Jacques Brel : Les Bourgeois
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segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Semana da música, do amor e da felicidade
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
Semana da música, do amor e da felicidade
Bolero - Maurice Ravel
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
Semana da música, do amor e da felicidade
Carl Orff - Carmina Burana - Fortuna Imperatrix Mundi
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
Semana da música, do amor e da felicidade
Carreras - Domingo - Pavarotti "o sole mio"
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
Semana da música, do amor e da felicidade
Jacques Brel - Ne Me Quitte Pas
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
Semana da música, do amor e da felicidade
CHARLES AZNAVOUR - La boheme
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
domingo, fevereiro 10, 2008
Decreto para o blogue MacLoulé à revelia do Príncipe, do Governo da República e da ASAE, a semana da música, do amor e da felicidade
Farto de cumprir ordens emanadas do Estado central, através de leis, regulamentos, despachos, circulares, regras de trânsito, regras da moral e dos bons costumes e outras que tais, o blogue macloulé, num acto de recusa pelo cumprimento das leis da república, decreta esta semana, a semana da música, da felicidade e do amor!
Vamos então ter música todos os dias...acreditamos que desta forma, os leitores deste blogue, por poucos que sejam, vão contribuir para resolver algumas angústias do Exmo. Senhor Presidente da República, sobre o facto de não se fazerem crianças em Portugal.
Porque a vida é bela
Vamos então ter música todos os dias...acreditamos que desta forma, os leitores deste blogue, por poucos que sejam, vão contribuir para resolver algumas angústias do Exmo. Senhor Presidente da República, sobre o facto de não se fazerem crianças em Portugal.
Porque a vida é bela
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
São Valentim já anda no ar
Porque se aproxima o dia dos namorados e o amor já anda no ar
L'amour est un oiseau rebelle
L'amour est un oiseau rebelle
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
sábado, fevereiro 09, 2008
A morte saiu à rua: A politização da morte na blogosfera louletana
Interessantíssima a discussão sobre a morte e o ritual funerário promovida pelo blogue Sebastião a propósito do culto dos mortos na freguesia de São Sebastião.
Defende o autor do blogue, a propósito da Capela Mortuária da Igreja de Sant'Ana, que se melhor o conforto prestado aos utilizadores de tais serviços, aperfeiçoando as condições de estadia do espaço de culto e simultaneamente, propõe novos trajectos dos cortejos funerários em direcção ao cemitério, para evitar a exposição do ritual funebre junto das crianças que frequentam as escolas, por onde o mesmo passa e para evitar eventuais incómodos causados pelos engarrafamentos de trânsito junto dos edifícios escolares.
Nobre a preocupação com as condições do conforto na hora do luto, mais discutível, a preocupação de "esconder" a morte para evitar os traumas das nossas criancinhas e muito pertinente, a preocupação com os engarrafamentos junto das escolas.
Muito interessante, também, um comentário de um leitor, que presumo ser do interior rural do concelho de Loulé, sobre a desigualdade de condições face ao direito a um ritual funebre digno na hora da morte dos entes queridos.
Diz-nos este leitor:
"Em relação a este assunto gostaria de saber porque é que dentro da própria Freguesia de S. Sebastião existe um tratamento diferenciado nos cortejos e velórios funerários?
Para os habitantes do Monte Seco continua tudo na mesma, pois realizam os seus velórios na Capela do Monte Seco e depois vêm para a Igreja de S. Francisco; para os habitantes de Vale Judeu é mesma situação.
Com isto eu concordo! Penso que deveria ser igual para toda a zona rural da freguesia, uma vez que a alteração agora verificada causa o maior transtorno às populações do Parragil, Picota, Boa Hora, Soalheira, Palmeiral, Varjota, etc…
Que têm que velar os seus ente queridos numa capela distante, desprovida das condições mais elementares, no cimo de uma escadaria, sem espaço! Mais evidente por vezes, quando se realizam vários funerais em simultâneo, com a Freguesia de S. Clemente.
Questiono-me: Porque é que as populações dos sítios que referi atrás não podem realizar os seus velórios da mesma forma como fazem os habitantes do Monte Seco e Vale Judeu? Até porque também estaria disponível a Igreja da Boa Hora para os velórios, mesmo que seja numa situação provisória, ou a própria Igreja de S. Francisco!"
A morte é também ela feita de desigualdades e hierarquias sociais. Também aqui a política deve intervir para repôr a igualdade de condições.
Muito interessante ainda é o facto da discussão ilustrar o fenómeno da privatização da morte nas sociedades ocidentais capitalistas.
Foi o crescente movimento de secularização, de racionalização e de individualização que acompanhou o desenvolvimento do capitalismo industrial que fez com que a morte se torna-se assunto tabu a varrer para debaixo do tapete social.
Como demostrou o conceituado historiador Philipe Ariès, tempos houve em que a morte não era escondida.
Segundo Ariès (2003, p. 84), "Com o fortalecimento da doutrina capitalista, há uma nova atitude diante da morte e dos mortos. Se até o século XVIII não havia separação radical entre a vida e a morte, a partir do século XIX essa separação se acentua, pois há o desenvolvimento acelerado do individualismo, do pensamento racional, da secularização da vida quotidiana.
Os enterros que até então eram realizados nas igrejas vão paulatinamente sendo objecto de inúmeras discussões, pois aos poucos o sepultamento nos templos religiosos vai perdendo seu carácter sagrado, assumindo um estigma cada vez mais profano. Seria o desenvolvimento da “morte selvagem”, e o fim da “morte domada” ou “familiar” que teria vigorado até então.
A “morte familiar” vigorou no Ocidente Católico por toda a Idade Média até o século XVIII, quando se buscava uma total aproximação da morte e dos mortos.
Uma boa morte era representada pela previsibilidade dos findos dias, para que o moribundo assim pudesse preparar nos mínimos detalhes os ritos fúnebres necessários para uma passagem tranqüila para a companhia de anjos e santos. Os últimos dias de vida tinham que ser vividos na colectividade com a companhia de parentes, amigos, irmãos de confraria. O sepultar na igreja onde o indivíduo havia freqüentado durante toda sua vida era de fundamental importância, numa relação estreita com o mundo dos vivos.
Já a “morte selvagem” desenvolvera-se principalmente a partir de meados do século XIX, caracterizando-se pela idéia de repulsa e afastamento do morto da convivência com os vivos. Era preciso o desligamento do falecido da convivência humana para que pudesse sair do plano palpável dos vivos e entrar em contacto com a sociedade de seus ancestrais. Era o penoso processo de preparar e enviar o “de cujus” para um suposto “reino dos céus”.
A morte era cada vez mais individual, ficando os rituais fúnebres reservados somente aos parentes mais próximos. Dentro dessa perspectiva, uma das principais provas desse afastamento entre vivos e mortos era a difusão da ideia de transferir os enterros das igrejas para cemitérios longe do espaço urbano, separando, assim, a sociedade dos vivos da sociedade dos mortos."
Deve a morte ser escondida ou devemos desde crianças aprender a encarar a morte com naturalidade?
Pela minha parte gostava de ver discutida a questão para desmistificar este grande tabu. Até porque a morte estando desde a nascença biologicamente predestinada é um assunto profundamente cultural.
Ela constitui aquilo que o célebre antropólogo Marcel Mauss designou como facto social total, pela sua dimensão social, cultural, económica, demográfica, jurídica, política...em todo o tempo e em todo o lugar...ninguém lhe pode escapar.
Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos...
Bom fim de semana
Defende o autor do blogue, a propósito da Capela Mortuária da Igreja de Sant'Ana, que se melhor o conforto prestado aos utilizadores de tais serviços, aperfeiçoando as condições de estadia do espaço de culto e simultaneamente, propõe novos trajectos dos cortejos funerários em direcção ao cemitério, para evitar a exposição do ritual funebre junto das crianças que frequentam as escolas, por onde o mesmo passa e para evitar eventuais incómodos causados pelos engarrafamentos de trânsito junto dos edifícios escolares.
Nobre a preocupação com as condições do conforto na hora do luto, mais discutível, a preocupação de "esconder" a morte para evitar os traumas das nossas criancinhas e muito pertinente, a preocupação com os engarrafamentos junto das escolas.
Muito interessante, também, um comentário de um leitor, que presumo ser do interior rural do concelho de Loulé, sobre a desigualdade de condições face ao direito a um ritual funebre digno na hora da morte dos entes queridos.
Diz-nos este leitor:
"Em relação a este assunto gostaria de saber porque é que dentro da própria Freguesia de S. Sebastião existe um tratamento diferenciado nos cortejos e velórios funerários?
Para os habitantes do Monte Seco continua tudo na mesma, pois realizam os seus velórios na Capela do Monte Seco e depois vêm para a Igreja de S. Francisco; para os habitantes de Vale Judeu é mesma situação.
Com isto eu concordo! Penso que deveria ser igual para toda a zona rural da freguesia, uma vez que a alteração agora verificada causa o maior transtorno às populações do Parragil, Picota, Boa Hora, Soalheira, Palmeiral, Varjota, etc…
Que têm que velar os seus ente queridos numa capela distante, desprovida das condições mais elementares, no cimo de uma escadaria, sem espaço! Mais evidente por vezes, quando se realizam vários funerais em simultâneo, com a Freguesia de S. Clemente.
Questiono-me: Porque é que as populações dos sítios que referi atrás não podem realizar os seus velórios da mesma forma como fazem os habitantes do Monte Seco e Vale Judeu? Até porque também estaria disponível a Igreja da Boa Hora para os velórios, mesmo que seja numa situação provisória, ou a própria Igreja de S. Francisco!"
A morte é também ela feita de desigualdades e hierarquias sociais. Também aqui a política deve intervir para repôr a igualdade de condições.
Muito interessante ainda é o facto da discussão ilustrar o fenómeno da privatização da morte nas sociedades ocidentais capitalistas.
Foi o crescente movimento de secularização, de racionalização e de individualização que acompanhou o desenvolvimento do capitalismo industrial que fez com que a morte se torna-se assunto tabu a varrer para debaixo do tapete social.
Como demostrou o conceituado historiador Philipe Ariès, tempos houve em que a morte não era escondida.
Segundo Ariès (2003, p. 84), "Com o fortalecimento da doutrina capitalista, há uma nova atitude diante da morte e dos mortos. Se até o século XVIII não havia separação radical entre a vida e a morte, a partir do século XIX essa separação se acentua, pois há o desenvolvimento acelerado do individualismo, do pensamento racional, da secularização da vida quotidiana.
Os enterros que até então eram realizados nas igrejas vão paulatinamente sendo objecto de inúmeras discussões, pois aos poucos o sepultamento nos templos religiosos vai perdendo seu carácter sagrado, assumindo um estigma cada vez mais profano. Seria o desenvolvimento da “morte selvagem”, e o fim da “morte domada” ou “familiar” que teria vigorado até então.
A “morte familiar” vigorou no Ocidente Católico por toda a Idade Média até o século XVIII, quando se buscava uma total aproximação da morte e dos mortos.
Uma boa morte era representada pela previsibilidade dos findos dias, para que o moribundo assim pudesse preparar nos mínimos detalhes os ritos fúnebres necessários para uma passagem tranqüila para a companhia de anjos e santos. Os últimos dias de vida tinham que ser vividos na colectividade com a companhia de parentes, amigos, irmãos de confraria. O sepultar na igreja onde o indivíduo havia freqüentado durante toda sua vida era de fundamental importância, numa relação estreita com o mundo dos vivos.
Já a “morte selvagem” desenvolvera-se principalmente a partir de meados do século XIX, caracterizando-se pela idéia de repulsa e afastamento do morto da convivência com os vivos. Era preciso o desligamento do falecido da convivência humana para que pudesse sair do plano palpável dos vivos e entrar em contacto com a sociedade de seus ancestrais. Era o penoso processo de preparar e enviar o “de cujus” para um suposto “reino dos céus”.
A morte era cada vez mais individual, ficando os rituais fúnebres reservados somente aos parentes mais próximos. Dentro dessa perspectiva, uma das principais provas desse afastamento entre vivos e mortos era a difusão da ideia de transferir os enterros das igrejas para cemitérios longe do espaço urbano, separando, assim, a sociedade dos vivos da sociedade dos mortos."
Deve a morte ser escondida ou devemos desde crianças aprender a encarar a morte com naturalidade?
Pela minha parte gostava de ver discutida a questão para desmistificar este grande tabu. Até porque a morte estando desde a nascença biologicamente predestinada é um assunto profundamente cultural.
Ela constitui aquilo que o célebre antropólogo Marcel Mauss designou como facto social total, pela sua dimensão social, cultural, económica, demográfica, jurídica, política...em todo o tempo e em todo o lugar...ninguém lhe pode escapar.
Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos...
Bom fim de semana
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
O Público, a Sonae e o Projectista Licenciado em Engenharia
Reproduzo este post a pedido de JPP, que por sua vez lhe foi encomendado pelo JMF, a quem tinha sido pedido por BA, a quem preciso de agradar para um dia me arranjar um cargo bem remunerado e porque todos temos ódio ao Projectista Licenciado em Engenharia.
"Escrevo estas linhas [sobre as aventuras de Sócrates projectista] porque Belmiro de Azevedo me pediu, ou, Belmiro de Azevedo pediu a José Manuel Fernandes que me pediu para escrever estas linhas.
Como a SONAE perdeu a OPA sobre a PT, o desejo de vingança do “grupo” é enorme e é para isso que existe o Público e o Cerejo, o “novo pide”, para vilipendiar o pobre do proto-engenheiro Sócrates que, há vinte anos, fazia uns projectos para uns amigos que, por coincidência, não os podiam assinar, graciosamente é claro, sem qualquer da burocracia que faria as Finanças hoje grelhar um cidadão nas sinistras suspeitas de fugir ao fisco.
Ou pior, como escrevo no Público, escrevo estas linhas para agradar a Belmiro de Azevedo ou a José Manuel Fernandes que não as pediram, mas vão ficar agradados por eu as ter escrito e alguma recompensa me hão-de dar.
Ou pior ainda, escrevo estas linhas para que o senhor Primeiro-ministro e o seu gabinete saibam que a “a mim ninguém me cala” e por isso, como fizeram com Manuel Alegre, me dêem a cabeça de um ministro numa bandeja para me amansar.
Eu digo já qual é o ministro... Ou pior do pior, mãe de todos os piores, escrevo estas linhas para tramar a tríade Menezes – Lopes – Ribau que a última coisa que querem é que Cerejo olhe para eles com o mesmo olhar com que olha para as casas elegantes que enxameiam a Guarda com assinatura de José Sócrates.
Ou pior ainda, o absoluto pior, o pior que encerra o puro mal, porque no meu ignoto canto, mergulhado na raiva pura, no monstro verde, na bílis do mais total ressentimento, invejo o sucesso brilhante do engenheiro Sócrates como desenhador e projectista, um homem que faz, que tem obra feita no distrito da Guarda, enquanto eu não durmo à noite porque apenas pertenço àquela confraria inútil que só escreve livros e artigos, mergulhada na sua própria peçonha.
Deve haver coisas ainda muito piores, mas a minha imaginação não chega lá".
Copiado do Blogue Abrupto.
Este bom homem que o Jornal Público odeia por causa da falhada OPA sobre a PT.
Bom fim de semana
"Escrevo estas linhas [sobre as aventuras de Sócrates projectista] porque Belmiro de Azevedo me pediu, ou, Belmiro de Azevedo pediu a José Manuel Fernandes que me pediu para escrever estas linhas.
Como a SONAE perdeu a OPA sobre a PT, o desejo de vingança do “grupo” é enorme e é para isso que existe o Público e o Cerejo, o “novo pide”, para vilipendiar o pobre do proto-engenheiro Sócrates que, há vinte anos, fazia uns projectos para uns amigos que, por coincidência, não os podiam assinar, graciosamente é claro, sem qualquer da burocracia que faria as Finanças hoje grelhar um cidadão nas sinistras suspeitas de fugir ao fisco.
Ou pior, como escrevo no Público, escrevo estas linhas para agradar a Belmiro de Azevedo ou a José Manuel Fernandes que não as pediram, mas vão ficar agradados por eu as ter escrito e alguma recompensa me hão-de dar.
Ou pior ainda, escrevo estas linhas para que o senhor Primeiro-ministro e o seu gabinete saibam que a “a mim ninguém me cala” e por isso, como fizeram com Manuel Alegre, me dêem a cabeça de um ministro numa bandeja para me amansar.
Eu digo já qual é o ministro... Ou pior do pior, mãe de todos os piores, escrevo estas linhas para tramar a tríade Menezes – Lopes – Ribau que a última coisa que querem é que Cerejo olhe para eles com o mesmo olhar com que olha para as casas elegantes que enxameiam a Guarda com assinatura de José Sócrates.
Ou pior ainda, o absoluto pior, o pior que encerra o puro mal, porque no meu ignoto canto, mergulhado na raiva pura, no monstro verde, na bílis do mais total ressentimento, invejo o sucesso brilhante do engenheiro Sócrates como desenhador e projectista, um homem que faz, que tem obra feita no distrito da Guarda, enquanto eu não durmo à noite porque apenas pertenço àquela confraria inútil que só escreve livros e artigos, mergulhada na sua própria peçonha.
Deve haver coisas ainda muito piores, mas a minha imaginação não chega lá".
Copiado do Blogue Abrupto.
Este bom homem que o Jornal Público odeia por causa da falhada OPA sobre a PT.
Bom fim de semana
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Sobre o abate de árvores um pouco por todo o lado
"Só é conhecido um processo de absorção do dióxido de carbono em larga escala: a fotosíntese das plantas (...) as plantas desenvolvem-se extraindo carbono deste gás. A maior parte do peso de uma árvore, de uma planta ou da mais pequena folha de relva é constituída por carbono obtido desta maneira e, quanto maior é a planta, mais carbono ela tem incorporado.
Isto quer dizer que o efeito de estufa pode ser directamente combatido com vastos programas de florestação. Infelizmente, como de resto é bem conhecido, é exactamente o contrário que tem vindo a acontecer na última década.
As mais prolíferas florestas do globo, as florestas humidas dos trópicos, vêm sendo arrasadas sem qualquer esforço de reflorestação e, pior ainda nem sempre são abatidas para aproveitamento em madeira, utilização que permitiria, ao menos, conservar o carbono armazenado no material lenhoso (...)
Deste modo, a destruição das florestas tropicais está a contribuir para o aquecimento global (...) "
In Steven Yearley, A Causa Verde, 1992, pág. 21.
E nós por cá? Como está o nosso relacionamento com o verde da cidade?
Já li em qualquer lado que Loulé vai recuperar o Parque Municipal. Como se recupera uma coisa que está de boa saúde? Só quem não é utilizador regular do Parque pode falar em recuperação do mesmo. O Parque está bem de saúde obrigado.
O Parque Municipal de Loulé para além de património ambiental da cidade é um autêntico pulmão para quem quer respirar ainda algum ar com o mínimo de qualidade de vida.
Não conheço o projecto e tenho por princípio não críticar aquilo que desconheço. O que não me impede de ficar verdadeiramente apreensivo...
Bom final de semana
Isto quer dizer que o efeito de estufa pode ser directamente combatido com vastos programas de florestação. Infelizmente, como de resto é bem conhecido, é exactamente o contrário que tem vindo a acontecer na última década.
As mais prolíferas florestas do globo, as florestas humidas dos trópicos, vêm sendo arrasadas sem qualquer esforço de reflorestação e, pior ainda nem sempre são abatidas para aproveitamento em madeira, utilização que permitiria, ao menos, conservar o carbono armazenado no material lenhoso (...)
Deste modo, a destruição das florestas tropicais está a contribuir para o aquecimento global (...) "
In Steven Yearley, A Causa Verde, 1992, pág. 21.
E nós por cá? Como está o nosso relacionamento com o verde da cidade?
Já li em qualquer lado que Loulé vai recuperar o Parque Municipal. Como se recupera uma coisa que está de boa saúde? Só quem não é utilizador regular do Parque pode falar em recuperação do mesmo. O Parque está bem de saúde obrigado.
O Parque Municipal de Loulé para além de património ambiental da cidade é um autêntico pulmão para quem quer respirar ainda algum ar com o mínimo de qualidade de vida.
Não conheço o projecto e tenho por princípio não críticar aquilo que desconheço. O que não me impede de ficar verdadeiramente apreensivo...
Bom final de semana
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Confundir a lógica das coisas com as coisas da lógica: O problema da má explicação das boas políticas
Há uma moda no ar, que é sobretudo defendida pelos mais acérrimos defensores do partido do poder.
Face ao insucesso da implementação de algumas políticas e da incapacidade de levar a cabo as reformas apregoadas, dizem os fiéis, que o problema não são as políticas, mas sim a má explicação dessas mesmas boas políticas.
Assim sendo, o problema não seria o do fecho das maternidades, urgências e outras que tais, um pouco por todo o país, sobretudo em zonas pobres do interior rural, mas a incapacidade do ministro em explicar os benifícios para essas mesmas populações de lhes serem retirados esses serviços sociais que tão prejudiciais seriam ao seu desenvolvimento e bem estar.
Tristes populações que não sabem o que é bom para si, mesmo que tão insistentemente lhes expliquem que isso só lhes traria melhor qualidade de vida e aumento de saúde e bem estar.
Não entende este mau povo, que nascer em ambulâncias em alguma terra de ninguém é sempre melhor do que nascer em local próprio para o efeito.
Não entende este mau povo, que quando lhes perguntarem onde nasceram os seus filhos, poderão sempre dizer que, tal como os pais, que nasceram debaixo de alfarrobeiras ou num quarto escuro de uma velha casa, agora os seus filhos nascem a meio caminho de lugar nenhum, ou mesmo num qualquer ajuntamento de Espanha, que isto de nascer em Portugal não é nada distintivo na Europa.
O ministro foi demitido, mas a nova ministra já disse que a política era para continuar, porque o problema provavelmente não são as políticas mas a má explicação das boas políticas.
Na cultura, a ministra também foi posta a andar, mas aí, não podemos dizer, que o problema foi da má explicação das boas políticas para a cultura, simplesmente porque não havia política cultural neste governo.
Nunca poderá haver uma má explicação de uma boa política que não existe. Quem vier por bem vai continuar as inexistentes políticas para a cultura do governo socialista no poder. A obcessão do défice não deixa espaço para a cultura e esta não pode crescer em nome da salvação do país.
O problema portanto é a má explicação das boas políticas.
Mesmo que se façam reformas que contrariem todos os princípios da implementação de um processo de mudança social.
Reformar contra os actores...principais dessas mesmas reformas...contra os professores, contra os juízes, contra os jornalistas, contra médicos e enfermeiros, contra os trabalhadores, contra as populações afectadas por essas mesmas reformas. Alguém pode reformar a educação sem o contributo dos professores, por exemplo?
Reformar de cima para baixo...impondo as boas reformas presentes na mente de alguns iluminados que crêm saber o que é melhor para as populações que governam do que as próprias populações.
Reformar sem envolver... os participantes dessas mesmas reformas e aumentando o centralismo e a concentração de poder.
Reformar... com base em princípios meramente economicistas...
Depois sabemos o que nos vão dizer os fiéis...este mau povo que não se deixa reformar!
Mude-se o povo.
Bom final de entrudo
Face ao insucesso da implementação de algumas políticas e da incapacidade de levar a cabo as reformas apregoadas, dizem os fiéis, que o problema não são as políticas, mas sim a má explicação dessas mesmas boas políticas.
Assim sendo, o problema não seria o do fecho das maternidades, urgências e outras que tais, um pouco por todo o país, sobretudo em zonas pobres do interior rural, mas a incapacidade do ministro em explicar os benifícios para essas mesmas populações de lhes serem retirados esses serviços sociais que tão prejudiciais seriam ao seu desenvolvimento e bem estar.
Tristes populações que não sabem o que é bom para si, mesmo que tão insistentemente lhes expliquem que isso só lhes traria melhor qualidade de vida e aumento de saúde e bem estar.
Não entende este mau povo, que nascer em ambulâncias em alguma terra de ninguém é sempre melhor do que nascer em local próprio para o efeito.
Não entende este mau povo, que quando lhes perguntarem onde nasceram os seus filhos, poderão sempre dizer que, tal como os pais, que nasceram debaixo de alfarrobeiras ou num quarto escuro de uma velha casa, agora os seus filhos nascem a meio caminho de lugar nenhum, ou mesmo num qualquer ajuntamento de Espanha, que isto de nascer em Portugal não é nada distintivo na Europa.
O ministro foi demitido, mas a nova ministra já disse que a política era para continuar, porque o problema provavelmente não são as políticas mas a má explicação das boas políticas.
Na cultura, a ministra também foi posta a andar, mas aí, não podemos dizer, que o problema foi da má explicação das boas políticas para a cultura, simplesmente porque não havia política cultural neste governo.
Nunca poderá haver uma má explicação de uma boa política que não existe. Quem vier por bem vai continuar as inexistentes políticas para a cultura do governo socialista no poder. A obcessão do défice não deixa espaço para a cultura e esta não pode crescer em nome da salvação do país.
O problema portanto é a má explicação das boas políticas.
Mesmo que se façam reformas que contrariem todos os princípios da implementação de um processo de mudança social.
Reformar contra os actores...principais dessas mesmas reformas...contra os professores, contra os juízes, contra os jornalistas, contra médicos e enfermeiros, contra os trabalhadores, contra as populações afectadas por essas mesmas reformas. Alguém pode reformar a educação sem o contributo dos professores, por exemplo?
Reformar de cima para baixo...impondo as boas reformas presentes na mente de alguns iluminados que crêm saber o que é melhor para as populações que governam do que as próprias populações.
Reformar sem envolver... os participantes dessas mesmas reformas e aumentando o centralismo e a concentração de poder.
Reformar... com base em princípios meramente economicistas...
Depois sabemos o que nos vão dizer os fiéis...este mau povo que não se deixa reformar!
Mude-se o povo.
Bom final de entrudo
Faço da vida um caminho em que a felicidade está nas pequenas grandes coisas que o mundo nos permite desfrutar.
"Carpe Diem"
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