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quarta-feira, maio 08, 2013

Todos juntos! Loulé, 1 de Junho, 16 horas - Mercado Municipal.



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Dar Sentido Útil Aos Sacrifícios: Dito pelo PSD, Para Todos Aqueles Que Andam Distraídos, Que Aqui Por Loulé Dizem Logo Que Não Têm Nada A Ver Com O Assunto

Vítor Gaspar lançou os foguetes e apanhou a canas ainda a operação não tinha terminado: a colocação de dívida pública portuguesa a 10 anos foi "um grande sucesso", rejubilou o ministro das Finanças. Isto apesar dos 5,6% de taxa de juro que os donos do dinheiro nos exigem. Ou seja, apenas um ponto percentual a menos do que há dois anos, quando se achou que o preço a pagar era insuportável e o país foi resgatado.
 
As contas do "sucesso" são simples de fazer: três mil milhões de euros a uma taxa de juro de 5,6% representam qualquer coisa como o equivalente a 168 milhões de euros de juros por ano, ou seja, 1680 milhões de euros para pagar no final desse período de dez anos, só em juros.
 
Acrescente-se, em seguida, a seguinte hipótese nada académica: um banco qualquer, português, alemão ou finlandês, vai sacar ao Banco Central Europeu, aproveitando a atual taxa de juro de referência de 0,5%, uma quantia de três mil milhões de euros. Se o empréstimo do BCE tiver um período de vigência de 10 anos, o banco português, alemão ou finlandês, paga 15 milhões de euros de juros por ano, ou 150 milhões no total dos 10 anos.
 
Continuemos a elaborar e imaginemos que o banco português, alemão ou finlandês, ou até mesmo um sindicato bancário, como está na moda, pega nesse dinheirão e, de forma direta ou indireta (emprestando a outros), adquire dívida portuguesa a 10 anos.
 
É só continuar a fazer as contas: cumprido o circuito, o sindicato bancário, de especuladores, ou de investidores, como queiram chamar-lhe, receberá 1680 milhões de euros em juros do Estado português, para pagar apenas 150 milhões em juros ao BCE. Dá um lucro de 1530 milhões de euros, sem esforço, apenas pela manipulação de dinheiro. O nosso dinheiro. Porque são estas as regras do BCE: empresta à Banca, para que esta empreste aos Estados.
 
Vítor Gaspar tem razão. A operação de colocação de dívida portuguesa a 10 anos foi "um enorme sucesso"... para quem a subscreveu, ou seja, para os sindicatos bancários e os especuladores, que conseguem dinheiro muito barato, no BCE ou noutras paragens ainda menos recomendáveis, e emprestam muito caro.
 
Acontece que, para os portugueses, o "sucesso" de Vítor Gaspar é sinónimo de mais um garrote. Porque já se sabe quem vai pagar o empréstimo e os juros usurários que nos cobram: os velhos, através das reduções nas pensões; os funcionários públicos, com a chantagem da mobilidade; os desempregados, com subsídios sucessivamente cortados; e todos os cidadãos que ainda conseguem manter o emprego ou gerar riqueza, sobrecarregados com impostos. Segundo o PSD, chama-se a isto dar "sentido útil aos sacrifícios".

Estar Vivo É Igual A Estar Morto

Os pais do Marlon ficaram destroçados. A academia seguiu como se o assassinato de um dos seus tivesse sido um fait-divers. Quando o relativismo moral é levado ao excesso e quando estar vivo ou estar morto se equivale a única coisa que resta é o aqui e agora. De uma academia que se deixou encantar pelas profecias de fé do neoliberalismo e que faz ciência do "empreendedorismo" não se poderia esperar outra coisa. Não se pode tomar a nuvem por juno mas a dimensão da coisa é verdadeiramente deprimente. Se alguém se espantava sobre o porquê dos estudantes não estarem nas ruas em massa face ao brutal ataque à democracia e às nossas vidas não poderia ter melhor resposta. Diga-se de passagem que a academia universitária nunca foi propriamente um bastião de defesa da democracia, muito pelo contrário. Mas era preciso chegar a tanto?

terça-feira, maio 07, 2013

Eu tenho a minha Loucura! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, Sei que não vou por aí!

Cântico Negro
 
“Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: “vem por aqui!”
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali…
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos…
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: “vem por aqui!”?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí…
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?…
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos…
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios…
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios…
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: “vem por aqui”!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou…
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
 
José Régio

A Partir De Agora É A Nossa Vez De Cortar!


Se não sabem viver connosco sem ser a roubar o que foi conquistado com todo o esforço de uma vida de trabalho, então só temos uma alternativa. Expulsá-los do país!

Não Passarão!


Junta-te! Loulé, 1 de Junho. Basta!

domingo, maio 05, 2013

Do Dever De Defender As Nossas Vidas

Hoje é um dia em que a politiquice, a pura coreografia política, a ilusão, o dolo, vão atingir limites de insulto a todos os portugueses que estão a empobrecer. Esta dança entre Passos Coelho e Portas (e deliberadamente escrevo antes de Portas falar) é a utilização da comunicação social e de alguns truques demasiado conhecidos para "todos se sairem bem", com o objectivo de nos distrair e enganar. É corrrupção das mentes, tão grave quanto a dos bolsos, é exactamente tudo aquilo que desagrega velozmente uma democracia. Metáforas habilidosas, recursos semânticos de um autor de títulos de soundbyte, frases que pretendem ser virais, desculpas apresentadas como vitórias, imagem, imagem, imagem, vaidade, vaidade, vaidade. E pequenez disfarçada de esperteza.

O combate contra o governo incompetente, arrogante e destruidor que temos, que vive do medo das pessoas de perderem o mais básico da sua vida, vai acabar por ter mais do que uma dimensão política, vai ter uma dimensão de dever, de obrigação, uma dimensão ética. Com este tipo de coerografias dolosas, sem respeito por ninguém, sem sentido de responsabilidade, e muito menos de estado, está-se a abrir o caminho para a desobediência civil. E estou a dizer exactamente o que quero dizer.

sexta-feira, maio 03, 2013

Este Não É O Lugar De Manifestações, Não Ajuda À Democracia O Que Os Senhores Estão A Fazer



Qual democracia?

O Burro do Gaspar

Manuel Ferreira Leite acaba de chumbar Vítor Gaspar em directo na TVI24. O Documento de Estratégia Orçamental é uma espécie de tese de doutoramento com base teórica sem qualquer sustentação empírica na realidade. O burro do Gaspar também já é chumbado pelos seus.

quinta-feira, maio 02, 2013

Quando O Governo PSD/CDS e Cavaco Silva Matam Literalmente A Democracia, Nada Disto Já Espanta, Até Pode Acabar Numa Guerra Civil

A Juventude Socialista denunciou esta quarta-feira, em comunicado, que dois elementos desta organização “foram perseguidos e cercados por cerca de uma dezena de elementos e dirigentes da JSD e PSD da Trofa", que os agrediram. A JSD da Trofa apresenta uma versão diferente.
 
 "O presidente do PSD de Santiago de Bougado, Filipe Couto Reis, agrediu violentamente e repetidamente Daniel Lourenço, que se encontrava ao volante da sua viatura, tendo ainda abordado Amadeu Dias, agarrando-o e atirando-o contra a mesma viatura”, lê-se num comunicado dos jovens socialistas. "Em tudo isto participaram elementos da JSD Trofa que contribuiram com insultos e ameaças, fazendo parte deste acto de violência premeditado e atroz", escreveu ainda a JS, acrescentando que o seu militante Daniel Lourenço foi tratado no hospital e está a recuperar "das escoriações e hematomas que sofreu".
 
A Juventude Social-Democrata (JSD) confirma a existência destes confrontos, mas apresenta uma versão com factos diferentes e outro contexto. Acusa, aliás, o militante da JS que ficou ferido de, antes, ter "ferrado" Filipe Couto Reis.
 
Também em comunicado, a JSD refere que tudo começou quando a presidente, Sónia Matos, e outra dirigente desta estrutura viram Daniel Lourenço e Amadeu Dias a vandalizarem, "com um alicate na mão", o único dos 30 cartazes que a Juventude Social-Democrata afixara no sábado sobre o problema dos buracos nas estradas do concelho que não tinha sido roubado. A JSD acrescenta que, "ameaçadas, insultadas e perseguidas de carro", por aqueles militantes da JS, pediram ajuda telefónica aos companheiros. "Junto à Trofauto, tudo se precipitou", confirma. "Na discussão entre as partes [...] um elemento da JS, Daniel Lourenço, ferrou Filipe Couto Reis e, a  partir daí, envolveram-se me agressões mútuas”.
 

quarta-feira, maio 01, 2013

Fetiche Político

E pronto lá acampei mais um dia à porta da Câmara Municipal de Loulé. Tomei uma decisão. Agora tenho uma segunda casa. Todos os dias que puder lá estarei à porta acampado. Apareçam que há por ali caracóis, cerveja e quem sabe vinho do Porto. A minha segunda casa é agora a casa do povo. Por lá se cantará o Grândola Vila Morena diariamente, se exigirá a demissão do governo como sempre e se quiserem até se vai recitar poesia. Até amanhã de novo na minha segunda casa. Quando nos perdem o respeito tem que ser assim. É tudo nosso. Demitam este governo de canalhas que nos destrói todos os dias que passará a haver respeito mútuo de novo.

Não Nos Deixaram Outro Caminho, Não Há Alternativa