A minha Lista de blogues

quarta-feira, novembro 11, 2009

Opinião dos Blogues de Loulé Sobre o Abate de Árvores

Aqui fica a opinião do António Almeida do blogue Sebastião. O primeiro a alertar para esta situação.

"Era de esperar! Com o prazo de conclusão à porta convém mostrar o que se está a fazer…Vai daí, para evitar “alarde”, domingo bem cedinho, corta-se e pronto: Ninguém viu e a obra aparece!"

Ver mais aqui: http://ssebastiao.wordpress.com/2009/11/08/nem-2-horas/

Opinião dos Blogues de Loulé Sobre o Abate de Árvores

Aqui fica a opinião do Palma do blogue Louletania. Opinião emitida no próprio dia em que os abates no velho Hospital da Nossa Senhora dos Pobres de Loulé ocorreram.

A FORÇA DOS MACHADOS

"Foram mortas esta manhã algumas árvores que há muitos anos davam preciosa sombra ao antigo Hospital Nossa Senhora dos Pobres de Loulé. O velho Hospital, hoje transformado em clínica e propriedade da Santa Casa da Misericórdia , segundo está anunciado vai abrir em breve. E certamente para que o edifício agora restaurado possa ter maior brilho e visibilidade para os transeuntes, foi escolhida a solução mais simples ou seja, cortá-las pela raiz. Muitas são as vozes que se levantam quando é exercida tal tortura com as árvores, esses seres admirados por tantos milhões de outros seres. Mas na verdade parece que pouco servem os protestos, pois é com alguma frequência que se vai vendo cair aqui e ali belos exemplares que nem sequer se encontram doentes ou feridas de morte."

“A ÁRVORE QUANDO ESTÁ SENDO CORTADA, OBSERVA COM TRISTEZA QUE O CABO DO MACHADO É DE MADEIRA “
( Provérbio Árabe )

Ver mais aqui: http://www.louletania.com/?p=263

PS: A foto em cima é de minha autoria.

segunda-feira, novembro 09, 2009

Opinião dos Blogues de Loulé Sobre os Abates de Árvores

A opinião do Helder Raimundo do blogue Contrasenso. Uma voz a seguir com muita atenção:

"Corre uma discussão acesa sobre o abate de árvores no ‘Hospital da Misericórdia’. No blogues 'Sebastião' e 'MAC Loulé' é possível ler como, muitas vezes, estas questões são diálogos de surdos ou ainda neste caso, uma grande confusão entre os valores naturais e patrimoniais. Seria bom que se lesse um pouco, um poucochinho que fosse, de Lévi Strauss, para se perceber o que é a natureza e o que é a cultura, e sobretudo que elas não se opõem, tendo a ‘cultura’ a obrigação de ser mais responsável pela defesa da biodiversidade, em todos os campos. Para mim, um dos aspectos importantes desta discussão é perceber que o debate participado destes temas deve ser feito antes, e nunca depois, de qualquer acto que ponha em causa a vida cultural de qualquer território. Em tempos fui dos primeiros a escrever sobre o assunto e a pôr em causa opiniões escondidas sobre a questão. Ler o que publiquei neste blog (Abril 2007 e Outubro 2007) e em A Voz de Loulé (Março 2005)."

Ver aqui: http://contrasensus.blogspot.com/2009/11/abate-de-arvores-em-loule.html

PS: A imagem em cima é da Rua Gonçalo de Carvalho, em Porto Alegre. A primeira rua declarada Património Ambiental de Porto Alegre. Os Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho são um movimento de cidadãos fabuloso que tem permitido que as árvores de Porto Alegre continuem com a sua dignidade. Um exemplo para os cidadãos de todo o mundo.

Ver aqui: http://goncalodecarvalho.blogspot.com/

domingo, novembro 08, 2009

Abate de Árvores em Loulé



E pronto. Já está. Mais inteligentes. Mais modernos. Mais civilizados. E mais felizes. Isto é, o "Desenvolvimento". Parabéns dr. Emídio. Pode ver como eram as árvores no post em baixo. O hospital semi-privado já é um sucesso.

PS: Existe uma divisão do Ambiente e dos Espaços Verdes na CML? Ah, pensava que não...

Abate de árvores em Loulé: Descubra as diferenças

Antes



Depois



Já não há palavras. Tudo pensado. À semelhança do Holocausto Nazi, em que tudo era planeado até à hora da execução final na Câmara de Gás, também com as árvores de Loulé, a racionalidade do abate é total. Faz-se toda a restauração da obra dando a ideia de que se vai preservar as árvores e depois do acto eleitoral, passa-se então ao acto final. Brilhante. Afinal, a Camila, tinha razão, no vídeo que produziu...

A foto de baixo é copiada do blogue Sebastião. Ver mais aqui: http://ssebastiao.wordpress.com/2009/11/08/nem-2-horas/#respond

A Queda de Um Muro



9 de Novembro de 1989. Tinha eu 19 anos. O mundo nunca mais seria como dantes. Dividido ideologicamente em duas grandes fatias, o globo terrestre caminhava agora para a implementação do sistema capitalista à escala global. A par da revolução das novas tecnologias da informação e da comunicação, este é talvez, o facto histórico mais importante de todo o século XX. De certa forma, neste dia, terminava o século XX e dava-se início ao século XXI. Gente de ambos os lados, vizinhos e familiares da mesma cidade, Berlim, viviam separados física, simbólica e ideologicamente. Pessoas, ideias, conhecimentos, capital, bens e mercadorias, eram à época travados por alguns metros de altura de betão. Hoje, o capital é global. A este, falta agora, conquistar a Lua, Marte e quem sabe também o fundo dos oceanos. Este também é um dos motivos da enorme crise ciclíca que atravessa o capitalismo. É que, se o capital não tem pátria, começam a escassear os territórios para onde se expandir. Um dia a casa vem abaixo.

sábado, novembro 07, 2009

O Presidente do SCP

Poxa...eu é que não queria ser sócio do Sporting...lagarto, lagarto, lagarto...

O novo governo: impressões digitais

1. Na noite em que Sócrates perdeu a maioria absoluta, o novo (?) governo deu o mote através do seu ministro Maquiavel, Augusto Santos Silva. Ainda os votos não estavam contados na sua totalidade e já Santos Silva apelava à "responsabilidade" da oposição. A partir de agora, tudo o que fizer ou não fizer e decidir ou não decidir, o governo, cabe à oposição o ser responsável por tal coisa. O governo de Sócrates, é especialista, em colocar as coisas, de cabeça para baixo.

2. Depois apareceu o grande líder em cena e decretou: Meus senhores, a partir de agora, decreto, que temos que passar a "negociar". E mais vos digo, negociar significa, os senhores fazerem, precisamente, aquilo que eu quero, que os senhores façam. O conceito de negociação, que tradicionalmente significou que as partes discutem e decidem a partir dos pontos de vista que cada um defende, ganhou uma nova significação semântica. Negociar, agora, significa, adaptação ao ponto de vista do mais bem colocado nas assimétricas relações de poder. Um pouco à maneira do conceito antropológico de assimilação.

3. Novo governo. Novos actores. Continuação das mesmas políticas. A arrogância governativa da maioria absoluta tem dificuldade em se adaptar às novas circunstâncias. Os tempos que aí estão são tempos difíceis. Coitados dos portugueses. Da nova equipa governativa há uma facto fundamental. Os ministérios dos negócios e do poder são controlados pelos políticos. Coisas de menor importância como o Ambiente, o Trabalho e Solidariedade Social, e de novo, a Cultura, são entregues a ministros de pouco peso. A leitura faça-a quem a quiser fazer. Há os que concentram o poder e os que executarão, em função, do poder, que os outros lhes concederem.

4. Em termos ideológicos a matriz dominante neoliberal continua de corpo e alma. Na apresentação do programa de governo Luís Amado já deixou claro. O PCP e o BE são partidos "geneticamente contrapoder" (qualquer coisa como se até em regimes comunistas o PCP optasse por fazer oposição a si próprio). O PSD é o partido da instabilidade. O CDS é aquele com quem o PS se pode governar. E aproveitou para "decretar" onde pode o CDS "negociar". O PS para agir em coerência (palavra estranha para este partido) deveria ser aconselhado a mudar de nome. É o que ainda resta, ao partido, que se diz socialista.

5. Nem tudo é mau no reino da macacada. Estou convicto que o parlamento sai dignificado e disso mesmo deu sinal a elevação da discussão do programa governamental. Desde logo porque a qualidade dos seus actores melhorou. Manuela Ferreira Leite esteve ao seu melhor nível. José Manuel Pureza tem condições para vir a ser um líder parlamentar de excelência. Pacheco Pereira é indiscutivelmente uma mais valia nacional. Miguel Vale de Almeida vai ser uma personagem de quem muita gente vai ouvir falar. Não tenho dúvidas que estes e muitos outros que agora chegaram podem melhorar a qualidade da democracia parlamentar (excluía aqui a deputada do PCP, licenciada em relações internacionais, que considera que o Goulag deve ter sido uma "experiência" interessante). Sócrates não gosta. Mas Portugal precisa. Para que a face oculta da nação se torne cada vez mais transparente.

sexta-feira, novembro 06, 2009

Da Avaliação de Desempenho

Os professores e os alunos sabem que a avaliação é das questões mais delicadas do processo de ensino-aprendizagem. E sabem que 0. 025 valores podem gerar uma tempestade. Avaliar, quer queiramos, quer não queiramos, não consegue deixar de ser um acto de julgar. E ninguém convive em paz com um julgamento percepcionado como injusto. Os melhores Gestores de Recursos Humanos, também sabem bem, que pior do que não ter nenhum sistema de avaliação de desempenho, é implementar, um sistema de avaliação de desempenho, que fabrica injustiças, consideradas, injustas. Se isso acontecer a empresa arrisca-se a entrar em convulsão.

Ora leiam lá esta notícia da página 2 do Público de hoje, com especial atenção para o último parágrafo:

"José Sócrates defendeu ontem que "seria irresponsável suspender a avaliação quando 48 mil a 49 mil docentes já foram avaliados"; os partidos da oposição, os sindicatos e as associações de professores contra-argumentam que ter em conta as classificações deste primeiro ciclo é que será "irresponsável" e "injusto".

Os professores reclamam duas coisas distintas. Por um lado, que o actual modelo de avaliação seja suspenso, não se iniciando na prática (com a entrega dos objectivos individuais, que as direcções das escolas calendarizaram para Dezembro ou Janeiro) o segundo ciclo de avaliação (relativo a este e ao próximo ano lectivo). Em relação ao primeiro ciclo avaliativo, que termina a 31 de Dezembro, pedem que a classificação não seja tida em conta para a progressão na carreira e para os concursos.
Sustentam este segundo pedido na disparidade de critérios seguidos por cada uma das escolas. Um exemplo: se nalgumas as direcções se recusaram a avaliar os docentes que não entregaram os objectivos individuais, noutras os professores puderam entregá-los em Agosto, depois de concluído o período a avaliar, havendo ainda casos de colegas que foram avaliados sem os terem apresentado, sequer."

in http://jornal.publico.clix.pt/noticia/06-11-2009/injusto-e-suspender-ou-nao-suspender-18166733.htm

Elevar o Gosto

O Mare e Tu - Andrea Bocelli & Dulce Pontes



Um óptimo fim de semana para todos!

quinta-feira, novembro 05, 2009

Socorro! Não Há Algarvios No Governo

Li hoje nas Quintas do Algarve e fiquei deveras preocupado. Não há algarvios no Governo da Nação...e não há pretos, homossexuais, prostitutas e toxicodependentes na vereação da Câmara de Loulé...que horror!

Ciganos: Nomadas?

Há uns tempos atrás, o Helder Raimundo, do blogue Contrasenso, colocava esta questão, remetendo para um interessante estudo do Antropólogo André Correia e fez-me regressar a meados dos anos noventa e a revisitar o meu relatório de investigação de final de licenciatura. Intítulava-se "O conflito social no bairro da Casinha: Etnicização e auto-etnicização de uma população minoritária". E nas páginas 26 e 27 escrevia eu assim: "Quanto à localização espacial onde se situam os ciganos, estes habitam clandestinamente um terreno paralelo ao parque de campismo, situado no lado oposto à habitação do bairro, cujo proprietário é a Câmara Municipal de Évora; constatando-se uma visível segregação entre a zona habitacional de população não cigana e dos ciganos ali instalados. Constata-se também a existência de duas situações distintas; em que por um lado, habitam ali permanentemente os ciganos sedentários e por outro lado, existem os nómadas, que se instalam temporariamente, em vésperas de feiras e mercados, nos arredores de Évora, ou quando estão de passagem para outras localidades do Alentejo em que se realizam também mercados e feiras. Quanto aos sedentários denota-se por parte destes uma forma de apropriação do espaço através da construção de barracas existindo naquele local um número total de nove. Quanto aos nómadas, a sua apropriação do espaço, faz-se através de tendas, dependendo o número destas, ali naquele terreno, do número de nómadas que ali estão acampados. As tendas são constituidas de lona, de plástico, e ainda de papelão, suspensas pela colocação de paus no interior das mesmas. Constatámos também a inexistência de infra-estruturas tais como água, luz eléctrica e condições higiénico-sanitárias. Quanto aos sedentários são quarenta e nove, segundo dados da Câmara Municipal de Évora, portanto estando estes ali a viver permanentemente, constituindo sete familias. Quanto ao número de nómadas, depende sobretudo dos mercados e feiras ocorrentes, mas segundo o nosso informante-chave da Câmara Municipal, chegam a estar nos dias de maior afluência, tantos como os sedentários. Os ciganos sedentários situam-se naquele terreno há catorze anos e o seu aparecimento naquele bairro deve-se ao uso daquele terreno para feiras de gado em que eles vinham participar, transacionando gado, permanecendo posteriormente naquele local, em definitivo, optando pela sedentarização. Anteriormente à vida sedentária, também nomadizavam, como nos relata o nosso informante cigano: "a gente nunca viviamos certo, tá a ver, era hoje aqui e depois iamos para outro lado está a ver, andávamos sempre assim, quando andávamos com carroças, agora já não, como já temos carros e coisas; quando viemos para aqui, ainda andemos com carroças, de carro e besta tá a ver, hoje estávamos aqui, amanhã podiamos estar em Montemor, depois em Arraiolos, andávamos assim e há catorze anos para cá vivemos aqui, nunca mais abalámos daqui, prontos"."

O problema na época, há quase quinze anos já era, o da intolerância racial. Querendo fixar-se, numa boa parte das vezes, o que acontece, é que são obrigados a nomadizar. Os ciganos continuam a ser na sociedade portuguesa, "os outros", aqueles com quem nunca casariamos os nossos filhos e filhas. Aqueles que só "aceitamos" se tiverem bem longe, de "nós".

Este é o post do Helder do Contrasensos:


Ciganos: Nómadas?

A ideia de que os ciganos são eternamente nómadas está posta de parte há muito tempo. Surgida da diáspora desta etnia, fugida de genocídios por toda a Europa - e em particular ao holocausto nazi - a ideia ganhou foros de romantismo nos nossos tempos, habituados a vê-los escorraçados de terras e barracas, dos campos e das periferias das cidades. O antropólogo André Correia desfaz esta ideia, num estudo apresentado em Beja.
Ler mais aqui: http://reapnimprensa.blogspot.com/2009/10/ciganos-entre-tolerancia-e-expulsao-no.html


Ver aqui: http://contrasensus.blogspot.com/2009/10/ciganos-nomadas.html