(Re) Lido. O regresso a Eça, a reler o Conde d'Abranhos e a Catástrofe. Um retrato mordaz da classe política de oitocentos, que continua atualíssimo. Caberiam no livro como personagens de destaque, só nos últimos tempos, a Ministra que faz trabalho "invisível" em tempo de catástrofe, o Ministro que se fotografa para as redes sociais para mostrar serviço ao país, fechado no seu condomínio, ou ainda o Ministro da Coesão (a sério?) que interpelado pelos media sobre os apoios às vitimas da intempérie responde que o Zé Povinho acabou de receber o salário de Janeiro. Eça, é de longe, o mais perspicaz escritor português de sempre.
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