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quarta-feira, julho 07, 2010

Catavento Político



Depois de perto de cinco anos de adesão acritica às políticas neoliberais a gente fica sem saber o que dizer, ou o que pensar, das criticas de Sócrates às ideologias ultraliberais do líder ultraliberal do partido da oposição. A chegada em breve ao poder de Pedro Passos Coelho pode ser a oportunidade do PS se encontrar consigo mesmo. Mas isso implicaria uma mudança de protagonistas. E os que estão neste preciso momento agarrados ao poder, são aquilo que o catavento político disser que eles devem ser. O programa de privatizações que aí está em cima da mesa será o melhor indicador do sentido politico-ideológico do partido de Sócrates.

2 comentários:

  1. Ele anda tão mansinho. Não a tia de Louçã mas ele mesmo, o Sócrates. Muito mansinho mesmo. E, ao contrário de Portugal que perdeu com a Espanha em futebol, ele, o Sócrates, meteu golo na Espanha com o caso PT. Mas já é tarde. Não é possível, com ele, o PS virar à esquerda. Infelizmente vamos ter o ultra-liberais as nos governar...Ou o voto útil vai salvar Sócrates?

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  2. Lua Cunha5:00 da tarde

    Amansou um pouco o nosso primeiro ministro, é verdade. O parceiro que escolheu para dançar o tango(por sinal, igualzinho a ele) trocou-lhe as voltas e mandou tocar uma valsa. Habituados a dizer/fazer num dia e a desdizer/desfazer no outro,os bailarinos não conseguiram acertar o passo... deixando o baile sem norte... permitindo antever "a tragédia".
    Na verdade, as ideologias ultra-liberais defendidas afincamente por Pedro Passos Coelho arrasta um conjunto de medidas desastrosas para o Estado Social, mas que... bem vistas as coisas... pouco diferem das iniciativas legislativas já concretizadas ou a concretizar pela governança actual.
    Assim, a entrada em cena do PPC seria, de facto, a "oportunidade de o PS se encontrar consigo mesmo"... mas para isso, os seus militantes verdadeiramente de esquerda e mesmo alguns dos homens do aparelho, já nitidamente descontentes com a defesa arrogante neo-liberal do seu Secretário Geral, teria que dizer de forma assertiva: BASTA!
    Como estou convencido de que não o farão... olho para esta "mansidão" de Sócrates como uma "Crónica de uma morte anunciada"... infelizmente e mais uma vez para um lado que não é senão o da "mudança" na total continuidade.
    Sinceramente... já engoli alguns sapos... mas o Pinóquio eu não engulo... a madeira é mais difícil de digerir.

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