domingo, novembro 12, 2017

Há Um Cheiro A Bafio No Ar

Há um certo cheiro a bafio que atravessa o ar do tempo no contexto de governação do senhor Primeiro-Ministro António Costa e do governo da geringonça. Ele são as lagartas que são denunciadas por quem era suposto comer e calar e é ameaçado com processos disciplinares. Ele foi a tentativa governamental de silenciar e abafar a tragédia de Pedrógão Grande. Ele é a sucessiva estratégia de desresponsabilização política do senhor Primeiro-Ministro Costa em tudo onde o Estado falta e se demite das suas funções. Ele é a inovação da "indignação" consigo próprio no caso do ultrage ultramoderno no Panteão Nacional. Ele é a completa desresponsabilização política pela autorização do próprio, em Janeiro de 2017, da exploração de petróleo na Costa Vicentina no Algarve. Ele é a geral despolitização de grande parte dos activistas anti-petróleo que gritam muito contra as alterações climáticas e contra o senhor Trump e são incapazes de perceber que há responsáveis políticos em Portugal. A lista é mais extensa do que se poderia imaginar e poderiamos ainda falar da conivência e da participação interessada dos partidos das esquerdas que se dizem "progressistas" neste regabofe. Enfim, sinais de uma sociedade com elevado grau de anomia social e em grave défice de cidadania política e social. Sente-se o cheiro a bafio no ar e o cheiro não é nada agradável.

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