O Bloco é um partido que surgiu de várias fragmentações minoritárias no continuo da esquerda e cresceu com alguma sustentabilidade à custa da qualidade das propostas políticas de Louçã e de mais três ou quatro extraordinários políticos carismáticos (Fernando Rosas, Miguel Portas, João Semedo, Ana Drago e mais um ou outro). Suspeito que se o Bloco não redefinir a estratégia política dos últimos tempos (e não está a conseguir fazê-lo uma vez que as últimas intervenções de Louçã têm sido desastrosas) arrisca-se a ser o partido do táxi de Paulo Portas. E Portugal precisava de mais do que isso.
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quarta-feira, fevereiro 09, 2011
A Encruzilhada do Bloco de Esquerda
O Bloco é um partido que surgiu de várias fragmentações minoritárias no continuo da esquerda e cresceu com alguma sustentabilidade à custa da qualidade das propostas políticas de Louçã e de mais três ou quatro extraordinários políticos carismáticos (Fernando Rosas, Miguel Portas, João Semedo, Ana Drago e mais um ou outro). Suspeito que se o Bloco não redefinir a estratégia política dos últimos tempos (e não está a conseguir fazê-lo uma vez que as últimas intervenções de Louçã têm sido desastrosas) arrisca-se a ser o partido do táxi de Paulo Portas. E Portugal precisava de mais do que isso.
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
Pensar o Mundo I
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
terça-feira, fevereiro 08, 2011
Arqueologia do Socialismo
Sobre o novo leninismo no seu pior ver aqui:
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"Carpe Diem"
segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Estudar Faz Bem à Saúde
O autor do estudo Classes Sociais e a Desigualdade na Saúde foi tentar conhecer "as histórias de vida" através de processos clínicos de uma amostra de 1935 pessoas. O investigador do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES), do Instituto Universitário de Lisboa, escolheu pessoas que morreram em 2004, num hospital de Beja e noutro de Lisboa, o que acabou por lhe dar um retrato de uma geração portuguesa que nasceu por volta das décadas de 1920 a 1930 e morreu com cerca de 70 a 80 anos. E as disparidades na doença e na morte são muitas.
A grande conclusão do seu estudo, que foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, é que "a classe é mais importante que a geografia para explicar desigualdades em saúde". Comparando a longevidade dos chamados profissionais técnicos e de enquadramento - categoria que inclui as profissões mais qualificadas e que exigem licenciatura, como professores, advogados, e engenheiros -, com a dos operários, constata-se que a diferença de tempo de vida é, em média, de 13,8 anos em Lisboa e 11,5 em Beja. Isto significa que os mais ricos e qualificados viveram, em média, mais de uma década do que os mais pobres e com menos qualificações. Enquanto os profissionais técnicos e de enquadramento estudados viveram, em média, 82 anos, os operários ficaram-se pelos 68,8 anos."
Ver mais aqui: http://jornal.publico.pt/noticia/07-02-2011/ricos-vivem-mais-dez-anos--do-que-pobres-21233584.htm
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
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As Promessas de Sócrates
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domingo, fevereiro 06, 2011
O Cinema de Regresso a Loulé
Depois de uns curtos longos anos sem qualquer equipamento cultural digno desse nome, Loulé voltou hoje a ter cinema no Cine-Teatro Louletano. Da antiga sala nada resta. Ficou a autenticidade reservada para o seu aspecto exterior. A nova sala tem um estilo moderno, confortável e uma excelente qualidade acústica. Loulé volta a ter um equipamento cultural na cidade digno desse nome.
A estreia cinematográfica foi para o brilhante documentário de João Canijo "Fantasia Lusitana". O filme relata a neutralidade portuguesa durante a segunda guerra mundial e o contraste entre o mundo de felicidade produzido ideologicamente pelo regime de Salazar e Carmona e as percepções de espanto e incredulidade dos refugiados da guerra que passavam por Lisboa, com tão ingrata felicidade. O documentário é um documento histórico fenomenal. Está quase tudo lá do Portugal de Salazar. A pobreza e a miséria, o analfabetismo, a exaltação da Nação, o culto e a adoração ao chefe de Estado. Portugal representado ideologicamente como uma nação fundamental aos destinos do mundo. Uma excelente escolha portanto.
Na plateia menos de uma dezena de lugares estavam ocupados. O preço dos bilhetes, três euros, é um preço mais que acessível, falta fazer com que a oferta cultural gere mais procura cultural. Para já, o começo, ao nível da oferta, é prometedor. Há que manter o nível e jogar habilidosamente entre a democratização dos gostos culturais e a sua sempre necessária elevação. A cultura é daqueles investimentos que talvez não se traduza de forma imediata em muitos votos eleitorais. Mas as actuais e futuras gerações ficarão eternamente agradecidas se sentirem que alguém está atento ao seu sempre indispensável engrandecimento cultural.
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sábado, fevereiro 05, 2011
Ser Parvo ou não ser Parvo: Eis a Questão
O sucesso mediático da música "Parva que sou", de resto, em minha opinião, uma das menos conseguidas melodias do jovem e brilhante grupo, merece reflexão. A música, se é um alerta legítimo da expressão do brutal desconforto juvenil face a um contexto de desemprego estrutural, precarização geral do trabalho e da ausência de oportunidades de fazer futuro, é, em simultâneo, portadora de uma mensagem errada. É que os "parvos" são precisamente aqueles que não investem na sua escolarização. Ao contrário do que nos querem vender alguns dos profetas da desgraça, estudar compensa. Mais anos de escolarização (sobretudo escolarização de nível superior) permitem auferir melhores rendimentos ao longo da vida, profissões mais qualificantes e de maior estatuto social, protecção maior face ao desemprego, menor tempo de espera por novo emprego, mais capacidade cidadã, mais oportunidades de mobilidade social ascendente, etc, etc, etc. É caso para dizer, parvos são os outros, aqueles a quem não lhes é dado a oportunidade de serem parvos. Para esses a parvoice que resta é o emprego desqualificado, o desemprego, o biscate, a forte probabilidade de cair em trajectórias desviantes. Esses não são só "parvos". Esses estão condenados muitas vezes a inexistir. São, na sua maior parte, os que caiem na categoria dos "Nem, Nem". Nem estudam, nem trabalham, deambulam. A escola sofre pois assim desta enorme ambivalência tão típica das sociedades modernas. Mais escolarização já não é mais um passaporte para o melhor dos mundos. Sem ela, a vida é uma desgraça vivida pela negativa. Esta é a tragédia.
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sexta-feira, fevereiro 04, 2011
Happy Birthday
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quinta-feira, fevereiro 03, 2011
Socialistas e Socralistas
Estas três dimensões existem, em maior ou menor grau, em todos os partidos. O que os diferencia, para lá da ideologia, é o peso de cada um dos factores. É o que se compreende facilmente se repararmos no facto de as ditaduras se darem bem com os dois primeiros factores, o clubista e o pretoriano, mas mal (muito mal mesmo como se tem visto nestes últimos dias no Egipto) com o terceiro, que aponta para a liberdade dos cidadãos com todas as suas consequências."
Manuel Maria Carrilho
Subscrevo, na íntegra, o artigo de Manuel Maria Carrilho.
Aqui: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1774073&seccao=Manuel%20Maria%20Carrilho&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco&page=-1
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quarta-feira, fevereiro 02, 2011
Não é Verdade
“Quero elogiar os militares egípcios pelo profissionalismo e pelo patriotismo que tem sido mostrado até aqui …” Barack Obama
Esta imagem pode ferir susceptibilidades. Aconselhamos a clicar apenas a quem tiver coragem de conhecer a realidade brutal no Egipto tal como ela acontece:
http://5dias.net/2011/02/02/i-want-to-commend-the-egyptian-militaries-for-the-professionalism-and-the-patriotism-that-is-shown-this-far-barack-obama/#more-56174
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terça-feira, fevereiro 01, 2011
Política da Memória
Bem pode o doutor Emídio mudar o nome do Cine-Teatro Louletano para Cine-Teatro Frutuoso da Silva que para mim será sempre Cine-Teatro Louletano. O doutor Emídio busca a eternidade através do branqueamento da memória dos louletanos. E com a oposição política que existe em Loulé não me admira nada que a manipulação do passado ao serviço da política do presente, faça o seu caminho por diante. Alguém deveria fazer ver ao doutor Emídio que o Cine-Teatro Louletano é o Cine-Teatro dos louletanos. A apropriação política da memória da cidade é uma marca clara desta governação de direita. Vale a pena recuperar as palavras de Sá de Miranda "m'espanto às vezes, outras m'avergonho..."
PS: A foto é copiada do blogue Tia Anica de Loulé
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Do Egipto com Amor
O povo excessivamente expremido jamais será vencido...e na Jordânia já há mudança governativa...é assim qualquer coisa como a Nova Era das Revoluções...
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