A minha Lista de blogues

segunda-feira, maio 20, 2013

Antes Só Que Mal Acompanhado

Hoje lá estive sozinho à porta da Câmara Municipal de Loulé, acampado, com umas faixas e cartazes, a exigir a demissão do Governo PSD/CDS.

Bom texto do Bloco: Vamos ver se começa a haver oposição a sério aqui por Loulé, a oposição (pela sua quase inexistência ao longo dos anos) é também responsável pelo fascismo local instalado...

Bloco concorre às autárquicas  em Loulé
Para derrotar esta política devastadora
 Num tempo em que os portugueses são espoliados de direitos fundamentais, em que milhões são empurrados para a pobreza e centenas de milhar para fora do país, quando faltam os princípios éticos elementares aos governantes, cabe-nos a nós, a cada um de nós, combater as políticas que nos afetam a nível local, regional e nacional.
Quando não falta dinheiro para entregar aos especuladores que brincam como se estivessem a jogar no casino e em contrapartida nos afirmam que não há dinheiro para reformas e salários; quando se encerram serviços públicos e se atiram pessoas para o desemprego e a miséria, como se não fossem vidas humanas; quando os que ainda trabalham, vivem em clima de medo sob a ameaça do desemprego; quando  os pequenos empresários vivem a angústia de fechar a porta perdendo o seu ganha pão e o dos seus trabalhadores; quando o governo sabe que a esmagadora maioria dos portugueses não aceita as injustiças das suas medidas, mas persiste e não se demite, é preciso impor-lhes o basta!
Nunca umas eleições locais tiveram tamanha importância. Estas eleições, sendo para as autarquias locais, têm igualmente uma leitura nacional. Nelas se joga o futuro de Portugal e dos portugueses. Todas as vitórias locais do PSD e do CDS, são um reforço a esta política devastadora.
O PSD que concorre em Loulé é a face local de quem desgoverna o país, de quem está a destruir as nossas vidas.
Como o PSD/CDS no governo, o PSD na Câmara e na Assembleia Municipal de Loulé, retira direitos aos trabalhadores com menores vencimentos e dificulta a vida aos que querem criar ou desenvolver uma pequena actividade económica. Em contrapartida tentando iludir os menos informados, abre a porta aos grandes grupos económicos e à especulação, prometendo a criação de milhares de postos de trabalho, quando na verdade está é a contribuir para que cada vez existam mais desempregados no nosso concelho.
Todos temos uma palavra a dizer. Não podemos alhear-nos das decisões que interferem tão decisivamente na vida de cada um de nós, no presente e no futuro.
O Bloco concorre em Loulé, com dois objectivos fundamentais:
 - derrotar a candidatura do PSD à Câmara Municipal de Loulé, contribuindo assim para uma derrota nacional do PSD/CDS, e criando as condições para a libertação do nosso país do jugo dos agentes da especulação financeira internacional e dos seus apoiantes em Portugal;
- propor um novo modelo de gestão municipal, que valorize as pessoas, que potencie os seus saberes, que dê prioridade à criação de emprego sustentado nos recursos existentes, nas pequenas e médias empresas, que assuma como uma prioridade a qualidade de vida para todos .
A candidatura do Bloco é uma candidatura aberta à participação de todos os homens e mulheres honestos, capazes de pensar em si e nos outros, que queiram dar as mãos para, em conjunto, vencermos as dificuldades, construindo uma alternativa viável e mobilizadora para Loulé e para Portugal.
É preciso vencer a mentira, o medo, o egoísmo, a desunião..., contrariando a prática  e os objectivos de quem nos procura escravizar, agora em novos moldes, sem correntes metálicas, mas com os instrumentos de tortura do século XXI, o desemprego, a  fome e os cortes na educação, na saúde e na assistência social.
Vamos juntar forças.
Contacta-nos para: blocoloule@gmail.com
Loulé 12 Maio 2013
A Comissão Coordenadora Concelhia do BE Loulé

domingo, maio 19, 2013

A Crise No Reino De Deus

Gostava muito de ver um debate entre Dom Januário Torgal, o Bispo do Porto e o agora ex-Cardeal Patriarca de Lisboa Dom José Policarpo. Um debate entre o consenso e a injustiça representado pelo segundo e o conflito e a justiça representado pelo primeiro. Um combate entre o bem e o mal. Um combate divino.

sábado, maio 18, 2013

Brincar À Democracia Quando Ela Já Não Existe

Mais cortes de salários. Fica em casa sentadinho que fazes bem. E se não és funcionário público vai rindo que isto não é nada a ver contigo. Os fascistas do PSD/CDS vão transformando "cortes" em "poupanças". O país continua o caminho da destruição quase total e o senhor residente da República deve apelar agora a um outro qualquer santinho para que tudo fique na mesma. Os partidos políticos, por seu lado, continuam a brincar à democracia eleitoral quando ela já não existe. O que nos resta? Talvez foder. Talvez foder.

Sobre o Pânico Moral Em Torno Do RSI

Acabadinho de chegar de um congresso na Covilhã (com 17 horas de viagem de autocarro em menos de dois dias - periferias oblige) onde uma das comunicações mais interessantes que ouvi foi sobre o pânico moral que se estabeleceu em torno do RSI. Hoje mesmo saiu esta notícia em baixo que nos permite levantar duas hipóteses. A primeira (totalmente inverosímil) que permite a conjectura de que diminuiu em Portugal o número das pessoas que necessitam de apoio social. A segunda (de grande verosimilidade) que permite conjecturar que a restrição progressiva dos critérios de acesso aos apoios fez disparar à bruta o número de cortes no RSI. Realce ainda para o valor médio de ajuda do RSI que cai de 89 euros para 81 euros. Uma fortuna e certamente um "assalto" ao Estado na óptica dos bons moralistas.
 

quarta-feira, maio 15, 2013

Muito Bonito O Ajustamento Português

A parte mais bonita do ajustamento português até agora foi esta. A ridicularização do fanático austeritário Gaspar.
 

Dia 1 de Junho, em Loulé - Aparece, Divulga, Partilha, Traz Outro Amigo Também - Urge Correr Com Os Novos Fascistas Do Poder!


terça-feira, maio 14, 2013

Talvez Foder, Talvez Foder

Esta tarde pensei em fazer uma faixa para levar ao cerco ao Conselho de Estado que diria "E o Cavaco e a Maria o que estão a fazer? Talvez foder. Talvez foder". Mas depois o Cavaco saiu-se com esta de que a 7ª avaliação da Troika foi uma inspiração da Nossa Sra. de Fátima e fiquei sem reacção para nada.
 

domingo, maio 12, 2013

1 de Junho, Loulé sai à rua em luta contra as políticas de austeridade - Pela Emigração Do Governo PSD/CDS!

Após a convocação, a 26 de abril, da manifestação internacional de 1 de junho, com o lema Povos Unidos Contra a Troika, já foi confirmada a adesão a esta iniciativa de 11 cidades portuguesas – Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Guimarães, Lisboa, Loulé, Marinha Grande, Portimão, Porto, Santarém, Setúbal, Vila Real e Viseu – bem como de Paris, Galiza, Den Haag, Frankfurt e Londres.

Lista de iniciativas já agendadas:
Aveiro, Estação CP - Ver evento no facebook.
Braga - Ver evento no facebook.
Coimbra - Ver evento no facebook.
Faro - Ver evento no facebook.
Guimarães, Lg do Toural, 16h. - Ver evento no facebook.
Lisboa - Ver evento no facebook.
Loulé, Mercado Municipal, 16h - Ver evento no facebook.
Marinha Grande - Ver evento no facebook
Portimão, Câmara Municipal, 16h. Ver evento no facebook.
Porto - Ver evento no facebook.
Santarém - Ver evento no facebook.
Setúbal - Ver evento no facebook.
Vila Real, frente à Câmara Municipal, 17h. Ver evento no facebook.
Viseu, 16h – Ver evento no facebook.

Paris - Ver evento no facebook.
Galiza - Ver evento no facebook.
Den Haag - Ver evento no facebook.
Frankfurt - Ver evento no facebook.
Londres - Ver evento no facebook.
Grécia - Ver página no facebook.
 

sábado, maio 11, 2013

A Razão Da Minha Fúria Está Toda Explicada Aqui

 
Se alguém queria perceber o meu estado de fúria está aqui a razão bem fundamentada. Sim, isto já não é uma mera questão de política partidária. É uma questão de reconquista da decência. É uma questão ética. É uma questão de resgate da dignidade. É isso.

De Defensor Da Austeridade A Defensor Da Democracia: Os Ratos Começam A Sair Do Porão

O sociólogo António Barreto mediu o pulso à situação do País na antena da SIC Notícias, esta quinta-feira à noite, considerando que está mais fraco do que nunca. “É a primeira vez em 35 anos que digo que a democracia pode estar em causa”, declarou, diagnosticando débil saúde ao Estado Social que, até aqui, era “o cimento” do sistema democrático do País.
 

quinta-feira, maio 09, 2013

O Estado Social Como Urgência

Primeiro foi a violenta austeridade, dita sem alternativa e apresentada como a solução para tudo. O resultado foi uma crise que destrói a economia, desfaz o emprego, abala a esperança e mina o mais substantivo dos direitos, o de acreditar no futuro e confiar que os nossos filhos serão mais capazes e mais felizes que nós próprios. Quiseram-nos individualmente pobres e pobres nos têm.
 
Agora, a violência redobra. Querem-nos coletivamente pobres. Anseiam destruir o Estado. Não o Estado que os poderosos sempre usaram ao serviço dos seus interesses, mas o Estado social: o da ação redistributiva, o que acode aos mais frágeis, o que qualifica com educação, ciência, saúde ou Segurança Social, o que desenvolve a cidadania, porque é um Estado de direito e de direitos, o que organiza e moderniza com uma administração pública competente, o que, com investimento, desenvolve o capital fixo social, isto é, as infraestruturas coletivas que viabilizam e promovem as iniciativas privadas e as dinâmicas gerais, o que, enfim, regula estrategicamente a economia e defende a posição internacional do país.
 
Quiseram enganar-nos, encobrindo o efeito recessivo da primeira austeridade, pois queriam submeter-nos. E calam agora o ainda mais grave efeito depressivo da segunda, a destruição do Estado social. A verdade é crua: desfazer as políticas sociais e obrigar as famílias a usar o seu salário para obter tais serviços nos mercados privados, cuja criação é o grande propósito de quem dirige o ataque, vai aumentar as desigualdades e destruir emprego qualificado e dará início à mais profunda depressão. Sem a almofada progressiva que os impostos ainda conservam, a ação pelo lado da despesa pública e da privatização destruirá os mais pobres e desalentará os de rendimentos medianos. O Estado de um assistencialismo mínimo servirá, quando muito, para encobrir a crueldade da pobreza que o Estado de antes de Abril disfarçava, mas que o país democrático não tolera.
 
Sim, o primeiro nome do ataque ao Estado social é injustiça, mas o segundo é regressão económica e social para lá de todos os limites.
 
A economia política da regressão mostra as suas faces duras: redução da riqueza que podemos produzir, desemprego maciço, perda grave de receitas fiscais, pois uma economia moribunda não gera impostos, desperdício de pessoas e das suas qualificações, emigração. Empobrecemos violentamente. E sobra mais uma consequência. Como é notório pela crise de procura, as forças privadas são incapazes, por si, das ações de retoma geral e sustentável que houve noutras crises, porque havia ação pública, políticas de incentivo e estímulo, instrumentos para impulsionar a recuperação, desenvolvimento de recursos gerais, incluindo os humanos, e uma administração pública que agiu. O Estado social que temos não foi apenas um formidável investimento de todos nós em nome de direitos, igualdade e desenvolvimento. Foi também um agente crucial de ação pública e coletiva para sustentar um país tão periférico como o nosso.
 
O discurso liberal obcecado encobre as suas razões e é rico em falsidades. Nada diz sobre as instituições do euro que devastam periferias e servem interesses dos países centrais. Ilude que é a sua revisão profunda que pode ser a solução mais sólida. Diz que as famílias se endividaram, mas omite que o fizeram tanto como noutros países e que foi por causa da habitação. Encobre os que ganharam com privatizações. Chama monstro ao Estado, mas não diz que ele só se aproximou do nível que outros há muito atingiram e que o fez sobretudo para nos qualificar.
 
É tudo isto que obriga a discutir o Estado como é proposto na Conferência Vencer a Crise com o Estado Social e a Democracia, a 11 de maio, em Lisboa, organizada pelo Congresso Democrático das Alternativas. Porque ele é o último recurso dos necessitados e excluídos, a condição para manter o país minimamente coeso e organizado, para não deixar as pessoas no penoso declínio do empobrecimento e para evitar a degradação do que se criou num país que há quatro décadas era tão pobre e tão opressivo. Se aludir aos princípios não basta, que se tenha ao menos a noção de que o país não aguentará tais efeitos recessivos. Isso evita-se com uma administração pública capaz, com políticas deliberadamente redistributivas de salvaguarda dos rendimentos e da procura, com ação e investimentos públicos que mantenham a sociedade a funcionar e impeçam a degradação das suas infraestruturas coletivas, com regulação estratégica da economia e com uma atitude política que, em nome dos cidadãos e da democracia, defenda a posição de Portugal na Europa.
O Estado social, nestes tempos de desgraça, é uma necessidade urgente. Uma peça fundamental das alternativas que já sabemos reconhecer.
 
José Reis, Prof. da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Público de 5 de maio.