quinta-feira, abril 14, 2016

Quem Se Mete Com O Bloco De Esquerda-Algarve Apanha

A ostracização e a hostilização das gentes dos partidos políticos aos cidadãos que se atrevem a emitir opinião e a fazer crítica política no espaço público pode ir sempre a um ponto para além dos limites do imaginável. Ao atrever-me a fazer crítica política ao Bloco de Esquerda em questões que considero erradas no posicionamento deste partido político à escala regional e nacional (à escala local, em Loulé, o Bloco de Esquerda praticamente não se faz existir) no domínio da intervenção política, o seu líder político no Algarve, o deputado João Vasconcelos imediatamente me acusa de "estar a fazer o jogo da direita" (o senhor deputado está, portanto, a semear a política do medo) e a mover-me por interesses "obscuros" que mais tarde ou mais cedo se irão revelar (o tipo tem interesse em fazer crítica política ao Bloco de Esquerda por algum motivo). Os seus mais fervorosos fiéis do partido imediatamente saiem em defesa do seu grande líder para me acusar de "só saber falar mal de tudo e de todos" (tratar-se-ia de um problema de maledicência); de que o que me move é a "dor de cotovelo" do seu querido líder (seria um problema de inveja pessoal) ou até mesmo de "parecer um agente da CIA a tentar envenenar a opinião pública" (aqui abre-se espaço para a teoria da conspiração). Eu não sei se esta gente se apercebe do quando contribui com este tipo de comportamento para afastar os cidadãos da política e para a débil confiança que o comum dos cidadãos tem nas instituições políticas e no pessoal partidário mas talvez não fosse mal pensado alguém lhes dizer que de quem representa cargos políticos se espera um comportamento à altura das suas responsabilidades públicas e políticas. A hostilização e a ostracização do cidadão comum não me parece em nada dignificar a vida política. Como já aqui escrevi, mais cedo do que tarde o efeito boomerang pode vir a bater à porta.

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