto, a evidência empírica contradiz os argumentos por detrás destes ataques. Primeiro, como os estudos de Martin Ravallion demonstram, a pobreza reduz o crescimento económico, porque um factor central para este é o capital humano. Ora, um indivíduo pobre não tem meios para investir em capital humano. Como tal, sociedades com muita pobreza têm menos capital humano. Mas hoje em dia, mais que ser competitivo nos salários, tem que se ser competitivo a produzir ideias, e sem capital humano não há ideias. Segundo, não há também evidência de que as despesas sociais afectem o crescimento económico e a produtividade de um país (ver os estudos de Anthony Atkinson e Peter Lindert). Aliás, ao contrário do que muitos querem fazer crer, nem todos os Estados sociais têm tido uma má performance económica (e.g.: países escandinavos). No entanto, um aspecto que tem diferenciado os Estados sociais e os liberais é que os primeiros têm apresentado melhores resultados em termos sociais. Portugal, por seu lado, tem sido excepcional no sentido em que os resultados sociais têm sido tão maus como nos países liberais e a performance económica tem sido pior do que nos Estados sociais ou liberais. No que diz respeito à performance económica de Portugal não é necessário mais evidência do que a prolongada crise económica que temos vindo a atravessar. Em termos de resultados sociais, basta referir que Portugal é um dos países da Europa com maior risco de pobreza e exclusão social (25% da população), com maiores desigualdades económicas (os 20% mais ricos têm rendimentos 5,7 vezes superiores aos dos mais pobres), com menor eficácia das políticas sociais (em Portugal as transferências sociais atenuam a pobreza em 24,5% enquanto a média na Europa é de 27%) e com menor mobilidade social entre classes (a disparidade entre os rendimentos de um indivíduo do sexo masculino cujo pai tenha atingido o ensino superior e de outro cujo progenitor não tenha ido além do 3.º ciclo do ensino básico situa-se nos 66,9%, o valor mais elevado da OCDE). Tudo isto demonstra que em Portugal não existe igualdade de oportunidades. Para além disso a privatização das funções sociais do Estado pode não vir a melhorar os indicadores socioeconómicos de Portugal, antes pelo contrário. Por exemplo, os EUA são como Estado assistencialista o país do mundo com maior nível de caridade privada. No entanto, esta ajuda privada é bastante ineficiente pois pouco contribui para reduzir a pobreza nesse país. De facto antes das ajudas sociais, os EUA têm uma taxa de pobreza relativa de 17,2%, que é reduzida para 15,1% depois das ajudas sociais. Compare-se com a Suécia onde antes das ajudas sociais a taxa de pobreza relativa é de 14,8%, passando para 4,8% depois dessas ajudas. O que isto demonstra é que se o Estado deseja incluir os privados nas funções sociais cabe a este garantir a universalidade das ajudas sociais, estabelecer metas que os privados têm que cumprir, e fiscalizar as prestações sociais pelos privados. Ou seja, o risco tem que ficar com os privados e os benefícios com o público. Doutro modo, só assistiremos a uma repetição do que tivemos com muitas parcerias público-privadas. Em suma, na nossa sociedade moderna em que o capital humano é o mais importante para o crescimento económico, não nos podemos dar ao luxo de deixar cair uma grande parte da população no fosso da pobreza. Se o Estado social falhou em Portugal, não foi por culpa do Estado social em si, como outros países o comprovam, mas porque em Portugal não existe igualdade de oportunidades. Sem igualdade de oportunidades não haverá justiça social, e a pobreza será um beco sem saída. 

O António Do PS

Este António que se orgulha de ter aderido ao Tratado Orçamental e à "regra de ouro" que nos condenam à austeridade perpétua depois anda aí pelo país a dizer estes disparates. Não se apercebe (eu penso que ele sabe mas isso é outra questão que nos levaria a propôr para feriado o dia 1 de Abril) que as duas coisas são contraditórias. Enfim, é o que temos.

sábado, abril 05, 2014

Uma Excelente Entrevista De Marisa Matias Ao Público

Uma grande entrevista de Marisa Matias. A minha única discordância tem a ver com o facto de eu já não acreditar que com esta arquitetura europeia e com os políticos que comandam a europa termos alguma possibilidade mínima de sair do horror económico e político em que nos encontramos. Neste momento acredito cada vez mais que só a saída do euro nos pode devolver a esperança numa vida digna.
 

quarta-feira, abril 02, 2014

25 De Abril Em Loulé - Acampada E Assembleia Popular Pela Liberdade - Pela Demissão Do Governo, Contra A Austeridade

Dia 25 de Abril, em frente à Câmara Municipal de Loulé vem exigir a demissão do Governo PSD/CDS e dizer de novo basta à austeridade. O actual governo em conjunto com o partido socialista de António José Seguro querem-nos condenar à austeridade perpétua através do Tratado orçamental e da regra de ouro, o que impede qualquer saída (limpa ou suja) da situação que nos encontramos, continuando o caminho de destruição do nosso país, o roubo descarado de salários e pensões de quem trabalhou uma vida inteira, a destruição do sistema nacional de saúde, da educação pública, da segurança social dos portugueses. Porque recusamos ser escravos de uma dívida que a maior parte de nós não contraiu. Porque estamos fartos de alimentar banqueiros e políticos corruptos, vamos sair de novo à rua em Loulé para dizer basta. Não nos calarão, nem nos submeteremos à politica do está quietinho ou levas no focinho. Traz a tua mensagem política, o teu farnel, música, tachos, panelas, cravos vermelhos, traz a tua loucura, traz o que quiseres. Não há convites, nem bilhetes, o resgate da democracia é aberto a todos. Traz a tua indignação, o teu petisco, a tua tenda e acampa. Façamos da rua a casa do povo. Vem dizer não ao estado a que isto chegou. Vem resgatar Abril em Loulé.
 

Resgatar Abril, Nem Fascistas, Nem Colaboracionistas, Não Passarão


terça-feira, abril 01, 2014

Sem Rumo, É O Novo Rumo "Socialista"

Depois da hecatombe "socialista" nas eleições locais em França e da demissão do Primeiro-Ministro francês já nada surpreende. François Hollande aposta forte no novo Primeiro-Ministro, Manuel Valls, que se destacou pela xenofobia e pela prática racista de deportação e de perseguição aos ciganos do leste. Onde tu chegaste "socialismo".

Há Sempre Alguém Que Resiste


Isto sim. É lutar pelo resgate da democracia e da nossa dignidade. Obrigado. Este é o bilhete e o convite que conta.

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2014-03-31-movimento-irrevogavel-tenta-oferecer-bilhete-de-aviao-para-passos-emigrar