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quarta-feira, novembro 24, 2010
Este Blogue Hoje Está Em Greve
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
segunda-feira, novembro 22, 2010
Uma Vereadora Atenta à Blogosfera
2. Tendo sido talvez duro na crítica, devo dizer que simpatizo bastante com alguns dos aspectos da trajectória política de Hortense Morgado. Do acompanhamento distanciado que faço da política partidária apraz-me dizer que criei a ideia de estar perante uma mulher de convicções políticas. Foi assim a quando da sua posição contra o devastador abate arbóreo levado a cabo pela governação do dr. Emídio em Quarteira. Foi assim a quando perante um feroz ataque da masculinidade hegemónica dos homens de topo do partido, resistiu como poucos o saberiam fazer à luta interna partidária. Foi assim quando se assumiu como vereadora de corpo inteiro na Câmara Municipal de Loulé. O mesmo já não posso dizer de alguns dos consensualismos em "prole do desenvolvimento do concelho de Loulé" que vem manifestando nos últimos tempos como vereadora. Gostei mais da Hortense Morgado que luta pelas suas posições para conquistar posições (legítimas) no partido, do que a Hortense Morgado que "colabora" com o dr. Emídio na "salvação da Nação".
3. A reacção sentida da vereadora da Câmara de Loulé, deve-se à minha crítica à sua posição crítica, de a mesma defender que não basta que os movimentos de cidadãos assumam uma posição crítica face à governação, mas é preciso que os mesmos ajudem a encontrar alternativas e soluções políticas. Ora este é um ponto onde contínuo a exercer a minha postura crítica. Se é certo que não posso estar mais de acordo com a ideia de que cada cidadão deve dar o melhor de si (dentro das suas possibilidades muito desigualmente repartidas consoante os recursos económicos e culturais que dispõe) na construção colectiva da coisa pública, também é certo que a crítica política da crítica, com forte intensidade desde o governo de José Sócrates, mais não tem sido do que o exercer de uma forte pressão política para a anulação da crítica política.
4. É neste sentido que referi que Sócrates fez escola. Se alguns, com o exercício da crítica ao "bota baixismo" o fazem de forma plenamente consciente, sabendo bem o que estão a fazer, acredito, que este seja um discurso, que se compra e que se vende, muitas vezes, de forma mais ou menos inconsciente. Não sei se será o caso da senhora vereadora. Mas o contexto político mais vasto da crítica à "maledicência" deveria levar a uma reflexão do que é afinal a democracia. Esta disputa crítica com Hortense Morgado faz-me levar para uma reflexão que desde à algum tempo para aqui queria trazer. Sejamos claros. Se o discurso político governativo actual recorre à crítica da crítica, para desvalorizar a crítica política, é necessário relembrar com todas as letras que a critica é algo que percorreu toda a história das sociedades modernas, mesmo nos regimes de onde ela aparentemente poderia ser eliminada. Ao contrário do que algumas mentes maniqueístas nos querem fazer crer, o próprio lugar da crítica, tem no seu oposto, inevitavelmente, uma alternativa política.
5. Quanto alguém critica o devastador abate de árvores em frente à Câmara Municipal de Loulé, à Assembleia Municipal de Loulé e à sede do Partido Socialista, esse alguém, está a propor como alternativa social e política que a cidade deve manter as suas árvores, deve manter os seus espaços verdes e assim cultivar a ideia de desenvolvimento sustentável. Quando alguém critica a introdução do pagamento da derrama para os pequenos e médios empresários, está a propor a alternativa social e política de que, face à brutal crise económica, não é mais possível penalizar os pequenos e médios empresários sob pena de os sufocar economicamente. Quando alguém crítica a introdução de portagens na Via do Infante, está a propor a alternativa de não penalizar mais a economia da região e a dizer que não está disposto a correr o risco do aumento da sinistralidade rodoviária na Estrada Nacional 125.
6. Quando alguém crítica, é preciso procurar captar os fundamentos da crítica. Só a brutal incapacidade de escutar a voz dos cidadãos, o mesmo é dizer, a voz do povo, por parte do poder político, pode conseguir transformar a crítica política, no mais vulgar "bota abaixismo". Foi assim que se conseguiu o verdadeiro milagre de juntar mais de cem mil professores contra Sócrates e a sua Ministra da Educação.
7. Recorre Hortense Morgado a uma conhecida citação de Kennedy, para invocar a sua escola democrática. Certo dia, numa prova de exame, nos meus tempos de aluno da universidade, emoldurei a resposta a uma das perguntas colocadas com essa mesma citação: "Não perguntes o que pode o teu país fazer por ti, pergunta antes o que podes tu fazer pelo teu país". Até hoje estou convencido que a mesma professora que me dava sempre boas notas, desta vez utilizou esta passagem para que a nota ficasse por ali. Hoje, à distância, não posso deixar de pensar que esta afirmação de J. F. Kennedy, centrada sobre a valorização do individualismo meritocrático, mais não é, do que uma forma rebuscada de ideologia neoliberal. Em nome da responsabilização individual de cada um, o Estado e a colectividade podem desta forma aligeirar as suas responsabilidades. É esse o centro nevrálgico da ideologia neoliberal. Pior mesmo, depois de Kennedy, só o que que viria a defender Margaret Tacher nos anos 1980: Não existe sociedade, só existem os indivíduos. O descalabro está aí à vista.
8. Por fim, uma pequena observação. O argumento de Hortense Morgado que remete para o "uso da chupeta" não tem validade política. Equivale no espaço da ciência ao argumento "autoridade científica" baseado apenas e só no mero estatuto já conquistado pelo investigador veterano da ciência. Se o argumento "uso da chupeta" tiver valor, Salazar era um modelo perfeito a seguir. Stalin seria um excelente guia ideológico e Hitler um político às direitas. Felizmente o argumento "uso da chupeta" não conta. O que conta em democracia é mesmo o debate e o valor das ideias. Prezo muito que Hortense Morgado acompanhe o que se vai passando na blogosfera. Penso que é um exemplo a seguir pelos outros políticos. Com escuta activa, de preferência.
Ver a resposta de Hortense Morgado à minha crítica aqui:
http://hortense-morgado.blogs.sapo.pt/21383.html
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domingo, novembro 21, 2010
Protesto Surpresa Contra As Portagens da Via do Infante
Helder Raimundo entrega uma mensagem de protesto contra a introdução de portagens na Via do Infante ao Presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, no Dia da Memória, junto da Capela da Mãe Soberana. A Comissão de Utentes da Via do Infante considera que a Rua 125 não é alternativa, que não se pode requalificar uma coisa que não é requalificável e que para além dos danos económicos e sociais para a região do Algarve, o potencial aumento de sinistralidade rodoviária resultante do exponencial aumento de circulação na estrada nacional 125 é uma realidade muito provável. O Dia da Memória é também um dia que exige uma responsabilidade acrescida de todos!
Ver mais aqui: http://viadoinfante2010.blogspot.com/
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sábado, novembro 20, 2010
Uma Manhã de Protesto Junto à Casa da Mãe Soberana
Em solidariedade com a Comissão de Utentes da Via do Infante fui este Sábado de manhã participar numa acção de protesto contra a introdução de portagens na Via do Infante. Desde que Sócrates chegou ao governo, que algum do tempo do meu fim de semana que dedico habitualmente a "avançar" no trabalho, se "perde", em acções de cidadania, que as almas mais conservadoras e retrógadas rotulariam de "subversão" da ordem social. Nunca ao longo da minha vida um governo me deu tanto prejuízo pessoal.
Dez e quarenta e cinco da manhã estou a tomar o pequeno almoço no histórico café Cavaco. Em frente, no jardim de São Francisco, um grupo de crianças que não chegavam aos seus dez anos, acompanhados por um grupo de adultos, despertava consciências para a importância das questões ambientais.
Chego ao lugar do encontro, no Convento de Santo António e algumas impressões me percorrem a alma. A primeira diz respeito ao estado de degradação da zona exterior ao convento. Para quem quer fazer do mesmo, um cartão turístico de visita, era bom que se pensasse a requalificação do seu espaço exterior.
Em frente, aprendi nesta mesma manhã que estava a funcionar o mercado que é conhecido pelo "mercado dos ciganos". Sou confrontado, no imediato, com uma das mais poderosas marcas de segregação espacial, social e "étnica" dos territórios contemporâneos. O chão de terra batida está enlameado devido à chuva dos últimos tempos. Os ciganos são decididamente gente que toda a gente quer bem longe de si.
Dirijo-me então com os meus colegas de manifestação à casa da Mãe Soberana. Subo a mítica ladeira que dá acesso à capela e penso imediatamente nos bravos Homens do Andor que na grande festa da Mãe Soberana têm a coragem de a levar por ali acima aos ombros. Com quase cem quilos de peso, corro atrás do meu parceiro de faixa de protesto, pensando que a causa vale o esforço. Chegamos quase ao mesmo tempo da comitiva oficial.
Agarro num extremo da faixa com a mensagem de protesto e fico ali, firme e hirto, sabendo que a faixa falará por si própria. Comigo está gente de meia idade, gente responsável que exerce as suas profissões e que acha que a causa merece o seu tempo e esforço no investimento da cidadania em prole da região do Algarve.
Tudo a decorrer com a maior serenidade quando, de repente, vindo não se sabe de onde, um adjunto do governo civil se dirige a um dos elementos do grupo, que segura numa faixa de protesto e se empolga numa veemente contestação ao acto de cidadania que ali estava a ter lugar. O clima sereno do protesto por momentos pareceu entrar em ruptura. A acesa troca de palavras por pouco não gerava um desnecessário "incidente" de pancadaria. Não fica nada bem a um adjunto do governo civil a manifestação de um acto de cultura não democrática perante os cidadãos do Algarve.
O protesto, tal como a greve, é um direito consagrado constitucionalmente na República Portuguesa. Que o senhor adjunto do governo civil tenha outra opinião sobre as portagens na Via do Infante, está em todo o seu direito em tê-la. Não pode, até em função do cargo que representa, medir a democracia portuguesa, pela sua concepção reduzida de democracia, sob pena de qualquer dia, esta deixar de o ser. Afinal de contas, aquilo que verdadeiramente interessa aqui, é que todos os cidadãos defendam os interesses do Algarve e dos algarvios. A "estrada da morte", lembram-se?
PS: A foto em cima retrata um dos membros da Comissão de Utentes da Via do Infante no momento do protesto.
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sexta-feira, novembro 19, 2010
Cidadãos Substituem Os Políticos Na Defesa Dos Interesses Do Algarve
Ver aqui: http://loule2009.blogspot.com/2010/11/accao-surpresa-contra-as-portagens-na.html
e aqui: http://ssebastiao.wordpress.com/2010/11/19/dia-da-memoria/
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quinta-feira, novembro 18, 2010
Do Operariado ao Precariado
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Das Regressões Sociais Associalistas
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/reducao-salarial-e-para-sempre131928777
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O Povo do Poceirão Anda Preocupado
in http://economia.publico.pt/Noticia/o-tgv-ainda-nao-deu-nada-ao-poceirao_1459233
E do Poceirão a Lisboa a malta vai de burro ou de taxi...sei lá...logo se vê quando lá se chegar...
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quarta-feira, novembro 17, 2010
Este indicador estatístico conta?
A taxa de desemprego estimada para o 3º trimestre de 2010 foi de 10,9%. Este valor é superior em 1,1 pontos percentuais (p.p.) ao observado no período homólogo de 2009 e em 0,3 p.p. ao observado no trimestre anterior. A população desempregada foi estimada em 609,4 mil indivíduos, verificando-se um acréscimo de 11,3% face ao trimestre homólogo e um acréscimo de 3,3% em relação ao trimestre anterior. O número de empregados diminuiu 1,1% quando comparado com o do mesmo trimestre de 2009 e 0,6% relativamente ao trimestre anterior.
Fonte: www.ine.pt
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terça-feira, novembro 16, 2010
António Aleixo
Vive sempre no inferno:
Traz sobretudo no v’rão
E anda em camisa no inverno.
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segunda-feira, novembro 15, 2010
Tia Anica De Loulé: Novo Blogue Louletano
Muitos anos de vida!
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domingo, novembro 14, 2010
Blogosfera Louletana em Destaque
http://ssebastiao.wordpress.com/2010/11/14/loule-a-cidade-fechada/
O segundo, do Helder Raimundo, que nos lembra, através de uma foto do blogue do António Almeida, como a memória dos líderes partidários locais é curta (e despida de coluna vertical!);
http://contrasensus.blogspot.com/2010/11/luta-contra-as-portagens-na-via-do.html
O terceiro, o da ex-vereadora socialista, agora já mais independente, que convida à pratica da democracia, mas com muito respeitinho, pois os movimentos reivindicativos, passo a citar: "devem fazer mais do que criticar. É preciso ajudar a realizar, ao invés de só reclamar". Sócrates fez escola;
http://hortense-morgado.blogs.sapo.pt/20908.html
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