Nada que me espante nos hospitais-fábrica que hoje temos onde o doente é tudo menos o centro do processo "produtivo" e onde os critérios médicos não poucas vezes são entremeados com critérios de racionalidade económica e política nas decisões que deveriam ser sobretudo clínicas. Depois há as decisões clínicas subordinadas à burocracia hospitalar, às hierarquias estatutárias e à progressão na carreira. Azar de quem adoece ou tem um ente querido que cai em meio hospitalar nos dias que correm. E é melhor nem falar no direito de exclusividade (ou na sua ausência) e na privatização da medicina, que faz do doente um consumidor. Juramento de Hipócrates, onde andas tu. Valha-nos ao menos os enfermeiros, com um cuidado humano e um profissionalismo muito acima da média, salvo poucas e raras excepções que existem em todo o lado.
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