segunda-feira, dezembro 05, 2016

A Geringonça E A Violência Escolar No Agrupamento De Escolas Padre João Cabanita

O telemóvel toca. Informam-me que o meu filho mais velho foi agredido. Parece que o jogaram ao chão, apertaram-lhe o pescoço até sufocar e o pontapearam na barriga. Antes jogaram-lhe um martelo à cabeça que por sorte só lhe acertou nas costas. Não, não se pense estou a falar do faroeste. Estou a falar do Agrupamento de Escolas Padre João Cabanita. Parece que tudo isto foi porque o Pedro estava a ocupar um território periférico na escola onde seria suposto não estar. Já depois do telefonema vi um comunicado do PSD Loulé a denunciar a falta de funcionários nas escolas de Loulé e o abandono dos alunos à sua própria sorte em determinadas zonas dos espaços escolares. Parece que o Dr. Vítor Aleixo tem orelhas moucas e considera a violência escolar um não problema. Da gestão escolar fica-se com a sensação que a violência está "naturalizada". Só este ano é a segunda vez que agridem o meu filho Pedro. Da primeira vez foi agredido por uma funcionária (?). Amanhã vou à escola. Vou querer saber se as regras são mesmo as do faroeste. Se assim for nada mais me resta do que me adaptar às regras da selva escolar. Não é assim que se defende a escola pública.

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