quarta-feira, março 28, 2018

O Tempo Novo

O problema não é só a carga fiscal mais elevada dos últimos 22 anos. O problema grave e sério é que pagamos impostos à bruta para assistir a uma brutal degradação do Serviço Nacional de Saúde, ao desinvestimento indecente na Educação Pública, na Ciência e no Ensino Superior. À deteriorização brutal do Estado Social. Ao abandono das populações do interior à sua sorte e à preparação da culpabilização aos próprios pelas tragédias que vierem a cair-lhes em cima. E já não falo da entrega do território do Algarve às multinacionais do petróleo e das portagens da Via do Infante que põem a população residente no Algarve em constante perigo de vida nas estradas esburacadas. A Geringonça não é só uma farsa. A Geringonça começa a ser um nojo. Tirando a propaganda, a pós-verdade e a mentira, sobra a obediência ao Tratado Orçamental e ao Directório de Bruxelas. Ou seja, sobra pouco ou quase nada.
 

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