sábado, dezembro 17, 2016

De Novo Os Rankings E As Desigualdades Escolares

O jornal Público acaba de publicar mais um ranking das escolas básicas e secundárias em Portugal. Algumas breves observações iniciais. A instituição escolar continua a funcionar como um mecanismo forte de reprodução das desigualdades sociais. Quer no Ensino Básico quer no Ensino Secundário as escolas de privilégio aparecem concentradas no topo do ranking estando ausentes na sua cauda. No secundário e no básico as escolas privadas ocupam as primeiras 30 posições do ranking e só a partir da casa das trinta posições aparecem as primeiras escolas públicas. Não se percebe porque razão as escolas privadas não são obrigadas a divulgar os indicadores nível de escolarização dos pais e percentagem de alunos a receber apoio de acção social na escola (por exemplo, a Escola Internacional de Vilamoura). A percentagem na maior parte das escolas de alunos sem "percursos directos de sucesso" também é elevadíssima com escolas a evidenciarem níveis de reprovação assustadores (o caso da Escola Secundária de Loulé). Depois há o outro lado da moeda, os casos das escolas em contextos socioeconómicos desfavorecidos onde se conseguem resultados acima dos valores esperados. O que quer dizer que estas enormes desigualdades não são uma fatalidade. O discurso governativo de reacção a estes resultados vai no bom sentido. Assim se haja em conformidade.

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