domingo, outubro 23, 2016

Catarina De Bruxelas

A conversão do Bloco de Esquerda na submissão a Bruxelas vai mais longe do que alguém poderia imaginar. Catarina Martins é o novo Tsipras das esquerdas, agora em Portugal, apesar de o fazer de uma forma mais soft e ainda pouco visível. Tal como a moeda no jogo do capitalismo, na política parece que não há nada que o poder não converta. Submetido a Bruxelas e às regras financeiras do Tratado Orçamental. Confessando a sua incapacidade na renegociação da dívida resta-lhe a política da vitimação como estratégia (para eleitor ver). Às Segundas, Quartas e Sextas suporta o governo socialista submetido a Bruxelas de António Costa e às Terças e Quintas junta-se às populações na rua contra esse mesmo governo. Como táctica política talvez resulte temporariamente. Como estratégia política é suicidária. Esta estratégia política de se submeter a uma consolidação brutal dizendo que ao menos prova-se que é possível consolidar de outra maneira é ela mesmo brutal. António Costa já não precisa falar da tal austeridade inteligente pois ela está aí a ser sufragada pelo Bloco de Esquerda. Quem diria?
 

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