A minha Lista de blogues

terça-feira, outubro 12, 2010

Activismo de Sofá



A rua 125 não é alternativa.

domingo, outubro 10, 2010

O Estado da Nação



Não quero alimentar discursos catrastofistas tão típicos dos profetas da desgraça. mas apetece-me mesmo dizer: Ai, Portugal, Portugal, aonde é que tu vais parar...

Dos Mortos Vivos

John Lennon - Stand by me



Fez ontem 70 anos...Happy birthday.

Alegre Esquizofrenia

1. É maravilhosamente delirante ouvir Manuel Alegre a questionar a direcção das medidas do PEC III impostas pelo primeiro ministro que o apoia nas eleições Presidenciais que aí estão a chegar. Há dias em que as medidas são muitos duras e não podem prejudicar sempre os que menos têm e que menos podem. Outros dias, temos que ser "responsáveis" porque as medidas socialistas são "inevitáveis" e não haveria "alternativa" (quem diria?) ao pacote de medidas de direita "socialista". Outros dias ainda, é um silêncio aterrador perante grotescas injustiças praticadas pelo seu partido. Quem quiser perceber porque afundou a política partidária o país em que vivemos não poderia ter melhor espelho.

2. Cavaco e Silva. Peço desculpa pelo atrevimento. O dr. Cavaco e Silva, é mestre na arte de passar a responsabilidade para cima da vida alheia. Para o homem que raramente se engana e nunca tem dúvidas e que afirmou um dia que dois homens na posse da mesma informação, só por má fé, tomariam uma decisão diferente da do outro, a política em épocas de crise é uma coisa "irresponsável". O que conta são as coisas da vida das pessoas que isso da política é coisa que só atrapalha, presumo eu, a "vida do orçamento". O que Portugal precisa é de "consensos", de "responsabilidade", de uma espécie de "união nacional" que nos conduza a todos ao caminho da "salvação". O doutor Cavaco e Silva é um símbolo da II República. Não demitiu o pior governo dos últimos 36 anos nas inúmeras possibilidades que teve à mão em nome concerteza da salarazenta "estabilidade nacional", agora não há "estabilidade" que nos valha.

3. Última nota para o Bloco de Esquerda. A alegre e precipitada escolha do alegre candidato presidencial que saiu lado a lado com Sócrates em Coimbra, em vésperas das eleições legislativas de 2009, fez das eleições de 2011 um alegre passeio do homem da pequena e alegre vila de Boliqueime. O povo português não merecia tamanha esquizofrenia.

sexta-feira, outubro 08, 2010

Há Mais Vida Para Além do Capital

Nobel da Paz 2010 - Liu Xiaobo



A gente enche-se de orgulho e satisfação quando vê que as instituições funcionam. Com esta atribuição do Nobel da paz, a Democracia e os Direitos Humanos obtêm uma vitória histórica sobre o capitalismo de Estado desumanizado. Se a Europa quer competir no espaço mundial em época de globalização económica, fez mais o Comité do Nobel com esta atribuição para isso, do que as últimas dezenas de anos de política externa Europeia convertida à globalização neoliberal.

quinta-feira, outubro 07, 2010

Do Aparelho Ideológico ou do Omo Lava Mais Branco: Assinem lá essa coisa aí em baixo

"As medidas de austeridade recentemente anunciadas pelo governo vieram mostrar, uma vez mais, a persistência de um fenómeno que corrói as bases de um sistema democrático. Nas horas e dias que se seguiram à conferência de imprensa de José Sócrates e de Teixeira dos Santos, os órgãos de comunicação social, nomeadamente as televisões, empenharam-se mais em tornar as referidas medidas inevitáveis do que em promover efectivos espaços de debate em torno das grandes opções político-económicas.

De facto, os diferentes painéis de comentadores televisivos convidados para analisar o chamado PEC III foram sistematicamente constituídos a partir de um leque apertado e tendencialmente redundante de opiniões, que oscilou entre os que concordam e os que concordam, mas querem mais sangue; ou entre os que acham que o PEC III vem tarde e os que defendem ter surgido no timing certo. Para lá destas balizas estreitas do debate, parece continuar a não haver lugar para quem conteste, critique ou problematize o quadro conceptual que está em jogo e as intenções de fundo, ou o sentido e racionalidade dos caminhos que Portugal e a Europa têm vindo a seguir, em matéria de governação económica.

Por ignorância, preguiça, hábito, desconsideração deliberada ou manifesto servilismo, os canais televisivos têm sistematicamente tratado a análise da crise económica como se o intenso debate quanto aos fundamentos doutrinários e às opções políticas que estão em jogo pura e simplesmente não existisse. Com a particular agravante de a crise financeira, iniciada em 2008, ter permitido uma consciencialização crescente em relação às diferentes perspectivas, no seio do próprio pensamento económico, no que concerne às responsabilidades da disciplina na génese e eclosão da crise.

Com efeito, diversos sectores político-sociais e reputados economistas têm contestado a lógica das medidas adoptadas, alertando para o resultado nefasto de receitas semelhantes aplicadas em outros países e denunciado a injusta repartição dos sacrifícios feita por politicas que privilegiam os interesses dos mercados financeiros liberalizados. Mas a sua voz permanece, em grande medida, ausente dos meios de comunicação de massas.

Não se trata de criticar o monolitismo das opiniões convocadas para o debate, partindo do ponto de vista de quem nelas não se revê. Uma exclusão daqueles que têm tido o privilégio quase exclusivo de acesso aos meios de comunicação seria igualmente preocupante. O problema de fundo reside em ignorar, nos dias que correm, o pluralismo de interpretações e perspectivas sobre a crise, sobre os seus impactos e sobre as opções de superação.

Somos cidadãos e cidadãs preocupados com este silenciamento e monolitismo. E por isso exigimos aos órgãos de comunicação social – em particular às televisões, e sobretudo àquela a quem compete prestar “serviço público” – que respeitem o pluralismo no debate político-económico de modo a que se possa construir uma opinião pública mais activa e informada. Menos do que isso é ficar aquém da democracia e do esclarecimento.

Será dado conhecimento da presente petição, e dos respectivos subscritores, às direcções de informação dos canais televisivos portugueses e restantes meios de comunicação social; a responsáveis por programas de televisão que abordam questões político-económicas; aos grupos parlamentares com representação na Assembleia da República e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social."

Assinar aqui:
http://www.petitiononline.com/babytv/petition.html

quarta-feira, outubro 06, 2010

Tristes Autarcas

Os autarcas da região do algarve reuniram de propósito para decidir que "não saiem para a rua" e para afirmar que defendem o adiamento do pagamento das portagens na Via do Infante "até que se acabem as obras de requalificação da Estrada Nacional 125". A forma histórica como os autarcas estão comprometidos com os seus partidos em detrimento dos interesses da população algarvia não levaria a esperar outra coisa. Entre os políticos que não "saiem à rua" há mesmo um tal de Miguel Freitas, que vive numa encruzilhada de psicanálise política quase paranóica entre o temor das críticas dos algarvios e a necessidade da sua aceitação política e a necessidade de adorar o chefe que se sabe não gostar de ser contrariado. Só quem circulou toda uma vida na rua nacional 125 e não a distingue de uma qualquer autoestrada nacional, pode alguma vez pensar que esta pode ser uma estrada de circulação prioritária à escala regional. Durante anos fiquei preso nas "filas de quilómetros de automóveis" da Armação de Pera sem conseguir chegar a horas a qualquer zona que fosse perto da cidade de Portimão. Durante anos decidi que não iria mais à aventura por terras de Barlavento, funcionando as filas de trânsito da EN 125 como que se de uma "barreira psicológica" se tratasse. Neste assunto os algarvios não podem hesitar nas suas escolhas. Se estiverem à espera do "empenho" dos autarcas nesta "matéria", verão mais uma vez frustada a sua ambição de uma melhor qualidade de vida nas terras algarvias. O Algarve pela sua dimensão não pode ser remetido a circular numa rua.

terça-feira, outubro 05, 2010

Há Lugar Para o Socialismo Num Futuro Próximo?

Os irresponsáveis responsáveis pela situação em que nos encontramos apelam agora, como quase sempre, em nome da salvação da sua própria posição, à "responsabilidade". As medidas que nos levam ao fundo do poço são apresentadas como "inevitáveis" e "sem alternativa" e a pressão política para amordaçar o povo e para travar a contestação social atingiu o seu rubro. O rótulo da "maledicência" em cima do que mais não é do que salutar crítica política vai ficar na História como imagem de marca de um Primeiro Ministro que sufocou um partido, pôs o socialismo democrático na gaveta e arruinou o futuro de um país. Haverá lugar para o socialismo no futuro?

segunda-feira, outubro 04, 2010

100 anos da República



Mais do que profissões de fé de um certo foro religioso nada melhor do que mergulhar nos anais da história. Se a valorização dos ideais de igualdade, liberdade e fraternidade por si só já não são pouca coisa, a I República não foi concerteza o melhor dos mundos. Que o diga o clero.

domingo, outubro 03, 2010

O Regicídio

sábado, outubro 02, 2010

Tempos de Incerteza

Depois da política ter hipotecado o futuro das futuras gerações e de nada nos garantir um futuro melhor do que o passado (bem pelo contrário) não é de descartar a hipótese de assistirmos a convulsões sociais inimagináveis desde o 25 de abril de 74. Não se pode pôr de parte os perigos de um golpe militar, do regresso de uma ditadura, do poder cair na rua ou mesmo da hipótese de uma possível guerra civil. Não sou futurólogo, mas as estórias da história humana permitem-nos tudo menos dormir descansados. Desculpem lá o pessimismo, mas entre o optimismo da vontade e o pessimismo da razão é este último que parece estar no topo do ranking da miséria política contemporânea.

sexta-feira, outubro 01, 2010

Leviandades Económicas



1. É absolutamente espantoso a forma como os novos cães de guarda ideológicos vêm para as televisões, em massa, utilizar a "ciência económica" para legitimar as suas posições ideológicas. Gostava que me provassem empiricamente (não bastam as profecias de fé retóricas) que a baixa de salários resultaria necessariamente em mais competitividade e produtividade das empresas e dos trabalhadores. É muito triste que a "salvação" proposta pelos novos profetas da economia, para levantar a moral dos trabalhadores do nosso país, tenha como principal proposta a baixa de salários. Num país com salários baixissímos em comparação com a média europeia e com um tecido produtivo que funciona essencialmente à base de mão de obra intensiva e fracamente qualificada não deixa de ser um atestado de incompetência analítica a quem usa a "ciência económica" para mais não fazer do que profissões de fé de carácter retórico, não assentes em qualquer evidência empírica.

2. É absolutamente espantoso como são escolhidos a dedo os "especialistas" que têm acesso à tribuna mediática no panorama geral televisivo, geradores de um falso senso comum homogeneizador digno de um coro dominical. No contexto da maior crise económica jamais vista nas últimas largas décadas, o pluralismo democrático mediático anda também pelas ruas da amargura.