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terça-feira, setembro 04, 2018

Comunicado de Imprensa – Movimento Algarve Livre de Petróleo

Comunicado de Imprensa – Movimento Algarve Livre de Petróleo
4 de Setembro de 2018

O Movimento Algarve Livre de Petróleo (MALP) vem dar a conhecer publicamente o conteúdo da carta que o Senhor Primeiro-Ministro António Costa enviou aos grupos, movimentos e associações anti-petróleo no Algarve em resposta aos pedidos de demissão do senhor Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes e do Presidente da Agência Portuguesa do Ambiente, Nuno Lacasta, a propósito do furo de petróleo de Aljezur.
O Movimento Algarve Livre de Petróleo manifesta-se perplexo com a insensibilidade social e ambiental do Primeiro-Ministro António Costa que volta a defender a exploração de petróleo no Algarve ao largo de Aljezur e que continua a insistir no discurso falacioso que nos diz que Portugal tem que conhecer os seus recursos como se as multinacionais do petróleo encontrando petróleo em território português o disponibilizassem caritativamente ao serviço da região do Algarve e do país. Ora quem tiver lido os contratos sabe que não é isso que está consagrado, uma vez que os contratos assinados pelo Estado com as petrolíferas dão-lhes direitos não só de prospeção mas também de exploração de petróleo.
O senhor Primeiro-Ministro tem ainda o descaramento de escrever uma autêntica pérola na carta que procurando iludir os mais incautos mais não faz do que dar a conhecer mais uma das suas habituais chico-espertices: “A descarbonização não implica petróleo zero” escreve o senhor Primeiro-Ministro mostrando assim a sua vontade de levar a cabo mais uma quadratura do círculo, alimentando o sonho de conciliar o cumprimento do Acordo de Paris no combate às alterações climáticas com a entrega do território litoral da Costa Vicentina às petrolíferas para exploração de hidrocarbonetos.
O Movimento Algarve Livre de Petróleo recomenda ao senhor Primeiro-Ministro António Costa e ao senhor Ministro do Ambiente, João Matos Fernandes, que ponham o seu olhar na conduta do ex-Ministro francês da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, que num acto de grande dignidade se demitiu por ver o seu governo preso nas ligações altamente danosas para as políticas ambientais dos grandes interesses económicos.
O MALP apela a todos os cidadãos que vão participar na Marcha Mundial do Clima em Portugal no dia 8 de Setembro que aproveitem para dar um rotundo cartão vermelho ao Governo de António Costa um vez que este teima em defender os interesses das multinacionais privadas do petróleo GALP e ENI em detrimento do interesse público e uma vez que este teima em desrespeitar a democracia, os autarcas, as associações de defesa do ambiente e os cidadãos da República.


Movimento Algarve Livre de Petróleo

Isto

"O incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro não foi um acidente, foi o resultado de um modo de produção que despreza a memória como mais-valia. Na linha do que escreveu o Gilberto Calil, as peças do museu sobreviveram a séculos, muitos deles de barbárie, mas não sobreviveram ao neoliberalismo."
 
Lido no facebook do Renato Teixeira.
 

segunda-feira, setembro 03, 2018

Uma Entrevista Que Vale A Pena Ler

"No seu inovador Globalists, escrutina o papel de actores menos conhecidos na institucionalização do neoliberalismo. Em que medida é que esta sua abordagem nos permite compreender melhor a “ordem global” nas últimas décadas?

A história mais familiar do neoliberalismo é bem capturada na capa do seminal livro de David Harvey, A Brief History of Neoliberalism (2005). Nela vemos quatro caras: Ronald Reagan, Deng Xiaoping, Augusto Pinochet e Margaret Thatcher. Associamos essas caras aos momentos em que assumiram o poder, todos nos anos 1970 ou no início dos anos 1980. Cada um deste líderes rompeu com um consenso generalizado em torno da social-democracia, dos sindicatos e da justiça redistributiva que prevaleceu desde 1945. Sem dúvida que o que Thatcher chamou “rolling back the state” foi sempre a implantação de um novo tipo de Estado. O Estado neoliberal já não vê o seu papel como responsável pela condução da economia nacional rumo ao emprego seguro, aos direitos dos trabalhadores e à igualdade material. Pelo contrário, o novo objectivo foi o de implantar políticas de emprego flexíveis e direitos empresariais, com desigualdade material como efeito colateral inevitável."
 

sexta-feira, agosto 31, 2018

Corruptróleo

"A história conta-se em poucas palavras. Em 2007, já toda a costa Sul da Europa (Algarve, Espanha, França, Itália, etc) estava destruída, construída e atolada no turismo de massas. Toda? Não. Havia uma parte que resistia, protegida, limpa, segura, natural, genuína, magnífica: a costa alentejana e vicentina. Foi precisamente para aí que, nesse mesmo ano, o ministro da Economia, Manuel Pinho – enterrado até ao pescoço, tanto ele como o primeiro-ministro da altura, José Sócrates em esquemas de alta corrupção –, assinou contratos de sondagem de petróleo no mar a favor do consórcio de petrolíferas Galp/Eni. Certamente sabem qual o tipo de contratos: são aqueles em que custos, riscos e responsabilidades ficam do lado do Estado, ou seja, dos cidadãos, enquanto os lucros e as vantagens ficam do lado de meia dúzia de bolsos privados tão necessitados como são os das multinacionais do petróleo."
 

segunda-feira, agosto 27, 2018

Ponto da situação sobre a prospecção e exploração de petróleo no Algarve

Ponto da situação sobre a prospecção e exploração de petróleo no Algarve:

1. O furo de petróleo de Aljezur está suspenso por decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé.

2. O governo socialista de António Costa, via Ministério do Mar, recorreu da decisão do tribunal acima referido e neste momento aguarda-se a decisão jurídica que pode reverter ou não a decisão anterior.

3. O facto do Governo socialista de António Costa lutar em tribunal em aliança com as petrolíferas contra os cidadãos e contra o interesse público não nos pode deixar descansados pois esta gente já demonstrou que está disposta a tudo para escavacar o Algarve com a exploração de petróleo e não vai desistir.

4. Deixar a luta anti-petróleo apenas dependente das decisões dos tribunais e abdicar da luta política e da contestação popular é um erro crasso da luta anti-petróleo no Algarve. Já há sinais de que isso está a acontecer, seja pelo cansaço de algumas pessoas numa luta que tem sido dura, seja por retirada estratégica dos apoiantes da geringonça que têm participado na luta anti-petróleo. Não é a primeira vez que acontece e não será provavelmente a última. Em ano de eleições não se espere muito dos Ricardo Robles e das Fernandas Câncios da luta anti-petróleo.

5. O Presidente Marcelo está provavelmente a refletir sobre esta "matéria" da exploração de petróleo no Algarve e o MALP - Movimento Algarve Livre de Petróleo, pondera pedir nova audiência para saber o que resultou de tão prolongada reflexão.

6. O MALP sugere que todas as acções que têm sido feitas no terreno de luta (e têm sido muitas, diversas e boas) continuem a ser feitas. Com o poder das petrolíferas e as malfeitorias do Governo do Dr. Costa não se brinca.

7. Parabéns a todos os que não se vergam e que não vendem a alma por um prato de lentilhas.

Movimento Algarve Livre de Petróleo
Loulé, 27 de Agosto de 2018

quarta-feira, agosto 22, 2018

Jornalismo De Espreguiçadeira

É grave porque é um editorial do Jornal da Economia do Mar e a qualidade da argumentação é deprimente. Se é isto que é a qualidade de quem escreve num jornal que se pensaria ser sério então o pensamento sobre isso que é a "economia do mar" é um desastre. De repente, na sequência da suspensão do furo de petróleo de Aljezur, os media conservadores puseram os seus avençados de serviço a defender os interesses das petrolíferas. É bom que no movimento anti-petróleo no Algarve e arredores se comece a fazer um trabalho de pesquisa exaustivo sobre quem são os accionistas dos media e as suas possíveis ligações aos accionistas das petrolíferas. Um trabalho de pesquisa urgente a fazer. Os artigos desta semana de cronistas do Sol, do Expresso, do Diabo, etc, etc, etc, revelam um jornalismo de preguiça cujo único objectivo é descredibilizar os movimentos em luta contra a exploração de petróleo e defender os interesses privados das petrolíferas. É preciso combatê-los. Sem medo.
 
Para deprimir, ler aqui:

segunda-feira, agosto 20, 2018

Um Governo De Crápulas

"O Governo recorreu da decisão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé de suspender o furo de prospecção em Aljezur. A informação foi divulgada pela Quercus, uma das organizações que integra a Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP), autora da providência cautelar para travar a licença atribuída ao consórcio Eni/Galp."
 

Os Despudorados E Os Cínicos

"Não estou seguro de que evitaremos a catástrofe, mas espero que os responsáveis - sejam os despudorados como Trump, ou os cínicos, como os que autorizaram o furo de Aljezur - não escapem sem castigo."
Viriato Soromenho-Marques, DN de 19 de Agosto de 2018.

domingo, agosto 19, 2018

Aí Estão Eles, Os Defensores Do Petróleo, a Sair Do Armário

Henrique Monteiro, um conhecido jornalista ultraliberal e neoconservador, do bando de radicais defensores da direita radical que se aliou à Troika no governo de Passos Coelho e que ia destruindo económica e socialmente Portugal, escreveu este fim-de-semana no Expresso um agressivo artigo contra o Movimento Anti-Petróleo. Depois de revelar a sua lastimável ignorância sobre a exploração de petróleo em Portugal termina sugerindo que com a exploração de Petróleo em Aljezur iamos todos pagar a gasolina mais barata. Para além de mal informado o artigo é de um populismo empobrecedor mas ao mesmo tempo revela o enorme incómodo que o Movimento Anti-Petróleo no Algarve está a causar nos grandes interesses ligados às petrolíferas. Jornalismo do pior. No mesmo fim-de-semana numa página inteira do jornal SOL (um dos mais reacionários jornais da direita em Portugal) há uma brutal tentativa de descredibilização dos membros do Movimento Algarve Livre de Petróleo (MALP) pelas mãos do jornalista Mário Ramires (voltaremos a este assunto). Atenção que eles estavam caladinhos a observar e com esta estrondosa vitória temporária do Movimento Anti-Petróleo em Aljezur eles estão verdadeiramente preocupados e decidiram vir a jogo. Cá estaremos para dar o corpo às balas. A luta continua!
 

sábado, agosto 18, 2018

Intervalo

quinta-feira, agosto 16, 2018

Protesto Contra O Desalojamento Dos Comerciantes Do Mercado De Loulé

"Na sequência do desalojamento dos comerciantes da zona central do mercado de Loulé, um grupo de cidadãos da cidade de Loulé vai levar a cabo um protesto contra as políticas de desalojamento dos pequenos comerciantes e denunciar publicamente as políticas de perseguição às populações mais pobres que praticam um comércio de sobrevivência por parte da autarquia socialista gerida pelo senhor Presidente da Câmara Vítor Aleixo. Depois de ter expulso os pequenos comerciantes do Calçadão de Quarteira num acto ignóbil de racismo social contra as populações mais pobres com o objectivo de higienizar socialmente o espaço público, a autarquia do Partido Socialista volta a repetir a dose, agora no Mercado Municipal de Loulé, afastando os comerciantes contra sua vontade dos seus lugares de trabalho de há décadas. Agrava a situação quando uma parte dos comerciantes é constituída por uma população idosa, vulnerável e indefesa que com medo de represálias se remete à resignação e ao sofrimento pessoal. Porque não são aceitáveis estas práticas de racismo social de classe média sobre as populações mais pobres. Porque a violência social e psicológica contra idosos é uma prática atentatória do Estado de Direito democrático, estaremos em protesto dia 27 de Agosto em frente à porta da Câmara Municipal de Loulé para denunciar a expulsão das populações dos seus lugares de trabalho à revelia da vontade das próprias."
 

terça-feira, agosto 14, 2018

Um Acto De Vingança Pessoal E Política

A minha intervenção na luta contra a exploração de petróleo no Algarve (e outras) já deu frutos para a minha vida e para a minha família. O senhor Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, acaba de expulsar os meu pais da sua banca no mercado onde trabalharam uma vida inteira. Assim, sem espinhas. Um Presidente da Câmara gourmet, vereadores gourmet e negócios de amigos gourmet justificaram um "cheguem-se para lá" que agora quem ocupa esse lugar sou eu. Velhos, cansados, doentes, vulneráveis, no final de uma vida de trabalho honesto, foi a oferta do Senhor Presidente da Câmara de Loulé à minha família. Uma vingança política do Senhor Presidente e do Partido Socialista que sendo suficientemente cobarde para me atacar directamente atacou-me indirectamente desalojando os meus pais do sítio onde trabalharam toda uma vida. O exercício da cidadania e do pensamento crítico está assim recompensado. Vou-vos dar um conselho. Não se armem em activistas e nem sequer em cidadãos. Esta gente não presta e não perdoa a quem os critica. Socialistas, comunistas ou bloquistas. Chamem-lhes o que quiserem mas fujam deles a sete pés. Medo.